Printer Friendly

Use of species of urban trees in environmental pollution biomonitoring/Uso de especies da arborizacao urbana no biomonitoramento de poluicao ambiental.

INTRODUCAO

Os elementos toxicos sempre foram encontrados e ocorreram de forma natural no meio ambiente (ESTEVES, 1988), contudo, algumas atividades sociais tem contribuido de maneira efetiva para os aumentos significativos desses contaminantes em distintos ecossistemas, permitindo que estes se tornem disponiveis em recursos hidricos, solos e atmosfera. Tal problematica socioambiental e um fato que deve ser investigado, visto que, ao depender das concentracoes de metais pesados em contato com o organismo, proporciona diversos riscos a saude devido a exposicao (SATARUG et al., 2010).

Qualquer substancia com potencialidade de contaminacao e que possa causar danos em seres vivos e materiais e considerada poluente. Esta pode advir tanto de fenomenos naturais quanto das atividades humanas. Esses poluentes do ar sao emitidos e podem ser encontrados na forma gasosa ou como material particulado e metais (KLUMPP et al., 2001; BRASIL, 2011).

O material particulado, os gases e os metais toxicos, sao originados principalmente por residuos industriais e veiculos automotores. Veiculos movidos a diesel apresentam a maior concentracao media de emissao de particulas, seguidas pela gasolina (tres vezes menos) e etanol (sete vezes menos). A constituicao do combustivel explica esses resultados, pois, alem de ser formado por hidrocarbonetos pesados e altos teores de metais como o enxofre, o oleo diesel ainda necessita de alta quantidade de ar aquecido para promover a ignicao. Alem do enxofre permitir maior formacao de particulas, os tres combustiveis apresentam como composicao elementar os metais ferro (Fe), cobre (Cu) e chumbo (Pb). Sendo que, ao depender da particularidade do combustivel e do tipo de particula (fina ou grossa), tambem sao encontrados os metais aluminio (Al), silicio (Si), potassio (K), calcio (Ca), cromio (Cr), manganes (Mn), niquel (Ni) e zinco (Zn). Para atender as exigencias do mercado consumidor, a gasolina, antes de ser distribuida e enriquecida com aditivos (corantes, agentes antidetonantes, antioxidantes, inibidores de corrosao e elevadores de volatilidade). Estes compostos contem elementos-traco como Fe, Cr, Cu e Pb, que advem, em sua maior parte, dos oleos antes do refino (SILVA, 2007).

Dessa forma, pode-se perceber o alto grau de comprometimento do ambiente urbano devido a emissao e acumulo dessas particulas. Tanto a identificacao desses poluentes, como a determinacao de suas concentracoes, e fundamental para a elaboracao de politicas publicas e tomadas de decisao quanto a seus mecanismos de emissao.

Neste contexto, o uso de bioindicadores de poluicao ambiental e imperioso, pois permitem, segundo Klumpp et al. (2001), detectar os efeitos dos poluentes sobre os organismos e inferir sobre a qualidade do ar. Sendo assim, o uso da arborizacao urbana como bioindicadora e o ideal, ja que sao componentes filtrantes dessas particulas e gases e estao expostas diuturnamente as fontes emissoras.

As plantas podem ser usadas como indicadoras de reacao ou como indicadoras de acumulacao. As indicadoras de reacao sao aquelas que em contato com a poluicao respondem por meio de deformacoes na anatomia, apresentando danos visiveis em suas estruturas. As indicadoras de acumulacao sao resistentes a poluicao, acumulam substancias toxicas nos tecidos foliares e permitem a deteccao do poluente por meio de analises quimicas. Quanto a obtencao da especie para fins do biomonitoramento, podem ser ativa quando se expoe uma especie por um determinado periodo, e passiva, quando as analises sao realizadas em especies ja existentes no meio (MARTINS, 2009).

Sendo assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a influencia da intensidade do trafego urbano na disponibilidade de elementos e solidos em suspensao, bem como identificar a potencialidade no acumulo e retencao das substancias em diferentes especies arboreas, utilizando suas folhas como biomonitores passivos e de acumulacao.

MATERIAL E METODOS

Areas de estudo

O estudo foi realizado em duas areas localizadas no municipio de Vitoria da Conquista--BA. Uma situa-se no campus da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Esta area foi selecionada, pois apresenta transito de veiculos e com atividades antropicas moderadas. Neste trabalho e representada pela letra "C". A outra area selecionada foi a Avenida Olivia Flores no Bairro Candeias. Esta e uma zona de maior trafego urbano e com atividades intensas, sendo representada pela letra "U" (Figura 1).

Segundo a classificacao climatica de Koppen, a regiao estudada e do tipo Aw quente com estacao seca bem acentuada e precipitacoes anuais em media de 700 mm. O clima e do tipo Tropical de Altitude, cuja temperatura media no mes mais quente e de 22,1[degrees]C, no mes mais frio e de 15,8[degrees]C, e com media anual de 20[degrees]C. A vegetacao pertence a tipologia de Floresta Estacional variando de Semidecidual a Decidual (SOARES FILHO, 2000).

A cidade de Vitoria da Conquista possui uma populacao de 306.866 pessoas, com uma densidade demografica de 91,41 habitantes/[km.sup.2] e com 90% da populacao residente no meio urbano (IBGE, 2013). A frota na cidade para o mes de dezembro de 2013 somou um total de 104.954 veiculos, sendo esta a terceira maior frota de veiculos do estado da Bahia (BRASIL, 2013).

Amostragem

Foram coletadas folhas de tres especies florestais, sendo: 1--Amendoeira (Terminalia catappa L., Familia Combretaceae); 2--Sibipiruna (Caesalpinia peltophoroides Benth., Familia Fabaceae) e 3--Patade-vaca (Bauhinia variegata L., Familia Fabaceae). Cada amostra foi composta por tres ramos de cinco arvores. A coleta foi realizada em dezembro de 2013, com o proposito de avaliar a influencia espacial da poluicao na qualidade ambiental, realizou-se a coleta apenas neste periodo. Este mes se apresentou com chuvas regulares em toda a regiao.

A selecao das folhas foi padronizada para compor o universo amostral. Com o auxilio de um podao, foram coletados ramos entre 2,0 e 3,0 metros de altura na parte exterior da copa.

Preparo das amostras

Determinacao do Material Particulado

Logo apos coletadas, as folhas foram acondicionadas em sacos plasticos estereis e levadas ao laboratorio. A determinacao do material particulado foi realizada por meio do metodo gravimetrico (BRAUN; APPEL; SCMAL, 2003; INOUE; REISSMANN, 1991; MENEZES; CATALUNA, 2008). Prepararam-se primeiramente filtros quantitativos. Estes foram previamente secos em estufa ate peso constante. Foram cortadas e pesadas 3,0 [+ or -] 0,001 g das folhas homogeneizadas. Em seguida, estas foram lavadas sobre os filtros e enviados novamente para estufa e secas ate peso constante. Por diferenca entre as massas inicial e final, obteve-se a quantidade de material particulado depositados nas folhas.

Digestao das Amostras

A segunda etapa de preparacao das amostras consistiu inicialmente de sua secagem na estufa em bandejas de aluminio a temperatura de 60[degrees]C por 48 horas. Assim, com as amostras de folhas secas, estas foram trituradas com o proposito de facilitar o processo de extracao. Neste processo, as amostras foram submetidas a uma digestao acida assistida por micro-ondas, em triplicata (CARODE et al., 2008; VACCARO et al., 2004; CARNEIRO et al., 2006; MELO; SILVA, 2008).

Pesou-se 1 g da amostra em balanca analitica, adicionada a esta 6 mL de HN[O.sub.3] 65% em frascos fechados de Teflon. A amostra entao foi levada ao micro-ondas pressurizado em uma proveta analitica (modelo DGT 100 plus), para a execucao do programa de aquecimento apresentado na Tabela 1. O metodo de digestao foi baseado no manual de preparacao de amostra do digestor por micro-ondas.

Posteriormente, as amostras foram avolumadas diretamente em baloes de 25 mL. Ao completar o seu volume com agua ultrapura obtida pelo sistema Milli-Q, foram transferidas para fracos de polietileno.

Com o intuito de evidenciar a interferencia dos reagentes, realizou-se um ensaio em branco contento a solucao extratora e a agua ultrapura, seguindo o mesmo fluxograma de preparo da amostra.

Procedimento Analitico

Espectrometria de absorcao atomica em forno de grafite (GF AAS)

As determinacoes de Cd, Ni, Co e Fe foram realizadas por GF AAS, Perkin-Elmer Precisely modelo AAnalyst 600, em triplicata com protocolo de analise sugerido pelo fabricante na Tabela 2. Para a preservacao da amostra em temperaturas de pirolise maiores e eliminacao de interferentes da matriz, foram utilizados modificadores quimicos para a determinacao do Cd (0,05 mg N[H.sub.4][H.sub.2]P[O.sub.4] + 0,003 mg Mg[(N[O.sub.3]).sub.2]).

No equipamento foram introduzidos poucos microlitros no fomo pela pipeta automatica. Em seguida, a amostra foi submetida a uma serie de etapas programadas (secagem, pirolise, atomizacao e limpeza). Na etapa de secagem, com temperaturas relativamente baixas, o solvente da amostra evaporou e logo apos com temperaturas mais elevadas ocorreu a calcinacao ou a conversao da materia organica em [H.sub.2]O e C[O.sub.2]. Em seguida ocorreu a etapa de atomizacao, sendo a amostra vaporizada e atomizada. Posteriormente, ocorreu um rapido aumento da temperatura, cerca de 2.500[degrees]C. A partir dai a atomizacao ocorreu em poucos segundos. Sendo assim, a tecnica consistiu em gerar uma nuvem densa de atomos, que em condicoes controladas, permitiu a absorcao das particulas atomizadas, medida em uma regiao acima da superficie de aquecimento. A ultima etapa foi a da limpeza, com temperaturas muito altas utilizadas para evitar o efeito memoria do analito (SKOOG et al., 2007).

A calibracao realizada foi do tipo externa. Os limites de deteccao e quantificacao foram calculados segundo as equacoes 1 e 2, respectivamente (RIBANI et al., 2004). Em que, "s" representa o desvio padrao da resposta de cinco leituras do branco, e "S" representa a inclinacao da equacao da reta.

LD = 3,3 s/S (1)

LQ = 10 s/S (2)

Analises Estatisticas

Devido a existencia de fatores como a morfologia das folhas e localidade das amostras, que poderiam afetar a quantidade de elementos quimicos depositados, as analises de agrupamento hierarquico (AAH) e de componentes principais (ACP) foram aplicadas nos resultados analiticos com o proposito de obter variaveis capazes de caracterizar a originalidade das amostras sob a influencia das atividades citadinas. Todos os calculos foram realizados com o auxilio dos programas SPSS 16.0.

Para a interpretacao dos dados, foi gerada uma matriz de dados 6 x 6, na qual as linhas corresponderam as amostras de folhas (casos) e as colunas as variaveis MP, Fe, Ni, Cu, Co e Cd. Como as variaveis nao possuiam a mesma escala, foi necessario escalonar os dados por meio do metodo Z-Score. A medida de similaridade usada foi a distancia euclidiana e o metodo hierarquico aglomerativo utilizado foi o metodo de ligacao de Ward.

Analise de Agrupamento Hierarquico

Portando-se das concentracoes medias de cada ponto amostral, foi utilizada a analise hierarquica de cluster. Este e um metodo numerico multivariado, que possui como objetivo de propor uma estrutura classificatoria ou de reconhecimento da existencia de grupos, baseado na similaridade das variaveis e a diferenca entre os membros de classes distintas (REGASSI, 2001).

Para a representacao grafica dos resultados optou-se pela utilizacao de um dendrograma. A similaridade entre as amostras foi medida por distancia euclidiana.

Analise de Componentes Principais

Nesta analise o principio fundamental foi baseado na reducao da dimensao do conjunto dos resultados analiticos, em que se preservou a maior quantidade de informacao (variancia). Assim, para a analise de componentes principais, foram avaliadas as principais influencias das variaveis no comportamento de grupos.

Na ACP considerou-se um metodo fatorial, pois a reducao do numero de variaveis foi feita pelo estabelecimento de novas variaveis ortogonais entre si, denominadas de componentes principais (CP) e foram obtidas pela combinacao linear das variaveis iniciais, por meio de fatores.

Os componentes principais foram organizados em ordem decrescente de importancia e os graficos foram obtidos atraves da analise das amostras em um sistema cartesiano no qual os seus eixos sao as CP.

Analise de Correlacao

Para a observacao das correlacoes e seus respectivos graus de importancia, aplicou-se a partir da matriz de dados das concentracoes medias das variaveis uma analise de correlacao com base no coeficiente de correlacao de Pearson.

RESULTADOS E DISCUSSAO

As medias das determinacoes do material particulado e elementos quimicos demonstraram que tanto o local quanto a especie influenciaram nos resultados (Tabela 3). O comportamento das variaveis foi dinamico, expondo a influencia e especialidade dos elementos quimicos.

Alguns elementos-traco nao foram quantificados, pois permaneceram abaixo do limite de deteccao (LD) do metodo para a tecnica GF AAS (Tabela 4). O Cd em algumas amostras oriundas do campus e o Cu para Terminalia catappa (Tabela 3).

O Fe se distinguiu significativamente das demais variaveis, com concentracoes muito superiores aos outros metais (Tabela 3). Isso pode ser explicado devido a presenca deste elemento em todos os tipos de combustiveis e particulas de fuligem (SILVA, 2007). O Fe tambem esta relacionado com a poeira e ressuspensao do material particulado, alem de estar presente na composicao quimica da terra e ser gerado no desgaste de pecas metalicas dos veiculos (MOREIRA, 2010).

Verificou-se que este elemento apresentou teores elevados quando comparados com estudos semelhantes realizados por outros autores. Para Silva (2011), que estudou contaminantes atmosfericos em avenidas principais da cidade de Patos--PB, as concentracoes mais elevadas de Fe variaram em torno de 444,00 mg [Kg.sup.-1]. Ja Moreira (2010) quantificou teores medios de 199,72 mg [Kg.sup.-1] do elemento em folhas de arvores localizadas no parque Ibirapuera da cidade de Sao Paulo--SP. A area de estudo e a metodologia aplicada, respectivamente, explicam os altos teores neste estudo. A cidade de Patos, de acordo com o autor, possui uma frota de 24.123 veiculos, cerca de quatro vezes menor do que Vitoria da Conquista BA (SILVA, 2011). Moreira (2010), que objetivou estudar a absorcao de elementos pela folha, lavou-as com o proposito de evitar a contaminacao de superficie e assim reduzindo provavelmente os teores de acumulacao. Concentracoes superiores foram determinadas por Martins (2009), que, ao estudar a influencia de corredores de trafego veicular em parques da cidade de Sao Paulo, por meio do acumulo de metais-tracos em cascas de arvores, obteve concentracoes superiores a 5.000 mg [Kg.sup.-1] em locais de influencia citadina e inferiores a 106 mg [Kg.sup.-1] em area distantes de corredores de trafego veicular.

Para os elementos Cu, Cd e Co, foram apuradas concentracoes inferiores quando comparados na literatura. Moreira (2010) obteve teores na media de 9,38 mg [Kg.sup.-1] de Cu e 0,23 mg [Kg.sup.-1] de Cd em folhas de arvores. Para Martins (2009), as variacoes da concentracao de Cu mostraram influencia da intensidade do trafego veicular na acumulacao do elemento em cascas de arvores, sendo inferior a 20 mg [Kg.sup.-1] em area controlada, e superior a 90 mg [Kg.sup.-1] em parques urbanos. Ja o Co apresentou 0,2 mg [Kg.sup.-1] em area controlada e 3,9 mg [Kg.sup.-1] em amostras oriundas de local proximo aos corredores de trafego veicular. De acordo com Moreira (2010), a provavel fonte de Cu na atmosfera de emissao veicular esta relacionada ao desgaste de pecas, em relacao ao Cd, a principal fonte e devido ao atrito dos pneus. Aponta-se que os teores de ordem inferior neste estudo sao devidos a pequena frota de veiculos da cidade de Vitoria da Conquista, quando comparados aos estudos realizados na cidade de Sao Paulo--SP, que possuia registro de 6.673.882 veiculos, 63 vezes maior que a area deste estudo (MOREIRA, 2010).

Os teores de Ni obtidos neste estudo foram inferiores aos encontrados por Martins (2009), que relatou 5,0 mg [Kg.sup.-1] do elemento presente em cascas de arvores oriundas de uma area controlada e 15,1 mg [Kg.sup.-1] no meio urbano. Por permanecer em geral por um periodo mais longo na planta, as cascas das arvores tendem a acumular maiores concentracoes de poluentes atmosfericos.

Especialmente em relacao ao material particulado, foi possivel observar ainda no momento das analises a distincao entre as especies do campus e as da avenida pelo acumulo de material particulado nos filtros (Figura 2). Verificou-se que houve uma maior acumulacao de material particulado nas folhas de arvores localizadas na avenida, com uma proporcao que variou entre 1,2 a 1,8 maior para com o campus, apontando assim o efeito poluidor do trafego de veiculos. Inoue e Reissmann (1991), ao verificar o efeito da descarga de veiculos automotores na deposicao de particulados em folhas de Ligustrum lucidum, constataram que a amostra coletada em local de intenso movimento de veiculos apresentou um pouco mais que o dobro de conteudo de materia solida em relacao a amostra oriunda de um bosque da periferia da cidade (445 mg/[m.sup.2]). De acordo com Carneiro (2004), o material particulado ou particulas inalaveis sao produzidos nos processos de combustao veicular.

Analise de Agrupamento Hierarquico

Na avaliacao do dendrograma foi possivel observar a formacao de dois grupos principais (Figura 3A). O primeiro grupo foi formado por amostras originadas do campus. O grupo II, formado somente por amostras da avenida, apresentou uma maior similaridade. Tal fato pode ser explicado em funcao da localidade das amostras, sendo as da avenida, influenciadas pela maior exposicao das arvores aos contaminantes na zona de maior trafego.

Em relacao a analise de agrupamento por concentracao de variaveis (Figura 3B), tambem se pode observar a formacao de dois grupos. Sendo o primeiro constituido pelas variaveis MP, Fe e Cd. A formacao deste grupo pode ser explicada em funcao da fonte do material particulado depositado. Esse material depositado foi gerado principalmente pelo desgaste de pecas dos automoveis, as quais contem ferro na sua composicao, aglutinado ao cadmio, originado provavelmente dos processos de galvanoplastia, sendo a cromagem um artificio comum em pecas de veiculos (MOORE; RAMAMOORTHY, 1984), bem como pela queima de combustiveis fosseis (MATTHEWS, 1984; DUARTE; PASQUAL, 2000). Ja o grupo II formouse a partir das demais variaveis com subgrupos caracterizados principalmente pela origem e especificidade quimica da natureza dos elementos.

Analise de Componentes Principais

Foram selecionados dois componentes (CP1 x CP2) derivados por rotacao varimax, o segundo componente concentrou 27,01% da variancia total e o primeiro componente 54,24%, totalizando 81,25% de variancia total (Figura 4).

No grafico de escores (Figura 4A) pode ser observada a distribuicao das amostras, as quais formaram dois grupos, novamente separando amostras do campus e da avenida, mostrando assim uma influencia direta no comportamento dos dados referente a espacialidade. Ao longo do eixo da CP1 e possivel observar que as amostras do campus apresentaram valores negativos, enquanto que nas amostras da avenida foram obtidos valores positivos. Sendo assim, o grafico de escore corrobora com a analise de agrupamento do dendrograma.

O grafico de loadings, representado na Figura 4B, permite a caracterizacao de tendencias entre as variaveis e quanto elas influenciaram o sistema e comportamento das amostras. Ao longo do eixo da CP1, pode-se observar que a maioria dos elementos proporcionaram e explicaram a distincao referente aos dois grupos, todos com valores positivos. O Fe, Cd e MP contribuiram para uma maior diferenciacao dos agrupamentos, juntamente com o Co e Ni. Contudo, e notorio que o elemento Cu distanciou-se com um valor superior e positivo quando analisado o eixo da CP2, instigando assim uma analise mais detalhada desta variavel.

Analise de Agrupamento com a Variavel Cobre

De acordo com a Figura 5, pode-se observar a formacao de tres grupos, sendo agora determinados pela especie vegetal.

Com base na analise de agrupamento e possivel ainda a observacao de que as especies 2 (Caesalpinia peltophoroides) e 3 (Bauhinia variegata) possuem uma maior similaridade quanto ao comportamento das variaveis em relacao a especie 1 (Terminalia catappa). Tal fato pode ser explicado devido as especies 2 e 3 pertencerem a familia Fabaceae. Gilbert (1950) evidenciou que a atividade metabolica do cobre comporta de modo inversamente proporcional a concentracao de nitrogenio (N). O autor destaca que a existencia de uma alta concentracao de N na planta impede a translocacao do Cu nas folhas. Mattos Junior et al. (2010) tambem demostraram que o suprimento de Cu em citros e deficiente quando ocorre excesso da adubacao nitrogenada. Logo, pela capacidade de especies florestais pertencentes a familia Fabaceae de assimilar N, devido a relacao simbiotica com fixadores biologicos (BARBERI et al., 1998), o Cu originado do material particulado e impedido por complexos proteicos/nitrogenados de se translocar na planta, permanecendo acumulado no tecido superficial da folha. Ja para a especie 1 (familia Combretaceae), por possuir naturalmente um menor teor de N, permite uma translocacao mais eficiente do Cu para outras partes do vegetal.

Analise de Correlacao

Na Tabela 5 observa-se uma correlacao significativa entre o MP e o Fe, mostrando que estes se comportaram de modo similar nas amostras, ja que o material particulado advindo de qualquer tipo de fuligem de origem veicular possui Fe em sua constituicao (SILVA, 2007). Pode-se perceber tambem uma forte correlacao do Cd com o Fe, estes elementos estao associados, uma vez que este primeiro e a materiaprima para processos de galvanoplastia em pecas automotivas (MOORE; RAMAMOORTHY, 1984). O Cd tambem manteve uma forte correlacao com o material particulado.

Alteracoes em correlacoes negativas tambem foram observadas, como o Cu com o MP e o Fe, todavia, esta nao foi uma correlacao significativa. No entanto, e possivel inferir que o Cu se comporta de modo independente ao Fe e a sua diluicao no material particulado e dependente da especie botanica (Tabela 5).

Outras correlacoes importantes nao foram observadas, infere-se assim sob a especificidade de cada elemento quimico.

De acordo com Moreira (2010), a floresta urbana pode ser utilizada como instrumento de descontaminacao atmosferica, sendo que a interacao da floresta com a poluicao precisa ser entendida. Devido ao modelo economico atual e a sua decorrente acao destrutiva para com os recursos naturais (PEREIRA; DIEGUES, 2010), a poluicao atmosferica nos centros urbanos tornou-se alem de um problema para a saude publica, uma preocupacao com os gastos financeiros oriundos da degradacao da vegetacao e de construcoes. Verificou-se neste estudo que biomonitoramento, alem de se apresentar como uma tecnica barata, permitiu aferir sobre areas impactadas pelo transito automotivo, uma vez que, para a maioria dos elementos estudados, a area de maior trafego de veiculos proporcionou uma tendencia no maior acumulo de poluentes. Apontou-se tambem que as especies de arvores estudadas, apesar de possuirem capacidade semelhante de retencao dos poluentes atmosfericos, sao uma forma de filtrar o ar da cidade e que, de certa forma, interceptaram parte dos componentes quimicos que seriam possivelmente inalados pela populacao, causando provavelmente danos a saude (CARNEIRO, 2004).

CONCLUSOES

O transito de veiculos influi diretamente na disponibilidade de alguns elementos toxicos e no aumento de particulas solidas depositadas sobre folhas de arvores. O potencial de retencao dos poluentes para as tres especies foi semelhante.

O material particulado, o ferro e o cadmio foram as variaveis que melhor explicaram o comportamento das amostras oriundas do meio urbano, estando presentes em maiores teores neste local.

O elemento quimico Fe ocorre em maior quantidade e esta presente no material particulado, juntamente com o Cd.

Especies da familia Fabaceae nao assimilam o cobre originado da poluicao e este tende a ficar com uma maior concentracao na superficie foliar.

As folhas de arvores podem ser utilizadas como biomonitores passivos de acumulacao e permitem a investigacao de impactos ambientais.

As arvores podem ser utilizadas como barreiras naturais que "filtram" o ar citadino.

REFERENCIAS

BARBERI, A. et al. Nodulacao em leguminosas florestais em viveiros no sul de Minas Gerais. Cerne, Lavras, v. 4, n. 1, p. 145-153, 1998.

BRASIL. Ministerio do Meio Ambiente. 1 Inventario nacional de emissoes atmosfericas por veiculos automotores rodoviarios. Relatorio final, Brasilia: MMA, 2011. 114 p.

BRASIL. Departamento Nacional de Transito. Frota por municipio 2013. 2013. Disponivel em <http:// www.denatran.gov.br/frota2013.htm>. Acesso em: 27 ago. 2014.

BRAUN, S.; APPEL, L. G.; SCMAL, M. A poluicao gerada por maquinas de combustao interna movidas a diesel--A questao dos particulados. Estrategias atuais para a reducao e controle das emissoes e tendencias futuras. Quimica nova, Sao Paulo, v. 27, n. 3, 2003.

CARNEIRO, C.; REISSMANN, C. B.; MARQUES, R. Comparacao de metodos de analise Quimica de K, Ca, Mg e Al em folhas de erva-mate (Ilexpara guariensis St. Hil.). Cerne, Lavras, v. 12, n. 2, jun. 2006.

CARNEIRO, R. M. A. Bioindicadores vegetais de poluicao atmosferica: uma contribuicao para a saude da comunidade. 2004. 169 f. Dissertacao (Mestrado em Enfermagem em Saude Publica)--Universidade de Sao Paulo, Escola de Enfermagem de Ribeirao Preto, Ribeirao Preto, 2004.

CARODE, S.; MATOSO, E.; SANTOS, M. C. A espectrometria atomica e a determinacao de elementos metalicos em materiais polimericos. Quimica Nova, Sao Paulo, v. 31, n. 6, p. 1533-1542, 2008.

DUARTE, R. P. S.; PASQUAL, A. Avaliacao do cadmio (Cd), chumbo (Pb), niquel (Ni) e Zinco (Zn) em solos, plantas e cabelos humanos. Energia na Agricultura, Botucatu, v. 15, n. 1, 2000.

ESTEVES, F. A. Fundamentos de limonologia. Rio de Janeiro: Interciencia, 1988. 575 p.

GILBERT, S. G. A Biochemical basis for copper-nitrogen balance in tung. Plant Physiology, Bethesda, v. 26, n. 2, p. 398-405, 1950.

IBGE. Vitoria da Conquista--BA. 2013. Disponivel em: <http://cidades.ibge.gov.br/xtras/perfil.php?la ng=&codmun=293330&search=bahia|vitoria-da conquista|infograficos:-informacoes-completas>. Acesso em: 27 ago. 2014.

INOUE M. T.; REISSMANN, C. B. Efeitos da poluicao na fotossintese, dimensoes da folha, deposicao de particulados e conteudo de ferro e cobre em alfeneiro (Ligustrum lucidium) da arborizacao de Curitiba, PR. Revista Floresta, Curitiba, v. 21, n. 12, p. 3-11, 1991.

KLUMPP, A. et al. Um novo conceito de monitoramento e comunicacao ambiental: a rede europeia para a avaliacao da qualidade do ar usando plantas bioindicadoras (EuroBionet). Revista Brasileira de Botanica, Sao Paulo, v. 24, n. 4, 2001.

MARTINS, A. P. G. Cascas de arvores como biomonitores da poluicao atmosferica de origem veicular em parques urbanos da cidade de Sao Paulo. 2009. 110 f. Tese (Doutorado em Ciencias)--Universidade de Sao Paulo, Sao Paulo, 2009.

MATTHEWS, P. J. Control of metal application rates from sewage sludge utilization in agriculture. Critical Reviews in Environmental Control, Ohio, v. 14, p. 199-250, 1984.

MATTOS JUNIOR, D. et al. Nitrogenio e cobre na producao de mudas de citro em diferentes porta-enxertos. Bragantia, Campinas, v. 69, n. 1, p. 135-147, 2010.

MELO, L. C. A.; SILVA, C. A. Influencia de metodos de digestao e massa de amostra na recuperacao de nutrientes em residuos organicos. Quimica Nova, Sao Paulo, v. 31, n. 3, 2008.

MENEZES, E. W.; CATALUNA. Amostragem do material particulado e fracao organica volatil das emissoes em motor ciclo diesel sem a utilizacao de tunel de diluicao. Quimica Nova, Sao Paulo, v. 31, n. 8, 2008.

MOORE, J. W.; RAMAMOORTHY, S. Heavy metals in natural waters. New York: Springer-Verlag, 1984.328 p.

MOREIRA, T. C, L. Interacao da vegetacao arborea e poluicao atmosferica na cidade de Sao Paulo. 2010. 79 f. Dissertacao (Mestrado em Ciencias)--Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", Universidade de Sao Paulo, Piracicaba, 2010.

PEREIRA, B. E.; DIEGUES, A. C. Conhecimento de populacoes tradicionais como possibilidade de conservacao da natureza: uma reflexao sobre a perspectiva da etnoconservacao. Desenvolvimento e Meio Ambiente, Curitiba, n. 22, p. 37-50, 2010.

REGAZZI, A. J. INF 766--Analise multivariada. Vicosa: Universidade Federal de Vicosa, Centro de Ciencias Exatas e Tecnologicas. Departamento de Informatica, 2001. 166 p.

RIBANI, M. et al. Validacao em metodos cromatograficos e eletroforeticos. Quimica Nova, Sao Paulo, v. 27, n. 5, 2004.

SATARUG, S. et al. Cadmium, environmental exposure, and health outcomes. Environmental Health Perspectives, North Columbia, v. 118, n. 2, p. 182-190, feb. 2010.

SILVA, M. F. Emissao de metais por veiculos automotores e seus efeitos a saude. 2007. 156 f. Dissertacao (Mestrado em Saude Publica)--Faculdade de Saude Publica, Universidade de Sao Paulo, Sao Paulo, 2007. SILVA, M. F. Avaliacao da qualidade do ar utilizando especies arboreas na cidade de Patos-PB. 2011. 63 f. Dissertacao (Mestrado em Ciencias Florestais)--Universidade Federal de Campina Grande, Patos, 2011.

SKOOG, D. A. et al. Fundamentos de quimica analitica. 8. ed. Sao Paulo: [s. n], 2007.

SOARES FILHO, A. O. Estudo fitossociologico de duas florestas em regiao ecotonal no planalto de Vitoria da Conquista. 2000. 154 f. Dissertacao (Mestrado em Ecologia)--Universidade de Sao Paulo, Sao Paulo, 2000.

VACCARO, S. et al. Comparacao entre tres diferentes metodos de analise de tecido vegetal. Boletim de Pesquisa Florestal, Colombo, n. 48, jun. 2004.

Kaique Mesquita Cardoso (1) Alessandro de Paula (2) Jose Soares dos Santos (3) Maria Lucia Pires dos Santos (4)

(1) Engenheiro Florestal e Professor do Ensino Basico, Tecnico e Tecnologico do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais. Fazenda do Meio Pe de Serra, S/N, BR 367, km 278, CEP 39600-000, Aracuai (MG), Brasil. kaique. cardoso@ifnmg.edu.br

(2) Engenheiro Florestal, Dr. Professor do Departamento de Engenharia Agricola e Solos, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Estrada do Bem Querer, km 4, CEP 45031-900, Vitoria da Conquista (BA), Brasil. apaula@uesb.edu.br

(3) Quimico Analitico e Ambiental, Dr., Professor do Departamento de Ciencias Naturais, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Estrada do Bem Querer, km 4, CEP 45031-900, Vitoria da Conquista (BA), Brasil. zesoares@uesb.edu.br

(4) Quimica, Dra., Professora do Departamento de Ciencias Naturais, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Estrada do Bem Querer, km 4, CEP 45031-900, Vitoria da Conquista (BA), Brasil. luciapires@uesb.edu.br

Recebido para publicacao em 28/12/2014 e aceito em 01/10/2015.

Caption: FIGURE 1: Location of the trees in the areas of the study: U (avenue) and C (campus).

FIGRURA 1: Localizacao das arvores amostradas nas areas em estudo: U (avenida) e C (campus).

Caption: FIGURE 2: Particulate matter trapped in the filter paper after washing of the same species in different locations: campus (A) and avenue (B).

FIGURA 2: Material particulado retido no papel-filtro apos lavagem de uma mesma especie em locais distintos: campus (A) e avenida (B).

Caption: FIGURE 3: Dendrograms of similarity (A) for samples collected on the campus of the State University of Southwest Bahia and Avenue Olivia Flores and (B) by concentration of chemical elements. C1 = individuo de Terminalia catappa situado no campus, C2 = individuo de Caesalpinia peltophoroides situado no campus, C3 = individuo de Bauhinia variegata situado no campus, U1 = individuo de Terminalia catappa situado na avenida, U2 = individuo de Caesalpinia peltophoroides situado na avenida, U3 = individuo de Bauhinia variegata situado na avenida

FIGURA 3: Dendrogramas de similaridade (A) por amostras coletadas no campus da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia e na avenida Olivia Flores e (B) por concentracao de elementos quimicos. C1 = individuo de Terminalia catappa situado no campus, C2 = individuo de Caesalpinia peltophoroides situado no campus, C3 = individuo de Bauhinia variegata situado no campus, U1 = individuo de Terminalia catappa situado na avenida, U2 = individuo de Caesalpinia peltophoroides situado na avenida, U3 = individuo de Bauhinia variegata situado na avenida

Caption: FIGURE 4: Principal component analysis: scores plot (A) and loadings plot (B). C1 = individuo de Terminalia catappa situado no campus, C2 = individuo de Caesalpinia peltophoroides situado no campus, C3 = individuo de Bauhinia variegata situado no campus, U1 = individuo de Terminalia catappa situado na avenida, U2 = individuo de Caesalpinia peltophoroides situado na avenida, U3 = individuo de Bauhinia variegata situado na avenida

FIGURA 4: Analise de componentes principais (CP1 x CP2): grafico de escores (A) e loadings (B). C1 = individuo de Terminalia catappa situado no campus, C2 = individuo de Caesalpinia peltophoroides situado no campus, C3 = individuo de Bauhinia variegata situado no campus, U1 = individuo de Terminalia catappa situado na avenida, U2 = individuo de Caesalpinia peltophoroides situado na avenida, U3 = individuo de Bauhinia variegata situado na avenida

Caption: FIGURE 5: Dendrogram of similarity to the copper element (Cu) for samples collected on the campus of the State University of Southwest Bahia and Avenue Olivia Flores. C1 = individuo de Terminalia catappa situado no campus, C2 = individuo de Caesalpinia peltophoroides situado no campus, C3 = individuo de Bauhinia variegata situado no campus, U1 = individuo de Terminalia catappa situado na avenida, U2 = individuo de Caesalpinia peltophoroides situado na avenida, U3 = individuo de Bauhinia variegata situado na avenida

FIGURA 5: Dendrograma de similaridade para o elemento cobre (Cu) para as amostras coletadas no campus da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia e na avenida Olivia Flores. C1 = individuo de Terminalia catappa situado no campus, C2 = individuo de Caesalpiniapeltophoroides situado no campus, C3 = individuo de Bauhinia variegata situado no campus, U1 = individuo de Terminalia catappa situado na avenida, U2 = individuo de Caesalpinia peltophoroides situado na avenida, U3 = individuo de Bauhinia variegata situado na avenida
TABLE 1: Heating program used for assisted digestion in a microwave
oven.

TABELA 1: Programa de aquecimento utilizado para digestao assistida
em forno de micro-ondas.

Etapa   Tempo (min)   Potencia (W)

1            7            330
2            2            800
3            5            500
4           10             0

TABLE 2: Programming warming GF AAS, as follows: Tr = ramp time in
seconds, Te = timeout in seconds and Fi = internal flow.

TABELA 2: Programacao do aquecimento do GF AAS, sendo: Tr = tempo de
rampa em segundos, Te = tempo de espera em segundos e Fi = fluxo
interno.

Etapas                 Temperatura ([degrees]C)

                Cd     Fe     Ni     Co     Cu    Tr   Te   Fi

1.Secagem                    110                  1    30   250
2.Secagem                    130                  15   30   250
3.Pirolise     500    1440   1110   1400   1200   10   20   250
4.Atomizacao   1500   2100   2300   2400   2000   0    5     0
5.Limpeza      2450   2450   2450   2450   2450   1    3    250

TABLE 3: Mean concentration of variables in triplicate of swatches
followed by standard deviation, where: C1 = Terminalia catappa
located on campus, C2 = Caesalpinia peltophoroides located on
campus, C3 = Bauhinia variegate located on campus, U1 = Terminalia
catappa located in the avenue, U2 = Caesalpinia peltophoroides
located in the avenue, U3 = Bauhinia variegata located in the
avenue; LD = detection limit.

TABELA 3: Medias de concentracao das variaveis da leitura em
triplicata das amostras de folha seguidas pelo desvio padrao, sendo:
C1 = individuo de Terminalia catappa situado no campus, C2 =
individuo de Caesalpinia peltophoroides situado no campus, C3 =
individuo de Bauhinia variegata situado no campus, U1 = individuo de
Terminalia catappa situado na avenida, U2 = individuo de Caesalpinia
peltophoroides situado na avenida, U3 = individuo de Bauhinia
variegata situado na avenida; LD = limite de deteccao.

Amostra    MP (g [Kg.sup.-1])      Cd (mg [Kg.sup.-1])

C1        2,001 [+ or -] 0,001    0,018 [+ or -] 0,000
C2        3,009 [+ or -] 0,005            < LD
C3        2,271 [+ or -] 0,001            < LD
U1        3,673 [+ or -] 0,007    0,053 [+ or -] 0,005
U2        3,678 [+ or -] 0,006    0,067 [+ or -] 0,007
U3        4,011 [+ or -] 0,011    0,048 [+ or -] 0,004

Amostra   Cu (mg [Kg.sup.-1])      Fe (mg [Kg.sup.-1])

C1        0,789 [+ or -] 0,034   803,933 [+ or -] 12,887
C2        0,344 [+ or -] 0,011   1100,100 [+ or -] 3,536
C3                < LD           540,100 [+ or -] 3,122
U1        0,788 [+ or -] 0,057   1498,933 [+ or -] 5,575
U2        0,279 [+ or -] 0,006   1645,600 [+ or -] 9,014
U3                < LD           2069,267 [+ or -] 2,021

Amostra   Co (mg [Kg.sup.-1])

C1        0,179 [+ or -] 0,002
C2        0,097 [+ or -] 0,006
C3        0,138 [+ or -] 0,008
U1        0,198 [+ or -] 0,013
U2        0,113 [+ or -] 0,007
U3        0,230 [+ or -] 0,012

Amostra   Ni (mg [Kg.sup.-1])

C1        1,680 [+ or -] 0,064
C2        1,426 [+ or -] 0,083
C3        0,501 [+ or -] 0,030
U1        1,872 [+ or -] 0,070
U2        1,260 [+ or -] 0,046
U3        1,786 [+ or -] 0,088

TABLE 4: Analytical parameters for GF AAS technique: Determination
coefficient ([R.sup.2]), standard deviation of analytical response
of white (DP branco), limit of detection (LD) and limit of
quantification (LQ) of the method.

TABELA 4: Parametros analiticos para tecnica de GF AAS: Coeficiente
de determinacao ([R.sup.2]), desvio padrao da resposta analitica do
branco (DP branco), limite de deteccao (LD) e limite de
quantificacao (LQ) do metodo.

                                                 LD (mg     LQ (mg
                       Inclinacao   DP Branco   [Kg.sup.   [Kg.sup.
Elemento   [R.sup.2]    da curva     (n = 5)      -1])       -1])

Cd          0,9957       0,0062      0,0024      0,0013     0,0039
Co          0,9993       0,0039      0,0001      0,0001     0,0004
Cu          0,9907       0,0028      0,0004      0,0004     0,0012
Fe          0,9993       0,0022      0,0015      0,0022     0,0067
Ni          0,9964       0,0040      0,0039      0,0032     0,0096

TABLE 5: Matrix of correlation between variables (MP, Cd, Ni, Fe, Co
and Cu) in swatches, as follows: * to significant correlations 0.05.

TABELA 5: Matriz de correlacao entre as variaveis (MP, Cd, Ni, Fe,
Co e Cu) nas amostras de folha, sendo: * para correlacoes
significativas a 0,05.

         MP      Cd      Ni       Fe      Co     Cu

MP       1
Cd     0,729      1
Ni     0,318    0,483     1
Fe     0,892 *  0,807   0,617     1
Co     0,267    0,359   0,574   0,439      1
Cu     -0,333   0,125   0,575   -0,153   0,133   1
COPYRIGHT 2017 Universidade Federal de Santa Maria
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2017 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Author:Cardoso, Kaique Mesquita; de Paula, Alessandro; dos Santos, Jose Soares; dos Santos, Maria Lucia Pir
Publication:Ciencia Florestal
Article Type:Ensayo
Date:Apr 1, 2017
Words:6064
Previous Article:Evaluation of the natural regeneration in a restoration planting area and in a reference riparian forest/Avaliacao da regeneracao natural em area de...
Next Article:Evaluation of sustainable use of urban afforestation in Cafeara City, Parana State/Avaliacao do uso sustentavel da arborizacao urbana no Municipio de...
Topics:

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2018 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters