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Topophilic feelings and their relationships with entrepreneurial attitude and intent/Sentimentos Topofilicos e suas Relacoes com a Atitude e a Intencao Empreendedoras.

Introducao

Caracteristicas comportamentais propicias a criacao de novos negocios relacionam-se as influencias do ambiente interno e as condicoes macro ambientais do espaco de vivencia e atuacao do empreendedor (Minello, Scherer, Perlin, Alves & Huezo, 2011). Nesse sentido, a criacao de lacos afetivos com o lugar pode ser impulsionada pelo perfil empreendedor, a medida que suas caracteristicas motivacionais de autorrealizacao (Mcclelland,

1961, 1972), com suporte em aspectos culturais (Hofstede, 1980) situam o sujeito empreendedor, marcado por processos historicos e culturais que delimitam sua relacao com o contexto que o cerca (Pena, 2014).

Em condicoes favoraveis, individuos dotados de perfil empreendedor tendem a identificar e explorar novas oportunidades, em funcao de crencas pessoais sobre o valor dos recursos disponiveis, aspectos culturais e economicos (Filion, 1999). A acao empreendedora, nesse contexto, e definida em funcao da intencao empreendedora e da atitude empreendedora, a medida que compreende a disposicao mental (intencao) e a cognicao, o afeto e o comportamento (atitude) envoltos no processo de empreender (Fishbein & Ajzen, 1975; Ajzen, 2001; Bird, 1988; Chell, 2000; Lopez; Souza, 2008).

A interacao do sujeito empreendedor com o seu entorno suscita analises sobre as potencialidades locais e, com isso, acarreta melhor consideracao sobre as oportunidades na criacao ou difusao de negocios (Shapero & Sokol, 1982).

Nessa otica, a exploracao do ambiente pode favorecer diferentes possibilidades de vinculacao, segundo Carvalho (2004), visto que a medida que impulsiona o sujeito abranger seu entorno, quando atualiza sua disposicao a empreender pela interacao, compreensao e valoracao do ambiente e das oportunidades construidas (Fofonka, 2014).

Para descrever os sentidos da vinculacao do sujeito empreendedor com o ambiente que o cerca, tem-se o conceito topofilia subjetivo, porem coletivo, que esta relacionado com os sentimentos que o individuo desenvolve pelo lugar como resultado da identificacao com o esse espaco, influenciado por aspectos culturais, ambientais e arquitetonicos (Oliveira, 2011; Tuan, 1974, 1980). Assim, compreende-se que, com base na topofilia, as praticas cotidianas, as representacoes sociais, a formacao de identidade apoiada pelas crencas e atitudes desses individuos estabelecam a criacao de afetividade pelo ambiente fisico (Cisitto, 2013).

Isto porque, os sentimentos topofilicos tendem a esta carregado de significados para cada sujeito, o que permite o fortalecimento pela maior disposicao do empreender, no que diz respeito a leitura contextual, necessaria a tomada de decisoes em torno dos negocios (Cisotto, 2013; Tuan, 1983).A construcao que explora o empreendedorismo e sua relacao com a topofilia colabora com a tendencia de que as multiplas manifestacoes do empreendedorismo indicam a necessidade de novas abordagens acerca do fenomeno empreendedor, que possibilitem o entendimento desse processo com base na experiencia de vida e nas representacoes subjetivas (Novaes & Gil, 2009).

No ambito teorico e empirico, os estudos do empreendedorismo em associacao a topofilia, especificamente, ainda sao incipientes. A relacao entre intencao empreendedora e questoes ambientais, por exemplo, e indicada por meio de estudos sobre desenvolvimento local (Alburquerque, 2004; Enriquez, 2004); desenvolvimento sustentavel (Ander-Egg; 2003; Barkin, 1998; Enriquez, 2004; Flores, 2012; Yory, 2003); investigacoes sobre espacos turisticos com imagem comercial (Torres & Duron, 2013) e sobre paisagem, territorio e sustentabilidade (Pena, 2014).

Pesquisas sobre atitude empreendedora, por sua vez, exploram sua relacao com a intencao de criar uma empresa (Carvalho, 2004); com a autoeficacia (Pihie & Bagheri, 2011); com a educacao empreendedora (Paco, Ferreira, Raposo, Rodrigues & Dinis, 2010); na perspectiva da criatividade (Teixeira & Forte, 2009); da experiencia profissional (Teixeira & Davey, 2010).

Diante desse contexto e, com base no horizonte dessas pesquisas, observa-se que as discussoes sobre os sentimentos suscitados pela sensacao de pertencimento e afetividade pelo local, e as intencoes e atitudes empreendedoras do individuo, encontra-se um gap quanto aos estudos com abordagens especificas.

Desta forma, este estudo se justifica pela necessidade de uma pesquisa mais aprofundada sobre o tema, uma vez que esse assunto tem tido pouco destaque nas pesquisas sobre empreendedorismo, principalmente a correlacao entre intencao e atitude empreendedora e sentimentos topofilicos.

Portanto, entende-se que a analise contextual em torno do ambiente colabora com a atuacao empreendedora, subsidiadas por construcoes afetivas em torno do sentimento de pertencimento (Fofonka, 2014). Assim, surge a seguinte questao: ha relacao entre a intencao e a atitude empreendedora na formacao de sentimentos topofilicos em universitarios?

Considerando as relacoes coexistentes que formam os sentimentos topofilicos dos individuos e, apoiado pelo objetivo de construir uma realidade social alinhada as suas crencas, atitudes e a intencao de explorar novas oportunidades a partir da criacao de uma efetividade com o espaco e o lugar, a pesquisa objetivou investigar a relacao da intencao e da atitude empreendedora na formacao de sentimentos topofilicos de universitarios.

Esta investigacao dispoe, inicialmente, de um topico sobre topofilia e empreendedorismo, explorando, em seguida, a intencao e a atitude empreendedora e suas relacoes com os sentimentos topofilicos, delimitando as hipoteses do estudo. Para a realizacao de um teste empirico, adotou-se a estrategia de Analise Fatorial Confirmatoria [AFC]. A analise dos dados foi realizada por meio de programas computacionais de tratamento estatistico de dados: o Statistical Package for Social Sciences [SPSS] (versao 21.0) e o Analysis of Moment Structures o [AMOS]. Por fim, as consideracoes finais retomam as hipoteses do estudo e definem contribuicoes teoricas e praticas em torno da relacao entre topofilia e empreendedorismo. As implicacoes praticas extraidas desta pesquisa aportam evidencias concretas de relacionamentos relevantes entre os construtos propostos, consistentes com a teoria, para explicar que a atitude e a intencao empreendedoras sao relacionadas aos sentimentos topofilicos. Diante disto, os resultados comprovaram que o modelo conceitual proposto se mostrou adequado para explicar a intencao e a acao de empreender.

I Topofilia e Empreendedorismo

Discussoes seminais sobre topofilia sao derivadas dos estudos de Bachelard, em 1957, passando entao a receber maior visibilidade na obra homonima do geografo sino-americano Yi-Fu Tuan, por meio do seu livro denominado de "Topofilia", originalmente publicado em 1974. O tema ganhou robustez academica no ambito dos estudos da corrente humanista da geografia na decada de 1980. Com a disseminacao em outras areas do conhecimento, o livro foi reimpresso em 2012.

A topofilia esta relacionada com os sentimentos que o individuo desenvolve pelo lugar, sendo este classificado como o lar, o locus de reminiscencias e o meio de se ganhar a vida (Tuan, 1980). E um conceito subjetivo e tambem coletivo, quando habitantes de determinados territorios, em seu conjunto, atribuem sentimentos por uma cidade, por exemplo (Oliveira, 2011).

Por meio da identificacao com o lugar, a topofilia descreve o elo afetivo que pode ser estimulado pelos aspectos culturais, ambientais e arquitetonicos, assumindo formas e variacoes que ampliam e intensificam as percepcoes contextuais e emocionais, reforcando as relacoes do individuo com a cultura do lugar (Tuan, 1974). Ao mesmo tempo, a topofilia esta associada as construcoes simbolicas, instituidas com base em experiencias e valores culturais que formam a memoria emocional e criam representacoes sociais na comunidade (Tuan, 1974). Em torno das simbologias, tem-se as imagens e os significados do contexto onde se vive, com atribuicoes valorativas que podem repercutir no desenvolvimento de afetos, que permite a identificacao do espaco como lugar e, consequentemente, o despertar do sentimento de pertencimento e de apego ao lugar (Lima & Rosa, 2013).

O tempo revela-se como aspecto importante da topofilia, pois "[...] viver muitos anos em um lugar pode deixar na memoria marcas que podemos ou desejariamos lembrar; por outro lado, uma experiencia intensa de curta duracao pode modificar nossas vidas". (Tuan 1983, p. 172). O tempo, ainda, impacta a percepcao da identidade do local, marcada por suas peculiaridades, pelo habito de seus moradores, frequentadores, pessoas que possuem interesses em comum, lacos de proximidade e, tambem, relacoes comercias (Silva, Andrade & Priori, 2009). Assim, a construcao cotidiana de longos anos em um determinado lugar pode formar, na memoria, historias que "[...] podemos ou desejariamos lembrar" (Tuan, 1983, p. 172).

Em funcao da relacao estabelecida com o lugar, os tracos individuais manifestam-se nas experiencias, habitos, praticas e valores pessoais que, ordenados, situam o sujeito empreendedor por meio de suas acoes (Ferreira, 2005; Feuerschutte, 2006). Essa capacidade de interacao do individuo com o ambiente propaga uma serie de valores no meio social, no qual os comportamentos individuais tornam-se essenciais para o estabelecimento de objetivos pessoais (Rego, Correia, Sales, Lima & Gimenez, 2013).

Numa condicao dialetica, o individuo, um ser social, um fenomeno regional, produto de uma interacao social, economica e cultural, imerso no ambiente que estimula a acao empreendedora, torna-se propenso a desenvolver um perfil empreendedor e, ao mesmo tempo, forma uma relacao com esse ambiente de forte impacto para o individuo e o ambiente (Filion, 1999, Valadares, Emmendoerfer, Alves & Morais, 2012). Portanto, os empreendedores ou intra empreendedores percebem o lugar como um espaco de identificacao, pertencimento e de criacao de novas oportunidades, haja vista que o lugar esta associado a uma "[...] funcionalizacao do mundo e e por ele (lugar) que o mundo e percebido empiricamente" (Santos, 2008, p. 161).

A construcao que explora o empreendedorismo e sua relacao com a topofilia colabora com a tendencia de que as multiplas manifestacoes do empreendedorismo indicam a necessidade de novas abordagens acerca do fenomeno empreendedor, que possibilitem o entendimento desse processo com base na experiencia de vida e nas representacoes das pessoas (Novaes & Gil, 2009).

Nesse sentido, tem-se que as bases que sustentam a acao empreendedora se sobrepoem aos fatores de producao (Holcombe, 2007; Omolayo, 2006), haja vista que suas motivacoes podem ultrapassar fatores exclusivamente economicos (Carvalho, 2004). O sujeito empreendedor possui disposicao capaz de superar a multidisciplinariedade, atingindo a interdisciplinaridade e, tambem, a transdisciplinariedade, por agregar diversificados saberes e compressao contextual na busca por solucoes criativas em ambientes permeados por riscos e incertezas, muitas vezes, quebrando paradigmas sociais (Boava & Macedo, 2006). Diante do perfil empreendedor, observase a reestruturacao economica por meio da geracao de renda, alem de mudancas socioeconomicas em um determinado lugar ou regiao (Omolayo, 2006; Zhang & Bartol, 2010).

Pela relevancia do empreendedorismo no cenario de globalizacao, com suporte na estrutura capitalista, observa-se, tambem, o apelo atual em analises que busquem novas compreensoes sobre as regioes e fenomenos que propiciem o desenvolvimento local (Santos, 2008). Cada vez mais, os lugares oportunizam condicoes e suporte para formacao de relacoes globais que, sem eles (lugares), nao se realizariam. O empreendedor, na sua dinamica relacional com o lugar de sua atuacao, abrange o movimento de perceber as regioes como espacos de desenvolvimento e de convivencia (Santos, 2008).

O empreendedorismo, nesse cenario, e a soma tangivel ou intangivel de um individuo com competencias e habilidades inovadoras, advindas de um contexto complexo de experiencias cotidianas, que envolvem oportunidades e riscos para a vida pessoal e profissional do empreendedor (Filion, 1999). Dessa forma, o empreendedor possibilita transformacoes sociais, por meio de sua maior capacidade analitica e, consequentemente, de vinculo, pois nao se desenvolve apego sem compreensao e atribuicao de valor ao lugar (Cisotto, 2013). Assim, acredita-se que a topofilia pode ser influenciada pelo espirito empreendedor, sendo este apreendido em funcao da intencao empreendedora (Bird, 1988; Chell, 2000) e da atitude empreendedora (Ajzen, 2001; Ajzen & Fishbein, 1975; Lopez & Souza, 2008).

Para mensurar o nivel de topofilia considera-se o espaco/ambiente urbano interpretado com suporte nas distintas percepcoes do individuo sobre a memoria e os estimulos externos que orientam suas decisoes (Ajzen, 1991). Estudos com essa proposta sao identificados com maior solidez em pesquisas relacionadas a percepcao ambiental (Costa & Colesanti, 2011; Fofonka, 2014; Franca, Ferreira, Ruiz & Ferreira, 2014; Marin, Oliveira & Comar, 2003; Oliveira, 2011; Vilar, 2008; Whyte, 1978).

Atitude empreendedora e sentimentos topofilicos

No que tange ao Empreendedorismo, pesquisa realizada com estudantes de ensino superior de Portugal revelou que o "fator necessidade de desenvolvimento pessoal" pode ser entendido como o desejo que um individuo tem de realizar bem as suas tarefas, alcancando para o efeito certos niveis de excelencia; nao com o objetivo de obter um reconhecimento ou prestigio social, mas para alcancar um sentimento de realizacao pessoal (Mcclelland, 1961; Mcclelland & Winter, 1969). Assim, a relacao entre a atitude empreendedora e os sentimentos topofilicos ressalta a importancia de identificar se esse sentimento de realizacao pessoal esta intrinsecamente ligado ao sentimento de pertencimento a um lugar, cidade, bairro ou comunidade.

A atitude empreendedora, nesse contexto, e concebida como uma predisposicao cognitiva, afetiva ou comportamental (Lopez; Souza, 2008), e pode contribuir para o individuo perceber as potencialidades do lugar onde nasceu, cresceu e formou suas memorias. A atitude e referencia para avaliacoes positivas ou negativas em relacao a um objeto de estimulo (pessoas ou fatos), formada com base nas experiencias ou informacoes acerca de situacoes memorizadas (Petty & Wegener, 1998; Sheth, Mittal & Newman, 1999).

Entende-se que as atitudes empreendedoras sao assumidas como residuos de experiencias passadas que orientam o comportamento futuro do individuo, guiado por suas crencas e valores. Ademais, suas atitudes sao predisposicoes aprendidas para responder a um objeto ou classe de objetos de uma maneira favoravel ou desfavoravel (Ajzen, 1991; Ajzen; Fishbein, 2000).

Tres dimensoes formam a atitude empreendedora: a primeira esta relacionada a cognicao, responsavel pelo processamento das informacoes contextuais, alinhadas ao conhecimento do individuo sobre o lugar; a segunda esta associada ao afeto, que sinaliza o despertar das emocoes e construcoes valorativas, relacionadas aos sentimentos do individuo pelo lugar, espaco, ambiente de vivencia e formacao de memorias. A terceira se refere ao comportamento, sendo a acao planejada com base no conhecimento adquirido e nos valores atribuidos ao lugar (Ajzen, 2001; Fishbein & Ajzen, 1975).

As dimensoes da atitude empreendedora caminham na direcao da exploracao de oportunidades, a medida que potencializa a compreensao do contexto, por meio do intelecto e dos afetos, capaz de organizar acoes em prol do sucesso do novo empreendimento (Lopez & Souza, 2008). O sujeito empreendedor, diante da atitude empreendedora, dinamiza sua relacao com seu entorno, deixando marcas da sua acao por meio do seu trabalho, colaborando com processos subjetivos propensos a elevar os sentimentos topofilicos do individuo, como campo de criacao de um legado, seja nos aspectos economicos ou sociais (Tuan, 1980).

Nesse sentido, as imagens, impressoes e concepcoes do lugar criam a "memoria e uma ligacao afetiva" do individuo com o ambiente (Tuan, 1980), convergindo para que a atitude empreendedora seja preditora do sentimento de pertencimento (Lopez & Souza, 2008; Luthje & Franke, 2003), haja vista que a insercao do individuo na atividade empreendedora esta relacionada com a deteccao de oportunidades. Contudo, para que ocorra essa identificacao e exploracao existe uma atratividade em relacao aos sentimentos externos do individuo (Bygrave & Hofer, 1991; Davidsson, 1995).

Entende-se que, embora exista uma lacuna ao que concerne uma escala especifica para mesurar a atitude empreendedora e os sentimentos topofilicos, estudos relacionados a topofilia (Barbosa, 2008; Costa & Colesanti, 2011; Fofonka, 2014; Marin, Oliveira & Comar 2003), em consonancia com o Instrumento de Medida de Atitude Empreendedora (Lopez & Souza, 2008) e, especificamente, o Questionario de Intencao Empreendedora [QIE] de Linan e Chen (2009) apresentaram subsidios teoricos que fundamentaram uma adaptacao para esse estudo. Portanto, tais referencias comportam a primeira hipotese dessa pesquisa: H1--O nivel de atitudes empreendedoras relaciona-se positivamente com a formacao de sentimentos topofilicos.

Intencao empreendedora e sentimentos topofilicos

A percepcao sobre o lugar como espaco de construcao de memoria e identidade ocorre em sintonia com o desenvolvimento do sujeito, assentado por fatores economicos, culturais, arquitetonicos e ambientais que delimitam o perfil pessoal de atuar no mundo (Marin, Oliveira & Comar, 2003). Em torno do empreendedor, nesse caso, e observada capacidade analitica, de compreensao e de vinculacao, expressos na acao em prol da exploracao de novos negocios (Filion, 1991).

Nessa otica, sugere-se que a intencao de empreender e norteada por fatores internos e externos que impulsionam o individuo a visualizar um campo de atuacao existente ou criar um novo ambiente para desenvolver suas motivacoes e capacidades empreendedoras (Bird, 1988; Chell, 2000). Revela-se como uma disposicao mental do individuo, formuladas em funcao de pressupostos profundamente arraigados, generalizacoes, ilustracoes, imagens ou historias que influenciam a maneira de o individuo compreender o mundo e agir (Rasli, Khan, Malekifar & Jabeen, 2013; Senge, 1990). Nesse sentido, os individuos apresentam uma postura comportamental simbolica e criam visoes de mundo como mecanismos para interagirem entre si e com a realidade externa (Cisotto, 2013).

Considerando que variados aspectos influenciam o comportamento do individuo na decisao de abrir um negocio (Zhao, Seibert & Hills, 2005; Zhao, Seibert & Lumpkin, 2010), a intencao empreendedora, portanto, esta vinculada a predisposicoes que contribuem para a decisao de empreender, como o ambiente familiar favoravel, a visualizacao de oportunidades a serem exploradas, amigos, perda de emprego e outros empreendedores (Filion, 2000; Hisrich & Peters, 2004). Ademais, e norteada diretamente por caracteristicas psicologicas e por habilidades individuais (Fine, Grimaldi & Sobrero, 2009), sendo dependente de outros fatores, como a existencia de oportunidades e recursos, como capital, tempo e habilidades (Almeida, 2013).

No que diz respeito a relacao entre intencao empreendedora e questoes ambientais, observa-se que a intencao de empreender tem representatividade correlacional em estudos sobre desenvolvimento local (Albuquerque, 2004; Enriquez, 2004); desenvolvimento sustentavel (Ander-Egg; 2003; Barkin, 1998; Enriquez, 2004; Flores, 2012; Yory, 2003); investigacoes sobre espacos turisticos com imagem comercial (Torres; Duron, 2013) e sobre paisagem, territorio e sustentabilidade (Pena, 2014).

A relacao com sentimentos de topofilia nao foi identificada neste estudo e, em razao da ausencia de escala especifica de mensuracao dos sentimentos topofilicos e a intencao empreendedora, adaptou-se uma escala a partir dos estudos apresentados, em consonancia com dois modelos classicos de intencao empreendedora proposto no QIE (Muniz, 2008; Lopez & Souza, 2008) e na teoria do comportamento planejado, elaborado por Ajzen (1991), consorciados aos estudos sobre topofilia (Barbosa, 2008; Fofonka, 2014; Marin, Oliveira & Comar, 2003). Assim, com suporte na literatura apresentada, a segunda hipotese do estudo e definida: H2--O nivel de intencao empreendedora relaciona-se positivamente com a formacao de sentimentos topofilicos.

Metodo

A partir da revisao de literatura, o arcabouco teorico permitiu a proposicao do primeiro modelo estrutural discutido, valendo-se da analise estatistica multivariada para os testes das hipoteses. A Figura 1 apresenta as Variaveis Latentes do Modelo Estrutural a ser testado, com as respectivas hipoteses, no caso, H1--O nivel de atitudes empreendedoras, relaciona-se positivamente com a formacao de sentimentos topofilicos, e H2--O nivel de intencao empreendedora, relaciona-se positivamente com a formacao de sentimentos topofilicos.

O universo da pesquisa de campo foi composto por 360 universitarios pertencentes a duas Instituicoes de Ensino Superior situadas no estado do Ceara1. Foram determinados o modelo de mensuracao e o modelo estrutural, com as respectivas relacoes entre os construtos, representando as hipoteses a serem testadas. Para a realizacao de um teste empirico, adotouse a estrategia de Analise Fatorial Confirmatoria [AFC], na qual, segundo Hair, Black, Babin, Anderson e Tatham (2009, p. 559), o pesquisador esta preocupado em confirmar a validade do modelo proposto para explicar o fenomeno sob investigacao. A analise dos dados foi realizada por meio de programas computacionais de tratamento estatistico de dados: o Statistical Package for Social Sciences [SPSS] (versao 21.0) e o Analysis of Moment Structures [AMOS], (versao 22.0).

A elaboracao do instrumento de coleta foi adaptada de escalas existentes na literatura com carater similar e construtos interdisciplinares para sentimentos topofilicos (Barbosa, 2008; Costa & Colesanti, 2011; Fofonka, 2014; Marin, Oliveira & Comar, 2003); atitudes e intencao empreendedora (Ajzen, 1991; Almeida, 2013; Linan & Chen, 2009; Muniz, 2008; 2005, Lopez & Souza, 2008).

Para validacao da escala realizou-se dois pre-testes com o proposito de identificar possiveis falhas de compreensao verbal e imprecisao nas informacoes. No primeiro, o questionario foi submetido a analise na percepcao de dez professores que ministram disciplinas ou conteudos similares ao empreendedorismo e gestao ambiental. A escolha da area de gestao ambiental foi motivada pelo uso do neologismo topofilia, creditado a uma diversidade de estudos nessa tematica. O segundo pre-teste foi realizado com 12 professores e oito alunos concludentes dos cursos de direito e psicologia. Nessa etapa, buscou-se verificar a compreensao verbal e a precisao das variaveis apresentadas na escala. Com o termino da aplicacao, foi possivel verificar clareza e compreensao das questoes propostas.

Para a coleta de dados utilizou-se a versao final do instrumento, definida com trinta e tres questoes, sendo oito para o construto Sentimentos Topofilicos, 7 para o construto Atitude Empreendedora e 8 para o construto Intencao Empreendedora, alem de questoes sobre a caracterizacao do perfil dos respondentes, composta pelos itens idade e sexo. A escala utilizada e do tipo Likert de 5 pontos (sendo 1 ponto para "discordo totalmente" e 5 pontos para "concordo totalmente").

O universo da pesquisa de campo foi composto por 360 universitarios pertencentes a duas Instituicoes de Ensino Superior situadas no estado do Ceara (todos os questionarios foram incluidos na pesquisa). A escolha por discentes corrobora com o fato desse publico possuir um importante papel na formacao de pessoas com conhecimentos orientados para a criacao de novas empresas. Ademais, a amostra utilizada neste estudo transversal e caracterizada por uma amostra probabilistica aleatoria simples, utilizando a seguinte formula para populacoes infinitas (Mattar, 2009, p.160):

n = [Z.sup.2] x P x Q/[e.sup.2]; entao n = 4 x P x Q/[e.sup.2] n = 4 x P(1 - P/[e.sup.2]

Em que: n = tamanho da amostra; P = porcentagem de pessoas a manifestar-se sobre a investigacao; Q = 1-P; (P = 50% e Q = 50%); e = erro estimado de 5% = 0,05. Nivel de confianca equivalente a 95%, em que Z = 1,96, ou seja, aprox. = 2 (desvio padrao normal). Assim, considerando os valores assumidos a amostra seria de:

n = 4x0,5x0,5/[(0,05).sup.2] [right arrow] n = 400.

Para compreensao do objeto de estudo foram aplicados 400 questionarios, sendo considerados para analise estatistica apenas 360, tendo em vista que os demais questionarios foram respectivamente utilizados com publicos distintos em dois pre-testes. Em relacao a analise estatistica multivariada, seguiu-se os preceitos de (Hair et al. 2010), utilizando apenas as questoes fechadas inerentes ao proposito da pesquisa.

Apresentacao dos Resultados

De acordo com Maroco (2010, p. 171), "Analise Fatorial e uma tecnica de modelacao linear geral, cujo objetivo e identificar um conjunto reduzido de variaveis latentes (fatores) que expliquem a estrutura correlacional observada entre um conjunto de variaveis manifestas (itens)". Apos a AFC, segue a etapa final da pesquisa com a modelagem de equacoes estruturais (Byrne, 2001; Maroco, 2010). Praticamente quase todos os pesos fatoriais sao elevados ([greater than or equal to]0,5), alem de terem fiabilidades individuais adequadas ([R.sup.2] [greater than or equal to] 0,25).

A violacao extrema da normalidade multivariada pressupoe valores de assimetria e curtose, respectivamente de [absolute value of sk]>2-3 e [absolute value of ku]>7-10. Nesse caso, a qualidade dos indices de ajustamento dos parametros pode ser questionada (Hair et al., 2010). Os valores de assimetria (sk) e de curtose (ku) de todos os itens individuais nao se afastam excessivamente dos valores adequados a assuncao do pressuposto da normalidade.

Para analisar a validacao das escalas, realizou-se analise exploratoria preliminar para avaliar os missings e outliers. Os missings foram tratados pelo procedimento de substituicao dos valores ausentes pela media. Os outliers foram considerados como observacoes extraordinarias inexplicaveis por se tratar de percepcoes subjetivas dos respondentes (Corrar, Paulo & Dias, 2007). A analise de confiabilidade interna (Tabela 1) foi utilizada por meio do calculo do coeficiente Alfa de Cronbach (Hair et al., 2010).

A Modelagem de Equacoes Estruturais [SEM] (2) e um metodo estatistico utilizado para alcancar um quadro confirmatorio, por meio da analise estrutural da teoria e do teste de hipoteses dos fenomenos observados, conforme o modelo teorico e estrutural apresentado na Figura 1.

Diferente das outras tecnicas multivariadas, a analise de equacoes estruturais combina aspectos da analise fatorial e de regressao multipla, permitindo estudar relacoes de dependencia simultanea, por meio de um modelo que operacionaliza uma teoria (Byrne, 2001). Alem disso, o SEM utiliza construtos latentes para analisar o impacto (magnitude dos efeitos) de variaveis independentes ou preditoras em variaveis dependentes e explicar o erro de mensuracao do processo de estimacao (Hair et al., 2009).

Na AFC verificada, a existencia de outliers pela distancia quadrada de Mahalanobis ([D.sup.2]) e a normalidade das variaveis sera avaliada pelos coeficientes de assimetria (sk) e curtose (ku) uni--variada e multivariada, com valores para [absolute value of Sk]<3 e [absolute value of Ku]<10 (Maroco, 2010).

Em relacao a afericao da qualidade e ajustamento global do Modelo de Equacoes Estruturais, por regra em geral sao medidas as seguintes estatisticas: [X.sup.2] e p-value, X2/DF, CFI, GFI, TLI, PGFI, PCFI, RMSEA (I.C. 90%) e p-value ([H.sub.0]: RMSEA< 0.05).

Quanto as estatisticas, indices de qualidade de ajustamento e valores de referencia mais comumente utilizados estao na Figura 1.

Na realidade nao e necessario escolher todos os indices de medida para ajustamento do modelo. Na Tabela 2 sao apresentados os indices de adequacao do modelo da Figura 1.

A relacao [chi square]/ df (Qui-Quadrado Ajustado pelos Graus de Liberdade) foi avaliada como um indice de ajuste absoluto, com a pontuacao aceitavel definida como menor do que 5,0, indicando que o modelo consegue se ajustar a populacao (Arbuckle, 2007). Tambem foi analisado o Indice de Ajuste Comparativo [CFI], considerando valores acima de 0,8 indicativo de um bom ajuste, sendo ideal valores acima de 0,9 (Maroco, 2010) e a Raiz Quadrada Media do Erro de Aproximacao [RMSEA], que em geral considera valores inferiores a 0,08 como indicativos de um bom ajuste, sendo ideal valores abaixo de 0,07. Assim, os dados ajustaram-se de forma moderada ao modelo estrutural proposto.

Na analise das trajetorias causais ficou evidente que todas elas sao estatisticamente significativas, conforme Figura 3. A analise do modelo mostra que boa parte dos pesos fatoriais sao elevados ([greater than or equal to]0,5), alem de ter coeficiente de determinacao adequado de 0,27 ([R.sup.2] [greater than or equal to] 0,25), que informa o poder explicativo da regressao.

Todos os pesos de regressao padronizados (p) apresentam um nivel de significancia (p< 0,001). Os coeficientes de trajetoria entre os construtos sao respectivamente: Sentimentos_Topofilicos<---Intencao Empreendedora ([beta] = 0,23), Sentimentos_Topofilicos<---Atitude_Empreendedora ([beta] = 0,38). Alem disso, existe uma correlacao entre Intencao Empreendedora e Atitude Empreendedora (0,36). Quanto ao O Critical Ratio (C.R.) ou T-value (t) foi obtido por meio dos seguintes elementos (B/S.E.). Assim, observa-se que os valores de C.R. estao acima dos valores de referencia (C.R>[absolute value of 1,96]) conforme a Tabela 3.

O modelo final ajustado (Figura 1) confirma as hipoteses levantadas, conforme pode ser visto na Tabela 4.

Sendo assim, as hipoteses do estudo nao foram refutadas, sendo validas e indicando que o modelo teorico e capaz de reproduzir a estrutura correlacionai das variaveis manifestas observadas na amostra da pesquisa. A partir da analise, evidencia-se que os indices podem ser melhorados. Para tanto, faz-se necessario adequar as variaveis de construto existentes, assim como elaborar de novos itens visando obter ajustes mais adequados das escalas, em particular, e da relacao estrutural proposta.

Discussao

A pesquisa empreendeu o teste estatistico de duas hipoteses. A primeira, que indica a atitude empreendedora como influenciadora dos sentimentos topofilicos, confirmada pelo estudo, favorece a compreensao de que a predisposicao cognitiva, afetiva ou comportamental (Lopez & Souza, 2008) do empreendedor potencializa a vinculacao desse sujeito ao lugar, a medida que se ampliam as percepcoes sobre as potencialidades do lugar onde nasceu, cresceu e formou suas memorias. A topofilia, nesse caso, resultado da identificacao com o esse espaco, e influenciada por aspectos culturais, ambientais e arquitetonicos (Tuan, 1974, 1980; Oliveira, 2011) e por avaliacoes positivas ou negativas, com base nas experiencias e memorias capazes de produzir comportamentos (Petty & Wegener 1998; Sheth, Mittal & Newman, 1999), que impactam a relacao individuo-ambiente.

No que diz respeito ao empreendedorismo, a cognicao dispoe da capacidade de conhecer o lugar, saber necessario para que o sujeito aprecie o contexto (Ajzen, 2001; Fishbein & Ajzen, 1975). O afeto, veiculado em interacao com as emocoes que o lugar evoca, em consonancia com as reminiscencias, impulsiona o empreendedor a conhecer e valorar o ambiente que o cerca (Ajzen, 2001; Fishbein & Ajzen, 1975). O comportamento resultante da apreciacao e do afeto disparado organiza a confluencia de sentimentos que, se positivos, podem florescer em torno do apego ao lugar, apreendido pela topofilia (Ajzen, 2001; Fishbein & Ajzen, 1975; Oliveira, 2011; Tuan, 1974, 1980).

A segunda hipotese evidenciou a relacao da intencao empreendedora na formacao de sentimentos topofilicos. Nesse caso, a intencao de empreender, concebida como disposicao mental que impulsiona o individuo para desenvolver acoes (Bird, 1988; Chell, 2000), se da em funcao de suas experiencias individuais e coletivas adquiridas a partir do seu campo de atuacao.

Dessa forma, o individuo com caracteristicas prospectivas a empreender, diferencia-se dos demais por suas atitudes e por referendar um comportamento com atributos e significados distintos. Os sentimentos topofilicos, a medida que podem ser compreendidos como uma manifestacao comportamental valorativa (Oliveira, 2011; Tuan, 1974, 1980), recebem influencia das atitudes (acoes) empreendedoras.

Em conjunto, a atitude e a intencao empreendedora formam caracteristicas do espirito empreendedor, combinacao de seus distintos atributos de natureza pessoal profissional e social (Correa & Valle, 2013). A atividade de empreender, esta associada a necessidade de independencia, de desenvolvimento pessoal, da instrumentalidade da riqueza e da necessidade de aprovacao (Carvalho, 2004; Mcclelland; 1972; Mcclelland & Burnham, 1995).

Por decorrencia desses fatores, estudos mostram possibilidades de relacoes entre a capacidade de interacao do sujeito com o ambiente e a probabilidade da criacao de apego, por receber no ambiente reconhecimento social e por possuir maior familiaridade com as questoes do seu entorno (Carvalho, 2004; Davidsson, 1995).

Consideracoes Finais

As implicacoes praticas extraidas desta pesquisa aportam evidencias concretas de relacionamentos relevantes entre os construtos propostos, consistentes com a teoria, para explicar que a atitude e a intencao empreendedoras sao relacionadas aos sentimentos topofilicos. Diante disto, os resultados comprovaram que o modelo conceitual proposto se mostrou adequado para explicar a intencao e acao de empreender.

A relevancia teorica de investigar o empreendedorismo em discentes e evidenciada a medida que estes assumem papel determinante na construcao e emancipacao do potencial empreendedor.

Desse modo, o empreendedor tem suas competencias alinhadas a capacidade de geracao de renda e a formacao de um ambiente social que promova o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas. Essa postura, alem de favorecer o desenvolvimento economico, culmina ainda na realizacao pessoal e profissional desses atores sociais, que possuem energia para vencer obstaculos e concretizar desafios.

Desta maneira, este estudo confere evidencias empiricas para estas consideracoes. Contudo, e necessario pontuar algumas limitacoes inerentes a este trabalho. A primeira refere-se a impossibilidade de extrapolar os resultados. Apesar de a pesquisa ter contado com um numero significativo de amostras (360 universitarios) em relacao a populacao, este numero ainda e considerado pequeno para inferir conclusoes definitivas e generalizadas. A realizacao de pesquisas futuras, envolvendo um maior numero de universitarios, e necessaria para confirmar ou refutar os resultados aqui encontrados. Apesar do alinhamento dos achados da pesquisa com o campo do empreendedorismo, sugere-se, para pesquisas futuras, a reaplicacao deste modelo em outras IES do Brasil e inclusive em ambito internacional para permitir melhoria dos ajustes, com a possibilidade de adaptacao do instrumento ou insercao de novos itens a escala.

Alem disso, para estudos futuros, acredita-se no potencial de pesquisas que incorporem ao processo de validacao das escalas, aspectos socio demograficos, para que se possam testar diferencas de resultados para diferentes caracteristicas de uma mesma amostra. Ademais, pode-se levantar dados em periodos de tempo distintos com os mesmos participantes e verificar a estabilidade dos resultados ao longo do curso e, alem disso, pesquisas em outras instituicoes, inserindo variados cursos de graduacao e pos-graduacao. Assim, sera possivel uma ampliacao da compreensao das relacoes testadas, incluindo analises multigrupo na perspectiva de compreender como a topofilia pode se apresentar quando relacionada a atitude e a intencao com base no perfil do publico discente (faixa etaria, renda, cursos, genero, por exemplo). Uma pesquisa futura tambem poderia relacionar a topofilia com motivacoes empreendedoras.

A apresentacao dessas limitacoes e sugestoes aponta para o fato de que a presente pesquisa, de carater inovador, contribui para pesquisas futuras nessa area no meio academico brasileiro. Dessa forma, acredita-se que este e um tema fecundo para o desenvolvimento de projetos de pesquisas, oferecendo uma contribuicao para o desenvolvimento de outros estudos relacionados ao tema. Portanto, fica evidenciada a importancia acerca da topofilia e do empreendedorismo, para que o amadurecimento desta linha de pesquisa possa apresentar ainda mais resultados que contribuam para o desenvolvimento de todos os atores envolvidos neste contexto.

DOI: http://dx.doi.org/10.21529/RECADM.2017015

Recebido em: 06/06/2017

Aprovado em: 11/11/2017

Ultima modificacao: 15/12/2017

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Antonia Marcia Rodrigues Sousa

Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Brasil.

pesquisadoramarciarodrigues@gmail.com

Fabiana Pinto de Almeida Bizarria

Universidade de Fortaleza, Brasil. bianapsq@hotmail.com

Alexandre Oliveira Lima

Universidade da Integracao Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira --UNILAB, Brasil.

alexandrelima@unilab.edu.br

Marcus Vinicius de Oliveira Brasil

Universidade Federal do Cariri-UFCA, Brasil.

mvobrasil@gmail.com

Raimundo Eduardo Silveira Fontenele

Universidade Federal do Ceara, Brasil.

prof.eduardo.fontenele@gmail.com

(1) Structural Equations Modeling [SEM].

(2) Do ingles "Structural Equation Modeling".

Caption: Figura 1. Modelo do estudo Fonte: Elaborada pelos autores (2016).

Caption: Figura 3. Modelo de Equacoes Estruturais Final Fonte: Elaborada pelos autores (2016).
Tabela 1. Dimensoes, Indicadores e o alfa de Cronbach para os tres
construtos

Construto       Indicadores                               Alfa de
                                                          Cronbach

Sentimentos     ST1, ST2, ST3, ST4, ST5, ST6, ST7, ST8    0,81
Topofilicos
Atitude         AE1, AE2, AE3, AE4, AE5, AE6, AE7         0,74
Empreendedora
Intencao        IE1, IE2, IE3, IE4, IE5, IE6, IE7, IE8    0,87
Empreendedora

Fonte: Dados da pesquisa (2016).

Tabela 2. Ajustes estruturais do modelo da pesquisa

Modelo          DF    [chi      [chi      CFI    NFI    TLI    RMSEA
                      square]   square]
                                /DF

3 Constructos   227   840,892   3,7       0,80   0,75   0,76   0,087

Fonte: Dados da pesquisa (2016).

Nota: [chi square] = chi square; %2JDF= chi square / degrees of
freedom; CFI = comparative fit index; NFI = normed fit index; RMSEA =
root mean square error of approximation.

Tabela 3. Pesos de Regressao para o Modelo Final

Construios                             Estimate   S.E.   C.R.     P

Sentimentos_Topofilicos <---           ,164       ,045   3,618    ***
  Intencao_Empreededora
Sentimentos_Topofilicos <---           ,480       ,096   5,013    ***
  Atitude_Empreendedora
Relacao_sentimental_influen_intenc_    1,000
  criar_empresa
  <---Sentimentos_Topofilicos
Relacoes_afetivas_influenc_intenc_     1,038      ,122   8,531    ***
  criar_empresa <---Sentimentos_
  Topofilicos
Aspectos_culturais_influenc_intenc_    1,081      ,131   8,257    ***
  criar_empresa <--Sentimentos_
  Topofilicos
Acesso_influenc_intenc_criar_empresa   1,047      ,121   8,679    ***
  <---Sentimentos_Topofilicos
O_clima_influenc_intenc_criar_         ,920       ,119   7,740    ***
  empresa <---Sentimentos_Topofilicos
Infraestrutura_influenc_intenc_        1,253      ,133   9,407    ***
  criar_empresa <---Sentimentos_
  Topofilicos
Capacidade_produtiva_influenc_         1,230      ,130   9,428    ***
  intenc_criar_empresa <---
  Sentimentos_Topofilicos
Renovo_esforcos_para_superar_          1,000
  obstaculos <---Atitude_Empreendedora
Faco_sacrificio_pessoais_conclui_      ,898       ,102   8,761    ***
  tarefas <---Atitude_Empreendedora
Defino_metas_long_prazo_claras_        ,890       ,108   8,240    ***
  objetivas <---Atitude_Empreendedora
Confio_minh_capacidad_superar_         ,722       ,092   7,808    ***
  desafios <---Atitude_Empreendedora
E_important_buscar_oportunid_          ,762       ,087   8,778    ***
  negocios <---Atitude_Empreendedora
Implement_novas_ideias_melhorar_       1,017      ,113   9,025    ***
  negocio <---Atitude_Empreendedora
Estou_pronto_fazer_impossivel_         1,000
  tornar_empreend <---Intencao_
  Empreededora
Criarei_minh_empres_proxim_cinco_      1,036      ,071   14,603   ***
  anos <---Intencao_Empreededora
Meu_objet_pessoal_ser_empreendedor     1,039      ,070   14,819   ***

  <---Intencao_Empreededora
Estou_preparad_para_criar_empres_      1,063      ,066   16,053   ***
  minh_cidade <---Intencao_
  Empreededora
Estou_determinad_criar_empres_         1,172      ,072   16,184   ***
  futur_minh_cidade <---Intencao_
  Empreededora
Ja_pensei_criar_empres_futur_minh_     ,966       ,073   13,147   ***
  cidade <---Intencao_Empreededora
Tenho_grand_chance_sucess_abriss_      ,736       ,105   7,025    ***
  empres_minh_cidade <---Intencao_
  Empreededora
Faria_esforc_necess_abrir_empres_      ,634       ,058   10,948   ***
  minh_cidade <---Intencao_
  Empreededora
Utilizo_contat_pessoais_atingir_       ,827       ,106   7,775    ***
  objetivos <---Atitude_Empreendedora
Arquitetura_da_cidade_proporc_         1,040      ,121   8,594    ***
  intenc_criar_empresa <---
  Sentimentos_Topofilicos

Fonte: Dados da pesquisa (2016).

Notas: * p<0,10; ** p<0,05; *** p<0,01.

Tabela 4. Teste de Hipoteses entre Atitude e Intencao Empreendedora e
Sentimentos de Topofilia

Variavel                        Variavel       Coeficiente   S.E
Independente                    Dependente     Padronizado

Atitude         [right arrow]   Sentimentos    0,38          0,045
Empreendedora                   de Topofilia
Intencao        [right arrow]   Sentimentos    0,23          0,096
Empreendedora                   de Topofilia

Variavel                        Variavel       C.R     P     Hip
Independente                    Dependente

Atitude         [right arrow]   Sentimentos    3,618   ***   H1
Empreendedora                   de Topofilia
Intencao        [right arrow]   Sentimentos    5,013   ***   H2
Empreendedora                   de Topofilia

Variavel                        Status
Independente

Atitude         [right arrow]   A
Empreendedora
Intencao        [right arrow]   A
Empreendedora

Fonte: Dados da pesquisa (2016).

Notas: * p<0,10; ** p<0,05; *** p<0,01; A=Hipotese Aceita; R=Hipotese
Rejeitada.

Figura 2. Estatisticas, indices de qualidade de ajustamento e
valores de referencia

Estatistica        Valores de Referencia              Macro AMOS
                                                      Graphics

[X.sup.2] e        Quanto menor, melhor; p>0.05       \cmin;\p
p-value
                   > 5--Ajustamento mau
X2/gl              ]2;5]--Ajustamento sofrivel        \cmindf
                   ]1;2]--Ajustamento bom
                   ~1--Ajustamento muito bom
NFI                0.8--Ajustamento mau               \nfi
CFI                [0.8;0.9[--Ajustamento sofrivel    \cfi
GFI                [0.9;0.95[--Ajustamento bom        \gfi
TLI                >0.95--Ajustamento muito bom       \tli
PGFI               <0.6--Ajustamento mau              \pgfi
                   [0.6;0.8[--Ajustamento bom
PCFI                                                  \pcfi
                   >0.8--Ajustamento muito bom
RMSEA              >0.10--Ajustamento inaceitavel     \rmsea
(I.C.90%)          ]0.05; 0.10]--Ajustamento bom      \rmsealo90
e                  <0.05- Ajustamento muito bom       \rmseahi90
p-value            p-value>0.05                       \pclose
(Fi0:RMSEA<0.05)
AIC                                                   \aic
                   So para comparar modelos
BCC                (especialmente modelos             \bcc
                   nao-aninhados).
ECVI                                                  \ecvi
                   Quanto menor, melhor...
MECVI                                                 \mecvi

Fonte: Maroco (2010, p. 51)
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Author:Sousa, Antonia Marcia Rodrigues; Bizarria, Fabiana Pinto de Almeida; Lima, Alexandre Oliveira; Brasi
Publication:Revista Eletronica de Ciencia Administrativa
Date:Sep 1, 2017
Words:8003
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