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Type of mini-cutting and substrate on vegetative propagation of angico-vermelho (Anadenanthera macrocarpa (Benth.) Brenan)/ Tipo de miniestaca e de substrato na propagacao vegetativa de angico-vermelho {Anadenanthera macrocarpa (Benth.) Brenan).

INTRODUCAO

Ao longo dos anos, a floresta nativa vem sendo fornecedora de produtos madeireiros para o comercio tanto interno quanto externo e, com a falta de reposicao das areas exploradas, houve significativa diminuicao da oferta, principalmente das especies de maior interesse madeireiro. A preocupacao com o abastecimento de materia-prima para carvao e outros produtos derivados da madeira, assim como a obrigatoriedade da restauracao florestal e as pressoes ambientais em relacao a perda de material genetico de grande valor e importancia economica e ecologica, tem conduzido ao estudo de especies nativas.

Entre as especies nativas potenciais, destacase o angico-vermelho (Anadenanthera macrocarpa (Benth.) Brenan), uma arvore que apresenta madeira muito utilizada no mercado interno, especialmente pelo emprego na construcao rural, civil e na producao de lenha e carvao (CARVALHO, 2003). Contudo, segundo esse autor, a producao comercial de mudas dessa especie via seminifera ao longo do ano tem sido limitada em razao de as sementes apresentarem recalcitrancia.

Diante desse fato, a propagacao assexuada pode ser uma opcao para a producao de mudas de angico-vermelho, sendo os estudos com metodos de propagacao vegetativa para a especie ainda bastante superficiais (SILVEIRAe PAULA, 1998; SANTOS, 2002; INOUE e PUTTON, 2007) para embasar a utilizacao em plantios comerciais. Entre as tecnicas de propagacao vegetativa, a miniestaquia destaca-se como metodo economicamente viavel de producao de mudas clonais de Eucalyptus, que tem permitido a uniformizacao dos plantios, maximizacao dos ganhos em produtividade e qualidade da madeira, alem de proporcionar alto porcentual de enraizamento (XAVIER et al., 2009), no entanto, em se tratando de outras essencias florestais, principalmente as nativas brasileiras, sao poucos os estudos. Na literatura, exemplos de aplicacao da miniestaquia foram realizados com sucesso em Ilex paraguariensis (WENDLING et al., 2007), Erythrina falcata (CUNHA et al., 2008), Toona ciliata (SOUZA et al., 2009), Sapium glandulatum (FERREIRA et al., 2010), Calophylliim brasiliense (SILVA et al., 2010), podendo ser aplicado na propagacao vegetativa de outras especies a exemplo do angico-vermelho.

Segundo Xavier et al. (2009), entre os fatores que exercem influencia no enraizamento de miniestacas, estao o tipo de substrato e o tipo de miniestaca utilizado. De acordo com Fachinello et al. (2005), o tipo de estaca utilizado vai influenciar o enraizamento, devendo-se observar a presenca e o numero de folhas, que constituem fonte de auxinas e carboidratos importantes no processo de enraizamento (HARTMANN et al., 2011). Entretanto, as folhas podem, em alguns casos, prejudicar o enraizamento pela perda de agua por transpiracao e pela presenca de compostos inibidores do enraizamento provindos da area foliar (ASSIS e TEIXEIRA, 1998).

Outro fator que pode influenciar o enraizamento e o substrato por ter como funcoes a sustentacao das estacas durante o periodo de enraizamento e a aeracao adequada ao desenvolvimento das raizes, bem como por proporcionar condicoes de umidade e nutricao para o crescimento do sistema radicial (XAVIER et al., 2009). O substrato ideal parao enraizamento depende da especie, do tipo de estaca, da epoca, do sistema de propagacao, do custo e da disponibilidade de seus componentes (HARTMANN et al., 2011). Segundo Xavier et al. (2009), diversas sao as opcoes de tipos de substrato, sendo os mais comuns nos viveiros de producao de mudas a areia, turfa, a serragem semidecomposta, casca de arroz carbonizada, o composto organico, a terra de subsolo, as fibras de coco, vermiculita e a mistura entre eles.

Diante da importancia do tipo de miniestaca e do substrato para o enraizamento, objetivou-se com o presente trabalho estudar o comportamento de tipos de miniestacas e substratos no enraizamento de progenies de meios-irmaos de angico-vermelho.

MATERIAL E METODOS

Instalacao e manejo do minijardim

O material experimental foi constituido de sementes de seis progenies de meios-irmaos de angico-vermelho (Anadenanthera macrocarpa), fornecidos pela Sociedade de Investigacao Florestal--SIF/UFV, sendo cada uma das progenies procedentes de um municipio da Zona da Mata Mineira (P1-Porto Firme, P12-Piranga, P17-Cajuri, P35-Santa Barbara do Tugurio, P45-Rio Pomba e P60-Guaraciaba). O estabelecimento do minijardim foi feito no Viveiro de Pesquisas do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Vicosa--UFV, no municipio de Vicosa--MG.

Conforme a tecnica de miniestaquia descrita em Xavier et al. (2009), o minijardim foi constituido de minicepas, obtidas pela propagacao via seminal de seis progenies de Anadenanthera macrocarpa. As mudas foram produzidas em tubetes plasticos de 55 [cm.sup.3] de capacidade, contendo como substrato composto organico Bioplant[R], sendo adicionados 8 kg de superfosfato simples e 300 g de osmocote[R] (na formulacao 16-06-10) por [m.sup.3] de substrato. Foram semeadas tres sementes por tubete, sendo o raleio (aos 30 dias) efetuado onde houve a germinacao de mais de uma semente. Ao atingirem altura media de 15 cm (40 dias), as mudas foram transferidas para o canaletao de areia e, apos 50 dias (periodo de adaptacao e crescimento das mudas), tiveram seus apices podados a altura de 10 cm da base, visando estimular a ocorrencia de brotacoes nas minicepas, que forneceram as miniestacas para o estudo.

O minijardim foi estabelecido em sistema semi-hidroponico utilizando canteiro suspenso, sob cobertura de plastico transparente de polietileno, sendo o canaletao composto por uma calha de cimento-amianto, com 7,5 m de comprimento e 0,8 m de largura, contendo no seu interior areia para a sustentacao das minicepas. Foram utilizadas 96 minicepas por progenie, alocadas no espacamento de 10 x 10 cm, com fertirrigacao por gotejamento distribuida quatro vezes ao dia, em uma vazao total diaria de 4 L [m.sup.-2].

A solucao nutritiva utilizada na fertirrigacao foi constituida pelas seguintes concentracoes dos sais: nitrato de calcio (0,920 g [L.sup.-1]), cloreto de potassio (0,240 g [L.sup.-1]), nitrato de potassio (0,140 g [L.sup.-1]), monoamonio fosfato (0,096 g [L.sup.-1]), sulfato de magnesio (0,364 g [L.sup.-1]), hidroferro (0,040 g [L.sup.-1]), acido borico (2,800 mg [L.sup.-1]), sulfato de zinco (0,480 mg [L.sup.-1]), sulfato de manganes (1,120 mg [L.sup.-1]), sulfato de cobre (0,100 mg [L.sup.-1]) e molibidato de sodio (0,040 mg [L.sup.-1]). A condutividade eletrica da solucao nutritiva foi mantida em 2,0 mS [m.sup.-2], a 25 [degrees]C.

Obtencao e enraizamento das miniestacas

Em periodos regulares de 26 dias, as minicepas proporcionaram miniestacas com comprimento entre 5 e 10 cm, contendo de um a dois pares de folhas. Imediatamente apos coletadas e preparadas, as miniestacas foram estaqueadas em casa de vegetacao climatizada (com umidade relativa do ar superior a 85% e temperatura media de 25oC), utilizando como recipientes tubetes plasticos de 55 [cm.sup.3] de capacidade. A adubacao de base foi composta por 8 kg [m.sup.-3] de superfosfato simples e 300 g de osmocote (NPK--16-06-10) misturados ao substrato de enraizamento. Na saida da casa de vegetacao, foi feita adubacao de cobertura, aplicando-se 2 mL muda-1 de fosfato monoamonico (2,0 g [L.sup.-1]), e na saida da casa de sombra, foram aplicados 5 mL muda-1 do formulado NPK (10-05-30) (6 g [L.sup.-1]).

Efeito do substrato e do tipo de miniestacas

Foram utilizados dois tipos de substratos, vermiculita e composto organico, e dois tipos de miniestacas, apical e intermediaria, conforme item anterior, no enraizamento adventicio das progenies de angico-vermelho, em delineamento de blocos ao acaso, em arranjo fatorial 2 x 2 x 6, constituido dos dois tipos de miniestacas, dois tipos de substrato e seis progenies, com quatro repeticoes e 10 miniestacas por parcela.

As avaliacoes feitas na saida da casa de vegetacao (40 dias) e da casa de sombra (50 dias) foram para sobrevivencia e raizes observadas na extremidade inferior do tubete. Aos 80 dias de idade, foram avaliados o porcentual de sobrevivencia, altura, o diametro de colo, numero de raizes e a massa seca da parte aerea e da raiz das miniestacas enraizadas. Os dados foram avaliados por meio de analise de variancia e teste de medias (Teste de Tukey a 5% de probabilidade), utilizando-se o software Estatistica 8.0 (Statsoft Inc. 2008).

Para as avaliacoes, as miniestacas enraizadas estavam com raizes maiores ou iguais a 0,5 cm, com emissao de brotacoes na parte aerea. Na contagem do numero de raizes, foram observadas as raizes emitidas diretamente da base das miniestacas. Foi feita a medicao da altura e do diametro de colo nas miniestacas com presenca de raiz e de brotacoes, sendo a altura determinada com uma regua milimetrada a partir do nivel do substrato ate a ponta da ultima folha, e o diametro de colo foi determinado ao nivel do substrato, por um paquimetro de precisao. Para a obtencao da massa seca, a parte aerea foi individualizada da parte radicular e mantida em estufa a temperatura de 55[degrees]C ate peso constante.

Efeito da reducao foliar e do tipo de miniestacas

A partir das minicepas, foram obtidas miniestacas com comprimento variando entre 5 e 10 cm, constituindo os seguintes tipos: MA10: apical com 10 cm de comprimento, contendo de um a dois pares de folhas, reduzidas a 25% de seu tamanho original; MI5: intermediaria, com 5 cm de comprimento, contendo de um a dois pares de folhas, reduzidas a 25% de seu tamanho original; MA5: apical com 5 cm de comprimento, contendo de um a dois pares de folhas, reduzidas a 25% de seu tamanho original; e MA10i: apical com 10 cm de comprimento e folha inteira. Utilizou-se o substrato organico, sendo o tipo de recipiente, adubacao e manejo das mudas especificados no item 2.3.

O delineamento experimental foi o de blocos ao acaso, em arranjo fatorial 4 x 6, constituido de quatro tipos de miniestacas (MAIO; MI5; MA5 e MA10i), e seis progenies, com quatro repeticoes compostas de 10 miniestacas por parcela.

As avaliacoes feitas na saida da casa de vegetacao (30 dias) e da casa de sombra (40 dias) foram quanto a porcentagem de sobrevivencia e de raizes observadas na extremidade inferior do tubete. Aos 70 dias de idade, foram avaliados o porcentual de sobrevivencia, altura, o diametro de colo, numero de raizes e a massa seca da parte aerea e da raiz das miniestacas enraizadas. Os dados foram interpretados estatisticamente por meio de analise de variancia e teste de media (Teste de Tukey a 5% de probabilidade), utilizando-se o software Estatistica 8.0 (Statsoft Inc. 2008).

RESULTADOS E DISCUSSAO

Efeito do substrato e tipo de miniestacas

Na saida da casa de vegetacao e da casa de sombra, nao foram observadas diferencas entre as miniestacas cultivadas nos diferentes tipos de substratos quanto a sobrevivencia e raiz observada na extremidade inferior do tubete. No entanto, foram observadas diferencas entre as progenies e os tipos de miniestacas quanto as variaveis analisadas (Tabelas 1 e 2).

Na Tabela 1, observa-se que existe diferenca entre as progenies para as variaveis analisadas na saida da casa de vegetacao e da casa de sombra. Na saida da casa de vegetacao, as medias para a sobrevivencia variaram de 66,2 % (progenie P60) a 95,8 % (progenie P12). Ja para raiz observada na extremidade inferior do tubete, as medias variaram de 18,8 % (progenie P60) a 50,5 % (progenie P45). Na saida da casa de sombra, as medias para a sobrevivencia variaram de 58,3 % (progenie P60) a 90,6 % (progenie P12), enquanto para raizes observadas na extremidade inferior do tubete, essa variacao das medias foi de 24,5 % (progenie P60) a 62,5 % (progenie P45).

Em relacao ao tipo de miniestaca, nao houve diferenca para o parametro sobrevivencia na saida da casa de vegetacao e da casa de sombra (Tabela 2). No entanto, nas avaliacoes a pleno sol, constatou-se diferenca quanto a sobrevivencia das miniestacas apicais (64,5%) em relacao as miniestacas intermediarias (52%). Alem disso, as miniestacas apicais foram superiores em relacao as intermediarias quanto a altura das miniestacas, numero de raizes por miniestaca e massa seca da parte aerea. Nao foi constatada diferenca entre os tipos de miniestacas para peso de massa seca de raiz.

As estacas intermediarias foram superiores as miniestacas apicais apenas quanto ao diametro de colo. Esse resultado esta correlacionado a variacao no diametro ao longo do ramo do qual foi coletado o material vegetal para a propagacao. Assim, as miniestacas apicais, por estarem na extremidade do ramo, apresentam menor diametro inicial do colo, ja as miniestacas retiradas da porcao intermediaria e basal do ramo se apresentam com maior diametro inicial de colo (HARTMANN et al., 2011).

De maneira geral, as miniestacas apicais apresentaram medias superiores as intermediarias, sendo que esta diferenca pode estar relacionada ao fato de as miniestacas intermediarias apresentarem maior determinacao celular, o que pode ter dificultado a capacidade dos tecidos em iniciar o processo de rizogenese, implicando menor competencia de retomaras condicoes meristematicas (desdiferenciar) e iniciar a formacao de raizes adventicias (rediferenciacao) (DAVIS et al., 1986). Outro fator que pode estar relacionado a este resultado e aproducao de auxinas, que exercem papel crucial no enraizamento adventicio (HARTMANN et al., 2011). Alem disso, por serem sintetizadas principalmente em regioes de crescimento ativo como primordios foliares, meristema apical e folhas jovens (RAVEN et al., 2007), as miniestacas apicais tiveram maiores niveis endogenos desse fitorregulador, o que contribuiu para as miniestacas apicais terem medias superiores.

Os resultados das caracteristicas analisadas a pleno sol permitiram observar a existencia de diferenca entre as progenies, independentemente da caracteristica analisada e do tipo de substrato, sendo que, em media, a progenie P12 apresentou resultados superiores as demais progenies (Tabela 3). A diferenca entre as progenies com relacao as caracteristicas avaliadas pode ser devida ao genotipo, concordando com Baiyeri e Aba (2005), que tambem observaram diferentes taxas de sobrevivencia na macropropagacao de Musa sp. em funcao do genotipo. No entanto, Tracz et al. (2009) nao observaram diferencas entre as progenies quanto ao enraizamento na estaquia de Bactris gasipaes. De acordo com Hartmann et al. (2002), existe grande diferenca na capacidade de enraizamento de estacas de plantas entre as progenies e dentro de uma mesma progenie.

Com relacao ao substrato (Tabela 3), independentemente da progenie, observa-se que as miniestacas cultivadas na vermiculita apresentaram, em geral, medias superiores em relacao as miniestacas cultivadas em composto organico quanto a sobrevivencia (entre 63,7% e 72,5%), enraizamento (entre 63,7% e 72,5%), altura (entre 9,2 cm e 11,8 cm), diametro do colo (entre 2,1 mm e 2,6 mm) e peso de massa seca de raiz (entre 0,3 g e 0,6 g). As miniestacas cultivadas no substrato organico apresentaram superioridade em relacao as miniestacas cultivadas em vermiculita para numero de raizes (entre 3,3 e 5,5). O melhor desempenho das miniestacas no substrato a base de vermiculita pode ser atribuido as propriedades fisicas deste substrato, que favorecem a aeracao do sistema radicular (GOMES, 2001). Goncalves e Minami (1994), Fachinello et al. (2005) comentam que a vermiculita e cada vez mais utilizada como substrato para o enraizamento de estacas herbaceas e semilenhosas devido a elevada porosidade e a boa retencao de umidade, caracteristicas altamente desejaveis no processo de enraizamento adventicio.

Alem disto, Vazques e Mesquita (2003) afirmam que o uso de vermiculita proporcionou uma melhor distribuicao e conformacao de raizes de Ixora coceina. O que tambem foi observado para as miniestacas das progenies de Anadenanthera macrocarpa, atraves da expressiva massa seca de raiz obtida no substrato a base de vermiculita. Vale ressaltar que o peso da massa seca de raiz esta diretamente correlacionado com o volume e quantidade de raizes, fatores primordiais para o melhor desenvolvimento das mudas apos o transplantio a campo. Silva et al. (2010), avaliando a eficiencia da tecnica de miniestaquia para a propagacao clonal de Calophylhim brasiliense, observaram que o substrato a base de vermiculita proporcionou reducao no tempo de permanencia das miniestacas em casa de vegetacao. Tracz et al. (2009) observaram na propagacao vegetativa de Bactris gasipaes que os substratos contendo vermiculita em sua composicao apresentaram medias de sobrevivencia e enraizamento das estacas superiores aquelas cultivadas nos substratos organicos puros.

Entretanto, Castro (2011) encontrou para estacas de Piptadenia gonoacantha as maiores medias de sobrevivencia e enraizamento quando cultivadas no substrato composto por material organico, sendo que as miniestacas cultivadas em vermiculita obtiveram menores medias. Este fato pode estar relacionado ao maior tempo de permanencia em casa de vegetacao (60 dias para o referido experimento) que, aliado a alta retencao de agua pela vermiculita, pode ter proporcionado maior umidade do substrato, dificultando o enraizamento e a sobrevivencia das estacas.

Portanto, o substrato tem papel fundamental no enraizamento adventicio, nao tendo apenas a funcao de suporte, devendo tambem apresentar caracteristicas que favorecam o crescimento radicular. Contudo, o sucesso na propagacao via miniestaquia nao e determinado apenas pelo substrato utilizado, mas depende de diversos outros fatores, tais como: controle das condicoes ambientais no ambiente de propagacao, tipo de estacas, nutricao das minicepas e resposta do material genetico ao enraizamento adventicio.

Efeito da reducao foliar e do tipo de miniestacas

As variaveis analisadas na saida da casa de vegetacao e da casa de sombra nao revelaram interacao entre os fatores tipo de miniestacas e progenies, havendo significancia (F < 0,05) somente dos fatores independentes. Entretanto, para as variaveis analisadas a pleno sol, foi observada interacao significativa (F < 0,05) entre tipo de miniestacas e progenies.

Na Tabela 4 sao apresentados os resultados de sobrevivencia e de raizes observadas na extremidade inferior do tubete. Avaliando a sobrevivencia, constata-se que nao houve diferenca entre os tratamentos quanto a esta variavel na saida da casa de vegetacao e da casa de sombra. Em relacao a porcentagem de raizes observadas na extremidade inferior do tubete entre as progenies, observa-se que a progenie da matriz 60 apresentou media inferior (31,3% e 42,5% na saida da casa de vegetacao e da casa de sombra, respectivamente) as demais.

Observou-se quanto ao tipo de miniestacas que as apicais de 10 cm de comprimento com folha inteira e as apicais com 10 cm de comprimento e folha cortada 25% do seu tamanho original foram superiores as demais para a porcentagem de raizes observadas na extremidade inferior do tubete na saida da casa de vegetacao e da casa de sombra (Tabela 4). Este resultado pode estar relacionado com a lignificacao dos tecidos, ja que as miniestacas com 5 cm estao muito tenras, necessitando de maior controle das condicoes ambientais durante o enraizamento, para evitar a desidratacao dos tecidos (XAVIER et al., 2009).

Na condicao de pleno sol, observa-se diferenca entre as progenies dentro de cada tipo de miniestaca (Tabela 5) e, independentemente da variavel analisada e do tipo de miniestaca, em geral a progenie P12 apresentou medias superiores as demais. Analisando o tipo de miniestacas dentro de cada progenie, observa-se para a variavel altura que, independentemente da progenie, as miniestacas apicais com 10 cm de comprimento e com a folha inteira e as apicais com 10 cm de comprimento, contendo de um a dois pares de folhas, reduzidas a 25% de seu tamanho original, foram superiores as demais.

As diferencas observadas entre as progenies podem ser explicadas pela variabilidade genetica. Segundo Xavier et al. (2009), as variacoes fenotipicas entre plantas propagadas via assexuada resultam da interacao entre os efeitos genotipicos, efeitos ambientais e da interacao "genotipo x ambiente". Como no experimento as progenies estavam todas sob uma mesma condicao ambiental, possivelmente as variacoes observadas nas caracteristicas avaliadas tenham advindo da diferenca entre os genotipos ou em funcao das diferencas entre ritmos endogenos da planta relacionados a fatores fisiologicos e morfologicos (MANKESSI et al., 2009).

A miniestaca apical com 10 cm de comprimento e com a folha inteira apresentou maiores medias, independentemente da progenie, para os parametros sobrevivencia (entre 63,3% e 100%), enraizamento (entre 63,3% e 100%), numero de raizes (entre 5,2 e 8,1) e massa seca da parte aerea (entre 0,2 g e 0,5 g) e da raiz (entre 0,4 e 0,9) (Tabela 5). Para o diametro de colo, as miniestacas intermediarias com 5 cm de comprimento, contendo de um a dois pares de folhas, reduzidas a 25% de seu tamanho original e a apical com 10 cm de comprimento e com a folha inteira, apresentaram medias superiores aos demais tratamentos. Portanto, verificou-se, com relacao ao tipo de miniestaca, que, independentemente da condicao de avaliacao e da variavel estudada, a miniestaca apical com 10 cm de comprimento e com a folha inteira apresentou medias superiores aos demais tipos de miniestacas. Desta forma, e recomendavel que nao se reduza a area foliar para miniestacas de Anadenanthera macrocarpa, pois estacas com a folha inteira permitiram um desenvolvimento semelhante ou superior as miniestacas com folha reduzida, alem de nao causar estresse nas miniestacas em virtude do corte foliar.

A superioridade das miniestacas apicais com 10 cm de comprimento e folha inteira, principalmente com relacao ao enraizamento, pode estar relacionada com a producao de substancias favoraveis ao enraizamento. De acordo com Hartmann et al. (2002), a presenca de 100% da area foliar ou mesmo de folhas cortadas e uma condicao previa para a producao de auxinas, cofatores de enraizamento e fotoassimilados, indispensaveis ao crescimento de novas estruturas, que sao translocados para a base da miniestaca, favorecendo a rizogenese. Segundo estes autores, diferentes materiais geneticos podem ter diferentes respostas ao enraizamento em funcao da presenca de folhas inteiras ou parte delas.

Por outro lado, as medias inferiores para as miniestacas intermediarias quanto as caracteristicas avaliadas, podem ser devidas a sintese de auxinas indutoras da rizogenese ser feita principalmente em regioes de crescimento ativo, como gemas terminais e primordios foliares, o que contribuiria para a elevacao dos niveis endogenos desse fitorregulador nas estacas apicais, refletindo-se em maior potencial de enraizamento (XAVIER et al., 2003, HARTMANN et al., 2002; BORGES et al., 2011).

Outro fator que pode ter influencia nas caracteristicas avaliadas e a maior lignificacao dos tecidos das estacas intermediarias. Segundo Hartmann et al. (2002), a lignificacao dos tecidos pode funcionar como barreira fisica para emissao de raizes, alem de estar relacionada, negativamente, com o nivel de auxina, visto que a peroxidase, enzima responsavel pela sintese de lignina, degrada a auxina.

Resultados semelhantes aos encontrados neste trabalho foram observados por Xavier et al. (2003) avaliando o enraizamento de cinco tipos de miniestaca--caulinar, caulinar apical, caulinar intermediaria, caulinar apical desfolhada e foliar na propagacao vegetativa de cedro-rosa (Cedrela fissilis) por miniestaquia. Estes autores observaram que o enraizamento da miniestaca caulinar foi, em media, superior aos demais tipos de miniestacas para as caracteristicas avaliadas. Para o genero Eucalyptus spp., tambem se tem observado que as estacas apicais, em geral, apresentam maior predisposicao ao enraizamento em comparacao com as intermediarias (BORGES et al., 2011; OLIVEIRA, 2011).

Alem disso, estaca com folha inteira reduz o risco de contaminacao por microrganismos em funcao da nao existencia de lesoes nas folhas, bem como proporciona aumento no rendimento do trabalho operacional de preparo das miniestacas. Resultado semelhante foi encontrado por Santana et al. (2010) ao avaliarem o efeito da reducao da area foliar na producao de mudas de oito clones de eucalipto, demonstrando que o nivel de 0% de reducao foliar pode ser adotado para a maioria dos clones avaliados.

Segundo Santana et al. (2010), a reducao da area foliar tem sido utilizada como premissa para minimizar a incidencia de patogenos, aumentar a eficiencia da irrigacao em virtude do efeito guardachuva, evitar a seca das miniestacas por transpiracao excessiva e diminuir a flexao das miniestacas em virtude do peso da lamina de agua sobre a folha. Entretanto, estes problemas nao foram observados no presente trabalho, devido a especie possuir folhas recompostas, tornando viavel a utilizacao de miniestacas apicais com 100% da area foliar.

De acordo com os percentuais de enraizamento obtidos pelas miniestacas apicais, a miniestaquia de Anadenanthera macrocarpa, a partir de material de origem seminal, indica ser tecnicamente viavel, tornando-se alternativa para producao de mudas dessa especie durante todo o ano, principalmente nas situacoes em que a semente for insumo limitante.

CONCLUSOES

Houve diferenca de resposta ao enraizamento para miniestacas cultivadas nos tipos de substratos e tipos de miniestacas, quanto as variaveis analisadas, entre as progenies de Anadenanthera macrocarpa estudadas.

A miniestaca apical cultivada no substrato a base de vermiculita proporcionou maiores medias para o enraizamento adventicio de progenies de Anadenanthera macrocarpa por miniestaquia.

A miniestaca apical com 10 cm de comprimento e com folha inteira mostrou-se mais adequada a propagacao vegetativa de angicovermelho (Anadenanthera macrocarpa) por miniestaquia, a partir de material seminal.

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem ao CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnologico), pela concessao de bolsas de estudo, e a Sociedade de Investigacao Florestal (SIF), pela disponibilizacao de material seminal de angicovermelho.

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Poliana Coqueiro Dias (1) Aloisio Xavier (2) Leandro Silva de Oliveira (3) Anne Caroline Guieiro Correia (4) Giovani Andre Barbosa (5)

(1) Engenheira Florestal, Dra., Professora do Departamento de Ciencias Vegetais, Universidade Federal Rural do Semiarido, Predio de Fitotecnia, Campus Leste, Av. Francisco Mota, 572, Costa e Silva, CEP 59625-900, Mossoro (RN). policoquciro@yahoo.com.br

(2) Engenheiro Florestal, Dr., Professor Associado do Departamento de Engenharia Florestal, Universidade Federal de Vicosa, Av. Peter Henry Rolfs, s/n, Campus Universitario, CEP 36570- 000, Vicosa (MG), xavier@ufv.br

(3) Engenheiro Florestal, Doutorando em Recursos Florestais, Universidade Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", Rua Saldanha Marinho, 2391, Vila Independencia, CEP 364f8- 395, Piracicaba (SP). leandroengflor@gmail.com

(4) Engenheira Florestal, Mestre em Ciencia Florestal, Universidade Federal de Vicosa, Av. Peter Henry Rolfs, s/n Campus Universitario, CEP 36570-000, Vicosa (MG), aguieirocorreia@yahoo.com.br

(5) Estudante do Curso de Engenharia Florestal, Universidade Federal de Vicosa, Av. Peter Henry Rolfs, s/n, Campus Universitario, CEP 36570-000, Vicosa (MG). giovani_juruaia@hotmail.com

Recebido para publicacao em 18/01/2012 e aceito em 13/11/2013
TABELA 1: Sobrevivencia (SOB) e raizes observadas na extremidade
inferior do tubete (ROEIT) de miniestacas de angico-vermelho
(Anadenanthera macrocarpa), na saida da casa de vegetacao e casa de
sombra, em funcao da progenie.

TABLE 1 : Survival rate (SOB) and roots percentage observed at the
bottom of the container (ROEIT) of angico-vermelho (Anadenanthera
macrocarpa) mini-cuttings in the greenhouse exit and shade house
exit, in function of progeny.

            Casa de vegetacao      Casa de sombra

Progenie   SOB (%)   ROEIT (%)   SOB (%)   ROEIT (%)

P1         87,5 ab   27,1  bc    80,2 a    39,6 b
P12        95,8 a    37,5  ab    90,6 a    62,0 a
P17        88,0 ab   42,7  a     80,7 a    58,9 a
P35        82,8 b    45,3  a     78,7 a    55,2 a
P45        90,6 ab   50,5  a     86,5 a    62,5 a
P60        66,2 c    18,8  c     58,3 b    24,5 c

Em que: Medias seguidas da mesma letra entre as progenies, em uma
mesma condicao de avaliacao, nao diferem entre si, pelo teste de
Tukey a 5% de probabilidade

TABELA 2: Sobrevivencia (SOB), raizes observadas na extremidade
inferior do tubete (ROEIT), enraizamento (ENR), altura, diametro de
colo (DC), numero de raizes, peso da materia seca da parte aerea
(PA) e do sistema radicular (PR) de miniestacas de progenies de
seis matrizes selecionadas de Anadenanthera macrocarpa, na saida da
casa de vegetacao, casa de sombra e pleno sol, em funcao do tipo de
miniestaca (apical e intermediaria).

TABLE 2: Survival rate (SOB), roots percentage observed at the
bottom of the container (ROEIT), rooting percentage (ENR), height,
stem diameter (DC), number of roots and dry mass of shoot (PA) and
root system (PR) of six progenies of Anadenanthera macrocarpa in
the greenhouse exit, shade house exit and full sunlight area, in
function of type of mini-cutting (apical and intermediate).

                           Tipo de
Condicao de avaliacao    miniestaca     SOB (%)   ROEIT (%)   ENR (%)

Casa de vegetacao       Apical          85.3 a     45.3 a       --
(40 dias)
                        Intermediaria   85.1 a     28.7 b       --

Casa de sombra          Apical          80.5 a     56.0 a       --
(10 dias)
                        Intermediaria   77.8 a     43.9 b       --

Pleno sol (30 dias)     Apical          65.4 a       --       65.4 a

                        Intermediaria   52.0 b       --       52.0 b

                           Tipo de
Condicao de avaliacao    miniestaca     Altura (cm)   DC (mm)

Casa de vegetacao       Apical              --          --
(40 dias)
                        Intermediaria       --          --

Casa de sombra          Apical              --          --
(10 dias)
                        Intermediaria       --          --

Pleno sol (30 dias)     Apical            11.0 a       2.1 b

                        Intermediaria      8.7 b       2.5 a

                                                        Massa seca (g)

                           Tipo de
Condicao de avaliacao    miniestaca     No raizes      PA

Casa de vegetacao       Apical             --          --
(40 dias)
                        Intermediaria      --          --

Casa de sombra          Apical             --          --
(10 dias)
                        Intermediaria      --          --

Pleno sol (30 dias)     Apical            3.7 a      0.8 a

                        Intermediaria      2 b       0.5 b

                           Tipo de
Condicao de avaliacao    miniestaca          PR

Casa de vegetacao       Apical              --
(40 dias)
                        Intermediaria       --

Casa de sombra          Apical              --
(10 dias)
                        Intermediaria       --

Pleno sol (30 dias)     Apical              6 a

                        Intermediaria       4 a

Em que: Medias seguidas de uma mesma letra entre tipos de
miniestacas e em uma mesma condicao de avaliacao nao
diferem entre si, pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.

TABELA 3: Sobrevivencia (SOB), enraizamento (ENR), altura (ALT),
diametro de colo (DC), numero de raizes (NR) e peso da materia seca
da parte aerea (PA) e do sistema radicular (PR) de miniestacas de
seis progenies (Prog.) de Anadenanthera macrocarpa aos 80 dias em
condicoes de pleno sol, em funcao do tipo de substrato (composto
organico--CO e vermiculita--Verm.).

TABLE 3: Survive rate (SOB), rooting percentage (ENR), height, stem
diameter (DC), number of roots (NR) and dry mass of shoot (PA) and
root system (PR) of six progenies of Anadenanthera macrocarpa in the
full sunlight area at 80 days, in function of substrate (organic
substrate--CO and vermiculate-Verm.).

Prog.   Substrato   SOB (%)    ENR (%)    ALT (cm)   DC (mm)

D1         CO       46, 7 Cb   46,7 Cb     8,9 Bb    2,0 ABb
          Venn.     63,7 ABa   63,7 ABa   9,7 ABa    2,6 Aa

P12        CO       63,8 ABb   63,8 ABb   10,5 ABa   2,5 Aa
          Venn.     72,5 Aa    72,5 Aa    10,8 ABa   2,6 Aa

P17        CO       78,8 Aa    78,8 Aa     7,8 Bb    1,9 Ba
          Venn.     62,5 Ab    62,5 Ab     9,2 Ba    2,1 Ba

P35        CO       42,5 Bb    42,5 Bb     9,4 Bb    1,8 Cb
          Venn.     67,9 Aa    67,9 Aa    11,8 Aa    2,2 Ba

P45        CO       49,2 Bb    49,2 Bb    11,3 Aa    1,9 Bb
          Venn.     68,8 Aa    68,8 Aa    9,9 ABb    2,4 ABa

P60        CO       62,5 ABa   62,5 ABa   9,8 ABa    2,1 ABb
          Venn.     64,7 ABa   64,7 ABa   9,7 ABa    2,5 Aa

                                Massa seca (g)

Prog.   Substrato      NR        PA       PR

D1         CO       4,4 ABCa   0,3 Aa   0,3 Ab
          Venn.      3,5 Bb    0,5 Aa   0,5 Aa

P12        CO        5,5 Aa    0,4 Aa   0,2 Ab
          Venn.      4,1 Bb    0,6 Aa   0,6 Aa

P17        CO        3,3 Ca    0,4 Aa   0,3 Ab
          Venn.      3,7 Ba    0, 6Aa   0,6 Aa

P35        CO       3,7 BCb    0,4 Aa   0,2 Ab
          Venn.      6,0 Aa    0,4 Aa   0,5 Aa

P45        CO       5,1 ABa    0,3 Aa   0,2 Ab
          Venn.      4,1 Bb    0,5 Aa   0,3 Ba

P60        CO        5,3 Aa    0,4 Aa   0,4 Aa
          Venn.      4,0 Ba    0,4 Aa   0,4 ABa

Em que: Medias seguidas de uma mesma letra maiuscula, entre as
progenies e um mesmo tipo de substrato, e as seguidas de uma
mesma letra minuscula dentro de cada progenie nao diferem
entre si, pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.

TABELA 4: Sobrevivencia (SOB) e raizes observadas na extremidade
inferior do tubete (ROEIT) de miniestacas de Anadenanthera
macrocarpa, na saida da casa de vegetacao e da casa de sombra, em
funcao da progenie e do tipo de miniestaca (MA10; MI5; MA5; MA10i).

TABLE 4: Survival rate (SOB) and roots percentage observed at the
bottom of the container (ROEIT) of angico-vermelho (Anadenanthera
macrocarpa) mini-cuttings in the greenhouse exit and shade house
exit, in function of progeny and type of mini-cutting (MA 10; MI5;
MA5; MA10i).

                         Casa de vegetacao       Casa de sombra

                        SOB (%)   ROEIT (%)   SOB (%)   ROEIT (%)

Progenie         P1     92,5 a     54,4 a     91,3 a     72,5 a
                P12     99,4 a     71,9 a     97,5 a     86,9 a
                P17     92,5 a     70,0 a     90,6 a     74,4 a
                P35     95,6 a     81,3 a     95,0 a     86,3 a
                P45     97,5 a     73,1 a     90,6 a     76,9 a
                P60     95,6 a     31,3 b     89,4 a     42,5 b

Tipo de         MA10    95,8 a     68,3 a     90,8 a     75,8 ab
  miniestaca    MI5     96,3 a     43,3 b     91,7 a     59,6 c
                MA5     93,8 a     63,3 ab    90,0 a     69,6 bc
               MA10i    96,3 a     79,6 a     97,1 a     87,9 a

Em que: Medias seguidas de uma mesma letra entre progenies ou tipo
de miniestacas e em uma mesma condicao de avaliacao nao diferem
entre si, pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. MAIO: apical
com 10 cm de tamanho, contendo de um a dois pares de folhas,
reduzidas a 25% de seu tamanho original; MI5: intermediaria com 5
cm de tamanho, contendo de um a dois pares de folhas, reduzidas a
25% de seu tamanho original; MA5 apical com 5 cm de tamanho,
contendo de um a dois pares de folhas, reduzidas a 25% de seu
tamanho original e MA10i: apical com 10 cm de tamanho e com a folha
inteira.

TABELA 5: Sobrevivencia (SOB), enraizamento (ENR), altura (ALT),
diametro de colo (DC), numero de raizes (NR) e peso da materia seca
da parte aerea (MSPA) e da raiz (MSPR), de seis progenies (P) de
Anadenanthera macrocarpa, em condicoes de pleno sol, aos 70 dias, em
funcao do tipo de miniestaca (MA10; MI5; MA5; MA10i).

TABLE 5: Survive rate (SOB), rooting percentage (ENR), height (ALT),
stem diameter (DC), number of roots (NR) and dry mass of shoot
(MSPA) and root system (MSPR) of six progenies of Anadenanthera
macrocarpa in the full sunlight area at 70 days, in function of type
of mini-cutting (MA10; MI5; MA5; MA10i).

Prog.   Tipo     SOB (%)     ENR (%)    ALT (cm)   DC (mm)      NR

P1      MA10     76,7 Ba     76,7 Ba    12,8 Aba   2,3 ABbc   3,8 Ab
         MI5    65,0 Bab    65,0 Bab     8,4 Ab    2,6 Aab    2,5 Bb
         MA5     53,3 Cb     53,3 Cb    8,8 ABb     1,9 Ac    3,3 ABb
        MA10i    73,3 Ba     73,3 Ba    12,9 Aa    2,7 Aba    6,5 ABa

P12     MA10     95,0 Aa     95,0 Aa    13,1 ABa   2,4 Aab    4,9 Ab
         MI5     86,7 Ab     86,7 Ab     9,1 Ac     2,7 Aa    2,9 ABc
         MA5     83,3 Ab     83,3 Ab    10,0 Ab     2,3 Ab    4,2 Abe
        MA10i   100,0 Aa    100,0 Aa    13,9 Aa     2,8 Aa    7,2 Aba

P17     MA10     90,0 Aa     90,0 Aa    13,3 Aba   2,3 ABb    4,1 Ab
         MI5     50,0 Cc     50,0 Cc     8,1 Ab     2,7 Aa    2,4 Be
         MA5     50,0 Cc     50,0 Cc    8,9 ABb     2,1 Ab    2,9 Bbc
        MA10i    76,7 Bb     76,7 Bb    12,9 Aa     2,3 Bb    5,7 Ba

P35     MA10     83,3 Aa     83,3 Aa    14,1 Aa     2,4 Ab    4,6 Ab
         MI5    73,3 ABb    73,3 ABb     8,5 Ab    2,5 Aab    4,2 Ab
         MA5     63,3 Bb     63,3 Bb    8,8 ABb     1,9 Ac    3,6 ABb
        MA10i   100,0 Aa    100,0 Aa    13,9 Aa    2,7 ABa    8,1 Aa

P45     MA10     83,3 Aa     83,3 Aa    13,1 ABa   2,2 ABab   3,8 Ab
         MI5     63,3 Ba     63,3 Ba     8,5 Ab    2,5 Aab    3,3 ABb
         MA5    70,0 ABab   70,0 ABab    9,7 Ab     2,1 Ab    3,9 ABb
        MA10i   86,7 ABa    86,7 ABa    14,1 Aa    2,7 ABa    7,5 Aba

P60     MA1O    53,3 Cab    53,3 Cab    12,5 Ba     2,1 Ba    4,2 Aab
         MI5     46,7 Cb     46,7 Cb     9,1 Ab     2,5 Aa    3,5 ABb
         MA5     45,0 Cb     45,0 Cb     8,3 Bb     2,1 Aa    2,8 Bb
        MA10i    63,3 Ca     63,3 Ca    13,2 Aa    2,5 ABa    5,6 Ba

                   Massa seca (g)

Prog.   Tipo      PA         PR

P1      MA10    0,2 Bb     0,3 Ab
         MI5    0,3 ABa   0,2 Abc
         MA5    0,2 Bb     0,2 Cc
        MA10i   0,2 Cb    0,7 ABa

P12     MA10    0,4 Aab    0,4 Ab
         MI5    0,4 Aab    0,3 Ac
         MA5    0,3 Ab     0,3 Ac
        MA10i   0,5 Aa     0,9 Aa

P17     MA10    0,3 ABa   0,4 Aab
         MI5    0,3 ABa    0,2 Ac
         MA5    0,2 Bb    0,2 BCc
        MA10i   0,3 Ba     0,4 Ba

P35     MA10    0,3 ABa    0,4 Ab
         MI5    0,2 Bb     0,2 Ac
         MA5    0,2 Bb    0,2 BCc
        MA10i   0,3 Ba     0,8 Aa

P45     MA10    0,3 ABb   0,4 Aab
         MI5    0,2 Bc     0,3 Ab
         MA5    0,3 Ab    0,3 ABab
        MA10i   0,5 Aa    0,6 ABa

P60     MA10    0,3 ABa    0,4 Aa
         MI5    0,2 Bb     0,2 Ab
         MA5    0,2 Bb    0,2 BCb
        MA10i   0,3 Ba     0,4 Ba

Em que: Medias seguidas de uma mesma letra maiuscula, entre as
progenies e um mesmo tipo de miniestaca, e as seguidas de uma mesma
letra minuscula dentro de cada progenie nao diferem entre si, pelo
teste de Tukey a 5% de probabilidade. MAIO: apical com 10 cm de
tamanho, contendo de um a dois pares de folhas, reduzidas a 25% de
seu tamanho original; MI5: intermediaria com 5 cm de tamanho,
contendo de um a dois pares de folhas, reduzidas a 25% de seu
tamanho original; MA5: apical com 5 cm de tamanho, contendo de um a
dois pares de folhas, reduzidas a 25% de seu tamanho original e
MA10i: apical com 10 cm de tamanho e com a folha inteira.
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Title Annotation:texto en portugues
Author:Dias, Poliana Coqueiro; Xavier, Aloisio; de Oliveira, Leandro Silva; Correia, Anne Caroline Guieiro;
Publication:Ciencia Florestal
Date:Oct 1, 2015
Words:7029
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