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USO DA CORRENTE AUSSIE NA DOR MUSCULAR DE INICIO TARDIO.

INTRODUCAO

Atividades fisicas que causem altas cargas ou nao sejam costumeiras, normalmente associadas ao exercicio excentrico exaustivo, irao produzir dor muscular de inicio tardio (DMIT).

Atletas, amadores e profissionais, apresentam desconforto muscular e dor, que podem limitar suas atividades esportivas, contudo, mesmo em nao atletas ela pode aparecer apos qualquer atividade nao costumeira.

O exercicio fisico como causador de dor e classificado em agudo e tardio; a aguda ocorre durante o exercicio e pode continuar ate 4 a 6 horas. A DMIT ocorre geralmente entre 8 a 24 h apos exercicio, sendo que o pico ocorre de 24 a 72 horas, retornando ao seu estagio inicial em cinco a sete dias (Cheung, Hume, Maxwell, 2003; Meamarbashi, 2017; Mizumura, Taguchi, 2016).

Os mecanismos por tras da DMIT ainda nao sao totalmente entendidos, contudo e aceito que esta associada com lesao no arcabouco contratil e/ou tecido conjuntivo, com subsequente resposta inflamatoria (Hohenauer e colaboradores, 2015).

Tal resposta pode levar a sensibilizacao de fibras aferentes aos estimulos quimicos e mecanicos. A lesao microscopica muscular ocorre por ruptura mecanica de sarcomeros, tubulos T, miofibrilas, proteinas do citoesqueleto e reticulo sarcoplasmatico (Abad e colaboradores, 2017).

A hipotese do acido latico esta em descredito, pois os niveis de acido latico retornam aos basais dentro de horas apos o exercicio; portanto, ele pode participar da dor aguda ou iniciar DMIT, mas, nao quando esta atinge seu pico. Foi proposto um mecanismo no qual a ciclooxigenase-2 (COX-2), o fator de crescimento neuronal (NGF) e o fator neurotrofico derivado de celulas gliais (GDNF), produzido pelas fibras musculares e ou celulas satelites, mediadas pela acao da bradicinina, sao responsaveis pela DMIT (Mizumura, Taguchi, 2016).

Apesar da DMIT ser um quadro em que os individuos se recuperam da dor sem necessidade de tratamento, ela pode interferir no desempenho motor de atletas, e ha possibilidade que se torne uma lesao debilitante, resultando em dor cronica e hiperalgesia com alteracoes plasticas no sistema nervoso central, diminuicao na potencia maxima do musculo e na amplitude de movimento articular (Mizumura, Taguchi, 2016).

Desta forma, muitos metodos preventivos ou de tratamento tem sido propostos para aliviar a DMIT, como farmacologicos (anti-inflamatorios nao esteroides), camara hiperbarica de oxigenio, oleo de peixe e isoflavonas, cafeina, l-carnitina, vitaminas antioxidantes, e aminoacidos de cadeia ramificada, e tambem recursos tidos como fisioterapeuticos, como exercicios, alongamento, estimulacao eletrica nervosa transcutanea, ultrassom (Meamarbashi, 2017), crioterapia (Hohenauer e colaboradores, 2015; Murray, Cardinale, 2015), fototerapia, tanto com led quanto com laserterapia (Nampo e colaboradores, 2016).

Contudo, ou nao sao consistentes no alivio da dor ou apresentam um pequeno efeito, devido aos estudos conterem diversos vieses e pequenas amostras (Hohenauer e colaboradores, 2015; Meamarbashi, 2017; Nampo e colaboradores, 2016).

A eletroterapia pode ser definida como aquelas terapias que aplicam estimulos eletricos aos pacientes, dividida em 3 categorias: baixa frequencia (<1000 Hz), media frequencia (1000-300.000 Hz) e alta frequencia (>300.000 Hz), sendo que a estimulacao neuromuscular e apenas possivel com baixas e medias frequencias (Koel, Houghton, 2014).

A estimulacao eletrica neuromuscular (EENM) estimula potenciais de acao em receptores superficiais e intramusculares, gerando contracao muscular de forma direta, sendo utilizada para ganho de forca e funcao, mas, tambem para outras propostas como reducao de edema e dor (Bordiak e Silva, 2010).

As correntes de media frequencia sao consideradas importantes estimuladores, visto que sua caracteristica e ter menor impedancia quando comparada as de baixa frequencia, sendo que frequencias mais altas produzem estimulacao sensitiva mais agradavel, portanto, mais facilmente ajustada entre o desconforto e a producao de forca. Uma das correntes de media frequencia utilizada e a corrente Aussie, normalmente fornecida com uma frequencia de 1000 Hz e um ciclo de trabalho de 20% (Dantas e colaboradores, 2015).

Visto que clinicamente esta tambem e uma corrente utilizada abaixo do limiar de contracao, de forma continua, porem existe uma escassez de estudos sobre tal uso, mostrou-se relevante avaliar o uso desta corrente em um modelo de dor padronizado em humanos. Assim, o presente estudo teve por objetivo verificar o efeito da corrente Aussie na DMIT de voluntarias saudaveis sedentarias, e o comportamento da mesma com relacao a acomodacoes ao longo de diferentes sessoes.

MATERIAIS E METODOS

Este estudo teve carater experimental, transversal, cego por parte do avaliador e avaliado. Foi aprovado pelo Comite de Etica em pesquisa com seres humanos da Universidade Estadual do Oeste do Parana (Unioeste--Parecer 1.555.950). Antes do inicio do estudo, os participantes leram e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

A amostra de conveniencia composta por 20 individuos do sexo feminino, selecionadas de forma direta, foi aleatorizada em dois grupos: Grupo Controle (GC) ou Grupo Corrente Aussie (GCA), cada um contendo dez pessoas, de forma aleatoria e sem conhecimento sobre qual grupo havia sido alocado.

Os criterios de inclusao foram: possuir faixa etaria entre 18-30 anos, ser do sexo feminino e sedentaria ha pelo menos seis meses. Como criterios de exclusao considerou-se possuir algum tipo de doenca que contraindicasse a pratica de exercicio fisico, possuir dores osteomusculares precedentes e nao se enquadrar nos criterios de inclusao.

A intervencao foi realizada por meio da corrente Aussie, com uso do aparelho Neurodyn Esthetic (Ibramed[R]). A corrente foi utilizada na forma continua, com frequencia de 1 kHz, burst de 4 ms e modulada em 50 Hz, durante 20 minutos. A intensidade da corrente foi aumentada conforme ocorria a acomodacao do paciente, mantendo-se acima do limiar sensitivo, sendo que as voluntarias deveriam referir como intensa, mas, sem dor e/ou contracao. Foram cronometrados os tempos necessarios para que ocorressem os primeiros tres fenomenos de acomodacao da corrente, bem como a intensidade apresentada no leitor do equipamento (em miliAmperes), sendo que os dados foram analisados de acordo com as medias destas tres leituras, representando o valor observado no dia de avaliacao.

Tambem foi anotado o total de acomodacoes que ocorria em determinado dia, para desta forma comparar o comportamento da eletroestimulacao nos tres dias de uso da corrente Aussie.

Os eletrodos, de borracha-silicone, com 8 cm2 de area, foram posicionados com o individuo em decubito ventral, apos a assepsia do local, e uso de gel hidrossoluvel.

Os eletrodos foram posicionados de forma bipolar a 10 centimetros abaixo da fossa poplitea, um na regiao medial e outro na regiao lateral do grupo muscular triceps sural do membro dominante.

Os voluntarios foram submetidos no primeiro dia de intervencao (AV1) a Escala Visual Analogica de Dor (EVAD), com uso de escalimetro com marcacao de 0 (sem dor) ou 10 (maxima dor imaginavel), sendo indicado que a voluntaria deveria identificar na escala onde se posicionava a dor referida na regiao do triceps sural.

Apos, realizaram plantiflexao e dorsiflexao, em posicao ortostatica, com o antepe do membro estudado apoiado na ponta de um degrau, sendo o proprio peso corporal a carga utilizada, tendo um corrimao como apoio das maos, para diminuir riscos de queda.

Os individuos realizaram, respectivamente, contracao concentrica e excentrica do grupo muscular triceps sural, em cinco series de vinte repeticoes, com intervalo de 30 segundos entre as series.

Logo apos esses procedimentos, as amostras que pertenciam ao GC foram submetidas a um falso estimulo de eletroestimulacao, durante vinte minutos, e as amostras do GCA utilizaram a corrente Aussie, conforme citado. As intervencoes ocorreram durante quatro dias consecutivos.

Do primeiro ao terceiro dia (AV1, AV2, AV3) foi realizado o protocolo ja detalhado, tanto no GC como no GCA. No quarto dia (AV4) nao foi utilizada a eletroestimulacao, apenas foi realizada uma reavaliacao utilizando a EVAD.

Os dados foram avaliados com relacao a sua normalidade pelo teste de Shapiro-Wilks, posteriormente, foi utilizado o teste de Friedman, para as avaliacoes dentro dos grupos, e Mann-Whitney, para comparacao entre os grupos em momentos semelhantes de avaliacao.

Em todos os casos o nivel de significancia aceito foi de 5%, utilizando o programa Bioestat 5.0. Os graficos sao apresentados em mediana e quartis.

RESULTADOS

Para a EVAD, foi possivel observar na comparacao intragrupos, que ambos apresentaram comportamento semelhante, com diferencas significativas entre a AV1 com AV3 e AV4, bem como AV3 e AV4 (p<0,05) (fig. 1).

Quanto ao comportamento de acomodacao, com relacao a intensidade utilizada, observou-se diferenca entre o primeiro com o terceiro dia (p<0,05), indicando necessidade de maiores intensidades com o passar das terapias (fig. 2A).

Contudo, tanto para o tempo de acomodacao (fig. 2B) quanto para o numero de acomodacoes (fig 2C), nao houve diferencas ao comparar os tres dias de eletroestimulacao (p>0,05).

DISCUSSAO

Apos o uso de protocolos de exercicio fatigante, ocorre um desconforto muscular, notado horas depois da pratica do exercicio fisico, causando a DMIT, isto demonstra que o protocolo aplicado foi eficiente neste modelo de dor experimental, que pode ser mensurada pela EVAD (Abad e colaboradores, 2010; Foschini, Prestes, Charro, 2007; Franzes e colaboradores, 2016).

Tal caracteristica foi observada no presente estudo, pois, todas as voluntarias, relataram tal tipo de desconforto 24 horas apos realizarem os exercicios de planti e dorsiflexao de tornozelo, contudo, na comparacao estatistica, nao houve diferenca entre AV1 com AV2, mas, sim, a partir de 48 horas, que se estendeu ate ao menos 72 horas, com caracteristicas de aumento do sintoma.

Diversos recursos fisioterapeuticos sao citados como tratamento da DMIT, apesar de discordancias com relacao aos seus efeitos, como a crioterapia, termoterapia por adicao, exercicios e eletroterapia (Neves e colaboradores, 2017).

Dentre as modalidades eletroterapeuticas, pode-se citar a corrente interferencial, tambem com resultados contraditorios, pois Rocha e colaboradores (2012) observaram que a interferencial produziu reducao do limiar de dor a pressao em isquiotibiais com DMIT.

De forma semelhante, Franzes e colaboradores (2016) observaram reducao do quadro algico da DMIT para triceps sural. Contudo, Minder e colaboradores (2002) nao observaram efeitos da interferencial para DMIT em flexores de cotovelo.

A Corrente Aussie ou Corrente Australiana e uma corrente de media frequencia, modulada em baixa, assemelhando-se a Corrente Russa e a Corrente Interferencial, sendo que as diferencas com relacao a estas residem na frequencia base e no formato da modulacao (Sant'Ana, 2010).

A corrente Russa tem frequencia base de 2,5 kHz, modulada em 50 bursts retangulares, com ciclo de 50%, e duracao de 10 ms. Ja a corrente interferencial pode ser produzida por interferencia de duas correntes de media frequencia dentro do tecido a ser tratado (tetrapolar), ou de forma pre-modulada (bipolar), com base de 2, 4 ou 8 kHz, e modulacao (AMF) variando de 1 a 120 Hz; tem caracteristica sinosoidal, com duracao do burst incerta (Ward, 2009).

A corrente interferencial e utilizada principalmente visando produzir analgesia (Dohnert, Bauer, Pavao, 2015), como ja citado, inclusive em casos de DMIT (Rocha e colaboradores, 2012); ja a corrente Russa, basicamente e uma forma de produzir estimulacao eletrica neuromuscular, e ambas apresentam desvantagens frente a corrente Aussie, por esta possuir menor frequencia e duracao de burst, sendo que a mesma poderia interferir nos casos de dor, pelos mecanismos que a interferencial atua, como comportas, bloqueio da conducao nervosa e ate melhora do fluxo sanguineo local (Ward, 2009; Ward, Oliver, Buccella, 2006). Assim, no presente estudo foi apresentada a hipotese que esta poderia reduzir a algia na DMIT, o que nao foi comprovado.

Ainda, como esta forma de corrente e pouco explorada na literatura, principalmente com a finalidade analgesica, buscou-se avaliar o comportamento de acomodacao da mesma, visto que e um fenomeno comum em correntes eletricas de baixa (Krueger-Beck e colaboradores, 2011) e media frequencia (Guerra, Bertolini, 2012; Pivetta, Bertolini, 2012).

Com isso, ao longo dos tres dias de eletroestimulacao, foi possivel observar que a acomodacao foi um fenomeno comum, mas, aparentemente nao houve somacao dos efeitos diarios, pois, tanto o tempo medio necessario, quanto o total de acomodacoes nao foi diferente entre os dias.

Apenas, a intensidade media apresentou aumento na terceira terapia comparada a primeira, o que pode ter ocorrido, nao pela somacao, mas, sim pelo conhecimento da corrente por parte das voluntarias, com isso diminuindo um possivel temor pela corrente eletrica.

Salienta-se que outras formas terapeuticas tambem nao tem apresentado resultados analgesicos na DMIT (Bonfim e colaboradores, 2010; Minder e colaboradores, 2002), assim, nao e possivel generalizar que a Aussie seja ineficaz na producao de analgesia, sendo necessarias outras pesquisas deste recurso em diferentes formas de lesao.

Os principais sintomas da DMIT sao a sensibilidade e dor durante movimentos ativos. Porem, ha outros sinais relacionados a inflamacao como: edema, aumento nos niveis plasmaticos de creatina quinase (CK) e lactato desidrogenase (LDH), alem de reducao na forca muscular e amplitude de movimento articular (Meamarbashi, 2017).

Sugere-se assim que em futuros estudos, avaliando a eletroestimulacao na DMIT, possam ser inseridas tais formas de avaliacao.

CONCLUSAO

Concluiu-se que a eletroestimulacao pela Corrente Aussie nao produziu efeitos analgesicos na DMIT, mas, seu comportamento na acomodacao nao apresentou efeitos somatorios.

REFERENCIAS

(1)-Abad, C. C. C.; Ito, L. T.; Barroso, R.; Ugrinowitsch, C.; Tricoli, V. Efeito da massagem classica na percepcao subjetiva de dor, edema, amplitude articular e forca maxima apos dor muscular tardia induzida pelo exercicio. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Vol. 16. Num. 1. 2010. p. 36-40.

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Ana Karoline Cechinel (1), Flavia Bezerra Provazi Pesci (1) Gabriel Segatti (1), Gabriella Martins de Oliveira (1) Maria das Gracas Anguera (1), Gladson Ricardo Flor Bertolini (1)

(1)-Universidade Estadual do Oeste do Parana (Unioeste), Cascavel-PR, Brasil.

E-mails dos autores:

karol_cechinel@hotmail.com

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Endereco para correspondencia:

Gladson Ricardo Flor Bertolini

Rua Universitaria, 2069. Jd. Universitario.

Cascavel-PR, Brasil.

CEP: 85819-110.

Recebido para publicacao 19/06/2017

Aceito em 31/08/2017
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Author:Cechinel, Ana Karoline; Pesci, Flavia Bezerra Provazi; Segatti, Gabriel; de Oliveira, Gabriella Mart
Publication:Revista Brasileira de Prescricao e Fisiologia do Exercicio
Date:May 1, 2018
Words:3364
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