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Traveler Artist: some cases in the Amazon/Artista Viajante: alguns casos na Amazonia.

Introducao

Neste artigo buscamos compreender processos empreendidos por alguns artistas viajantes contemporaneos na regiao norte do Brasil. Para tanto, comecamos refletindo acerca de artistas e cientistas-viajantes, que entre os seculos XVI e XIX tomaram parte de empreitadas na regiao, colaborando para a constituicao de um entendimento acerca de uma regiao que necessitava ser apreendida, nao so em suas caracteristicas naturais, sua fauna e flora, mas em multiplos aspectos culturais, contribuindo para a elaboracao de imagens e de um imaginario de Brasil, o que ainda hoje ocorre com novas expedicoes, executadas por artistas viajantes contemporaneos que tem olhado e pensado processos que vem ocorrendo no pais.

A imagem detem um poder imenso na construcao da cultura. E por meio dela que conhecimentos sao transmitidos, percepcoes constituidas e ideias difundidas. Assim, podemos atestar que a uma determinada identidade e constituida, tambem, pelas imagens que foram geradas sobre aquela comunidade. Dessa forma, ao pensarmos o artista viajante contemporaneo na Amazonia, vamos buscar olhar para o artista que se deparou com aquela imensidao seculos atras, para pensarmos aproximacoes, diferencas e elaboracoes construtivas. Podemos assim, citar, Antonio Guiseppe Landi (1713-1791), este um dos primeiros a desenhar a flora da Amazonia; Charles Marie La Condamine (1701-1774), que desceu o Amazonas ate Belem em viagem patrocinada pelo governo frances; Alexandre Rodrigues Ferreira (1756-1815), chefe da expedicao Viagem Philosophica; William John Burchell (1781-1863); Francois-Auguste Biard, (1798-1882), que viajou tambem pela regiao norte, chegando a explorar as margens do Rio Negro e Madeira; Joaquim Candido Guillobel (1787-1859); Georg Heinrich von Langsdorf (1774-1852), que tambem passou pelo Amazonas e Para; Joseph Leone Righini, (1830-1884), que atuou muito no Para; Bernard Wiegandt, (1851-1918), que esteve no Brasil entre 1875 e 1888, ficando no Para por algum tempo e produzindo imagens ali, dentre outros exploradores, como o fotografo portugues Felipe Augusto Fidanza (1847-1903), que atua fortemente na regiao para poder dar a ver a diversidade e a riqueza do que se produziu acerca deste territorio.

O que aproximava esses viajantes, alguns cientistas, outros artistas, vindos de lugares diferentes e detentores de percursos singulares e a maneira com a qual se dedicam a registrar as peculiaridades de uma terra nova, repleta de misterios. La Condamine publicou em 1745 Relation Abregee d'an Voyage Feit dan L'interieur del'Amerique Meridionale ... no qual continha um mapa do rio Amazonas, o primeiro baseado em medicoes astronomicas; Rodrigues Ferreira constituiu importante acervo de textos descritivos, desenhos e objetos recolhidos; Langsdorff publica diversos compendios sobre suas viagens ao Brasil e ira enlouquecer no Amazonas no final de viagem de 1829, vitima de febre tropical; Righini pintou inumeras paisagens na regiao norte do Brasil, em especial no Para, incluindo uma vista panoramica da cidade de Belem extremamente detalhada, presente no acervo do Museu da Universidade Federal do Para; Wiegandt capturara diversas vistas pelo pais, incluindo o Para, tendo realizado, tambem, a ilustracao do cartaz comemorativo da fundacao da cidade de Belem. Estes viajantes contribuiram sobremaneira para o entendimento desse territorio e de suas especimes naturais, bem como das relacoes estabelecidas por seus habitantes entre si e com o ambiente. Fidanza, alem de fotografo era pintor, o principal fotografo a atuar no Para na segunda metade do seculo XIX e inicio do XX, realizando fotos de estudio e registrando as profundas transformacoes urbanisticas ocorridas na cidade em decorrencia da opulencia proporcionada pelo ciclo da borracha, sendo, ainda, um dos pioneiros do cartao-postal fotografico no Brasil. Olhar para essas experiencias nos faz pensar em como se da, no contemporaneo, viagens de conhecimento e pesquisa empreendida por artistas viajantes.

Nesse contexto, buscamos apreender como os artistas viajantes envolveram-se com o lugar e constituiram um legado visual que forma um ideario amazonida e, a partir dessas imagens, olhar para o hoje e como alguns artistas vem encarando a regiao, atravessando-a. Logo, temos Luciana Magno, nascida no Para, que vem percorrendo a Amazonia e discutindo o corpo em relacao a paisagem, em processos de enfrentamento e de busca de mimeses com o ambiente, e que termina por ativar relacoes nem sempre faceis. Assim e em sua serie de videos (e fotografias) Organicos, em que procura modos de imersao nos ambientes, e em outro projeto de transito pelo pais, Telefone sem Fio, com o qual cruza as cinco regioes brasileiras em um estudio movel, por aproximadamente 6.037km, do Oiapoque, ao extremo norte do pais, percorrendo cidades entre os estados do Amapa, Para, Maranhao, Tocantins, Goias, Minas Gerais, Sao Paulo, Parana, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, findando sua rota na cidade Chui, ao extremo sul brasileiro.

Contemplada com o Edital Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais (10a edicao), em 2013, Magno desenvolveu Telefone sem Fio como uma expedicao a atravessar o Brasil, objetivando "a pesquisa como proposta de discussao e documentacao dos possiveis imaginarios e identidades culturais nas regioes do Brasil", como revela a artista no texto original do projeto submetido a Fundacao Nacional de Arte--Funarte:

Consiste num programa de trabalho, viagem e experimentacoes nas rodovias, estradas e BRs que cortam o Brasil num plano vertical, empreendendo 33 cidades e comunidades que se formam na borda do transito continuo, propondo a discussao de questoes de identidade cultural atraves do contato realizado por embate via comunicacao telefonica entre pessoas que vivem nestas cidades.

A obra acontece durante o deslocamento e as cidades sao a bases fixas do projeto movel, as ligacoes telefonicas tornam-se o lugar do encontro desses rastros delirios, testemunhos com o real. Atraves da fotografia, do video e da voz, a prova do acontecido se faz presente, documentada. Esses fragmentos (depoimentos, fotos, videos) tentam, em sua relacao intrinseca, propor a criacao de um nao-espaco, um encontro entre o ficcional, a memoria e o real: contrastar imaginarios, identidades e diversidades dos varios "Brasis". (Magno, 2013: 02)

Neste fluxo, a artista realiza diversas experimentacoes ao longo de cidades que se desenvolveram ao longo de rodovias e estradas, buscando estabelecer um intercambio, mesmo que provisorio entre habitantes e personagens que atravessam estes lugares, bem como lanca seu olhar para a questao da emigracao e imigracao, estimulando reflexao sobre os processos historicos desses lugares. Para Magno: "e a oportunidade de registrar processos iniciados em um ocorrido recente de expansao da habitacao e exploracao territorial no Brasil, em especial na regiao Amazonica" (Magno, 2013: 03). Tentar encontrar pontos de ligacao entre essas cidades, conecta-las por um fio invisivel, em uma comunicacao telefonica que deflagrasse a reflexao sobre os processos territoriais era uma dado de forte importancia para a artista. "E agucar a curiosidade para alem dos noticiarios sobre o que se passa em um pais que possui uma area de 8.514.876 Km2 (o quinto maior do mundo)" (Magno, 2013: 03), complementa.

Ordenar esse arquivo, com audio, videos, fotografias e textos atravessando um mapa, compoe uma delicada cartografia, com a qual a artista pretende dar a ver uma visao multifacetada do imaginario do brasileiro acerca do seu lugar e do outro, daquele proximo e do mais distante. Assim, o percurso e registrado e apresentado em site, www.lucianamagno.com/telefonesemfio/# e em livro que traz documentario em DVD. Essa jornada de Luciana Magno busca, tal qual os antigos viajantes, perceber os pormenores, as sutilezas e conexoes existentes entre lugares e habitantes, bem como o imaginario que estes tem acerca de um pais continental, buscando propiciar conectividade e apreensoes acerca do outro, do diferente.

Anterior a Telefone sem Fio, a serie denominada Organicos e o resultado do projeto contemplado pelo Edital de Bolsas 2013 do Instituto de Artes do Para, sendo fruto de um mergulho da artista em uma experiencia que interrelaciona performance, video, biologia, agronomia e geologia. Magno executou acoes nas regioes de Braganca, Ajuruteua, Fordlandia, Belterra, Santarem, Alter do Chao, Carajas, Serra Pelada, Maraba, Altamira, Xingu e ilhas do Combu. Essas localidades foram selecionadas devido as transformacoes sofridas na paisagem, dentre elas, as ocasionadas pelas obras da Usina Hidroeletrica de Belo Monte.

Nos videos a artista relaciona-se com o meio-ambiente, por vezes em performance minimas, nas quais "quase" e absorvida por este, por meio da busca de mimeses, em outras o corpo da artista aparece em embate com situacoes especificas do lugar. Alem das viagens e realizacoes de performances orientadas ao video, o projeto constituiu uma instalacao no Instituto de Artes do Para --IAP. "Desde o inicio da bolsa, venho plantando algumas mudas, junto com a equipe do IAP, tentando manter uma area mais natural, sem grandes interferencias do paisagismo. Os videos vao ser exibidos no jardim, porque todo o processo veio da natureza, queria que a mostra comungasse disso tambem", esclareceu a artista em materia difundida na pagina G1 PA da Globo.com.

Estas performances orientadas para o video, que comecam em Organicos, serao desdobradas ao longo do trajeto de viagem no projeto Telefone sem Fio, em que as diversas experiencias da artista-viajante-pesquisadora se fundem, aflorando por meio de performances (somando para a serie Organicos) e de outras documentacoes em video, audio, fotografias e textos, que compoem Telefone sem Fio. E no fluxo do trajeto de sua exploracao que Luciana Magno vai estabelecendo quais os mecanismos de resposta aquilo que vive na viagem, na coleta de dados, na troca informacoes com os moradores e prova em seu corpo as particularidades do lugar. Contemporanea, sua excursao coleciona um conjunto de aspectos, que desdobram-se na pagina do projeto na internet, na publicacao e no documentario, formando um rico documento do processo empreendido pela artista ao cruzar o Brasil. Longe de desejar constituir uma compreensao totalizante do pais, Magno revela nas frestas--em sua roadtrip, acompanhada pelo companheiro, o artista e filosofo Solon Ribeiro--, fragmentos de nossa disjuncao, em uma colagem de ideias, sensacoes e atravessamentos.

Outra artista da Amazonia, a tambem paraense Keyla Sobral, perfaz todos os nove estados que compoem a Amazonia Legal em um projeto de arte a convite do Servico Social do Comercio--SESC, realizando exposicoes e ministrando oficinas. Neste percurso, aproveita para mapear a situacao da producao artistica nos lugares, dialogando com artistas e produtores culturais, realizando uma cartografia que deflagra sua dissertacao de mestrado Fluxo Norte: Sobre Diarios de Bordo e Cartografia Poetica de Determinada Producao de Artes Visuais na Amazonia (PPGARTES--UFPA) e que revela uma cena artistica e isolada, pungente e atual, fazendo uma analise, por meio das interlocucoes e diarios de bordo, colocando-se, ainda, tambem na condicao de uma artista em uma cidade periferica do pais. Aqui, nos debrucaremos a realizar uma leitura do projeto, a partir de sua dissertacao de mestrado, bem como de um dos seus diarios de bordo, livro de artista, que Sobral entrega a sua banca de defesa em formato fac- simile.

Sua pesquisa buscou instaurar uma cartografia poetica e analitica de um conjunto de artistas visuais que vivem na Amazonia Legal, a partir do contato estabelecido por meio de viagens realizadas por Sobral nesse territorio entre 2013 e 2014. Trabalhando com o conceito de Contemporaneo, desenvolvido por Giorgio Agamben, para observar como os artistas com os quais travou contato em suas viagens atuam e pensam a regiao. Alem disto, ancora-se no conceito de Cartografia utilizado por Virginia Kastrup, para constituir uma cartografia subjetiva da regiao, registrada em cadernos de artista, alem de reportar-se, tambem a ideia de diario, encontrados em Mario de Andrade, Maria Gabriela Llansol e Maurice Blanchot, "com a intencao de (re) descobrir a regiao atraves da escrita, compreendendo esta como parte do percurso de entendimento sobre a Amazonia", como aponta no resumo de sua dissertacao.

Algo que aproxima essas viajantes contemporaneas e a clareza de que seus percursos nao sao totalizantes, sao frutos de experimentos que lidam com a incompletude, com o fragmento, com a subjetividade, como aponta Sobral logo na introducao da dissertacao.

Atravessar a Amazonia em varias noites luzidias em busca da construcao de mapas, em busca de um pertencimento da regiao que sempre foi meu. Fluxo Norte e lancar- se a experiencia dos encontros, de conhecer parte de uma regiao tao vasta quanto a Amazonia e fazer um recorte pessoal sobre as artes visuais baseadas nas experiencias vividas, misturando relatos e experiencias plasticas em seu conteudo.

No entanto, o trabalho nao tem pretensao de ser um retrato definitivo da producao de arte na regiao norte, e, sim, um resultado de uma experiencia pessoal de pesquisa e viagens. Trata-se de uma travessia, atravessamento, sobre uma investigacao de uma estetica amazonica.

(Sobral, 2015: 13)

Ao longo de sua travessia, Sobral encontra artistas, realiza trocas, faz anotacoes em seus diarios de bordo, tal qual os antigos viajantes. A artista adota a escrita como principio de deslocamento.

O presente trabalho emergiu a partir de viagens realizadas por mim, enquanto artista-pesquisadora, nas seguintes cidades que compoe a Amazonia Legal: Porto Velho, Boa Vista, Sao Luis, Palmas e Cuiaba, durante o ano de 2013, onde foram realizadas, por mim, oficinas e exposicoes dentro do projeto "Amazonia das Artes" do Sesc Para. Logo depois, em 2014, outras cidades como Manaus, Macapa e Rio Branco, foram incluidas para a finalizacao do projeto, bem como a cidade de Belem, onde resido e atuo como artista visual. Viagens estas que oportunizaram o re-conhecimento de parte de uma regiao, e para o contato com outros artistas atuantes naqueles territorios e que vieram integrar esta especie de cartografia de encontros que fiz (...) (Sobral, 2015: 19)

Sobral ira em seu percurso constituir aproximacoes interessantes, depararle com grandes fragilidades em determinadas cidades, cujos circuitos de arte nao encontram-se fortalecidos, mas tambem ira deparar-se com forcas que emergem na adversidade e a levam a refletir sobre seu proprio papel enquanto sujeito artista em uma regiao a margem dos grandes centros. O processo nao foi simples ou confortavel, "Escrever uma narrativa de viagem, desenhar um percurso da existencia e uma operacao plastica e conceitual" (...) (Sobral, 2015: 56). Para a artista, e inviavel separa seu papel de pesquisadora da artista, como afirma: Impossivel seria atravessar os rios, cruzar fronteiras, pensar a regiao, sem manifestar aquilo que sou". (Sobral, 2015: 56), e nesse caso, ela e enfatica em afirmar-se como artista.

Olhar para esses artistas, ontem e hoje, nos leva a perceber a forca do desejo de ir mais alem, de mergulhar no desconhecido e colocar-se em relacao ao outro, ao diferente, e ver como estes percebem um dado imaginario, compreendem as manifestacoes identitarias do povo. Buscar enxergar de olhos bem abertos para um campo repleto de enigmas e se deixar ser afetado por este, como revela Keyla Sobral na conclusao de sua dissertacao, acerca de suas viagens pelo Norte do Brasil:

De supetao senti um friume por dentro, fiquei tremula, muito comovida ... Com o livro, palerma, olhando pra mim; Nao ve que me lembrei que la no Norte, meu Deus! ... Aqui bem pertinho e muito longe de mim ..., na escuridao ativa da noite que caiu, um artista de cabelo escorrendo nos olhos, depois de fazer uma obra com a borracha do dia, faz pouco se deitou, esta dormindo. Esse artista e brasileiro, do norte, que nem eu! (Sobral, 2015: 132)

Talvez, um pouco desse choque, do tremular do corpo relatado pela artista nas ultimas linhas de seu relato, consiga aproximar um pouco essas diversas experiencias, de atravessamentos que distinguiram e ainda marcam artistas viajantes. Febre, tremor, narrativas, loucura, calor, humidade ... Ha um "que" de tropicalidade que assola e aguca os sentidos, presentes em varios desses processos artisticos, entre a descoberta de um pais e encontrar-se ali, um outro em si mesmo.

Artigo completo submetido a 3 de setembro de 2015 e aprovado a 23 de setembro de 2015.

Referencias

Duarte, Oriana (2013). Nos, Errantes: escritos de existencia + falas de uma artista. [Consult. 2015-09-01] Acesso: http:// noserrantes.com/escritos

G1 PA. Luciana Magno abre instalacao 'Organicos', em Belem. [Consult. 2015-01-09] Acesso: http://g1.globo.com/pa/ para/noticia/2014/01/luciana-magnoabre-instalacao-organicos-em-belem.html

Magno, Luciana. (2013). Telefone sem Fio. Projeto submetido e contemplado no Edital Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais (10a edicao). Vol. 1: 3. Belem, 2013.

Sobral, Keyla Cristina Tikka (2015) Fluxo Norte: sobre diarios de bordo e cartografia poetica de determinada producao de artes visuais na Amazonia. Dissertacao (Mestrado)--Universidade Federal do Para, Instituto de Ciencias da Arte, Programa de Pos-Graduacao em Artes, Belem.

ORLANDO FRANCO MANESCHY *

* Brasil, artista visual, curador independente e professor pesquisador. Membro do conselho editorial. Bacharelado em Comunicacao Social--Jornalismo; Publicidade. Mestre em Comunicacao e Semiotica (Artes). Doutor em Comunicacao e Semiotica.

AFILIACAO: Universidade Federal do Para, Instituto de Ciencias da Arte. Av. Presidente Vargas, S/N, Praca da Republica Belem--Para, CEP: 66017-060, Brasil.. E-mail: orlandomaneschy@gmail.com

Caption: Figura 1. Luciana Magno, Telefone sem Fio, 2015. Colagem para livro. Colecao Amazoniana de Arte da UFPA. Fonte: Luciana Magno.

Caption: Figura 2. Luciana Magno, 6.037 km (do Oiapoque ao Chui), Telefone sem Fio, 2015. Frame do video. Colecao Amazoniana de Arte da UFPA. Fonte: Luciana Magno.

Caption: Figura 3. Luciana Magno. Da serie Organicos, 2014. Frame do video. Fonte: Luciana Magno.

Caption: Figura 4. Keyla Sobral, Diario de Bordo, 2014. Fragmento. Fonte: Keyla Sobral.

Caption: Figura 5. Keyla Sobral, Diario de Bordo, 2013. Fragmento. Fonte: Keyla Sobral.

Caption: Figura 5. Keyla Sobral, Diario de Bordo, 2013. Fragmento. Fonte: Keyla Sobral.

Caption: Figura 6. Keyla Sobral, Diario de Bordo, 2013. Fragmento. Fonte: Keyla Sobral.
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Title Annotation:Original articles/Artigos originais
Author:Maneschy, Orlando Franco
Publication:Estudio
Date:Jan 1, 2016
Words:2839
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