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Yield, nutritive value and fermentative parameters of winter cereals silages/Rendimento, valor nutritivo e caracteristicas fermentativas de silagens de cereais de inverno.

INTRODUCAO

A adequada nutricao dos animais ao longo do ano e fundamental, nao apenas para a manutencao do peso corporal, como para maiores taxas de ganho de peso, producao de leite, sanidade e eficiencia reprodutiva (ANDRADE, 1995; FONTANELI et al., 2011).

Quando sao adotados sistemas de producao baseados na utilizacao de pastagens naturais ou cultivadas, fornecidas atraves de pastoreio, a producao animal se da de forma mais pratica e economica. No entanto, devido a estacionalidade de producao de forragens, a adocao exclusiva desses sistemas tornase inviavel (JOBIM et al., 2005).

No Sul do Brasil, a estacionalidade e evidente no periodo do outono, quando a oferta e a qualidade das forragens e baixa, pois coincide com o periodo em que as forrageiras de verao estao findando seu ciclo, enquanto as anuais de inverno estao iniciando. Este periodo e conhecido como "vazio forrageiro outonal", sendo caracterizado pela perda de peso dos animais e reducao na producao leiteira (FONTANELI & FONTANELI, 2009).

A necessidade de manutencao do peso corporal dos animais e uma producao leiteira estavel ao longo do ano tornam imprescindivel a busca por alternativas para a alimentacao dos animais durante os periodos de escassez de forragem. Uma das alternativas seria a conservacao de forragens por meio da ensilagem de cereais de inverno, o que apresenta diversas vantagens, como a reducao dos riscos da falta de alimentos ocasionada por intemperies, producao de graos nos cultivos de verao destinados a alimentacao humana, evitando-se a competicao destes cultivos com o uso para ensilagem (BUMBIERIS JR. et al., 2011), possibilidade de utilizacao dos cereais de inverno para pastoreio antes da ensilagem, bem como a ensilagem do excedente de forragem destinada inicialmente apenas ao pastoreio e a utilizacao de areas que costumam ficar ociosas durante o inverno. Segundo MORAES et al., (2011), no Sul do Brasil, 12,8 milhoes de hectares ficam praticamente sem renda durante o inverno. Dessa forma, a utilizacao de cereais de inverno para ensilagem possibilita aumento na geracao de renda das propriedades, alem de resultar em aumento na eficiencia de uso das terras.

Assim, objetivou-se avaliar o rendimento de forragem, o valor nutritivo e as caracteristicas fermentativas dos cereais de inverno para ensilagem.

MATERIAL E METODOS

O experimento foi conduzido em area pertencente a Embrapa Trigo, localizada no municipio de Passo Fundo--RS, regiao fisiografica do Planalto Medio. A area e definida pelas coordenadas 28[degrees] 15' de latitude Sul e 52[degrees] 24' de longitude Oeste, em uma altitude de 687 metros acima do nivel do mar. O solo da regiao e classificado como Latossolo Vermelho distrofico humico (STRECK et al., 2008) e o clima e descrito como subtropical umido (Cfa), de acordo com a classificacao de Koppen. Na tabela 1, e possivel observar as condicoes climatologicas durante a conducao do experimento.

A area da parcela foi de 5,0 [m.sup.2] (5 linhas de 5 m x 0,2 m), com os tratamentos dispostos no delineamento experimental em blocos ao acaso, com tres repeticoes.

Os tratamentos foram doze genotipos de gramineas anuais de inverno, sendo tres de aveia branca (Avena sativa L.), URS 21, URS Guapa e Barbarasul; dois de trigo (Triticum aestivum L.), BRS Taruma e BRS Umbu; dois de triticale (X Triticosecale Wittmack), Embrapa 53 e BRS Minotauro; um de centeio (Secale cereale L.), BRS Serrano; um de cevada (Hordeum vulgare L.), BRS Caue; e tres de aveia preta (Avena strigosa Schreb.), IAPAR 61-Ibipora, Embrapa 139-Neblina e Ucronia.

A semeadura foi realizada no dia 18 de maio de 2011, juntamente com a adubacao de 300 kg [ha.sup.-1] da formulacao 08-24-18 (N-[P.sub.2][O.sub.5]-[K.sub.2]O), com aplicacao de ureia em cobertura (45 kg N [ha.sup.-1]) 50 dias apos a semeadura. O corte para ensilagem foi realizado quando as plantas atingiram o estadio de grao pastoso a massa firme, com aproximadamente 30 a 35% de materia seca.

Para ensilagem, foram colhidas as duas linhas centrais de cada parcela, sendo pesados, homogeneizados e retirada uma amostra, para secagem em estufa com ventilacao forcada a 60[degrees]C, ate peso constante, para determinacao do rendimento de forragem ensilavel. O restante foi triturado em moinho forrageiro, em fragmentos de 0,5 a 3,0 cm, e compactadas manualmente em silos experimentais de PVC com 100 mm de diometro e 40 cm de altura. Os silos foram acondicionados em local abrigado da luz e calor, sendo abertos para avaliacao 90 dias apos o fechamento. A altura das plantas foi determinada no momento do corte para ensilagem atraves de medicao com regua graduada.

Na abertura dos silos, foram desprezadas as porcoes superior e inferior de silagem de cada silo. O material retirado foi homogeneizado e amostras foram coletadas para avaliacao de pH, nitrogenio amoniacal e teor de materia seca.

A determinacao do pH foi realizada utilizando-se metodologia descrita por SILVA & QUEIROZ (2002) e a leitura, por meio de potenciometro digital. Para determinacao do teor de nitrogenio amoniacal foi utilizada metodologia descrita por RECH et al. (2006). Para determinacao do teor de materia seca, foram utilizadas amostras secas em estufa de ventilacao forcada a 60[degrees]C, ate que atingissem peso constante.

Para analise do valor nutritivo das silagens, foram utilizadas amostras previamente secas em estufa de ventilacao forcada a 60[degrees]C, ate peso constante. O material foi triturado em moinho do tipo Willey, peneira com malha de 1,0 mm, e retirada sub-amostra para determinacao dos teores de proteina bruta (PB), fibra insoluvel em detergente neutro (FDN), fibra insoluvel em detergente acido (FDA) e digestibilidade estimada da materia seca (DMS) pelo metodo de reflectoncia do infravermelho proximal--NIRS, descrito por FONTANELI & FONTANELI (2007).

Os dados das variaveis resposta altura de planta, rendimento e teor de materia seca, pH, nitrogenio amoniacal e teores de PB, FDN, FDA e digestibilidade foram submetidos a analise de varioncia para o modelo em blocos casualizados e, quando necessario, as medias foram comparadas pelo teste de Duncan (P > 0,05), utilizando-se o pacote estatistico SAS, versao 8.2 (SAS, 2003).

RESULTADOS E DISCUSSAO

Por meio dos resultados obtidos, e possivel observar que os genotipos avaliados sao de ciclos (da emergencia ate o corte para ensilagem) distintos, com cultivares precoces, intermediarios e tardios. A cultivar mais precoce para ensilagem, com 139 dias de ciclo, foi a cevada BRS Caue (Tabela 2). Ja os genotipos mais tardios foram centeio BRS Serrano e a aveia preta Ucronia, com 170 dias de ciclo (Tabela 2).

A altura das plantas tambem diferiu entre os genotipos. O centeio BRS Serrano apresentou a maior altura, atingindo 160 cm, ja a cevada BRS Caue apresentou altura de 56 cm, a menor entre os genotipos avaliados (Tabela 2).

Em ensaio de cultivares de aveia branca realizado em Guarapuava/PR, por ALMEIDA & FOSTIM (2011), os valores de estatura foram superiores aos obtidos no experimento para os genotipos de aveia branca avaliados, o que pode ter contribuido para a nao ocorrencia de acamamento, visto que plantas altas tendem a acamar em decorrencia de ventos ou chuvas fortes.

Houve diferenca significativa quanto ao rendimento de forragem ensilavel entre os genotipos. O centeio BRS Serrano e a cevada BRS Caue apresentaram maior e menor rendimentos, respectivamente (Tabela 2). FONTANELI et al. (2009), avaliando cereais de inverno, tambem observaram altos rendimentos em centeio BRS Serrano (superior 10t MS [ha.sup.-1]) e baixos rendimentos para a cevada (inferior a 5t MS [ha.sup.-1]), bem como para altura de plantas, com centeio superior a 130 cm e cevada inferior a 80 cm.

Alem de fatores intrinsecos aos genotipos, o rendimento de biomassa pode estar relacionado ao ciclo de cultivo. Como pode ser observado na tabela 1, nos meses de junho, julho e agosto, a insolacao foi inferior a normalmente ocorrida neste periodo, o que pode ter favorecido os genotipos com ciclo mais longo, como o centeio, resultando em maior acumulo de materia seca.

De acordo com MUCK (1988), os teores ideais de materia seca de silagens devem estar em torno de 30 a 35%, e associados a valores de pH inferiores a 5 para que nao ocorram fermentacoes indesejadas pela presenca de microrganismos, alem de reducao da quebra de proteinas na proteolise. Dos genotipos avaliados, alguns resultaram em valores de materia seca abaixo do desejavel, como BRS Caue, BRS 139-Neblina e IAPAR 61-Ibipora, com teores de materia seca entre 28 e 29% (Tabela 3). No entanto, em todos os genotipos avaliados, os valores de nitrogenio amoniacal estiveram dentro dos parometros considerados aceitaveis e associados a adequados valores de pH, abaixo de 5,0, nao prejudicando a qualidade final das silagens.

Nao houve diferenca significativa entre o pH dos genotipos ensilados, estando entre 3,96 e 4,69. No entanto, pode-se observar diferenca entre os genotipos quanto aos teores de materia seca e nitrogenio amoniacal (Tabela 3).

Os valores de pH obtidos foram superiores aos observados por MEINERZ et al. (2011), ao avaliarem silagens de cereais de inverno. Segundo FERREIRA (2001), silagens com adequada fermentacao devem apresentar valores de pH entre 3,8 e 4,2. No entanto, nao foi observada nenhuma alteracao que indicasse a ocorrencia de fermentacoes indesejadas nas silagens durante a abertura dos silos.

O teor de nitrogenio amoniacal nas silagens tem sido um parometro amplamente utilizado para indicar a ocorrencia de processo fermentativo eficiente. Teores de nitrogenio amoniacal inferiores a 10% do nitrogenio total da silagem indicam uma boa preservacao do material, baixa degradacao das proteinas e consequente qualidade da silagem (VAN SOEST, 1994; TOMICH et al., 2003).

Todos os genotipos avaliados apresentaram teores de nitrogenio amoniacal dentro dos niveis aceitaveis, indicando baixa proteolise (Tabela 3). As aveias brancas URS 21 e Barbarasul, trigo BRS Umbu, centeio BRS Serrano, triticale Embrapa 53 e aveias pretas BRS 139-Neblina e Ucronia obtiveram os menores teores de nitrogenio amoniacal.

LOPES et al. (2008), avaliando triticale para ensilagem, obtiveram valores inferiores de pH (pH 3,70 para idade de corte de 118 dias) em comparacao as silagens de triticale avaliadas no experimento. No entanto, os valores de nitrogenio amoniacal foram superiores aos aqui observados (nitrogenio amoniacal 13,9 para idade de corte de 118 dias).

Quanto ao valor nutritivo, nao houve diferenca para os teores de proteina bruta (PB) e fibra insoluvel em detergente neutro (FDN), com valores variando de 6,0 a 8,4% para PB e, de 59 a 74%, para FDN (Tabela 4). Houve diferenca entre os genotipos para fibra insoluvel em detergente acido (FDA) e digestibilidade estimada da materia seca (DMS). A aveia preta IAPAR 61-Ibipora apresentou o maior valor de FDA e, consequentemente, o menor DMS. Em contraste, o menor valor FDA e o maior de DMS foi apresentado pelo triticale Embrapa 53 (Tabela 4), embora sem diferir do triticale BRS Minotauro, dos trigos e da cevada.

O triticale Embrapa 53 destacou-se por apresentar os menores teores de fibra e a maior digestibilidade estimada da materia seca (DMS), semelhante ao observado por FONTANELI et al. (2009). A digestibilidade se refere aos nutrientes que serao desdobrados no trato digestorio dos animais, durante a digestao, e absorvidos pelo organismo. A digestibilidade sofre grande influencia do processo fermentativo. Baixa digestibilidade em silagens pode indicar a ocorrencia de alteracoes durante a fermentacao (EVANGELISTA et al., 2004).

Segundo VAN SOEST (1994), o teor de proteina bruta minimo necessario para o crescimento microbiano do rumen e de 7%, caso contrario, a fermentacao ruminal e prejudicada, alem de incorrer na diminuicao do consumo do alimento pela baixa concentracao de proteina. Dentre os genotipos avaliados, embora a media geral foi de 7,3%, nao cumpririam este requisito em valores absolutos as aveias pretas Embrapa 139-Neblina, IAPAR 61-Ibipora e Ucronia, alem do centeio BRS Serrano (Tabela 4).

COAN et al. (2001), avaliando silagens de forrageiras de inverno, obtiveram valores de proteina bruta media de 10%, sendo superiores aos resultados obtidos neste experimento, em que o valor maximo de proteina bruta obtido foi de 8,7%. Os mesmos autores tambem obtiveram valores inferiores de FDN, mas os valores de FDA foram semelhantes aos obtidos no experimento. FONTANELI et al. (2009) obtiveram valores de proteina bruta superiores a 7% em todos os genotipos avaliados, sendo superiores, em sua maioria, aos valores obtidos neste trabalho. Como pode ser observado na tabela 1, a precipitacao ocorrida no mes de setembro foi inferior a precipitacao normal observada nos anos anteriores. Esse fato pode ter contribuido para acelerar o processo de maturacao das plantas e, dessa forma, resultar em reducao dos teores de proteina das silagens avaliadas.

CONCLUSAO

Todos os genotipos avaliados tem caracteristicas que possibilitam fermentacoes para conservacao de forragem na forma de silagem. A cevada BRS Caue e o genotipo mais precoce e de menor rendimento para ensilagem, enquanto o centeio BRS Serrano e o destaque quanto a rendimento de materia seca. Considerando-se rendimento e valor nutritivo, indica-se ensilar as cultivares de trigo BRS Taruma e BRS Umbu, alem dos triticales Embrapa 53 e BRS Minotauro.

http://dx.doi.org/10.1590/0103-8478cr20130840

REFERENCIAS

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VAN SOEST, PJ. Nutritional ecology of the ruminant. 2.ed. Ithaca, New York: Cornell University, 1994. 476p.

Rosilene Ines Lehmen (I) Renato Serena Fontaneli (II) * Roberto Serena Fontaneli (III) Henrique Pereira dos Santos (II)

(I) Programa de Pos-graduacao em Agronomia, Universidade de Passo Fundo (UPF), Passo Fundo, RS, Brasil.

(II) Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuaria, Embrapa Trigo, 99001-970, Passo Fundo, RS, Brasil. E-mail: renatof@cnpt.embrapa.br.

* Autor para correspondencia.

(III) Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), Erechim, RS, Brasil.

Recebido 19.06.13 Aprovado 02.12.13 Devolvido pelo autor 13.05.14 CR-2013-0840.R1
Tabela 1--Dados climatologicos de temperatura, precipitacao e
insolacao, ocorridas e normais, durante o periodo de conducao do
experimento (maio a outubro de 2011). Passo Fundo, RS.

              Temperatura ([degrees]C)      Precipitacao (mm)
Mes/2011
            Media Ocorrida   Media Normal   Ocorrida   Normal

Maio        14,1             15,2           137,1      114,3
Junho       11,4             12,9           226,7      133,6
Julho       12,4             13,3           340,0      161,8
Agosto      13,4             13,9           254,4      187,8
Setembro    15,4             15,7           47,3       197,7
Outubro     18,3             17,6           194,7      152,9

            Insolacao (horas)
Mes/2011
            Ocorrida   Normal

Maio        181,3      181,1
Junho       129,3      153,7
Julho       151,9      162,6
Agosto      154,1      161,1
Setembro    196,6      154,9
Outubro     254,0      202,3

Fonte: EMBRAPA--CNPT.

Tabela 2--Ciclo, altura das plantas e rendimento de biomassa ensilavel
de genotipos de cereais de inverno

Genotipos             Ciclo * (dias)    Altura (cm)

CEV BRS Caue          139               56 h
AB URS 21             142               101 def
AB URS Guapa          152               96 f
AB Barbarasul         149               97 ef
AP BRS 139-Neblina    152               123 b
TR BRS Taruma         157               79 g
AP IAPAR 61-Ibipora   152               120 bc
TRT Embrapa 53        149               103 de
AP Ucrania            170               116 c
CEN BRS Serrano       170               160 a
TR BRS Umbu           152               83 g
TRT BRS Minotauro     152               105 d
Medias                152               103,3
CV (%)                                  3,3

Genotipos             Rendimento (kg [ha.sup.-1] MS)

CEV BRS Caue          6.500 e
AB URS 21             9.713 bcd
AB URS Guapa          8.957 cd
AB Barbarasul         8.764 cd
AP BRS 139-Neblina    9.500 bcd
TR BRS Taruma         10.937 b
AP IAPAR 61-Ibipora   8.194 d
TRT Embrapa 53        10.284 bc
AP Ucrania            10.964 b
CEN BRS Serrano       13.448 a
TR BRS Umbu           8.688 cd
TRT BRS Minotauro     9.859 bcd
Medias                9.651
CV (%)                10,1

* Periodo, em dias, entre a emergencia das plantas e o corte para
ensilagem.

CEV = cevada, AB = aveia branca, AP = aveia preta, TR = trigo, TRT =
triticale, CEN = centeio.

Medias seguidas de mesma letra, nas colunas, nao diferem
significativamente pelo teste de Duncan (P > 0,05).

Tabela 3--Teores de materia seca (MS), pH e nitrogenio amoniacal
(N-N[H.sub.3]) das silagens de cereais de inverno.

Genotipos              MS (%)     pH      N-N[H.sub.3]
                                          (% Nitrogenio total)

CEV BRS Caue           28,36 b    4,69    7,43 ab
AB URS 21              28,21 b    3,96    3,97 e
AB URS Guapa           33,94 a    4,44    7,01 abc
AB Barbarasul          27,74 b    4,20    3,93 e
AP BRS 139-Neblina     29,66 b    4,25    4,94 cde
TR BRS Taruma          33,99 a    4,23    6,73 abcd
AP IAPAR 61-Ibipora    28,55 b    4,48    9,11 a
TRT Embrapa 53         34,07 a    4,59    6,22 bcde
AP Ucrania             33,85 a    4,31    4,52 de
CEN BRS Serrano        33,69 a    4,26    4,38 de
TR BRS Umbu            33,78 a    4,14    5,91 bcde
TRT BRS Minotauro      33,51 a    3,98    7,13 abc
Medias                 31,61      4,29    5,94
CV (%)                 4,9        4,9     17,1

CEV = cevada, AB = aveia branca, AP = aveia preta, TR = trigo, TRT =
triticale, CEN = centeio.

Medias seguidas de mesma letra, nas colunas, nao diferem
significativamente pelo teste de Duncan (P > 0,05).

Tabela 4--Teores de proteina bruta (PB), fibra insoluvel em detergente
neutro (FDN), fibra insoluvel em detergente acido (FDA) e
digestibilidade estimada da materia seca (DMS) de silagens de cereais
de inverno.

Genotipos               PB      FDN       FDA          DMS

                                    (% MS)

CEV BRS Caue           8,4     59,6    30,7 bcd     64,9 abc
AB URS 21              7,6     64,1    37,0 abc     60,1 bcd
AB URS Guapa           7,3     66,5    38,9 abc     58,6 bcd
AB Barbarasul          7,3     66,0    37,6 abc     59,6 bcd
AP BRS 139-Neblina     6,0     74,3    43,4 ab      55,1 cd
TR BRS Taruma          8,0     65,4    33,8 abcd    62,6 abcd
AP IAPAR 61-Ibipora    6,5     74,7    46,0 a       53,1 d
TRT Embrapa 53         7,9     56,5    22,3 d       71,5 a
AP Ucrania             6,2     65,1    37,1 abc     60,0 bcd
CEN BRS Serrano        6,8     73,7    40,4 abc     57,5 bcd
TR BRS Umbu            8,3     62,4    30,6 bcd     65,1 abc
TRT BRS Minotauro      7,9     63,2    28,9 cd      66,4 ab
Medias                 7,3     65,9    35,55        61,2
CV (%)                 13,5    8,1     14,6         6,6

CEV = cevada, AB = aveia branca, AP = aveia preta, TR = trigo, TRT =
triticale, CEN= centeio.

Medias seguidas de mesma letra, nas colunas, nao diferem
significativamente pelo teste de Duncan (P > 0,05).
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Author:Lehmen, Rosilene Ines; Fontaneli, Renato Serena; Fontaneli, Roberto Serena; dos Santos, Henrique Per
Publication:Ciencia Rural
Date:Jul 1, 2014
Words:3770
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