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Use of cassava replacing corn on the digestibility and ingestivo behavior of lactating Saanen goats/Utilizacao da raiz de mandioca sobre a digestibilidade e comportamento ingestivo de cabras Saanen em lactacao.

Introducao

O uso de concentrado na alimentacao de caprinos leiteiros e primordial para a producao de leite e e fornecido o ano inteiro ou somente no periodo de escassez de forragem. Dentre os graos, o milho se destaca como fonte de energia por ser rico em carboidratos nao fibrosos. Todavia, a distAncia entre a regiao Nordeste do Brasil e os centros produtores de graos aumenta o custo da producao de leite por haver a necessidade de importacao de graos com precos proibitivos. Outro fator a ser considerado e que o milho e uma commodity, seu preco oscila de acordo com o comercio internacional. Deve-se ainda considerar que o milho tambem participa da alimentacao humana influenciando na disponibilidade e preco deste alimento, havendo necessidade de buscar alimentos alternativos para substitui-lo.

Neste sentido, a mandioca (Manihot escuienta, Crantz) e seus derivados podem substituir o milho, pois apresenta grande adaptabilidade a diferentes ecossistemas, possibilitando seu cultivo em praticamente todo o territorio nacional. A mandioca e produzida em todo o Brasil e sua producao nacional em 2009 foi de 226,03 milhoes de toneladas. No Nordeste brasileiro, o estado da Bahia e o maior produtor (4,35 milhoes de toneladas) seguido pelo estado Maranhao com producao de 1,28 milhoes de toneladas (IBGE, 2010).

A raiz de mandioca possui 87,5% de materia seca, 3,3% de proteina bruta, 3,0% de materia mineral, 0,7% de extrato etereo, 19,1% de fibra em detergente neutro e 9,7% de fibra em detergente acido (VALADARES FILHO et al., 2002), no entanto, os valores da composicao quimica podem variar de acordo como nivel tecnologico da industria, qualidade da mao-de-obra, metodologia de analise, proporcao de casca e polpa, assim como as variedades da planta.

Apesar da possibilidade de uso da mandioca na alimentacao animal, poucos sao os trabalhos encontrados na literatura com o aproveitamento da mandioca e seus derivados na alimentacao de caprinos.

Objetivou-se com esse trabalho avaliar a digestibilidade dos nutrientes e o comportamento ingestivo de cabras leiteiras de raca Saanen alimentadas com dietas empregando raiz de mandioca em substituicao ao milho triturado.

Material e metodos

O experimento foi realizado na Universidade Federal Rural de Pernambuco. Foram utilizadas cinco cabras leiteiras de segunda cria da raca Saanen com 6 semanas de lactacao.

O delineamento experimental utilizado foi o quadrado latino (5 x 5), com cinco animais, cinco niveis (0, 10, 20, 30 e 40%) de inclusao de Raiz de mandioca em substituicao ao milho triturado e cinco periodos experimentais. Cada periodo experimental teve a duracao de 19 dias, sendo 14 dias para adaptacao dos animais as dietas e cinco, para coleta de dados e amostras.

A alimentacao foi fornecida duas vezes ao dia, a vontade, as 7h 30 min. e 15h 30 min., de modo a permitir sobra de 15 a 20% do total da materia seca fornecida.

As dietas foram formuladas de acordo com o NRC (2007) (Tabela 1), para atender as exigencias de cabras em lactacao, com peso medio de 43 kg, com producao de 2,0 kg de leite por dia e percentual de gordura no leite de 3,5%.

A cana-de-acucar (variedade CO 332) foi picada em maquina forrageira e misturada aos demais ingredientes no momento do fornecimento na forma de racao completa. Apresentou a seguinte composicao quimica: 25,17% de materia seca, 1,30% de proteina bruta, 51,52% de fibra em detergente neutro, 30,55% de fibra em detergente acido e 44,72% de carboidratos nao fibrosos. O milho foi adquirido na forma de grao e moido finamente, apresentou 86,46% de materia seca, 9,02% de proteina bruta, 11,76% de fibra em detergente neutro e 72,91% de carboidratos nao fibrosos.

A Raiz de Mandioca consistiu da raiz integral da mandioca, incluindo a casca. A mandioca foi adquirida ja lavada dai procedeu-se imediatamente o corte da mesma manualmente com uso de faca para facilitar o processo seguinte, que foi passar em maquina forrageira, a qual permitiu variacao de tamanho de particula de po a de 3 cm. Logo em seguida este material foi exposto ao sol em lonas e revolvidos varias vezes ao dia ate atingir o ponto de giz, em torno de 3 dias. Durante a noite a raiz de mandioca em processo de secagem era recolhida e armazenada em local coberto e fechado para evitar ser contaminada ou consumida por animais. A raiz de mandioca apresentou 86,17% de materia seca, 2,12% de proteina bruta, 6,88% de fibra em detergente neutro, 4,62% de fibra em detergente acido e 86,19% de carboidratos nao fibrosos.

Durante o periodo de coleta de dados (cinco dias) foram retiradas amostras dos alimentos e das sobras, antes do fornecimento da refeicao da manha. Ao final de cada periodo, as amostras de sobras foram misturadas de acordo com o tratamento, por periodo e por animal, perfazendo amostras compostas de cada periodo, e armazenadas em freezer para serem submetidas as analises laboratoriais.

As analises laboratoriais dos alimentos e sobras foram realizadas no Laboratorio de Nutricao da UFRPE, segundo metodologia descrita por Silva e Queiroz (2002), para materia seca (MS), proteina bruta (PB), extrato etereo (EE), materia mineral (MM), fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente acido (FDA) e estimativa da materia orgAnica (MO).

Para estimativa do teor de carboidratos totais (CHT), foi utilizada a equacao descrita por Sniffen et al. (1992): CHT= 100- (%PB+%EE+%CINZAS) e para carboidratos nao-fibrosos (CNF) descrita por Mertens (1997): CNF= 100-(%FDN+%PB+%EE +%CINZAS).

A equacao descrita por Sniffen et al. (1992) foi utilizada para o calculo do percentual de nutrientes digestiveis totais das dietas, NDT (%) = (Consumo de NDT/Consumo de MS) x 100.

As fezes foram recolhidas em recipientes plasticos no momento em que os animais defecavam, nos tres ultimos dias do periodo de coleta, das 7 as 17 horas. Ao final de cada dia de coleta, as fezes foram colocadas em sacos plasticos identificados e armazenadas em freezer para posterior analise. Foram formadas amostras compostas por animal com o total das fezes coletadas, as quais foram pre-secas em estufa ventilada a 65 [degrees]C, por 72 horas, e moidas em moinho com peneira de crivo de 1 mm para a realizacao das analises laboratoriais e de 2mm para serem incubadas. Para avaliacao da digestibilidade dos nutrientes a estimativa da producao de materia seca fecal (PMSF) foi obtida atraves da utilizacao da fibra em detergente acido indigestivel (FDAi), como indicador interno, conforme Berchielli et al. (2000), exceto a incubacao que foi in situ.

As sobras, alimentos e fezes foram incubados no rumen de um bufalo macho adulto por 240 horas, este periodo permite, possivelmente, que nao haja interferencia da especie sobre a degradabilidade dos nutrientes. As massas das amostras colocadas nos sacos de ANKON foram de 1,0 g para os alimentos e 0,52 g para as fezes e sobras. O material restante nos sacos foi submetido a analise de fibra em detergente acido, e o residuo considerado FDAi. Para o calculo da PMSF foi utilizada a equacao: PMSF (kg) = Consumo do indicador (kg) / Concentracao do indicador nas fezes (%). O coeficiente de digestibilidade aparente (CDA) dos nutrientes foi calculado como descrito por Silva e Leao (1979): CDA = Consumo de nutrientes/ consumo de nutrientes (kg)--nutrientes nas fezes (kg)

As observacoes comportamentais foram realizadas visualmente pelo metodo de varredura instantAnea em intervalos de cinco minutos, utilizando-se a metodologia proposta por Johnson e Combs (1991) adaptada para um periodo de 24 horas. As observacoes foram iniciadas as 7h da manha indo ate as 7h da manha seguinte no primeiro dia de coleta. O galpao foi mantido sob iluminacao artificial a noite durante todo o experimento.

As variaveis comportamentais observadas foram: ocio em pe (OEP), ocio deitado (OD), em pe comendo (EPC), deitado ruminando (DR), e a preferencia pelo lado de deitar. Foi ainda observado o numero de vezes que os animais defecavam, urinavam e bebiam agua.

A eficiencia de ruminacao em funcao da MS (ERUms, g MS [h.sup.-1]) e da FDN (ERUfdn, g FDN [h.sup.-1]), eficiencia de alimentacao (EAL, g MS [h.sup.-1]), o tempo de alimentacao (TAL, h [dia.sup.-1]), tempo de ruminacao total (TRU, h [dia.sup.-1]) e tempo de mastigacao total (TMT, h [dia.sup.-1]) foram obtidos conforme a metodologia de Burger et al. (2000) sendo calculados pelas equacoes descritas: EAL (g MS [h.sup.-1]) = CMS/TAL , ERUMS (g MS [h.sup.-1]) = CMS/TRU , ERUFDN (g FDN [h.sup.-1]) = CFDN/TRU, TMT (h [dia.sup.-1]) = TAL+TRU.

O tempo de mastigacao mericica por bolo ruminado (MMtb, s [bolo.sup.-1]), numero de mastigacoes mericicas (MMnd, no. [dia.sup.-1]), numero de mastigacoes mericicas por bolo (MMnb, no. [bolo.sup.-1]) e numero de bolos ruminais (Bolos, no. [dia.sup.-1]) (POLLI et al., 1996) foram registrados utilizando-se cronometro digital em dois periodos: das 10 as 12h e 4 as 6h. Foram tomadas tres amostras de 15 segundos durante a mastigacao mericica (MMseg) e multiplicadas por quatro para obtencao da media de mastigacao em minuto (MMmin.), de acordo com as formulas: Bolos (no. [dia.sup.-1]) = TRU/MMtb, MMtb (seg [bolo.sup.-1]) = TM/Nbolos, MMnd (no. [dia.sup.-1]) = MMmin x TRU, MMnb (no. [bolo.sup.-1]) = MMtb x MMmin.

Os dados de digestibilidade de nutrientes e comportamento ingestivo foram submetidos a analise de variAncia e regressao com 5% de significAncia de probabilidade utilizando o SAEG 8.0 (Sistema de Analises Estatisticas e Geneticas) da Universidade Federal de Vicosa (SAEG, 1998).

Os criterios utilizados para escolha do modelo foram a significAncia dos coeficientes de regressao, e o coeficiente de determinacao ([R.sup.2]), obtido pela relacao entre a soma dos quadrados da regressao e a soma de quadrados dos tratamentos.

Resultados e discussao

Os coeficientes de digestibilidade aparente da materia seca, proteina bruta, materia orgAnica e carboidratos totais nao foram influenciados (p > 0,005) pelos niveis de inclusao da raiz de mandioca em substituicao ao milho (Tabela 2). A baixa digestibilidade da fibra da cana-de-acucar possivelmente favoreceu a menor digestibilidade das dietas, posto que este alimento foi fornecido na mesma proporcao, em torno de 41%.

O consumo de materia seca apresentou comportamento quadratico com medias de 1,706; 1,511; 1,473; 1,588 e 1,656 kg [dia.sup.-1], possivelmente em virtude da cana-de-acucar ser responsavel pela menor pulverulencia causada pela raiz de mandioca por ter alta umidade (74,83%), o acrescimo de oleo vegetal, provavelmente, contribuiu ainda mais com a menor quantidade de po produzido e favoreceu o consumo de nutrientes a partir do nivel de 20% de substituicao de raiz de mandioca. Contudo, e possivel que o consumo dos nutrientes nao tenha afetado (p > 0,05) a digestibilidade dos mesmos.

A substituicao do milho por raiz de mandioca na dieta de cabras em lactacao nao influenciou (p > 0,05) a digestibilidade da materia seca, proteina bruta, materia orgAnica e carboidratos totais, que apresentaram valores medios de 59,43; 63,97; 60,93 e 60,82, respectivamente. O coeficiente de digestibilidade aparente da fibra em detergente neutro (FDN) decresceu linearmente enquanto o coeficiente de digestibilidade aparente dos carboidratos nao fibrosos (CNF) apresentou efeito linear crescente (p > 0,05) com a substituicao do milho pela raiz de mandioca. Contudo, Martins et al. (2000) observaram maior coeficiente de digestibilidade aparente na dieta que continha raiz de mandioca ao inves de milho, devido a maior de degradacao da raiz de mandioca em relacao ao milho. Smith et al. (1991), em estudo para avaliar a degradabilidade ruminal in situ de alguns alimentos, observaram 82 e 77%, respectivamente, para degradabilidade potencial da MS da casca de mandioca moida (1 mm) e do milho moido (1 mm). Aroeira et al. (1996) encontraram elevado valor para a degradabilidade potencial da MS da raiz de mandioca (96%).

A raiz de mandioca apresentou tamanhos variando de po ate em torno de 3 cm e o milho foi moido finamente. O milho apresenta amido de menor degradabilidade no rumen quando comparado com a raiz de mandioca (ZEOULA et al., 1999), mas por estar finamente moido pode ter tido a degradabilidade aumentada, se aproximando a digestibilidade da raiz de mandioca. Medina et al. (2009) observaram maior digestibilidade da dieta constituida de silagem de manicoba e milho triturado quando comparada com a mesma silagem acrescida de raiz de mandioca ou farelo de palma. Estas ultimas apresentaram resultado de digestibilidade aparente semelhante, os autores atribuem este resultado a baixa digestibilidade in vitro da silagem de milho que em combinacao com os alimentos diminuiu a digestibilidade dos nutrientes, alem disso, diferentemente da raiz de mandioca utilizada neste experimento com 6,88% da FDN e 4,62% da FDA, apresentava alto teores destas fracoes (29,29 e 24,05%, respectivamente).

O coeficiente de digestibilidade aparente da FDN diminuiu linearmente em funcao dos niveis de inclusao de raiz de mandioca em substituicao ao milho triturado. O alto teor de CNF nas dietas pode ter diminuido a digestibilidade da FDN, uma vez que favorece aumento das bacterias produtoras de acido latico que sao responsaveis pelo abaixamento do pH ruminal interferindo negativamente na sintese de bacterias celuloliticas utilizadoras da celulose e hemicelulose, constituintes da FDN. Outra razao seria o aumento de oleo vegetal a medida que foi incluida raiz de mandioca nas dietas estudadas na tentativa de mante-las isoenergeticas no momento em que foram formuladas, contudo ao final da realizacao do experimento e das analises laboratoriais observou-se que o oleo vegetal ficou acima do esperado, contudo as dietas mantiveram-se com teores de nutrientes digestiveis totais (NDT) estatisticamente semelhantes. E importante considerar que o oleo dificulta a adesao das bacterias as fracoes fibrosas da dieta e consequentemente diminui a digestibilidade destes constituintes.

Os niveis de inclusao de raiz de mandioca em substituicao ao milho influenciaram positivamente o coeficiente de digestibilidade aparente dos CNF, apresentando efeito linear crescente. Os proprios constituintes dos CNF apresentam alta degradacao, aliado a isto, o resultado da utilizacao destes nutrientes pelos microrganismos produz acido latico, principalmente em dietas com baixa fibra fisicamente efetiva, diminuindo o pH ruminal de forma a favorecer o desenvolvimento de microrganismos que utilizam como substrato os carboidratos nao fibrosos. Sendo uma situacao inversa a observada quanto a digestibilidade da FDN.

Em relacao as observacoes relacionadas ao comportamento ingestivo dos animais (Tabela 3), os tempos de alimentacao (TAL), ruminacao (TRU) e mastigacao total (TMT) nao foram influenciados (p > 0,005) pela inclusao de raiz de mandioca em substituicao ao milho.

A fonte de volumoso ou a fibra fisicamente efetiva sao os principais fatores que atuam sobre as atividades comportamentais de consumo, ruminacao e ocio, sendo confirmado por Carvalho et al. (2006). Esses autores observaram aumento linear nos tempo de alimentacao e ruminacao com reducao no tempo de ocio quando forneceram dietas com diferentes niveis (20, 27, 34, 41 ou 48%) de fibra em detergente neutro proveniente de forragem (FDNF) para cabras Alpinas em lactacao.

Neste trabalho, as proporcoes de cana-de-acucar, como fonte volumosa, foram semelhantes, em todas as dietas, o que contribuiu para as respostas encontradas em relacao as atividades comportamentais de alimentacao, ruminacao e ocio. Tanto o milho quanto a raiz de mandioca apresentam baixa fibra fisicamente efetiva, com isso, possivelmente, a substituicao de um alimento pelo outro nao alterou o comportamento ingestivo, uma vez que a fibra e o principal responsavel por estas atividades principalmente ruminacao.

O consumo de materia seca apresentou comportamento quadratico com medias de 1,706; 1,511; 1,473; 1,588 e 1,656 kg por dia sem alterar o tempo de alimentacao, possivelmente, a pulverulencia causada pela raiz de mandioca incomodou os animais no momento em que se alimentavam fazendo com que os mesmo consumissem pouco num mesmo periodo de tempo em que os animais se alimentaram com nivel superior a 20% de raiz de mandioca nas dietas com inclusao de 2,2% de oleo vegetal, o que favoreceu a diminuicao da pulverulencia da raiz de mandioca.

O valor medio de TAL observado neste estudo foi de 228,68 min. [dia.sup.-1], onde as dietas apresentaram 41% de cana-de-acucar e 27,52% de FDN, ficando proximo aos valores observados por Carvalho et al. (2006), estudando niveis de fibra em detergente neutro proveniente da forragem (FDNF) com o TAL dos animais de 235,72 min. [dia.sup.-1] e por Mendonca et al. (2004) avaliando dieta com 50% de cana-de-acucar obtiveram resultados aproximados para e TAL 249,6 min. [dia.sup.-1]. Conforme Cardoso et al. (2006) nivel inferior a 44% de FDN na dieta nao exerce influencia sobre os tempos despendidos pelos animais em ingestao, ruminacao e ocio.

Em relacao ao tempo gasto com a ruminacao e o ocio, nao foram afetados pelos tratamentos (p > 0,005) e se encontram proximos aos resultados da literatura para deitas com teor de FDN (CARDOSO et al., 2006), relacao volumoso:concentrado e dietas com alimento rico em acucares soluveis como o da cana-deacucar (MENDONCA et al., 2004).

Carvalho et al. (2008) nao observaram efeito sobre os tempos de alimentacao, ruminacao e ocio em ovinos com adicao de farelo de cacau na dieta, registrando valores medios de 301,88; 466,88 e 671,25 minutos, respectivamente. Os autores atribuiram esses resultados ao fato das dietas serem isoproteicas (16% de PB), e apresentavam pequenas variacoes nos teores de fibra, em media 38% de FDN. Ou seja, quando as dietas guardam similaridade, como foi observado no presente trabalho, nenhuma ou poucas alteracoes podem ser esperadas para essas variaveis.

A mastigacao total esta diretamente relacionada aos tempos de alimentacao e ruminacao. Assim, as medias obtidas sao efeito da distribuicao de ambas as atividades durante o dia e nao foram influenciadas pelos niveis de inclusao de raiz de mandioca em substituicao ao milho da mesma forma que o TRU e o TAL. Os tempos de alimentacao e ruminacao se encontram proximos aos encontrados por Mendonca et al. (2004).

A eficiencia de alimentacao de materia seca, de ruminacao de materia seca e de fibra em detergente neutro nao foram influenciadas (p > 0,005) pelos niveis de inclusao da raiz de mandioca em substituicao do milho. Neste estudo, os animais consumiram proximo de 3 g de MS por minuto. Ribeiro et al. (2006) obtiverem eficiencias semelhantes quando avaliaram alimentacao a vontade (3,16 g MS [min..sup.-1]) e restrita (2,74 g MS [min..sup.-1]) para caprinos.

Os animais passaram em torno de 960 minutos deitados, 463 minutos ruminando e 497 minutos em ocio num periodo de 24 horas. Estes resultados foram o dobro dos observados por Ribeiro et al. (2006) essa diferenca pode ser em funcao dos animais deste estudo serem de aptidao leiteira caracterizados por serem animais mais quietos que os caprinos de corte utilizados por Ribeiro et al. (2006). Outra razao pode ter sido a replecao ruminal causada pela cana-de-acucar e justificada pela digestibilidade da MS considerada baixa (59,43%), o que induziu os animais a ficarem mais tempo deitados em ocio ou ruminando.

Durante as 24 horas do dia e para todos os tratamentos os animais nao apresentaram picos definidos de alimentacao, demonstrando que se alimentaram em pequenas porcoes varias vezes ao dia. Entre a meia noite e 7 horas (antes da refeicao da manha) os animais passaram menos tempo se alimentando, como e esperado, e logo apos o fornecimento das refeicoes as 7 e 15h seguindo ate as 21h passaram mais tempo se alimentando, como pode ser observado na Figura 1.

[FIGURE 1 OMITTED]

A maior frequencia de alimentacao observada neste trabalho, possivelmente, foi decorrente da capacidade dos caprinos se adaptarem as alteracoes ruminais causadas por nutrientes presentes nas dietas, neste caso o alto teor de carboidratos nao fibrosos provenientes da cana-de-acucar, milho e raiz de mandioca.

Resultado diferente foi observado por Ribeiro et al. (2006), que observaram picos distintos de alimentacao, ruminacao e ocio, destacando a ruminacao mais ativa no periodo da noite e durante a madrugada. Resultados semelhantes foram observados por Tavares et al. (2005) cujo trabalho tinha como fonte de fibra feno, responsavel por maior FDNfe, quando comparados com as dietas utilizadas neste estudo.

De acordo com Leek (2006), a incidencia da ruminacao possui ritmo circadiano e encontra-se mais comumente associada com o estado de sonolencia, ocorrendo mais intensamente durante a noite.

A presenca do alimento regurgitado evoca os movimentos tipicos, lentos e regulares da mastigacao.

Atraves do comportamento ingestivo, foi possivel avaliar a influencia do alimento sobre o ambiente ruminal por meio da mastigacao mericica, que ocorre durante a remastigacao e salivacao do bolo alimentar, processos realizados na ruminacao.

As variaveis, numeros de bolos (no. [dia.sup.-1]), tempo de mastigacao mericica por bolo ruminal (MMtb s [bolo.sup.-1]) e numero de mastigacao mericica por bolo (MMnb no. [bolo.sup.-1]) nao foram influenciadas (p > 0,005) pela substituicao do milho por raiz de mandioca (Tabela 4).

Segundo Furlan et al. (2006), normalmente sao ruminados, por dia, cerca de 360 a 790 bolos alimentares, podendo ocorrer de 40 a 70 movimentos mandibulares em periodos de 45 a 60 segundos. O numero de bolos ruminais, neste estudo, apresentou-se acima do previsto por Furlan et al. (2006), a possivel razao para o maior numero de bolos ruminais foi a maior frequencia de alimentacao, pois os animais se alimentaram em pequenas refeicoes, proporcionando comportamento semelhante na atividade de ruminacao; contudo o tempo de mastigacao mericica por bolo, em segundos por dia, foi baixo.

O numero de mastigacoes mericicas observado ficou menor que os observados em outros trabalhos. Burger et al. (2000), avaliando niveis de concentrado para bezerros holandes, observaram de 31.890,0 (30%) a 15.670,0 (90%) mastigacoes por dia. O resultado obtido com 90% de concentrado esta semelhante ao deste estudo; todavia, o autor nao informa o percentual de FDN ou FDNfe.

O tempo de mastigacao mericica por bolo apresentou media de 43,27s e esta dentro do que foi sugerido por Furlan et al. (2006). As caracteristicas principais das dietas experimentais e que mais poderiam afetar os padroes de ruminacao estao associadas a proporcao da fracao fibrosa em relacao aos carboidratos nao fibrosos. O baixo FDN e alto CNF fizeram com que os animais se alimentassem com varias refeicoes ao longo do dia, com consequente aumento no numero de bolos ruminais, porem o tempo despendido na mastigacao mericica para cada bolo ruminal foi baixo.

O tempo despendido para as procuras por agua e para as atividades fisiologicas fezes e urina nao foram influenciadas (p > 0,005) pela substituicao do milho por raiz de mandioca (Tabela 5).

O numero de vezes em que os animais procuraram agua durante as 24 horas observadas nao sofreu efeito (p > 0,005) dos niveis de substituicao de milho por raiz de mandioca. Possivelmente, a semelhanca na composicao quimica das dietas manteve o tempo despendido para o consumo de agua pelos animais aproximado. Outra razao que pode ser considerada e a sacarose das dietas em virtude da presenca da cana-de-acucar em todas as dietas, o que induz o maior consumo de agua. Neste trabalho a media observada para procura por agua foi de 2,36 ficando 32,6% superior a obtida por Ribeiro et al. (2006), que utilizou nivel semelhante de feno de Tifton e observou media de 1,59 para procura por agua. O menor numero de vezes em que os animais procuram agua no periodo de 18 as 6 horas da manha do dia seguinte foi provavelmente em funcao da temperatura mais amena neste periodo do dia.

Os animais urinaram e defecaram mais no periodo de 16 as 7 horas resultado dos processos de digestao. Comportamento semelhante foi encontrado por Ribeiro et al. (2006), avaliando o uso de racoes restrita e a vontade para caprinos das racas Moxoto e Caninde, contudo, com valores medios 5,4 e 3,8 vezes por dia para fezes e urina, respectivamente, ficando abaixo dos observados neste estudo. Provavelmente, o maior numero de vezes que os animais urinaram tenha sido em virtude das deitas apresentarem mais agua na sua composicao e maior procura por agua por parte dos animais.

Tavares et al. (2005), ao avaliar a inclusao de feno (5, 15, 25, 35 e 45%) em substituicao da palma forrageira para caprinos da raca Alpina, nao observou diferenca para as atividades fisiologicas estudadas, resultados semelhantes foram encontrados por Ribeiro et al. (2006), avaliando o uso de racoes restrita e a vontade para caprinos das racas Moxoto e Caninde.

Conclusao

Em cabras leiteiras com producao de 2,0 kg de leite [dia.sup.-1], o milho triturado pode ser completamente substituido pela raiz de mandioca, pois nao interfere no comportamento ingestivo dos animais nem na digestibilidade dos nutrientes, exceto da fibra em detergente neutro que apresentou diminuicao na digestibilidade e carboidratos nao fibrosos, que teve a digestibilidade aumentada.

Doi: 10.4025/actascianimsci.v34i4.13267

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Received on April 28, 2011.

Accepted on July 25, 2011.

Maria Josilaine Matos dos Santos Silva *, Francisco Fernando Ramos de Carvalho, Angela Maria Vieira Batista, Adriana Guim, Nara Nancy Nascimento Fonseca e Veronica Maria Silva da Costa

Universidade Federal Rural de Pernambuco, Rua Dom Manoel de Medeiros, s/n, 52171-900, Recife, Pernambuco, Brasil.

* Autor para correspondencia. E-mail: lainematos@hotmail.com
Tabela 1. Niveis de participacao dos alimentos e composicao
quimica das dietas experimentais.

                             Niveis de Raiz de Mandioca

Ingredientes              0      10      20      30      40

                        Proporcao dos Ingredientes (% na MS)

Cana-de-acucar          42,92   42,26   41,27   39,96   39,67
Raiz de Mandioca        0,00    10,00   20,00   30,00   40,00
Milho Triturado         40,00   30,00   20,00   10,00   0,00
Farelo de Soja          14,01   13,90   13,99   14,69   14,65
Oleo Vegetal            1,11    1,60    2,20    2,69    3,00
Sal Mineral             1,02    1,00    1,01    0,98    0,79
Ureia                   0,85    1,13    1,32    1,50    1,70
Sulfato de Amonio       0,10    0,10    0,20    0,19    0,20

Nutrientes (% da MS)              Composicao Qiuimica

Materia Seca (%)        42,32   42,69   43,22   43,76   44,24
Proteina Bruta          14,02   14,12   14,07   14,06   14,03
Materia Organica        96,16   96,03   95,84   95,66   95,68
Materia Mineral         3,84    3,97    4,16    4,34    4,32
Extrato Etereo          3,46    3,64    3,92    4,10    4,09
Fibra em Detergente     29,32   28,45   27,47   26,80   25,55
Neutro
Fibra em Detergente     15,25   15,21   15,09   14,90   14,94
Acido
Carboidratos Totais     80,55   80,68   80,60   80,41   80,85
Carboidrato nao         51,27   52,25   53,15   54,02   55,17
Fibroso
Nutrientes              61,34   65,23   65,32   66,43   66,17
Digestiveis Totais *

MS - Materia seca. * Estimado pela equacao
de Sniffen et al. (1992).

Tabela 2. Coeficientes de digestibilidade aparente dos
nutrientes das dietas experimentais.

                           Niveis de Raiz de Mandioca

Nutrientes (%)           0      10      20      30      40

Materia Seca           56,95   61,71   57,21   61,04   60,22
Proteina Bruta         67,58   65,42   60,89   62,51   63,43
Materia Organica       58,36   62,80   58,99   62,87   61,65
Fibra em Detergente    53,94   52,80   44,91   42,85   36,30
Neutro
Carboidratos Totais    56,52   62,77   59,18   62,81   62,81
Carboidratos Nao       86,16   91,77   91,66   92,94   95,33
Fibrosos

Nutrientes (%)         CV (%)   Medias   [R.sup.2]   Efeito
                                                     Linear

Materia Seca            9,89    59,43        -         ns
Proteina Bruta         12,26    63,97        -         ns
Materia Organica       12,00    60,93        -         ns
Fibra em Detergente    12,03      1        0,95      <0,001
Neutro
Carboidratos Totais     8,69    60,82        -         ns
Carboidratos Nao        5,12      2        0,84      0,013
Fibrosos

CV - Coeficiente de variacao, [R.sup.2] Coeficiente de
determinacao, ER - Equacoes de regressao: 1 [bar.Y] = 55,203-0,
4522x, 2 [bar.Y] = 87,674+0,1949x.

Tabela 3. Comportamentos ingestivo de cabras leiteiras Saanen em
funcao dos niveis de substituicao de grao milho triturado por
raiz de mandioca.

                              Niveis de Raiz de Mandioca

Varaveis                     0      10     20     30     40

TRU (min. [dia.sup.-1])     551    516    484    468     514
TAL (min. [dia.sup.-1])     236    228    224    240     218
TO (min. [dia.sup.-1])      653    696    731    698     707
TMT (min. [dia.sup.-1])     787    744    708    708     732
EAL (g [MS.sup.-1]         10,29   9,23   8,89   8,89   10,43
[min..sup.-1])
[ERU.sub.MS] (g            4,30    4,79   4,07   4,58   4,24
[MS.sup.-1]
[min..sup.-1])
[ERU.sub.FDN] (g FDN-1     1,16    0,94   0,99   1,01   0,92
[min..sup.-1])
DR (min. [dia.sup.-1])      486    482    448    408     464
DO (min. [dia.sup.-1])      442    508    520    515     507

Varaveis                   CV (%)   Medias   Efeito
                                             Linear

TRU (min. [dia.sup.-1])    15,48     506       ns
TAL (min. [dia.sup.-1])    27,15     229       ns
TO (min. [dia.sup.-1])     11,13     697       ns
TMT (min. [dia.sup.-1])    13,20     736       ns
EAL (g [MS.sup.-1]         27,33     9,55      ns
[min..sup.-1])
[ERU.sub.MS] (g            16,71     4,40      ns
[MS.sup.-1]
[min..sup.-1])
[ERU.sub.FDN] (g FDN-1     19,47     1,00      ns
[min..sup.-1])
DR (min. [dia.sup.-1])     20,81     458       ns
DO (min. [dia.sup.-1])     14,81     498       ns

CV- Coeficiente de variacao, FND- fibra em detergente neutro,
TRU-tempo de ruminacao, TAL- tempo de alimentacao, TO- tempo de ocio,
TMT- tempo de mastigacao total, EAL- eficiencia de alimentacao,
[ERU.sub.MS]- eficiencia de ruminacao da materia seca,
[ERU.sub.FDN] - eficiencia de ruminacao da fibra em detergente
neutro, DR- deitado ruminante, DO- deitado em ocio.

Tabela 4. Numero e tamanho dos bolos ruminais e das mastigacoes
mericicas das cabras leiteiras em funcao das dietas.

                         Niveis de Raiz de Mandioca

Variaveis          0        10       20       30       40

NBR (no          809,07   903,88   716,65   911,68   711,48
[dia.sup.-1])

MMtb (s          44,49    36,79    37,92    32,89    41,11
[bolo.sup.-1])

MMnd (no         46236    42928    34994    38850    43944
[dia.sup.-1])

MMnb (no         60,04    49,58    48,81    46,71    59,94
[dia.sup.-1])

Variaveis        CV(%)   Medias   Efeito
                                  Linear

NBR (no          36,20   810,55     ns
[dia.sup.-1])

MMtb (s          40,76   38,64      ns
[bolo.sup.-1])

MMnd (no         29,57   41390      ns
[dia.sup.-1])

MMnb (no         34,50   53,02      ns
[dia.sup.-1])

CV- Coeficiente de variacao, NBR- numero de bolos ruminados,
MMtb-tempo de mastigacao mericica por bolo ruminal, MMnd-numero de
bolos ruminais por dia, MMnb-numero de mastigacao mericica por
bolo ruminal.

Tabela 5. Medias das atividades fisiologicas, fezes, urina e
procura por agua expressa em numero de vezes por dia.

                Niveis de Raiz de Mandioca

Atividades     0      10     20     30     40

Agua          2,4    2,2    2,6    2,2    2,4
Fezes         17,8   16,4   16,0   22,6   20,2
Urina         14,2   8,8    10,4   12,4   11,4

Atividades     CV     Media   Efeito
               (%)      s     Linear

Agua          49,05   2,36      ns
Fezes         38,68   18,6      ns
Urina         23,74   11,44     ns

CV--Coeficiente de variacao.
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Author:Silva, Maria Josilaine Matos dos Santos; de Carvalho, Francisco Fernando Ramos; Batista, Angela Mari
Publication:Acta Scientiarum. Animal Sciences (UEM)
Date:Oct 1, 2012
Words:6051
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