Printer Friendly

Use of experimental plan to development of paints and stickers anticorrosives/Uso do planejamento experimental para o desenvolvimento de tintas e adesivos anticorrosivos.

1 INTRODUCAO

Uma das preocupacoes atuais dos diversos ramos industriais e o problema de deterioracao de estruturas metalicas devido a acao corrosiva de varios meios a que se acham submetidas. Assim, a busca por novos metodos de prevencao e, ate mesmo desenvolvimento de novos materiais com caracteristicas anticorrosivas, vem sendo amplamente estudados e discutidos na industria petrolifera. Dentre as diversas metodologias aplicadas, destaca-se o uso de revestimentos organicos comercializados mundialmente e tintas a base de polimeros. (1)

Os processos reacionais que geram a corrosao sao geralmente espontaneos e transformam, constantemente, as caracteristicas fisicas e quimicas de materiais metalicos e nao-metalicos, interferindo, em consequencia, nas suas estruturas, durabilidade e no seu desempenho. O conhecimento exato dos principios basicos desses processos e imprescindivel para que se estabelecam consideracoes qualitativas e quantitativas sobre a cinetica de corrosao. Dentre as muitas maneiras de definicao de corrosao, pode-se afirmar que: "[...] a corrosao e a deterioracao espontanea de um material, metalico ou nao metalico, por acao quimica ou eletroquimica do meio ambiente, aliada, ou nao, a esforcos mecanicos". (2,3) Uma vez que todas as estruturas metalicas estao suscetiveis a esse processo deteriorativo e que o uso das tecnicas de revestimentos protetores vem sendo continuamente estudado, este trabalho ressalta a importancia do estudo deste tema, principalmente para a industria de petroleo. (4)

Um dos principais meios causadores de corrosao em instalacoes industriais sao as salmouras. Um exemplo significativo pode ser dado na industria de oleos, onde a corrosao em oleodutos e desencadeada por elevados teores de salinidade, necessarios para a producao de oleos. (3) A literatura relata um grande numero pesquisas que tem sido desenvolvidas no sentido de reduzir os efeitos da corrosao. O uso de inibidores de corrosao caracteriza-se em um dos metodos de grande interesse, ja que funcionam como peliculas protetoras que interferem na acao eletroquimica. (3) Como inibidores de corrosao, moleculas organicas fortemente polares sao alvo de interesse na industria de petroleo, ja que promovem a formacao de um filme protetor na interface metal-meio corrosivo. (5-8)

Os revestimentos organicos, em geral, podem ser obtidos em forma de po, em solucao organica ou em dispersao, que pode ser aquosa ou nao-aquosa Este ultimo tipo da origem a organossois e plastissois. (9) Os revestimentos, ainda, podem ser formulados na forma de materiais nanoestruturados polimericos, os quais fazem parte de uma classe de materiais hibridos compostos por uma matriz polimerica organica, na qual estao inseridas particulas inorganicas em escala nanometrica. (10)

O desenvolvimento de materiais nanoestruturados polimero/argila e uma das maiores evolucoes na tecnologia dos polimeros, pois eles oferecem um grande potencial de aplicacao e diversificacao dos materiais polimericos convencionais. (8) Essas nanoestruturas consistem de uma nova classe de materiais, com propriedades elevadas, empregando niveis muito baixos de aditivos argilominerais organofilicos, quando comparados com os materiais compositos convencionais. (11)

As argilas organofilicas nanometricas, com elevada razao de aspecto, no caso dos materiais nanoestruturados, exercem um efeito de barreira mais acentuado, pois sao impermeaveis, e faz com que o penetrante precise cada vez mais desviar dos obstaculos (particulas nanometricas), tornando a difusao um processo mais lento e dificil, como mostra a Figura 1. (12)

Recentemente, as solucoes encontradas para reducao das perdas causadas pela corrosao das estruturas metalicas da industria petrolifera tem sido, por exemplo, a substituicao de tais estruturas metalicas por polimeros de engenharia de alto desempenho, assim como o desenvolvimento e aplicacao de revestimentos (tintas, adesivos e vernizes) de alta resistencia a corrosao para aplicacao sobre estruturas metalicas.

A utilizacao do metodo de planejamento fatorial em estudos que abrangem variaveis independentes, como e o caso do desenvolvimento de revestimentos anticorrosivos, e importante, pois torna possivel o planejamento e a realizacao de maneira organizada de uma quantidade minima necessaria de experimentos, economizando tempo e recursos financeiros. (13) Deste modo, a utilizacao da metodologia de planejamento experimental e indispensavel para que se possa atingir o objetivo deste trabalho que e estudar a influencia do teor de argila e do numero de camadas "ativas" nos parametros de grau de enferrujamento e no grau de formacao de bolhas.

[FIGURA 1 OMITTED]

2 MATERIAIS

2.1 Corpos de Prova

Para este estudo foram utilizados corpos de prova em aco 1020, para aplicacao no ensaio de imersao em solucao de NaCl.

2.2 Revestimento

Para preparacao do filme anticorrosivo foram utilizados argila bentonitica Brasgel PA da cidade de Boa Vista/PB organofilizada com sal quaternario de amonio (cloreto de alquil dimetil benzil amonio), conhecido como DODIGEN 1611 da Chemco e polimetacrilato de metila como polimero acrilico.

Foram tambem selecionadas, para fins comparativos, tres amostras de revestimentos anticorrosivos comerciais, disponiveis no mercado internacional, denominados de CORRPASSIV 4900, CORRPASSIV 4905 e CORPASSIV 4934, todos da marca Ormecon. As composicoes dessas amostras nao foram divulgadas por pedido de sigilo por parte da empresa.

3 METODOLOGIA

3.1 Organofilizacao da Argila

Inicialmente. foi realizado o tratamento das amostras de argilas montmoriloniticas com o sal quaternario de amonio denominado cloreto de alquil dimetil benzil amonio ([C.sub.12][H.sub.24][N.sup.+][(C[H.sub.3]).sub.2]C[H.sub.2][C.sub.6][H.sub.5][Cl.sup.-]), mais conhecido como Dodigen 1611, Chemco.

Para o tratamento de organofilizacao foram preparadas dispersoes contendo 768 mL de agua destilada e 32 g de argila. A argila foi adicionada com agitacao mecanica concomitante (Figura 2) e, apos a adicao de toda argila, a agitacao foi mantida por 20 minutos. Em seguida, foi adicionada uma solucao contendo 20 mL de agua destilada e 20,4 g do sal quaternario de amonio. A agitacao foi mantida durante 20 minutos. Apos 24 horas foi realizada a lavagem das particulas foi feita com 2.000 mL de agua destilada, sendo depois secas em estufa a temperatura de 60[grados]C, por um periodo de 48 horas. Em seguida, foram passadas em peneira ABNT no. 200 (D = 0,074 mm) para serem posteriormente caracterizadas. Este tratamento da argila vem facilitar sua atuacao na estrutura do material nanoestruturado, levando a uma melhor intercalacao da argila no polimero, alem de melhorar suas caracteristicas de adesao.

[FIGURA 2 OMITTED]

3.2 Planejamento Fatorial

Para avaliar a influencia das variaveis de entrada (teor de argila e numero de camadas "ativas") sobre as propriedades estudadas foi utilizado um planejamento fatorial do tipo [2.sup.2] com tres experimentos no ponto central, totalizando sete experimentos.

A matriz de planejamento experimental fatorial utilizada esta representada na Tabela 1. Os valores codificados e reais das variaveis de entrada, empregados no planejamento encontram-se na Tabela 2.

A regressao dos dados experimentais e realizada utilizando o programa STATISTICA[TM] (Statsoft). (14,15)

3.3 Aplicacao dos Revestimentos

As aplicacoes das peliculas dos materiais nanoestruturados polimero/argila sobre os corpos de prova metalicos, a partir de chapas de aco 1020, foram realizadas por meio de uma pistola de spray acoplada a um compressor de ar comprimido, com periodo de intervalo entre a aplicacao das camadas sucessivas de 30 minutos, em estufa a 45[grados]C. Antes da aplicacao dos revestimentos, foi realizada uma limpeza nas superficies dos corpos de prova para remocao da "carepa" de laminacao, ferrugem ou vestigios de graxas ou oleos, segundo especificacoes da norma N-0005 (Petrobras, 2003).(16) Essa limpeza e feita por meio de solventes, que, para este trabalho, foi a acetona P.A. ([(C[H.sub.3]).sub.2]CO). Apos a obtencao das placas ja revestidas, estas foram submetidas a ensaios de medicao de espessura do revestimento, medidas de aderencia e exposicao ao meio salino, dentre outros.

3.4 Medidas de Espessura

Foram realizadas medidas de espessura de pelicula seca nos revestimentos comerciais, segundo a norma ISO 2808. (17)

As medidas de espessura de pelicula seca dos revestimentos acrilicos foram realizadas com paquimetro, tomando como referencia uma amostra de substrato sem aplicacao de revestimento, sendo o resultado final a media de cinco medicoes em diferentes pontos da amostra.

3.5 Medidas de Aderencia

Os ensaios de aderencia dos revestimentos foram realizados segundo a norma ASTM D 3359, (18) em todas as amostras estudadas.

3.6 Ensaios de Exposicao a Atmosferas Corrosivas

Os ensaios de exposicao ao meio salino foram realizados atraves da imersao das placas ja revestidas em uma solucao aquosa de NaCl, na concentracao de 3% em volume, no qual permaneceu por 360 horas. Esse ensaio foi adaptado a partir da norma ASTM D 870. (19) Para tanto, as amostras foram acondicionadas em um recipiente contendo a solucao, para observacoes e analises posteriores, durante todo o ensaio, com as superficies isentas da acao direta de raios solares. Esta solucao foi constantemente oxigenada, assim como foi trocada ao primeiro sinal de mudanca na coloracao ou turvamento.

3.7 Analise Visual das Amostras

Todas as amostras foram fotografadas antes e apos o ensaio de imersao em solucao aquosa de NaCl, e realizadas inspecoes diarias para deteccao do aparecimento dos diversos tipos de corrosao, conforme especificacoes descritas em normas ASTM, ABNT e Petrobras.

4 RESULTADOS

Primeiramente, foram realizadas as medidas de pelicula seca das amostras de revestimentos comerciais e dos revestimentos, realizadas segundo a norma ISO 2808. (17) As medidas podem ser observadas na Tabela 3.

Pela analise dos resultados apresentados na Tabela 3, observa-se que as medidas de espessura de pelicula seca apresentadas pelo fabricante sao uma media aproximada entre os valores maximos e minimos medidos experimentalmente.

A Tabela 4 apresenta os valores de espessura de pelicula seca obtida para as amostras de revestimentos acrilicos, determinadas com o uso de um paquimetro.

Uma analise conjunta dos resultados apresentados na Tabela 4 indica que o aumento no numero de camadas "ativas" dos revestimentos estudados resulta em aumento dos valores de espessura de pelicula seca. Comparando as amostras I e III com uma camada "ativa", pode-se observar que o aumento no teor de argila proporciona maiores valores de espessura. Comportamento similar e apresentado pelas mesmas amostras com tres camadas "ativas".

Segundo dados da literatura, o numero de camadas de revestimento influencia diretamente em sua resistencia a corrosao, uma vez que um dos mecanismos de protecao anticorrosiva apresentado pelos revestimentos organicos esta baseado em sua acao como barreira mecanica ou ionica. (20) Sendo assim, pode-se esperar que os revestimentos com maiores valores de espessura de pelicula seca possuam melhores caracteristicas anticorrosivas.

Ao fazer um comparativo entre os dados de espessura dos revestimentos comerciais e os revestimentos acrilicos desenvolvidos, pode-se afirmar que e possivel se desenvolver revestimentos acrilicos que apresentem espessuras de filme compativeis com os revestimentos comerciais que sao amplamente utilizados. (21)

Segundo Ferreira et al., (22) qualquer que seja a finalidade do revestimento, este deve formar com o substrato um conjunto solido que se mantenha integro por toda vida util do sistema. Desta forma, a integridade fisica e fator fundamental e precede qualquer outra forma de caracterizacao.

Pode-se observar, a partir dos resultados obtidos, que apenas a amostra de revestimento acrilico com 5% de argila organofilica e com tres camadas "ativas" nao apresenta sinais de destacamento quando solicitadas por uma tensao adesiva.

Segundo a norma NBR 11003, (20) a aderencia dos revestimentos acrilicos, aditivados com teores de 1, 3 e 5% de argila organofilica, varia entre [X.sub.0][Y.sub.0] e [X.sub.2][Y.sub.2], isto e, sob a acao de uma forca de tracao adesiva. Os revestimentos apresentam graus de destacamento de 2 mm ao longo da direcao do corte ([X.sub.2]) e 4 mm na interseccao ao corte ([Y.sub.2]) a nenhum destacamento ([X.sub.0], [Y.sub.0]). Portanto, tanto o aumento no teor de argila organofilica, de 1% a 5% em peso, como tambem uma maior espessura do revestimento, resulta na obtencao de melhores resultados de resistencia ao destacamento, ou seja, melhor aderencia.

A Tabela 5 apresenta os resultados obtidos a partir da analise das amostras com revestimento acrilico, e pode-se observar que, apos 360 horas de exposicao em ensaio de imersao em solucao aquosa a 3%, cada uma das amostras de revestimentos estudadas apresenta sinais distintos de empolamento, segundo a norma ASTM D714, (23) e enferrujamento, segundo a norma ASTM D610. (24)

As amostras sem revestimento apresentam intenso processo corrosivo, quando submetido aos ensaios supracitados.

A partir de uma analise conjunta (ensaios de enferrujamento e empolamento e analise visual) de todas as amostras de revestimento estudadas, pode-se indicar que a adicao de crescentes teores de argila organofilica bem como o aumento no numero de camadas "ativas" conduz os revestimentos a apresentarem melhores caracteristicas anticorrosivas.

A Tabela 6 apresenta as analises de variancia e os modelos matematicos codificados (equacao de regressao) para as propriedades de grau de enferrujamento e grau de formacao de bolhas dos revestimentos acrilicos estudados.

O coeficiente de determinacao ou explicacao ([R.sup.2]) quantifica a qualidade do ajustamento, pois fornece uma medida da proporcao da variacao explicada pela equacao de regressao em relacao a variacao total das respostas, variando de 0 a 100%.

A analise de significancia estatistica a partir das equacoes apresentadas evidencia que o grau de empolamento nao e influenciado pelas variaveis de entrada, ou seja, a intensidade de formacao das bolhas nas superficies metalicas nao e significativamente afetada quando se varia o teor de argila de 3% a 5% ou quando se varia o numero de camadas "ativas" aplicadas.

Para o grau de enferrujamento, uma analise da equacao presente na Tabela 6 mostra que o teor de argila e a combinacao dos fatores, teor de argila e numero de camadas aplicadas interferem de forma estatisticamente significativa ao nivel de 95,0% de confianca. Ou seja, a porcentagem de superficie corroida diminui quando do aumento nos teores de argila organofilica. Comportamento similar e apresentado quando se aumentam, simultaneamente, o teor de argila e numero de camadas "ativas".

De acordo com as caracteristicas apresentadas da analise estatistica na Tabela 6, para o grau de enferrujamento, a maioria dos efeitos e estatisticamente significativa.

[FIGURA 3 OMITTED]

Como ja comentado anteriormente, o mesmo nao ocorre para o grau de empolamento, ou seja, neste caso a maioria dos efeitos nao e estatisticamente significativa. Este fato e comprovado por meio da analise do modelo codificado apresentado para essa propriedade na Tabela 6.

A Figura 3 apresenta a superficie de resposta obtida para o modelo matematico proposto para o grau de enferrujamento, presente na Tabela 6.

Pela analise da Figura 3 pode-se observar que o aumento no teor de argila de 1% a 5%, promove uma melhora no grau de enferrujamento, ou seja, quanto maior e o teor desse solido na composicao do revestimento menor e o enferrujamento observado com o passar do tempo e exposicao as intemperies. Observa-se comportamento semelhante ao anterior com o aumento de numero de camadas no revestimento, indicando que a composicao que apresenta o melhor resultado para a propriedade analisada e a amostra do experimento 7 do planejamento experimental, pois, esta apresenta os maiores teores de argila e maior numero de camadas "ativas", ou seja, 5% de argila organofilica e tres camadas "ativas".

[FIGURA 4 OMITTED]

A analise visual das amostras do revestimento acrilico III com tres camadas "ativas" (Figura 4) permiti observar que a superficie apresenta pouquissimos pontos de ferrugem.

Segundo Martins, (9) denomina-se periodo de inducao o periodo durante o qual nenhuma degradacao e observada. Dentre as amostras estudadas o revestimento III, com tres camadas "ativas", e o que apresenta maior periodo de inducao (140 horas), ou seja, os primeiros vestigios de ferrugem foram observados no sexto dia de exposicao ao meio salino.

Portanto, o revestimento que apresenta os melhores resultados e o revestimento acrilico III e tres camadas "ativas". Este, por sua vez, apresenta uma maior espessura da pelicula seca, uma melhor aderencia, maior periodo de inducao, e por fim, uma melhor resistencia a corrosao, evidenciados pela menor area afetada pela corrosao.

5 CONCLUSOES

Com o objetivo de estudar a influencia do teor de argila assim como tambem do numero de camadas ativas dos revestimentos acrilicos, conclui-se:

* O aumento no teor de argila proporciona maiores valores de espessura de pelicula seca; comportamento similar e observado para o aumento do numero de camadas "ativas";

* Uma analise estatistica dos resultados mostra que o grau de empolamento nao e significativamente influenciado pelas variaveis de entrada, teor de argila e numero de camadas ativas, ao nivel de 95% de confianca; e

* As melhores caracteristicas anticorrosivas sao observadas para os revestimentos acrilicos aditivados com 5% de argila organofilica e tres camadas "ativas".

http://dx.doi.org/10.4322/tmm.2013.009

Agradecimentos

As autores agradecem as Empresas Bentonit Uniao Nordeste e Ormecon, pelo fornecimento das argilas comerciais Brasgel PA e dos revestimentos comerciais, respectivamente.

REFERENCIAS

(1) BERGER, D. M.; SCHWEITZER, P A. Corrosion and corrosion protection handbook. 2. ed. New York: Marcel Dekker, 1989.

(2) SHREIR, L. L.; JARMAN, R. A.; BURSTEIN, G. T. Corrosion: metal/environment reactions. London: Butterworth-Heinemann, 2000. p. 38

(3) CLINT, J. H. Surfactant aggregation. Glasgow: Blackie, 1992. http://dx.doi.org/10.1007/978-94-011-2272-6

(4) GENTIL, V. Corrosao. 3. ed. Rio de Janeiro: LTC,1996.

(5) EL-ACHOURI, M. et al. Synthesis of some cationic gemini surfactants and their inhibitive effect on iron corrosion in hydrochloric acid medium. Corrosion Science, v. 43, n. 1, p. 19-35, May 200l. http://dx.doi.org/10.1016/S0010938X(00)00063-9

(6) ALSABAGH, A. M.; MIGAHED, M. A.; HAYAM, S. A. Reactivity of polyester aliphatic amine surfactants as corrosion inhibitors for carbon steel in formation water (deep well water). Corrosion Science, v. 48, n. 4, p. 813-828, May 2006.

(7) GHASEMI, Z.; TIZPAR, A. The inhibition effect of some amino acids towards Pb-Sb-Se-As alloy corrosion in sulfuric acid solution. Applied Surface Science, v. 252, p. 3667-3672, June 2006. http://dx.doi.org/10.1016/j. apsusc.2005.05.043

(8) ABDEL HAMID, Z.; SOROR, T. Y.; EL-DAHAN, H. A. Anti-corrosion ability of surfactants: a review. Anticorrosion Methods & Mater, v. 45, n. 6, p. 1927-1948, June 1998.

(9) MARTINS, P R. A. Estudo e avaliacao de desempenho de polimeros condutores com oxidos de ferro. 1999. 122 p. Dissertacao (Mestrado em Engenharia Quimica)--Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pos-Graduacao e Pesquisa de Engenharia--COPPE, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1999.

(10) WANG, K. H. et al. Synthesis and characterization os maleated polyethylene/clay nanocomposites. Polymer, v. 42, n. 1, p. 9819-9826, Nov. 2007.

(11) NAM, H. P et al. A hierarchical structure and properties of intercalated polypropylene/clay nanocomposites. Polymer, v. 42, n. 23, p. 9633-9640, Nov. 2001. http://dx.doi.org/10.1016/S0032-3861(01)00512-2

(12) GARCIA LOPEZ, D.; PICAZO, O.; MERINO, J. C. Polypropylene-clay nanocomposites: effects of compatibilizing agents on clay dispersion. European Polymer Journal, v. 39, n. 5, p. 945-950, May 2001. http://dx.doi.org/10.1016/ S0014-3057(02)00333-6

(13) RECKNERS, U.; KALNINS, M. Evaluation of the properties of organic coatings by using tape and blistering tests, progress in organic coatings. Progress in Organic Coatings, v. 38, n. 1, p. 35-42, Feb. 2000. http://dx.doi.org/10.1016/S0300-9440(99)00082-X

(14) BARROS NETO, B.; SCARMINIO, I. S.; BRUNS, R. E. Planejamento e otimizacao de experimentos. Campinas: Editora da Unicamp, 1996.

(15) STATSOFT INC. Statistica for Windows, version 5.0. Tulsa, 2000. 1 CD.

(16) PETROBRAS. N-0005: Limpeza de superficies de aco por acao fisico-quimica. Rio de Janeiro, 2003.

(17) INTERNATIONAL ORGANIZATION OF STANDARDIZATION. ISO-2808--Paints and varnishes determination of film thickness. Geneva, 2007.

(18) AMERICAN SOCIETY FOR TESTING AND MATERIALS. ASTM D 3359: Standard test methods for measuring adhesion by tape test. West Conshohocken, 1993.

(19) AMERICAN SOCIETY FOR TESTING AND MATERIALS. ASTM D870: Standard practice for testing water resistance of coatings using water immersion. West Conshohocken, 2009.

(20) ASSOCIACAO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. Norma NBR 11003: Tintas: determinacao da aderencia. Rio de Janeiro, 2009.

(21) ASSOCIACAO BRASILEIRA DE CORROSAO--ABRACO. Disponivel em: <http://www.abraco.org.br>. Acesso em: 10 set. 2010.

(22) FERREIRA, M.; CAMARGO JUNIOR, S. S.; SILVA, R. L. G. Recobrimento interno de dutos para minimizacao de deposito, friccao e corrosao. In: SEMINARIO BRASILEIRO DE DUTOS, 2., 1999, Rio de Janeiro. Anais ... Rio de Janeiro: Petrobras, 1999.

(23) AMERICAN SOCIETY FOR TESTING AND MATERIALS. ASTM D 714: Standard test method for evaluating degree of blistering of paints. West Conshohocken, 2009.

(24) AMERICAN SOCIETY FOR TESTING AND MATERIALS. ASTM D 610: Standard practice for evaluating degree of rusting on painted steel surfaces. West Conshohocken, 1985.

Recebido em: 02/07/2012

Aceito em: 05/10/2012

Danielly Vieira de Lucena [1]

Danyllo Vieira de Lucena [2]

Ariosvaldo Alves Barbosa Sobrinho [3]

[1] Doutoranda em Ciencias e Engenharia de Materiais, Universidade Federal de Campina Grande--UFCG, Rua Basilio Araujo, 886, Catole, Cep 58410-200, Campina Grande, PB, Brasil. E-mail: daniellymateriais@yahoo.com.br

[2] Graduando em Engenharia Ambiental e Sanitaria, Universidade Estadual da Paraiba--UEPB, Rua Basilio Araujo, 886, Catole, Cep 58410-200, Campina Grande, PB, Brasil. E-mail: danyllo_vieira@gmail.com

[3] Professor doutor da Unidade Academica de Engenharia de Materiais, Universidade Federal de Campina Grande--UFCG, Rua Aprigio Veloso, 882, Universitario, Campina Grande, PB, Brasil. E-mail: ariosvaldo@dema.ufcg.edu.br
Tabela 1. Matriz de planejamento experimental fatorial do tipo
[2.sup.2]  com tres experimentos n ponto central

Experimentos   Teor de argila (T)   Numero de camadas
                                     "ativas" (N)

1                   -1                   -1
2                   +1                   -1
3                   -1                   +1
4                   +1                   +1
5                    0                    0
6                    0                    0
7                    0                    0

Tabela 2. Niveis codificados e reais das variaveis de entrada do
planejamento experimental [2.sup.2] com tres experimentais no ponto
central

Variaveis de entrada            Niveis

                             -1   0   +1

Teor de argila (%)            1   3    5
Numero de camadas "ativas"    1   2    3

Tabela 3. Espessura dos revestimentos comerciais estudados

Revestimentos comerciais    Espessura do filme ([micron]m)

                            Minima   Maxima   Fornecido pelo
                                                fabricante

CORRPASSIV 4900               195      275        220
CORRPASSIV 4905               186      293        270
CORRPASSIV 4934               110      146        110

Tabela 4. Espessura de revestimentos acrilicos estudados

Amostras       Teor de        Numero de        Espessura
              argila (%)   camadas "ativas"   ([micron]m)

Amostra I         1               1               132
                                  3               328
Amostra II        3               2               216
Amostra III       5               1               142
                                  3               508

Tabela 5. Grau de enferrujamento e grau de formacao de bolhas
apresentados pelas amostras de revestimentos acrilicos

Experimentos        Grau de         Grau de formacao
               enferrujamento (%)      de bolhas

1                      10                  4
2                      16                  8
3                      33                  4
4                      1                   0
5                      10                  6
6                      10                  8
7                      10                  6

Tabela 6. Analise estatistica do grau de enferrujamento e do grau de
empolamento (formacao de bolhas), apresentados pelas amostras com
revestimento acrilico

Amostra                    % de variacao explicada

                            Grau de         Grau de
                        enferrujamento   empolamento

Revestimento acrilico         97,0           83,0

Modelos matematicos codificados para os revestimentos acrilicos

Grau de enferrujamento (GEN)  GEN = 12,85 * - 6,5* T + 2N - 9,5 * TN
Grau de empolamento (GEM)      GEM = 5,14 * - 2N - 2TN

* estatisticamente significativa com 95,0% de confiabilidade.
COPYRIGHT 2013 Associacao Brasileira de Metalurgia e Materials
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2013 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Title Annotation:articulo en portugues
Author:de Lucena, Danielly Vieira; de Lucena, Danyllo Vieira; Sobrinho, Ariosvaldo Alves Barbosa
Publication:Tecnologia em Metalurgia e Materiais
Date:Jan 1, 2013
Words:3756
Previous Article:Cold rolling orthodontic wires of austenitic stainless steel AISI 304/Laminacao a frio de fios ortodonticos de aco inoxidavel austenitico AISI 304.
Next Article:Computational fluid dynamics applied to the study of inclusions flotation in steels for automotive industry/Fluidodinamica computacional aplicada ao...
Topics:

Terms of use | Copyright © 2017 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters