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Uso do algoritmo de Gower na determinacao da divergencia genetica entre acessos de tomateiro do grupo cereja.

Introducao

Desde a decada de 1990, um dos objetivos do melhoramento de tomate (Solanum lycopersicum) tem sido a obtencao de cultivares com melhor sabor e aroma (Bai; Lindhout, 2007). Para estas caracteristicas caracteristicas, existe variabilidade genetica, sobretudo nas chamadas variedades heirloom que sao consideradas unicas e distintas pela riqueza de seu sabor. O termo heirloom geralmente se aplica a variedades capazes de se autopolinizarem e que existiam antes da decada de 1940, quando o numero de variedades locais plantadas comercialmente comecou a decrescer de forma marcante, em funcao do surgimento de cultivares melhoradas (JORDAN, 2007). Variedades heirloom de tomate estao disponiveis principalmente para produtores e consumidores nos Estados Unidos e na Europa (MAZZUCATO et al., 2008).

A manutencao e a conservacao destas variedades em bancos de germoplasma tornam-se de grande utilidade para o melhoramento genetico, pela possibilidade de identificacao de genes que podem conferir melhores caracteristicas de producao, qualidades organolepticas e de adaptacao a diferentes estresses abioticos e bioticos (GEPTS, 2006; GONCALVES et al., 2008a). Entretanto, estes acessos, mantidos em bancos de germoplasma, devem ser caracterizados e avaliados com o objetivo de se predizer o grau de dissimilaridade entre os acessos, para se permitir melhor compreensao da colecao de germoplasma e se possibilitar a identificacao de combinacoes parentais que produzam progenies com o maximo de variabilidade genetica, aumentando-se, assim, a oportunidade de obtencao de individuos superiores (REIF et al., 2005; GONCALVES et al., 2008b; SUDRE et al., 2010).

O uso de tecnicas multivariadas e um dos fatores que tem impulsionado o aumento nos estudos sobre divergencia genetica entre acessos de banco de germoplasma. Analises multivariadas sao baseadas em algoritmos, ou medidas de distancia, que consideram simultaneamente inumeras caracteristicas consideradas nos experimentos de caracterizacao e avaliacao de germoplasma (SUDRE et al., 2007; VILELA et al., 2008). Entre as tecnicas disponiveis, a analise por componentes principais, por variaveis canonicas e os metodos aglomerativos sao os mais utilizados (MOHAMMADI; PRASANNA, 2003). O metodo aglomerativo tem como principio reunir os genotipos em grupos, de tal forma que haja homogeneidade dentro destes e heterogeneidade entre os mesmos. Esta metodologia depende do calculo das medidas de dissimilaridade provenientes de variaveis quantitativas e qualitativas (CROSSA; FRANCO, 2004).

A geracao de um grande numero de dados de diferentes categorias (qualitativas e quantitativas) pode ser fator que dificulta a analise e a interpretacao dos resultados de caracterizacao e avaliacao do germoplasma, muitas vezes resultando na incompleta distincao entre os acessos. Sendo assim, a analise conjunta das variaveis pode fornecer melhor indicacao da potencialidade da variabilidade existente em bancos de germoplasma. Entretanto, poucos trabalhos tem utilizado esta estrategia para quantificacao da dissimilaridade genetica. Isto pode ocorrer pela falta de conhecimento das tecnicas estatisticas que permitem essa abordagem e pela falta de programas computacionais livres que possam analisar tal procedimento.

A tecnica que permite a analise simultanea de dados quantitativos e qualitativos foi proposta por Gower (1971). Este metodo permite que valores da matriz de distancia fiquem compreendidos entre 0 e 1, sendo necessaria a padronizacao das variaveis quantitativas e qualitativas. Alguns trabalhos, que se utilizam desta abordagem, sao relatados como, por exemplo, os estudos feitos com Brassica napus L. (RODRIGUEZ et al., 2005), com Triticum aestivum L. (VIEIRA et al., 2007) e com Solanum lycopersicum (GONCALVES et al., 2008b).

O Departamento de Fitotecnia da Universidade Federal Rural Rio de Janeiro (UFRRJ) possui uma colecao de germoplasma de tomateiro do grupo cereja, cujos acessos sao considerados heirloom. Os objetivos do presente trabalho foram: caracterizar acessos de tomateiro do grupo cereja, pertencentes a esta colecao, com base em descritores qualitativos e quantitativos; estimar a divergencia genetica com base na analise conjunta dos dados qualitativos e quantitativos; e indicar combinacoes promissoras para a producao de hibridos de tomate cereja.

Material e metodos

O experimento foi conduzido no campo, no Setor de Horticultura do Departamento de Fitotecnia, da UFRRJ, localizado em Seropedica, Estado do Rio de Janeiro, no periodo de julho a dezembro de 2004. Foram avaliados 36 acessos de tomateiro do grupo cereja da colecao de germoplasma do Departamento de Fitotecnia da UFRRJ e quatro cultivares: Perinha Agua Branca (PAB), proveniente da Feira do Parque da Agua Branca, localizada no Bairro de Perdizes no Estado de Sao Paulo e plantada na Fazendinha Agroecologica (Sistema Integrado de Producao Agroecologico-SIPA) do convenio Embrapa/Pesagro-Rio/UFRRJ; a cultivar Joanna, produzida pelo produtor Everaldo Zonta e cultivada em Itaguai e regiao adjacente; a cultivar Samambaia, comercializada pela empresa Agristar e o hibrido [F.sub.1] Super Sweet (Rogers) (Tabela 1).

A area experimental foi dividida em 200 parcelas medindo 3,00 [m.sup.2]. Cada parcela foi composta por uma linha contendo cinco plantas, utilizando o espacamento de 1,20 por 0,50 m, totalizando uma area de 600 [m.sup.2] com 1.000 plantas. A area util foi composta por 160 parcelas, totalizando uma area de 480 [m.sup.2] com 800 plantas. Como bordadura externa da area experimental, utilizou-se a cultivar 'Samambaia', com o mesmo espacamento.

O ensaio foi conduzido em uma gleba que se encontrava em pousio ha mais de dez anos, e o solo foi classificado como Planossolo com as seguintes caracteristicas: a) profundidade de 0 a 20 cm: [pH.sub.(agua)] = 6,0; P= 105 mg kg; K= 91 mg kg; Ca = 1,9 [cmol.sub.c] [dm.sup.-3] de TFSA; MG = 0,8 [cmol.sub.c] [dm.sup.-3] de TFSA; Al = 0 [cmol.sub.c] [dm.sup.-3] de TFSA; H + Al = 1,8 [cmol.sub.c] [dm.sup.-3] de TFSA; Na = 0,021 [cmol.sub.c] [dm.sup.-3] de TFSA; C = 0,93%; e b) profundidade de 20 a 40 cm: [pH.sub.(agua)] = 6,1; P = 101 mg kg; K = 72 mg kg; Ca = 1,8 cmolc [dm.sup.-3] de TFSA; Mg = 0,9 [Cmol.sub.c] [dm.sup.-3] de TFSA; Al = 0 [cmol.sub.c] [dm.sup.-3] de TFSA; H + Al = 1,7 [Cmol.sub.c] [DM.sup.-3] de TFSA; Na = 0,013 [cmol.sub.c] [dm.sup.-3] de TFSA, C = 0,90%.

O preparo do solo foi realizado em 28 de julho de 2004. Em seguida, efetuou-se a gradagem para incorporacao do calcario e nivelamento do solo. Apos a aracao e a gradagem, foi semeada a leguminosa crotalaria (Crotalaria juncea), para adubacao verde. Aos 50 dias apos o semeio, a crotalaria foi rocada e incorporada por meio de gradagem. Posteriormente, os canteiros foram marcados e confeccionados, com 0,40 m de altura e sulcamento, em linhas espacadas a 1,20 m. As covas foram adubadas seguindo as recomendacoes para a agricultura organica, com a aplicacao de 15 g cova-1 de termofosfato e de 2 L cova-1 de esterco bovino (LEAL et al., 2007).

As mudas foram produzidas em bandejas de polipropileno, com 128 celulas, preenchidas com substrato preparado a partir de terra argilosa adicionada de esterco de curral (3:1 v/v) e mantidas em casa-devegetacao. No semeio, foram colocadas duas a tres sementes por celula, seguido de desbaste, totalizando uma muda por celula. Aos 43 dias apos a semeadura, quando todas as mudas apresentavam-se com dois pares de folhas definitivas, foi realizado o transplante para a area experimental, seguido de irrigacao.

Apos o transplante, seguiu-se o manejo organico da cultura, com capinas e adicao de cobertura morta (palha de grama batatais), a fim de se reduzir o crescimento de plantas invasoras e se manter a umidade no solo. Aos 28 dias apos o transplante (DAT), foi realizada a primeira desbrota e o tutoramento das plantas com uma haste.

Este foi realizado com auxilio de fitas de plastico, amarradas em sua base e conduzidas a um fio de arame a 2 m de altura do chao. Este fio estava preso a mouroes localizados nas cabeceiras das fileiras (canteiros) de cada bloco e a cada 4 m foi posicionado um bambu com intuito de auxiliar na sustentacao das plantas. Semanalmente, as plantas eram desbrotadas e, a medida que cresciam, eram conduzidas com fitas de plastico, com o intuito de apoiar o crescimento e evitar o seu contato com o solo. Nao se realizaram, ao longo do desenvolvimento das plantas, o raleio dos cachos nem a capacao.

Ao longo do ciclo da cultura, o suprimento das necessidades hidricas foi realizado por meio de um sistema de irrigacao localizado (gotejamento), devidamente projetado para a area para onde foi conduzido o ensaio. Aos 42 DAT, foi realizada uma adubacao de cobertura, com a aplicacao de 75 g [cova.sup.-1] de esterco de galinha e 20 g cova-1 de cinza.

Quatro colheitas foram realizadas, aos 92, 99, 106 e 112 dias apos o transplante e os frutos foram colhidos nos estadios de maturacao verde-maduro e maduro. Os diametros longitudinal e equatorial dos frutos foram medidos com auxilio de um paquimetro.

Quatro descritores qualitativos morfologicos, relacionados aos frutos (coloracao, formato, uniformidade de maturacao e numero de loculos), e nove descritores quantitativos agronomicos foram utilizados. A coloracao, o formato do fruto, a uniformidade de maturacao e o numero de loculos foram observados de acordo com a proposta do IPGRI (1995). Os descritores quantitativos estudados foram: producao total de frutos (kg [planta.sup.-1]); producao de frutos comerciais e naocomerciais (kg [planta.sup.-1]); diametro longitudinal e equatorial dos frutos (cm); espessura da polpa (cm); massas minima, media e maxima de cada fruto por planta (g). As medias das quatro avaliacoes foram utilizadas para a analise dos dados.

As avaliacoes realizadas para a definicao do numero de frutos nao-comerciais consideraram a porcentagem de frutos com ocorrencia de brocagrande dos frutos (Helicoverpa zea Bod.); brocapequena dos frutos (Neoleucinodes elegantalis Guenee) e de traca-do-tomateiro (Tuta absoluta Meirick); ocorrencia de podridao-mole (Pectobacterium carotovorum subsp. carotovorum) e antracnose (Colletotrichum spp.); e ocorrencia de frutos com sintomas de rachadura, escaldadura, podridao apical e loculos abertos, passados ou deformados.

Os dados quantitativos foram submetidos a analise de variancia univariada (ANOVA), analise de agrupamento pelo teste de medias Scott-Knott e foi determinada a importancia relativa das caracteristicas estudadas, conforme proposto por Singh (1981). Uma analise conjunta dos dados qualitativos e quantitativos foi realizada para determinacao da distancia genetica, com base no algoritmo de Gower (1971), expresso por:

[EXPRESION MATEMATICA IRREPRODUCIBLE EN ASCII.]

em que: K e o numero de variaveis (k = 1, 2,...; p=numero total de caracteristicas avaliadas); i e j, dois individuos quaisquer; [W.sub.ijk] e um peso dada a comparacao ijk, atribuindo valor 1 para comparacoes validas e valor 0 para comparacoes invalidas (quando o valor da variavel esta ausente em um ou ambos individuos); [S.sub.ijk] e a contribuicao da variavel k na similaridade entre os individuos i e j, possuindo valores entre 0 e 1. Para uma variavel nominal, se o valor da variavel k e a mesma para ambos os individuos, i e j, entao [S.sub.ijk] = 1, caso contrario, e igual a 0; para uma variavel continua [S.sub.ijk] = 1 - | [x.sub.ik] - xjk | / [R.sub.k] em que [x.sub.ik] e [x.sub.jk] sao os valores da variavel k para os individuos i e j, respectivamente, e [R.sub.k] e a amplitude de variacao da variavel k na amostra. A divisao por [R.sub.k] elimina as diferencas entre escalas das variaveis, produzindo um valor dentro do intervalo [0,1] e pesos iguais.

Os agrupamentos hierarquicos dos acessos foram obtidos pelos metodos de UPGMA (Unweighted Pair-Group Method Using an Arithmetic Average), Ward e Vizinho Mais Proximo. A validacao dos agrupamentos foi determinada pelo coeficiente de correlacao cofenetico (CCC) 2(SOKAL; ROHLF, 1962).

Os programas estatisticos utilizados foram GENES (CRUZ, 2008) para Anova, o teste de Scott-Knott e o calculo da importancia relativa das caracteristicas. O programa R (R DEVELOPMENT CORE TEAM, 2006) foi utilizado para as analises de distancia genetica, de agrupamentos hierarquicos e de correlacao cofenetica. A significancia da correlacao cofenetica foi calculada pelos testes t e de Mantel (1.000 permutacoes).

Resultados e discussao

Detectou-se ampla variabilidade para a coloracao dos frutos (Tabela 1). A coloracao vermelha, mais conhecida pelos produtores e consumidores, foi predominante. No entanto, frutos com outras coloracoes como amarela, laranja e marrom tambem foram observados. Em termos de formato de fruto, observou-se a presenca de frutos globulares, cordiformes, cilindricos, periformes, levemente achatados, entre outros (Tabela 1). A maioria dos acessos (82,5%) teve maturacao uniforme, enquanto os demais (17,5%) tiveram maturacao desuniforme. Para numero de loculos, foi registrada a ocorrencia de frutos bi, tri, tetra e pluriloculares (com ate sete loculos).

Houve diferenca significativa para todas as caracteristicas quantitativas estudadas. Pela analise de agrupamento de medias de Scott-Knott, observou-se que 19 acessos nao diferiram em relacao a producao total, produzindo os maiores valores em peso por planta (Tabela 2). Destes, 12 acessos tiveram valores inferiores a 2,69 kg [planta.sup.-1] para producao de frutos nao-comerciais, ficando alocados em um mesmo grupo, alem de compreenderem frutos com padrao do tipo cereja, conforme Fernandes et al. (2007). Este resultado e interessante, pois demonstra o potencial de alguns acessos para a baixa producao de frutos defeituosos. Os acessos ENAS 1007, ENAS 1029 e ENAS 2001 tiveram valores de 0,53 (coincidentes para os dois primeiros acessos) e de 0,54 cm de espessura de polpa, cujos formatos foram cilindrico alongado, periforme e redondo, respectivamente. Os acessos ENAS 1007 e ENAS 1029 nao se enquadram nos padroes descritos para o tomate cereja. Alem disso, o acesso ENAS 1029 produz frutos amarelos. Entretanto, com as mudancas constantes observadas no mercado consumidor, estes acessos podem potencialmente ser utilizados pelos produtores, pois suas caracteristicas diferenciadas, em geral, sao atrativas para nichos especificos de mercado, como a chamada culinaria gourmet. Por sua vez, o acesso ENAS 2001 favorece a comercializacao por ter um padrao de formato de fruto redondo com maior aceitacao comercial (Tabela 2). Os 9 acessos restantes ficaram em grupos com valores intermediarios e baixos de espessura de polpa, variando de 0,24 a 0,40 cm.

Em relacao as cultivares comerciais, todas ficaram alocadas no grupo com baixa producao de frutos nao-comerciais, com valores compreendidos entre 0,36 a 2,60 kg [planta.sup.-1]. Entretanto, os acessos Samambaia e PAB obtiveram baixa producao de frutos totais, com 19,29 e 18,41 kg [planta.sup.-1], respectivamente, enquanto o hibrido Super Sweet e a cultivar Joanna tiveram alta producao de frutos totais, com 31,17 e 26,33 kg planta-1. Quanto a espessura da polpa, as cultivares comerciais menos produtivas, ou seja, Samambaia e PAB, foram as que obtiveram maior espessura de polpa quando comparadas com Super Sweet e Joanna.

A producao de frutos nao-comerciais foi a que teve maior importancia relativa (22,71%) na discriminacao dos acessos. E provavel que este resultado seja pela maior variabilidade entre os acessos para diferentes caracteristicas tais como a incidencia de podridao apical e a resistencia a algumas das pragas e doencas observadas durante a conducao do experimento. Outras caracteristicas importantes foram os diametros longitudinal e equatorial, com 19,34 e 14,01%, respectivamente. Estes caracteres sao importantes tanto do ponto de vista de producao quanto para o melhoramento genetico do tomateiro cereja.

Em se tratando de producao de frutos naocomerciais, um aspecto importante a ser destacado neste trabalho e que cultivares desenvolvidas, tanto por empresas produtoras de sementes quanto por produtores comerciais, tiveram bom desempenho, com pequena producao de frutos defeituosos em comparacao com a producao total de frutos. Para o produtor, obviamente, esta e uma caracteristica das mais importantes, pois de nada adianta um genotipo altamente produtivo, mas com grande producao de frutos nao-comerciais, diminuindo, assim, sua lucratividade.

Como as plantas foram conduzidas em sistema de manejo organico, esse resultado se reveste de maior importancia, ja que, em cultivos convencionais, as pulverizacoes macicas de agrotoxicos podem mascarar e reduzir a incidencia de frutos nao-comerciais em detrimento de maior qualidade final do produto, tanto do ponto de vista ambiental como o de saude do produtor e o do consumidor. Por sua vez, para o melhorista de plantas, menor incidencia de frutos nao-comerciais pode significar a presenca de resistencia a uma ou mais doencas, pragas ou disturbios fisiologicos que, em geral, sao as principais causas da producao de frutos nao-comerciais em tomateiro.

O agrupamento hierarquico UPGMA (Figura 1) obteve maior valor para a correlacao cofenetica (CCC = 0,80) que aqueles verificados para os metodos de agrupamento, utilizando-se Ward (0,50) e o Vizinho Mais Proximo (0,60). Segundo Sokal e Rohlf (1962), valores de correlacao iguais ou acima de 0,8 sao considerados bons quando correlacionam a matriz de distancia e a matriz de agrupamento.

Alem disso, a correlacao entre as matrizes de distancia e a de agrupamento, utilizando UPGMA, foi altamente significativa pelos testes t e por Mantel, recomendando-se assim o agrupamento UPGMA para a discussao dos resultados.

A melhor adequacao dos dados, quando se utiliza o metodo UPGMA, pode ser explicada pelo fato de que este metodo se baseia nas medias aritmeticas das medidas de dissimilaridade, enquanto o metodo do Vizinho Mais Proximo considera o menor valor entre dois acessos e o Ward, por sua vez, considera a menor soma de quadrados em cada etapa do processo de formacao dos grupos.

Um corte realizado na distancia de 0,30, considerando-se o ponto de mudanca abrupta, possibilitou a formacao de sete grupos (Figura 1). O Grupo I foi formado por dois acessos ENAS 1016 e ENAS 1028, que tiveram frutos de formato redondo, triloculares e maturacao uniforme. Em relacao as caracteristicas quantitativas, este grupo teve maior massa (minima, media e maxima), espessura de polpa e um elevado diametro equatorial (4,10 e 5,43 cm), caracterizando que estes frutos nao podem ser classificados como do tipo cereja segundo proposta de Fernandes et al. (2007). Conforme estes autores, apenas frutos com diametro equatorial abaixo de 3,5 cm sao considerados frutos do tipo cereja.

No Grupo II, constituido por cinco acessos ('Perinha Agua Branca', ENAS 1002, ENAS 1003, ENAS 1004 e ENAS 1007), observaram-se as seguintes caracteristicas em comum: frutos de formato cilindrico alongado e biloculares e coloracao vermelha esverdeada, exceto para a cultivar Perinha Agua Branca que teve frutos rosados. Estes acessos produziram frutos que se encaixam na definicao de frutos do tipo cereja, de acordo com a proposta de Fernandes et al. (2007).

Dezoito acessos constituiram o Grupo III, que tiveram em comum as seguintes caracteristicas: diametro equatorial (que variou de 1,96 a 3,23 cm, que confirmou a classificacao de tomate cereja para o grupo, segundo Fernandes et al. (2007)) e massas minima, media e maxima.

Este grupo tambem se caracterizou por reunir os acessos que obtiveram a menor producao de frutos nao-comerciais, incluindo-se os genotipos comerciais Joanna e Super Sweet. ENAS 1019 foi o acesso que compos isoladamente o grupo IV.

[FIGURA 1 OMITIR]

Este acesso foi o unico entre os 40 testados a ter registrado o formato de fruto cordiforme, com tres loculos, uma alta producao de frutos nao-comerciais, altos valores para os diametros longitudinal e equatorial e espessura de polpa, tambem nao podendo ser classificado como fruto do tipo cereja.

Dez acessos formaram o Grupo V, no qual se encontrava a cultivar Samambaia. Todos os acessos tiveram frutos biloculares e diametro equatorial acima de 3,5 cm, excetos o acesso ENAS 1012 e a cultivar Samambaia, com valores de 3,03 e 3,49 cm, respectivamente. A perda de frutos por falta de padrao neste grupo tambem foi considerada alta. O Grupo VI foi formado por um acesso ENAS 2006, que foi o unico a possuir coloracao de fruto marrom-avermelhada. O setimo grupo foi composto por tres acessos ENAS 1027, ENAS 2002, ENAS 2005 que tiveram coloracao vermelha e maturacao desuniforme do fruto.

A analise multivariada possibilita a predicao da heterose, e alguns cruzamentos podem ser sugeridos, seguindo-se o principio de se cruzar os acessos mais distantes e com melhores caracteristicas agronomicas. Com base nos dados obtidos neste trabalho, as seguintes combinacoes hibridas poderiam ser indicadas: Samambaia x Joanna, pois ambos foram alocados em grupos distintos, podendo resultar em hibrido promissor, lembrando que Samambaia possui uma producao mais baixa, porem tem maior espessura de polpa, enquanto Joanna tem boa producao de frutos, mas pequena espessura de polpa; ENAS 2006 (Grupo VI) x Joanna (Grupo III), para se obter hibridos com alta produtividade e boa espessura de polpa; ENAS 2001 (Grupo III) x ENAS 2006 (Grupo VI), ambos com bons resultados para todas as variaveis testadas, podendo resultar num hibrido com excelentes caracteristicas, explorando ao maximo a heterose para os caracteres agronomicos observados.

A distancia proposta por Gower foi tambem utilizada por Rodriguez et al. (2005) para estudar em conjunto variaveis qualitativas e quantitativas, oriundas de 28 caracteres morfologicos e agronomicos em Brassica napus L. Com o estudo, os autores determinaram a adequacao do germoplasma estudado para o cultivo de verao e estimaram a divergencia genetica entre as populacoes locais. Com a analise conjunta dos dados, os autores conseguiram demonstrar a diversidade e o valor dos acessos estudados para o melhoramento da cultura.

A existencia de colecoes de germoplasma com acessos considerados como heirloom precisa ser estimulada e o estudo de caracterizacao e avaliacao desses acessos sao valiosos para a recomendacao aos produtores e para a obtencao de novas cultivares. A grande maioria dos trabalhos que tratam da caracterizacao e avaliacao de germoplasma, em geral, utiliza-se de variaveis qualitativas e quantitativas separadamente, o que segmenta tambem as inferencias e conclusoes sobre a divergencia genetica entre os acessos, limitando, muitas vezes, a utilizacao posterior desses acessos, por exemplo, em programas de melhoramento genetico. A analise conjunta de dados de natureza qualitativa e quantitativa pode permitir melhor compreensao das caracteristicas consideradas e, principalmente, conclusoes mais robustas do ponto de vista estatistico sobre o relacionamento genetico entre os acessos estudados.

Conclusao

A divergencia genetica verificada nos acessos que compoem este banco de germoplasma e consideravel, sobretudo em relacao a pragas e doencas.

O metodo de Gower foi eficiente na discriminacao dos grupos, demonstrando que a analise simultanea de dados qualitativos e quantitativos e viavel e pode permitir maior eficiencia no conhecimento da divergencia entre acessos de bancos de germoplasma.

As combinacoes Samambaia x Joanna, ENAS 2006 x Joanna e ENAS 2001 x ENAS 2006 podem resultar em promissores hibridos de tomateiro cereja.

Agradecimentos

A Capes, pela concessao de bolsa de Doutorado a primeira autora.

DOI: 10.4025/actasciagron.v32i3.4888

Received on September 1, 2008.

Accepted on November 14, 2008.

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Mariella Camargo Rocha (1) *, Leandro Simoes Azeredo Goncalves (2), Rosana Rodrigues (2), Paula Renata Alves da Silva (3), Margarida Gorete Ferreira do Carmo (4) e Antonio Carlos de Souza Abboud (4)

(1) Centro Nacional de Pesquisa de Tecnologia Agroindustrial de Alimentos, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuaria, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil. (2) Laboratorio de Melhoramento Genetico Vegetal, Universidade Estadual do Norte Fluminense "Darcy Ribeiro", Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brasil. (3) Departamento de Fitopatologia, Universidade Federal de Vicosa, Vicosa, Minas Gerais, Brasil. (4) Departamento de Fitotecnia, Instituto de Agronomia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropedica, Rio de Janeiro, Brasil. * Autor para correspondencia. E-mail: marigonnis@ig.com.br
Tabela 1. Identificacao dos genotipos, origem, coloracao, formato,
maturacao do fruto e numero de loculos para 40 acessos de tomateiro
do grupo cereja, em cultivo organico. Seropedica, UFRRJ, Estado do
Rio de Janeiro, 2004.

Acesso        Origem           Coloracao     Formato

Super Sweet   Agristar         vermelho      redondo
Samambaia     Rogers           vermelho      redondo
Joanna        Itaguai          vermelho      redondo
PAB           Sao Paulo        rosea         cilindro
                                             alongado
ENAS 1001     Franca           vermelho      redondo
ENAS 1002     Franca           vermelho      cilindro
                               esverdeado    alongado
ENAS 1003     Franca           vermelho      cilindro
                               esverdeado    alongado
ENAS 1004     Franca           vermelho      cilindro
                               esverdeado    alongado
ENAS 1005     Franca           vermelho      redondo
ENAS 1006     Franca           laranja       redondo
ENAS 1007     Franca           vermelho      cilindro
                               esverdeado    alongado
ENAS 1008     Franca           marrom        redondo
ENAS 1009     Franca           amarelo       redondo
ENAS 1011     Seropedica       vermelho      achatado
ENAS 1012     Franca           vermelho      pera
ENAS 1013     Espirito Santo   vermelho      ameixa
ENAS 1014     Seropedica       vermelho      redondo
ENAS 1015     Seropedica       vermelho      periforme
                               listras
                               amarelas
ENAS 1016     Seropedica       laranja       redondo
ENAS 1017     Seropedica       vermelho      redondo
                               listras
                               amarelas
ENAS 1018     Franca           vermelho      levemente
                                             achatado
ENAS 1019     Franca           vermelho      cordiformes
ENAS 1020     Seropedica       laranja       redondo
ENAS 1021     Franca           vermelho      redondo
ENAS 1022     Franca           vermelho      periforme
                               alaranjado
ENAS 1023     Franca           vermelho      redondo
ENAS 1024     Franca           vermelho      levemente
                                             achatado
ENAS 1025     Franca           vermelho      redondo
ENAS 1026     Franca           vermelho      redondo
ENAS 1027     Franca           vermelho      globular
ENAS 1028     Franca           vermelho      redondo
                               listras
                               amrelas
ENAS 1029     Franca           amarelo       periforme
ENAS 1030     Franca           rosea         levemente
                                             achatado
ENAS 1031     EUA              vermelho      redondo
ENAS 2001     EUA              vermelho      redondo
                               listras
                               amarelas
ENAS 2002     EUA              vermelho      globular
ENAS 2003     Seropedica       amarelo       levemente
                                             achatado
ENAS 2004     EUA              vermelho      redondo
ENAS 2005     Franca           vermelho      ameixa
ENAS 2006     Franca           vermelho      redondo
                               amarronzado

Acesso        Maturacao do   No de
              fruto          loculos

Super Sweet   desuniforme       2
Samambaia     uniforme          2
Joanna        uniforme          2
PAB           desuniforme       2

ENAS 1001     desuniforme       2
ENAS 1002     desuniforme       2

ENAS 1003     desuniforme       2

ENAS 1004     uniforme          2

ENAS 1005     uniforme          3
ENAS 1006     uniforme          2
ENAS 1007     uniforme          2

ENAS 1008     uniforme          2
ENAS 1009     uniforme          2
ENAS 1011     uniforme          2
ENAS 1012     uniforme          2
ENAS 1013     uniforme          2
ENAS 1014     uniforme          2
ENAS 1015     uniforme          2

ENAS 1016     uniforme          3
ENAS 1017     uniforme          3

ENAS 1018     uniforme          2

ENAS 1019     uniforme          3
ENAS 1020     uniforme          2
ENAS 1021     uniforme          2
ENAS 1022     uniforme          2

ENAS 1023     uniforme          2
ENAS 1024     uniforme          3

ENAS 1025     uniforme          3
ENAS 1026     uniforme          2
ENAS 1027     desuniforme       3
ENAS 1028     uniforme          3

ENAS 1029     uniforme          2
ENAS 1030     uniforme          2

ENAS 1031     uniforme          2
ENAS 2001     uniforme        2 a 4

ENAS 2002     desuniforme       4
ENAS 2003     uniforme          2

ENAS 2004     uniforme          2
ENAS 2005     desuniforme       4
ENAS 2006     desuniforme     5 a 7

Tabela 2. Medias (1) aritmeticas de 40 acessos de tomateiro do grupo
cereja para nove descritores agronomicos, agrupados pelo teste de
media Scott-Knott. Seropedica, UFRRJ, Estado do Rio de Janeiro, 2004.

Acessos       [PTOT.sup.2]/      PNC        PCOM         DLF

Super Sweet   31,17          a   2,60   b   28,57   a    2,51   d
Samambaia     19,29          b   1,25   b   18,05   a    3,22   c
Joanna        26,33          a   1,13   b   25,19   a    2,44   d
PAB           18,41          b   0,36   b   18,05   a    3,37   c
ENAS 1001     17,30          b   3,45   a   13,84   a    4,13   b
ENAS 1002     32,08          a   3,87   a   28,22   a    3,86   c
ENAS 1003     30,35          a   5,51   a   24,85   a    4,40   b
ENAS 1004     17,41          b   0,93   b   16,48   a    4,47   b
ENAS 1005     23,50          a   1,13   b   22,37   a    1,91   d
ENAS 1006     22,15          a   1,46   b   20,69   a    2,44   d
ENAS 1007     32,33          a   2,19   b   30,14   a    4,34   b
ENAS 1008     17,95          b   2,19   b   15,76   a    2,36   d
ENAS 1009      7,11          b   0,81   b    6,29   a    3,76   c
ENAS 1011     21,92          a   2,34   b   19,58   a    2,57   d
ENAS 1012     14,56          b   0,56   b   14,00   a    3,66   c
ENAS 1013     20,54          b   3,82   a   16,72   a    3,52   c
ENAS 1014     30,43          a   3,20   a   27,22   a    4,08   b
ENAS 1015     17,04          b   1,52   b   15,52   a    3,62   c
ENAS 1016     24,69          a   4,05   a   20,64   a    4,47   b
ENAS 1017     20,25          b   0,98   b   19,27   a    4,41   b
ENAS 1018     18,86          b   0,78   b   18,08   a    2,65   d
ENAS 1019     17,10          b   5,67   a   11,43   a    4,57   b
ENAS 1020     26,73          a   2,69   b   24,04   a    2,65   d
ENAS 1021      8,66          b   3,23   a    5,43   a   12,60   a
ENAS 1022     22,48          a   1,76   b   20,71   a    2,39   d
ENAS 1023     27,83          a   6,94   a   20,89   a    3,72   c
ENAS 1024     24,75          a   2,65   b   22,10   a    3,24   c
ENAS 1025     19,14          b   4,78   a   14,37   a    2,96   d
ENAS 1026     18,85          b   1,83   b   17,02   a    2,35   d
ENAS 1027     14,84          b   1,88   b   12,97   a    2,78   d
ENAS 1028     17,40          b   4,84   a   12,57   a    4,84   b
ENAS 1029     25,91          a   2,31   b   23,60   a    3,81   c
ENAS 1030     15,64          b   0,33   b   15,31   a    2,02   d
ENAS 1031     24,40          a   3,95   a   20,45   a    3,41   c
ENAS 2001     24,99          a   0,96   b   24,04   a    2,99   d
ENAS 2002     18,73          b   0,31   b   18,42   a    1,86   d
ENAS 2003     15,58          b   0,90   b   14,68   a    3,80   c
ENAS 2004     27,81          a   5,14   a   22,68   a    3,65   c
ENAS 2005     19,45          b   1,14   b   18,31   a    3,60   c
ENAS 2006     22,21          a   0,93   b   21,28   a    3,73   c

Acessos       DEF        Pmin        Pmed        Pmax        EPOL

Super Sweet   2,58   c    8,72   d   10,69   d   13,53   b   0,25   c
Samambaia     3,49   b   18,97   d   23,03   c   25,84   b   0,44   a
Joanna        2,45   c    7,15   d    9,13   d   14,05   b   0,24   c
PAB           2,55   c   11,31   d   12,87   d   16,11   b   0,36   b
ENAS 1001     3,86   b   28,56   c   46,56   c   49,89   b   0,47   a
ENAS 1002     2,97   c   19,05   d   23,99   c   26,05   b   0,45   a
ENAS 1003     3,33   b   23,82   c   29,34   c   35,84   b   0,49   a
ENAS 1004     3,33   b   23,04   c   31,04   c   31,87   b   0,50   a
ENAS 1005     1,96   c    3,45   d    4,19   d    7,57   b   0,26   c
ENAS 1006     2,35   c    7,37   d    8,81   d   10,45   b   0,28   c
ENAS 1007     3,20   c   22,81   c   26,52   c   31,98   b   0,53   a
ENAS 1008     2,34   c    6,04   d    9,59   d   13,83   b   0,24   c
ENAS 1009     4,05   b   14,39   d   20,34   d   28,34   b   0,48   a
ENAS 1011     2,42   c    7,07   d   8,207   d   10,48   b   0,25   c
ENAS 1012     3,03   c   15,09   d   19,79   d   22,70   b   0,41   b
ENAS 1013     3,88   b   26,72   c   34,63   c   62,43   b   0,41   b
ENAS 1014     4,19   b   30,71   c   43,4    c   51,54   b   0,60   a
ENAS 1015     2,63   c   10,47   d   13,78   d   16,81   b   0,24   c
ENAS 1016     4,10   b   37,68   c   41,08   c   48,59   b   0,59   a
ENAS 1017     2,42   c    9,30   d   15,87   d   22,20   b   0,38   b
ENAS 1018     2,72   c    8,64   d   11,45   d   13,21   b   0,38   b
ENAS 1019     4,51   a   21,76   c   28,45   c   36,40   b   0,51   a
ENAS 1020     2,74   c   10,92   d   13,9    d   18,84   b   0,36   b
ENAS 1021     5,35   a   48,06   b   129,4   a   135,7   a   0,61   a
ENAS 1022     2,52   c    7,06   d   9,068   d   11,46   b   0,36   b
ENAS 1023     3,61   b   22,40   c   27,48   c   35,35   b   0,40   b
ENAS 1024     3,23   c   15,81   d   18,87   d   21,88   b   0,40   b
ENAS 1025     2,94   c   10,55   d   15,48   d   20,61   b   0,45   a
ENAS 1026     2,51   c    5,83   d   7,953   d   17,95   b   0,31   c
ENAS 1027     2,51   c    7,50   d   9,373   d   10,87   b   0,39   b
ENAS 1028     5,43   a   62,89   a    94,4   b   146,7   a   0,58   a
ENAS 1029     2,82   c   11,11   d   17,53   d   20,11   b   0,53   a
ENAS 1030     1,99   c    3,97   d   4,968   d    6,27   b   0,29   c
ENAS 1031     3,61   b   28,23   c    32,8   c   42,36   b   0,50   a
ENAS 2001     3,04   c   12,23   d   16,55   d   20,30   b   0,54   a
ENAS 2002     1,89   c    3,05   d    3,92   d    4,61   b   0,26   c
ENAS 2003     2,74   c   11,18   d   15,43   d   16,93   b   0,38   b
ENAS 2004     3,66   b   20,98   c   26,42   c   38,30   b   0,34   b
ENAS 2005     2,60   c   10,19   d   14,43   d   19,30   b   0,34   b
ENAS 2006     3,05   c   15,06   d   23,31   c   26,44   b   0,40   b

(1) Medias seguidas pela mesma letra, na mesma coluna, pertencem a um
mesmo grupo (Scott-Knott).2/PTOT: producao total de frutos; PNC:
producao de frutos nao-comerciais; PCOM: Producao de frutos comerciais;
DLF: diametro longitudinal dos frutos; DEF: diametro equatorial dos
frutos; Pmin: peso minimo de cada fruto por planta; Pmed: peso medio
de cada fruto por planta; Pmax: peso maximo de cada fruto por planta e
EPOL: espessura da polpa.
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Title Annotation:texto en portugues
Author:Camargo Rocha, Mariella; Azeredo Goncalves, Leandro Simoes; Rodrigues, Rosana; Alves da Silva, Paula
Publication:Acta Scientiarum Agronomy (UEM)
Date:Jul 1, 2010
Words:6874
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