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Transporte de juvenis de curimbata Prochilodus lineatus em diferentes densidades.

Introducao

O transporte e inevitavel no processo produtivo e expoe os peixes a uma serie de estimulos que desencadeiam respostas fisiologicas de adaptacao. O sucesso deste manejo depende do ajuste entre a maior densidade de peixes e o menor volume de agua possivel, sem que ocorra mortalidade, estresse e piora na qualidade da agua (GROTTUM et al., 1997). O adensamento em qualquer fase de producao deve ser adequado, para que nao ocorram alteracoes na taxa de crescimento ou mortalidade (SOUZA-FILHO; CERQUEIRA, 2003). A amonia nao-ionizada em concentracao elevada prejudica o metabolismo, altera o crescimento e pode levar a mortalidade dos peixes (CAVERO et al., 2004). O adensamento correto e pratica comum que permite aumentar a produtividade com aproveitamento mais eficiente das estruturas disponiveis (CAVERO et al., 2003; BRANDAO et al., 2005).

O transporte de peixes no Brasil e comumente realizado no interior de sacos plasticos em sistema fechado. A limitacao deste sistema e a ausencia de suprimento de oxigenio dissolvido e consequente aumento da concentracao de metabolitos toxicos na agua, como a amonia. Dessa forma, em sistemas fechados, a ma qualidade da agua e estressante, sendo, em muitos casos, um fator limitante do transporte (GOLOMBIESKI et al., 2003).

Os agentes estressores em aquicultura sao inevitaveis, principalmente em condicoes de criacao intensiva (URBINATI; CARNEIRO, 2004). O estresse promove alteracoes bioquimicas e fisiologicas para adaptacao do peixe a novo patamar de equilibrio para suportar a nova condicao introduzida. Essas respostas sao separadas em primarias, secundarias e terciarias. As primarias incluem liberacao de catecolaminas e cortisol para a circulacao. As secundarias representam os resultados da acao dos hormonios liberados, tais como, alteracoes na glicemia, na concentracao plasmatica de ions e nos parametros hematologicos, pois o cortisol possui acao hiperglicemiante, hiposmotico e imunossupressor. As terciarias ocorrem por periodos prolongados de estresse e sao representadas por exaustao fisica e perda de funcao, imunossupressao com maior ocorrencia de doencas (WENDELAAR BONGA, 1997).

A preocupacao com os efeitos do estresse na criacao de especies nativas resultou em pesquisas com o matrinxa, Brycon cephalus (CARNEIRO; URBINATI, 2001; CARNEIRO; URBINATI, 2002; CARNEIRO et al., 2002; URBINATI et al., 2004), o jundia, Rhamdia quelen (BARCELLOS et al., 2001; BARCELLOS et al., 2004), o tambaqui, Colossoma macropomum (GOMES et al., 2003a; GOMES et al., 2006), o pirarucu, Arapaima gigas (GOMES et al., 2003b), o pintado, Pseudoplatystoma coruscans (FAGUNDES; URBINATI, 2008) entre outros. Entretanto, na literatura nao foram encontrados estudos sobre praticas de transporte com curimbata, Prochilodus lineatus.

O curimbata, nativo da America do Sul, tambem e popularmente conhecido como curimata, curimata, curimata-pacu e curimba, sendo peixe de piracema, que atinge tamanhos de 27 a 44 cm, com habito alimentar detritivoro. Esta caracteristica lhe confere importancia pela sua atuacao na ciclagem dos nutrientes oriundos de material em decomposicao (WINEMILLER; JEPSEN, 1998). Alem do habito alimentar, o curimbata apresenta outras vantagens, como a boa palatabilidade de sua carne e elevada taxa de crescimento (GALDIOLI et al., 2002). Considerando-se todas as caracteristicas promissoras desta especie, ha a necessidade de se estabelecer tecnologias para a sua criacao e desenvolvimento. Diante do exposto, este trabalho teve como objetivo determinar a melhor densidade de transporte de curimbatas em sistema fechado.

Material e metodos

O experimento foi realizado no Laboratorio de Fisiologia de Peixes do Centro de Aquicultura da Unesp (Caunesp), campus de Jaboticabal, da Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho", nos meses de fevereiro e marco de 2008. Foram utilizados em torno de 800 especimes de curimbata Prochilodus lineatus V. (25,1 [+ or -] 9,4 g) provenientes do Caunesp. Os peixes foram mantidos em tanques de terra de 2.000 m2, alimentados com racao comercial (crescimento peixes onivoros, 36% PB) ate a saciedade aparente, em duas refeicoes diarias, durante 30 dias para aclimatacao.

Apos jejum de 24h para esvaziamento do trato digestorio, os peixes foram aleatoriamente capturados nos tanques de terra e embalados em sacos de plasticos (60 L com 10 L de agua), nas densidades de 100, 150 e 250 g [L.sup.-], com quatro repeticoes por densidade. Os sacos foram inflados com oxigenio puro, amarrados com tiras de borracha e acondicionados em caixas de papelao. No transporte, as caixas foram colocadas em uma caminhonete, que permaneceu em transito por 6h, simulando o manejo realizado na pratica.

Doze peixes foram aleatoriamente coletados antes da embalagem e transporte, constituindo o grupo-controle. Imediatamente apos o transporte, tres peixes de cada embalagem foram amostrados e os demais transferidos e mantidos em 12 caixas de polietileno, com capacidade de 100 L, na mesma densidade (12,5 g [L.sup.-]), e que foram amostrados 24 e 96h apos o transporte, tres peixes por caixa em cada um dos periodos avaliados. Estas caixas foram dispostas em sistema de circulacao aberta, com renovacao continua de agua e aeracao forcada por compressor de ar e pedras porosas. Durante este periodo, os peixes foram alimentados com racao comercial ate a saciedade aparente, em duas refeicoes diarias. Os parametros fisico-quimicos da agua foram determinados diariamente. Desta forma, na chegada, 24 e 96h apos, 12 peixes provenientes de cada densidade de transporte foram anestesiados (benzocaina, 70 mg [L.sup.-] de agua) e o sangue retirado por puncao de vasos caudais.

A sobrevivencia foi avaliada durante o experimento. Como indicadores de estresse, foram avaliados no sangue total o hematocrito (HTC), o volume corpuscular medio (VCM), o numero de eritrocitos (ER) e a taxa de hemoglobina (HGB) (Contador de celulas, Celm CC-550). No plasma foi determinada a concentracao de glicose (metodologia GOD-Trinder, "kit" Labtest) e no soro, a concentracao de cloreto (metodologia colorimetrica, "kit" Labtest) e a osmolaridade (osmometro Wescor Mod. 505). Durante o experimento foram determinadas as variaveis fisico-quimicas da agua temperatura, concentracao de oxigenio dissolvido (YSI 55, Yellow Springs, OH, USA), pH (YSI 63, Yellow Springs, OH, USA), condutividade eletrica (YSI Yellow Springs, OH, USA) e amonia total (tecnica colorimetrica de Nessler).

O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, com nove tratamentos em esquema fatorial (3 x 3) + 1, composto por tres densidades de transporte (100, 150 e 250 g de peixe [L.sup.-]), tres amostragens (chegada, 24 e 96h apos a chegada) e um grupocontrole, com quatro repeticoes em cada tratamento. Os resultados foram submetidos a analise de variancia (ANOVA), sendo as medias comparadas pelo teste de Tukey (p < 0,05). As analises estatisticas foram realizadas pelo programa estatistico SAS, versao 8.2 (SAS Institute, Cary, NC).

Resultados e discussao

A densidade de estocagem de peixes durante o transporte pode acarretar mortalidade imediata, ao final do manejo ou ainda em prejuizos pelas alteracoes fisiologicas provocadas pelo estresse (URBINATI et al., 2004). Neste estudo, observou-se que a alta densidade resultou em piores parametros fisico-quimicos da agua na chegada. Por outro lado, no momento anterior (grupo-controle) e 24h apos o transporte, estes parametros permaneceram dentro de faixas aceitaveis pela literatura para a producao de peixes tropicais (Tabela 1). Bons resultados de desempenho produtivo de curimbatas foram observados com temperatura da agua variando entre 23 e 29[gradus]C e concentracao de oxigenio dissolvido proxima a 6,0 mg [L.sup.-] (BOMFIM et al., 2005; GALDIOLI et al., 2002; ROJAS et al., 2001). Zaniboni-Filho et al. (2002) relatam que a faixa ideal de pH para juvenis de curimbata varia de 4,08 a 9,84.

A concentracao de amonia e preocupante, pois como agente estressor promove a liberacao de hormonios corticosteroides na circulacao sanguinea e desencadeia as respostas metabolicas, ionicas e hematologicas caracteristicas do estresse. Niveis acima de 0,5 mg [L.sup.-] de amonia total sao considerados prejudiciais aos peixes (GOLOMBIESKI et al., 2005). Neste ensaio, a concentracao de amonia apos 6h de transporte apresentou-se elevada em todos os tratamentos, sendo o maior valor encontrado nos sacos com maiores densidades (0,33 mg [L.sup.-]), diferindo significativamente das densidades menores (Tabela 1). Durante o transporte, ocorreu aumento da excrecao de amonia, pelo aumento do metabolismo, que se acumulou na agua de transporte, entretanto os valores nao ultrapassaram o valor critico. A mesma resposta foi encontrada por Urbinati et al. (2004) em juvenis de matrinxa, por Takahashi et al. (2006) em juvenis de pacu e por Gomes et al. (2003a), em juvenis de tambaqui.

A amonia resulta do catabolismo de proteinas, que aumenta proporcionalmente a quantidade de alimento fornecido e ao aumento da biomassa (HURVITZ et al., 1997). Assim, como foi realizado no presente experimento, para minimizar estas respostas deleterias a saude dos peixes, utiliza-se a restricao alimentar pre-transporte, que visa diminuir o consumo de oxigenio e a excrecao de amonia e gas carbonico (GROTTUM et al., 1997). Entretanto, segundo Ituassu et al. (2005), em curimbatas produzidos em tanques de terra a restricao alimentar completa e dificil, pois esta especie se alimenta de materia organica do fundo dos corpos de agua. Consequentemente, a excrecao de amonia durante o manejo, mesmo apos restricao parcial de alimentos, sera maior que de outras especies tropicais. Para amenizar esta condicao, tanques de alvenaria ou tanques-rede podem ser utilizados na depuracao destes peixes.

A temperatura e o pH da agua nao apresentaram diferencas significativas entre as densidades de transporte testadas. Nas amostragens realizadas apos o transporte, quando os peixes foram acondicionados em caixas plasticas dispostas em sistema aberto com agua proveniente de poco artesiano, as temperaturas medias e os valores de pH foram mais elevados, que os valores observados na chegada (Tabela 1).

A concentracao de oxigenio dissolvido na chegada apresentou-se inferior na densidade 250 g de peixe [L.sup.-] (2,5 [+ or -] 0,8 g [L.sup.-]), indicando que ocorreu consumo significativo de oxigenio. Nas densidades menores, a concentracao de oxigenio dissolvido manteve-se dentro da faixa de conforto para a especie (BOMFIM et al., 2005; FURUYA et al., 1999).

Apos a chegada, os parametros fisico-quimicos da agua permaneceram constantes nas caixas de polietileno, sem diferenca significativa entre as densidades testadas (Tabela 2). Estes resultados eram esperados, pois as caixas estavam dispostas em sistema aberto de circulacao de agua, com renovacao constante.

A condutividade eletrica foi significativamente maior na primeira coleta apos a chegada, dentre todas as densidades testadas, sendo mais elevada quanto maior a densidade, indicando que durante o transporte ocorreu perda de ions para a agua de transporte como resposta aos fatores estressantes (SEIDELIN et al., 1999) (Tabela 2).

Alteracoes nas respostas fisiologicas apos manejos estressantes podem causar diminuicao no ganho de peso, aumento da susceptibilidade a doencas e desequilibrios ionicos que podem levar a mortalidade imediata ou posterior (URBINATI; CARNEIRO, 2004). Neste estudo, ocorreu mortalidade apenas durante o periodo de recuperacao, a partir de 24h apos o transporte, com maior taxa observada na maior densidade, no total de 17 peixes, diminuindo conforme a densidade, sendo sete, na densidade intermediaria e quatro na menor densidade, representando 3,29; 3,67 e 5,62% para 100, 150 e 250 g de peixe [L.sup.-], respectivamente. Os peixes mortos apresentavam lesoes necroticas dermicas, ausencia de escama pelo atrito, principalmente na maior densidade, e enquanto vivos, apresentaram anorexia e natacao erratica como relatado por Urbinati e Carneiro (2004). Gomes et al. (2003a) tambem observaram natacao erratica com morte posterior apos transporte em tambaquis.

A densidade nao interferiu na glicemia, mas o transporte alterou significativamente os valores deste parametro. Na chegada, os peixes apresentaram valores superiores (2,49 Mmol [L.sup.-]) ao controle (1,13 Mmol [L.sup.-]), e apos 96h este valor diminuiu (2,00 Mmol [L.sup.-]), porem nao retornou aos valores iniciais (Tabela 3). O transporte como agente estressor pode ter promovido liberacao de cortisol, hormonio com acao hiperglicemiante, que promoveu glicolise hepatica e muscular, na tentativa de prover energia extra para o organismo (WENDELAAR BONGA, 1997).

As alteracoes ionicas apos manejos estressantes estao relacionadas com a liberacao de cortisol, que juntamente com hormonios hipofiseal e extrahipofiseal controlam a atividade osmorregulatoria em peixes teleosteos (MANCERA et al., 2002). Apos evento estressante, ha aumento de permeabilidade de membranas pelas elevacoes das catecolaminas, que promove diminuicao da osmolaridade e do cloreto serico por perdas para o meio hipotonico (EDDY, 1981). No presente estudo, peixes amostrados na chegada apos o transporte apresentaram a menor osmolaridade (508,0 mOsm [L.sup.-]), aumentando apos 24 e 96h (669,2 e 858,8 mOsm [L.sup.-], respectivamente). Entretanto, as concentracoes de cloreto de peixes na maior densidade apresentaram maiores concentracoes de cloreto (96,6 mEq [L.sup.-]), e apos 24h os valores ja se apresentaram diminuidos (89,0 mEq [L.sup.-]), nao diferindo estatisticamente do controle (Tabela 3).

Os valores de Hct, Er e Hgb apresentaram-se mais elevados na chegada (55,8%; 3,7 106 mm-3 e 15,8 g d[L.sup.-], respectivamente) indicando que o manejo promoveu aumento da demanda energetica e o curimbata respondeu adequadamente na tentativa de superar os desafios do estimulo estressante (Tabela 4). O aumento no Hct, Er e Hgb dos peixes em situacoes de estresse pode indicar o efeito direto da alta demanda metabolica e consequente aumento na eficiencia de transporte de oxigenio (ACERETE et al., 2004). Por outro lado, o aumento no Hct e VCM pode ser resultado da mobilizacao de catecolaminas e disturbios osmorregulatorios, levando ao inchamento celular e hemoconcentracao (McDONALD; MILLIGAN, 1997; URBINATI et al., 2004).

Apos 96h de recuperacao, os valores de Hct, Er e Hgb retornaram aos niveis basais, indicando que esse periodo foi suficiente para que os curimbatas atingissem o equilibrio organico. Exceto para o VCM, que se apresentou elevado em todas as densidades e atingiu o maior valor apos 96h do estresse, este resultado indica que o transporte interferiu na homeostase organica promovendo alteracoes eletroliticas que causaram influxo de agua na celula, aumentando o volume corpuscular (McDONALD; MILLIGAN, 1997) (Tabela 4).

Conclusao

Dentre as densidades testadas a de 250 g [L.sup.-1] induziu os piores valores nas variaveis avaliadas, alem de causar a maior mortalidade em curimbatas submetidos a 6h de transporte. A densidade mais indicada com base nos resultados das variaveis avaliadas foi a de 200 g [L.sup.-]. Alem disso, as 96h de descanso apos o evento estressante foi suficiente para que os valores hematologicos retornassem aos valores basais. Todavia, nao foram suficientes para a normalizacao das variaveis metabolicas e ionicas.

Agradecimentos

Ao CNPq, pela bolsa de Iniciacao Cientifica do primeiro autor e ao Centro de Aquicultura da Unesp (Caunesp), pelo apoio logistico e instalacoes.

DOI: 10.4025/actascianimsci.v32i2.8415

Received on October 5, 2009.

Accepted on April 15, 2010.

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Andre Fernando Nascimento Goncalves1, Leonardo Susumu Takahashi (1) *, Elisabeth Criscuolo Urbinati (2,3), Jaqueline Dalbello Biller (3) e Joao Batista Kochenborger Fernandes (2)

(1) Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho", Rod. Cmte Joao Ribeiro de Barros, SP 294, km 651, 17000-900, Campus de Dracena, Dracena, Sao Paulo, Brasil. (2) Centro de Aquicultura, Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho", Jaboticabal, Sao Paulo, Brasil. (3) Faculdade de Ciencias Agrarias e Veterinarias, Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho", Jaboticabal, Sao Paulo, Brasil. * Autor para correspondencia. E-mail: takahashileo@yahoo.com.br
Tabela 1. Media dos parametros fisico-quimicos da agua no
transporte de curimbata e coeficiente de variacao (CV) (1).

                                 Variaveis

Parametros (2)           Temperatura       OD pH
                          [grados]C    mg [L.sup.-1]
Media para Controle
Controle                     28,3           8,4 6,0
Medias para Densidade
100 g [L.sup.-1]           27,5 A       7,2 A 7,9 A
150 g [L.sup.-1]           27,5 A       6,5 A 7,8 A
250 g [L.sup.-1]           27,7 A       4,6 B 7,8 A
Medias para Amostragem
Chegada                    24,5 a       6,8 a 6,9 a
24h                        28,7 b       5,9 a 8,3 b
96h                        29,5 c       5,7 a 8,2 b
CV (%)                        0,8         25,9 2,13

Parametros (2)              Condutividade Amonia
                         [mu] [cm.sup.-1]   mg [L.sup.-1]
Media para Controle
Controle                       189,4            0,07
Medias para Densidade
100 g [L.sup.-1]             200,2 C          0,18 C
150 g [L.sup.-1]             208,4 B          0,22 B
250 g [L.sup.-1]             230,1 A          0,33 A
Medias para Amostragem
Chegada                      255,7 a          0,46 a
24h                          190,2 b          0,12 b
96h                          192,9 b          0,15 b
CV (%)                        2,85             13,5

(1) Letras maiusculas indicam diferencas entre densidades (p < 0,05) e
letras minusculas entre amostragens (p < 0,05). * e ** indicam
diferencas (p < 0,05 e p < 0,01) entre controle e demais tratamentos.
(2) OD, oxigenio dissolvido; pH, potencial hidrogenionico.

Tabela 2. Concentracao de oxigenio dissolvido, condutividade eletrica
e concentracao de amonia total na agua, em diferentes densidades e

                             Densidade
Amostragem                      100 g
                              [L.sup.-1]

Oxigenio dissolvido,
mg [L.sup.-1]
Controle
Chegada                 10,0 [+ o -] 3,8 Aa
24h                      6,0 [+ o -] 0,4 Ab
96h                      5,8 [+ o -] 0,2 Ab
Condutividade,
[mu]S [cm.sup.-1]
Controle
Chegada                219,0 [+ o -] 16,2 Ca **
24h                    189,3 [+ o -] 0,2 Ab
96h                    192,4 [+ o -] 2,0 Ab
Amonia total,
mg [L.sup.-1]
Controle
Chegada                 0,29 [+ o -] 0,05 Ca **
24h                     0,10 [+ o -] 0,03 Ab
96h                     0,13 [+ o -] 0,02 Ab *

                              Densidade
Amostragem                     150 g
                             [L.sup.-1]

Oxigenio dissolvido,
mg [L.sup.-1]
Controle                 8,4 [+ o -] 0,1
Chegada                  7,8 [+ o -] 3,4 Aa
24h                      5,9 [+ o -] 0,1 Aa
96h                      5,7 [+ o -] 0,1Aa
Condutividade,
[mu]S [cm.sup.-1]
Controle               189,4 [+ o -] 1,4
Chegada                242,2 [+ o -] 5,3 Ba **
24h                    190,0 [+ o -] 0,2 Ab
96h                    193,0 [+ o -] 1,3 Ab
Amonia total,
mg [L.sup.-1]
Controle                  0,07 [+ o -] 0,04
Chegada                0,41 [+ o -] 0,03 Ba **
24h                     0,12 [+ o -] 0,02 Ab
96h                     0,14 [+ o -] 0,04 Ac

                             Densidade
Amostragem                     250 g
                             [L.sup.-1]

Oxigenio dissolvido,
mg [L.sup.-1]
Controle
Chegada                  2,5 [+ o -] 0,8 Ba **
24h                      5,8 [+ o -] 0,1 Aa
96h                      5,5 [+ o -] 0,1Aa
Condutividade,
[mu]S [cm.sup.-1]
Controle
Chegada                306,0 [+ o -] 7,5 Aa **
24h                    191,4 [+ o -] 0,7 Ab
96h                    193,2 [+ o -] 2,0 Ab
Amonia total,
mg [L.sup.-1]
Controle
Chegada                 0,69 [+ o -] 0,02 Aa **
24h                     0,14 [+ o -] 0,03 Ab *
96h                     0,16 [+ o -] 0,03 Ab *

(1) Valores sao medias [+ o -] DP (n = 12). Letras maiusculas indicam
diferencas entre densidades (p < 0,05) e letras minusculas entre
amostragens (p < 0,05). * e ** indicam diferencas (p < 0,05 e
p < 0,01) entre controle e demais tratamentos.

Tabela 3. Medias dos valores de variaveis fisiologicas sanguineas:
glicose, osmolaridade (Osmol.) e cloreto (Cl) de curimbata e
coeficiente de variacao (CV)1.

                                   Variaveis

Parametros                   Glicose           Osmol.
                         Mmol [L.sup.-1]   mOsm [L.sup.-1]
Media para Controle
Controle                      1,13              638,6

Medias para Densidade

100 g [L.sup.-1]            1,88 A**           681,4 A
150 g [L.sup.-1]            1,92 A**           691,3 A
250 g [L.sup.-1]            2,26 A**           663,4 A

Medias para Amostragem

Chegada                     2,49 a**           508,0 c
24h                          1,50 c            669,2 b
96h                         2,00 b**          858,8 a**
CV (%)                        30,0              15,9

                           Variaveis

Parametros                     Cl
                         mEq [L.sup.-1]
Media para Controle
Controle                      93,5

Medias para Densidade

100 g [L.sup.-1]             91,5 A
150 g [L.sup.-1]             90,5 A
250 g [L.sup.-1]             93,8 B

Medias para Amostragem

Chegada                      96,6 a
24h                          89,0 b
96h                          90,3 b
CV (%)                        6,3

(1) Letras maiusculas indicam diferencas entre densidades (p < 0,05)
e letras minusculas entre amostragens (p < 0,05). * e ** indicam
diferencas (p < 0,05 e p < 0,01) entre controle e demais tratamentos.

Tabela 4. Medias das variaveis hematologicas: hematocrito (Hct),
volume corpuscular medio (VCM), numero de eritrocitos (Er) e
taxa de hemoglobina (Hgb) de curimbatas e coeficiente de
variacao (CV) (1).

                                    Variaveis

Parametros                 Hct         VCM            Er
                            %                      [10.sup.6]
                                    [[mu].sup.3]   [mm.sup.-3]
Media para Controle
Controle                   25,1        127,6          2,0
Medias para Densidade
100 g [L.sup.-1]         46,2 A *     156,0 A *      3,0 A *
150 g [L.sup.-1]         46,3 A *     158,0 A *      3,0 A *
250 g [L.sup.-1]         46,8 A *     154,7 A *      3,1 A *
Medias para Amostragem
Chegada                  55,8 A *     149,8 A *      3,7 A *
24h                      49,3A *      151,0 A *      3,3 B *
96h                       34,2 B      167,3 B *      2,0 C
CV (%)                    22,49         9,37         19,19
                         Variaveis

Parametros                    Hgb
                         g d[L.sup.-1]

Media para Controle
Controle                      8,8
Medias para Densidade
100 g [L.sup.-1]           13,0 A *
150 g [L.sup.-1]           13,5 A *
250 g [L.sup.-1]           13,4 A *
Medias para Amostragem
Chegada                    15,8 A *
24h                        14,5 B *
96h                          9,5 C
CV (%)                       21,0

(1) Letras maiusculas indicam diferencas entre densidades (p < 0,05) e
letras minusculas entre amostragens (p < 0,05). * e ** indicam
diferencas (p < 0,05 e p < 0,01) entre controle e demais tratamentos.
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Author:Nascimento Goncalves, Andre Fernando; Susumu Takahashi, Leonardo; Criscuolo Urbinati, Elisabeth; Dal
Publication:Acta Scientiarum Animal Sciences (UEM)
Article Type:Report
Date:Apr 1, 2010
Words:5159
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