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Thermal requirement and productivity in blackberry-function times of pruning/Exigencia termica e produtividade da amoreira-preta em funcao das epocas de poda.

INTRODUCAO

Segundo dados da Food and Agricultural Organization (FAO), atualmente os maiores produtores mundiais de amora-preta e framboesa sao Russia, Polonia, Servia, Estados Unidos, Ucrania e Mexico, respectivamente, com producoes de 140.000; 117.995; 89.602; 48.948; 28.100 e 21.468 toneladas produzidas em 2011. No mesmo ano, nestes paises, a area colhida variou de 28.400 a 1.325 ha (FAOSTAT, 2011).

No Brasil, o cultivo da amora-preta e considerado recente e restringe-se aos estados da regiao Sul do Pais e em algumas regioes dos Estados de Sao Paulo e Minas Gerais, com microclima favoravel. Em 2011, a area destinada ao cultivo de pequenos frutos, como amora-preta, framboesa, mirtilo e morango, foi de 3.560 ha (FACHINELLO, 2011).

Por outro lado, dentre as opcoes de especies frutiferas com perspectivas de aumento de producao e aumento de oferta para a comercializacao, a amoreira-preta (Rubus spp) destaca-se como uma das mais promissoras (JACQUES; ZAMBIAZI, 2011). A amoreira-preta e uma planta rustica, e em pequenas areas, podem-se conseguir grandes produtividades; alem disso, nos ultimos anos, a amora-preta tem atraido a atencao dos consumidores devido a suas propriedades antioxidantes.

Por meio de tecnologias apropriadas, tais como o uso de cultivares adaptadas, uso de reguladores vegetais para a quebra de dormencia, aplicacao de diferentes epocas de poda em funcao da exigencia termica (graus-dia) para o escalonamento da producao da amoreira-preta, pode ser possivel produzir frutos no periodo de entressafra para que o fruticultor seja mais bem remunerado. A realizacao da poda hibernal em diferentes epocas pode alterar o periodo de colheita de algumas culturas. Dalastra et al. (2009) conseguiram escalonar a producao de igos verdes de novembro a janeiro.

O pico da safra da amora-preta ocorre em novembro nos principais estados produtores, causando reducao de preco da fruta devido ao maior volume ofertado. Segundo o Ceasa Campinas (2013), o preco do quilo da amora-preta variou de R$ 6,60 a R$ 33,00, durante o periodo de setembro de 2012 a fevereiro de 2013, sendo o menor preco veriicado durante o mes de novembro. A partir dos valores de graus-dia, e possivel planejar o ciclo produtivo da lavoura de modo a determinar possiveis datas de poda, com o objetivo de fugir do pico da safra, corroborando Antunes et al. (2002), os quais relatam que a antecipacao da oferta de frutas, seja pelo manejo da cultura, seja pelas condicoes climaticas de uma regiao, pode criar uma oportunidade de mercado bastante favoravel ao fruticultor.

A amoreira-preta e uma fruteira de clima temperado e, portanto, necessita acumular um determinado numero de horas de frio (<7,2[degrees] e 13[degrees]C), durante o inverno, para que, passado este periodo, retome as fases de brotacao e lorescimento sem anomalias e comprometimento da produtividade. Certas variedades rusticas de pessego, ameixa, pera, caqui, igo e nespera tem sido cultivadas com Exito em regioes mais quentes, com indices termicos entre 40 e 80 horas (NHF<7[degrees]C) ou 600 e 800 horas (NHF<13[degrees]C) no Estado de Sao Paulo (PEDRO JR., 1979).

As reacoes metabolicas nos vegetais sao reguladas principalmente pela temperatura, interferindo em seu desenvolvimento, ou seja, nas fases fenologicas. O desenvolvimento refere-se a processos que envolvem diferenciacao celular, iniciacao e aparecimento de orgaos (HODGES, 1991). Como a temperatura do ar interfere na duracao do ciclo de um vegetal (HODGES, 1991; INFELD et al., 1998), o conceito de graus-dia ajuda a identiicar a duracao do ciclo e suas diferentes fases. Com isso, os graus-dia tornam-se uma importante ferramenta para planejar a poda e adequar a epoca de colheita em periodos de entressafra da amoreira-preta.

Dentro deste contexto, o presente trabalho teve como objetivo escalonar a colheita da amoreirapreta por meio do manejo da irrigacao e da realizacao de podas em diferentes epocas, levando em conta o numero de horas de frio e os graus-dia acumulados, avaliando a fenologia, producao e qualidade dos frutos, na regiao de Sao Manuel-SP.

MATERIAL E METODOS

O presente trabalho foi conduzido na Fazenda Experimental Sao Manuel, da Faculdade de Ciencias Agronomicas, UNESP, localizada nas seguintes coordenadas geograicas: 22[degrees] 44' 28" S e 48[degrees] 34' 37" W e a 740 m de altitude. O clima da regiao, segundo a metodologia de Koppen, e Cfa (clima temperado quente e umido), com temperatura media do mes mais quente superior a 22[degrees]C. Pela metodologia de Thornthwaite, o clima e mesotermico umido com pequena deiCiencia hidrica nos meses de abril, julho e agosto, com evapotranspiracao potencial anual de 994,21 mm, sendo 33% concentrada no verao (CUNHA; MARTINS, 2009).

As plantas de amoreira-preta 'Tupy' foram plantadas em julho de 2009 e conduzidas em 4 hastes principais, em sistema de espaldeira em T, com 1,2 m de altura. O espacamento utilizado foi o de 0,6 m entre plantas x 4,0 m nas entrelinhas e a densidade de plantio de 4.166 plantas [ha.sup.-1].

O delineamento experimental utilizado foi o esquema fatorial 2x5, constando de 2 sistemas de cultivo (nao irrigado e irrigado) e de 5 tratamentos (epocas de poda: 20-05, 26-06, 24-07, 23-08 e 26-09), com 4 repeticoes em blocos, sendo a parcela experimental representada por 6 plantas.

A irrigacao foi iniciada em funcao das datas de poda, e as laminas foram aplicadas de acordo com a evaporacao diaria de um Tanque Classe A, de maneira a satisfazer 100% da evapotranspiracao de referencia (ET0). A evapotranspiracao da cultura (ETc) foi determinada pela seguinte equacao: ETc = ET0 x Kc, em que ET0 e a evapotranspiracao obtida pelo produto entre a evaporacao do tanque Classe A (ECA) e o coeiciente do tanque (Kp), de 0,6836 para periodos secos e de 0,6119 para periodos chuvosos (CUNHA, 2011), representativos para a regiao de Sao Manuel-SP, e Kc e o coeiciente de cultura, para o qual se adotou o valor de 1,05, recomendado para o cultivo de videiras e pequenos frutos (ALLEN, 1998).

Cerca de quinze dias antes de cada poda, as plantas de amoreira-preta foram pulverizadas com uma solucao de Ethrel 720[R] a 6%, para provocar a desfolha das mesmas. Logo apos a poda, foi efetuada a quebra de dormencia, e as plantas foram pinceladas ate o ponto de escorrimento com uma solucao a base de agua e de Erger[R] (fertilizante nitrogenado) 4% + nitrato de calcio 4%.

A cada 3 dias, realizou-se a contagem do numero de gemas, brotacoes, lores abertas e frutos colhidos, com a inalidade de identiicar o pico das fases fenologicas. Considerou-se o pico de brotacao quando 50% das gemas vegetativas estavam brotadas, pico de lorescimento quando 50% das lores estavam abertas e pico de colheita quando 50% ou mais frutos haviam sido colhidos; e para determinar o intervalo de colheita, levou-se em consideracao a data da primeira e da ultima colheita.

A porcentagem de brotacao foi obtida dividindo-se o numero de gemas brotadas pelo numero de gemas vegetativas.

A producao foi determinada por meio do produto do numero medio de frutos produzidos por planta pelo respectivo peso medio (g). A produtividade foi determinada considerando-se um estande de 4.166 plantas [ha.sup.-1] (t [ha.sup.-1]).

Durante os picos de colheita, proporcionados em cada epoca de poda, os frutos foram colhidos e transportados ao Laboratorio de Fruticultura do Departamento de Horticultura da FCA/UNESP, onde se determinou: o peso medio dos frutos atraves da pesagem dos frutos em balanca semianalitica, com carga maxima de 2.000 g e precisao de 0,01 g; o teor de solidos soluveis determinado em refratometro digital com compensacao de temperatura automatica e a acidez titulavel (expressa em g de acido citrico 100[g.sup.-1]); o pH mensurado na polpa dos frutos, em potenciometro.

A soma termica foi calculada em funcao da duracao do ciclo (poda-brotacao; brotacaolorescimento; e lorescimento-colheita) e estimada pelo acumulo de graus-dia ([SIGMA]GD), considerando-se a temperatura-base de 10[degrees]C (BLACK et al., 2008). Deste modo, o [SIGMA]GD ([degrees]C dia) foi calculado pelo metodo de Arnold (1960), desde a poda ate a colheita:

[SIGMA]GD = [SIGMA](Tm-Tb); sendo que, quando: Tm < Tb, entao Tmed = Tb, em que Tm(temperatura media) e Tb (temperatura base).

Para o calculo das horas de frio acumuladas, utilizaram-se como base temperaturas inferiores a 7,2[degrees]C e 13[degrees]C, levando em conta as consideracoes de Pedro Junior et al. (1979) para o cultivo de especies de clima temperado, em regioes de baixa ocorrencia de frio.

As temperaturas medias e minimas foram obtidas por um conjunto Vaisala (termoigrometro HMP50 + abrigo multiplaca RM Young model 41002) instalado a 2 m altura, e conectado a um Micrologger CR23X com varredura a cada 10 segundos e armazenamento dos dados medios a cada 5 minutos.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Observou-se que, quanto maior o numero de horas de frio (NHF) abaixo de 7,2 e 13[degrees]C, acumulados em funcao da epoca de poda, menor foi o ciclo da amoreira-preta, ou seja, menor a necessidade em graus-dia (GD) para a amoreira-preta atingir a colheita (Tabelas 1 e 2). Concorda-se com Putti et al. (2000) analisando epocas de poda em relacao a brotacao da macieira em Cacador-SC, e com Dalastra et al. (2009) analisando epocas de poda em relacao a producao de igueira em Marechal Candido Rondon-PR, os quais observaram que, quanto maior o numero de horas de frio fornecidas, menor e a necessidade de graus-dia.

Quando a poda foi feita em maio, junho e julho (20-05, 23-06 e 24-07), periodos em que a temperatura ainda estava amena, provavelmente, a planta ainda nao havia conseguido quebrar o repouso invernal em funcao de o NHF acumulado nao ter sido o suiciente (Tabelas 1 e 2). Desta maneira, a planta necessita acumular mais GD, e o ciclo acaba estendendo-se mais.

Com as podas efetuadas em agosto e setembro (23-08 e 26-09), observou-se uma diminuicao no ciclo, indicando que o NHF acumulado foi suiciente para interferir na diminuicao da exigencia em GD pela amoreira-preta. Observa-se que, a medida que as podas sao realizadas mais proximas a primavera, o intervalo entre a poda e o lorescimento e diminuido (Tabelas 1 e 2). Estudos envolvendo a relacao entre o comprimento do ciclo e a temperatura do ar mostram que, em regioes onde a temperatura e mais elevada, o ciclo da cultura e menor, em razao de seu crescimento acelerado (NEIS et al., 2010).

Com a poda da amoreira-preta realizada em 20-05, conseguiu-se um pico de colheita em 12-09, sendo o pico da colheita na regiao de Sao Manuel-SP, em meados de novembro. Apesar de haver um alongamento do ciclo quando a poda e realizada em maio e junho, o fruticultor consegue antecipar a colheita em torno de 56 dias e 28 dias, respectivamente, em relacao a poda tradicional, realizada no inal de julho (Tabela 2). Resultados positivos de antecipacao de safra a partir da antecipacao da poda de inverno tambem foram encontrados por Anzanello et al. (2012), para a videira.

Ao realizarem a poda de producao em 07-06, Campagnolo e Pio (2012a) conseguiram iniciar a colheita em 12-09 em 2009, e em 28-10 em 2010, evidenciando que podem ocorrer variacoes no ciclo produtivo em funcao das variacoes climaticas, afetando a duracao das diferentes fases fenologicas da amoreira-preta e, consequentemente, a epoca de colheita.

A maior porcentagem de brotacao foi verificada em podas realizadas em agosto e setembro (23-08 e 26-09), quando ha aumento das temperaturas, devido a entrada da primavera. A menor porcentagem de brotacao foi veriicada quando a poda foi realizada em junho, coincidindo com as temperaturas mais baixas do periodo de conducao do experimento (Tabelas 1 e 3).

A poda realizada em julho (24-07) proporcionou os maiores valores de produtividade, tanto para as amoreiras-pretas nao irrigadas (14,77 t [ha.sup.-1]) como para as irrigadas (15,27 t [ha.sup.-1]), com um pico de colheita em 31-10. Os menores valores de produtividade foram proporcionados com a realizacao da poda em 20-05, plantas nao irrigadas produziram 7,40 t [ha.sup.-1] e plantas irrigadas 10,74 t [ha.sup.-1], com um pico de producao em 12-09 (Tabela 3).

A poda realizada em maio (20-05) foi a responsavel pelo menor numero de frutos produzidos por planta (Tabela 3), provavelmente o numero de horas de frio acumulado ate 20-05 nao tenha sido o suficiente para que as plantas acumulassem reservas para as fases reprodutivas. Entretanto, com a antecipacao do pico da safra em setembro, o produtor pode conseguir precos interessantes, atraves da producao de fruta fora da epoca tradicional de colheita (novembro). O s valores de produtividade encontrados no presente trabalho variaram de 7,40 t [ha.sup.-1] (maio/sem irrigacao) a 15,27 t [ha.sup.-1] (julho/com irrigacao) e sao superiores aos encontrados na literatura (Tabela 3).

Segundo Antunes et al. (2010), a produtividade da amoreira-preta 'Tupy', na regiao de Pelotas-RS, foi de 5,17 t [ha.sup.-1], quando cultivada em sistema agroecologico e no espacamento de 0,7 m x 3,5 m. Campagnolo e Pio (2012b) relatam que a amoreira-preta 'Tupy' pode alcancar valores de ate 10,64 t [ha.sup.-1].

De acordo com Campagnolo e Pio (2012a), a produtividade da amoreira-preta 'Tupy' variou de 0,86 a 6,43 t [ha.sup.-1], quando cultivadas no espacamento de 0,5 m x 3,0, em Marechal Candido Rondon--PR. A superioridade nos valores de produtividade do presente trabalho pode estar relacionada ao uso do composto quimico (fertilizante nitrogenado) para a quebra da dormencia das gemas.

O uso da irrigacao proporcionou frutas de maior tamanho e massa fresca, variando, respectivamente, de 23,6 a 24,2 mm de diametro e de 8,6 a 9,8 g de massa fresca, respectivamente. As plantas cultivadas em ambiente nao irrigado produziram frutas de menor massa fresca (6,40 a 9,0g). Com a poda realizada em julho (24-07), veriicou-se que as plantas cultivadas em ambiente nao irrigado produziram frutos com maior conteudo de solidos soluveis (Tabela 4).

Segundo Silva et al. (2009), videiras 'Niagara Rosada', podadas em diferentes epocas, produziram frutos com maiores teores de acucares redutores, quando o periodo de desenvolvimento dos mesmos coincidiu com as menores precipitacoes pluviometricas e, tambem, em plantas cultivadas sem sistema de irrigacao.

O conteudo de solidos soluveis variou de 9,48 a 11,32 [degrees]Brix e de 9,58 a 11,88 [degrees]Brix, respectivamente, em frutos de plantas nao irrigadas e irrigadas. A acidez variou de 0,76 a 1,44g de acido citrico por 100 [g.sup.-1] de polpa e de 0,66 a 1,26 g de acido citrico por 100 [g.sup.-1] de polpa, respectivamente, em frutos de plantas nao irrigadas e irrigadas (Tabela 4).

Os valores de acidez encontrados sao inferiores aos encontrados por Campagnolo e Pio (2012b), os quais relatam para a amora-preta 'Tupy' uma concentracao de 1,8 g de acido citrico/100 g de fruta, porem corroboram o teor de solidos soluveis de 10,0 [degrees]Brix encontrado pelos mesmos autores.

Em amoras Rubus glaucus y Rubus adenotrichus, Mertz et al. (2007) encontraram, respectivamente, valores de solidos soluveis de 10 e 12[degrees] Brix, pH de 2,55 e 2,67 e acidez de 2,55 e 2,67 g de acido citrico/100 g de polpa. Ao avaliar diferentes variedades de amoras, Hassimoto et al. (2008) encontraram valores de solidos soluveis entre 6,10 e 9,32 [degrees]Brix, acidez entre 1,26 e 1,54 g de acido citrico/100 g de polpa.

As epocas de poda inluenciaram na qualidade das frutas, e a poda realizada em junho (26/06) proporcionou frutos com menor massa fresca, menor teor de solidos soluveis e os maiores valores de acidez, tanto em plantas irrigadas como em plantas nao irrigadas (Tabela 4).

Os atributos de qualidade das frutas, como conteudo de solidos soluveis, acidez titulavel, tamanho e massa fresca, podem ser inluenciados por uma serie de fatores, como tipo de solo, epoca de desenvolvimento dos frutos, aplicacao de tecnicas de cultivo, como adubacao e irrigacao.

CONCLUSOES

O uso da irrigacao nao altera a duracao do ciclo da amoreira-preta, mas proporciona frutos de maior tamanho e massa fresca, aumentando a produtividade, independentemente das epocas de poda.

Quanto maior o numero de horas de frio, menor e o ciclo e a necessidade em graus-dia da amoreira-preta 'Tupy'.

A antecipacao da poda de inverno na amoreira-preta diminui sua produtividade, porem permite a realizacao de colheita fora do periodo radicional de safra.

A duracao do ciclo da amoreira-preta Tupy' varia em funcao das epocas de poda e, consequentemente, em funcao dos graus-dia acumulados entre a poda e a colheita, com maior precocidade quando a poda e feita na primavera.

http://dx.doi.org/10.1590/0100-2945-295/13

AGRADECIMENTOS

A FAPESP, pela bolsa de doutorado concedida, processo 10/52140-2, e ao auxilio processo 11/21120-9.

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DANIELA MOTA SEGANTINI (2), SARITA LEONEL (3), ANTONIO RIBEIRO DA CUNHA (4), RAFAEL AUGUSTO FERRAZ (2), ANA KAROLINA DA SILVA RIPARDO (2)

(1) (Trabalho 295-13). Recebido em: 22-08-2013. Aceito para publicacao em: 10-07- 2014.

(2) Engenheiros agronomos, doutorandos do curso de Horticultura da UNESP/FCA/Botucatu/SP. Email:dani_segantini@hotmail.com; rafaelferraz86@hotmail.com; karolinaagro@yahoo.com.br

(3) Profa. Dra. Adjunta do Departamento de Horticultura. Rua Dr. Jose Barbosa de Barros, 1780, Botucatu/SP. CEP: 18.610-307. UNESP/FCA. Email: sarinel@fca.unesp.br

(4) Pesquisador do Departamento de Horticultura UNESP/FCA.Rua Dr. Jose Barbosa de Barros, 1780, Botucatu/SP. CEP: 18.610-307. Email: arcunha@fca.unesp.br
TABELA 1--Laminas de irrigacao aplicadas e dados climaticos
registrados em Sao Manuel--SP, 2012.

                                    Meses--2012

                            Jan.    Fev.    Mar.    Abr.

Temp. minima ([degrees]C)   19,5    21,8    20,2    19,7
Temp. media ([degrees]C)    23,6    26,9    25,3    23,9
Temp. maxima ([degrees]C)   29,9    33,8    31,8    29,8
NHF < 7[degrees]C           15,3     0,0     0,0     0,0
NHF < 13[degrees]C          302,7   48,7     9,2    67,4
Radiacao Solar              18,3    20,5    19,1    13,4
PAR                         10,4    11,0     9,8     6,5
UR ar (%)                   78,9    71,0    72,3    76,5
Precipitacoes (mm)          375,3   209,5   95,0    214,0
Irrigacao (mm)               --      --      --      --
Evaporacao tanque           93,0    83,6    152,9   132,7
  Classe A (mm)


                                   Meses--2012

                            Maio    Jun.    Jul.   Ago.

Temp. minima ([degrees]C)   17,2    17,0    16,0   17,3
Temp. media ([degrees]C)    20,4    19,8    20,2   22,0
Temp. maxima ([degrees]C)   25,6    24,2    26,2   28,5
NHF < 7[degrees]C            7,2     0,0    0,0     0,0
NHF < 13[degrees]C          68,0    248,8   53,5    0,8
Radiacao Solar              14,6    10,8    14,6   18,7
PAR                          8,2     5,0    7,4     9,3
UR ar (%)                   75,4    82,1    65,3   59,2
Precipitacoes (mm)          115,0   253,0   73,5    0,0
Irrigacao (mm)              24,9    69,5    68,3   85,01
Evaporacao tanque           79,1    96,9    95,2   118,4
  Classe A (mm)

                                    Meses--2012

                            Set.    Out.    Nov.    Dez.

Temp. minima ([degrees]C)   18,0    20,1    19,7    21,0
Temp. media ([degrees]C)    23,6    25,8    24,9    25,8
Temp. maxima ([degrees]C)   31,1    33,0    32,2    32,9
NHF < 7[degrees]C            8,6     0,0     0,0     0,0
NHF < 13[degrees]C          32,8     0,0     0,0     0,0
Radiacao Solar              18,3    18,7    20,5    19,3
PAR                         10,3    10,3    11,3    10,6
UR ar (%)                   59,8    65,6    70,1    77,9

Precipitacoes (mm)          94,5    108,0   105,3   484,1
Irrigacao (mm)              85,0    121,0   99,1    60,2
Evaporacao tanque           132,3   188,8   154,3   93,7
  Classe A (mm)

TABELA 2--Acumulo de graus-dia (GD) nas diferentes fases fenologicas
da amoreira-preta e numero de dias necessarios para a superacao de
cada fase.

                       Irrigado e Nao irrigado

                   [SIGMA]GD           [SIGMA]GD
Epocas de          Poda-Pico            Pico Brotacao-
poda               Brotacao           Pico Florescimento

20-05-2012   181,5 (17-06-27 dias)   444,9 (31-07-49 dias)
26-06-2012   212,8 (17-07-22 dias)   643,0 (23-08-49 dias)
24-07-2012   332,3 (21-08-25 dias)   509,5 (19-09-32 dias)
23-08-2012   328,1 (13-09-21 dias)   354,4 (09-10-25 dias)
26-09-2012   200,2 (09-10-13 dias)   436,4 (14/11-28 dias)

                       Irrigado e Nao irrigado

                 [SIGMA]GD
Epocas de     Pico Florescimento-     [SIGMA]GD Total
poda             Pico Colheita

20-05-2012   1305,0 (12-09-91 dias)   1.931,4 (163 dias)
26-06-2012   1027,7 (10-10-69 dias)   1.883,5 (140 dias)
24-07-2012   1070,7 (31-10-74 dias)   1.912,5 (131 dias)
23-08-2012   955,1 (07-11-61 dias)    1.637,6 (107 dias)
26-09-2012   974,4 (10/12-63 dias)    1.611,0 (104 dias)

TABELA 3--Porcentagem de brotacao, producao e produtividade da
amoreira-preta, em funcao das diferentes epocas de podas realizadas,
Sao Manuel--SP, 2012.

Epocas de        Brotacao (%)       No. frutos planta-1
poda
              (NI)        (I)        (NI)         (I)

20-05-2012   74,53 bA   74,77 aA   227,95 eB   268,50 cA
26-06-2012   57,59 cB   66,08 bA   352,10 cA   350,95 bA
24-07-2012   71,47 bA   75,85 aA   422,15 aA   381,75 aB
23-08-2012   76,95 bA   79,94 aA   277,60 dB   334,80 bA
26-09-2012   81,53 aA   78,41 aA   394,55 bA   360,55 bB
CV (%)        14,17                  12,33
Media         73,71                 337,09

Epocas de       t [ha.sup.-1]
poda
               (NI)       (I)

20-05-2012   7,40 eB    10,74 cA
26-06-2012   9,38 dB    12,57 bA
24-07-2012   14,77 aA   15,27 aA
23-08-2012   10,40 cB   13,39 bA
26-09-2012   11,83 bB   13,21 bA
CV (%)        12,19
Media         11,90

* Medias seguidas pela mesma letra minuscula na coluna e
maiuscula na linha nao diferem estatisticamente entre si,
pelo teste de Scott-Knot (p<0,05).

* NI = Nao irrigado; I = Irrigado

TABELA 4--Atributos de qualidade dos frutos de amoreira-preta
'Tupy' influenciados pelas epocas de poda e sistemas de cultivo,
Sao Manuel, 2012.

Epocas de      Diametro (mm)         Comprimento (mm)
poda
               (NI)       (I)        (NI)       (I)

20-05-2012   22,00 aA   23,60 aA   25,80 bA   28,40 aA
26-06-2012   18,00 bB   24,20 aA   23,60 bB   31,40 aA
24-07-2012   20,80 aB   23,60 aA   28,00 aB   31,40 aA
23-08-2012   23,60 aA   23,60 aA   31,20 aA   30,00 aA
26-09-2012   22,60 aA   24,20 aA   28,20 aA   29,40 aA
CV (%)         7,28                  8,57
Media         22,62                 28,74

Epocas de            pH              Solidos Soluveis
poda                                  ([degrees]Brix)

               (NI)       (I)        (NI)       (I)

20-05-2012   3,05 cA    3,11 cA    9,48 cA    9,66 cA
26-06-2012   3,08 cA    3,08 cA    9,56 cA    9,58 cA
24-07-2012   3,28 bA    3,26 bA    11,32 aA   10,38 bB
23-08-2012   3,31 bA    3,31 bA    11,29 aA   11,88 aA
26-09-2012   3,61 aA    3,68 aA    10,60 bA   10,68 bA
CV (%)         4,45                  4,44
Media          3,27                 10,44

Epocas de       Peso (g)
poda
              (NI)       (I)

20-05-2012   7,80 bB   9,6 aA
26-06-2012   6,40 dB   8,6 bA
24-07-2012   8,40 aB   9,6 aA
23-08-2012   9,0 aB    9,8 aA

26-09-2012   7,2 cB    8,8 bA
CV (%)        7,24
Media         8,52

Epocas de    Acidez (mg ac.citrico
poda           100[g.sup.-1])

              (NI)       (I)

20-05-2012   1,01 bA   1,03 bA
26-06-2012   1,44 aA   1,26 aB
24-07-2012   0,72 dA   0,74 cA
23-08-2012   0,79 cA   0,66 dB
26-09-2012   0,78 cA   0,75 cA
CV (%)        5,39
Media         0,92

* Medias seguidas pela mesma letra minuscula na coluna e maiuscula
na linha nao diferem estatisticamente entre si, pelo teste de
Scott-Knot (p<0,05)

* NI = nao irrigado; I = irrigado
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Author:Segantini, Daniela Mota; Leonel, Sarita; Da Cunha, Antonio Ribeiro; Ferraz, Rafael Augusto; Ripardo,
Publication:Revista Brasileira de Fruticultura
Date:Sep 1, 2014
Words:4720
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