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Tyndaya: The sacret mountain of Eduardo Chillida/Tyndaya: A montanha sagrada de Eduardo Chillida.

Introducao

Tindaya e uma montanha na ilha de Fuerteventura, nas Ilhas Canarias, em Espanha, e tambem a ultima obra de Eduardo Chillida, a aguardar execucao. E um cubo de 50 metros, escavado na pedra, no interior da montanha de Tindaya. Este cubo situa-se a meio da montanha e nao no seu sope. A entrada faz-se a meia encosta, atraves de um longo e gigantesco corredor subterraneo, dando para um enorme cubo escavado, com as dimensoes do Panteao de Roma. Este cubo subterraneo, esta vazio, e tem apenas tres perfuracoes: a entrada, a um canto, e noutros dois cantos, dois tuneis verticais de luz.

E uma obra altamente contestada, por ecologistas, arqueologos, gemologos e antropologos. A obra de Chillida inspira-se num cantico do seu amigo e poeta Jorge Guillen. Esta obra e um cubo vazio, e um cubo e a coisa menos simples que existe, e uma maquina de fazer imagens.

1. O Subterraneo, a Montanha e o Inferno

A obra de Chillida e particularmente contraditoria, e anacronica, ja que nela sentimos reminiscencias do inferno, do purgatorio e do paraiso, da Divina Comedia de Dante (sec. XIV). O purgatorio e uma montanha, numa ilha (Purgatorio, s.d.), a semelhanca de Tindaya. Possui uma porta a meio da encosta, que da acesso os seus varios niveis, em terracos circulares. No cimo da montanha encontra-se o paraiso. O purgatorio, serve essencialmente para a purgacao e a purificacao da alma que vai a caminho do paraiso.

Mas o espaco de Chillida, embora se encontre a meio da montanha, e subterraneo tendo apenas acesso por um longo corredor subterraneo. Este corredor subterraneo remete-nos para o Antro da Sibila, em Cuma, Italia (sec. VI a.C). Referida por Virgilio, na Eneida (sec. I a.C.), a Sibila de Cuma age como uma especie de guia para o mundo subterraneo, onde Eneias deveria descer para encontrar o seu pai morto e ouvir os seus conselhos. O corredor subterraneo e assim, desde a antiguidade, uma passagem para Hades, o reino dos mortos, do mundo subterraneo.

Mas o mundo subterraneo e tambem sinonimo de Inferno, em Dante. Em terracos circulares, a semelhanca da montanha do purgatorio, o inferno e a montanha invertida, virada para o centro da terra, em espaco escavado, negativo, vazio, como podemos observar no mapa do Inferno de Boticelli (sec. XV) (Figura 1).

2. A Caverna; a Prisao e os Carceres

Um espaco enterrado remete para um espaco encerrado, com a possibilidade da luz a entrar "por cima". E isto tanto podemos observar em Tindaya de Chillida como no espaco de prisoes, como observar em alguns desenhos de Gustave Dore (sec. XIX).

Mas esta luz que vem de cima num espaco encerrado, remete-nos indiscutivelmente para uma localizacao "abaixo", para uma localizacao em cave ou subterranea. E e algo que podemos observar tanto no espaco prisional, como em muitos exemplos de arquitectura, tanto antigos como modernos (Figura 2). Os Carceres de Piranesi (sec. XVIII), sao desenhos de espacos encerrados, devaneios arquitectonicos (Rocha, s.d.), que pela sua complexidade podemos associar a Escher (sec. XX), mas dificilmente podemos fazer analogias com a simplicidade do espaco de Chillida.

A associacao do subterraneo, da caverna, com uma prisao esta presente na alegoria da Caverna de Platao (sec. VI a.C.), nas cidades enterradas da Capadocia (sec. XVII a.C.), ou na caverna prisional da Nevada State Prison, nos E.U.A. (sec. XX) (The Cave, s/d).

3. Chillida e o Vazio

Em muitas das esculturas de pedra de Chillida, sao criados espacos no seu interior, quase arquitectonicos, rectos, que contrastam com a rugosidade da pedra por fora, como e o exemplo da sua escultura "O Profundo e o Ar" (titulo nos remete mais uma vez para a poesia de Jorge Guillen). Estes sao espacos vazios, onde pode entrar a luz e o vento. Toda a obra de Chillida prepara Tindaya, toda ela anda em redor do vazio e da materialidade dos elementos, e das suas relacoes com o humano, entendido aqui como uma relacao profunda do homem com o mundo. E toda a sua obra fala do mesmo. Podem ser pequenos desenhos "escavados," em que podemos sentir a rugosidade do papel, ou esculturas escavadas, ou uma enorme escultura em frente ao mar, intitulada "Elogio ao Horizonte", ou um cubo de ferro vazio, intitulado "Conselhos ao Espaco". Ate na sua primeira escultura podemos ver esta tematica, onde Chillida materializou um espaco negativo: o vazio entre as suas maos. O espaco permite o habitar do homem, no que ele tem de humano: "O espaco aporta o livre, o aberto para a morada e o habitar do homem." (Heidegger, 2009).

Para Chillida, o vazio, e tao simples (ou tao complexo), como o espaco no interior do seu corpo, que se molda a vida, a cada respiracao. Alem disso, o espaco vazio, tem uma dimensao espiritual, que encontra "eco" em cada ser. (Daly & S.J., s.d.)

4. A Contemplacao, o Exodo e o Deserto

E dificil nao relacionar Tyndaya de Chillida com a Roden Crater de James Turrel (1943). Mas porque razao escolhem estes dois artistas (Chillida e Turrel) o interior de uma montanha? Porque sao ambas montanhas deserticas, sem qualquer vegetacao? Chillida e Turrel sao artistas solitarios, caminhantes solitarios, e talvez por isso escolham um lugar solitario, um deserto humano. Mas e isso que os leva ao deserto, a uma montanha desertica? Sao artistas que contemplam o espaco e a luz, nas suas cambiantes infinitas, que contemplam o imaterial, e no caso de Chillida tambem o material: a materia de que as coisas sao feitas (Baranano, 1991).

No seu livro sobre J. Turrel, Didi-Huberman refere-se ao Exodo (DidiHuberman, 2001). Somos assim inevitavelmente remetidos para uma caminhada espiritual, pelo deserto, ate uma montanha, onde e possivel a comunicacao com Deus. Na Biblia, o deserto e tambem um lugar privilegiado para falar com Deus, e onde Jesus se refugia, para falar com o Pai. Sera que e esta uma das razoes que levam Chillida ao deserto, a esta montanha de pedra (Marmoka, Explora, TVE, & ETB), que esta mais perto do reino dos ceus? Apenas podemos dizer que Chillida levou aproximadamente 9 anos a escolher a sua montanha (Menendez & Landa, 2011), e uma vida inteira a preparar-se para ela.

5. O Monumento, o Cubo, a Morte e o Vazio

Porque existem tantos cubos na arte moderna? Cubos cheios, cubos vazios, grandes, pequenos, a flutuar, enterrados, feitos de ar, incompletos, feitos de ferro, madeira ou gelo, brancos, pretos e vermelhos, etc. (sec. XX- XXI)? Talvez tudo tenha comecado com os minimalistas, mas porque continua? Como nos diz Didi-Huberman, a imagem mais simples, nunca e simples, quando falamos de obras de arte (Didi-Huberman, 2011). Mas a fixacao pelo cubo, pela caixa pode ter conotacoes com a morte, como nos sugere Didi-Huberman (DidiHuberman, 2011), no exemplo do cubo preto de Tony Smith, no cubo nao-cubo de Alberto Giacometti, ou ao enterro de um cubo, de Sol LeWitt.

Mas esta fixacao pelo cubo, pode tambem estar relacionada com a arquitectura, com o espaco que nos contem, e que esta tao presente na obra de Chillida (Baranano, 1991). O cubo contem o vazio mas tambem contem a vida, a nossa vida ao habitarmo-lo. Quando Chillida se refere a pedra de que e constituida a montanha, afirma nao esta interessado na pedra mas antes no vazio (Marmoka, Explora, TVE, & ETB). E o vazio que lhe interessa, um cubo-vazio, um cubo- enterrado, um cubo-tumba (Belting, 2014).

Quando Chillida, nos fala de Tindaya, fala-nos de um monumento a tolerancia, para todos os homens (Menendez & Landa, 2011). E interessante observar como nos fala de um monumento e nao de uma obra. Diz-nos tambem que as suas dimensoes serao iguais as do Panteao em Roma (sec. II), monumento romano a todos os Deuses, tambem ele um enorme espaco vazio com uma entrada de luz gigantesca vinda do ceu (Suarez, 1995). E tambem interessante a relacao de Tindaya com a Kaaba, em Meca. Este "cubo-edificio", vazio no seu interior, embora nao tenha a monumentalidade do Panteao, e considerado por os muculmanos como sendo o lugar mais sagrado do mundo.

6. A Luz de Deus, da Morte e do Inferno

A luz vinda do ceu, que entra de cima em varios espacos arquitectonicos religiosos, pode ser observada no Panteao, como ja referimos, mas tambem em inumeros templos e igrejas de varias religioes, por todo o mundo. Nao e de estranhar a presenca da luz em espacos religiosos, pois a luz desde a antiguidade esta ligada a Deus, a deuses solares (Eco, 1989). No entanto tambem podemos encontrar a luz ligada a morte, em varios espacos arquitectonicos, como por exemplo na capela do cemiterio de Woodland (sec. XX), de E. G. Asplund (1885- 1940), ou em outras capelas mortuarias ou espacos afins. E curioso observar, como a luz nestes casos tambem vem de cima.

Mas pode uma luz, vinda de cima, chegar ao inferno? E aqui voltamos a referir Gustave Dore, (Audeh, s.d.) (Figura 3) e as suas inumeras ilustracoes do inferno de Dante (sec. XIX). O inferno e o fundo do poco, da montanha invertida, enterrada na terra. A ausencia de luz? Os desenhos de Dore contem uma luz vinda de cima, uma especie de "luz divina", que consegue chegar ao inferno, ao mundo subterraneo, iluminando diversas personagens, ou aparecendo anunciando-se no topo de um tunel de destruicao.

7. A Luz, a Ruina e o Mundo Virtual

A luz tambem entra nos espacos arruinados e abandonados. E esta luz da ruina que nos pode induzir a contemplacao. O gosto pela ruina, que se instaurou no seculo XVIII, esta presente nos desenhos romanticos de Piranesi (sec. XVIII). Mas o gosto pela ruina tambem pode hoje ser observado em inumeras fotografias contemporaneas de espacos abandonados, de Mathias Hacker (sec. XX-XXI). E interessante notar como em Piranesi e em Hacker a luz vem de cima, iluminando os espacos abandonados, arruinados. Encontramos ainda outros espacos abandonados ou destruidos, em que a luz vem de cima, como e o caso de Pompeia, ou de uma mesquita destruida no Iraque. A luz chega ao que o homem abandonou, e e atraves destas imagens, que lhes e restituido um espaco no mundo (Belting, 2014) (Figura 4).

Actualmente existem inumeros exemplos de imagens de mundos virtuais, onde sao criados espacos, onde a presenca da luz, da caverna, do mundo subterraneo, da montanha e do deserto, sao aqui revisitados (sec. XX-XXI). Nestes casos as imagens que observamos ja nao sao dadas por fotografias do real, mas por um mundo virtual totalmente construido de novo. Este mundo, e consciente ou inconscientemente ancorado numa memoria colectiva de imagens (Bredekamp, 2015), que junta em video-jogos, filmes, B.D. ou desenhos digitais, o inferno de Dante a "Guerra das Estrelas."

Conclusao

Tindaya de Chillida ... um vazio gigantesco escavado no interior de uma montanha. E como poderiamos ver o espaco, o vazio sem a luz? Nao podiamos. E de onde vem a luz? De cima. E como e o espaco? Um cubo. E onde esta? Debaixo de terra. E que faz o homem la dentro? Olha. Esta seria uma explicacao parecida aquelas que os artistas minimalistas dao sobre os seus "objectos especificos," mas como vimos nada e assim tao simples (Didi-Huberman, 2011). Este cubo vazio no interior da montanha, e uma maquina de fazer imagens, que aponta em muitas e contraditorias direccoes. A arte, o espaco e o seu jogo reciproco, e tambem e sempre, um "jogo" de perguntas (Heidegger, 2009) e as perguntas geram inevitavelmente imagens. Esta obra de Chillida, leva-nos a um verdadeiro caos de imagens, que pode ir desde o antro da sibila em Cuma (sec. VI a.C.), aos mundos virtuais do sec. XXI, ou desde Panteao em Roma e a adoracao a todos os deuses, ao purgatorio e inferno de Dante. A obra de Chillida surge de um sonho e de um poema, e de um desmedido desejo utopico de esculpir uma montanha, desejo ensaiado repetidamente em vida (Marmoka, Explora, TVE, & ETB), talvez mesmo em todas as suas obras anteriores. Vemos aqui uma obsessao, Phathos, que aos 61 anos, se manifesta num sonho (Freud, s.d.), onde surge uma montanha despojada do seu interior. E tambem atraves deste sonho que esta obsessao se transmuta, que passa de desejo utopico, latente, para a realidade do mundo concretizavel.

O espaco de Chillida, nao e o purgatorio, nem o inferno, e embora seja uma utopia, nao e o paraiso. Tindaya e uma tumba vazia. Um espaco isolado do mundo dos homens, um espaco no interior de uma montanha deserta e sagrada rodeada de mar, um espaco mistico, de transcendencia espiritual. "Os espacos profanos sao sempre privacoes de espacos sagrados frequentemente muito remotos." (Heidegger, 2009). A luz, a meu ver, tem aqui uma funcao "pratica," o deixar ver: o espaco, o vazio. Mas tambem instaura uma atitude contemplativa, do espaco, da propria luz, da mudanca e do tempo. E aqui aproximamo-nos mais de uma experiencia estetica, tambem "latente" nesta obra. Mas a luz em Tindaya, tambem se encontra inevitavelmente ligada a vida e a morte, a uma questao mistica. E assim voltamos ao poema que lhe deu origem: "A alma volta ao corpo /dirige-se aos olhos/ e choca.) Luz! Invade todo o meu ser. Assombro!" (Guillen, s.d.)

Referencias

Audeh, A. (s.d.). Gallery--Gustave Dore. Obtido em 2017, de The world of Dante: http://www.worldofdante.org/gallery_ dore.html

Baranano, K. M. (1991). Chillida--Escala Humana. Caja de Ahorros de Asturias.

Belting, H. (2014). Antropologia da imagem. Lisboa: KKYM + EAUM.

Bredekamp, H. (2015). Teoria do acto iconico. Lisboa: KKYM.

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Daly, R. J., & S.J., B. (s.d.). The Cross Altar by Eduardo Chillida. Obtido em 2017, de Fiedhelm Mennekes: http://www. artandreligion.de/index.php?idcatside=27

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Didi-Huberman, G. (2001). L'homme qui marche dans la colour. Paris: Les Editions de Minuit.

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Eco, H. (1989). Arte e Beleza na Estetica Medieval. Lisboa: Presenca.

Freud, S. (s.d.). A interpretacao dos sonhos. Brasil: Imago.

Guillen, J. (s.d.). El Sentido de la Vida--Mas Alla--George Guillen. Obtido em 2017, de Filosofar a los 16: http://filosofaralos16. webnode.es/elsentido-de-la-vida/mas-alla-jorge-guillen/

Heidegger, M. (2009). El arte y el espacio. Barcelona: Herder. Obtido em 2017, de http://wiki.ead.pucv.cl/ images/3/3f/268567785-El-Arte-y-ElEspacio-Heidegger-Martin.pdf

Hopkins, L. (s.d.). Features. Obtido em 2016, de Levi Hopkins Art: http://levihopkinsart. com/

Marmoka, Explora, TVE, ETB (Produtores), & Barrero, J. (Realizador). (s.d.). Chillida --Lo profundo es el aire [Filme]. Obtido de http://www.rtve.es/alacarta/videos/ imprescindibles/imprescindibles-profundoaire-chillida/3743068/

Menendez, S., & Landa, I. (19 de Janeiro de 2011). Renace la montana sagrada de Chillida. Obtido em 2017, de http:// cultura.elpais.com/cultura/2011/01/18/ actualidad/1295305210_850215.html

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Artigo completo submetido a 3 de Janeiro de 2018 e aprovado a 17 janeiro 2018

SARA ANTUNES PRATA DIAS DA COSTA, Portugal, arquitecto, artista, estudante de doutoramento.

AFILIACAO: Universidade de Lisboa, Faculdade de Arquitectura, CIAUD. Rua Sa Nogueira, Polo Universitario, Alto da Ajuda, 1349-063 Lisboa, Portugal. E-mail: saraantunesc@gmail.com

Caption: Figura 1. Sandro Botticelli, The Map of Hell, 1485. Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Divine_Comedy_ Illustrated_by_Botticelli

Caption: Figura 2. Gustave Dore, Newgate prison exercise yard, 1872. Fonte: https://fineartamerica.com/featured/ newgate-prison-exercise-yard-gustave-dore.html

Caption: Figura 3. Gustave Dore, Paradise Lost, 1866. Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/ File:Paradise_Lost_1.jpg

Caption: Figura 4. Atlas Mnemosyne de Aby Warburg. Fonte: http://www.mediaartnet.org/works/mnemosyne/ images/3/
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Title Annotation:2. Original articles/Artigos originais; texto en portugues
Author:Da Costa, Sara Antunes Prata Dias
Publication:GAMA
Article Type:Biografia breve
Date:Jul 1, 2018
Words:2706
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