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The soils of "Campinaranas" in Brazilian Amazon: oligothrophic sandy ecosystems/Os solos das Campinaranas na Amazonia Brasileira: ecossistemas arenicolas oligotroficos.

INTRODUCAO

As Campinaranas, tambem conhecidas como Campinas ou Caatingas Amazonicas (ANDERSON, 1981), sao ecossistemas que ocorrem nas areas de clima umido e solos arenosos, predominantemente hidromorficos da Amazonia. Caracterizam-se por uma paisagem marcante, de excecao a Floresta Tropical envolvente, pois apresenta contrastes em termos bioticos e abioticos. Suas fitofisionomias sao fortemente influenciadas pelos ciclos sazonais e pelas variacoes nos niveis do lencol freatico, em gradacoes fitofisionomicas associadas a diferentes niveis de hidromorfismo. Conforme aumenta o encharcamento dos solos, as Campinaranas Florestadas sao substituidas por formacoes de Campinarana Arborizada, passando pelas Gramineo-Lenhosas ate puramente Herbaceas, com feicao de campos brejosos.

A presenca de solos arenosos, com baixa fertilidade, hidromorficos e nao indicados para a agricultura justificou o uso de muitas areas para extracao de areia destinada a construcao civil (ANDERSON, 1981), o que caracteriza uma forte ameaca a estes ecossistemas. Alem disso, as condicoes edaficas particulares e a vegetacao altamente adaptada, formando ilhas de vegetacao na Amazonia, com a presenca de um grande numero de especies endemicas e com nichos especificos (PRANCE, 1996), sao indicadores da vocacao destas areas para conservacao e recreacao, sendo indicadas principalmente como Reservas e Parques.

A literatura sobre as Campinaranas Amazonicas e escassa, com muitas discussoes e controversias quanto a origem desta vegetacao (DUCKE e BLACK, 1954; ANDERS ON et al., 1975; ANDERSON, 1978; PRANCE e SCHUBART, 1978; ANDERSON, 1981; FERREIRA, 1997). Campinaranas estao distribuidas desde o alto Rio Negro, alem do norte-noroeste do Brasil ate a regiao de Vaupes e Caqueta na Colombia, ao sul da Venezuela, em grandes areas no alto Tapajos, perto da margem direita do Rio Madeira e, ainda, em pequenas manchas, como enclaves de vegetacao, no sudoeste da Amazonia (IBGE, 1992; DUIVENVOORDEN, 1996; OLIVEIRA e DALY, 2001; ALONSO, 2002; SILVEIRA, 2003; POLETO e ALEIXO, 2005). No territorio brasileiro, sua maior concentracao esta na regiao centro-sul do Estado de Roraima e, especialmente, no noroeste do Amazonas, na bacia do Rio Negro. Nesta regiao, a relacao entre a fitomassa e a taxa anual de precipitacao pluvial diminui no sentido Leste-Oeste, pois estao relacionadas diretamente com os processos de podzolizacao e arenizacao dos solos que, por sua vez, sao associados a elevada lixiviacao e consequente empobrecimento quimico destes solos (SCHAEFER et al., 2007).

Os solos predominantes sao desenvolvidos de material de origem retrabalhado proveniente do Pre-Cambriano (gnaisses e granitos), recobertos por sedimentos arenoargilosos de Idade Pliopleistocenica. Destes materiais, desenvolveram-se mantos arenosos profundos, formados por pedogenese in situ como demonstram os estudos no Estado do Amazonas (BRAVARD e RIGHI, 1990; ANDRADE et al., 1997; LUCAS et al., 1984). Compreende um extenso dominio de Espodossolos e Neossolos Quartzarenicos, muitas vezes hidromorficos, em um relevo plano a suave ondulado. Sao solos arenosos a francoarenosos, de natureza quartzosa, com muita areia fina, profundos e, algumas vezes, ricos em material organico em subsuperficie; sao quimicamente muito pobres, distroficos e acidos (BRASIL, 1975a).

Mesmo com ampla distribuicao espacial, as dificuldades de acesso, a grande profundidade dos horizontes arenosos, a presenca frequente do lencol freatico elevado (hidromorfismo) e os horizontes cimentados sao aspectos que contribuem para a falta de estados da genese destes solos, bem como de suas funcoes ecologicas (DUBROEUCQ e BLANCANEAUX, 1987; DUBROEUQ e VOLKOFF, 1998). Alem disso, as condicoes climaticas atuais de elevada precipitacao pluvial, com chuvas torrenciais, compreendidas entre as isoietas de 1.800 a 3.000 mm anuais (INMET, 2008), dificultam ainda mais a logistica destes estudos. No entanto, na decada de 70, o Governo Federal, com o Programa de Integracao Nacional, realizou um dos principais levantamentos e mapeamento pedologico para esta regiao, considerado como referencia para os dias atuais, o Projeto RADAMBRASIL (BRASIL, 1975a; 1975b; 1976; 1977a; 1977b; 1978).

O presente trabalho teve como objetivo geral estudar os solos das Campinaranas e as relacoes com o clima e geologia na porcao ocidental da Amazonia brasileira, assim como compor um banco de dados de perfis de solos coletados nestes ambientes e avaliar as caracteristicas quimicas e fisicas dos principais solos.

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MATERIAL E METODOS

Area de estudo

A area estudada compreende toda porcao da Amazonia brasileira com ocorrencia da vegetacao de Campinaranas e areas ecotonais (Figura 1), mapeadas pelo Projeto RADAMBRASIL (BRASIL, 1975a; 1975b; 1976; 1977a; 1977b; 1978) e IBGE (2000).

De modo geral, a regiao possui condicao climatica tipicamente equatorial, com chuvas fortes e torrenciais, delimitada por um periodo seco de pequena duracao. A precipitacao pluvial e alta (1.800 a 3.000 mm anuais) e a temperatura media anual varia de 24 a 28[degrees]C, com maxima de 34[degrees]C e minima de 18[degrees]C (INMET, 2008).

O relevo predominante e plano a suave ondulado, com altitude media de 80 metros acima do nivel do mar (IBGE, 2000; IARVIS et al., 2006). A area em estado esta localizada no Pediplano Rio Branco--Rio Negro, recoberta de sedimentos arenosos, classificados nos estudos geologicos como Formacao Ica, referida aos mantos arenosos com lentes de materia organica (BRASIL, 1975a; 1976; 1977b; 1978).

Fitofisionomias das Campinaranas Amazonicas

De acordo com a classificacao de Veloso et al. (1991), o sistema fitofisionomico-ecologico das Campinaranas e divido em tres subgrupos de formacao: as Campinaranas Florestadas, Arborizadas e Gramineo-Lenhosas. Na Campinarana Florestada, o nivel do lencol freatico, normalmente, nao aflora em superficie, o que permite um porte maior da vegetacao constituida por uma fisionomia florestal com arvores relativamente finas (Figura 2-A), com ate 15 m de altura. As arvores possuem caules eretos, pouco ou nada tortuosos (Figura 2A) e formam um dossel quase continuo, as vezes mais aberto. Nas Campinaranas Arborizadas, o porte da vegetacao e menor e mais raquitico (Figura 2B), mas muitas vezes com especies semelhantes as Campinaranas Florestadas.

Nas Campinaranas Gramineo-Lenhosas, o periodo prolongado de inundacao sazonal dos solos aumenta a dificuldade para o estabelecimento de arvores de maior porte (Figura 2D). Nestes ambientes ocorrem areas de maior exposicao aos ventos e que nas fases mais secas de periodos glaciais promoveram a ativacao dos campos de dunas. Destacam-se na regiao do baixo Rio Branco e parte do Rio Negro, areas com dunas inativas e parcialmente vegetadas (Figura 2C). Constituem dunas parabolicas e longitudinais, alongadas paralelamente segundo a direcao do vento predominante, de NE para SW. Nas areas dos lagos interdunas predominam os buritizais (Mcniritia sp.). Nas fitofisionomias mais arboreas (Figura 2 A e B) predominam os Espodossolos (Figura 2 a e b) e nas Campinaranas Gramineo-Lenhosas (Figura 2 C e D) os Neossolos Quartzarenicos (Figura 2d). Ocorrem ainda Espodossolos (Figura 2c) como inclusao nas areas proximas aos arbustos em dunas inativas (Figura 2C).

Banco de Dados

Base de dados geograficos

O presente trabalho teve como principal base digital cartografica os dados obtidos na atualizacao e sistematizacao das informacoes dos recursos naturais da Amazonia, desenvolvidos pelo IBGE (2000), o qual inclui os mapeamentos realizados pelo Projeto RADAMBRASIL na decada de 70 de vegetacao, geologia e solos. Alem disso, foram utilizados dados climaticos da classificacao Koppen (PEEL et al., 2007). Assim, os dados de vegetacao para as fitofisionomias das Campinaranas (Figura 1) foram cruzados com as bases de clima, geologia e solos da Amazonia Ocidental e que incluiram os estados do Amazonas e Roraima. Foram utilizadas tecnicas basicas de geoprocessamento para a intersecao das unidades de mapeamento, atraves do software ArcGIS 9.3.

Para as unidades de mapeamento dos solos foi considerado apenas o primeiro componente de cada associacao na legenda, por exemplo, para uma classe de Latossolo Amarelo associada a um Argissolo Amarelo, foi adotado o Latossolo Amarelo como unidade de mapeamento, pois esta demonstra a classe mais representativa. No total, os mapas originais de solos de toda a Amazonia Ocidental contem 14.623 poligonos organizados em 381 unidades de mapeamento, compostas pela classe principal e as respectivas associacoes e/ou inclusoes. No mapeamento geologico sao 16.533 poligonos para representar 117 unidades geologicas no total.

Assim, a partir da integracao dos dados foi avaliada a distribuicao geral das Campinaranas em toda a Amazonia Ocidental, sobre os diferentes substratos geologicos e pedologicos.

Base de dados analiticos dos perfis de solo

O banco de dados georreferenciados dos perfis de solos foi elaborado a partir do conjunto de perfis de solos coletados pelo Projeto RADAMBRASIL (BRASIL, 1975a; 1975b; 1976; 1977a; 1977b; 1978) nas areas sob dominio da regiao fitoecologica das Campinaranas e em Areas de Tensao Ecologica, no contato Campinarana/Floresta Aberta ou Densa, bem como de perfis de referencia, coletados no Parque Nacional do Virua e entorno, no estado de Roraima, contendo dados das analises quimicas e fisicas dos solos. Foram selecionados 67 perfis de solos, 32 sob dominio da regiao fitoecologica das Campinaranas e 35 em Areas de Tensao Ecologica, no contato Campinarana/Floresta Aberta ou Densa.

Para a organizacao dos perfis em fitofisionomias foram utilizadas as descricoes de campo, obtidas nos relatorios do Projeto RADAMBRASIL, assim como as coordenadas geograficas cruzadas com mapa de vegetacao e solos, quando nao havia as descricoes no relatorio. Apesar da diferenciacao entre as fitofisionomias das Campinaranas seguir a classificacao de Veloso et al. (1991), as descricoes de campo dos perfis de solos coletados pelo projeto RADAMBRASIL nao constam tais subdivisoes. Assim, para a identificacao das subdivisoes das Campinaranas (Florestada, Arborizada e Gramineo-Lenhosa) foi realizado o cruzamento das coordenadas geograficas dos perfis com o mapa de vegetacao, os quais possuem maior detalhamento das regioes fitoecologicas. Quando o perfil ocorreu em area de contato Campinarana/ Floresta no mapa de vegetacao, e consta na descricao do perfil como cobertura vegetal de Campinarana, considerou-se a tipologia Campinarana Florestada, em razao das semelhancas mais evidentes comparadas a Arborizada e Gramineo-Lenhosa.

[FIGURE 2 OMITTED]

Os perfis de solos foram organizados em classes, no primeiro nivel categorico, para cada fitofisionomia. Para a discussao dos dados, os solos foram agrupados em horizontes superficiais e subsuperficiais e calculadas as medias ponderadas pelas espessuras e o desvio padrao das seguintes analises quimicas e fisicas: pH [H.sub.2]O, fosforo assimilavel (P), soma de bases (SB), capacidade de troca cationica a pH 7,0 (T), saturacao por bases (V), saturacao por Aluminio (m), materia organica (MO), areia grossa, areia fina, silte e argila. No caso dos Espodossolos e Neossolos Quartzarenicos, os horizontes foram agrupados em tres camadas principais, a saber: superficial, a qual inclui apenas os horizontes Al; eluvial inclui os horizontes A2 (os horizontes A2 sao camadas de deplecao, lixiviados, tambem chamadas atualmente de horizontes E, eluviais; na Amazonia, estes horizontes podem variar de 20 a 200 cm (SOMBROEK, 1966)) e E, com todas as subdivisoes presentes (El, E2, E3, ...); siibsiiperficial inclui horizontes B diagnosticos (Bs, Bhs, Bh) ou apenas Cl. Tal separacao considerou a diferenciacao genetica dos horizontes eluviais (ou deplecionais) extremamente importante para a analise dos Espodossolos e Neossolos Quartzarenicos. Entretanto, para os demais solos, como esta camada (eluvial) e praticamente ausente ou de pequena espessura, foram agrupados em apenas duas camadas: superficial e siibsuperficial.

RESULTADOS E DISCUSSOES

Aspectos climaticos

Dentre as tipologias da classificacao de Koppen, de acordo com Peel et al. (2007), ocorrem os seguintes subtipos tropicais (A), com a temperatura media do mes mais frio do ano [greater than or equal to] 18[degrees]C: Af (clima tropical umido ou clima equatorial, com precipitacao pluvial do mes mais seco [greater than or equal to] 60 mm), Am (clima de moncao, exceto Af e com precipitacao pluvial do mes mais seco [greater than or equal to] 100 mm--[precipitacao media anual/25]) e Aw (clima tropical com estacao seca de inverno, exceto Af e com precipitacao pluvial do mes mais seco <100 mm--[precipitacao media anual/25]).

A partir do cruzamento das areas mapeadas com Campinarana (IBGE, 2000) com os dados georreferenciados da classificacao de Koppen (PEEL et al., 2007), 76% estao sob o tipo Af, 10% em Am e 14% para Aw; o que esta relacionado com as caracteristicas dessa vegetacao, algumas vezes denominadas de vegetacao de influencia pluvial (BRASIL, 1977b). De acordo com Schaefer et al. (2007), a regiao da bacia do Rio Negro possui estreitas relacoes entre a precipitacao pluvial elevada e o carbono no solo e na biomassa da vegetacao (tipicamente de Campinaranas). Tais relacoes sao associadas ao elevado intemperismo quimico, arenizacao dos solos, superficies rebaixadas, baixa producao de carbono na biomassa vegetal e, consequentemente, a iluviacao do C dos horizontes superficiais para as camadas subsuperficiais, os horizontes espodicos, o que reflete na exportacao do C no ambiente natural. Isso e ilustrado pela ampla distribuicao dos rios de aguas pretas que drenam a bacia do Rio Negro. Segundo Sioli (1962), nestas condicoes de predominio de solos arenosos, os rios sao ricos em acidos humicos e material turfoso inerte em suspensao.

Geologia das Campinaranas: distribuicao e caracterizacao

A partir do cruzamento dos dados geologicos com as areas dominadas pelas fitofisionomias das Campinaranas da Amazonia Ocidental (IBGE, 2000), tem-se um predominio das formacoes sedimentares recentes (Quaternario), as quais sao constituidas principalmente de materiais arenosos. Tais materiais arenosos sao fortemente associados a esta vegetacao. Destacam-se a Formacao Ica com 63,7% de toda area estudada, os Aluvioes Holocenicos com 10% e a Cobertura Detrito-Lateritica Pleistocenica com 7% (Tabela 1). A unidade descrita como "Outras", com 4,8% da area, corresponde a mais de 30 unidades geologicas, constituidas por pequenos poligonos localizados nas bordas das unidades principais. Estes poligonos sao muitas vezes problemas cartograficos de escala e delineamentos mais generalizados, pois as interpretacoes e os mapeamentos foram realizados por diferentes profissionais e com tecnicas distintas, a saber: os geologos e os botanicos.

A Formacao Ica e constituida de sedimentos arenosos inconsolidados a semiconsolidados sem exibir estratificacao horizontal evidente, aflorantes na bacia do Rio Branco e Rio Negro e, em virtude da semelhanca com a Formacao Solimoes, nas bacias do Acre e do Alto Amazonas (BRASIL, 1975a; CPRM, 2000). A presenca generalizada das Campinaranas sobre esta unidade restringe-se principalmente a bacia do Rio Negro, provavelmente associada a condicoes climaticas mais umidas e favoraveis aos processos de podzolizacao e arenizacao dos solos (SCHAEFER et al., 2007). Maia et al. (1977) citado por CPRM (2000), em estudos na regiao do Alto Rio Solimoes, destacaram que a Formacao Solimoes e recoberta por um pacote sedimentar constituido predominantemente por arenitos friaveis amarelo-avermelhados de granulometria fina a conglomeratica, denominando esse conjunto de Formacao Ica e interpretaram-no como tipicamente continental. Esses sedimentos, de idade pleistocenica, foram depositados em ambiente continental, fluvial, associado as planicies de inundacao e/ou meandros abandonados. Atualmente, possui areas recobertas por depositos aluvionares e eolicos recentes oriundos, principalmente, do retrabalhamento de suas proprias camadas (CPRM, 2000); essas unidades correspondem aos aluvioes e terracos Holocenicos e as coberturas eolicas Holocenicas, respectivamente.

Os Aluvioes Holocenicos sao depositos de grande extensao lateral, recentes, constituidos predominantemente por sedimentos arenosos e cascalhentos, alem de sedimentos siltosos e argilosos e conglomerados; encontrados em praticamente todos os rios da regiao (BRASIL, 1975a, 1975b, 1976, 1977a, 1977b, 1978; CPRM, 2000). Com constituicao semelhante, tipica dos depositos fluviais, os Terracos Holocenicos sao depositos encontrados sobre terracos, que foram palco de antigas planicies de inundacao. Em ambas as condicoes predominam as Campinaranas Florestadas, tambem denominadas de Florestas de Igapo, nas quais as inundacoes, por ocasiao do transbordamento dos rios, apresentam-se com fraca deposicao de sedimentos minerais. Spruce (1908) citado por Ve loso et al. (1991) foi o pioneiro no uso do termo "Caatinga-gapo", o qual significa uma vegetacao lenhosa dos pantanos (VELOSO et al., 1991), em referencia ao termo igapo.

Sobre as Coberturas Eolicas Holocenicas, ha diversas referencias relatadas ha muito tempo na literatura nas bacias dos Rios Branco e Tacutu (SCHAFER e DALRYMPLE, 1995). Sao depositos eolicos constituidos por areia bimodal, bem arredondada, graos foscos, de granulacao fina a media e estratificacoes cruzadas de medio a grande porte e superficies de deflacao (IBGE, 2000). Santos e Nelson (1995) relatam a ocorrencia dos campos de dunas fosseis nas areas de maior exposicao aos ventos, que, nas fases mais secas de periodos glaciais, promoveram a ativacao das dunas, atualmente estacionadas e parcialmente vegetadas.

Quanto as Coberturas Detrito-Lateriticas Pleistocenicas, estas sao constituidas por sedimentos argiloarenosos amarelados, cauliniticos, aloctones e autoctones, parcial a totalmente pedogeneizados (Latossolos argiloarenosos), gerados por processos aluvio-coluvionar (IBGE, 2000). Tais formacoes parecem correlacionar-se com as areas ecotonais das Campinaranas, citadas por alguns autores como possiveis precursoras das areias quartzosas hidromorficas (BRAVARD e RIGHI, 1990; ANDRADE et al., 1997; LUCAS et al., 1984; MAFRA et al., 2002), em razao dos processos pedogeneticos classicos dos solos alagados, a ferrolise e a acidolise (BRINKMAN, 1970; ANDRADE, 1990).

Com excecao do Complexo Cauaburi (1,7%) e a Suite Intrusiva Curicuriari (1,2%), constituidos respectivamente por rochas metamorficas e plutonicas, as principais unidades geologicas encontradas sob as Campinaranas sao rochas sedimentares clasticas. O Complexo Cauaburi e a Suite Intrusiva Curicuriari sao unidades geologicas que se limitam com as unidades sedimentares predominantes. Portanto, a inclusao dessas unidades, possivelmente, esta relacionada as generalizacoes do mapeamento cartografico, as quais incluem apenas areas de borda. Estas unidades podem ocorrer na forma de inselbergs florestados, caracterizados por relevos residuais de destaque na paisagem regional extremamente aplainada, sob o dominio das Campinaranas. Em menor proporcao, mas associados a essas elevacoes, no sope das montanhas, ocorrem os coluvioes Holocenicos constituidos de particulas angulares a ligeiramente arredondadas, comumente de cor vermelha, contendo fragmentos de rocha e sedimentos finos a grosseiros (IBGE, 2000).

O Grupo Trombetas pertence ao Siluriano Inferior (Paleozoico) e e constituido por intercalacoes de arenitos, siltitos e folhelhos, havendo predominancia de arenitos na base e os folhelhos no topo da secao; distribuindo-se desde as proximidades de Manaus ate proximo a Ilha de Marajo em um alinhamento paralelo ao Rio Amazonas (IBGE, 2000). As areas dominadas pelas Campinaranas Florestadas (ou Florestas de Igapo) pertencentes a este Grupo ocorrem a alguns quilometros de Manaus, nas adjacencias da regiao conhecida entre os maiores arquipelagos fluviais do mundo, as Anavilhanas (OLIVEIRA e DALY, 2001).

Distribuicao dos solos: integracao Solos X Campinaranas

De acordo com o mapeamento dos solos (IBGE, 2000) presentes nas Campinaranas, destacam-se os Espodossolos com mais de 55% de ocorrencia, distribuidos por quase toda a area estudada (Tabela 2). Os Neossolos Quartzarenicos, com quase 10%, ocupam principalmente a regiao da margem esquerda do Rio Negro, ao norte do Equador, proximo dos sopes de conjuntos serranos do Complexo Guianense, mais ao norte. Os solos arenosos sao determinantes para a ocorrencia das Campinaranas, no entanto, esta vegetacao e associada principalmente as condicoes climaticas, sendo tambem denominadas de vegetacao de influencia pluvial (BRASIL, 1977b). Assim, a influencia serrana do Complexo Guianense contribui para o aumento das precipitacoes pluviais orograficas e, consequentemente, favorecimento dos processos pedogeneticos de podzolizacao e arenizacao dos solos.

Os solos mais argilosos, principalmente os Argissolos, sao reportados para as areas ecotonais Florestas-Campinaranas, marginais as areias quartzosas hidromorficas, associados aos inselbergs, colinas, encostas dissecadas, rampas e superficies pediplanadas. Os Latossolos, Gleissolos e Plintossolos nao ocorrem em areas de Campinaranas, assim, sua inclusao no cruzamento dos dados, com mais de 25%, se deve provavelmente aos erros cartograficos de escala (Tabela 2).

Caracteristicas analiticas dos principais solos das Campinaranas e areas ecotonais

A partir do banco de dados elaborado, destacam-se os Espodossolos e os Neossolos, com ocorrencia em todas as fisionomias estudadas. Nas areas de Campinaranas e de contato Campinaranas/ Florestas, ocorrem 24 Espodossolos e 14 Neossolos (Tabela 3), o que corresponde a 57% perfis de solos estudados. Estes solos sao predominantemente arenosos, provenientes de materiais de origem de natureza arenoquartzosa.

Nas Campinaranas tambem predominam os Espodossolos e os Neossolos, no entanto foram descritas outras classes de solos para esta vegetacao (Tabela 3). Para os outros solos, possivelmente, a vegetacao descrita confunde-se com as Formacoes Pioneiras ou correspondem a possiveis erros de interpretacao dos pedologos em areas ecotonais ou ainda, sao inclusoes de perfis de solo em unidades de mapeamento mais extensas das Campinaranas.

No caso dos Gleissolos, foram descritos dois perfis nas Campinaranas, no entanto, sua ocorrencia nao e registrada para esta vegetacao. Estes solos sao comuns em areas de influencia fluvial e em comunidades vegetais denominadas Formacoes Pioneiras, que variam desde pantanosas (herbaceas) ate os agrupamentos de Palmae dos generos Euterpe e Mauritia, constituindo os acaizais e buritizais. No entanto, na Folha NA.20 Boa Vista (BRASIL, 1975a), as Campinaranas foram identificadas e descritas de maneira generalizada, com a distincao das Formacoes Pioneiras Arboreas, Arbustivas e Lenhosa-Graminoides. Neste sentido, confundem-se as Campinaranas com as verdadeiras Formacoes Pioneiras de influencia fluvial descritas por Veloso et al. (1991) e outros relatorios do Projeto RADAMBRASIL.

Nas areas de contato Campinaranas/ Florestas ocorre uma maior diversificacao de solos, com destaque para os Argissolos, com 10 perfis coletados (Tabela 3). Predominam, tipicamente, os solos mais argilosos, comparados com os solos das Campinaranas, mais arenosos. Com mais de 3 perfis coletados destacam-se tambem os Gleissolos, Latossolos, Neossolos e Espodossolos (Tabela 3), os quais corroboram com a diversidade pedologica do ambiente transitional.

Os Solos das Campinaranas

Os principais perfis de solos sao os Espodossolos e os Neossolos, que correspondem a 27 dentre os 32 perfis de solos amostrados (Tabela 3). Em media, sao solos acidos (pH entre 4,1 a 5,4), de baixa fertilidade (SB > 1,2 [cmol.sub.c] [dm.sup.-3]) e distroficos (Tabela 4) e se destacam como solos muito arenosos, com media geral maior que 55 dag [kg.sup.-1] de areia e menor que 10 dag [kg.sup.-1] de argila. O desvio padrao elevado para as fracoes areia grossa e fina (Tabela 4), possivelmente, e associado as variacoes do material de origem, o qual varia desde sedimentos finos retrabalhados pelos ventos aos sedimentos mais grosseiros depositados por rios e lagos. De modo geral os valores medios de areia total nos solos das Campinaranas variam de 54,8 a 91,1 dag [kg.sup.-1] e nos solos das areas de contato Campinarana/Floresta de 41,9 a 74,5 dag [kg.sup.-1]. Os solos mais arenosos prevalecem nas Campinaranas e, de acordo com os dados, espera-se que sua ocorrencia seja associada a valores minimos de 55 dag [kg.sup.-1] de areia, na media geral em cada perfil de solo.

As Campinaranas Florestadas e Arborizadas possuem solos com maiores teores de MO em superficie em associacao direta com a CTC e a SB (Tabela 4). Os Espodossolos sao mais ricos em superficie que os Neossolos e, normalmente, estao associados aos agrupamentos arboreo-arbustivos, que incorporam mais biomassa vegetal ao solo. Estes solos apresentam horizontes superficiais e subsuperficiais ricos em carbono organico e prevalecem nas Campinaranas Florestadas (Tabela 4). Diferentemente,

as fisionomias mais arbustivas apresentam-se em mosaicos, em unidades de mapeamento de Neossolos (Quartzarenicos) com associacoes de Espodossolos, a depender da escala de mapeamento.

Os Espodossolos apresentam aumento da Materia Organica (MO) em subsuperficie (horizonte espodicos), associado ao aumento da CTC, de P assimilavel e da Saturacao por Al (m); o que sugere com formacao dos complexos MO-AI, com elevada afinidade por fosfatos (NOVAIS et al., 2007). A materia organica do solo, quando nao e mineralizada ou retida nos horizontes subsuperficiais (espodicos), pode ser lixiviada para os corpos d'agua de superficie como os rios e lagos.

Os Neossolos sao ainda mais pobres quimicamente que os Espodossolos e, normalmente, sao solos alagados, na maior parte do ano e sofrem secas severas de poucos meses, ou ate semanas, quando ha o rebaixamento do nivel do lencol freatico. Sobre estes solos predominaumafisionomia herbacea, altamente susceptivel ao fogo durante os periodos de maior seca, o que pode estar relacionado com as grandes extensoes campestres, que parecem ter coevoluido com todo esse ecossistema arenicola de plantas anas, com adaptacoes morfologicas de folhas coriaceas, cuticulas espessas, pilosidade, estomatos cripticos e lenho muito duro.

Os Solos das Areas Ecotonais do Contato Campinarana/Florestas

Nas areas de contato, ocorre maior variedade de solos argilosos, os quais nao estao presentes nas areas de solos arenosos dos ecossistemas das Campinaranas (Tabela 5). Estes solos sao em media mais acidos que os solos das Campinaranas, com pH entre 3,7 a 4,8, tambem de baixa fertilidade (SB <1,5 [cmol.sub.c] [dm.sup.-3]) e distroficos (Tabela 5). Os Argissolos sao dominantes nestas areas, os quais possuem baixo gradiente textural e sao pouco argilosos (Tabela 5). Os Neossolos e Espodossolos possuem caracteristicas muito semelhantes com os solos amostrados nas Campinaranas. Sao solos arenosos (com areia total > 64 dag [kg.sup.-1]), acidos, distroficos e de baixa fertilidade (Tabela 5). Da mesma forma, possuem desvio padrao mais elevado para areia grossa e fina, o que sugere variacoes do material de origem. Ocorrem ainda alguns Latossolos com variacoes texturais, indicadas pelo desvio padrao mais alto na areia e argila (Tabela 5). O menor conteudo de argila nos horizontes superficiais dos Gleissolos (Tabela 5), quando comparados com os subsuperficiais, possivelmente e associado aos processos de ferrolise e acidolise, comuns destes ambientes de solos alagados.

De maneira geral, mesmo com a maior diversificacao pedologica, os solos selecionados guardam semelhancas com os solos encontrados nas Campinaranas, o que se relaciona com as caracteristicas de transicao sequencial de solos discutida por Mafra et al. (2002). Estes autores discutem a formacao de solos na regiao do alto Rio Negro e destacam as transformacoes in situ de Latossolos em areias brancas hidromorficas e, posteriormente, a formacao de Espodossolos hidromorficos, nos quais o principal processo pedogeoquimico envolvido na perda de argila seria a acidolise, provocando dissolucao dos argilominerais presentes (gibbsita e caulinita). Os Espodossolos possuem o maior conteudo medio de MO em superficie (Tabela 5), comparado as outras classes de solos estudados, nas quais, comumente, destacam-se turfeiras espessas sob horizontes A ricos em carbono organico (DUBROEUCQ e VOLKOFF, 1998).

CONCLUSOES

A distribuicao das unidades geologicas de sedimentos clasticos arenosos na Amazonia Ocidental apresenta boa relacao com a distribuicao das Campinaranas, apesar da preponderancia morfoclimatica (precipitacao pluvial alta) determinante em sua formacao.

A partir da analise dos dados e da predominancia absoluta dos solos arenosos nas Campinaranas, comparada aos solos das areas ecotonais, sugere-se um limite minimo de 55 dag [kg.sup.-1] de areia nos solos para a ocorrencia das Campinaranas Amazonicas. Os solos mais argilosos sao reportados apenas para as areas ecotonais Florestas-Campinaranas, marginais aos corpos arenosos.

Verifica-se predominio absoluto dos Espodossolos e Neossolos Quartzarenicos nas Campinaranas. Mesmo em diferentes formacoes geologicas (granitos, gnaisses, arenitos) e com processos pedogeneticos distintos, estes solos possuem caracteristicas morfologicas, quimicas e fisicas muito semelhantes.

Apesar da diversidade pedologica das areas ecotonais, os solos encontrados guardam semelhancas com os solos das Campinaranas.

As Campinaranas sao verdadeiros ecossistemas arenicolas de grande extensao na Amazonia brasileira, os quais estocam grandes quantidades de carbono organico nos horizontes subsuperficiais do solo, caracteristicos dos Espodossolos.

AGRADECIMENTOS

Agradecimentos ao Programa de Areas Protegidas da Amazonia (Programa ARPA), ao ICMBio (Roraima), a equipe do Parque Nacional do Virua e ao CNPq pelo apoio e financiamento deste trabalho.

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

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Bruno Araujo Furtado de Mendonca (2) Elpidio Inacio Fernandes Filho (3) Carlos Ernesto Goncalves Reynaud Schaefer (4) Felipe Nogueira Bello Simas (3) Mayara Daher de Paula (5)

(1) Parte da Tese de Doutorado do primeiro autor, apresentada a Universidade Federal de Vicosa.

(2) Engenheiro Florestal, Dr., Professor Adjunto-A do Departamento de Silvicultura, Instituto de Florestas, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, 23897-005, Seropedica (RJ), BRASIL. Bolsista do CNPq. brunoafmendonca@gmail.com

(3) Engenheiro Agronomo, Dr., Professor Associado do Departamento de Solos, Universidade Federal de Vicosa, CEP 36570-900, Vicosa (MG), Brasil. elpidio@ufV.br / fnbsimas@gmail.com

(4) Engenheiro Agronomo. PhD em Solos, Professor Associado do Departamento de Solos, Universidade Federal de Vicosa, CEP 36570-900, Vicosa (MG), Brasil. carlos.schaefer@ufV.br

(5) Geografa, Mestranda em Solos e Nutricao de Plantas. Departamento de Solos, Universidade Federal de Vicosa, CEP 36570-900, Vicosa (MG), Brasil. Bolsista de Iniciacao Cientifica PIC/CAIXA/UFV-2010/UFV mayara_daher@hotmail.com

Recebido para publicacao em 14/06/2011 e aceito em 07/01/2014
TABELA 1: Unidades geologicas presentes nas Campinaranas mapeadas
pelo Projeto RADAMBRASIL (BRASIL, 1975a; 1975b; 1976; 1977a; 1977b;
1978) e IBGE (2000).

TABLE 1 : Geological units in Campinaranas mapped by the RADAMBRASIL
Project (BRASIL, 1975a; 1975b; 1976; 1977a; 1977b; 1978) and
IBGE (2000).

                                                 Area
           Unidades Geologicas               ([km.sup.2])   Area em %

Formacao Ica                                   120361,6       63,7
Aluvioes Holocenicos                           18951,0        10,0
Cobertura Detrito-Lateritica Pleistocenica     13279,3         7,0
Terracos Holocenicos                            7147,7         3,8
Complexo Cauaburi                               3210,5         1,7
Suite Intrusiva Curicuriari                     2245,4         1,2
Grupo Trombetas                                 1920,4         1,0
Coberturas Eolicas Holocenicas                  1818,0         1,0
Coluvioes Holocenicos                           1766,2         0,9
Outras                                          9126,3         4,8

TABELA 3 : Numero e porcentagem de perfis de solo estudados no
Projeto RADAMBRASIL nas tipologias vegetais das Campinaranas
e nos Contatos Campinaranas/Florestas.

TABLE 3: Number and percentage of soil profiles studied in the
RADAMBRASIL Project on the vegetation types of "Campinaranas"
and contact of "Campinaranas"/Forests.

                              Numero de perfis de solo
                              estudados por classe
                              de solo

Vegetacao                     E    R    G    S    L

Campinaranas (Gl + Ar + Fl)   19   8    2    1    1
Gramineo-Lenhosa (Gl)         2    1    --   --   --
Arborizada (Ar)               7    2    1    --   --
Florestada (Fl)               10   5    1    1    1
Contato Campinaranas/
  Florestas Aberta e Densa    5    6    5    2    3
TOTAL                         24   14   7    3    4

                              Numero de perfis de solo
                              estudados por classe
                              de solo

Vegetacao                     F    P    C    TOTAL

Campinaranas (Gl + Ar + Fl)   1    --   --    32
Gramineo-Lenhosa (Gl)         --   --   --     3
Arborizada (Ar)               --   --   --    10
Florestada (Fl)               1    --   --    19
Contato Campinaranas/
  Florestas Aberta e Densa    2    10   2     35
TOTAL                         3    10   2     67

Em que: E--Espodossolos; R--Neossolos; G--Gleissolos;
S--Pianossolos; L--Latossolos; F--Plintossolos;
P--Argissolos; C--Cambissolos.

TABELA 4: Resultados da analise quimica e fisica, com media e desvio
padrao (entre parenteses) das camadas dos principais solos coletados
nas Campinaranas, sob as diferentes fitofisionomias.

TABLE 4: Results of the chemical and physical analysis, with average
and standard deviation (among parenthesis) of the layers of the main
soils collected in Campinaranas, under the different vegetation
types.

                                                       P

CAMADAS                         pH [H.sub.2] 0   mg [dm.sup.-3]

Campinarana Florestada

Espodossolo (10 perfis)

Superficial                        4.1(0.4)         0.8(0.8)
Eluvial                            4.7(0.5)         0.8(1.1)
Subsuperficial                     4.8(0.7)         4.1(9.4)

Neossolo (5 perfis)

Superficial                        4.6(0.7)         0.5(0.5)
Eluvial                            4.6(0.8)         0.5(0.6)
Subsuperficial                     4.7(0.5)         0.4(0.5)

Campinarana Arborizada

Espodossolo (7 perfis)

Superficial                        4.4(0.7)         2.0(1.9)
Eluvial                            5.2(0.4)         0.9(0.7)
Subsuperficial                     4.7(0.5)         2.5(4.1)

Neossolo (2 perfis)

Superficial                        5.1(1.1)         1.0(0.0)
Eluvial                              5.4              1.0
Subsuperficial                     5.1(0.6)         1.0(0.0)

Campinarana Gramineo-Lenhosa

Espodossolo (2 perfis)

Superficial                          5.3              1.0
Eluvial                            5.4(0.6)         1.2(0.3)
Subsuperficial                     4.7(0.8)        23.1(29.8)

Neossolo (1 perfil)

Eluvial                              5.2              1.2
Subsuperficial                       5.0              1.1

                                     SB             T

CAMADAS                         [cmol.sub.c]   [dm.sup.-3]

Campinarana Florestada

Espodossolo (10 perfis)

Superficial                       0.5(0.2)      13.1(10)
Eluvial                           0.2(0.2)      4.1(4.2)
Subsuperficial                    0.3(0.2)      7.4(4.7)

Neossolo (5 perfis)

Superficial                       0.2(0.1)      6.1(2.2)
Eluvial                           0.1(0.1)      4.9(1.5)
Subsuperficial                    0.1(0.1)      1.9(1.0)

Campinarana Arborizada

Espodossolo (7 perfis)

Superficial                       1.2(1.9)     28.7(35.6)
Eluvial                           0.1(0.1)      1.4(1.0)
Subsuperficial                    0.1(0.1)      7.0(3.9)

Neossolo (2 perfis)

Superficial                       0.1(0.2)      2.8(2.9)
Eluvial                             0.0            0.6
Subsuperficial                    0.1(0.2)      1.2(0.2)

Campinarana Gramineo-Lenhosa

Espodossolo (2 perfis)

Superficial                         0.1            0.6
Eluvial                           0.1(0.0)      1.4(1.6)
Subsuperficial                    0.0(0.0)     12.7(12.2)

Neossolo (1 perfil)

Eluvial                             0.0            1.7
Subsuperficial                      0.0            0.7

                                    V            m            MO

CAMADAS                                    %

Campinarana Florestada

Espodossolo (10 perfis)

Superficial                      7.4(7.5)    49.7(33.4)    8.1(8.3)
Eluvial                         12.7(15.5)   34.6(35.9)    1.1(1.1)
Subsuperficial                  6.7(11.6)    69.4(28.3)    2.5(1.7)

Neossolo (5 perfis)

Superficial                      4.2(4.6)    80.3(13.5)    2.4(1.5)
Eluvial                          3.3(2.6)    85.0(8.8)     1.8(0.6)
Subsuperficial                   6.0(4.4)    62.4(36.5)    0.5(0.1)

Campinarana Arborizada

Espodossolo (7 perfis)

Superficial                      3.6(1.2)    63.1(27.0)   12.9(12.6)
Eluvial                         24.3(30.1)   49.9(38.0)    0.6(0.4)
Subsuperficial                   1.9(1.6)    90.8(9.5)     2.1(1.1)

Neossolo (2 perfis)

Superficial                     10.0(7.1)    38.5(54.4)    2.1(2.2)
Eluvial                            18.0         0.0          0.4
Subsuperficial                  35.6(26.3)   26.5(37.5)    0.3(0.1)

Campinarana Gramineo-Lenhosa

Espodossolo (2 perfis)

Superficial                        16.0         81.0         0.7
Eluvial                         15.9(19.9)   72.7(22.2)    0.5(0.2)
Subsuperficial                   0.9(0.2)    95.6(3.4)     3.8(4.0)

Neossolo (1 perfil)

Eluvial                            1.2          95.3         1.8
Subsuperficial                     0.0         100.0         0.8

                                    AG           AF

CAMADAS                             dag [kg.sup.-1]

Campinarana Florestada

Espodossolo (10 perfis)

Superficial                     38.3(21.0)   37.4(17.0)
Eluvial                         39.9(22.3)   40.3(17.2)
Subsuperficial                  39.6(14.3)   35.9(11.6)

Neossolo (5 perfis)

Superficial                     39.6(26.8)   39.0(24.5)
Eluvial                         26.9(15.7)   46.8(14.3)
Subsuperficial                  34.4(22.2)   42.4(18.1)

Campinarana Arborizada

Espodossolo (7 perfis)

Superficial                     35.4(30.3)   37.1(31.6)
Eluvial                         41.2(18.1)   41.5(16.9)
Subsuperficial                  40.6(20.6)   41.7(16.2)

Neossolo (2 perfis)

Superficial                      2.1(1.6)    40.5(4.7)
Eluvial                            7.0          56.0
Subsuperficial                   5.0(5.8)    57.9(15.6)

Campinarana Gramineo-Lenhosa

Espodossolo (2 perfis)

Superficial                        50.0         47.0
Eluvial                         37.7(17.4)   55.5(17.6)
Subsuperficial                  42.0(15.6)   44.0(28.3)

Neossolo (1 perfil)

Eluvial                            23.0         57.0
Subsuperficial                     37.0         50.0

                                  Silte       Argila

CAMADAS                             dag [kg.sup.-1]

Campinarana Florestada

Espodossolo (10 perfis)

Superficial                     19.3(11.9)   5.0(4.0)
Eluvial                         15.8(8.6)    3.9(4.4)
Subsuperficial                  16.7(8.6)    7.8(3.9)

Neossolo (5 perfis)

Superficial                     14.9(8.0)    6.5(4.9)
Eluvial                         16.6(9.5)    9.7(3.9)
Subsuperficial                  14.9(7.5)    8.4(5.3)

Campinarana Arborizada

Espodossolo (7 perfis)

Superficial                     24.1(30.1)   3.5(1.4)
Eluvial                         15.6(7.5)    1.7(1.1)
Subsuperficial                  13.7(8.3)    4.0(2.9)

Neossolo (2 perfis)

Superficial                     55.2(8.3)    2.3(1.0)
Eluvial                            37.0        0.0
Subsuperficial                  31.6(4.3)    5.5(5.5)

Campinarana Gramineo-Lenhosa

Espodossolo (2 perfis)

Superficial                        1.0         2.0
Eluvial                          5.8(1.7)    1.0(1.4)
Subsuperficial                  9.5(10.6)    4.5(2.1)

Neossolo (1 perfil)

Eluvial                            19.0        1.0
Subsuperficial                     12.0        1.0

TABELA 5: Resultado da analise quimica e fisica, com media e desvio
padrao (entre parenteses) dos principais solos coletados nas areas
de contato Campinaranas /Florestas.

TABLE 5 : Result of the chemical and physical analysis, with average
and standard deviation (among parenthesis) of the main soils
collected in the contact areas Campinaranas /Forests.

                                              P               SB

CAMADAS                  pH[H.sub.2]0   mg [dm.sup.-3]   [cmol.sub.c]

Argissolo (10 perfis)

Superficial              4.2(0.5)       0.0              0.5(0.2)
Subsuperficial           3.7(2.0)       0.0              0.4(0.3)

Neossolos (6 perfis)

Superficial              4.1(0.5)       1.0(0.6)         0.8(0.2)
Eluvial                  4.6(0.7)       0.6(0.6)         0.4(0.3)
Subsuperficial           4.8(0.4)       0.6(0.5)         0.3(0.3)

Espodossolo (5 perfis)

Superficial              3.7(0.3)       1.0(1.4)         1.5(2.3)
Eluvial                  3.9(1.1)       0.5(0.7)         0.3(0.1)
Subsuperficial           4.3(0.4)       0.5(0.7)         0.3(0.1)

Gleissolo (5 perfis)

Superficial              4.5(0.6)       0.7(0.4)         0.4(0.4)
Subsuperficial           4.8(0.4)       0.6(0.5)         0.3(0.2)

Latossolo (3 perfis)

Superficial              4.2(0.6)       0.1(0.1)         0.5(0.2)
Subsuperficial           4.5(0.6)       0.0              0.4(0.3)

                              T            V            m

CAMADAS                  [dm.sup.-3]              %

Argissolo (10 perfis)

Superficial              7.9(3.1)      7.1(5.0)     63.0(26.2)
Subsuperficial           3.9(2.9)      10.6(6.4)    52.7(30.4)

Neossolos (6 perfis)

Superficial              11.6(4.6)     8.2(3.7)     64.5(10.1)
Eluvial                  4.0(1.4)      11.5(12)     68.0(32.5)
Subsuperficial           2.3(1.7)      11.2(5.0)    52.7(31.4)

Espodossolo (5 perfis)

Superficial              15.8(10.6)    8.1(7.2)     61.6(35.8)
Eluvial                  2.5(2.2)      14.3(12.4)   53.1(33.8)
Subsuperficial           6.9(4.5)      6.9(5.8)     76.4(15.9)

Gleissolo (5 perfis)

Superficial              10.6(7.1)     4.4(3.7)     74.2(17.9)
Subsuperficial           3.5(2.0)      7.0(3.7)     84.3(8.9)

Latossolo (3 perfis)

Superficial              5.9(2.1)      7.5(6.8)     43.3(39.4)
Subsuperficial           4.2(1.3)      7.8(6.7)     37.0(39.8)

                            MO          AG           AF

CAMADAS                          dag [kg.sup.-1]

Argissolo (10 perfis)

Superficial              2.5(1.8)   17.0(14.5    31.1(15.1)
Subsuperficial           0.6(0.5)   22.7(30.2)   27.1(15.3)

Neossolos (6 perfis)

Superficial              4.0(3.2)   59.5(20.1)   14.3(7.5)
Eluvial                  1.1(0.6)   44.0(2.8)    20.5(3.5)
Subsuperficial           0.9(0.9)   53.1(20.3)   25.4(21.6)

Espodossolo (5 perfis)

Superficial              7.2(6.7)   35.4(10.6)   39.9(16.9)
Eluvial                  0.8(0.7)   29.5(19.6)   40.5(14.7)
Subsuperficial           1.8(1.7)   28.4(16.3)   44.7(16.2)

Gleissolo (5 perfis)

Superficial              4.9(3.2)   21.3(27.9)   20.5(11.1)
Subsuperficial           0.7(0.3)   17.6(23.3)   24.4(11.9)

Latossolo (3 perfis)

Superficial              2.2(0.4)   35.9(28.5)   17.3(19.4)
Subsuperficial           0.9(0.4)   29.9(24.8)   17.7(19.7)

                           Silte        Argila

CAMADAS                      dag [kg.sup.-1]

Argissolo (10 perfis)

Superficial              29.4(10.6)   22.6(10.7)
Subsuperficial           19.9(13.9)   28.6(8.6)

Neossolos (6 perfis)

Superficial              20.8(12.0)   5.4(3.3)
Eluvial                  27.0(2.8)    8.5(3.5)
Subsuperficial           16.3(10.8)   5.2(5.1)

Espodossolo (5 perfis)

Superficial              22.5(13.2)   2.2(1.0)
Eluvial                  20.2(13.4)   3.1(3.9)
Subsuperficial           17.8(13.0)   9.0(5.9)

Gleissolo (5 perfis)

Superficial              37.8(24.4)   20.4(26.0)
Subsuperficial           28.0(16.8)   30.0(24.9)

Latossolo (3 perfis)

Superficial              14.6(3.8)    32.3(25.1)
Subsuperficial           12.0(5.7)    40.4(26.1)
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Title Annotation:texto en portugues
Author:de Mendonca, Bruno Araujo Furtado; Filho, Elpidio Inacio Fernandes; Schaefer, Carlos Ernesto Goncalv
Publication:Ciencia Florestal
Date:Oct 1, 2015
Words:7545
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