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Verso e pra cantar: e agora, Virgilio?

* RESUMO: Embora as gramaticas latinas possam dar a impressao de que tratam de materia cujo conhecimento dominamos com tranquilidade, a verdade e que todo o latim que nos modernos podemos saber e inteiramente baseado em dados teoricos, isto e, escolares, e nao empiricos. Isso significa que nosso conhecimento sobre essa lingua antiga comporta mais lacunas do que gostariamos talvez de admitir. E esse o caso fundamental da oposicao entre vogais longas e breves. Procurar pensar o idioma dos antigos romanos como uma lingua de fato, ou seja, como a lingua materna de todo um povo, seria uma boa maneira de encaminhar o estudo do latim, a medida que aqueles dados teoricos possam ser compreendidos menos como referencia de pura erudicao e mais como sinal de humanidade.

PALAVRAS-CHAVE: Sincronia; lingua materna; prosodia; poesia latina; metrica latina.

Talvez se pudesse dizer que o latim e uma lingua de sincronia fechada para situa-lo com relacao as linguas modernas, que seriam assim reconhecidas como linguas de sincronia aberta. Essa expressao, de cunho linguistico, poderia substituir com vantagens a formula "lingua morta" com que a tradicao normalmente se refere ao idioma dos antigos romanos. Seja como for, e importante notar que nao ha mais falantes legitimos de latim entre nos, ou, para se dizer de um outro modo, nao se deve desconsiderar o fato de que ha muito deixou de existir um povo cuja lingua materna fosse o latim.

No entanto, textos escritos registram a fala viva dos antigos romanos--um simples alfabeto para suprir toda a carga significativa da prosodia! Boa parte desses textos e poesia, cuja oposicao ritmica fundamental entre vogais longas e breves nao se tem como reproduzir oralmente. Se, em principio, a qualidade de verso e conferida a um texto pela prosodia, em que medida os textos de poesia latina podem ser atualizados como versos de fato por meio da leitura em voz alta propria de um falante de portugues (ou de qualquer outra lingua moderna)? E essa uma questao que tradicionalmente pouco foi considerada nos estudos de lingua latina, mas que reclama certo cuidado e atencao por seu interesse fundamental: versos existem para ser lidos (ainda que com a voz interior de quem com eles se procura haver). Para uma abordagem inicial do problema, talvez seja util encaminhar uma discussao apoiada em duas nocoes basicas mencionadas acima: o conceito de sincronia e a ideia de linguamaterna.

Sincronia e funcionamento fonetico-fonologico, morfossintatico e lexical de uma lingua, em dado espaco de tempo da sua vida, enquanto instrumento de comunicacao, no seio daqueles que tem essa lingua como idioma materno. Ser de sincronia aberta significa entao, para essa lingua, que ela varia em sua fonetica, fonologia, morfologia, sintaxe e lexico, variacao essa relativa ao estrato cultural de emissao pelo qual seus usuarios dela se servem. Quem, dentre nos, imagina uma crianca, um campones, uma mulher do povo de fala latina, exprimindo-se naquele latim ciceroniano das nossas aulas? O que e sensato pensar e que, se esse latim, o de Cesar, de Cicero ou de Tito Livio existe e porque existiram tambem variaveis populares que exprimissem sobretudo a presenca de um povo--com todas as diferencas linguisticas de regiao, de classe social, de idade, e demais que se possam imaginar--constituindo a comunidade no seio da qual somente cada escritor pode existir e se formar como falante de excepcional competencia. Ou seriamos tao ingenuos a ponto de pensar que, em Roma, as pessoas comuns falavam como Cicero escrevia? Ou, ainda, que simplesmente se falasse como se escrevia? Com muita facilidade se esquece que todo o latim a que temos acesso e sempre uma lingua, em maior ou menor grau, estilisticamente trabalhada, isto e, uma fala mais ou menos consciente de si mesma. Mas o fato de que nao contamos com o popular no ensino/aprendizado do latim e um traco inapercebido porque nos habituamos a tratar esse idioma antigo nao como uma lingua, mas como um discurso, e um discurso escolaresco. E isso quer se trate do latim classico, quer do latim mais popular, como o do direito, o da igreja, o da escola em suma.

Conceber o latim como lingua de sincronia fechada e entende-lo como um idioma cujas realizacoes concretas da fala--e a natural evolucao do sistema que dai decorre--ja se esgotaram historicamente, nao havendo mais, portanto, nenhuma possibilidade de a essas se acrescentarem novos discursos que tenham alguma legitimidade ou algum interesse essencial do ponto de vista linguistico. Mas chamar a atencao para o conceito de sincronia ao tratar dessa lingua antiga pode sobretudo--como aqui se deseja--ser um meio sugestivo de evoca-la em sua plenitude, como lingua integralmente humana; pois, no que diz respeito ao latim, o comum e pensa-lo quase sempre a partir de uma perspectiva diacronica, o que vale dizer, nunca como lingua de fato, mas tao-somente como modelo estigmatizado pela escola a partir do qual se pode erigir o romanico, isto e, o conjunto dos idiomas neolatinos.

O reconhecimento da oposicao entre sincronia e diacronia e de suma importancia para os estudos linguisticos. Saussure, que insistiu bastante nessa questao, considera que
   o aspecto sincronico prevalece sobre o outro, pois, para a massa
   falante, ele constitui a verdadeira e unica realidade. Tambem a
   constitui para o linguista: se este se coloca na perspectiva
   diacronica, nao e mais a lingua o que percebe, mas uma serie de
   acontecimentos que a modificam. ([19--], p. 105-106)


E somente quando nos fixamos na ideia de sincronia que podemos perceber o latim como uma lingua em sua dimensao mais verdadeira, ou seja, como a lingua materna de todo um povo, fato precipuo que em si mesmo distingue e, desse ponto de vista, iguala todas as linguas naturais, pouco importando que essa sincronia permaneca aberta, como ocorre com os idiomas modernos, ou tenha-se fechado ja ha muitos seculos, como e o caso das linguas antigas. O tesouro de textos escritos em latim que chegou ate nos e o grande testemunho que a Antiguidade nos legou para atestar a existencia dessa lingua materna. Contudo, nossa leitura do latim e muito mais uma leitura de letras, ou de sinais graficos, isto e, uma emissao oralizada de sinais graficos, do que uma leitura propriamente dita--aquela que um romano fatia--dos fonemas representados por essas letras. Basta dizer que, pelo que toca as vogais, estamos limitados a cinco sinais ou grafemas para representar nada menos que os dez fonemas vocalicos, todos orais, que o latim possuia: cinco breves e cinco longos. E o tracinho, reto ou curvo, que colocamos sobre as letras (u, a, e, e, i, i, o, o, u, u), nao passa de indicacao muito apagada e muito teorica de que se trata de vogal longa ou breve, das quais nada mais ficamos sabendo do que a seguinte verdade: uma, a que leva tracinho reto, vale o dobro, em materia de duracao, da outra, a que leva tracinho curvo. Em facilis, por exemplo, a indicacao de que o a de fa e breve significa que, em composicao, onde a silaba la deixa de ser a primeira pelo acrescimo do prefixo negativo dis-, a vogal desta silaba se fecha em i, difficilis, com assimilacao do -s ao f- de facilis. Sao conhecimentos dessa ordem, nao pratica e sim erudita, escolar, que estao a base das breves e longas. A despeito das tentativas que se facam (e que serao sempre irremediavelmente artificiais), para nos, falantes das linguas atuais, vale dizer, dessas de sincronia aberta, e impossivel reproduzir com um minimo de verdade formal--a unica que pode interessar ao se considerar uma lingua--a distincao entre vogais longas e breves, cuja oposicao nao motiva tracos foneticos e fonologicos das nossas linguas.

A oposicao breve x longa podemos, no maximo, descreve-la metalinguisticamente, declarando, por exemplo, que uma longa e, do ponto de vista metrico, igual a duas breves. Mas nao somos capazes de realizar de fato essa igualdade, ou seja, nao conseguimos pronunciar com naturalidade uma vogal que seja igual a soma de duas outras, numa proporcao que mostre claramente que dois e a soma de um mais um. Temos entao de contentar-nos com uma insossa e pouco expressiva descricao metalinguistica daquilo que para um romano possuia realizacao palpavel, pois podia ser percebido com clareza pelo ouvido e so produzia efeito poetico, a partir do ritmo engendrado, quando articulado pelo aparelho fonador de um falante e captado pelo ouvido de outro igualmente competente. Temos a pretensao de saber se uma vogal latina e longa ou breve analisando-a, nao pronunciando-a. E escandir um verso latino nao significa para nos modernos le-lo com sua cadencia metrica. Tudo que podemos fazer e, acompanhando quais sejam suas silabas longas por separado das breves, procurar determinar metalinguisticamente a quantidade das vogais se soubermos definir certas qualidades que as acompanham; algo muito diferente de simplesmente pronuncia-las. Constatamos, por exemplo, que, no nome rosa, o -o- e breve em latim (o) porque, em portugues, este mesmo -o- e aberto (6) e generalizamos o principio fixando a regra de que todo o breve da um o aberto em portugues: assim solum da "solo"; mora, da "demora"; foras, da "fora", e assim adiante.

Mas infelizmente a filologia nao pode ressuscitar a melodia propria da lingua. De nada adianta esse tipo de constatacao quanto ao timbre aberto ou fechado das vogais. O que resultaria util seria fixar um principio de encaminhamento que permitisse enunciar as silabas, breves ou longas, num andamento cadenciado segundo exigencias do verso e seus correspondentes pes que, por sua vez, se regulam segundo exigencias corporais, ritmicas portanto. Por exemplo, sabemos, por ter aprendido na escola, que o -o- da palavra tota ("toda", em portugues) e longo, e que o -ode rosa e breve, como acabamos de ver; somos capazes ate de pronunciar o primeiro, fechado, e o segundo, aberto; mas nao estamos aptos a sentir a diferenca ritmica que a silaba -to- e a silaba -ro- provocariam no verso, devido ao fato de serem, a primeira, longa, e, a segunda, breve. Ser aberta ou fechada nao e a mesma coisa que ser breve ou longa porque aberto/fechado diz respeito ao timbre (e/e, o/o), ao passo que breve/longa e uma qualidade que afeta a duracao ou o tempo de prolacao (a/a, e/e, i/i, o/o, u/u), qualidade a qual nos modernos nao somos sensiveis no espaco de um fonema vocalico. Assim, a, e, i, o, u longos ou breves sao, para nos, sempre a mesma coisa, se nao houver o socorro da escola. Mas ao inexperiente discipulo que ouve o professor doutrinando sobre a quantidade, isto e, sobre a breve e a longa, resta sempre a duvida: tera ele, aluno, entendido tudo como devia? Insiste-se, pois: de nada serve esse tipo de constatacao quanto ao timbre aberto ou fechado das vogais; tal observacao nao leva a que se possa conceber com propriedade como seria de fato a prosodia latina. Adorar um principio de andamento que permitisse enunciar as silabas longas durando duas vezes mais que as silabas breves poderia ser util porque isso permitiria fixar a duracao total do verso, fazendo-a recorrer de acordo com a metrica. O hexametro, modelo de verso fundamental para a poetica latina, teria, nesse caso, seis pes, distribuidos em vinte e quatro unidades de medida prosodicamente sensiveis, mensuraveis e contaveis fisicamente portanto. Essa contagem, que acompanharia naturalmente o ritmo cardiaco, seria valida do ponto de vista da metrica. Modernamente, no entanto, as unidades de medida do hexametro so sao reconheciveis numa contagem metalinguistica que, diante da impossibilidade completa de se coletarem dados empiricos, leva em consideracao tao-somente nocoes teoricas, isto e, escolares. Assim, os pes metricos latinos so podem ser apreendidos

de forma estritamente intelectual, sem nenhum outro fundamento que advenha da percepcao fisica motivada pela expressao oral que ao verso possa emprestar a voz de qualquer leitor, seja este mesmo o mais erudito e reconhecidamente preparado no trato com essa lingua antiga.

Ate onde esse alfabeto, que, com poucos ajustes do ponto de vista da representacao grafica, e o nosso, nos retrata a pronuncia dos romanos? Ate onde nao executa ele diferencas sensiveis dos habitos prosodicos de povos modernos bem diversificados: italianos, franceses, alemaes, hispanicos? Que significa, por exemplo, para ficar num unico fato, a oposicao aberto x fechado, quanto ao timbre das vogais, que afeta a maioria dos idiomas europeus? Para o falante de portugues, por exemplo, so existe distincao de timbre opondo as vogais medias (e/e, o/o,); quanto as demais, nao ha que se falar em a, i e u abertos ou fechados. Com relacao ao frances, aprende-se teoricamente, isto e, na escola, que a terceira pessoa do singular do indicativo presente do verbo etre e aberta (est). No entanto, ela soa fechada em expressoes como "ca y est", pronunciado, pelo menos em certas regioes, /sa i e/. Ja no caso do espanhol, a diferenca de timbre simplesmente nao produz qualquer oposicao de valor entre as vogais, o que vale dizer que, nessa lingua, formalmente ela nao existe. Contudo, os latinistas modernos, falantes das diversas linguas atuais, em geral nao demonstram maiores constrangimentos na leitura em voz alta dos versos dos antigos romanos. Diante das vogais latinas, quer sejam longas ou breves, nao parecem hesitar. E certo que para o latim existe a adocao da braquia e do macro como sinais graficos, indicadores das quantidades silabicas. Mas, e de se perguntar, o que efetivamente indica o valor prosodico dessas mesmas silabas no verso, de sorte que se sinta que duas breves sao o exato equivalente quantitativo de uma longa, a ponto de poderem substitui-la perfeitamente, em exata proporcionalidade, na sequencia metrica, ocupando-lhe assim o lugar, sem que a minima alteracao seja percebida pelo ouvido, como seria exigencia do texto metrificado? Exigencia ainda da poetica latina e que a cadencia do verso nao esteja apoiada no acento tonico das silabas pelas quais e constituida sua unidade metrica, como em portugues, por exemplo. Ela deve apoiar-se na quantidade, insiste-se, ou duracao dessas silabas, e nao na acentuacao, tonica para a arsis (o tempo forte do pe metrico) e atona, ou atonas, para a tesis (o tempo fraco), como por convencao pretende a tradicao mais erudita, o que, quando adotado, da, com efeito, numa leitura aos arrancos, muito esdruxula e pouco expressiva, dos textos latinos.

Se a ausencia da lingua materna e irreparavel em relacao a tracos foneticos e fonologicos que se mantem, ainda que tendo sofrido mudancas, imagine-se quanto nao sera irremediavel essa falta com relacao aqueles tracos cujo desaparecimento e completo e sem compensacao nos idiomas resultantes! A metrica latina, cujos tracos se fazem ver na comparacao de verso para verso dessa lingua antiga, e o testemunho mais evidente dessa verdade. Ainda que a contagem dos tempos em cada verso resulte numa equacao equivalente mediante a observacao daqueles dados escolares ou eruditos, de que ja se falou, tal equivalencia jamais se faz sentir mediante a fruicao cadenciada dos elementos ritmicos que compoem a frase poetica, como seria desejavel. Teoricamente, admite-se entao que uma longa seja substituida, em qualquer pe, por duas breves e vice-versa, sem alteracao metrica do verso. Na pratica, um moderno, para quem o latim e uma lingua estrangeira, teria dificuldade em admitir a equacao. A titulo de exemplo, observe-se esta breve passagem de Virgilio (1956), destacada da Eneida (I, 174-176):
   Ac primum silici scintillam excudit Achates
   succepitque ignem foliis atque arida circum
   nutrimenta dedit rapuitque in fomite flammam.

   [Antes de tudo, Acates extraiu
   da pedra uma faisca, alimentou-a
   com folhas secas sustentando o fogo
   e em gravetos a chama capturou.]


A fim de se determinar a quantidade de cada silaba nos versos, pode-se proceder a escansao dos hexametros, como segue:
   Ac pri | mum sili | ci scin | till(am) ex | cudit A | chates
   succe | pitqu(e) ig | nem foli | is at | qu(e) arida | circum
   nutri | menta de | dit rapu | itqu(e) in | fomite | flammam.


Note-se que o arranjo de silabas longas e breves varia na constituicao dos pes metricos em cada verso, de acordo com o seguinte esquema:

[ILUSTRACION OMITIR]

Nao obstante a permuta possivel entre uma longa e duas breves, a equivalencia formal do hexametro esta sempre resguardada, e um falante cuja lingua materna era o latim nao teria problemas para reconhecer esses versos como iguais por natureza ao ouvi-los apenas. Ja, quanto a nos, o maximo que podemos fazer e confirmar metalinguisticamente essa equivalencia, a partir da observacao de dados filologicos.

Ha, a proposito da lingua materna e do seu alcance, uma passagem que nao pode deixar de ser aqui lembrada conquanto um tanto longa:
   se eu de fato fiz algo conscientemente pela civilizacao
   europeia, certamente nada mais foi do que o proposito deliberado,
   adquirido desde minha fuga da Alemanha, de nao trocar minha lingua
   materna por qualquer outra que me oferecessem ou me forcassem a
   usar. Acreditava que, para a maioria das pessoas que nao contam com
   um talento especial para linguas, o unico termo decomparacao
   confiavel para qualquer outra lingua que mais tarde se venha a
   aprender e a lingua materna, e isso pela simples razao de que,
   nesta, as palavras usadas na fala comum recebem seu peso
   especifico, que orienta o uso e nos salva dos cliches inadvertidos,
   por meio das inumeras associacoes que, de forma automatica e
   singular, surgem do tesouro de grande poesia com o qual essa lingua
   especifica, e nenhuma outra, foi agraciada. (ARENDT, 1993, p. 171)


A proposito dessa citacao de Hannah Arendt, cabem algumas observacoes no que tange a nos brasileiros, porque nao fica muito claro se, tratando-se de lingua materna, suas consideracoes sao universalmente validas. Percebe-se, com efeito, em jovens compatriotas recem-saidos da escola media maior entusiasmo por linguas estrangeiras do que pela materna. Mas ha o caso talvez nao tao particular daqueles que, embora oriundos de familias de poucas letras, afora algum embaraco quanto ao lexico, nunca sentem tanta dificuldade em apreciar os bons textos da poesia nacional que a escola lhes apresenta, porque, quanto a morfossintaxe, estao sempre bastante a vontade para aprecia-los e incorpora-los, depois, ao repositorio de conhecimentos iniciado no seio da familia e continuado, a seguir, no ambiente social. Por isso mesmo, convem sempre reconhecer o papel indisfarcavel exercido como moeda de troca pelos servicos da lingua materna no seio de qualquer outra --por exemplo, o latim-- com a qual cabe de sorte entrar em contato (isso no caso de individuos terem descoberto seu papel de sujeitos, nao o de serem apenas numeros no seio da sociedade em que vivem).

LIMA, A. D.: THAMOS, M. Verses are to sing: what now, Virgil? Alfa, Sao Paulo, v.49, n.2, p. ?-?, 2005.

* ABSTRACT: Although the Latin grammar books may give the impression they deal with a subject that is easy for us, modern people, to master, the fact is that all we know about Latin is entirely based on theoretical, rather than empirical data. This means that our knowledge of this ancient language has more gaps than we would like to admit. This is the case of the opposition between long and short vowels. Trying to consider the ancient Romans' language as a real language, that is, the mother tongue of a whole people, would be a good way to develop the study of Latin, since those theoretical data can be understood as a sign of humanity rather than a reference of sheer erudition.

* KEYWORDS: Synchrony; mother tongue; prosody; Latin poetry; Latin metrics.

Referencias bibliograficas

ARENDT, H. A dignidade da politica: ensaios e conferencias. Trad. Helena Martins e outros. Rio de Janeiro: Relume-Dumara, 1993.

SAUSSURE, F. de. Curso de linguistica geral. Trad. Antonio Chelini, Jose Paulo Paes e Izidoro Blikstein. Sao Paulo: Cultrix, [19--].

VIRGILE. Eneide. Texte etabli par Henri Goelzer et traduit par Andre Bellessort. 8. ed. Paris: Les Belles Lettres, 1956.

Bibliografia consultada

SARAIVA, F. R. dos S. Novissimo dicionario latino-portugues. 11. ed. (facsimilar). Belo Horizonte; Rio de Janeiro: Garnier, 2000.

Alceu Dias LIMA (1)

Marcio THAMOS (2)

(1) Departamento de Linguistica--Faculdade de Ciencias e Letras--UNESP--14800-901--Araraquara--SP--Brasil. Endereco eletronico: mclima@sunrise.com.br

(2) Departamento de Linguistica--Faculdade de Ciencias e Letras--UNESP--14800-901--Araraquara--SP--Brasil. Endereco eletronico: marciothamos@uol.com.br
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Title Annotation:Estudos de Linguagem
Author:Dias Lima, Alceu; Thamos, Marcio
Publication:Alfa: Revista de Linguistica
Date:Jul 1, 2005
Words:3700
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