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Ultrasound and computed tomography description of the liver the boa constrictor/Descricao ultrassonografica e tomografica do figado de boa constrictor.

INTRODUCAO

As jiboias (Boa constrictor) alimentam-se de aves, mamiferos e outros repteis em seu habitat natural, e uma serpente tropical, terrestre e arboricola (1). Por terem um comportamento tranquilo em cativeiro e padrao estetico de alto grau, a procura comercial por esses animais cresceu enormemente, e devido a isto, a necessidade de mais informacoes em relacao a esta especie tornou-se um imperativo aos profissionais que lidam com o manejo destes animais (2). A ultrassonografia associada a radiografia tornou-se uma importante forma de diagnostico nao invasivo na medicina de repteis. O sucesso da ultrassonografia depende da habilidade e experiencia do operador, como o conhecimento da anatomia e processos fisiologicos das especies examinadas (3). A maioria dos repteis podem ser avaliados apenas com contencao fisica, em decubito ventral ou dorsal. Pequenos animais, como serpentes, requerem um equipamento de alta resolucao com frequencia de 7.5 a 10 MHz (4). O figado e o maior orgao da cavidade celomatica dos repteis, e assim como o pancreas, secreta enzimas que participam da digestao alimentar, tem aspecto alongado no sentido cranio caudal e achatado dorso ventral. As veias cava caudal e porta estao localizadas no plano dorsal e ventral respectivamente, e percorrem o comprimento do orgao, dividindo-o em dois lobos (5,6). A avaliacao do figado e anexos em serpentes, com auxilio do ultrassom ja foi descrito como um metodo eficiente de diagnostico em doencas hepaticas (5). Ultrassonograficamente, o figado localiza-se em plano longitudinal, apos o final do terco cranial do animal, caudal ao coracao nas serpentes (linha ventrolateral direita, ou esquerda). O parenquima hepatico deve apresentar contornos bem definidos, e ecogenicidade variando entre hipoecoica e levemente hiperecoica, com ecotextura homogenea em toda sua extensao. O vaso hepatico pode ser visibilizado percorrendo todo o aspecto medial em plano longitudinal (2). Poucos trabalhos empregaram a tomografia computadorizada na avaliacao de serpentes (7), e nao foi encontrada referencia desta com relacao ao figado, portanto o presente estudo visou descrever a imagem ultrassonografica e tomografica do figado de jiboias (Boa constrictor amarali).

MATERIAL E METODOS

Foram examinados tres animais da especie Boa constrictor amarali, clinicamente saudaveis, medindo 1,23m, 1,26m e 1,55m, e 5,5cm, 4,2cm e 5,6cm de diametro, provindos do CEMPAS--Centro de Medicina e Pesquisa de Animais Silvestre da UNESP-Botucatu-SP, Brasil. Foi realizada contensao fisica e decubito ventral para avaliacao ultrassonografica dos orgaos e localizacao do figado a fim de marcar externamente com uma fita adesiva o orgao em estudo para os cortes na tomografia. Utilizou-se aparelho ultrassonografico da marca GE modelo Logic 3, transdutor linear de frequencia de 6,0-10 mHz. O protocolo anestesico para tomografia computadorizada consistiu em inducao e manutencao de plano anestesico com isofluorano. No tomografo helicoidal SHIMADZU modelo SCT-7800TC, o animal foi posicionado tambem em decubito ventral, e usados cortes transversais continuos de 2 mm por 2 mm de incremento, com ajuste de 120 Kv, 120 mA, 512 X 512 matrix.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Ultrassonograficamente o figado apresentou-se alongado, visibilizado no final do terco proximal do animal, com contornos definidos, ecotextura homogenea e hipoecogenica (2). A veia cava caudal e porta foram identificadas em toda extensao como descrito por Jacobson (2007). O figado da serpente na tomografia mostrou-se tambem alongado, fusiforme e dividido em dois lobos distintos. Com relacao a atenuacao o figado mostrou-se hipoatenuante ao estomago, enquanto que a veia cava caudal e a porta mostraram-se hiperatenuante quando comparados ao figado.

[FIGURA 1 OMITTED]

CONCLUSAO

Os exames ultrassonografico e tomografico possibilitaram a identificacao dos contornos hepaticos, assim como a definicao e extensao da veia cava caudal e porta. O reconhecimento de padroes de normalidade e seu aspecto tomografico encontrados no presente estudo serao de auxilio no diagnostico de doencas hepaticas em jiboias (Boa constrictor amarali).

REFERENCIAS

(1.) Martins M, Oliveira ME. Natural history of snakes in forests of the Manaus region, Central Amazonia, Brazil. Herpetol Nat Hist. 1998;6:78-150.

(2.) Neto FCP, Guerra PC, Costa FB, Araujo AVC, Miglino MA, Bombonato PP, et al. Ultra-sonografia do figado, aparelho renal e reprodutivo de Jiboia (Boa constrictor). Pesq Vet Bras. 2009;29:317-21.

(3.) Schildger B, Casares M, Kramer M, Sporle H, Rubel A, Tenhu H, et al. Technique of ultrasonography in lizards, snakes and chelonians. Sem Avian Exotic Pet Med. 1994;3:147-55.

(4.) Stetter MD. Ultrasonography. In: Mader, DR. Reptile medicine and surgery. 2a ed. Missouri: Saunders Elsevier. 2006. p.665-74.

(5.) Isaza R, Ackerman N, Schumacher J. Ultrasound-guided percutaneous liver-biopsy in snakes. Vet Radiol Ultrasound. 1993;34:452-4.

(6.) Jacobson ER. Infectious diseases and pathology of reptiles color atlas and text. Florida: CRC Press; 2007. 7

(7.) Banzato T, Russo E, Toma A, Palmisano G, Zotti A. Evaluation of radiographic, computed tomographic, and cadaveric anatomy of the head of Boa constrictor. Am J Vet Res. 2011;72:1592-9.

Rosalia Marina Infiesta Zulim [1]

Felipe Foletto Geller [1]

Guilherme Schiess Cardoso [2]

Maria Jaqueline Mamprim [3]

Carlos Roberto Teixeira [4]

Rafael Souza Andrade [5]

Priscila Macedo de Souza [1]

Diogo Pascoal Rossetti [6]

Alexandra Tiso Comerlato [6]

[1] Pos-graduando, Doutorado. Departamento de Reproducao Animal e Radiologia Veterinaria, FMVZ-UNESP. Botucatu-SP. Autor para correspondencia: rosaliamarina@hotmail.com.

[2] Pos-graduando, Doutorado. Departamento de Cirurgia e Anestesiologia Veterinaria. FMVZ-UNESP. Botucatu-SP.

[3] Professora Adjunto da Disciplina de Diagnostico por Imagem, do Departamento de Reproducao Animal e Radiologia Veterinaria, FMVZ-UNESP. Botucatu-SP.

[4] Professor Adjunto da Disciplina de Animais Silvestres, do Departamento de Cirurgia e Anestesiologia de pequenos animais, FMVZ-UNESP. Botucatu-SP.

[5] Pos-graduando da Universidade Federal Rural da Amazonia
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Author:Zulim, Rosalia Marina Infiesta; Geller, Felipe Foletto; Cardoso, Guilherme Schiess; Mamprim, Maria J
Publication:Veterinaria e Zootecnia
Article Type:Report
Date:Sep 1, 2012
Words:907
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