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Type 2 diabetes and resistance training: a review/Diabetes tipo 2 e treinamento de forca: uma revisao.

INTRODUCAO

A obesidade e considerada um problema de saude publica que leva a serias consequencias sociais, psicologicas e fisicas, sendo associada ao maior risco de morbimortalidade por enfermidades cronicas nao-transmissiveis (OMS, 1998).

Conforme Gurruchaga citado por Guttierres e Martins (2008), a obesidade gera resistencia insulinica em nivel pos-receptor. Isto provoca hiperinsulinemia compensadora, com sobre estimulo nas celulas beta do pancreas, podendo provocar ate mesmo falencia destas e tambem insensibilidade dos receptores perifericos. Isto resulta, primeiramente, em tolerancia a glicose diminuida, podendo progredir para o diabetes mellitus. A indisponibilidade das celulas em utilizar a glicose faz com que aumente a liberacao de acidos graxos do tecido adiposo, o que estimula a gliconeogenese hepatica, dificultando ainda mais a homeostase da glicose sanguinea. A hiperinsulinemia resultante tambem reduz a excrecao de sodio pelo organismo, o que provoca expansao do volume extracelular, aumentando o trabalho do coracao e do sistema cardiovascular periferico. A insulina aumenta a atividade do sistema nervoso simpatico, acarretando vasoconstricao, o que aumenta o risco cardiovascular.

Segundo a Associacao Americana de Diabetes (ADA) citada por Arsa e colaboradores (2009), o Diabetes Melittus (DM) e uma doenca endocrina caracterizada por um grupo de disturbios metabolicos, incluindo hiperglicemia e elevacao das concentracoes de glicose sanguinea posprandial, devido a uma menor sensibilidade insulinica em seus tecidos alvo e/ou por reduzida secrecao de insulina.

De acordo com a Organizacao Mundial de Saude (OMS) citado por Cardoso e colaboradores (2007), o diabetes mellitus tipo 2 e a terceira causa de mortalidade no Mundo, ou seja, acredita-se que 7,6% da populacao mundial sofram da doenca.

Conforme Blumenkrantz citado por Francischi e colaboradores (2000), a obesidade na regiao abdominal, pode elevar o risco de ocorrencia de diabetes melittus naodependente de insulina em dez vezes e para o aumento de 10% no peso corporal, ha aumento de 2mg/dl na glicemia em jejum.

Estudos ja demonstraram que o treinamento aerobico para pacientes com DM2, mostrou-se eficaz no controle da glicose (Ronnemma e colaboradores citado por Eves e Plotnikoff, 2006), aumento da sensibilidade a insulina e na reducao dos fatores de risco para doencas cardiovasculares (Boule e colaboradores citado por Eves e Plotnikoff, 2006).

Recentemente pesquisas tem verificado que o treinamento resistido resulta em melhoras similares ao treinamento aerobico, como controle glicemico apos realizacao de exercicio, reducao da hemoglobina glicada, melhora da sensibilidade a insulina (Cauza e colaboradores, 2005). Bem como a diminuicao da gordura visceral e subcutanea na regiao abdominal (Cuff e colaboradores, 2003). Alem disso, o treinamento de forca tem a capacidade de melhorar a forca muscular (Herriott e colaboradores, 2004), ganho de massa muscular magra (Ryan citado por Eves e Plotnikoff, 2006) e o aumento da densidade mineral ossea (Hurley e Roth citado Eves e Plotnikoff, 2006).

Mediante isso, essa revisao de literatura tem como objetivo verificar os mecanismos por meio dos quais o treinamento de forca provoca alteracoes metabolicas e celulares que podem agir positivamente para portadores de diabetes tipo 2.

REVISAO DE LITERATURA

De acordo com ACMS citado por Sigal e colaboradores, (2004) e recomendado o treinamento resistido duas vezes na semana, com o minimo de 8-10 exercicios envolvendo maiores grupos musculares, com o minimo de 1 serie de 10-15 repeticoes perto da fadiga.

Cauza e colaboradores (2005), fizeram comparacao entre treinamento de forca (TF) e treinamento de endurance (TE) durante 4 meses em 22 portadores de DM2, sendo 11 homens e 11 mulheres com idade media de 56 anos de idade. O treinamento de forca obteve melhor resultado do que o treinamento de endurance nos seguintes parametros metabolicos: glicose sanguinea, hemoglobina glicada, resistencia insulinica, HDL, LDL, triglicerideos e colesterol total.

Em outro estudo, Cauza e colaboradores (2005) verificaram a glicose sanguinea em 15 portadores de DM2, durante 48 horas apos 4 meses de treinamento de forca e treinamento de endurance. O treinamento de forca teve resultado significativo em relacao ao treinamento de endurance em relacao ao controle da glicemia pos-periodizacao preconizada no estudo.

Juel, Holten e Dela (2004), avaliaram os efeitos do treinamento de forca no lactato muscular e o conteudo de duas proteinas transportadoras MCT1 e MCT4, em dez homens com idade acima de 60 anos. A periodizacao realizada consistia em tres exercicios de perna, tres vezes por semana, durante 30 minutos, com duracao de seis semanas. Era realizado um aquecimento com exercicios leves para cada perna com 10-12 repeticoes e dois minutos de intervalo. Nas duas primeiras semanas de treino foram executadas tres series com 10 repeticoes, utilizando 50% de 1RM. Durante as quatro semanas restantes foram executadas quatro series de 8-12 repeticoes, com 70-80% de 1RM. Nas duas semanas finais as cargas foram ajustadas para que todas as series fossem realizadas com exaustao dentro do limite de repeticoes preconizadas. O intervalo era de 90 segundos entre as series e dois minutos entre os exercicios. No fim do tratamento, conclui-se que o treinamento de forca normalizou as taxas de MCT1, tendo em vista que o mesmo e reduzido no musculo esqueletico em pacientes com DM2.

Oito semanas de treinamento resistido associado ao treinamento de flexibilidade em pacientes com DM2, elevaram os niveis de forca em 40% nos membros inferiores e superiores (Herriott e colaboradores, 2004).

De acordo com Cuff e colaboradores (2003), o treinamento resistido em conjunto com o treinamento aerobico aumentou a disponibilidade de glicose e a densidade muscular em mulheres na pos--menopusa portadoras de DM2, alem de melhorar a insulina sensivel, devido a perda de gordura visceral e subcutanea na regiao abdominal.

Sessoes de treinamento de forca com duracao de 30 minutos, 3 vezes na semana, durante 6 semanas, aumentaram o conteudo proteico do GLUT-4, receptor de insulina, proteina [beta]-quinase, glicogenio sintetase e atividade total da glicogenio sintetase. Concluindo, eles aumentaram a acao da insulina no musculo esqueletico em ambos os grupos. A adaptacao e atribuida a contracao local mediada por mecanismos envolvendo proteinas-chave na cascata de sinalizacao da insulina (Holten e colaboradores, 2004).

A sinalizacao intracelular da insulina comeca com sua ligacao a um receptor especifico de membrana, denominado receptor de insulina (IR) (Patti e Kahn citado por Pauli e colaboradores, 2009), que ao ser ativado, resulta em fosforilacao em tirosina de diversos substratos, incluindo substratos do receptor de insulina 1 e 2 (IRS-1 e IRS-2) (Pessin e Saltiel, 2000; White, 1998). A fosforilacao das proteinas IRS criam sitios de ligacao para o fosfatidi-linositol 3-quinase (PI3q), uma proteina presente no citosol da celula, e que promove sua ativacao (Backer e colaboradores citado por Pauli e colaboradores, 2009). A PI3q e importante na regulacao da mitose, na diferenciacao celular e no transporte de glicose estimulada pela insulina. A ativacao da PI3q promove a fosforilacao da proteina quinase B (Akt), o que permite o transporte de glicose no musculo e no tecido adiposo, atraves da translocacao da proteina GLUT-4 para a membrana celular (Czech e Corvera citados por Pauli e colaboradores, 2009). Portanto, a ativacao da Akt resulta na translocacao do GLUT-4 para a membrana, permitindo a entrada de glicose por difusao facilitada. A pratica de atividade fisica regularmente estimula maior concentracao de GLUT-4 e promove captacao de glicose e reducao da sua concentracao sanguinea. Alem disso, o sinal transmitido pela PI3q ativa a sintese de glicogenio no figado e no musculo, e da lipogenese no tecido adiposo, se tornando uma via com papel importante no metabolismo da insulina (Pauli e colaboradores, 2009).

[FIGURE 1 OMITTED]

Em estudo realizado por Eijnde e colaboradores (2001) foi investigado o impacto da suplementacao oral de creatina sobre o conteudo proteico de GLUT-4 no musculo, glicogenio e concentracao total de creatina. O estudo foi realizado com 22 individuos saudaveis durante 2 semanas, com estes, tendo uma de suas pernas imobilizadas com gesso, seguido de 10 semanas de treinamento para reabilitacao. Metade dos individuos receberam suplementacao de creatina (20 g diarias durante o periodo de imobilizacao e 5 a 15 g diarias durante as tres primeiras e as ultimas setimas do treinamento de reabilitacao), enquanto os outros 11 individuos ingeriram placebo (maltodextrina). Foi demonstrado que a suplementacao de creatina preveniu a perda de GLUT-4 durante o desuso muscular (perna imobilizada) e aumentou o conteudo proteico do GLUT-4 acima de niveis normais durante a reabilitacao, o que aumenta a sensibilidade a insulina e a captacao de glicose pelo musculo. E baseado nestes achados, torna-se necessario avaliar, a longo prazo, os potenciais efeitos da suplementacao de creatina como estrategia para prevenir ou tratar doencas caracterizadas pela resistencia periferica a insulina, como o diabetes.

Em outro estudo realizado por Derave e colaboradores (2003), utilizando metodologia semelhante ao estudo anterior, tambem foi constatado a estimulacao do GLUT-4 e glicogenio muscular em humanos pela suplementacao oral de creatina quando combinado com mudancas nos habitos de atividade. Alem disso, a ingestao oral de um combinado proteico e creatina aumentaram a tolerancia a glicose, o qual esta supostamente independente as mudancas da expressao do GLUT-4.

Tokmakidis e colaboradores (2004) ao avaliaram os efeitos da combinacao do exercicio de forca e do exercicio aerobico em mulheres com DM2, observaram que esta combinacao, induziram avaliacoes positivas no controle da glicose, acao da insulina, melhoria da forca muscular e tolerancia ao exercicio fisico. O programa de exercicio de forca de 4-6 semanas (a 40-50% de 1-RM, cinco vezes por semana) suscitou em 48% na melhora da sensibilidade a insulina nos individuos com diabetes tipo 2 (Tokmakidis e colaboradores, 2004). Adaptacoes no musculo esqueletico, induzidas apos exercicio aerobico em diabeticos incluem a melhoria do V[O.sub.2]max, densidade capilar da fibra muscular e expressao do transportador de glicose (GLUT4) (Zierath, 2002; Sakamoto, 2002 citados por Tokmakidis e colaboradores, 2004).

Venables e colaboradores (2007), avaliaram o efeito agudo do exercicio sobre a tolerancia a glicose seguido de alimentacao pos-exercicio foi observado que houve diminuicao da glicose plasmatica e aumento da sensibilidade a insulina, no exercicio de forca comparado ao exercicio de endurance.

Castaneda e colaboradores (2002) mostram que o controle glicemico e anomalias associadas as sindromes metabolicas podem ser melhorados com o treinamento progressivo de forca (TPF).

Segundo Ibanes (2005) o treinamento progressivo de forca realizado duas vezes por semana em 9 homens idosos portadores de DM2, diminui a gordura abdominal e promoveu melhoras significativas em relacao a sensibilidade a insulina e a rapida absorcao de glicose.

Dunstan e colaboradores (2002) realizaram por seis meses um programa de treinamento progressivo de forca de alta intensidade combinado com moderada perda de peso no controle glicemico e na composicao corporal, em 36 homens e mulheres sedentarios com idade entre 60 e 80 anos, portadores de DM2 e com sobrepeso. A periodizacao do treinamento era realizada da seguinte forma: 3 vezes por semana, durante 45 minutos com nove exercicios, sendo executados 3 series de 8-10 repeticoes, com intervalo de 60 a 120 segundos entre elas. No final do tratamento, os resultados demonstram que os individuos treinados diminuiram a hemoglobina glicosilada e a glicose plasmatica de jejum, alem de aumentar as concentracoes de insulina em jejum. Diante das evidencias apresentadas, podemos afirmar que o treinamento progressivo de forca pode ser benefico sobre as variaveis metabolicas, ajudando na prevencao e no controle da DM2. No entanto, Misra e colaboradores, (2008), demonstrou que o treinamento progressivo de forca com intensidade moderada, realizado por tres meses, em pacientes asiaticos com DM2, aumentou a sensibilidade a insulina, o controle glicemico e diminui a gordura visceral e periferica.

Segundo Willey e Singh (2003) em diabeticos com complicacoes vasculares perifericas e nefropatia, o treinamento progressivo de forca apresenta grandes vantagens, pois a variedade de maquinas permite variacao do trabalho muscular. Isto diminui o risco de lesoes nos pes por movimentos repetitivos como ocorre durante a caminhada e outras atividades aerobicas.

O aumento da pressao arterial com o treinamento progressivo de forca implica cuidados com os pacientes com nefropatia, mas nao ha evidencia de que mudanca na pressao arterial induzida pelo exercicio aumente a progressao da doenca. Contudo, e aconselhavel que se evite atividades que excedam 200 mmHg da pressao arterial sistolica, visto que uma elevacao acima deste valor pode piorar a progressao da doenca. (Albright citado por Guttierres e Martins, 2008).

A manobra de valsalva e contracoes isometricas devem ser evitadas no treinamento, para nao aumentar a pressao intra-ocular (Aiello, Cahill e Wong, 2001).

Conforme Ciolac e Guimaraes (2004), os pacientes diabeticos, necessitam de atencao especial nos pes e no controle glicemico. O uso de palmilhas macias, bem como o uso de meias de algodao para manter o pe seco, e importante para minimizar traumas. Os pacientes devem ser orientados a verificar constantemente o aparecimento de bolhas e qualquer outro tipo de ferimento, antes e ao final de cada sessao de exercicio. Em pacientes em uso de insulina ou outro medicamento para controle da glicemia sanguinea, deve-se prestar atencao no horario dos medicamentos, para que o paciente nao realize a atividade em estado hipoglicemico.

CONCLUSAO

A partir das evidencias relatadas na revisao de literatura do presente artigo, podese concluir que o treinamento de forca e uma ferramenta importante para o controle, tratamento e prevencao do diabetes mellitus do tipo 2, pois promove o aumento da sensibilidade a insulina, eleva a captacao de glicose pelo musculo, reduz as concentracoes de lipideos sericos (como LDL e triacilglicerol), alem de potencializar forca muscular e o ganho de massa corporal magra, por meio de mecanismos de sinalizacao intracelular de insulina como o GLUT-4 e a via PI3q/Akt.

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Recebido para publicacao em 13/07/2009

Aceito em 28/08/2009

Fabricio de Paula [1], Samuel Amorim de Souza [1] Marcus Vinicius Pimenta de Avila [1]

[1-] Programa de Pos-Graduacao Lato-Sensu da Universidade Gama Filho--Bases Nutricionais da Atividade Fisica: Nutricao Esportiva.

Endereco para correspondencia: fabricionut@bol.com.br samuel.amorim.s@gmail.com marcusvinicius@nutricionista.com.br
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Author:de Paula, Fabricio; de Souza, Samuel Amorim; de Avila, Marcus Vinicius Pimenta
Publication:Revista Brasileira de Nutricao Esportiva
Date:Jul 1, 2009
Words:3084
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