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Treatment of compulsive eating related to obesity/Tratamento da compulsao alimentar relacionada a obesidade.

INTRODUCAO

A obesidade e uma doenca de dificil tratamento e elevada taxa de recidiva. Entre os obesos destacam-se o grupo dos comedores compulsivos, que representa em torno de 20 a 30% dos pacientes que procuram um tratamento para emagrecer. (Coutinho e Povoa, 2006).

Os transtornos alimentares sao fenomenos resultantes da interacao de fatores pessoais, familiares e socioculturais, caracterizados pela preocupacao intensa com alimento, peso e corpo. A pratica de dietas representa um risco para o desenvolvimento de transtornos alimentares (TA) ate 18 vezes maior (Souto, 2006).

O Transtorno da compulsao alimentar periodica (TCAP) e um tipo de transtorno alimentar caracterizado por episodios de hiperfagia, e a quantidade de alimentos envolvida nestes episodios e variavel, podendo ir desde quantidades um pouco superiores a ingestao habitual ate proporcoes extremamente exageradas (Appolinario,2006).

O estudo esta caracterizado como uma pesquisa bibliografica, delimitado nas variaveis relacionadas a Transtorno da compulsao alimentar periodica em obesos, analisados em livros, artigos impressos e on line, a partir do ano de 1999.

Portanto o objetivo do presente estudo e avaliar, atraves de uma pesquisa bibliografica a relacao do tratamento do transtorno da compulsao alimentar periodica em pessoas obesas.

Obesidade

Pode ser definida como um estado de deposito excessivo de gordura e atualmente e considerado como um problema de saude mundial devido ao crescimento em proporcoes epidemicas. Inumeras evidencias mostram que a distribuicao corporal de gordura no abdomen, mais do que a quantidade excessiva de gordura corporal e fator de risco para a morbidez e mortalidade cardiovascular. O padrao abdominal de distribuicao de gordura esta associado a alteracoes no metabolismo de carboidratos e de lipideos, hipertensao abdominal e doenca arterial coronariana (Halpern e colaboradores, 2006).

Etiologia da obesidade

A etiologia multifatorial da obesidade propicia estudos da etiopatogenia e consequentemente abordagens terapeuticas diversas. Persiste bem definido, no entanto, o principio termodinamico onde uma maior ingesta de calorias em relacao ao seu gasto ocasiona a obesidade. Esse desequilibrio na homeostase pode ser desencadeado por um aumento da ingesta energetica em relacao as necessidades metabolicas normais, ou por uma taxa metabolica anormalmente baixa associada a uma ingestao energetica normal ou em alguns casos ate menor que o normal, gerando um acumulo de energia sob a forma de gordura, alem de outras anormalidades metabolicas, como hiperinsulinismo, dislipidemia, resistencia periferica a insulina e doencas cardiovasculares. A obesidade nao e so um importante fator de risco cardiovascular, mas tambem esta associada a um aumento de ate 10 vezes no risco de hipertensao arterial e favorece o desenvolvimento de calculos biliares, de apneia do sono, de diversos tipos de cancer (de endometrio, ovario e mama), de artrite gotosa e de osteoartrite (Rascovski e colaboradores 2000).

Patologias associadas

A distribuicao da gordura corporal especialmente a gordura abdominal ou o acumulo de gordura na parte superior do corpo (obesidade androide), tem sido mais intensamente associada a morbidade mortalidade do que a obesidade da parte inferior do corpo (obesidade ginoide). A importancia da distribuicao de gordura corporal como um indicador de risco, demonstra que os individuos que sao portadores de obesidade androide tem maiores riscos de apresentarem patologias tais como diabetes mellitus, dislipidemias, patologias cardiovasculares e sindrome metabolica (Ribeiro, 1998).

Transtornos alimentares

Embora os transtornos alimentares estejam cada vez mais envolvidos com a modernidade, esta anormalidade ja era observada no seculo XVIII. Os transtornos alimentares sao sindromes comportamentais cujos criterios diagnosticos tem sido amplamente estudados nos ultimos 30 anos. Sao ainda descritos com transtornos e nao como doencas por nao se conhecer bem a sua etiopatogenia, mas sabe-se que a sua etiologia e multifatorial, composta de predisposicoes geneticas, socioculturais e vulnerabilidades biologicas e psicologicas. Estes transtornos podem ser classificados como: Anorexia Nervosa (AN), Bulimia Nervosa (BN) e Transtorno da Compulsao Alimentar Periodica (TCAP) (Claudino e Borges, 2002).

A Anorexia Nervosa caracteriza-se por uma recusa alimentar que leva a caquexia. Diversos criterios operacionais foram propostos para a anorexia nervosa, a maioria englobando basicamente: comportamento visando a perda de peso e sua manutencao abaixo do normal, medo de engordar, disturbio da imagem corporal e disturbio endocrino, como a amenorreia (Appolinario, 2000).

Embora os criterios diagnosticos da anorexia nervosa nao sejam a principio alvo de grandes controversias, algumas consideracoes merecem ser feitas. Ha certo consenso de que a perda de peso autoinduzida e necessaria para o diagnostico, porem a linha que separa o que seria minimamente normal e abaixo do peso nao e tao clara, em parte, em virtude da inexistencia de estudos que identifiquem o momento de instalacao dos sintomas de inanicao. Para padronizacao tem-se utilizado o Indice de Massa Corporea (IMC = peso/ altura 2) <17,5 (criterio utilizado pela CID-10) ou percentual de adequacao de peso inferior a 85% (criterio utilizado pelo DSM-IV), considerando-se tambem a situacao de pacientes em crescimento que apresentariam falhas em alcancar o ganho de peso esperado para o periodo (Ribeiro e colaborados,1998).

A Bulimia Nervosa refere-se a ingestao de uma quantidade exagerada de alimentos e esta ingestao exagerada nao visa apenas saciar a fome tambem exagerada mas atende a uma serie de estados emocionais ou situacoes estressantes (Claudino e Borges, 2002).

Russel (1979) em artigo classico foi o primeiro a definir e distinguir a bulemia nervosa como categoria independente da anorexia nervosa, propondo tres criterios basicos: Impulso irresistivel de comer excessivamente; evitacao dos efeitos "de engordar" da comida pela inducao de vomitos e/ ou abusos de purgativos, e medo morbido de engordar.

A bulemia nervosa parece ter evolucao mais favoravel que a anorexia nervosa, embora as pesquisas com bulemia nervosa ainda tenham pouco tempo de segmento. Os trabalhos indicam indices de recuperacao total entre 50% e 70%, conforme seus periodos de acompanhamento aos o manejo terapeutico. Todavia, as taxas de recaida situam-se em torno de 30 % a 50 % (Guiderline, 2000; Keel e colaboradores, 1999; Keel e Mitchel, 1997).

O Transtorno de Compulsao Alimentar Periodico consiste em um fenomeno complexo que vai muito alem do ato de comer grandes quantidades de alimento. Isto tambem se relaciona com fatores internos e externos considerando fatores organicos, sociais e psicologicos. Neste caso de transtorno alimentar nao ha purgacao como ocorre com a bulimia onde o individuo consome alimentos e os coloca para fora provocando vomitos ou utilizando outros metodos de purgacao como, por exemplo, tomando laxantes (Appolinario e Claudino, 2000).

Patologias associadas

Sao muito frequentes os transtornos psiquiatricos comorbidos aos transtornos alimentares, sobretudo entre aqueles individuos que procuram tratamento. As patologias afetivas ocorrem em 52% a 98% dos pacientes, sendo o episodio depressivo maior e a distimia ou mais comum (50% a 75%). Os transtornos ansiosos sao igualmente prevalentes nessa populacao, com indices que variam entre 65% em anorexicas e 36% a 58% em bulimicos, com predominancia de fobia social e transtorno obsessivo compulsivo (TOC) respectivamente. Abuso de substancias ocorre entre 30% a 37% na bulemia nervosa e entre 12% a 18% na anorexia nervosa. De 22% a 75 % dos pacientes com transtorno ansiosos tambem apresentam transtornos de personalidade, sendo os dos grupos B e C mais comuns na bulemia nervosa e os do grupo C mais frequentes na anorexia nervosa (Guidline, 2000; Herzog e colaboradores, 1996).

As complicacoes clinicas nos transtornos alimentares sao: Metabolicas e hidroeletroliticas (hipocalemia, hiponatremia, hipernatremia, hipomagnesemia e hiperfosfatemia), hipoglicemia, hipercolesterolemia, alcalose metabolica, acidose metabolica. Neurologicas (alargamento dos sulcos cerebrais, dilatacao dos ventriculos, atrofia cerebral reversivel); Oftalmologicas (catarata, atrofia do nervo optico, degeneracao da retina, diminuicao da acuidade visual); Endocrinas (Sindrome do eutiroidiano doente, pseudocushing, amenorreia, oligomenorreia, diminuicao da libido, infertilidade, atraso ou retardo do desenvolvimento puberal, osteopenia ou osteoporose); Gastrintestinais (esofagite, hematemese, retardo do esvaziamento gastrico, constipacao, prolapso retal, dilatacao gastrica, alteracao da funcao hepatica, hiperamilasemia, hipertrofia das glandulas parotidas e submandibulares); Renais (calculo renal, azotemia pre-renal, Insuficiencia renal); Bucomaxilares e faneros (Caries dentarias, queilose, ressecamento cutaneo, pele fria, palidez, hipercarotenemia, calosidade nos dedos ou no dorso das maos--Sinal de Russel, acrocianose); Pulmonares (Taquipneia, bradipneia, edema pulmonar, pneumomediastino); Hematologicas, Anemia, leucopenia, trombocitopenia, neutropenia. (Leal e Cabral, 2002).

Compulsao Alimentar

Estudos demonstraram variabilidades consideraveis no comportamento alimentar de comedores compulsivos tanto durante os episodios de compulsao alimentar como nos intervalos. Este comportamento foi descrito como caotico diferindo dos individuos portadores de bulemia nervosa e obesos sem transtorno da compulsao alimentar periodica (Grillo, 2002).

Alem disso, a compulsao alimentar tambem e acompanhada por sentimentos de angustia subjetiva, incluindo vergonha, nojo e/ou culpa. Alguns autores afirmam que um comedor compulsivo abrange no minimo dois elementos: o subjetivo (a sensacao de perda de controle) e o objetivo (a quantidade do consumo alimentar). Ha um consenso geral no aspecto subjetivo da compulsao para seu diagnostico, contudo ha controversias em relacao ao aspecto objetivo, quanto ao tamanho e a duracao de uma compulsao. Esta incerteza e refletida numa definicao imprecisa da grandeza de um episodio de compulsao alimentar, sobre uma quantidade que e definitivamente maior do que a maioria das pessoas comeria e, alem disso, seu criterio de duracao tambem e polemico (Stunkard, 2003).

Os portadores de transtorno da compulsao alimentar periodica apresentaram baixos relatos de dietas restritivas quando comparados a pacientes com bulemia nervosa, que alternam entre compulsoes e restricoes alimentares. Os episodios compulsivos variavam quanto a hora em que costumam ocorrer com perda de controle, a hora sem esta perda e/ou perda de controle sem o consumo de uma grande quantidade de alimentos (Grilo, 2002).

Diferentemente da bulimia nervosa, onde uma compulsao e claramente concluida por comportamento purgativo, no transtorno da compulsao alimentar periodica nao ha uma terminacao logica; consequentemente, a duracao tem sido designada num periodo de duas horas, uma solucao claramente insatisfatoria (Stunkard, 2003).

Tratamento de a compulsao alimentar medicamentoso

O tratamento farmacologico dos transtornos alimentares tem modificado nas ultimas tres decadas. A aplicacao de farmacos na anorexia nervosa baseia-se nas distorcoes da imagem corporal (que alguns autores consideram como uma forma de psicose), alem dos sintomas de depressao e tambem nas alteracoes de apetite. Na bulimia nervosa o foco do tratamento medicamentoso e voltado para os episodios de compulsao alimentar e os sintomas comportamentais relacionados e no transtorno da compulsao alimentar periodica os objetivos do tratamento medicamentoso envolvem a remissao ou a reducao dos episodios de compulsao alimentar, alem do controle da obesidade e depressao associadas (Appolinario e Bacaltchuck, 2002).

Na anorexia nervosa, muitos medicamentos tem sido observados ultimamente nesta patologia, sendo que a maioria dos estudos e realizada na fase aguda da doenca e que tem como foco principal o ganho de peso corporal. Ate o momento, as drogas estudadas na Anorexia Nervosa em ensaios clinicos randomizados foram os antidepressivos (clomipramina, amitriptilina e fluoxetina), os antipsicoticos (pimozida, supirida) e outros agentes (cipro-heptadina, litio, tetra-hidro-canabiol, clonidina, natrexona, hormonio do crescimento, zinco e cisaprida). E importante ressaltar que a maioria dos estudos avaliou apenas pacientes adultos, apesar da Anorexia nervosa iniciar-se frequentemente na infancia e na adolescencia. Desta forma, nem todos os resultados poderao ser generalizados a pacientes mais jovens (Borges e Medeiros, 2002).

Na bulimia nervosa, diversos medicamentos foram avaliados na bulemia nervosa, mas as drogas mais estudadas e frequentemente usadas sao os antidepressivos. Duas metanalises existem comparando antidepressivos com placebo no tratamento da bulemia nervosa. Os antidepressivos triciclicos, os inibidores da monoaminoxidase (IMAO) e os inibidores seletivos da recaptacao de serotonina (ISRS) foram os agentes avaliados. Os resultados dos estudos devem levar em conta varias limitacoes metodologicas, incluindo: amostras pequenas, altas taxas de abandono, com peso normal e idade superior a 18 anos e grande variacao na resposta ao placebo. Antidepressivos sao mais eficazes que placebo na reducao dos episodios de compulsao alimentar e de manobras purgativas. A resposta parece ser semelhante para as diversas classes de antidepressivos; Apesar da reducao nos sintomas ser importante (em torno de 60%) as taxas de remissao sao de cerca de 20% em media, e muito variaveis (de 0 a 68%); As taxas de abandono sao altas cerca de 35% dos pacientes demonstrando que o tratamento medicamentoso isolado nao e bem aceito pelos pacientes. Algumas classes de antidepressivos podem ter efeitos adversos negativos tais como ganho de peso, boca seca, constipacao, convulsoes, dificuldade em seguir dieta, etc; Pacientes que nao respondem a um antidepressivo podem responder a outro agente usado sequencialmente o efeito em longo prazo das medicacoes ainda nao foi estabelecido.

O tempo minimo de tratamento e de 6 meses. Mesmo em medio prazo (4 - 6 meses) a interrupcao precoce da medicacao e acompanhada de recaida (30 - 40%). Se nenhuma resposta e observada em 8 - 12 semanas o tratamento pode ser considerado nao eficaz. E importante observar fatores que possam causar falha terapeutica, como a nao absorcao completa do antidepressivo devido aos vomitos. Atores preditivos de resposta ainda nao foram identificados. Presenca de depressao nao e necessaria para obtencao de resposta terapeutica com antidepressivos. O mecanismo pelo qual os antidepressivos exercem seus efeitos nao e conhecido (Assumpcao e Cabral, 2002).

No transtorno da compulsao alimentar periodica uma categoria diagnostica muito recente, o conhecimento relativo a sua farmacoterapia ainda se encontra em estagio inicial. Algumas das informacoes sobre a eficacia terapeutica de agentes farmacologicos no transtorno da compulsao alimentar periodica derivam de estudos com pacientes portadores de bulemia nervosa do tipo naopurgativo. Apesar das limitacoes o tratamento farmacologico do transtorno da compulsao alimentar periodica e uma area que tem mostrado desenvolvimento promissor. O tratamento do transtorno da compulsao alimentar periodica deve levar em consideracao varios aspectos da sua apresentacao clinica tais como alteracoes de comportamento, as manifestacoes psicopatologicas associadas (sintomas depressivos e alteracoes da imagem corporal) e a obesidade. De maneira geral, grande parte dos agentes estudados evidenciam eficacia na reducao da psicopatologia alimentar nao acompanhada de perda de peso significativa. As medicacoes estudadas no transtorno da compulsao alimentar periodica incluem antidepressivos, naltrexona, agentes antiobesidade e topiramato. Os avancos recentes na pesquisa de novas abordagens farmacologicas para o tratamento da bulemia nervosa e do transtorno da compulsao alimentar periodica renovam as esperancas do surgimento de melhores tratamentos para os transtornos alimentares, inclusive para a Anorexia Nervosa que apresenta resultados desapontadores com a aplicacao de farmacos levando-se em conta a gravidade desta condicao clinica. Novas abordagens, enfocando basicamente a prevencao de recaidas com a fluoxetina e o uso dos novos agentes antipsicoticos estao sendo avaliadas (Appolinario e Bacaltchuck, 2002).

Tratamento da compulsao alimentar nao medicamentoso

Os portadores de transtornos alimentares caracterizam-se por apresentarem quadros clinicos graves, desafiadores e que devem exigir atencao e dedicacao do profissional de saude e das familias destes pacientes. A equipe multidisciplinar e fundamental para que haja resposta positiva no decorrer do tratamento (Latterza e colaboradores, 2004).

O trabalho de equipe de saude com os portadores de transtorno alimentar e arduo, desgastante e muitas vezes bastante longo, nao somente para os profissionais como tambem para a familia e as pessoas proximas destes portadores (Sicchieri e colaboradores, 2006).

Estes pacientes e suas familias muitas vezes encontram-se com particularidades importantes tais como: nao se perceberem doentes, sao levados ao tratamento contrariados e na grande maioria das vezes quando o caso ocorre com adolescente ha um conflito entre a familia por acharem que eles sao voluntariosos ou rebeldes (Souto, 2002).

Os portadores de Anorexia Nervosa quando chegam ao servico buscando tratamento muitas vezes apresentam grau de desnutricao III clas2sificada quando o IMC e menor que 15 kg/[m.sup.2]. Os casos diagnosticados como anorexia nervosa tipo bulimico da mesma forma, apresentam esta condicao, porem de maneira menos acentuada e os portadores de bulimia nervosa tipo purgativa normalmente sao eutroficos do ponto de vista antropometrico. Os pacientes com transtorno da compulsao alimentar periodica apresentam IMC maior do que os bulimicos, pois geralmente elas ingerem maior valor calorico do que as pessoas obesas sem compulsao alimentar (Guimaraes, 2002).

As caracteristicas dos habitos alimentares sao muito diversificadas e alteramse com frequencia, devido ao numero enorme de restricoes ou modismos alimentares e novas praticas para reduzir peso corporal divulgadas pela midia ou por outros meios de comunicacao (Field e colaboradores, 1997).

E importante observar que estes comportamentos geralmente sao ocultados ou negados, quando interrogados pelo profissional de saude num primeiro momento da avaliacao. Estas informacoes comecam a surgir a partir do momento em que ocorre a complicacao no quadro clinico e as interrogacoes ocorrem novamente ou quando passada a fase inicial de avaliacao, ha o estabelecimento do vinculo entre o profissional e o cliente (Souto,2002).

A equipe multidisciplinar deve ser formada por psicologos, psiquiatras, nutricionistas, endocrinologistas, enfermeiros e educadores fisicos. Deve-se levar em consideracao a inclusao de outras especialidades medicas caso seja necessario para combater as comorbidades. Para se estabelecer um diagnostico preciso e recomendar o melhor tratamento possivel, o clinico precisara reunir informacoes provenientes da entrevista clinica, de uma bateria de questionarios e dos diarios alimentares. Serao anexados alguns questionarios de avaliacao. Nao esquecendo de que a avaliacao e um processo dinamico, esta deve ser repetida varias vezes durante o tratamento (Saikali e Soubhia, 2004).

Como os transtornos alimentares sao doencas complexas, o tratamento efetivo deve contar com uma equipe de especialistas como ja foi citado e o nutricionista e o unico profissional qualificado para implementar a Terapia Nutricional, necessitando de formacao especial e experiencia na area, alem de interacao com os demais membros da equipe. Abaixo sera demonstrado um modelo de registro diario alimentar. E uma tecnica comportamental de automonitoracao, na qual os sentimentos associados aquele momento tambem sao registrados (Alvarenga e Larino, 2002).

Pesquisas de campo envolvendo compulsao alimentar e obesidade

Foram revisados, 10 artigos originais. Todos nacionais, publicados em revistas indexadas na area de psiquiatria, da educacao fisica e da nutricao, como por exemplo: Jornal de Pediatria, Revista Brasileira de Psiquiatria, Revista de Nutricao, Revista de Psiquiatria Clinica. As palavras--chaves que serviram de busca na internet foram: Transtornos Alimentares, Anorexia Nervosa e Bulimia Nervosa.

Os criterios de inclusao dos artigos foram que todos eles apresentavam pesquisas com grupos de diferentes padroes, mas que buscavam a mesma resposta que era saber se o individuo estava ou nao mantendo um habito alimentar adequado e se ocorria concordancia com a sua aparencia em relacao ao seu peso corporal demonstrando algum indicio de possivel transtorno alimentar.

Dos 10 artigos coletados, todos se referem aos Transtornos Alimentares. Os estudos variam com individuos jovens e adultos, nao ha uma predominancia de faixa etaria. A especificacao das amostras foi que dos 10 estudos, 1 foi analisado em atletas 7 foram realizados em estudantes e 2 em alvo aleatorio, pois nao tinham perfil de genero ou idade ou de atividade fisica.

Entre os 10 artigos, 3 mencionam que o tratamento dos Transtornos Alimentares deve ser levado em consideracao a terapia com equipe multidisciplinar e apenas 1 considera que a familia deve fazer parte do tratamento do paciente (Dunker, 2003).

O tempo de cada estudo varia entre 5 dias a 8 meses. Os metodos utilizados foram questionarios EAT (Teste de Atitudes Alimentares), BITE (Teste da Avaliacao bulimica de Edimburgo), Questionario de imagem corporal (BSQ) e ECAP. Os 3 primeiros questionarios sao os mais utilizados segundo Cordas (1999).

A tabela 2 demonstra o resumo das caracteristicas dos 10 artigos estudados.

CONCLUSAO

Devido a origem multifatorial dos transtornos alimentares sao necessarias avaliacoes tais como mensuracao do historico alimentar atraves do uso dos questionarios, aplicacao e monitoramento da atividade fisica e da imagem corporal, acompanhamento psicologico e/ou psiquiatrico, educadores fisicos, nutricionistas e de medicos para prescricao de farmacos adequados para cada necessidade e suas complicacoes. A inclusao da familia alem da equipe multidisciplinar no tratamento de pacientes com transtorno compulsivo alimentar periodico e de fundamental importancia, pois uma vez diagnosticados e tratados os transtorno compulsivo alimentar periodico, a obesidade e suas comorbidades poderao ser minimizadas ou ate mesmo sanadas trazendo uma qualidade de vida muito superior ao paciente.
Anexo 1 Teste de atitudes alimentares--E A T-26

S  MF F AV  R  N
( )( )( )( )( )( ) 1. Costumo fazer dieta.

( )( )( )( )( )( ) 2. Como alimentos dieteticos.

( )( )( )( )( )( ) 3. Sinto-me mal apos comer doces.

( )( )( )( )( )( ) 4. Gosto de experimentar novas comidas
                      engordantes.

( )( )( )( )( )( ) 5. Evito alimentos que contenham acucar.

( )( )( )( )( )( ) 6. Evito particularmente alimentos com ato teor
                      de carboidratos.

( )( )( )( )( )( ) 7. Estou preocupado(a) com o desejo de ser mais
                      magro(a).

( )( )( )( )( )( ) 8. Gosto de estar com o estomago vazio.

( )( )( )( )( )( ) 9. Quando faco exercicio penso em queimar
                      calorias.

( )( )( )( )( )( ) 10. Sinto-me extremamente culpado(a) depois de
                       comer.

( )( )( )( )( )( ) 11. Fico apavorado(a) com o excesso de peso.

( )( )( )( )( )( ) 12. Preocupa-me a possibilidade de ter gordura
                       no meu corpo.

( )( )( )( )( )( ) 13. Sei quantas calorias tem os alimentos que
                       como.

( )( )( )( )( )( ) 14. Tenho vontade de vomitar apos as refeicoes.

( )( )( )( )( )( ) 15. Vomito depois de comer.

( )( )( )( )( )( ) 16. Ja passei por situacoes em que comi demais
                       achando que nao ia conseguir parar.

( )( )( )( )( )( ) 17. Passo muito tempo pensando em comida.

( )( )( )( )( )( ) 18. Acho-me uma pessoa preocupada com a comida.

( )( )( )( )( )( ) 19. Sinto que a comida controla a minha vida.

( )( )( )( )( )( ) 20. Corto minha comida em pedacos pequenos.

( )( )( )( )( )( ) 21. Levo mais tempo que os outros para comer.

( )( )( )( )( )( ) 22. As outras pessoas acham que sou magro(a)
                       demais.

( )( )( )( )( )( ) 23. Sinto que os outros prefeririam que eu
                       comesse mais.

( )( )( )( )( )( ) 24. Sinto que os outros me pressionam a comer.

( )( )( )( )( )( ) 25. Evito comer quando estou com fome.

( )( )( )( )( )( ) 26. Demonstro autocontrole em relacao a comida.

Anexo 2

Teste de investigacao bulimica de Edimburgo--BITE

1. Qual e a sua altura?--

2. Qual e o seu peso atual?--

3. Qual e o peso maximo que voce ja apresentou?--

4. Qual e o peso minimo que voce ja apresentou?--

5. Qual e no seu entender, seu peso ideal?--

6. Voce se sente em relacao ao seu peso:

( ) muito gordo (a) (5)   ( )abaixo do peso (2)

( ) gordo (a) (4) ( ) muito abaixo do peso (1)

( ) medio (a) (3)

7. Voce tem periodos menstruais regulares?

( ) Sim ( ) Nao

8. Com que frequencia voce, em media, az as seguintes refeicoes?

               Todos       5 dias/  3 dias/  1 dia/  Nunca
               Os dias      sem.    Sem.     Sem.    Sem.

Cafe da manha    1           2       3        4       5

Almoco           1           2       3        4       5

Jantar           1           2       3        4       5

Lanche entre as
refeicoes        1           2       3        4       5

9. Voce alguma vez teve uma orientacao profissional com a finalidade
de fazer regime ou ser esclarecido(a) quanto a sua orientacao?

( ) Sim ( ) Nao

10. Voce alguma vez foi membro de alguma sociedade ou clube para
emagrecimento?

( ) Sim ( ) Nao

11. Voce alguma vez teve algum tipo de problema alimentar?

( ) Sim ( ) Nao

12. Caso sim, descreva com detalhes:--

1. Voce tem um padrao de alimentacao diaria regular?

( ) Sim ( ) Nao

2. Voce segue uma dieta rigida?

( ) Sim ( ) Nao

3. Voce se sente fracassado quando quebra sua dieta uma vez?

( ) Sim ( ) Nao

4. Voce conta as calorias de tudo o que come, mesmo quando nao
esta de dieta?

( ) Sim ( ) Nao

5. Voce jejuou por um dia inteiro?

( ) Sim ( ) Nao

6. Se ja jejuou, qual a frequencia?

( ) dias alternados(s) (5) ( ) de vez em quando (2)

( ) 2 a 3 vezes por semana (4) ( ) somente 1 vez (1)

( ) 1 vez por semana (3)

7. Voce usa alguma das seguintes estrategias para auxiliar na sua
perda de peso?

X dia               Nunca    De vez    1x/    2 a 3 x/
em quando           sem      sem       sem    sem

Tomar comprimidos   0        2         3      4
Tomar diureticos    0        2         3      4
Tomar laxantes      0        2         3      4
Vomitos             0        2         3      4

X dia               Diaria/e    2 a 3 x/    5 ou +
em quando           sem

Tomar comprimidos   5           6           7
Tomar diureticos    5           6           7
Tomar laxantes      5           6           7
Vomitos             5           6           7

8. O seu padrao de alimentacao prejudica severamente sua vida?

( ) Sim ( ) Nao

9. Voce poderia dizer que a comida dominou a sua vida?

( ) Sim ( ) Nao

10. Voce come sem parar ate ser obrigado (a) a parar por sentir-se
mal fisicamente?

( ) Sim ( ) Nao

11. Ha momentos em que voce so consegue pensar em comida?

( ) Sim ( ) Nao

12. Voce come moderadamente com os outros e depois exagera quando
sozinho?

( ) Sim ( ) Nao

13. Voce sempre pode parar de comer quando quer?

( ) Sim ( ) Nao

14. Voce ja sentiu incontrolavel desejo para comer e comer sem
parar?

( ) Sim ( ) Nao

15. Quando voce se sente ansioso(a), tende a comer muito|?

( ) Sim ( ) Nao

16. O pensamento de tornar-se gordo (a) o (a) apavora

( ) Sim ( ) Nao

17. Voce ja comeu grandes quantidades de comida muito rapidamente
(nao uma refeicao)?

( ) Sim ( ) Nao

18. Voce se envergonha de seus habitos alimentares?

( ) Sim ( ) Nao

19. Voce se preocupa com o fato de nao ter controle sobre o quanto
voce come?

( ) Sim ( ) Nao

20. Voce se volta para a comida para avaliar algum tipo de
desconforto?

( ) Sim ( ) Nao

21. Voce e capaz de deixar comida no rato ao final de uma
refeicao?

( ) Sim ( ) Nao

22. Voce engana os outros sobre quanto come?

( ) Sim ( ) Nao

23. Quanto voce come e determinado pela fome que sente?

( ) Sim ( ) Nao

24. Voce ja teve episodios exagerados de alimentacao?

( ) Sim ( ) Nao

25. Se sim, esses episodios deixaram voce se sentindo mal?

( ) Sim ( ) Nao

26.Se voce tem episodios, eles ocorrem so quando esta sozinho?

( ) Sim ( ) Nao

27. Se voce tem esses episodios, qual a frequencia?

( ) quase nunca (1) ( ) 1 vez por mes (2)

( ) uma vez por semana (3) ( ) 2 a 3 vezes por semana (4)

( ) diariamente (5) ( ) 2 a 3 vezes por dia (6)

28. Voce iria ate as ultimas consequencias para satisfazer um
desejo de alimentacao exagerado?

( ) Sim ( ) Nao

29. Se voce come demais, voce se sente muito culpado?

( ) Sim ( ) Nao

30. Voce ja comeu escondido?

( ) Sim ( ) Nao

31. Seus habitos alimentares sao o que voce poderia considerar
normais?

( ) Sim ( ) Nao

32. Voce se considera alguem que come compulsivamente?

( ) Sim ( ) Nao

33. Seu peso flutua mais de 2,5 kg em uma semana?

( ) Sim ( ) Nao

Avaliacao de resultados

1. Escala de gravidade

1.1 Itens 6, 7,27 = maior que 5_significativo
maior ou igual a 10--grande intensidade

2. Escala de sintomas

Itens 1, 13, 21, 23, 31--pontua-se nao

Outros itens--pontuam-se sim

2.3. Total:

2.3.1. Maximo escore= 30

2.3.2. Maior ou igual a 20 _ escore elevado, presenca de
comportamento alimentar compulsivo, grande possibilidade de
bulimia.

2.3.3. Entre 10 e 19_ escore medio, sugere padrao alimentar nao
usual, mas nao estao presentes todos os criterios ara bulimia.
Deve ser seguido de entrevista.


Anexo 3

Questionario sobre a imagem corporal--BSQ

Gostariamos de saber como voce vem se sentindo em relacao a sua aparencia nas ultimas quatro semanas. Por favor, leia cada questao e faca um circulo apropriado. Use a legenda abaixo.

1. Nunca

2. raramente

3. As vezes

4. Frequentemente

5. Muito frequentemente

6. Sempre
Por favor, responda a todas as questoes.

Nas ultimas quatro semanas:

1- Sentir-se entediada faz voce se        1    2    3    4    5    6
preocupar com sua forma fisica?

2- Voce tem estado tao reocupada com      1    2    3    4    5    6
sua forma fisica a ponto de sentir que
deveria fazer dieta?

3- Voce acha que suas coxas, quadril      1    2    3    4    5    6
ou nadegas sao grande Demais ara o
restante de seu corpo?

4- Voce tem sentido medo de ficar         1    2    3    4    5    6
gorda (ou mais gorda)

5- Voce se preocupa com o fato de seu     1    2    3    4    5    6
corpo nao ser suficientemente firme?

6- Sentir-se satisfeita (por exemplo,     1    2    3    4    5    6
apos ingerir grande refeicao) Faz
voce sentir-se gorda?

7- Voce ja se sentiu tao mal a respeito   1    2    3    4    5    6
de seu coro que chegou a chorar?

8- Voce ja evitou correr pelo fato        1    2    3    4    5    6
de q seu corpo poderia balancar?

9- Estar com mulheres magras az voce      1    2    3    4    5    6
se sentir preocupada em relacao ao
seu fisico?

10- Voce ja se preocupou com o fato       1    2    3    4    5    6
de suas coxas poderem espalhar-se
quando se senta?

11- Voce ja se sentiu gorda, mesmo        1    2    3    4    5    6
comendo uma quantidade menor de comida?

12- Voce tem reparado no fisico de        1    2    3    4    5    6
outras mulheres e, ao se comparar,
sente-se em desvantagem?

13- Pensar no seu fisico interfere em     1    2    3    4    5    6
sua capacidade de se concentrar em
outras atividades (como por exemplo,
enquanto assiste a televisao, le ou
participa de uma conversa)?

14- Estar nua, por exemplo, durante o     1    2    3    4    5    6
banho, faz voce se sentir gorda?

15- Voce em evitado usar roupas que a     1    2    3    4    5    6
fazem notar as formas do seu corpo?

16- Voce se imagina cortando for a        1    2    3    4    5    6
porcoes do seu corpo?

17- Comer doce, bolos ou outros           1    2    3    4    5    6
alimentos ricos em calorias faz voce
se sentir gorda?

18- Voce deixou de participar de          1    2    3    4    5    6
eventos sociais (como por exemplo,
festas) por sentir-se mal em relacao
ao seu fisico?

19- Voce se sente excessivamente          1    2    3    4    5    6
grande e arredondada?

20- Voce ja teve vergonha de seu corpo    1    2    3    4    5    6

21- A preocupacao diante do seu fisico    1    2    3    4    5    6
leva-lhe a fazer dieta?

22- Voce se sente mais contente em        1    2    3    4    5    6
relacao ao seu fisico quando de
estomago vazio (por exemplo pela
manha)?

23- Voce acha que seu fisico atual        1    2    3    4    5    6
decorre de uma falta de controle?

24. Voce se preocupa que outras pessoas
possam estar vendo dobras na sua          1    2    3    4    5    6
cintura ou estomago?

25- Voce acha injusto que as outras       1    2    3    4    5    6
mulheres sejam mais magras que voce?

26- Voce ja vomitou para sentir-se        1    2    3    4    5    6
magra?

27- Quando acompanhada, voce fica
reocupada em estar ocupando muito         1    2    3    4    5    6
espaco (por exemplo, sentado num soa
ou no banco de um onibus)?

28- Voce se preocupa com o fato de        1    2    3    4    5    6
estarem surgindo dobrinhas em seu
corpo?

29- Ver seu reflexo (por exemplo, num     1    2    3    4    5    6
espelho ou na vitrine de uma loja) faz
voce sentir-se mal em relacao ao seu
fisico?

30- Voce belisca areas de seu corpo       1    2    3    4    5    6
para ver o quanto ha de gordura?

31- Voce evita situacoes nas quais as     1    2    3    4    5    6
pessoas possam ver seu corpo (por
exemplo, vestiarios ou banhos de
piscina)?

32- Voce toma laxantes para se            1    2    3    4    5    6
sentir magra?

33- Voce fica particularmente             1    2    3    4    5    6
consciente do seu fisico quando em
Companhia de outras pessoas?

34- A preocupacao c seu fisico faz-lhe    1    2    3    4    5    6
sentir q deveria fazer exercicios?


REFERENCIAS

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Recebido para publicacao em 13/09/2008

Aceito em 20/10/2008

Edilene Aves Pessoa Baldam [1,2], Suzana Santos de Aguiar [1,3] Rafaela Liberali1, Francisco Navarro [1]

[1-] Programa de pos-graduacao lato sensu da Universidade Gama Filho em Obesidade e Emagrecimento

[2-] Graduada em Nutricao Universidade Santa Ursula

[3-] Graduada em Nutricao pela Universidade Federal Fluminense

Endereco para publicacao:

e-mail: suzananutricionista@oi.com.br

Av. Dr. Acurcio Torres, 533

Piratininga--Niteroi--Rio de Janeiro

24358-080
Tabela 1 - Modelo de diario alimentar

                        O que comeu
Data   Hora    Onde?    e quanto

       Compulsao                Sentimento
Data   Alimentar?   Purgacao?   associado

Fonte: Rev Bras Psquiatr 2002; 24 (Supl III): 39-43

Tabela 2 - Estudos analisados

Estudo                        Amostra

                    Numero     Idade           Genero

Vilela, 2004         1807      7 a 19     887 masc 920 fem

Philipa, 2003         288     15 a 18           Fem

Vieira, 2006          101        --        60 masc 41 fem

Bosi, 2006            193     20 a 23           Fem

Russo, 2005           102     18 a 32      55 masc 47 fem

Nunes, 2001           513     12 a 19           Fem

Fiates, 2000          221     19 a 25           Fem

Vitolo, 2005          491     17 a 55           Fem

Appolinario 2005     2858     12 a 29    919 masc 1939 fem

Souto, 2006            7      13 a 52           Fem

Estudo              Protocolo

                     Periodo           Questionario

Vilela, 2004         8 meses         EAT-26, BITE BSQ

Philipa, 2003         1 mes               EAT-26

Vieira, 2006          1 mes               EAT-26

Bosi, 2006              --            EAT-26 e BITE

Russo, 2005             --       Body Shape Questionnaire

Nunes, 2001          3 meses          EAT-26 e BITE

Fiates, 2000            --                EAT-26

Vitolo, 2005        6 semanas              ECAP

Appolinario 2005      5 dias          EAT-26 e BITE

Souto, 2006           1 dia        Questionario proprio

Estudo                            Resultado

Vilela, 2004                59% alegam sobrepeso

Philipa, 2003          21% demonstram Anorexia Nervosa

Vieira, 2006           52 % demonstram Bulimia Nervosa

Bosi, 2006              67 % apresentam alteracao no
                           comportamento alimentar

Russo, 2005           57 % apresentam medo de engordar

Nunes, 2001              47,2 % apresentam risco de
                           Transtornos Alimentares

Fiates, 2000             26,17 % apresentam risco de
                           Transtornos alimentares

Vitolo, 2005         18 % apresentam Compulsao Alimentar

Appolinario 2005     26 % apresentam Compulsao Alimentar

Souto, 2006            Todas apresentaram Historico de
                           sobrepeso ou obesidade
F - feminino M- masculino

BITE- Teste de Investigacao Bulimica de Edingurgh.

ECAP- Escala de Compulsao Alimentar

EAT- Teste de Atitude Alimentar

BSQ- Body Shape Questionnaire
COPYRIGHT 2008 Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino em Fisiologia do Exercicio. IBPEFEX
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Copyright 2008 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

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Author:Baldam, Edilene Aves Pessoa; de Aguiar, Suzana Santos; Liberali, Rafaela; Navarro, Francisco
Publication:Revista Brasileira de Obesidade, Nutricao e Emagrecimento
Date:Jul 1, 2008
Words:6377
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