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Ultrasonographic evaluation of snakes coelomic cavity/Avaliacao ultrassonografica da cavidade celomatica de serpentes/Evaluacion ultrasonografica de la cavidad celomica de serpientes.

INTRODUCAO

A criacao domestica de repteis e uma pratica relativamente recente, que cresce de maneira vertiginosa, e atualmente e considerado o terceiro segmento da industria "pet" nos EUA e na Europa, perdendo apenas em popularidade para os caes e gatos. No Brasil, apesar de muito recente, esse mercado segue a tendencia mundial e esta crescendo rapidamente. Porem, esses animais exigem cuidados bastante distintos daqueles destinados aos demais animais domesticos, e por isso, e fundamental buscarmos conhecimentos adequados (1).

Geralmente estes animais nao demonstram sinais clinicos evidentes na maioria das afeccoes e, frequentemente, o exame fisico nao fornece informacoes suficientes para a conclusao do diagnostico. As tecnicas de diagnostico por imagem como a ultrassonografia podem promover um diagnostico mais preciso (2).

A ultrassonografia na medicina veterinaria tem se mostrado um excelente metodo diagnostico nao invasivo (3). Ela e utilizada em diversas areas incluindo: a oftalmologia, cardiologia, neurologia, ginecologia, andrologia, obstetricia, oncologia e ortopedia (4). Alem de auxiliar no diagnostico de afeccoes por meio da analise das mudancas anatomicas e topograficas dos orgaos (5), em animais selvagens, esta tecnica oferece novas oportunidades relacionadas com o manejo dos animais em cativeiro, principalmente na area reprodutiva, pois, em conjunto com outras tecnicas de diagnostico, pode promover uma melhora nos programas de reproducao de especies ameacadas (6).

O exame ultrassonografico em repteis pode ser um desafio; a anatomia de muitas especies e unica e se difere consideravelmente quando comparada com mamiferos e aves (7). As serpentes possuem o corpo alongado e apresentam todos seus orgaos internos delgados e tambem alongados, o que os difere dos outros animais na sua forma e apresentacao (8).

O sucesso do exame ultrassonografico depende da habilidade e experiencia do operador, incluindo o conhecimento da anatomia das especies examinadas (7). O ultrassonografista deve estar familiarizado com a anatomia dos orgaos em estudo para reconhecer e diferenciar variacoes da normalidade de alteracoes causadas por doencas (6). Levando em consideracao a importancia desse metodo diagnostico por imagem e o aumento da criacao dessas especies selvagens em cativeiro, este trabalho teve por objetivo realizar uma revisao de literatura sobre a avaliacao ultrassonografica das estruturas da cavidade celomatica de serpentes.

REVISAO DE LITERATURA

1. ANATOMIA TOPOGRAFICA

As serpentes nao possuem diafragma separando o coracao e pulmoes dos orgaos abdominais, e suas estruturas estao distribuidas dentro de uma cavidade, denominada cavidade celomatica (9). A cavidade celomatica pode ser dividida em tres partes: terco cranial, terco medio e terco caudal (10). O terco cranial geralmente e composto pela traqueia, esofago, glandula paratireoide, timo, tireoide e coracao (10). O terco medio e composto pelos pulmoes, figado, continuacao do esofago, estomago, baco, pancreas, vesicula biliar e porcao inicial do intestino delgado (10). A parte final do intestino delgado, gonadas, adrenais, rins e intestino grosso localizam-se no terco caudal (10). Essa divisao pode ser utilizada para facilitar a localizacao das areas de interesse no diagnostico por imagem ou na determinacao do acesso cirurgico (10).

Outro metodo utilizado para descricao topografica das visceras de serpentes e descrito por Thompson (11, 12), Brangdon (13), Gomes et al. (14) e Gabaldo et al. (15) que relaciona as visceras das serpentes com a escutelacao ventral com o objetivo de localizar a posicao dos orgaos. A contagem e feita no sentido craniocaudal, sendo considerada a primeira escama cuja largura e maior que o comprimento e aquela que precede a placa anal, e considerada a ultima, como descrito por Gabaldo et al. (15). Posteriormente, esta tecnica foi utilizada por Almeida et al. (16) para localizacao topografica e ultrassonografica dos orgaos internos de jararaca.

A organizacao das estruturas internas pode variar entre as familias de serpentes (15-17). O coracao das serpentes localiza-se no final do terco cranial da cavidade celomatica (16, 18, 19), possui dois atrios divididos por um septo completo e um ventriculo com um canal interventricular (17). Embora exista essa comunicacao entre os ventriculos, ha uma separacao consideravelmente funcional entre a circulacao oxigenada e a nao-oxigenada que deixa o ventriculo (17). A posicao do coracao varia de acordo com o nicho ecologico da serpente e de sua posicao filogenetica (9). Badeer (20) observou que em serpentes arboricolas, que estao sujeitas a pressao gravitacional sanguinea, o coracao localiza-se mais cranial em relacao a cabeca, enquanto que serpentes terrestres e serpentes aquaticas possuem o coracao mais distante da cabeca.

Ao colocar a serpente em decubito dorsal, os movimentos cardiacos podem ser visualizados pelos movimentos das escamas localizadas sobre o coracao (10-19).

O figado das serpentes localiza-se caudal ao coracao e cranial ao segmento inicial do estomago (10). E bilobado (21), alongado e a vesicula biliar se encontra distante dele, em uma triade, junto ao baco e ao pancreas (10). Algumas especies possuem o baco unido ao pancreas, sendo chamado esplenopancreas (9).

O estomago possui formato linear a alongado e localiza-se do lado esquerdo da cavidade celomatica, imediatamente caudal ao segmento final do figado (21). A superficie interna da sua parede e mais pregueada longitudinalmente do que a do esofago (14).

O intestino divide-se em tres porcoes: anterior, media e terminal. O intestino anterior estende-se ate a altura da margem cranial do rim direito (14). E um tubo alongado, fortemente pregueado, formando uma sucessao de alcas dispostas em "S" (14). O intestino medio e um tubo liso, bem estreito e quase reto, terminando entre os dois rins (14). O tubo digestivo se alonga, formando o intestino terminal que termina na cloaca (14).

As serpentes possuem dois ovarios e dois ovidutos dispostos de forma assimetrica (22), do lado direito estao mais craniais do que do lado esquerdo (14) e estao situados entre a triade pancreatica e os rins (9). O crescimento folicular e influenciado pela sazonalidade (21). O desenvolvimento folicular em repteis e dividido em fase pre-vitelogenica, onde os foliculos apresentam-se pequenos e brancos e a fase vitelogenica, caracterizada por foliculos grandes e amarelos por acumulo de vitelo (21).

Os testiculos sao intra-abdominais, situados entre a triade pancreatica e os rins e aumentam de tamanho na estacao reprodutiva (9). O testiculo direito localiza-se mais cranial em relacao ao esquerdo (19). Alguns autores descreveram a presenca de epididimo em serpentes (23, 24), porem no estudo realizado por DeNardo (25) esta estrutura nao foi observada. Os ductos deferentes ligam os testiculos as papilas genitais na cloaca (14). O tamanho dos testiculos varia sazonalmente (21).

Os rins das serpentes localizam-se no terco caudal da cavidade celomatica, possuem formato linear e sao lobulados (26). O numero de lobulos varia de acordo com a especie (26). Localizam-se em topografias diferentes na cavidade, sendo o direito mais cranial (26). O rim direito situa-se entre o final do intestino medio e terminal, e o esquerdo entre a porcao cranial do intestino terminal e a cloaca (14). Serpentes nao possuem vesicula urinaria (26). Os machos possuem o segmento sexual renal na porcao caudal dos rins, que aumentam durante a epoca reprodutiva (26) e tem o papel de secretar substancias que sao essenciais na ativacao e sobrevivencia dos espermatozoides durante a copula (24).

2. TECNICA DE EXAME

Para a realizacao do exame ultrassonografico em serpentes, utiliza-se um aparelho de alta resolucao (27), equipado com transdutores lineares (28). Diferencas anatomicas entre as especies e o tamanho do paciente, devem ser considerados para a escolha da tecnica adequada (18). O conhecimento da anatomia determina o local onde o transdutor devera ser acoplado (27) e a frequencia do transdutor sera escolhida de acordo com o tamanho do paciente (28). As frequencias mais usadas em repteis, de acordo com Raiti (28), sao de 5,0 e 7,5MHz, as quais penetram tecidos a uma profundidade de 10 e 5 cm, respectivamente. Redrobe e Wilkinson (19) recomendam a utilizacao de transdutores lineares de 7,5 a 10 MHz. O exame ultrassonografico em serpentes com menos de cinco centimetros de diametro, necessita de almofada de recuo para aumentar a distancia entre o transdutor e o animal, proporcionando uma melhor avaliacao dos orgaos (28, 29). O mesmo efeito podera ser obtido utilizando luvas de procedimento preenchidas por agua colocadas entre o paciente e o transdutor (19).

O exame ultrassonografico e um procedimento indolor e a escolha do metodo de contencao do animal levara em conta o tamanho do paciente, seu temperamento e sua mobilidade. Frequentemente, o exame ultrassonografico em serpentes e realizado somente com contencao fisica, sem necessidade de sedacao, com excecao de animais muitos ativos ou agressivos (29). Alguns autores realizaram o exame ultrassonografico em serpentes somente com a contencao fisica e obtiveram resultados satisfatorios (16, 30-34).

Os animais sao posicionados em decubito ventral ou esternal (17), e a janela acustica pode ser obtida pela parede lateral ou pela superficie ventral da cavidade celomatica (28). Isaza, Ackerman e Jacobson (18) relataram que o acesso ultrassonografico pela parede lateral da cavidade celomatica resultou em uma pobre visibilizacao das estruturas internas devido aos artefatos de imagem causados pelas costelas.

O gel acustico deve ser aplicado cinco minutos (28) ou ate 30 minutos (29) antes do inicio do exame para penetrar entre as escamas, diminuindo a interface de ar (28, 29). A tecnica de imersao em agua pode ser utilizada em pacientes mais doceis ou anestesiados (27). O animal fica parcialmente submerso em agua morna com o transdutor posicionado sob a agua a uma distancia apropriada para a obtencao das imagens (19).

A varredura e feita no sentido craniocaudal (19). Todas as estruturas devem ser avaliadas em planos transversais e longitudinais para uma visualizacao tridimensional dos orgaos em estudo e para identificar possiveis alteracoes (19-28).

A principal limitacao e a experiencia do operador em realizar o exame e interpretar as imagens (29). A ecdise (mudanca de pele) tambem pode dificultar a formacao de imagem ultrassonografica (28).

3. ANATOMIA ULTRASSONOGRAFICA

3.1 Coracao

A ecocardiografia e uma ferramenta eficaz na avaliacao dos movimentos das valvas cardiacas, cardiomegalias, identificacao de trombos, massas intracardiacas, defeitos estruturais, doencas valvares e efusao pericardica (35). De acordo com Stetter (29), a presenca de discreta quantidade de liquido pericardico e um achado normal em repteis.

Em serpentes, o coracao geralmente localiza-se entre 20 a 33% da distancia entre as narinas e a cloaca (29). Devido a mobilidade do coracao das serpentes dentro da cavidade celomatica, o ultrassonografista deve mover o transdutor alguns centimetros em direcao cranial e caudal em relacao a posicao inicial durante o exame ecocardiografico (36). Os planos ultrassonograficos sao obtidos em eixo longo (plano longitudinal) e em eixo curto (plano transversal), movendo o transdutor da direita para a esquerda e em sentido cranial e caudal, respectivamente, para avaliar todas as estruturas cardiacas (37, 38). Os atrios sao hipoecogenicos e o miocardio apresenta uma ecotextura homogenea, discretamente hiperecogenico em relacao ao parenquima hepatico (16).

A contratilidade cardiaca e a anatomia interna sao significantemente diferentes em relacao aos mamiferos (27). A contratilidade ventricular em repteis caracteriza-se por um movimento peristaltico quando comparado a contracao concentrica dos mamiferos (27). O miocardio e espesso e irregular, dificultando a realizacao de medidas (27). Sem a identificacao da especie e valores normais da temperatura do ambiente, a mensuracao da espessura das camaras e alteracoes na contratilidade sao questionaveis (35).

3.2 Figado

A ultrassonografia e eficaz na identificacao de hepatopatias em serpentes (27). Os criterios adotados para o diagnostico das doencas hepaticas focais ou difusas sao similares aos usados em mamiferos (27). O figado localiza-se imediatamente caudal ao apice cardiaco e estende-se ate a metade do comprimento total da serpente (28), ocupando grande parte do terco medio direito da cavidade celomatica (39). Possui aspecto homogeneo e e envolvido por uma capsula hiperecogenica (Figura 1) (28).

O figado das serpentes possui uma veia hepatica central evidente, o que ajuda a diferenciar do tecido gorduroso (29). Ao exame ultrassonografico, esse vaso e caracterizado como uma estrutura tubular, de paredes ecogenicas e conteudo anecogenico (28).

[FIGURE 1 OMITTED]

3.3 Vesicula Biliar

A vesicula biliar das serpentes nao esta em contato direto com o figado (29). E caracterizada como uma estrutura anecogenica, envolvida por uma parede fina e ecogenica (Figura 2) (29). De acordo com Stetter (29) e Almeida et al. (16), a vesicula biliar e uma estrutura facilmente localizada na porcao media do corpo da serpente, imediatamente caudal ao estomago, servindo de ponto de referencia para a localizacao dos demais orgaos. Porem, no estudo realizado por Neto et al. (38), a vesicula biliar nao foi identificada nos animais avaliados devido a presenca de gas excessivo em alcas intestinais adjacentes.

[FIGURE 2 OMITTED]

3.4 Estomago e Alcas intestinais

O estomago localiza-se dorsal ao figado, as alcas intestinais estao envolvidas por tecido gorduroso, o que dificulta a sua identificacao, e o colon esta localizado proximo aos rins, no terco mediocaudal da cavidade celomatica (28).

No estudo realizado por Isaza, Ackerman e Jacobson (18), o estomago foi facilmente identificado, porem, foram obtidas imagens ultrassonograficas de baixa qualidade devido a presenca de gas luminal ou adjacente. Matayoshi et al. (33) visibilizaram parcialmente o estomago em alguns animais, e este foi identificado a partir do terco final do figado, com paredes hipoecogenicas. Raiti (28) e Redrobe e Wilkinson (19) relataram em seus trabalhos a dificuldade de visibilizacao ultrassonografica das alcas intestinais, devido a presenca de gases, fezes ou conteudo alimentar em seu lumen.

3.5 Baco e Pancreas

O baco e o pancreas (esplenopancreas) localizam-se imediatamente caudal a vesicula biliar e sao dificilmente visibilizados (7-28). Ao exame ultrassongafico, o baco caracteriza-se ultrassonograficamente como uma estrutura pequena e circular, discretamente hiperecogenica em relacao ao parenquima hepatico (19). O pancreas, quando visibilizado, apresenta-se hipoecogenico em relacao ao baco (16).

3.6 Rins

Os rins sao dificilmente visibilizados em varias especies de repteis (29). Nas serpentes, eles estao localizados a 75% do comprimento total da cavidade celomatica, sendo o direito mais cranial em relacao ao esquerdo (29). Os rins estao posicionados dorsolaterais ao colon (38). Apresentam formato elipsoide, achatados no eixo dorsoventral, segmentados e envolvidos por uma capsula fina e hiperecogenica (38). A regiao cortical e hiperecogenica em comparacao a regiao medular (Figura 3) (38). Redrobe e Wilkinson (19) descreveram os rins com ecotextura semelhante ao figado e ecogenicidade uniforme.

[FIGURE 3 OMITTED]

3.7 Testiculos

O exame ultrassonografico em machos e muito importante para avaliar as condicoes reprodutivas dos orgaos (6). Fornece informacoes sobre o tamanho e desenvolvimento dos testiculos, sendo estes, em repteis, dificilmente observados ao exame ultrassonografico quando inativos (6). Neto et al. (38) obtiveram pobre visibilizacao das estruturas reprodutivas de serpentes machos por influencia da maturidade sexual dos animais em estudo. De acordo com Augusto (6), quando em atividade, o parenquima testicular e granular e de media ecogenicidade (Figura 4).

Os testiculos estao localizados caudais a vesicula biliar; o direito mais cranial em relacao ao esquerdo e apresentam formato fusiforme (28). Em serpentes maiores o ducto deferente e visibilizado como duas linhas paralelas hiperecogenicas ligadas ao testiculo (19).

3.8 Ovarios e ovidutos

A ultrassonografia ginecologica pode ser utilizada para a avaliacao das condicoes reprodutivas, acompanhamento da foliculogenese, diagnostico de gestacao, previsao da data de parturicao, identificacao das condicoes pre-natais (17), sexagem e identificacao da viabilidade fetal em serpentes viviparas (29). No estagio final da gestacao, os fetos sao identificados devido a presenca do esqueleto hiperecogenico, batimentos cardiacos e movimentos fetais (Figura 5) (28). No exame ultrassonografico de femeas fora do ciclo reprodutivo, os ovarios sao dificeis de serem visibilizados (19). Em periodo reprodutivo os ovarios ocupam uma grande extensao da cavidade celomatica (19). Os foliculos aparecem como estruturas esfericas anecogenicas (pre-vitelogenicos) (Figura 6) ou hipoecogenicas (vitelogenicos) (19). Neto et al. (38) descreveram os foliculos como estruturas ovoides, anecogenicas ou preenchidas por conteudo parenquimal misto (anecogenico e hipoecogenico) devido ao acumulo de vitelo, apresentando paredes finas, regulares e hiperecogenicas, com aspecto semelhante a um "colar de contas" envolvido por tecido gorduroso.

[FIGURE 4 OMITTED]

[FIGURE 5 OMITTED]

[FIGURE 6 OMITTED]

Os ovidutos sao visibilizados como paredes ecogenicas paralelas com centro hipoecogenico (30). Em seu estudo com serpentes oviparas, Smith et al. (40) relataram que os ovos foram caracterizados como estruturas ovais predominantemente hipoecogenicas, com contornos hiperecogenicos. Foi observado o aumento progressivo da ecogenicidade da superficie dos ovos de acordo com a evolucao da gestacao (40).

CONSIDERACOES FINAIS

A ultrassonografia e uma tecnica nao invasiva, de baixo custo operacional, que auxilia no diagnostico clinico de afeccoes por meio de alteracoes nos aspectos ultrassonograficos e anatomicos. E uma ferramenta importante no estudo da biologia reprodutiva dos repteis e pode auxiliar no desenvolvimento de estrategias mais eficientes para a manutencao e reproducao de ofidios em cativeiro.

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Recebido em: 25/04/11

Aceito em: 25/07/12

Priscilla Mitie Matayoshi [1]

Priscilla Macedo de Souza [2]

Rui Seabra Ferreira Junior [3]

Nereu Carlos Prestes [4]

Roberta Valeriano dos Santos [1]

[1] Pos-graduanda do Departamento de Reproducao Animal e Radiologia Veterinaria da Faculdade de Medicina Veterinaria e Zootecnia (FMVZ), Universidade Estadual Paulista(UNESP), Botucatu, SP, Brasil.

[2] Professora do Departamento de Reproducao Animal e Radiologia Veterinaria da Faculdade de Medicina Veterinaria e Zootecnia (FMVZ), Universidade Estadual Paulista(UNESP), Botucatu, SP, Brasil.

[3] Pesquisador do Centro de Estudos de Venenos e Animais Peconhentos (CEVAP) da Universidade Estadual Paulista(UNESP), Botucatu, SP, Brasil.

[4] Professor Adjunto do Departamento de Reproducao Animal e Radiologia Veterinaria da Faculdade de Medicina Veterinaria e Zootecnia (FMVZ), Universidade Estadual Paulista(UNESP), Botucatu, SP, Brasil.
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Author:Matayoshi, Priscilla Mitie; de Souza, Priscilla Macedo; Ferreira, Rui Seabra, Jr.; Prestes, Nereu Ca
Publication:Veterinaria e Zootecnia
Date:Dec 1, 2012
Words:3873
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