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Used training circuitado as strategy for the weight loss in carrying aged woman of type 2 diabtes--a case study/O treinamento circuitado utilizado como estrategia para o emagrecimento em mulher idosa portadora de diabetes tipo 2--um estudo de caso.

INTRODUCAO

Hoje em dia, a obesidade tem sido tratada nao so como um assunto estetico, mas principalmente como patologia, o que tem feito, inumeras pessoas procurarem por dietas milagrosas, cirurgias bariatricas, plasticas, drenagens, remedios dos mais variados tipos, atividades fisicas entre outros recursos, tudo para conseguir ter um corpo saudavel e esteticamente bonito.

Atualmente, 1/3 da populacao possui excesso de peso, sendo que essa tendencia e crescente nas ultimas decadas, principalmente em idosos (Who Consultation on Obesity; Monteiro e colaboradores; Gofin.; Abramson.; Epstein, citados por Cabrera e Jacobi Filho, 2001),

Ja esta comprovado que a obesidade e um fator de grande risco para o desenvolvimento de varias doencas, entre elas, o diabetes, que vem aumentando sua incidencia e prevalencia em varias populacoes, tendo se tornado, uma das doencas cronico-degenerativas mais prevalentes em todo o mundo (Berenson, Bao e Srinivasan; Lai e Colaboradores; Njolstad, Arnesen e Lund-Larsen, citados por Araujo e Colaboradores,1999; Nieman, 1999; Ortiz e Zanetti, 2001).

Segundo Lessa (2004), o Brasil tem como primeira causa mortis, as doencas cronico-degenerativas ha pelo menos quatro decadas, tendo como destaque, o diabetes, que vem aumentando excessivamente o numero de mortes.

A expectativa de vida aumentou, tanto nos paises desenvolvidos, como nos paises em desenvolvimento (Kalache, Veras e Ramos ditados por Garcia, Romani e Lira, 2007).

Estima-se que populacao mundial total devera crescer 80% (passando de 4,4 para 7,8 bilhoes) enquanto que a populacao idosa 160%. (Ramos citado por Garcia, Romani e Lira, 2007).

No Brasil, em media 10% da populacao e idosa (ONU--Organizacao das Nacoes Unidas, citado por Benedetti, Goncalves e Mota, 2007) e, segundo Chaimowicz, citado por Campos e Colaboradores (2006) pesquisas apontam que em 2050, a populacao de idosos no Brasil, correspondera ha 14,2%, o que justifica e necessidade de haver mais estudos, a fim de entender o envelhecimento e suas consequencias no individuo, bem como, as repercussoes no sistema de saude publica do brasileiro.

Sabe-se que muitos fatores contribuiram para esse aumento do numero de idosos, porem e interessante nos atermos na qualidade desse envelhecimento, onde a pratica de exercicios fisicos regulares, principalmente os exercicios de forca, que segundo diversos estudos, sao capazes de melhorar a funcao e estrutura muscular, articular e ossea, essencial para idosos (Hunter, Mccarthy e Bamman; Frontera e Colaboradores, Valkeinen e Colaboradores; Lathan e Colaboradores, citados por Silva e Farinatti, 2007), podendo aumentar a potencia muscular, melhorando tambem a capacidade funcional.

Fatos estes, que estao intimamente relacionados a uma qualidade de vida melhor, podendo ser um potente recurso no controle ponderal, bem como no combate a obesidade, ou seja, no emagrecimento (American College of Sports Medicine, citado por Matsuura, Meirelles e Gomes, 2006).

Acredita-se que o emagrecimento e produto de um balanco energetico negativo (gasto calorico total da atividade diaria versus quantidade de energia ingerida), o que inclui o momento da pratica de exercicios fisicos, assim como na sua recuperacao organica, o que nos aponta que a intensidade do exercicio pode aumentar o gasto energetico, facilitando a perda de peso (Dione e Tremblay, citado por Guilherme e Souza Junior, 2006).

Hoje em dia ha muitas discussoes acerca de qual seria o tipo de treinamento que mais auxiliaria no processo de emagrecimento. Entre as possibilidades, esta o treinamento circuitado que e caracterizado por ser uma sequencia de exercicios, tambem chamado de estacoes, executados um apos o outro, com o minimo de intervalo entre os mesmos (Fleck e Kraemer, citados por Guilherme e Souza Junior, 2006), que por ser um programa de treinamento mais generalizado, pode ser bastante util para pessoas com sobrepeso e obesidade (ACSM, citado por Guilherme e Souza Junior, 2006).

Obesidade

A obesidade e caracterizada por uma excessiva quantidade de gordura corporal (Campos, 2004) decorrente de um desequilibrio entre ingestao e gasto energetico, sendo a ingestao maior do que o gasto. Um pequeno balanco energetico positivo sera suficiente para que o individuo adquira excesso de peso e, se esse desequilibrio tornar-se cronico, podera leva-lo a obesidade ao longo do tempo (Raqvussin e Pretice e Colaboradores, citados por Escrivao e Colaboradores, 2000).

A celula gordurosa e chamada de adipocito e tem algumas funcoes, entre elas, a de reservatorio energetico e a de secretar diversos compostos proteicos e nao proteicos que tem sua acao nele proprio ou em outros tecidos corporais, modulando o funcionamento e as respostas ocasionadas pelas suas interacoes (Hermsdorff e Monteiro, 2004)

Muitos acreditam que a obesidade e de causa genetica, entretanto, sabe-se que 95 a 98% dos casos, a obesidade e exogena (Escrivao e Colaboradores, 2000), ou seja, causada pelo estilo de vida da pessoa, geralmente composto de maus habitos alimentares (Who--World Helth Organization, 1990,1995 e 1998, Rolls e Shide, citados por Pereira, Francischi e Lancha Junior, 2003), inatividade fisica, entre outros, que sao decorrentes de uma aceleracao na urbanizacao ocorrida no seculo XX, provocando um aumento da obesidade mundial, que por sua vez, provoca um impacto significativo sobre a saude e a mortalidade, tornando-se assim, nos dias de hoje, um grave problema de saude publica (Silveira Netto, citado por Silva e Lima, 20002; Jung citado por Pereira, Francischi e Lancha Junior, 2003; Campos citado por Hauser, Benetti e Rebelo, 2004).

Atualmente, a obesidade e considerada um fator de risco para o desenvolvimento de varias doencas, tais como: cardiopatias; hipertensao; diabetes, doencas pulmonares, osteoartrites, altos niveis de colesterol LDL, VLDL e triglicerides, desvios posturais, problemas psicologicos, mau funcionamento das visceras, sindrome metabolica, entre outros (Cabrera e Jacobi Filho, 2001: Campos, 2004; Hsueh e Law; Rajala e Scherer; Lyon, Law e Hsueh; Arner, citados por Hermsdorff e Monteiro, 2004).

E importante avaliar o padrao de distribuicao dessa gordura para analisar o risco de obesidade ou o tipo de obesidade do individuo (androide ou ginoide), uma vez que isso esta relacionado aos riscos de predisposicao a aquisicao de doencas. Maior deposicao de gordura na regiao do peito e cintura (androide) propoe maior risco de doencas cardiovasculares, enfarto e diabetes, por outro lado, maior deposicao de gordura na regiao do quadril e coxas (ginoide) dispensa riscos bem menores a saude (Campos, 2004).

A gordura localizada nas visceras, ou tecido adiposo visceral, e o mais lipolitico e tambem, o mais insulino-resistente, podendo entao, liberar grande quantidade acidos graxos, e adipocinas relacionadas a processos pro-inflamatorios na corrente sanguinea, especialmente na veia aporta, seguido do tecido adiposo subcutaneo abdominal e do tecido adiposo subcutaneo gluteo-femural (Wajchenberg, McTernan e Colaboradores; Giacchetti e Colaboradores; Faloia e Colaboradores, citados por Hermsdorff e Monteiro, 2004), aumentando assim, o risco de doencas cardiovasculares e dislipidemias.

Pelos riscos citados, a medida da circunferencia abdominal, nos ultimos tempos, tem sido utilizada, como o referencial principal de predisposicao ao individuo desenvolver doencas cardiovasculares, sendo considerado com fator de risco, a partir de 102cm em homens e 88cm nas mulheres (Hans e colaboradores, citados por Cabrera e Jacobi Filho, 2001).

Composicao Corporal

Lembrando que ao contrario do que muitos pensam obesidade nao e o mesmo que excesso de peso, mas sim uma excessiva quantidade de gordura corporal (Campos, 2004), o que nos permite concluir que nem sempre os corpos mais formosos, esteticamente falando, estariam livres de serem "obesos", Sendo assim, devemos nos atentar para a composicao corporal do individuo, pois esta permite quantificar os componentes estruturais do nosso corpo, que sao: musculos, ossos, visceras e gordura.

As estruturas citadas sao possiveis de serem quantificadas, atraves de uma avaliacao antropometrica, composta por: peso, altura, perimetria (circunferencias do torax, biceps antebraco, cintura, abdomen, quadril, coxa e perna), IMC (Indice de Massa Corporal) e dobras cutaneas (Costa; Marins e Giannichi; Mathews citados por Domingues Filho, 2006), sendo que em idosos, algumas mudancas como: perda progressiva de massa magra juntamente com o aumento da proporcao de tecido adiposo, diminuicao da estatura, relaxamento dos musculos abdominais, cifose e alteracoes na elasticidade da pele, fazem necessarios ocorrer ajustes nos padroes de analise da avaliacao (Steen citado por Cabrera e Jacobi Filho, 2001).

Para um publico em geral, o referencial mais utilizado e o IMC, onde e considerado com sobrepeso o individuo que apresentar IMC maior ou igual a 25kg/[m.sup.2] e obeso, maior ou igual a 30kg/[m.sup.2] (Fernandes Filho, citado por Lorenzini Junior, 2007; Stevens citado por Cabrera e Jacobi Filho, 2001). Vale ressaltar que nao e um bom metodo para ser usado em atletas, uma vez que a massa muscular desses individuos costuma ser bem maior que a de um publico geral (Domingues Filho, 2006).

Outra tecnica utilizada e a da medida da espessura do tecido subcutaneo (dobras cutaneas) que e de grande valia, pois sua utilidade esta no fato de que uma grande parte da gordura corporal fica depositada debaixo da pele podendo indicar entao grande parte da gordura total do individuo (MacArdle, Katch e Katch citado por Domingues Filho, 2006).

Para mensurar as dobras utiliza-se um instrumento chamado compasso, tambem conhecido como plicometro ou espessimetro e, geralmente os calculos sao feitos utilizando de tres a sete dobras--peitoral, biciptal, triciptal, subescapular, axilar media, suprailica, abdominal, coxa e perna (Domingues Filho, 2006).

Com os resultados obtidos, sao feitos alguns calculos para mensurar o total de gordura corporal e, e possivel identificar com maior precisao, onde essa existe um maior deposito de gordura, auxiliando no tipo de treinamento que estaria mais apropriado para essa pessoa.

Envelhecimento e Diabetes.

Segundo Campos (2004), o envelhecimento traz alteracoes na capacidade fisica das pessoas ja a partir dos trinta anos e, essas alteracoes, sao parecidas com aquelas sofridas por individuos que nao praticam atividade fisica, sendo importante entao, distinguir, os efeitos associados ao envelhecimento, daqueles trazidos pela inatividade fisica.

Essas alteracoes trazem prejuizos tambem na realizacao das atividades da vida diaria e, o idoso tende a ser menos ativo, o que pode aumentar ainda mais suas perdas--alteracoes neurais, musculoesqueleticas, endocrinas e psicossociais (Campos, 2004).

Quanto as perdas musculo esqueleticas, ha um declinio de aproximadamente 15% de forca entre os sessenta e setenta anos e, que depois desse periodo, aumenta para 30%, aparentando ser maior nos membros inferiores do que nos membros superiores, aumentando o risco de quedas (Campos, 2004; Kamel, Posner e Colaboradoes, citados por Silva e Farinatti, 2007).

Para Campos (2004) com a perda da massa magra (sarcopenia), ha tambem o aumento da gordura intramuscular (que surge em seu lugar), acarretando entao, um problema na comunicacao entre a fibra e o nervo motor, afetando as funcoes metabolicas do musculo, trazendo como consequencias, problemas na habilidade funcional (coordenacao) e potencia muscular.

O aumento do tecido adiposo, tambem esta relacionado com a diminuicao do metabolismo de repouso, ocorrido devido a diminuicao da massa magra e da atividade do sistema nervoso simpatico, que sao decorrentes do processo de envelhecimento (Ryan e Colaboradores citados por Foureaux, Pinto e Damaso, 2006).

Com o aumento do tecido adiposo e a diminuicao da massa magra, o idoso passa a ter varios riscos de aquisicao de doencas, uma das mais comuns e tornar-ser diabetico.

O diabetes ocorre quando ha uma disfuncao do metabolismo de carboidratos, que diminui a capacidade do organismo de oxidar o material energetico, ou seja, a glicose (Nieman, 1999) provocando hiperglicemia e glicosuria, o que acarreta uma producao inadequada de insulina pelo pancreas ou a utilizacao inadequada desta insulina, pelas celulas do nosso corpo (Campos, 2004), podendo entao, ser classificado como diabetes tipo 1 ou insulino-dependente, e diabetes tipo 2 ou insulino-resistente (Nieman, 1999), onde o segundo, e praticamente derivado de habitos de vida inadequados, como maus habitos alimentares e inatividade fisica (Reis e Velho, 2002).

No diabetes tipo I, ocorre uma destruicao congenita das celulas beta do pancreas, causando a falta da insulina, ocasionando altas concentracoes de glicose sanguinea, obrigando a administracao exogena desse hormonio. Ja no diabetes tipo 2, a insulina e produzida normalmente, porem o organismo torna-se resistente, impedindo que as celulas recebam a glicose, tambem causando, hiperglicemia (ADA--American Diabetes Association; Cotran, Kumar e Robbins citados por Lima e Glaner,2006).

O risco de morte torna-se aumentado em pacientes diabeticos, geralmente por complicacoes vasculares que por sua vez, estao associadas ao controle glicemico, tanto para pacientes insulino-dependentes ou nao (Araujo e Colaboradores, 1999), que estao relacionados a hiperglicemia provocada pela patologia. Dessa forma o objetivo maior, e baixar a glicemia mantendo-se nos valores normais ou proximos do normal evitando assim, maiores complicacoes que lhes sao inerentes como: poliuria, polidipsia, fadiga, retinopatias, nefropatias, neuropatias entre outros (American Diabetes Association, citado por Araujo e Colaboradores,1999)

Estima-se que o diabetes e considerado um dos mais importantes problemas de saude mundial, tanto em numeros de pessoas portadoras como de mortalidade prematura, bem como dos custos envolvidos no seu tratamento. (Oliveira, Granja e Waichenberg, cotados por Silva e Lima, 2002).

Gasto Energetico e Exercicio Fisico.

O gasto energetico diario possui tres componentes: taxa metabolica de repouso (TMR), efeito termico do alimento e gasto energetico associado a atividade fisica (Levine e Colaboradores citados por Foureaux, Pinto e Damaso, 2006).

Para Campos (2004) cada tipo de tecido possui um gasto energetico diferente, o que influencia diretamente no metabolismo de repouso. O cerebro, por exemplo, corresponde cerca de 16% da producao de calor basal, ja a pele e os musculos gastam em media 25%, os orgaos abdominais e toracicos contribuem com 56% e, a gordura, e o tecido menos metabolicamente ativo, dessa forma, podemos entender que gordura em grande quantidade, tende a diminuir o metabolismo de repouso, fazendo com que o individuo acumule ainda mais, entrando entao, em um circulo vicioso.

Muitos fatores podem interferir no metabolismo de repouso do individuo, tais como idade, genero, estado nutricional, temperatura corporal, fatores hormonais, efeito termico dos alimentos e a pratica de atividades fisicas (Campos, 2004; Levine e Colaboradores citados por Foureaux, Pinto e Damaso, 2006).

O exercicio consegue interferir no gasto energetico atraves de seus efeitos agudos e cronicos, que ocorrem durante a propria realizacao do exercicio (Hill e Colaboradores citados por Foureaux, Pinto e Damaso, 2006) e, apos o mesmo, como e o caso do EPOC--excesso de consumo de oxigenio pos-exercicio (efeito agudo), que atraves de algumas alteracoes metabolicas, favorece para aumentar o gasto energetico, facilitando para um balanco energetico negativo (Gaesser e Brooks, citados por Foureaux, Pinto e Damaso, 2006; Meirelles e Gomes, citados por Guilherme e Souza Junior, 2006).

Como efeito cronico do exercicio, temos o aumento da Taxa Metabolica de repouso (TMR), ou metabolismo de repouso, que se refere ao gasto energetico necessario a manutencao dos processos fisiologicos e, em se tratando de emagrecimento, tanto o EPOC como a TMR, sao de grande contribuicao, pois ambos conseguem contribuir para aumentar o gasto energetico total. O EPOC e capaz de permanecer por horas (Bahr e Sejersted; Thorton e Potteiger; Borsheim e Colaboradores; Bahr e Colaboradores; Schuenk; Mikat; MacBride, citados por Foureaux, Pinto e Damaso, 2006) e a TMR no estado pos-absortivo, chega a corresponder entre 60 a 70% do gasto total dependendo da atividade realizada (Meireles e Gomes, citados por Foureaux, Pinto e Damaso, 2006).

Outro fator que explica o esse aumento da TMR devido ao exercicio fisico, se da atraves do aumento da massa magra (resultado das adaptacoes musculares), contribui para o aumento do gasto energetico total (Meirelles e Gomes, 2004), possibilitando a obtencao de um balanco energetico negativo.

Desta forma, o presente estudo tem por finalidade verificar os efeitos de oito meses de treinamento circuitado, composto por exercicios anaerobios (treinamento de forca) e aerobios, em especial na diminuicao da gordura corporal (emagrecimento), mesmo em mulher idosa, portadoras de diabetes tipo 2, nao insulino-dependentes.

MATERIAIS E METODOS.

Amostra

Mulher de 60 anos (idosa) portadora de diabetes mellitos tipo 2, nao insulino-dependente, e praticante de exercicios fisicos regularmente.

Procedimentos

Para este estudo, foi realizada uma avaliacao antropometricas (perimetria, dobras cutaneas e IMC), testes de forca de membros superiores e inferiores, teste ergometrico, teste de flexibilidade, treinamento de forca e exercicios aerobios em forma de circuito.

Este programa foi aplicado em uma academia de ginastica, na cidade de Sao Paulo.

Materiais

a) Medidas antropometricas: foram realizadas com a amostra sem calcados, com roupas leves, na posicao em pe, com os pes unidos. Foram utilizados: balanca antropometrica (marca Welmy), estadiometro (marca Sanny) e fita metrica (marca Sanny) bem como um adipometro (modelo Sanny) para a medida das dobras cutaneas.

b) Testes:

--Ergometrico: utilizou-se bicicleta ergometrica da marca Moviment, Modelo Magnetic 2500 eletronic. Carga de 20wats, devendo manter em 20km/h a velocidade;

--Flexao de cotovelo: foi realizada com o braco direito, utilizando um halter de 4kg, Contou-se quantas repeticoes foram feitas em um minuto;

--Forca abdominal: utilizou-se colchonete e tabua de madeira a 12 cm da cicatriz umbilical. No teste, e necessario encostar os cotovelos na madeira ao flexionar o tronco, para a repeticao ser quantificada. Contou-se, quantas repeticoes foram feitas em um minuto.

--Flexibilidade: Teste "sentar e alcancar". Utilizou-se o Banco de Wells. Foram feitas tres tentativas e aceita a de melhor desempenho;

--Agachamento: Flexionar os joelhos ate formar um angulo de 90. Quando necessario, utiliza-se uma cadeira. Ambas as avaliacoes (inicial e final) foram feitas pelo mesmo avaliador.

c) Programa de treinamento: durante 08 meses, foram realizados exercicios de forca e exercicios aerobios, ambos em forma de circuito, quatro vezes por semana, as vezes com frequencia irregular, baseado na percepcao subjetiva de esforco, o qual foi sofrendo alteracoes na composicao do numero de repeticoes e na intensidade (atraves das variacoes dos exercicios, ordem dos mesmos, bem como na adaptacao das sobrecargas sempre que possivel) ao longo do periodo.

RESULTADOS E DISCUSSAO

A pratica de exercicios fisicos induz o organismo a diversas adaptacoes bioquimicas, em especial no sistema muscular (Oliveira, Rogatto e Luciano, 2002).

Alguns estudos epidemiologicos demonstram que o nivel de atividade fisica esta associado a incidencia de diabetes mellitus nao insulino-dependente, confirmando a ideia de que um programa de exercicio regular pode reduzir o risco de desenvolvimento desta patologia (Manson e Colaboradores; Kelley e Goodpaster.; Borghouts e Keizer, citados por Oliveira, Rogatto e Luciano, 2002), assim como de outras doencas cronico-degenerativas, mesmo em idosos e/ou sedentarios (Eliot, Long e Boone, citados por Caromano, Ide e Kerbauy, 2006).

Segundo Powers e Howley citados por Oliveira, Rogatto e Luciano (2002), a prescricao de exercicios para diabeticos tipo 2 deve ter a frequencia de cinco a sete vezes por semana e intensidade correspondente a 50% do VO2 maximo, a fim de assegurar aumento da sensibilidade a insulina, potencializando a captacao de glicose pelas celulas musculares (Bjorkman, citado por Khawali, Andriolo e Ferreira, 2003; Silva e Lima, 2002).

Sendo assim, o exercicio e um importante aliado no combate ao diabetes, podendo provocar diminuicao da resistencia a insulina e segundo estudos, exercicios realizados em altas intensidades conseguem potencializar ainda mais, esse processo (Rose e Richter, 2005)

A prescricao de exercicio para idosos coincide com a prescricao de exercicios para diabeticos (Campos, 2004). E o mesmo autor, reforca a ideia de que prescrever exercicios para idosos e como prescrever exercicios para adultos, apenas tendo o cuidado de progredir com maior cautela, respeitando as limitacoes de cada individuo, decorrentes do seu processo de envelhecimento ou de alguma patologia adquirida.

Segundo Krawitz e Vella citados por Guilherme e Souza Junior (2006), atividades que variam a intensidade do exercicio (ora mais intensos, ora menos intensos), e a melhor maneira de otimizar o gasto energetico. O que se encaixa perfeitamente no modelo do treinamento circuitado, corroborando com o estudo de Lorenzini Junior (2007), que demonstrou ser aconselhavel, por ser um treinamento diversificado (sem rotina), adaptavel a individualidade de cada praticante, que quando envolve exercicios aerobios e anaerobios, com intensidades de moderada a alta e intervalos pequenos, pode apresentar relevante gasto energetico durante e apos a sessao de treino, facilitando no controle e reducao do peso ponderal.

Dessa forma, podemos entender que apesar de alguns autores sugerirem um minimo de 50% do V[O.sub.2] maximo, nao significa que nao podemos trabalhar numa intensidade maior caso as condicoes fisicas do individuo permita, pois segundo estudos, sabe-se tambem que trabalhar numa intensidade maior de 70% do V[O.sub.2] maximo, gera um EPOC mais duradouro (Bahr e Sejersted, Borshein e Colaboradores, Bahr e Colaboradores, Gore e Withers, Laforgia e Colaboradores e citados por Foureaux, Pinto e Damaso, 2006) e intenso, e que para efeitos de emagrecimento, o importante e a sua magnitude (Imamura e Colaboradores citados por Foureaux, Pinto e Damaso, 2006).

Sendo assim, ganhamos mais um motivo para nos utilizarmos do treinamento em circuito, ja que o mesmo e capaz de ter pequenos tempos de intensidades maiores, que proporcionam relevante magnitude do treino, corroborando com os estudos de Hauser, Benetti e Rebelo (2004) que afirmam que os exercicios de forca, combinados com os exercicios aerobios, parecem obter melhores resultados em programas de emagrecimento, uma vez que conseguem otimizar o gasto energetico total, aumentar a massa magra e a mobilizacao de gordura durante o processo de emagrecimento.

Levando em consideracao, todos os aspectos citados neste trabalho, aplicamos entao um treinamento, composto de exercicios de forca e exercicios aerobios em forma de circuito, alternando as intensidades entre 50 a 75% do VO2 maximo (em raros momentos chegando a 85%) e, observamos que apos 08 meses, houve mudancas significativas no que diz respeito a diminuicao das medidas antropometricas, diminuicao do tecido adiposo, aumento da forca principalmente abdominal e de membros inferiores, entre outros ganhos, como mostram as tabelas e comentarios a seguir.

Na tabela 1, podemos observar que houve diminuicao em praticamente todos os perimetros, o que e explicado devido ao fato de que o exercicio fisico promove um gasto calorico elevado, causando um balanco energetico negativo, aumentando o metabolismo de repouso, fazendo com que a pessoa emagreca, reduzindo suas medidas.

Tambem ocorreu uma diminuicao relevante na medida da circunferencia da cintura (CC) o que podemos considerar um resultado positivo, uma vez que a circunferencia da cintura e considerada o melhor indicador de massa adiposa visceral, que esta fortemente relacionada as doencas cardiovasculares e ateroscleroticas, onde a amostra saiu do alto risco de predisposicao a essas doencas, ja que sua circunferencia da cintura esta abaixo de 88cm, conforme ja foi discutido nesse estudo.

Para identificarmos qual o tipo de tecido perdido, observamos a composicao corporal, uma vez que se sabe que num processo de emagrecimento e muito comum perder-se massa magra e agua, o que nao e interessante do ponto de vista metabolico (gasto energetico basal) como nos mostra as proximas tabelas 2a e 2b.

O efeito do programa de exercicio fisico no IMC foi significativo, fazendo ocorrer uma diminuicao de 1,78Kg/[m.sup.2], o que representa 5,94%.

Observando os resultados das dobras cutaneas, pode-se comprovar que todas as medidas diminuiram, principalmente, os percentuais da suprailiaca e da coxa. Resultado explicado pelo fato da amostra ter caracteristica ginoide, lembrando que o tecido adiposo gluteo-femoral, e mais sensivel a acao da insulina (Stumboll e Colaboradores, Gastaldell e Colaboradores, citados por Hermsdorff e Monteiro, 2004), potencializando entao, a captacao de acidos graxos e consumindo maior energia, gerando mais forca, decorrente de aumento da massa magra, que passou a ganhar em proporcao, em relacao a massa adiposa, como mostra a tabela 3.

Na tabela 3, fica evidente os ganhos de forca em todos os testes, totalizando em 144,7%. Destaca-se o ganho obtido nos membros inferiores e na forca abdominal. Pois, e possivel perceber que na primeira avaliacao, a aluna precisou do auxilio da cadeira para sentar e nao conseguiu realizar o teste na bicicleta por fadiga nos membros inferiores e, em seu teste abdominal, conseguiu melhorar em 100%.

Esses ganhos sao explicados atraves das adaptacoes fisiologicas que as fibras musculares sofrem, em virtude do treinamento de forca, que podem variar conforme: tipo de exercicio, ordem dos exercicios, numero de series e repeticoes, carga do treinamento, tempo de pausa entre as repeticoes e os treinos (Uchida e Colaboradores, 2006; Wolfe, Lemura e Cole, American College of Sports Medicine, Rhea e Colaboradores, citados por Silva e Farinatti, 2007)

Uchida e Colaboradores (2006), explica que toda celula e capaz de adaptar-se, desde que lhe seja dada um estimulo que nao extrapole suas capacidades, o que implicaria em uma lesao. Suas primeiras adaptacoes sao neurais, resultando em uma capacidade maior de gerar forca, utilizando menos unidades motoras, e tambem, uma coordenacao mais eficiente entre essas unidades e intergrupo muscular.

Em idosos, segundo Silva e Farinatti (2007), ha evidencias de que trabalhar com cargas mais altas gera maior ganho de forca em relacao a cargas mais baixas. Entretanto, sugere-se sempre iniciar com cargas menores, para gerar as adaptacoes neurais, preparando o individuo, para um trabalho mais intenso, capaz de mobilizar cargas mais altas, que posteriormente, favorecerao o recrutamento de fibras musculares subutilizadas, que tambem serao treinadas, constituindo entao um trabalho continuo (Bloomer e Ives, Burke, Kraemer, Fleck e Evans, citados por Silva e Farinatti, 2007).

Importante fixar, que todos os aspectos citados acima, foram analisados para a montagem do treinamento circuito aplicado no presente estudo, onde foi feito um trabalho intermitente tanto nos exercicios de forca, quanto nos exercicios aerobios, com progressao lenta e continua.

Quanto a condicao cardiorespiratoria, a amostra diminuiu em 16 batimentos sua frequencia cardiaca de repouso, o que corresponde a uma melhora de 18%. Segundo Nieman (1999) esse fato e explicado, devido ao treinamento fisico, provocar adaptacoes no musculo cardiaco, tornando-se maior e mais forte, podendo bombear a quantidade necessaria de sangue, com menos esforco.

Essa melhora do sistema cardiorespiratorio, acabou colaborando para que a amostra conseguisse potencializar o seu treino, de modo a contribuir para o aumento do gasto energetico total (Hauser, Benetti e Rebelo, 2004) auxiliando na reducao de gordura.

Segundo o American College of Sports Medicine, citado por Nieman (1999), para obter beneficios no sistema cardiorespiratorio, e necessario trabalhar entre 60 a 90% da frequencia cardiaca maxima, o que foi respeitado no presente estudo, onde utilizamos a percepcao subjetiva de esforco entre um pouco ofegante e moderadamente ofegante, para monitorar o esforco, principalmente nos momentos aerobios.

Observa-se que, embora um dos motivos da diminuicao da flexibilidade estar relacionada ao envelhecimento (Nieman, 1999) e, ainda haver muitas controversias sobre se ha ou nao perda da flexibilidade quando se pratica exercicios de forca (Cyrino e Colaboradores, 2004), a amostra obteve ganhos de 16,67% em sua flexibilidade. Fato explicado devido durante a contracao de um musculo existir o relaxamento do outro, o que ativa os componentes plasticos das fibras musculares, aumentando o espaco entre elas, deixando-as quase em paralelo. Isso promove um melhor arranjo e deslizamento entre as fibras, contribuindo, portanto, para a melhoria da flexibilidade (Achour Junior, 2006).

CONCLUSAO

O presente estudo demonstra que apos oito meses de treinamento de forca e exercicios aerobios em forma de circuito, houve diminuicao de 3,87kg de tecido adiposo, aumento de 108,33% de forca nos membros superiores e 36,36% nos membros inferiores, melhora de 16,67% na flexibilidade, e de 18% na frequencia cardiaca de repouso. Concluise, portanto, que o treinamento aplicado neste estudo pode ser de grande valia nao so para a diminuicao da gordura corporal, como tambem para a melhoria da aptidao fisica em geral, mesmo em mulheres idosas portadoras de diabetes tipo 2 nao insulino-dependentes.

REFERENCIAS

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(2-) Araujo, R.B.; Santos, I.; Cavaleti, M.A.; Costa, J.S.D.; Beria, J.U. Avaliacao dos Cuidados Prestados a Pacientes Diabeticos em Nivel Primario. Revista de Saude Publica. Sao Paulo. Vol. 33. Num.1.1999.p.24-32.

(3-) Benedetti, T.R.B.; Goncalves, L.H.T.; Mota, J.A.P.S. Uma Proposta de Politica Publica de Atividade Fisica para Idosos. Texto & contexto --Enfermagem. Florianopolis. Vol.16. Num. 3. 2007. p.387-398.

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Recebido para publicacao em 14/11/2007

Aceito em 21/12/2007

Valeria de Nadai Santos [1,2], Antonio Coppi Navarro [1]

[1]--Programa de Pos-Graduacao Lato-Sensu da Universidade Gama Filho, Especializacao em Obesidade e Emagrecimento.

[2]--Graduacao em Educacao Fisica pela Universidade Sao Judas Tadeu--USJT

e-mail: valzinhanadai@yahoo.com.br R: Brook Taylor, 493--Jd. Coimbra. 03690-000--Sao Paulo--SP.
Tabela 1: Medidas Antropometricas (cm).

Perimetros        Inicio do treino   Apos 08 meses   Diferenca (cm)

Braco direito     28,60              28,40           -0,20
Braco esquerdo    28,50              28,50           0,00
Torax             101,00             97,00           -4,00
Abdome            94,00              91,00           -3,00
Cintura           90,50              87,00           -3,50
Quadril           106,00             102,00          -4,00
Coxa direita      60,20              56,00           -4,20
Coxa esquerda     58,70              55,50           -3,20
Perna direita     36,00              34,20           -1,80
Perna esquerda    36,20              35,00           -1,20

Perimetros        % de Diferenca

Braco direito     -0,70%
Braco esquerdo    0,00%
Torax             -3,96%
Abdome            -3,19%
Cintura           -3,87%
Quadril           -3,77%
Coxa direita      -6,98%
Coxa esquerda     -5,45%
Perna direita     -5,00%
Perna esquerda    -3,31%

Tabela 2a: Composicao Corporal (IMC)

                      Medida inicial      Apos 08 meses

Peso total            79,20               74,50
Massa magra           54,76               53,81
Massa gorda           24,77               20,90
IMC (kg/[m.sup.2])    29,99               28,21

                      Diferenca em kg     % de diferenca

Peso total            -4,70               -5,93%
Massa magra           -0,95               -1,73%
Massa gorda           -3,87               -15,62%
IMC (kg/[m.sup.2])    1,78 Kg/[m.sup.2]   -5,94%

Tabela 2b: Dobras Cutaneas (mm)

Dobras                Medida inicial      Apos 08 Meses

Triciptal             17,00               13,50
Subscapular           19,50               18,50
Suprailiaca           31,50               24,50
Abdome                27,30               24,60
Coxa                  36,30               27,30

                      Diferenca em mm     % de diferenca

Dobras                -3,50               -20,59%
Triciptal             -1,00               -5,13%
Subscapular           -7,00               -22,22%
Suprailiaca           -2,70               -9,89%
Abdome                -9,00               -24,79%
Coxa

Tabela 3: Testes de Forca.

                       Inicio do treino    Apos 08 meses

Testes                 Repeticoes          Repeticoes

Membros inferiores
  Agachamento          11                  15
Membros superiores
  Flexao de cotovelo   12                  13
    Abdominal          15                  30
     Subtotal
Ganho total de forca

                       Diferenca           % de diferenca

Membros inferiores
  Agachamento          4                   36,36%
Membros superiores
  Flexao de cotovelo   1                   8,33%
  Abdominal            15                  100,00%
   Subtotal                                108,33%
Ganho total de forca                       144,7%

Tabela 4: Teste Ergometrico (bicicleta estacionaria)

                       Inicio do treino        Apos 08 meses
                                               de treinamento

FC repouso             88                      72
FC exercicio           ?                       120
Velocidade             20 km/h                 20 km/h
Completou o teste?     Nao                     Sim
Percepcao de esforco   (fadigou)               Um pouco intenso

                       Comparacoes

FC repouso             -18%
FC exercicio
Velocidade             Foi mantida no teste.
Completou o teste?     Completou o teste
Percepcao de esforco   Melhorou

Tabela 5: Teste de Flexibilidade.

Teste            Medida         Apos 08      Diferenca (cm)
                 inicial (cm)   meses (cm)

Banco de Wells   18             21           03

                 % de
                 diferenca

Banco de Wells   16,67%
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Author:Santos, Valeria de Nadai; Navarro, Antonio Coppi
Publication:Revista Brasileira de Obesidade, Nutricao e Emagrecimento
Article Type:Report
Date:Nov 1, 2007
Words:5973
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