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Wood preservation in Brasil: historical, current scenario and trends/ Preservacao de madeiras no Brasil: historico, cenario atual e tendencias.

INTRODUCAO

O setor florestal brasileiro apresenta grande importancia para a economia do Pais, contribuindo com cerca de 3,5% do produto interno bruto (PIB), no ano de 2010. A despeito de ter uma area de cobertura florestal nativa de 60,7% do territorio brasileiro, o aproveitamento dos recursos naturais madeireiros e insignificante, em funcao do potencial que representa. Segundo a Associacao Brasileira de Florestas Plantadas, a ABRAF (2011), o setor e caracterizado principalmente pelos plantios florestais de rapido crescimento, com especies dos generos Eucalyptus e Pinus, situados na sua maioria, nos Estados das regioes Sudeste e Sul, respectivamente.

A madeira e um material renovavel cujas propriedades fisico-mecanicas e anatomicas a tornam um material versatil. Em relacao a outros materiais, como o concreto, plastico, aco e aluminio, a madeira apresenta uma serie de vantagens, como beleza, alta resistencia mecanica em relacao a massa, baixo consumo energetico para o seu processamento, bom isolamento termico, facil trabalhabilidade. Apresenta, tambem, desvantagens, como material combustivel e, para algumas especies, baixa durabilidade natural, rachaduras e empenamentos.

O desconhecimento dos atributos e caracteristicas da madeira inviabiliza a sua correta utilizacao. Para tanto, faz-se necessaria a avaliacao de determinadas propriedades, adequando-as as madeiras em condicoes de uso. Do ponto de vista da preservacao, alguns parametros devem ser observados: escolha da especie da madeira, com base nas propriedades intrinsecas de durabilidade natural e tratabilidade; definicao do risco biologico a que a madeira sera submetida; adocao do metodo de tratamento e produto preservativo em funcao do risco biologico, visando ao aumento da durabilidade da madeira. Em situacoes de maior risco e exposicao aos agentes que degradam a madeira, como moiroes, postes, dormentes e alguns componentes de construcao, e necessario o uso de madeiras de alta durabilidade natural, que lhe garantam maior resistencia ao ataque de agentes xilofagos, principalmente. Madeiras reconhecidamente de alta durabilidade natural nao estao mais disponiveis no mercado e, gradualmente, estao sendo substituidas por outras de rapido crescimento, exigindo, em contrapartida, tratamento preservativo. Tal tratamento se torna imprescindivel para aumentar a vida util dessas madeiras, bem como contribuir com a preservacao das florestas nativas.

Segundo Revista da Madeira (2007), a preservacao de madeiras e qualquer procedimento ou conjunto de medidas que possa conferir a madeira em uso maior resistencia aos agentes de deterioracao, proporcionando-lhe maior durabilidade. Tais agentes podem ser de natureza fisica, quimica e biologica (agentes xilofagos), que afetam suas propriedades. O tratamento preservativo e imprescindivel para madeiras de baixa durabilidade natural ou para porcoes permeaveis e passiveis de tratamento, como o alburno. A eficacia do tratamento e avaliada por meio da retencao e penetracao de produtos, garantidas pelos niveis minimos recomendados pelas normas tecnicas. No mercado, existem diversos produtos preservativos, de natureza hidrossoluvel ou oleossoluvel, para tratamento preventivo ou curativo; diversos metodos sao utilizados, com pressao atmosferica ou pressoes artificiais. A combinacao de produtos e processos confere a madeira padroes de qualidade diversos, adequando-a aos diferentes usos.

No Brasil, emprega-se um baixo volume de madeira tratada, quando comparado a outros paises, como os Estados Unidos e Inglaterra. A quantidade de madeira utilizada pelo setor e insignificante quando comparada a outros setores industriais do pais, como celulose e papel, carvao vegetal e paineis reconstituidos. O setor, entretanto, apresenta grandes potencialidades de expansao e crescimentos, rumo a novos mercados emergentes, como da construcao civil, embalagens e linhas de transmissao (cruzetas e postes). O objetivo deste trabalho foi apresentar uma revisao de literatura sobre o setor de preservacao de madeiras no Brasil, desde o seu inicio ate o ano de 2011, mostrando sua situacao atual e tendencias.

HISTORICO DA PRESERVACAO DE MADEIRAS NO BRASIL

O primeiro registro que se tem conhecimento sobre preservacao de madeiras no Brasil e datado em 1587, quando o senhor de engenho, Gabriel Soares de Souza, escreveu sobre a infestacao de cupins subterraneos em habitacoes, ataque de brocas de madeiras e perfuradores marinhos, durabilidade de madeiras em diferentes locais e sobre a maior durabilidade do cerne em relacao ao alburno. Somente no seculo XIX houve novos registros, a partir da necessidade do uso de dormentes para as ferrovias em construcao (CAVALCANTE, 1986).

Como nos outros paises, o uso de madeira tratada, no Brasil, surgiu em decorrencia do desenvolvimento industrial, que trouxe a necessidade de transportes mais rapidos, novos meios de comunicacoes e melhores fontes de energia. Surgiu, assim, uma demanda de madeira com alta resistencia ao ataque de xilofagos para as ferrovias, telegrafos, telefonia e eletrificacao. O uso industrial de madeira preservada teve inicio entre 1880 e 1884, com o emprego de dormentes tratados com creosoto para as ferrovias. A necessidade de madeira tratada ocorreu pela escassez de madeiras nativas de alta durabilidade natural, bem como pela resistencia as intemperies. Na construcao da estrada de ferro Madeira-Mamore, em 1907, em plena Floresta Amazonica, embora houvesse disponibilidade de grande numero de madeiras de alta durabilidade natural, optou-se pela importacao de 80.000 dormentes de eucalipto, provenientes da Australia (CAVALCANTE, 1986).

A primeira usina de tratamento de madeiras sob pressao foi importada da Inglaterra pela antiga Estrada de Ferro Central do Brasil e instalada no municipio de Juiz de Fora, Minas Gerais, entre 1902 e 1904, para tratamento de dormentes com creosoto. A partir dessa decada, os documentos disponiveis nao indicam nenhum acontecimento relevante ate a decada de 1930. O primeiro estudo sobre preservacao de madeiras foi desenvolvido por Brotero (1933) e objetivava avaliar a penetracao de um preservativo hidrossoluvel em estacas, aplicado por imersao, bem como o efeito do tratamento nas propriedades mecanicas da madeira e o aumento

da vida util conferida a esse material. Nessa epoca, houve tambem registro de dois outros estudos: um foi desenvolvido por Edmundo Navarro de Andrade, envolvendo o tratamento de pecas rolicas com creosoto, por banho quente-frio; e outro, desenvolvido por Djalma Guilherme de Almeida, em 1939, visando avaliar a resistencia de varias madeiras ao ataque de cupins, assim como testar a eficiencia do tratamento da madeira com pentaclorofenol. A primeira empresa privada de preservacao de madeiras, a Preservacao de Madeiras Ltda., foi fundada nessa epoca, especificamente em 1936 (CAVALCANTE, 1986).

Na decada de 1940, houve aumento do numero de pesquisas relacionadas a eficiencia de preservativos e ensaios de campo, sendo realizada tambem a instalacao da primeira usina de tratamento, sob pressao, pela Preservacao de Madeiras Ltda., utilizando-se de um produto a base de fluoretodicromato-dinitrofenol. Na decada de 1950, houve a continuacao dos estudos cientificos e a instalacao da segunda usina de tratamento de madeiras, pela Companhia Vale do Rio Doce, em Governador Valadares, Minas Gerais. Houve, tambem, nesse periodo, a instalacao de mais tres usinas de capital privado e o inicio da fabricacao de preservativos no Pais (CAVALCANTE, 1986).

Na decada de 1960, foi publicada a primeira dissertacao de mestrado em preservacao de madeiras. Nesse periodo, houve a instalacao de novas usinas de tratamento da madeira e a promulgacao da Lei Federal no. 4797, de 20/10/1965, dos Decretos Lei no. 58.016, de 18/03/1966, e de no. 61.248, de 30/09/1967, que regulamentavam o emprego de madeira tratada em servicos publicos. Em 25 de agosto de 1969 foi criada a primeira entidade de classe, a Associacao Brasileira dos Preservadores de Madeira (ABPM), com sede no Instituto de Pesquisas Tecnologicas (IPT), na cidade de Sao Paulo.

Na decada de 1970, houve aumento expressivo no numero de publicacoes, oriundas de universidades, centros de pesquisa e empresas, com o objetivo de divulgacao de tecnicas de preservacao da madeira, estudos de durabilidade natural, eficiencia de produtos, bem como cuidados operacionais no tratamento e uso da madeira tratada. Os consumidores de produtos de madeira tratada apresentaram seus questionamentos sobre a vida util dos postes. Na epoca, a ausencia de informacoes e de normas tecnicas levou ao descredito o uso de postes de madeira, colocando-o em desvantagem no mercado em relacao aos outros materiais, como poste de concreto. Nessa decada, houve maior atuacao da ABPM e do IPT, no sentido de corrigir o mau conceito do poste de madeira tratada no Brasil. Em 1973, a Associacao Brasileira de Normas Tecnicas (ABNT) publicou duas normas importantes para o setor: a norma EB-596 "Postes de eucalipto preservados sob pressao" e a MB-790 "Penetracao e retencao de preservativo em postes de madeira". Tais normas foram muito importantes para conferir maior respaldo tecnico desses produtos. Um novo crescimento no consumo de postes de madeira tratada comecou a surgir a partir da decada de 1980 (CAVALCANTE, 1986).

Segundo Madtrat (2008), entre 1970 e 1980, o numero de industrias de preservacao da madeira aumentou em 318,75%, o que pode ser explicado pelo grande desenvolvimento brasileiro nos setores de transportes e energia. Em 1982, havia no Brasil 13 usinas de tratamento de madeiras; entre 1995 e 1996, ja haviam sido registradas 68 usinas, com capacidade de producao anual estimada em 865 mil metros cubicos. Destas industrias, 14 estavam inativas, 14 pertenciam a empresas estatais dos setores ferroviario e eletrico e 40 usinas privadas. No ano de 2000, segundo estimativas da ABPM, existiam em operacao 80 usinas, com uma producao estimada em 560 mil metros cubicos de madeira preservada, sendo a maior parte dessa producao destinada ao segmento rural, seguido pelo eletrico, ferroviario e de madeira serrada. Segundo o autor, ao contrario de outros paises, a industria brasileira de preservacao de madeiras praticamente nao diversificou sua producao.

CENARIO ATUAL DO SETOR DE PRESERVACAO DE MADEIRAS

Principais materias-primas utilizadas

Segundo o servico Florestal Brasileiro (2010), o Brasil possuia, no ano de 2009, uma area florestal de 516,6 milhoes de hectares, sendo 509,8 milhoes formados por florestas nativas e 6,8 milhoes formados por plantios florestais. Segundo ABRAF (2011), no ano de 2010, existiam no Brasil, 6.973.083 ha de plantios florestais, sendo 4.754.334 ha de Eucalyptus, 1.756.359 ha de Pinus e 462.390 ha formados por plantios de outras especies. Segundo Netto (2010), as restricoes ao uso de madeira tropical de florestas nativas nao certificadas tem contribuido para o uso consciente e racional de madeiras dos plantios florestais, especialmente de especies dos generos Pinus e Eucalyptus, por apresentarem elevada taxa de crescimento, producao e precos competitivos, homogeneidade de material e regularidade de abastecimento. Com isso, a industria de preservacao de madeiras no Brasil tem utilizado principalmente as madeiras dessas especies, diminuindo, tambem, a pressao de corte sobre as florestas nativas. Ademais, as arvores em crescimento sequestram o gas carbonico da atmosfera, reduzindo os impactos negativos do efeito estufa.

Usos da madeira tratada

No ano de 2011, os principais produtos de madeira tratada foram moiroes, estacas, postes, dormentes e pecas rolicas e serradas para a construcao civil. Todos esses produtos apresentam inumeras vantagens e potencialidades de maior consumo, principalmente nos setores rural e de construcao civil (NETTO 2010).

O moirao e o produto de madeira tratada mais utilizado no Brasil, principalmente no meio rural. Segundo Geraldo (2008), nao existem estatisticas oficiais do setor que apontam o numero de moiroes produzidos, estimando-se uma media anual de 40 milhoes de unidades. Esse mercado evoluiu consideravelmente, pois promoveu uma substituicao gradativa de madeiras nativas por madeira rolica de plantios de rapido crescimento, com caracteristicas similares e maior disponibilidade.

O uso de postes de madeira tratada continua promissor, principalmente em programas governamentais que promovem a eletrificacao da area rural do Pais. Segundo Geraldo (2001) e Francischinelli (2006), paises de grande tradicao florestal, como a Alemanha, Suecia, Estados Unidos e Finlandia, e mesmo paises carentes de recursos florestais, como a Inglaterra, preferem os postes de madeira tratada, por causa da economia que proporcionam na construcao de redes rurais de energia. Os postes de madeira tratada apresentam muitas vantagens em relacao aos postes de concreto e metalico: produto renovavel, que demanda baixa energia para a sua producao; baixa condutividade eletrica, o que reduz os riscos de acidentes e desligamentos por fugas ou descargas eletricas; maior suporte de tensao de impulso atmosferico, em relacao aos postes metalicos; e mais leve que o poste de concreto, diminuindo os custos de transporte; maior resistencia mecanica ao choque; maior facilidade de instalacao; menor necessidade de acessorios, como por exemplo, ferragens, travessas, proporcionando economia de escala. O poste de madeira tratada e um produto competitivo, de vida util prolongada e apresenta custo anual inferior aos postes produzidos com outros materiais, como o concreto. A desvantagem do poste de madeira tratada se resume na combustibilidade e biodegradabilidade do material, exigindo-se inspecoes e manutencoes periodicas A madeira de eucalipto e a mais utilizada na fabricacao de postes, embora a madeira de Pinus tambem possa ser utilizada.

Com relacao aos dormentes, a madeira, o concreto, o aco e o plastico tem sido utilizados como materias-primas, no Brasil. Alves e Sinay (2005), ao referirem outros autores, destacaram as vantagens e desvantagens de cada um desses materiais, conforme pode ser visto na Tabela 1. As autoras destacaram o uso promissor da madeira de eucalipto na fabricacao de dormentes, em funcao do conhecimento acumulado das propriedades de varias especies do genero, sendo uma importante especie para o atendimento desse setor.

O dormente de madeira tratada apresenta, ainda, as seguintes vantagens: baixo consumo de energia na sua producao; leve e facil manuseio; facil serragem, furacao e entalho; sao pouco afetados durante seu transporte durante sua instalacao na via ferrea; nao sofrem influencia de residuos industriais poluidores da atmosfera; alem de uso da materiaprima renovavel (ALVES e SINAY, 2005).

O uso de madeira tratada na construcao civil, seja rural ou urbana, tem se mostrado bastante promissor. Segundo Calil Junior e Dias (2005), a relacao resistencia/densidade da madeira e cerca de tres vezes maior que para o aco e 10 vezes maior que para o concreto. Em termos de energia necessaria para a sua producao e da relacao energia/ resistencia, a madeira apresenta grande vantagem em relacao ao aco e ao concreto, mostrando ser o mais ecologico desses materiais. Segundo Steiner (2000), a madeira rolica, tratada em autoclave, pode ser empregada em conjunto com concreto, alvenaria, estruturas metalicas e vidros ou de forma exclusiva. Alem disso, deve-se enfatizar que a madeira rolica amplia consideravelmente o espectro de recursos esteticos, prestando-se, tanto a projetos simples e rusticos, quanto a projetos de grande sofisticacao e elegancia. Segundo Netto (2010), a preservacao de madeiras, na construcao civil, possibilitou o uso de madeiras de baixa resistencia natural em areas de grande agressividade, como aquelas expostas ao intemperismo, umidade permanente, contato com o solo, bem como aquelas utilizadas em projetos estruturais. Com isso, recomenda-se o uso de madeira tratada em estruturas para telhados, lambris e forros, pecas rolicas perfiladas para sistemas construtivos log homes, pisos, vigas rolicas estruturais, vigas perfiladas e pecas serradas para pisos.

Outras utilizacoes da madeira tratada sao tambem potenciais. Muitas empresas brasileiras do setor tem investido em produtos alternativos, como pergolas, moveis rusticos, deques, e playgrounds ou destinado ao setor de paisagismo.

Segundo Netto (2010), em 2010 a industria de preservacao de madeira empregou aproximadamente, 1,3 milhoes de metros cubicos de madeiras, sendo 60% destinados ao setor rural (moiroes, estacas e instalacoes rurais), 13% para o setor eletrico (postes e cruzetas), 11% para o setor ferroviario (dormentes), 15% para a construcao civil (pecas rolicas e serradas, telhas, estruturas) e 1% para outros usos, como pisos automotivos e exportacoes. Existiam, nesse periodo, 272 usinas de preservacao, cadastradas junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovaveis (IBAMA), localizadas, em sua maioria, nos Estados de Minas Gerais, Sao Paulo, Espirito Santo e Santa Catarina, por causa da maior oferta de madeiras, especialmente de Eucalyptus, alem da maior proximidade do mercado consumidor.

O consumo de madeira, na industria de preservacao, e ainda muito baixo quando comparado a outros setores. Segundo ABRAF (2011), no ano de 2010, o consumo brasileiro de madeira, em tora, proveniente de plantios florestais, foi de aproximadamente 170 milhoes de metros cubicos, distribuidos em varios setores, conforme pode ser visto na Tabela 2. Em decorrencia da insignificante participacao no consumo de madeira tratada no Brasil, a atividade nao e, nem mesmo, mencionada explicitamente.

Normatizacao tecnica

No ano de 2011, as normas da ABNT para produtos de madeira preservada referiam-se apenas aos postes de eletrificacao, moiroes, dormentes e bobinas para cabos eletricos. Eram elas:

--Norma Brasileira Regulamentadora NBR 6232--Penetracao e retencao de preservativo em postes de madeira (ABNT, 1973). Norma tecnica em revisao.

--NBR 6231--Postes de madeira--Resistencia a flexao (ABNT, 1980).

--NBR 8456--Postes de eucalipto preservado para redes de distribuicao de energia eletrica--Especificacao (ABNT, 1984a). Norma tecnica em revisao.

--NBR 8457--Postes de eucalipto preservado para redes de distribuicao de energia eletrica--Dimensoes --Padronizacao (ABNT 1984b). Norma tecnica em revisao.

--NBR 7190--Projeto de estruturas de madeira (ABNT, 1997). Norma tecnica em revisao.

--NBR 6236--Madeira para carreteis para fios, cordoalhas e cabos (ABNT 2004).

--NBR 7511--Dormente de madeira Requisitos e metodos de ensaio (ABNT 2005). Norma tecnica em revisao.

--NBR 9480--Pecas rolicas preservadas de eucalipto para construcoes rurais--Requisitos (ABNT, 2009).

Nao existe normalizacao tecnica sobre requisitos ou especificacoes de outros produtos de madeira tratada, bem como procedimentos e metodologias para estudos da durabilidade natural das madeiras nativas ou plantadas, novos produtos preservativos e avaliacao laboratorial ou em campo da madeira tratada. Estudos dessa natureza no Brasil sao feitos com base nas recomendacoes da American Wood Protection Association (AWPA), British Standards (BS), American Railway Engineering and Maintenance-of-Way Association (AREMA) e American Society for Testing and Materials (ASTM).

Segundo Madtrat (2008), o desenvolvimento de novos produtos de madeira tratada deve ser embasado em especificacoes tecnicas, assegurando, assim, qualidade e satisfacao do consumidor final. A proposicao de novas normas tecnicas e especificacoes para outros produtos de madeira tratada, assim como a criacao de uma marca de conformidade para os produtos de madeira tratada, estariam diretamente ligadas ao crescimento do setor no Brasil.

Principais preservativos utilizados

Existem diversos produtos que podem ser utilizados para o tratamento preservativo de madeira, conforme lista dos Standards da AWPA (2010). Segundo Brazolin et al. (2007), o IBAMA permite, no Brasil, o uso de arseniato de cobre cromatado (CCA tipo C), borato de crobre cromatado (CCB), ciflutrina, cipermetrina, deltametrina, fipronil, IPBC, creosoto, tanino, tribromofenol, quinolinolato de cobre-8, cardendazin, prochloraz, boratos, fluor, alem dos preservativos a base de cobre e azole. Segundo Netto (2010), no ano 2010, 90% das usinas de preservacao de madeira no Brasil, sob pressao, utilizavam o CCA, forma oxido, sendo os 10% restantes com CCB, na forma oxida ou salina.

A efetividade de um tratamento preservativo e avaliada pela retencao e penetracao dos preservativos na madeira (ARSENAULT, 1973; REVISTA DA MADEIRA, 2007; MONTANA QUIMICA, 2008). A retencao e a quantidade de preservativo introduzido e retido na madeira, sendo expressa em massa (kg) de componentes ativos do produto por unidade de volume de madeira tratada; no sistema metrico decimal, a retencao e expressa em kg/[m.sup.3] (quilogramas por metro cubico) e, no sistema ingles, e expressa em lb./[pe.sup.3] (libras por pe cubico), com equivalencia de 1 kg/[m.sup.3] para 16 lb./[pe.sup.3] A penetracao e a profundidade que o preservativo alcanca na madeira, sendo comumente avaliada por reacoes colorimetricas, permitindo a avaliacao qualitativa da distribuicao do preservativo na regiao tratavel da madeira (SIAU, 1984; MONTANA QUIMICA, 2008). De acordo com as normas tecnicas vigentes da ABNT destinadas a preservacao de madeiras, recomenda-se a penetracao do produto, em toda a secao do alburno, e retencoes variaveis, de acordo com o produto utilizado e o uso final da madeira tratada. Os valores minimos recomendados de retencao de CCA tipo C, CCB e creosoto, preconizadas pelas normas da ABNT, de acordo com a categoria de uso, podem ser vistos na Tabela 3.

Estudos preliminares recomendam a divisao da categoria 1 (Tabela 3) em duas outras, uma correspondendo a situacao em que a madeira estaria no interior de construcao, fora de contato com o solo, alvenaria ou fundacoes e protegido de intemperies ou fontes internas de umidade; e outra, em que a madeira estaria no interior de construcao, em contato com alvenaria e sem contato com o solo ou fundacoes, e protegido das intemperies e de fontes internas de umidade. Com isso, a NBR 7190 iria propor seis categorias de uso para a madeira em servico.

Hartford (1973), Wilkinson (1979), citados por Lepage (1986), e Leightley (2003), citam as seguintes caracteristicas de um preservativo ideal: ser eficiente na prevencao ou controle do maior numero possivel de organismos xilofagos; nao ser toxico ao homem, organismos nao xilofagos e ao meio ambiente; apresentar penetracao profunda e uniforme dentro da madeira; nao alterar as propriedades da madeira, como combustibilidade; nao ser corrosivo em contato com outros materiais, como metais e plasticos; ser resistente a lixiviacao e a volatilidade; apresentar custo acessivel e estar disponivel no mercado; poder ser utilizado em formulacoes preservativas, ou seja, com mais de um produto preservativo; ser de facil e segura manipulacao, alem de ser aceito e normalizado pelas agencias reguladoras competentes; permitir acabamentos superficiais apos o tratamento preservativo da madeira; permitir o descarte seguro ou a reciclagem da madeira tratada no final da sua vida util. Segundo Wilkinson (1979), citado por Lepage (1986), e Leightley (2003), dificilmente um preservativo pode apresentar todas essas caracteristicas, sendo a escolha de um produto sobre aquele que atenda a maioria desses requisitos, levando-se em consideracao, tambem, o local de uso final da madeira tratada. Segundo Leightley (2003), um preservativo que atende a maioria desses requisitos e o CCA, sendo considerado um dos mais eficientes para o tratamento preservativo da madeira, combinando acoes de efeito fungicida e inseticida. O CCA tem seu uso restrito em alguns paises, devido a presenca de arsenio na sua formulacao, que e um elemento nocivo a saude humana. No Brasil, ate o ano de 2011, nenhuma restricao quanto ao uso de CCA havia sido adotada.

Principais metodos de tratamento

Os principais metodos de tratamento preservativo da madeira no Brasil sao aqueles realizados sob pressao, em autoclave, utilizando o metodo Bethell. Segundo Hunt e Garratt (1962), esse metodo foi desenvolvido e patenteado por John Bethell, em 1838, na Inglaterra, e consiste nas etapas de vacuo inicial, seguida da admissao do preservativo, sem a entrada de ar no cilindro da autoclave, indo para uma fase de pressao de impregnacao do produto na madeira. Passado esse tempo, ha o esvaziamento do preservativo no cilindro da autoclave e aplicacao de um vacuo final (etapa esta nao citada na patente inicial). O metodo Bethell utilizava, originalmente, preservativos oleosos, mas atualmente os preservativos hidrossoluveis tambem sao utilizados. Tal metodo e amplamente utilizado no Brasil para tratamento das madeiras dos generos Eucalyptus e Pinus. Nesse processo, podem ser utilizados o CCA, CCB e o creosoto.

Segundo Silva (2006), o metodo de substituicao de seiva e muito utilizado no Brasil, principalmente nas pequenas e medias propriedades rurais, sendo considerado eficiente e de baixo custo, recomendado, exclusivamente, para moiroes ou pecas de menor diametro. Outros metodos caseiros ou sem pressao externa tambem sao utilizados, apesar de nao serem os mais ambientalmente seguros, principalmente nos ambientes de menor agressividade, conforme categorias 1, 2 e 3, listadas no Anexo D da NBR 7190 (ABNT, 1997). Segundo Brazolin et al. (2007), diversos produtos e metodos sem pressao podem ser utilizados para a madeira nessas condicoes, conforme pode ser visto na Tabela 4.

Segundo Brazolin et al. (2007), para os paineis reconstituidos podem ser adicionados a cola inseticidas como ciflutrina, cipermetrina, deltametrina e fipronil, para usos nas classes 1, 2 e 3. Estas classes descritas representam uma situacao de exposicao menos agressiva, ou seja, onde as madeiras serao aplicadas fora de contato com o sole e podem ser facilmente substituidas em caso de necessidade.

TENDENCIAS DO SETOR DE PRESERVACAO DE MADEIRAS NO BRASIL

O Brasil apresenta potencialidades de alcancar novos mercados, com novos produtos de madeira tratada, e ampliar o comercio dos produtos tradicionais, principalmente com o emprego das madeiras dos generos Eucalyptus e Pinus. Segundo Revista Referencia (2009), a expansao da atividade rural contribui substancialmente para o aumento da demanda de madeira tratada. Um mercado promissor e o do setor eletrico, consolidando a utilizacao de postes e, mais recentemente, o mercado de cruzetas de eucalipto tratado. Borges (2008), ao avaliar a potencialidade do uso de cruzetas tratadas de Eucalyptus, verificou que as madeiras de Corymbia citriodora e Corymbia cloeziana se mostraram como potenciais na producao desses produtos, sendo o seu custo menor em relacao a cruzeta de concreto armado ou aco. Segundo Netto (2010), o setor de construcao civil e tambem de grande potencial para a madeira tratada, sendo impulsionado pelas facilidades de construcao, transporte, rapidez e versatilidade, gerando economia, conforto e beleza.

O setor de preservacao de madeiras tem se mantido em sintonia com outros paises onde a atividade ja e consolidada. Por isso, o setor e emergente e se mostra atento aos novos produtos preservativos e processos de tratamento. Preservativos tradicionais, outrora utilizados em larga escala, como o lindane, pentaclorofenol e outros clorados, ja foram descartados e retirados do comercio. E crescente a preocupacao mundial com as questoes ambientais e ergonomicas, envolvendo todos os segmentos da cadeia produtiva: produtores, processadores e consumidores da madeira tratada. A maior participacao dos consumidores e disponibilizacao de informacoes gera o desenvolvimento de novos produtos, mais seguros e de baixa toxicidade para os homens e de menor impacto ao meio ambiente, em substituicao aqueles de reconhecido efeito preservativo da madeira, mas portador de efeitos deleterios a saude humana e ao meio ambiente. De forma geral, as pesquisas objetivam a busca de produtos de maxima eficacia e que atendam esses requisitos.

Com relacao aos produtos existentes no mercado, a United States Environmental Protection Agency (EPA), orgao responsavel pelo gerenciamento ambiental de produtos nos Estados Unidos, concluiu que a madeira tratada com CCA nao apresenta perigo para a saude das pessoas. O elemento arsenico entra na composicao do CCA na forma oxida, ou seja, na sua forma mais estavel e, por isso, nao sofre facil liberacao da madeira uma vez reagido. Este e um elemento de reconhecido efeito carcinogenico para o ser humano, mas os seus efeitos sao mitigados na madeira tratada, quando participa da formulacao do CCA, em associacao como cobre e cromo ou ainda pela utilizacao de acabamentos superficiais, tais como stains ou vernizes. Como medida preventiva, o EPA restringiu o uso de madeira tratada com CCA destinada para usos residenciais, a partir de 31 de dezembro de 2003. Nos Estados Unidos, o seu uso passou a ser restrito para usos nao residenciais e sem contato continuo com as pessoas (LEIGHTLEY, 2003, LEBOW, 2010). Mesmo com essas medidas restritivas, o volume de madeira tratada com CCA ainda continuou relativamente alto. Segundo Jambeck et al. (2007), estima-se que no ano de 2008, 9,7 milhoes de metros cubicos de madeira foram tratadas com CCA, estendendo assim o volume de madeiras tratadas ainda em servico, com durabilidade estimada entre 10 e 40 anos. Segundo o CSIRO (2008), outros paises tambem apresentam restricoes totais ou parciais ao uso de CCA, destacando-se o Japao, Indonesia, Suecia, Alemanha e Australia. As restricoes se devem tambem as mesmas preocupacoes destacadas pela EPA, pela presenca do arsenio, grau de lixiviacao e descarte da madeira tratada.

Alem das preocupacoes sobre os riscos de produtos a base de arsenio e cromo na saude humana, existem tambem preocupacoes sobre os impactos desses produtos no meio ambiente. Segundo Lebow et al. (2004), o grau de lixiviacao desses preservativos no meio ambiente depende de varios fatores. O nivel de retencao do preservativo, bem como a especie e idade da madeira, teor de umidade, processo de tratamento, intemperismo e condicao de exposicao, sao situacoes que influenciam a eficacia do tratamento quimico e a durabilidade da madeira tratada. Estudos demonstrando a quantificacao dos quimicos lixiviados em escala de campo, sob condicoes naturais de uso, ainda sao poucos, demandando de um maior aprofundamento. Aqui reside a necessidade fundamental de se respeitar o periodo de fixacao apos a madeira ser tratada em autoclave, a fim de que a saude e a seguranca da populacao e do meio ambiente sejam preservadas.

Nos Estados Unidos, os preservativos alternativos ao CCA, para uso residencial englobam formulacoes embasadas em ingredientes ativos, como azoles, quaternarios de amonio e cobre. O cobre e o ingrediente ativo inorganico, com atividade fungicida e acao limitada contra cupins. Os azoles e quaternarios de amonio sao eficientes fungicidas, capazes de inibir a acao dos fungos tolerantes ao cobre (AWPA, 2007). Os preservativos a base de cobre, azoles e quaternarios de amonio possuem variacoes nas suas formulacoes, nao contem cromo e arsenio e podem ser alternativos em situacoes em que o CCA apresentar restricoes. Esses preservativos contem elevada concentracao de cobre, o que pode potencializar os riscos aos organismos aquaticos (HANSAN et al., 2008). No Brasil, a segunda versao da NBR 9480 (ABNT, 2009) ja preconizava o uso de preservativo a base de cobre e azole para o tratamento preservativo de moiroes de eucalipto para uso em contato com o solo ou fora dele.

Os azoles e os quartenarios de amonio foram citados como potenciais substitutos do CCA no 39[degrees] Forum Internacional sobre Preservacao da Madeira, realizado em Istambul, Turquia, no ano de 2008. O evento internacional e considerado referencia no setor de preservacao de madeiras, apresentando as principais tendencias e os mais importantes resultados de pesquisas em todo o mundo. Esses preservativos, entretanto, quando comparados ao CCA, apresentam alguns problemas, como elevado custo, menor poder de fixacao e consequente maior lixiviacao, alem de maior susceptibilidade a fungos emboloradores, exigindo-se a aplicacao de aditivos para controlar esse tipo de fungo (REVISTA DA MADEIRA, 2008).

Metodos alternativos visando ao aumento da resistencia da madeira a organismos xilofagos tambem sao pesquisados. Segundo Hill (2009), nos paises nordicos europeus, muitos estudos estao sendo conduzidos em direcao a modificacao fisica e quimica da madeira. No exemplo de modificacao fisica, a termorretificacao ou o tratamento termico da madeira tem sido mais frequentemente fruto de pesquisas; na modificacao quimica, as pesquisas sao realizadas a partir da acetilacao ou da furfurilacao, nao existindo estudos sobre a toxicidade e confiabilidade destes produtos e processos. Pessoa et al. (2006) avaliaram a termorretificacao da madeira de Eucalyptus grandis, submetida ao ataque do cupim de madeira seca, Cryptotermes brevis, observaram que, para as condicoes do experimento, o tratamento termico nao foi suficientemente eficaz para conceder a madeira total resistencia contra a acao dos xilofagos, sugerindo novos estudos nessa area.

CONCLUSOES

Com base na revisao apresentada nesse trabalho, pode-se concluir que o setor de preservacao de madeiras no Brasil apresenta os seguintes aspectos:

--O setor possui uma quantidade reduzida de produtos de madeira tratada, resumindo-se a poucos segmentos industriais;

--Embora crescente, o consumo de madeira tratada e, ainda, insignificante quando comparado ao de outros paises;

--A despeito das vantagens da madeira tratada, outras materias-primas mais restritivas, dos pontos de vista ambiental e economico, estao sendo mais utilizadas;

--Setores emergentes da economia nacional, como construcao civil, embalagens, transmissao eletrica estao se somando aos setores tradicionais de consumo de madeira tratada, como componentes de ferrovias e usos rurais;

--OCCA e o produto preservativo mais utilizado e, no Brasil, nao existem restricoes ao seu uso;

--No Brasil nao existem evidencias sobre o uso de produtos alternativos ao CCA e ao CCB, em escala comercial, para o tratamento industrial da madeira, a curto prazo.

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem a Fundacao de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas (FAPEMIG), pelo apoio financeiro aos projetos de preservacao de madeiras no Estado de Minas Gerais, e a Montana Quimica S.A., pelo suporte tecnico aos estudos cientificos de preservacao de madeiras no Brasil.

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

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Jackson Marcelo Vidal (1) Wescley Viana Evangelista (2) Jose de Castro Silva (3) Ivaldo Pontes Jankowsky (4)

(1) Quimico, Msc., Mestre em Ciencias Florestais, Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", Universidade de Sao Paulo, Caixa Postal 09, CEP 13418-900, Piracicaba (SP), Brasil. jmvidal@usp.br

(2) Engenheiro Florestal, Dr., Doutor em Ciencia Florestal, Universidade Federal de Vicosa, Av. P.H. Rolfs, s/n, CEP 36570-000, Vicosa (MG), Brasil. wescleyviana@yahoo.com.br

(3) Engenheiro Florestal, Dr., Professor Adjunto do Departamento de Engenharia Florestal, Universidade Federal de Vico-as, Av. P.H. Rolfs, s/n, CEP 36570-000, Vicosa (MG), Brasil. jcastro@ufv.br

(4) Engenheiro Florestal, Dr., Professor Associado do Departamento de Ciencias Florestais, Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", Universidade de Sao Paulo, Caixa Postal 09, CEP 13418-900, Piracicaba (SP), Brasil. jankowsky@usp.br

Recebido para publicacao em 3/08/2011 e aceito em 3/07/2013
TABLE 1: Comparative evaluation between several used
materials in the production of sleepers.

TABELA 1: Avaliacao comparativa entre diversos materiais
utilizados para fabricacao de dormentes.

Caracteristicas      Material

                         Madeira           Aco

                     Elevado modulo       Media
                     de elasticidade   estabilidade
                        e grande
                      flexibilidade

Custo de                  Baixo            Alto
  aquisicao
Durabilidade         Media (15 anos)       Alta
                                        (50 anos)
Reutilizacao               Sim             Sim
Necessidade                Sim             Nao
  de
  tratamento
  preservativo
  preventivo
Resistencia a             Alta             Alta
  descarrilamentos

Caracteristicas      Material

                       Concreto     Plastico

                         Alta         Alta
                     durabilidade    leveza
                       e baixa
                     estabilidade

Custo de                 Alto         Alto
  aquisicao
Durabilidade             Alta         Alta

Reutilizacao             Nao          Sim
Necessidade              Nao          Nao
  de
  tratamento
  preservativo
  preventivo
Resistencia a           Baixa        Baixa
  descarrilamentos

Fonte: Alves e Sinay (2005).

TABLE 1: Brazilian wood logs consumption in a forestry
industry (percentage distribution by area and species).

TABELA 2: Consumo brasileiro de madeira em tora na industria
florestal (distribuicao percentual por setor e especie).

Setor              Consumo de madeira em tora ([m.sup.3])

                   Eucalyptus      Pinus         Total      Total
                                              ([m.sup.3])    (%)

Celulose e         54.783.840    8.593.860    63.377.700    37,5
  papel
Paineis             4.424.069    8.758.677    13.182.746    25,2
  reconstituidos
Industria           3.515.084    29.133.632   32.648.716    19,3
  madeireira
Carvao vegetal     15.401.191        --       15.401.191     9,1
Lenha industrial   33.156.894    9.399.442    42.556.336     7,8
Outros              1.674.144     284.695      1.958.839     1,2

Total              112.955.222   56.170.306   169.125.528    100

Fonte: ABRAF (2011).

TABLE 3: Minimal values of wood retentions for the
preservatives CCA type C, CCB and creosote, recommended
according to the use category system *.

TABELA 3: Valores minimos de retencao na madeira para os
preservativos CCA tipo C, CCB e creosoto recomendados de
acordo com sua categoria de uso *.

Categoria       Condicoes           Retencao       Retencao
de uso *          de Uso             minima       minina de
                                  recomendada      creosoto

                                    kg i.a./         (kg/
                                   [m.sup.3]      [m.sup.3])
                                    (madeira
                                    tratada)

1                Madeira             4,0 ou           --
               inteiramente         6,5 (1)
              protegida das
            intemperies e nao
                sujeita a
            reumidificacao. A
             umidade media de
              equilibrio da
              madeira varia
            entre 12 e 18%. **

                Situacoes:
               interior de
            construcoes com ou
             sem contato com
              alvenaria, mas
             fora do contato
            com o solo ou com
               fundacoes, e
               protegido de
             intemperies e de
            fontes internas de
                umidade. *

2                Madeira             4,0 ou           --
               inteiramente         6,5 (1)
              protegida das
             intemperies, mas
                sujeita a
              reumidificacao
               ocasional. A
             umidade media de
              equilibrio da
              madeira varia
            entre 12 e 18%. **

                Situacoes:
               interior de
            construcoes, fora
             de contato com o
                  solo e
              continuamente
               protegida de
             intemperies, que
                   pode
            ocasionalmente ser
             exposta a fontes
              de umidade. *

3              Madeira nao           4,0 ou           --
              protegida das         6,5 (1)
             intemperies, ou
              protegida, mas
                sujeita a
              reumidificacao
               frequente. A
             umidade media de
              equilibrio da
            madeira e maior ou
             igual a 25%. **

              Situacoes: uso
            exterior, fora de
            contato com o solo
               e sujeita a
              intemperies *

4                Madeira         4,0 ou-6,5 (3)    100 (3)
            permanentemente em      9,6 (4)        130 (4)
            contato com o solo      9,6 (5)        130 (4)
             ou agua doce. **

                                  6,4 a (9,6 a     100-130
                                   12,8) (6)

5                Madeira         24,0-40,0 (7)        --
            permanentemente em
             contato com agua
               salgada. **

Categoria       Condicoes           Ataque de         Aplicacao *
de uso *          de Uso           organismos
                                    xilofagos

1                Madeira            Cupim de        Carreteis (2),
               inteiramente       madeira seca,     Janelas, moveis
              protegida das          cupim-        internos, portas,
            intemperies e nao     subterraneo,        embalagens,
                sujeita a            cupim-            batentes,
            reumidificacao. A      arboricola,        assoalhos,
             umidade media de       broca-de-       guarda-corpos,
              equilibrio da          madeira          montantes,
              madeira varia                        subcoberturas de
            entre 12 e 18%. **                          telhado

                Situacoes:
               interior de
            construcoes com ou
             sem contato com
              alvenaria, mas
             fora do contato
            com o solo ou com
               fundacoes, e
               protegido de
             intemperies e de
            fontes internas de
                umidade. *

2                Madeira            Cupim de          Corrimaos,
               inteiramente       madeira seca,     Lambris, Vigas,
              protegida das         broca-de-      Soleiras, Colunas
             intemperies, mas    madeira, cupim-
                sujeita a         subterraneo,
              reumidificacao         cupim-
               ocasional. A        arboricola,
             umidade media de         fungo
              equilibrio da       embolorador,
              madeira varia        manchador e
            entre 12 e 18%. **        fungo
                                   apodrecedor
                Situacoes:
               interior de
            construcoes, fora
             de contato com o
                  solo e
              continuamente
               protegida de
             intemperies, que
                   pode
            ocasionalmente ser
             exposta a fontes
              de umidade. *

3              Madeira nao          Cupim de       Batentes, Telhas,
              protegida das       madeira seca,        Shingles,
             intemperies, ou        broca-de-          Tabeira,
              protegida, mas     madeira, cupim-      Cumeeiras,
                sujeita a         subterraneo,     Caibros, Tercas,
              reumidificacao         cupim-        Tesouras, Moveis
               frequente. A        arboricola,         externos,
             umidade media de         fungo          Fechamentos,
              equilibrio da       embolorador,       Cruzetas para
            madeira e maior ou        fungo             postes,
             igual a 25%. **       manchador,       Carrocerias de
                                      fungo        caminhoes, Tampas
              Situacoes: uso       apodrecedor        laterais e
            exterior, fora de                       assoalhos para
            contato com o solo                      semirreboques,
               e sujeita a                          Assoalhos para
              intemperies *                         onibus e vagoes
                                                     ferroviarios

4                Madeira            Cupim de         Pecas rolicas
            permanentemente em    madeira seca,        (moiroes)
            contato com o solo      broca-de-           Postes
             ou agua doce. **    madeira, cupim-       Dormentes
                                  subterraneo,
                                     cupim-        Cercas, Pergolas,
                                   arboricola,       Playgrounds,
                                      fungo            Torres de
                                  embolorador,       resfriamento,
                                      fungo        Estacas, Escadas,
                                   manchador,          Fundacoes
                                      fungo
                                   apodrecedor

5                Madeira           Perfurador-         Colunas,
            permanentemente em   marinho, fungo        Defensas,
             contato com agua     embolorador,          Pontes,
               salgada. **            fungo           Passarelas
                                   manchador,
                                      fungo
                                   apodrecedor

Em que: * Adaptado de Montana Quimica S.A. (2008); **
Categoria de uso da madeira, de acordo com a NBR 7190 (ABNT,
1997); (1) Standards da AWPA (2010), para componentes
estruturais de facil manutencao, reparo ou substituicao (4,0
kg i.a/[m.sup.3]) e para componentes estruturais de dificil
manutencao, reparo ou substituicao, e criticos para o
desempenho e seguranca do sistema construtivo (6,5 kg i.a/
[m.sup.3]); (2) NBR 6236 (ABNT, 2004); (3) NBR 9480 (ABNT,
2009), para pecas rolicas suspensas, fora do contato com o
solo (4,0 kg i.a./[m.sup.3]) e em contato direto com o solo
(6,5 kg i.a./[m.sup.3]); (4) NBR 8456 (ABNT, 1984); (5) NBR
7511 (ABNT, 2005); (6) Standards da AWPA (2010), para
componentes estruturais de facil manutencao, reparo ou
substituicao (6,4 kg i.a/[m.sup.3]) e para componentes
estruturais de dificil manutencao, reparo ou substituicao, e
criticos para o desempenho e seguranca do sistema
construtivo (9,6/12,8 kgi.a./[m.sup.3]); (7) Standards da
AWPA (2010), para ataques menos (24,0 kg i.a./[m.sup.3]) e
mais severos (40,0 kg i.a./[m.sup.3]) de Limnoria sp.

TABLE 4: Active ingredients and non- pressure treatment
process recommended for outdoor exposed wood.

TABELA 4: Ingredientes ativos e metodos de tratamento sem
pressao, recomendados para madeiras expostas em areas
externas.

Categoria    Condicoes              Produtos (3)      Retencao
de uso (1)   de Uso                                  minina (3)

1            Madeira inteiramente   Cipermetrina,       Nao
             protegida das          deltametrina,   disponivel:
             intemperies e nao        fipronil,     (consulta ao
             sujeita a               ciflutrina,    fabricante)
             reumidificacao. A
             umidade media de           IPBC
             equilibrio da
             madeira varia entre
             12 e 18%. (1)

             Situacoes: interior
             de construcoes com
             ou sem contato em
             alvenaria, mas fora
             do contato com o
             solo ou com
             fundacoes, e
             protegido de
             intemperies e de
             fontes internas de
             umidade. (2)

2            Madeira inteiramente   Cipermetrina,       Nao
             protegida das          deltametrina,   disponivel:
             intemperies, mas         fipronil,     (consulta ao
             sujeita a               ciflutrina,    fabricante)
             reumidificacao
             ocasional. A umidade       IPBC
             media de equilibrio
             da madeira varia
             entre 12 e 18%. (1)

             Situacoes: interior
             de construcoes, fora
             de contato com o
             solo e continuamente
             protegida de
             intemperies, que
             pode ocasionalmente
             ser exposta a fontes
             de umidade. (2)

3            Madeira nao
             protegida das
             intemperies, ou
             protegida, mas
             sujeita a
             reumidificacao
             frequente. A umidade
             media de equilibrio
             da madeira e maior
             ou igual a 25%. (1)

             Situacoes: uso
             exterior, fora de
             contato com o solo e
             sujeita a
             intemperies (2)

Categoria    Condicoes              Penetracao    Aplicacao (3)
de uso (1)   de Uso                     na
                                    madeira (3)

1            Madeira inteiramente   Superficial     Imersao,
             protegida das                        pincelamento,
             intemperies e nao                      aspersao.
             sujeita a
             reumidificacao. A
             umidade media de
             equilibrio da
             madeira varia entre
             12 e 18%. (1)

             Situacoes: interior
             de construcoes com
             ou sem contato em
             alvenaria, mas fora
             do contato com o
             solo ou com
             fundacoes, e
             protegido de
             intemperies e de
             fontes internas de
             umidade. (2)

2            Madeira inteiramente   Superficial   Duplo-vacuo,
             protegida das                          imersao,
             intemperies, mas                     pincelamento,
             sujeita a                              aspersao
             reumidificacao
             ocasional. A umidade
             media de equilibrio
             da madeira varia
             entre 12 e 18%. (1)

             Situacoes: interior
             de construcoes, fora
             de contato com o
             solo e continuamente
             protegida de
             intemperies, que
             pode ocasionalmente
             ser exposta a fontes
             de umidade. (2)

3            Madeira nao
             protegida das
             intemperies, ou
             protegida, mas
             sujeita a
             reumidificacao
             frequente. A umidade
             media de equilibrio
             da madeira e maior
             ou igual a 25%. (1)

             Situacoes: uso
             exterior, fora de
             contato com o solo e
             sujeita a
             intemperies (2)

Em que: (1) Categoria de uso da madeira, de acordo com a NBR
7190 (ABNT, 1997); (2) Adaptado de Montana Quimica S.A.
(2008); (3) Fonte: Brazolin et al. (2007).
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Title Annotation:articulo en portugues
Author:Vidal, Jackson Marcelo; Evangelista, Wescley Viana; Silva, Jose de Castro; Jankowsky, Ivaldo Pontes
Publication:Ciencia Florestal
Date:Jan 1, 2015
Words:8002
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