Printer Friendly

Thought without dissimulation/O pensamento sem dissimulacao.

EFEMERIDE

Jean Baudrillard (Reims, 1929 - Paris, 2007)

"De toute facon, s'il veut parler d'illusion, le langage doit se faire lui-meme illusion.

S'il veut parler de seduction, il doit se faire seduction."

"S'il n'y avait pas les apparences, le monde serait un crime parfait, c'est-a-dire sans criminel, sans victime et sans mobile."

Jean Baudrillard

O crime perfeito nao aconteceu. A realidade fez a sua reaparicao. Se nao houve mobil nem criminoso, salvo a doenca ou a natureza, a vitima era bem conhecida. O sociologo, filosofo, poeta e fotografo Jean Baudrillard morreu em 6 de marco de 2007. Morte natural. Mais um paradoxo na sua existencia feita de antagonismos. O grande pensador frances--certamente o maior dos ultimos 50 anos na capacidade de aliar originalidade de ideias e exuberancia de estilo--havia denunciado num livro desconcertante as impossibilidades de um ponto final (L'illusion de la fin ou la greve des evenements, 1992). A vida nao tem fim, ele costumava dizer, com o seu sorriso ironico. Os homens e que teriam inventado (ou simulado) sentidos, finalidades e ate mesmo a passagem do tempo como uma absurda ruptura. Baudrillard morreu ha dez anos.

Em La transparence du mal--essai sur les phenomenes extremes, ele foi ainda mais longe na sua especulacao:

Rien (ni meme Dieu) ne disparait plus par la fin ou la mort, mais par proliferation, contamination, saturation et transparence, extenuation et extermination, par epidemie de simulation, transfert dans l'existence seconde de la simulation. Plus de mode fatal de disparition, mais un mode fractal de dispersion (Paris, Galilee, 1990, p. 12).

Se Baudrillard tiver desaparecido no cosmos certamente nao sera por banalizacao ou por extincao, mas por excesso de lucidez e de pertinencia numa dispersao fractal de ideias paradoxais, hiperbolicas, viroticas, translogicas e vivas. Nascido em Reims, em 20 de julho de 1929, Jean Baudrillard foi primeiro germanista e critico literario. Comecou ensinando no ensino medio. Em 1966, defendeu a tese O sistema dos objetos (publicada dois anos depois pela Gallimard), sob a orientacao de Henri Lefebvre. Em 1972, tornou-se professor na Universidade de Nanterre (Paris X).

Em 1986, passou a integrar o Institut de recherche et d'information socioeconomique de Paris IX (Dauphine). A sua carreira de pensador teve varias fases. Inicialmente, influenciado pelo estruturalismo e por pensadores como Guy Debord, Henri Lefebvre e Roland Barthes, situou-se como um neomarxista em busca de uma renovacao teorica e de um suplemento de utopia para um mundo em crise de referencias. E o tempo, entre outros, do ja citado O sistema dos objetos (1968), de La societe de consommation (1970), de Pour une critique de leconomie politique du signe (1972) e de um livro de grande impacto: Le miroir de la production (1973).

Numa segunda fase, Jean Baudrillard ganha em originalidade e afasta-se da sua matriz de pensamento. E a epoca de Echange symbolique et la mort (1976), L'effet Beaubourg, Oublier Foucault (1977) e De la Seduction (1979). Mas e na terceira fase, inaugurada em 1981 com Simulacres et simulation, que aparecera em todo o esplendor o polemista, o paroxista, o provocador e especialmente o rei dos paradoxos. Baudrillard evolui da critica a ironia, da utopia renovada ao niilismo caustico e da tatica frontal as estrategias fatais. O ensaio argumentativo cederia lugar cada vez mais ao fragmento (como se vera mais tarde nos cinco volumes de Cool memories), aos aforismos, a frase chocante e as formulas deliciosamente impiedosas. Ate o fim essa capacidade seria agucada e aperfeicoada, o que pode ser visto em Power inferno (2002), reuniao de artigos sobre os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 nos EUA.

Em todo o seu percurso, Baudrillard foi um mestre das imagens, das analogias e dos recursos linguisticos para compreender o vivido. Ele fez do termo "metastase" uma metafora devastadora para explicar os processos de decomposicao do tecido social contemporaneo. Tudo desapareceria realmente por saturacao, disseminacao patologica, difusao virotica, proliferacao excessiva e caotica, banalizacao, hiper-exposicao, visibilidade exagerada e doentia. O excesso de luz faz desaparecer uma imagem. Paradoxalmente, outra vez um paradoxo no seu caminho de brilhantes excessos, foi um cancer que o matou. Paradoxo ou redundancia? Ironia ou excesso de realidade? Liberacao final e total da energia ou puro esgotamento? Baudrillard deixou a vida para continuar definitivamente nas ideias e nas paginas, onde ja se encontrava provisoriamente desde a sua primeira incursao na analise dos objetos e na arte da geracao de novas hipoteses.

Intervalo: eu estive proximo de Jean Baudrillard. Tive a sorte de ter com ele encontros em cidades diferentes ou em mesas de bar, onde ele fazia cada interlocutor se sentir brilhante, sendo que brilhante mesmo era so ele. Mas tambem fui seu orientando, assim como de Michel Maffesoli e Edgar Morin, num pos-doutorado em sociologia sobre a miseria do jornalismo. Alem disso, fui um dos seus tradutores no Brasil. Tarefa das mais gratificantes pelo exercicio intelectual de alto nivel. Cheguei a ajudar a produzir dois dos seus livros: Tela total, uma coletanea dos seus artigos publicados no jornal Liberation, lancada no Brasil antes mesmo da existencia de uma edicao francesa, e O Anjo de estuque --poesia e fotografia. Ambos sairam pela Sulina, editora de Porto Alegre. O casamento dos seus poemas, que ja haviam sido publicados com as suas fotos foi uma novidade que muita alegria lhe deu ja na sua ultima curva.

Ao longo dos seus 77 anos, Baudrillard experimentou de tudo um pouco sempre com a mesma intensidade. Acima de tudo, nao se deixou congelar. Foi marxista, estruturalista, pos-estruturalista, patafisico, situacionista, utopista, transversal, viral e genialmente um niilista em tempo integral. Como pensador, refletiu principalmente sobre dois temas essenciais: a utopia e a radicalidade. Queria um "pensamento radical" como utopia maior. Desejava capturar algo que estivesse aquem ou alem do valor de troca: o irredutivel a condicao de mercadoria. Extraordinario observador do mundo contemporaneo dominado pela midia, pela publicidade e pelo consumo, ele percebeu o esgotamento da critica--transformada num resmungo moralista--e passou a defender uma "teoria ironica" marcada pela capacidade de mostrar o avesso das coisas triviais. A ironia e o paradoxo foram as suas armas no combate a imbecilidade, a estupidez e a barbarie. Um exemplo: "A humanidade espera que a inteligencia artificial a salve da sua estupidez natural".

Numa das suas perguntas mais classicas, analisando todas as formas de liberacao nascidas nos anos 1960 atraves da metafora da orgia, ele quis saber: O que fazer depois da orgia? Depois de um surto de liberacao--do corpo, da mulher, dos estudantes, da autoridade paterna--o que esperar? Baudrillard nao dava respostas, nao produzia manuais de utilizacao e nao se preocupava em atender as expectativas de solucao. O seu papel era claro: pensar o absurdo das engrenagens sociais. Depois dele, resta a pergunta: havera algo para fazer no pos-vida? Mas, principalmente, o que fazer depois do fim de um grande filosofo e do vazio que deixou? Talvez se convencer de que o pensamento nao tem fim. Ou, como ele mesmo fez em relacao a guerra do Golfo (La guerre du Golfe n'apas eu lieu, 1991), anunciar sem hesitacao: a morte de Baudrillard nao aconteceu. A morte era um desaparecimento fatal. Logo ...

O estilo como estrategia fatal

Ao contrario do que ocorre com a maioria dos sociologos, Jean Baudrillard sabia escrever. Era um mestre do estilo. Mesmo que nenhuma das suas ideias fosse pertinente ainda restaria a sua forma literaria, equivalente a de Nietzsche e de Cioran. A forma de Baudrillard, porem, nao era vazia nem estava a servico do narcisismo do autor. Ela reforcava um conteudo original e impiedoso capaz de revelar as entranhas da "sociedade de consumo", caracterizada por suas mitologias publicitarias, pelas mistificacoes da politica (que ele abordou em A l'ombre des majorites silencieuses, 1978, ou Le PC ou les paradis artificiels du politique, 1978), devorada pela indiferenca dessas maiorias silenciosamente corrosivas e marcadas pelo desaparecimento, sempre em curso, do real como territorio de referencia (Le crime parfait, 1994).

Num dos seus livros mais inspirados, Les estrategies fatales, ele advertiu: "Nous avons tout transgresse, y compris les limites de la scene et celles de la verite" (Paris, Grasset, 1983, p. 79). No hiper-real--um dos seus conceitos mais agudos--, uma verdade mais verdadeira do que a verdade finge se impor. Entao, nesse reino dos "simulacros e da simulacao", so a ironia pode surtir algum efeito de desvio. Apenas a mudanca da forma ainda poderia transportar algum conteudo de modo a arrancar o destinatario do seu torpor conformista. Artistas plasticos e cineastas (o filme Matrix cita Simulacros e simulacao) beberam fartamente nessa mudanca de paradigma que considerava a realidade "uma cadela" e zombava do poder da midia: "Les medias sont sans reponse. Mais peut-etre ne sont-ils que la surface derriere laquelle les masses en profitent pour se taire?" (1983, p. 95). Para Baudrillard, a massa neutraliza a midia por meio de uma colossal indiferenca ao sentido e a todo conteudo e toda mensagem.

Nao e, portanto, estranho que os marxistas tenham ficado decepcionados e tenham passado a atacar o antigo aliado. Qualquer marxista que se respeite ainda sonha com um bom uso dos meios de comunicacao e com a conscientizacao das massas. Mas para Baudrillard, na era dos fenomenos extremos, a critica ideologica e moralista, fixada na ilusao do sentido e na obsessao do conteudo, era incapaz de perceber a relevancia da escrita, do ato de escrever, da forma como instancia poetica, ruptura ironica, argumentacao alusiva, astucia da linguagem, jogo revelador de algo que nao se expressa literalmente. Em outras palavras, nao ha conversao possivel. No seu entender, "o pensamento radical" (2004) migrou do conteudo explicito para a forma como unico elemento de desconstrucao, pois, para ele, a linguagem e sempre irreal. Ate mesmo quando se propoe a designar objetivamente as coisas numa funcao denotativa. Mesmo ai ela o faz por vias irreais, sinuosas, elipticas, ironicas.

A analise jamais pode ser frontal. A verticalidade desvia qualquer argumento do seu alvo. O caminho da interpretacao com algum poder de eficacia precisa sempre ser transversal como condicao para a percepcao do aspecto sinuoso da existencia. Nenhuma metodologia aguda estaria apta a fazer emergir a arbitrariedade do signo ou a revelar a singularidade do contingente. O pensador, nesse sentido, esta obrigado a recorrer ao paroxismo, a caricatura e a reversao do sentido aparente para tentar se aproximar do misterio do objeto, esse termo que e um conceito proprio a sociedade particular surgida da revolucao industrial.

A necessidade do "mal"

Pensador extremamente influente nos Estados Unidos, pais onde lecionou e sobre o qual publicou um livro da melhor e mais inquietante prosa poetica, Amerique (1986), Jean Baudrillard tinha horror ao puritanismo, ao moralismo, ao politicamente correto e ao imperialismo explicito ou disfarcado de processo civilizatorio e democratizador. Nada o preocupava mais do que a tentativa contemporanea de expurgar todas as formas de diferenca--a eliminacao do outro, da loucura e da alteridade. Uma sociedade sem "mal", devotada a uma ideia unica do "bem", parecia-lhe uma distopia, um mundo sem zonas de sombra, inteiramente controlado, asseptico, hipocrita, fraco, inutil e esteril, incapaz de aceitar o valor e a "inteligencia do mal".

Na verdade, Baudrillard chegou a defender um "principio do mal". Interessava-lhe sustentar a negatividade--tudo aquilo que esta alem de uma positividade de autoajuda ou de espirito carola--como um ponto de recusa, de deriva, de transgressao e de liberdade. Mergulhados nas suas ilusoes positivas, os homens nao perceberiam as armadilhas da domesticacao, a exemplo da fatalidade estrategica de um tedio profundo, embora inusitado, produto, nas ferias, da felicidade e da distracao. De certa forma, ninguem quer escapar ao comodismo da sua prisao diaria e produtivista. Dai a pergunta nua e crua: "Como pensar que as pessoas vao desmentir a sua vida cotidiana procurando uma alternativa?"

Bem entendido, o mal para ele era um "atrator estranho", tudo aquilo que arranca o homem da submissao e do conformismo. Depois do 11 de setembro de 2001, Baudrillard anunciou o fim da greve dos acontecimentos e nesse livro magistral que e Power inferno enunciou a mais radical hipotese em relacao ao conflito entre norte-americanos e muculmanos extremistas: os Estados Unidos teriam inveja de homens ainda capazes de morrer por uma causa, irredutiveis, nao aceitando negociar nem se vender, enquanto os proprios soldados americanos partiriam para a guerra confortados por um slogan: morte zero. Como nao invejar quem por idealismo se poe acima do valor mercantil?

Nada escapava das especulacoes de Baudrillard, nem mesmo um programa como Loft Story, o Big Brother na Franca. Diante da questao, por que as pessoas veem um reality-show desse tipo? Ele sugeriu a hipotese da "democracia radical". Numa democracia convencional, o preco da fama era o merito. Loft Story instauraria a "democracia radical": todos podem ser famosos sem merito algum, a nao ser o de se tornar visiveis. Triunfo da mediocridade total na era das celebridades descartaveis e planas. Apogeu da "sociedade do espetaculo" (descrita por outro maldito, Guy Debord).

De resto, Baudrillard via a midia, que nao o fascinava como espectador, com um olhar sem complacencia e divertido:

La television fait beaucoup parler d'elle ces temps-ci. En principe, elle la pour nous parler du monde et pour s'effacer devant l'evenement, en bon medium qui se respecte. Mais depuis quelque temps, il semble, ou qu'elle ne se respecte plus, ou qu'elle se prend elle-meme pour l'evenement (Paris, 1997, p. 211).

Paroxista (in)diferente

Observador incansavel earguto, Jean Baudrillard analisou a mercantilizacao da cultura, o ocaso da utopia, a perda das ilusoes revolucionarias, a derrocada do comunismo, a ascensao do consumismo, a crise das vanguardas artisticas, a "midiatizacao" das sociedades, o fim da seducao, a consolidacao do obsceno, o fim da ideia de fim--fim das classes sociais, fim do capitalismo, fim da opressao, fim da desigualdade, fim da historia--, o desenvolvimento tecnologico--virtual, clonagem etc. E ironizou a "disneificacao" do mundo, "a sexualidade como doenca transmissivel" e o delirio como unica forma de racionalidade aceitavel, radical e claro emancipatoria.

Foi considerado por muitos como pessimista, cinico ou apocaliptico. Numa longa entrevista para o jornalista Philippe Petit, publicada como livro em 1997, Baudrillard definiu-se como um "paroxista indiferente". Indiferente a que? A simplificacao da dicotomia otimismo/pessimismo. Mas nada indiferente em relacao ao desejo de jogar, de crer na imperfeicao humana como sua maior qualidade, aquilo que a maquina nunca tera--a capacidade de mentir, de blefar, de sofrer, de sonhar, de gozar. O paroxista, segundo ele, apega-se aos fenomenos extremos, mas nao compartilha a crenca na ilusao do fim. Baudrillard sempre quis encontrar a estrategia capaz de reinventar a vida como inutilidade absoluta e de supor um lugar de evasao inatacavel:

Tres vite, je me suis detache de la sociologie des institutions, du droit, des structures sociales, de ces approches qui reposent sur l'idee d'une imagination du social, de sa transcendance. Mon objet serait plutot une societe en perte de transcendance, d'oU le social, l'idee de social elle-meme s'est retiree (...) ce que je reproche a la sociologie, c'est en effet son realisme, c'est de prendre le social pour le social et de ne meme pas envisager que ce soit, a un moment donne, une chance, un reve, une utopie, une contradiction, enfin quelque chose d'autre que du social, comme si la dimension sociale etait donnee (1997, p. 77-78).

Realismo limitado. Utopias ilimitadas

Nao resta duvida, Jean Baudrillard foi mesmo um extraordinario paroxista. Mas um paroxista diferente. O crime perfeito nao acontecera. Mas o crime mais que perfeito ja aconteceu. Baudrillard morreu ha uma decada. Morte natural. Por metastase. Mas ele nao desaparecera, a nao ser por multiplicacao radical da sua influencia ironica sobre o imaginario social em transformacao permanente. Em "Le crime parfait", ele havia escrito: "La grande question philosophique etait: 'Pourquoi y a-t-il quelque chose plutot que rien?'" Aujourd'hui, na veritable question est: "Pourquoi y a-t-il rien plutot que quelque chose?" (1995, p. 14). Agora a questao e ao mesmo tempo mais simples e incontornavel: o que existe entre o fim e o nada? Para falar de Baudrillard e fundamental que uma parte sobre, que algo nao seja traduzido ou nao seja totalmente referenciado. Trata-se de uma homenagem ao seu principio de irredutibilidade ao realismo castrador do social absoluto.

DOI: http://dx.doi.Org/ 10.15448/1980-3729.2017.2.26836

Referencias

BAUDRILLARD, Jean. Le systeme des objets. Paris: Gallimard, 1968

--. La societe de consommation. Paris: Denoel, 1970.

--. Pour une critique de l'economie politique du signe. Paris: Gallimard, 1972.

--. L'echange symbolique et la mort. Paris: Gallimard, 1976.

--. Oublier Foucault. Paris: Galilee, 1977.

--. L'effet Beaubourg. Paris: Galilee, 1977.

--. A l'ombre des majorites silencieuses. Paris: Denoel, 1978.

--. Le PC ou les paradis artificiels du politique. Paris: Cahiers de l'Utopie, 1978.

--. De la seduction. Paris: Galilee, 1979.

--. Simulacres et simulation. Paris: Galilee, 1981.

--. Les strategies fatales. Paris: Grasset, 1983.

--. La gauche divine. Paris: Grasset, 1984.

--. Le miroir de la production. Paris: Galilee, 1985.

--. Amerique. Paris: Grasset, 1986.

--. L'Autre par lui meme. Habilitation. Paris: Galilee, 1987.

--. Cool memories I. Paris: Galilee, 1987.

--. Cool memories II. Paris: Galilee, 1990.

--. La transparece du mal. Paris: Galilee, 1990.

--. La guerre du Golfe n'a pas eu lieu. Paris: Galilee, 1991.

--. L'illusion de la fin. Paris: Galilee, 1992.

--. Le crime parfait. Paris: Galilee, 1994.

--. Fragments. Cool memories III. Paris: Galilee, 1995.

--. Ecran total. Paris: Galilee, 1997.

--. Le paroxiste indifferent (com Philippe Petit). Paris: Grasset, 1997.

--. Tela total: mito-ironias da era do virtual e da imagem. Porto Alegre: Sulina, 1997.

--. L'echange impossible. Paris: Galilee, 1999.

--. Cool memories IV. Paris: Galilee, 2000.

--. Mots de passe. Paris: Pauvert, 2000.

--. Telemorhose. Paris: Sens & Tonka, 2001.

--. D'un fragment a l'autre (com Francois L'Yvonnet). Paris: Albin Michel, 2001.

--. L'esprit du terrorisme. Paris: Galilee, 2002.

--. Power inferno. Paris: Galilee, 2002.

--. La pensee radicale. Paris: Sens & Tonka, 2004.

--. Le pacte de lucidite ou l'intelligence du mal. Paris: Galilee, 2004.

--. O anjo de estuque. Porto Alegre: Sulina, 2004.

--. Cool memories V. Paris: Galilee, 2005.

--. Oublier Artaud. Paris: Sens & Tonka, 2005.

--. Le complot de l'art et compagnie. Paris: Sens & Tonka, 2005.

--. A propos de l'utopie. Paris: Sens & Tonka, 2005.

--. A l'ombre du millenaire ou le suspense de l'an 2000. Paris: Sens & Tonka, 2005.

Recebido em: 8/3/2017

Aprovado em: 9/3/2017

Autor

Juremir Machado da Silva

Doutor em Sociologia pela Universidade Paris-Descartes Sorbonne. Professor do Programa de Pos-Graduacao em Comunicacao Social da PUCRS. <iuremir@pucrs.br>

Endereco do autor:

Juremir Machado da Silva <juremir@pucrs.br>

Pontificia Universidade Catolica do Rio Grande do Sul (PUCRS) Programa de Pos-Graduacao em Comunicacao Social (PPGCOM) Avenida Ipiranga, 6.681--Predio 7 90619-900--Porto Alegre--RS--Brasil
COPYRIGHT 2017 Editora da PUCRS
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2017 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Title Annotation:Ciencias da Comunicacao
Author:da Silva, Juremir Machado
Publication:Revista Famecos - Midia, Cultura e Tecnologia
Date:May 1, 2017
Words:3051
Previous Article:Media and innovation in Simmel, Benjamin and McLuhan/Midia e inovacao em Simmel, Benjamin e McLuhan.
Next Article:Between editorialization and informative richness: the role of the implicit in the informative journalistic text/Entre a editorializacao e a riqueza...
Topics:

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2019 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters