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The physical education textbook: A reading of the academic production/O livro didatico de educacao fisica: uma leitura da producao academica.

Introducao

O reconhecimento do corpo e a valorizacao das praticas corporals no processo educacional e na formacao do "eu" do individuo e um movimento crescente, ainda que com oscilacoes no seculo XX (Ghiraldelli Junior, 2007). A preocupacao com o cultivo dos corpos e o processo de escolarizacao das praticas corporais, no final do seculo XIX, sao, dentre outras, acoes iniciais para a institucionalizacao de um espaco-tempo na escola dedicado a realizacao da educacao corporal (3) (Paiva, 2003). Alem disso, essas acoes assinalam a preocupacao de ora formar, ora domesticar o corpo.

A escola e um espaco social fundamental para a formacao e civilizacao de criancas e jovens, e nela ocorre o processo de escolarizacao das praticas corporais. Nas palavras de Bracht e Gonzalez (2014, p.241): "A instituicao educacional foi, por assim dizer, um locus eleito (embora nao o unico) para uma sistematica educacao corporal da populacao" Dentro desse espaco, a educacao fisica emerge como instrumento privilegiado para a realizacao dessa tarefa, pois passa a selecionar, da cultura geral, aqueles elementos pertinentes de serem tratados em seu ambito. Como aponta Paiva (2003), nao sao todos os elementos da cultura que vao para a escola, mas sim alguns especificos, como os exercicios fisicos e a ginastica. Os criterios dessa selecao sao retirados da perspectiva vigente ou predominante em cada periodo historico, ou ate mesmo de uma mescla das perspectivas existentes. Alem disso, em meio a esse processo, ocorre tambem a invisibilizacao ou o silenciamento de outros criterios e praticas.

Nesse sentido, a educacao fisica se apresenta como instrumento para a criacao e difusao de educacoes corporais. Ela e instrumento, na medida em que funciona como mediadora entre os conhecimentos e valores presentes na sociedade e os individuos (criancas, jovens, adultos) a serem educados. As educacoes corporais nao acontecem apenas na escola ou no espaco-tempo da disciplina escolar educacao fisica, todavia, quanto a esta ultima, possui uma atencao e um cuidado privilegiado. A criacao da educacao fisica e um modo de dizer que a socializacao de um individuo, no ambito das questoes corporais, nao convem ocorrer a revelia, tendo o Estado uma responsabilidade central.

Ao longo de sua historia, a educacao fisica, entao, se apropriou e criou diversas maneiras de promover as educacoes corporais: adotou principios higienistas, militaristas, esportivistas, criticos e outros; fez, ainda, de algumas praticas corporais, como a ginastica e, depois, o esporte, seus maiores representantes, inclusive, confundindo-se, por vezes, com essas praticas; desenvolveu conceitos para dar uma "identidade" para a area, como os de cultura corporal (Soares, 1992), motricidade humana (Sergio, 1986), cultura de movimento (Kunz, 1994), dentre outros; e inventou outros conceitos e nocoes mais especificos para balizar suas pesquisas e intervencoes pedagogicas, como atividade fisica, pratica corporal, corporeidade, corporalidade, consciencia corporal, movimento, se-movimentar, por exemplo. Todo esse cabedal de conhecimentos e praticas, eventualmente, une-se a ferramentas ou tecnologias para auxiliar em sua difusao. Embora, em pleno seculo XXI, as chamadas Tecnologias de Informacao e Comunicacao (TIC) venham chamando a atencao e despertando curiosidades por serem "modernas" ou "avancadas", uma das novidades na educacao fisica nao e original, pois retoma uma antiga parceria: o livro didatico.

E dificil dimensionar a amplitude e intensidade da presenca do livro didatico de Educacao Fisica nas escolas. Sua historia e contada de modo esparso no seio da Educacao Fisica, sendo possivel apenas serem retirados Indicios de pesquisas como de Puchta e Taborda de Oliveira (2015). De todo modo, destaca-se que, desde 1985, com a implementacao do agora Programa Nacional do Livro e do Material Didatico (PNLD), apenas em 2017 o Programa estabeleceu o atendimento e fomento da producao de livros didaticos de educacao fisica, com previsao de chegada desse material nas escolas em 2019.

O PNLD, por ser uma politica publica do governo federal, e abrangente, demandando recursos financeiros expressivos e tendo impacto significativo nos componentes curriculares (Gatti Junior, 2004; Cassiano, 2007). Isso justifica a necessidade de serem encontrados subsidios para o acompanhamento desse processo de implementacao e os desdobramentos no ambito da pratica docente da educacao fisica. Tendo em vista que a implementacao tera inicio, efetivamente, em 2019, com a distribuicao das obras as escolas, objetiva-se, como ponto de partida, reunir e interpretar a producao academica (teses e dissertacoes) acerca do livro didatico de educacao fisica.

Percurso investigativo

Fazer "uma leitura" da producao academica significa expor apenas uma interpretacao, dentre outras possiveis, dessa producao. Pretende-se enfatizar, com base no pragmatismo de Richard Rorty, que nao ha a priori a possibilidade de assinalar qual o caminho "correto"' ou mesmo o "melhor" para que seja feita uma leitura da producao academica que evidencie seja o significado intrinseco, seja algo que corresponda a realidade (Rorty, 1997, 2005). A sugestao de que, numa investigacao, ha disponibilidade de realizar recontextualizacoes indica a possibilidade de se realizarem infindaveis interpretacoes, nesse caso, a partir de um mesmo conjunto de textos. Essa abertura de possibilidades deve-se, em parte, ao abandono da ideia pre-kuhniana de que "a investigacao racional era uma questao de colocar todas as coisas num contexto unico, familiar, amplamente acessivel" (Rorty, 1997, p.134). Dessa forma, abre-se espaco para o paradigma da imaginacao e, por conseguinte, para a coligacao dos textos nao com o objetivo de encontrar todos os elementos dentro do espaco logico ja instituido, mas de exploracao de outro contexto com propositos particulares.

Quando se revisita um conjunto de textos, e possivel encontrar elementos e discussoes recorrentes, mas nao e incomum que as revisoes de literatura se limitem a um resumo ou selecao desses topicos. E reconhecida a importancia desse procedimento, contudo entende-se que ha a possibilidade de avanco. Quando nao se enrijece a investigacao com os conceitos a priori definidos, abre-se a possibilidade para outros indicios ou provocacoes diversas. E, obviamente, o proposito nao e elencar todas elas, mas destacar que nao ha nenhuma justificativa para que sejam desconsideradas a priori, ou mesmo serem vistas como menos importantes.

E proficuo assinalar a producao academica que foi consultada tendo como referencia a pesquisa bibliografica (Gil, 1999), isto e, que tem nas producoes academicas (teses, dissertacoes, artigos cientificos) sua fonte primaria de informacao. A justificativa por"teses e dissertacoes"decorre do respaldo academico-cientifico inerente a esse tipo de pesquisa, pois ampliam significativamente a perspectiva sobre o tema, ja que foram realizadas em diversos contextos. Ademais, configuram um importante indicador na producao da pos-graduacao das universidades, estando reunidas e bem delimitadas para consulta publica sob a chancela do Ministerio da Educacao (MEC), o que nao ocorre com outras publicacoes que estao esparsas. Ja os artigos cientificos sobre o assunto foram tratados numa outra perspectiva, de acordo com Melo e Moreira (2018).

Desse modo, nossa primeira etapa foi realizar o levantamento bibliografico: identificar e selecionar o conjunto de producoes sobre o tema--livro didatico de educacao fisica. Para identificar teses e dissertacoes, recorreu-se ao Catalogo de Teses e Dissertacoes da Coordenacao de Aperfeicoamento de Pessoal de Nivel Superior (Capes). Utilizaram-se, na busca, os termos "educacao fisica" e "livro didatico", nas areas de conhecimento "educacao fisica", "educacao" e "saude e biologicas'. O periodo corresponde a todos os anos disponiveis nesse Catalogo, ou seja, de 1987 ate 2018, exceto quando foi incluida a area de conhecimento "saude e biologicas", que passa a aparecer nas buscas apenas a partir de 2013. O numero de resultados na busca com base nesses termos e bastante expressivo, ultrapassando 22 mil resultados, por isso foi realizada a leitura dos titulos para identificar os trabalhos relevantes para a pesquisa. Destaca-se tambem que, eventualmente, o termo indicado nao era propriamente "livro didatico", visto que, pelo contexto, ele se encaixava na investigacao deste estudo, tendo sido incluido na selecao (Quadro 1).

Ao todo, foram identificados 23 trabalhos, sendo 16 dissertacoes e 7 teses. A maior parte deles (17) foi publicada a partir de 2010, o que corrobora o estudo de Souza Junior et al. (2015), que assinalam um "despertar" da area pela tematica no ano de 2010. O tema apareceu em dissertacao de mestrado, pela primeira vez, em 1993, e em tese de doutorado, em 2009.

Para realizar a leitura/interpretacao dessas producoes academicas, utilizou-se da sugestao de Moraes (2003) e realizou-se uma analise textual discursiva. Diferenciando-se da analise de conteudo e da analise de discurso, a proposta de Moraes (2003) tem como principio geral um processo auto-organizador de onde resulta a emergencia de um novo conhecimento. Esse processo envolve um ciclo com tres fases: (1) desmontagem dos textos: tambem denominado de processo de unitarizacao, implica examinar os materiais em seus detalhes, fragmentando-os com o objetivo de atingir unidades constituintes, enunciados referentes aos fenomenos estudados; (2) estabelecimento de relacoes: processo denominado de categorizacao, implica construir relacoes entre as unidades de base, combinando-as e classificando-as para que se possa compreender como esses elementos unitarios podem ser reunidos na formacao de conjuntos mais complexos, as chamadas categorias; e (3) captacao do novo emergente: nessa etapa, a intensa impregnacao nos materiais da analise desencadeada pelos dois estagios anteriores possibilita a emergencia de uma compreensao renovada do todo.

A culminancia de todo o processo gera um metatexto ou, como se prefere utilizar, um novo texto, visto que ele nao goza de um status superior aos utilizados como fontes, mas apenas expressa a interpretacao e a argumentacao que foi realizada. Destaca-se que as tres fases nao sao expostas separadamente, embora facam parte da construcao. Apenas o novo texto sera exposto a parte, como sera feito a seguir.

O livro didatico de educacao fisica: esperanca e receio

Diferente das perspectivas que perguntam "qual sua concepcao de [...]?" foi adotada a sugestao pragmatica de Rorty (2005, p.60) de "substituir conhecimento por esperanca". A partir da substituicao da crenca da existencia de uma concepcao ou conhecimento que prediz o futuro por uma esperanca vaga, acredita-se que seja possivel fazer um futuro melhor. Sem pressupor uma concepcao ou "corpus"de conhecimento que permitira aos docentes da Educacao Basica receber os livros didaticos de educacao fisica do PNLD e utiliza-los de modo "superador" ou "emancipatorio", buscou-se a esperanca e receio presentes nas producoes academicas de modo a fornecer elementos que favorecam a utilizacao desse material pedagogico.

Tendo isso em vista, analisou-se o trabalho de Ferreira (1993), que inaugura a discussao, e foi possivel notar a realizacao de uma das tarefas amplamente realizadas por pesquisadores de livros didaticos, de modo geral: a analise ou avaliacao de conteudo, o que, para Choppin (2004), e uma corrente de investigacao de grande exponencial. O autor aborda os livros didaticos como "agentes culturais por excelencia para instruir" (Ferreira, 1993, p.3), o que justifica a necessidade de avaliar as informacoes, imagens, saberes e praticas difundidas por meio deles. O autor pretende verificar, especialmente, se os livros didaticos de atletismo veiculam uma concepcao pautada na saude. Ele identifica, entretanto, que isso nao ocorre, pois ha a prevalencia de uma visao "esportivisada" centrada na tecnica. Alem disso, o referido pesquisador encontra inumeros erros gramaticais, como enfatizou.

O conteudo apresentado por Ferreira, em 1993, e retomado, sob outras enfases, por Pacifico (2011), ao estudar as relacoes raciais; por Gilioli (2013), inquirindo o potencial formativo; e por Costa (2014), questionando a existencia de uma proposta marxista. Todos esses trabalhos tem uma logica de argumentacao em comum, isto e, todos possuem um determinado referencial teorico (tomado como pressuposto do que e real, necessario ou hierarquicamente superior) que e utilizado para confrontar o mundo empirico e fugaz: os livros didaticos. Os resultados, invariavelmente, repetem-se: a razao preconizada no referencial teorico nao se manifesta nos livros. Pacifico (2011) mostra como os brancos sao apresentados como simbolos da humanidade, enquanto que os negros sao representados de modos estigmatizados; Gilioli (2013) identifica uma contradicao no potencial formativo do livro, pois nota o predominio de uma formacao para a manutencao da sociedade, e nao sua transformacao, embora haja resquicios de criticidade e criatividade; e Costa (2014) entende que o livro investigado ainda esta distante das obras classicas marxianas, dificultando o trabalho pedagogico.

Em todos os estudos assinalados anteriormente, a justificativa, em linhas gerais, e a mesma: a necessidade de vigiar o conhecimento difundido pelos livros. De fato, nenhum desses estudos adota o termo "vigiar'. Costa (2014, p. 17), por exemplo, propoe-se a "analisar como o materialismo historico e dialetico e apresentado no conteudo do LDP [livro didatico publico] de Educacao Fisica fundamentado na sua forma de organizacao do trabalho didatico". Em outras palavras, quer saber se o materialismo e apresentado como ela pressupoe que deva ser, ou seja, um materialismo calcado nas obras classicas marxianas. Essa hipotese e confirmada pela autora: "[...] constatou-se a veracidade da hipotese levantada para a pesquisa de que na organizacao do trabalho didatico da Educacao Fisica Escolar atualmente ha um distanciamento das obras classicas marxianas [...]" (Costa, 2014, p.3). Ela ainda vai alem, afirmando que isso e um "[...] fato que dificulta o desenvolvimento do trabalho didatico dos professores [...]"(Costa, 2014, p.3). Como foi possivel notar, tais resultados sao usuais nesses estudos de "vigilancia" conteudista, metodologica, epistemologica etc. No processo de desmontagem de textos e unitarizacao, esse primeiro conjunto de textos foi denominado "grupo de analise de conteudo" (Quadro 2).

A esperanca, segundo a concepcao de Rorty, refere-se ao fato de que as pesquisas nao sao a busca pela verdade, mas sim a justificacao das crencas dos pesquisadores, que desejam por progresso. Isso leva a pesquisa a um contexto politico, visto que nao ha uma "objetividade" na realidade que a torne neutra, sem a interferencia do ser humano (Rorty, 1997). Dessa forma, resta aos pesquisadores, implicitamente em suas hipoteses, a esperanca ou receio de que o trabalho possa apresentar alguma contribuicao, individual ou coletiva, ainda que seja por meio de uma descricao pormenorizada.

Quanto ao primeiro grupo, e possivel constatar a predominancia do receio em relacao a esperanca. Nos quatro estudos, o "encontrado" e diferente do pretendido e desejado. Todas as hipoteses sao negativas (algo nao acontece ou nao se desenvolve tao bem), e o estudo confirma essa situacao. A unica esperanca presente e a de que, um dia, essa realidade passe a corresponder com o referencial teorico, considerado melhor ou potencializador de contextos melhores. Desse modo, o livro didatico de educacao fisica e uma ferramenta sobre a qual existem muitos receios, visto que os "dados" mostram sua improdutividade ou limites. A esperanca nao esta no livro, mas em um determinado referencial, que, acaso seja disposto nele, podera resplandece-lo.

Em outra direcao, ha um conjunto de pesquisadores e pesquisadoras--Carmo (1999), Galatti (2006), Rodrigues (2009), Impolcetto (2012), Rotelli (2012), Rufino (2012), Silva (2014), Barroso (2015), Diniz (2017), Tahara (2017) e Farias (2018)--, que serao denominados "grupo de exploradores do potencial do livro didatico". As justificativas presentes nesses trabalhos, em linhas gerais, apresentam-se pela necessidade, ou disposicao dos pesquisadores, em criar novas e melhores maneiras de aperfeicoar e difundir as educacoes corporais.

Carmo (1999) elabora um livro didatico apos constatar em escolas e clubes que os materiais didaticos mais utilizados eram bolas e cones em detrimento de textos e imagens. Apos explorar o livro didatico desenvolvido para o ensino de futebol, relata as virtudes e deficiencias. Os trabalhos seguintes dao continuidade, ainda que sem mencionar o trabalho de Carmo (1999), a exploracao do livro didatico, alterando o conteudo, metodologia de ensino e outras peculiaridades.

O trabalho de Galatti (2006) destina-se ao ensino de jogos esportivos coletivos para o ensino fundamental, ao passo que o de Barroso (2015) aborda o ensino de um modelo de classificacao do esporte na educacao fisica escolar. Diferentemente, o trabalho de Diniz (2017) elabora um material direcionado para o ensino da danca apoiado pelas TIC; ja Rodrigues (2009) elabora o livro acerca do tema basquetebol tanto para o docente quanto para o estudante. Rufino (2012), enfim, explora o tema "lutas", por meio da construcao coletiva de um livro didatico.

Quanto aos autores restantes, Impolcetto (2012) e Tahara (2017) tambem efetivam a construcao coletiva de um livro didatico--nesses casos, eles estao voltados, respectivamente, para o voleibol e as praticas corporais de aventura. Ja Rotelli (2012) abarca um escopo mais amplo, explorando o que chama de materiais curriculares e uma pluralidade de assuntos da educacao fisica. Silva (2014), tendo como referencia a educacao olimpica, elabora um material para o ensino de valores por meio do esporte no ambito do ensino medio, enquanto o trabalho de Farias (2018), por fim, explora outra possibilidade, que e a articulacao entre o livro didatico de uma rede de ensino com as TIC. O resultado e a elaboracao de estrategias de uso da TIC a partir das sugestoes do livro didatico (Quadro 3).

A exploracao dos livros didaticos, nas pesquisas mencionadas anteriormente, tem um carater experimental, cuidadoso e pontual. Nao se depreendem principios universais de como elaborar um livro didatico ou a forma adequada de expor um conteudo. No maximo, foi possivel identificar sugestoes de como faze-lo. O valor desse material esta imbricado com a participacao dos docentes em sua producao ou avaliacao. A partir disso, decorrem os contributos dos livros na organizacao curricular e na sua apresentacao como fonte de consulta (Impolceto, 2012; Farias, 2018), para o estimulo a reflexao e ressignificacao das praticas (Rodrigues, 2009) e extensao do momento de aprendizagem para alem da aula (Rotteli, 2012). O maior problema do livro didatico (4) e atender a demanda de todos os docentes. Sem uma sintonia entre docente e livro, este ultimo tende a ser descartado (5) ou ressignificado (6). Alem disso, em menor grau ocorre o "consumo" acritico.

A exploracao do livro didatico ocorre, tambem, porque eles identificam lacunas ou deficiencias no processo de desenvolvimento da educacao corporal. E possivel destacar uma dessas lacunas, a chamada dimensao teorica ou conceitual do saber.

Por muito tempo, essa dimensao foi desprivilegiada na area e favoreceu a pecha de "mera atividade" para a educacao fisica. Autores como Betti (2005) e Darido e Rangel (2005) demonstraram a necessidade de serem abarcadas outras "dimensoes"do conhecimento para que a educacao fisica fosse devidamente reconhecida como componente curricular e, tambem, para que a educacao corporal se tornasse critica ou mais significativa. Embora o livro didatico nao seja o unico material a propiciar isso, ele se mostra bastante util, pois e o suporte para textos, imagens, ilustracoes, graficos, entre outros elementos. O livro funciona como um difusor da dimensao "teorica" ou "conceitual" do saber, tais como a historia do esporte e seus valores. Todavia, vale a ressalva de Dewey mencionada por Rorty (2005, p.87), de que "resolvemos velhos problemas a custa da criacao de novos problemas" Com isso, pretende-se assinalar a problematica, por vezes mal resolvida na area, das "dimensoes" do conhecimento ou a complicada relacao entre teoria e pratica. Alem disso, o proprio livro tende a requerer novas atitudes e acoes dos docentes, implicando em novos problemas. Tais aspectos podem desencadear receios em relacao aos livros, o que demandara um cuidado da area para resolve-los.

Outra questao recorrente nos trabalhos e a Identificacao da falta de livros ou textos para subsidiar a pratica docente, sendo eles didaticos ou nao. Os elementos culturais--valores, historia, moral, estetica, compreensao da tatica e dinamica do jogo, entre outros--, sao pouco explorados pelos docentes de educacao fisica. Nesse sentido, as novas perspectivas de formacao de professores, ao demandarem novas atitudes e acoes dos docentes, acabam, indiretamente, por realcar o papel do livro didatico como ferramenta auxiliar, visto que, na ausencia ou ineficacia da oferta de uma formacao permanente, sao os livros que realizam a difusao de um novo ideario e acoes.

A partir das consideracoes feitas, entende-se que, para o grupo de "exploradores", a esperanca antecede o receio, pois eles partem da crenca/hipotese de que essa ferramenta pode favorecer o ensino de um conteudo especifico ou colaborar na formacao de professores de educacao fisica. A crenca e generica, tomada, em certa medida, como um pressuposto, o que permite considerar a possibilidade de o livro didatico "poder ser" (e nao "necessariamente" ser) bem explorado.

Essa postura abre margem para os criticos de livros didaticos, como Silva (1996) e Alves (2006), de acusarem-nos de ingenuos ou, principalmente, de desconsiderarem a estrutura da sociedade e do livro didatico, o que o torna, invariavelmente, uma ferramenta a ser superada e descartada. Todavia, nos estudos mencionados, essa "possibilidade" a priori funcionou como propulsora da elaboracao de propostas, e nao como algo para apenas ser verificado (como faz o Grupo de Analise de Conteudo). Em todas essas pesquisas, ha uma exploracao do livro didatico a fim de identificar suas potencialidades e restricoes, sendo que, em alguns casos, como o de Rufino (2012), Impolcetto (2012), Rotteli (2012) e Silva (2014), houve a producao coletiva de livros didaticos (com participacao de professores da escola). A perspectiva aqui, diferentemente do "Grupo de Analise de Conteudo", e colaborar para que haja alteracao na pratica docente.

Essa atitude colaborativa do grupo de "exploradores" permite que a ideia dicotomica do produtor x reprodutor seja abandonada. Por dicotomia produtor x reprodutor, entende-se a imagem acerca da educacao, presente em perspectivas como as critico-reprodutivistas, que subjazem, tambem, a dicotomia trabalho intelectual x trabalho manual, na qual um conjunto de especialistas dita e prescreve as acoes a serem aplicadas ou reproduzidas nas escolas. Esse pensamento e infrutifero por desconsiderar a relativa autonomia das escolas e docentes e seus modos de apropriacao e criatividade (Vinao Frago, 2002).

Em primeiro lugar, quando o referido grupo adota metodologias como da pesquisa-acao e sao participes do processo--ao inves de teoricos, analistas, "produtores" ou "vanguarda"--, e estabelecida uma continuidade entre pesquisador e professor. Nao ha uma hierarquia; ha um trabalho solidario em prol de um objetivo comum: promover e difundir a educacao corporal (ou conteudos especificos da educacao fisica). Em segundo lugar, o conhecimento dali resultante e expressao do maximo de consenso intersubjetivo alcancado, deixando de lado a busca pela "objetividade" ou conhecimento universal, que perpassa a discussao quando e incorporada a ideia de produtor-reprodutor. Nesse sentido, o conhecimento se da num constante processo de aperfeicoamento, de estabelecimento de sintonia entre livro e docente, de solucao de problemas.

Sabe-se que a abordagem dos pesquisadores de tratar os docentes como colaboradores auxilia a relacao com a obra didatica. Ainda assim, vale destacar o engajamento dos docentes das escolas no processo de elaboracao de livros didaticos. Esse processo foi pertinente para eles, tanto pelas dificuldades dos anos iniciais de docencia quanto pela ausencia de material, que os deixa, nao raro, numa situacao incomoda, pois o trabalho docente nao acontece a contento. Todavia, isso nao significa a aceitacao imediata de tudo o que lhes e apresentado, situacao tratada de modo emblematico no trabalho de Rufino (2012, p.329), quando ele afirma: "os professores puderam avaliar o que realmente fez ou nao sentido para eles, ocasionando processos de confrontacao e ressignificacao de saberes".

Essa diferenciacao entre os grupos indica um paradoxo, pois, autores como Gilioli (2013) tomam seus referencias como contribuidores a priori. Ou seja, caso suas perspectivas sejam adotadas, o livro e a pratica docente irao melhorar. A problematica reside no fato de que, se a contribuicao vem a priori, "de fora", entende-se que pouco pode se falar de algo critico, como reivindicado pelos autores do "Grupo de Analise de Conteudo" Por outro lado, o grupo acusado de ingenuo, afeitos a potencialidades do livro, testam na escola essa possibilidade. Embora tenham uma crenca inicial, ela e submetida a avaliacao de professores das escolas, que manifestam suas perspectivas e percepcoes. Em outros casos, tambem participam na integra do processo de elaboracao, como e exemplificado no estudo de Impolcetto (2012).

Nesse sentido, entende-se que o tipo de esperanca do grupo de "exploradores"e mais valoroso do que a do grupo de "analistas" E algo que Rorty ensina, mostrando como se deve, inicialmente, trabalhar mais na tolerancia do que em conhecimentos nao meramente humanos. O grupo de "exploradores" demonstra mais a "habilidade de nao ficar demasiado desconcertado diante do que e diferente de si" (Rorty, 2005, p.78). Inclusive, por nao buscarem o diferente de si, eles se reconhecem, de certo modo, na atividade docente.

Diferentemente, os analistas procuram o que ocorre la "no mundo", "na escola'. Procuram o que e diferente de si e ficam desconcertados com o que encontram, sempre tentando expor o que os professores e as escolas deveriam fazer para "tornarem-se melhores". Vale ressaltar que a grande questao nao e propor ou oferecer algo melhor, mas acreditar que esse "melhor" depende "da obtencao de uma relacao mais proxima a algo maior e mais poderoso do que nos mesmos" (Rorty, 2005, p.59), algo como Deus, a Natureza ou a Historia.

Quando sao observados os trabalhos que enfatizam a dimensao da politica publica dos livros didaticos, e possivel compor outro conjunto de trabalhos, que serao denominados Grupo de Politica Publica. Essa enfase converge com o alerta feito por Choppin (2004), que focaliza a necessidade de nao descuidar do aspecto politico desses livros, uma ideia que foi desenvolvida nos trabalhos de Branquinho (2011), Bolzan (2014) e Carlos (2016). Sua importancia reside no fato de que, ao longo da historia, o livro didatico foi interpretado como o grande difusor da cultura e da ideologia na escola, o que demanda vigilancia e censura por parte do Estado. Por isso, para cumprir a tarefa de vigilancia e, caso necessario, censura, as politicas de livros didaticos atuam desde as fases de producao ate a avaliacao das obras.

Nao e possivel afirmar que essas politicas de livros didaticos sao as grandes fomentadoras de livros didaticos de educacao fisica, ja que existe um amplo conjunto de obras no mercado que podem ser assim classificadas, mas sao notaveis indicios de que essas politicas estimularam mais pesquisas sobre o tema. Essa consideracao e retirada do trabalho de Bolzan (2014), que realiza um levantamento sobre livros didaticos e propostas didatico-pedagogicas. Em seu trabalho, ele identifica a producao de cadernos e livros direcionados a pratica de ensino nos estados do Parana (em 2006), de Sao Paulo (em 2009) e do Rio de Janeiro (em 2006). E importante reiterar, neste momento, que, antes de 2009, foram localizadas apenas 3 dissertacoes sobre a tematica (Quadro 4).

Aparentemente, a educacao fisica e incluida em politicas de livros didaticos sem uma discussao previa sobre a necessidade, os principios orientadores ou o papel desses livros. E plausivel argumentar que, na formacao inicial, a discussao generica sobre didatica e praticas de ensino, por exemplo, ja contempla os modos de lidar e interpretar esse material didatico. Todavia, e importante indicar a pertinencia de um debate mais especifico em torno dos livros, visto que a ausencia de discussoes mais aprofundadas tende a prejudicar a implementacao de uma politica de livro didatico.

Nota-se esse prejuizo por meio do trabalho de Branquinho (2011), no qual e analisada a proposta "Sao Paulo Faz Escola", que distribui apostilas, tambem, para os professores de educacao fisica. O principal agravante, segundo o autor, e a imagem difundida de que o professor e o "executor de atividades prescritas por especialistas'. Para corroborar essa afirmacao, embasa-se em autores como Giroux (1983) e Gadotti (1987), que persistem na dicotomia produtor x reprodutor. Observa-se que e dificil nao se fixar a essa imagem, mas estudos investigativos das culturas escolares, como de Julia (2001) e Vinao Frago (2002), ja demonstraram como ocorre a producao de conhecimento no ambito escolar. Melhor dizendo: se ha uma ideia, que nao deve ser desconsiderada, de que existem politicas ou mesmo grupos que tentam impor seus pensamentos no cotidiano escolar, esse direcionamento esta distante de se materializar. Entende-se que uma forma de evitar tais problematicas e abandonar a insistencia na dicotomia produtor x reprodutor, focalizando, ao inves disso, o estudo das diversas formas de interpretar e usar esses materiais didaticos.

O estudo da politica publica permite a amplitude do olhar para as questoes relacionadas ao livro didatico, como mostra o estudo de Bolzan (2014), apos a investigacao de sete propostas didaticopedagogicas de livros didaticos: os livros e cadernos didaticos do Parana (de 2006), de Sao Paulo (de 2009) e do Rio de Janeiro (de 2006), tidos como caixas de utensilios; e as propostas pedagogicas e diretrizes de Minas Gerais (de 2005), de Goias (de 2007), do Espirito Santo (de 2009) e de Pernambuco (de 2010), entendidos como colecoes pedagogicas. O titulo de seu trabalho e bastante sugestivo ao indicar o movimento "Das prescricoes as praticas de pesquisa/formacao compartilhadas', ou seja, e um titulo que mostra como as intervencoes vem acontecendo mais a partir de acoes colaborativas entre politica publica/universidade e escola/professores.

O trabalho de Carlos (2016) faz a avaliacao dos livros didaticos publicos do Parana e do municipio de Joao Pessoa (PB). Alem de identificar pontos positivos, suas consideracoes sao mais esperancosas, interpretando esses livros como exemplos inspiradores para a elaboracao de outras propostas. Admite, inclusive, que esses mesmos livros poderiam ser utilizados em outras redes, o que lhe exige outro olhar acerca da dicotomia produtor x reprodutor.

Quando os estudos focalizam a dimensao politica, e destacavel a relacao entre professor e livro didatico a fim de determinar qual deles e o produtor e qual deles e o reprodutor. Quando essa dicotomia e levada em consideracao, a esperanca e maior no momento em que o professor participa do processo. Da mesma forma, quanto menos participacao houver, maior sera o receio. Isso e nitido no trabalho de Branquinho (2011) e, de modo mais ponderado, em Bolzan (2014). Em Carlos (2016), diferentemente, a esperanca de que os livros podem colaborar com a pratica pedagogica e ainda maior, visto que a producao desse material pode acontecer independente de uma construcao coletiva.

As pesquisas de Rosario (2006), de Marangon (2009), de Vieira (2014), de Puchta (2015) e de Cassani (2018) sao muito diferentes entre si. Ainda assim, eles constroem uma imagem de que pretendem antes "compreender" e, depois, "avaliar". O olhar desses autores e mais retrospectivo do que prospectivo, por isso podem ser denominados como Grupo de Pesquisadores Compreensiveis. Destaca-se, ainda, que a esperanca desses autores, diferente dos grupos anteriores, esta na realizacao de uma descricao cuidadosa do contexto investigado e na crenca, ressonante em Rorty (2005, p.50), de serem "capazes de ajudar alguem a compreender seu proprio tempo em pensamento", ao inves de tecerem uma nova metanarrativa (Quadro 5).

Foi destacado nesses estudos "compreensiveis" como o livro didatico, de diferentes maneiras, participa na construcao da educacao fisica como disciplina escolar e no desenvolvimento das educacoes corporais. Puchta (2015) apresenta como os manuais escolares de exercicios fisicos e ginastica contribuiram para a propria criacao da educacao fisica, no final do seculo XIX. Na epoca, pode-se afirmar, havia mais do que uma esperanca nessa ferramenta pedagogica; o manual foi decisivo na disseminacao de orientacao pedagogica aos professores, que careciam de formacao especifica. Cassani (2018), por sua vez, demonstra o papel dos livros didaticos (ou impressos) no favorecimento da insercao e consolidacao da educacao fisica nos curriculos escolares, no periodo entre 1932 e 1960. Ja em pleno seculo XXI, os livros ou os textos escritos, como investiga Vieira (2014), continuam sendo um recurso demandado pelos docentes para que a educacao corporal nao se restrinja ao "saber fazer". Esses textos escritos e conteudos podem e, efetivamente, sao encontrados nao so em livros didatico de educacao fisica, mas em colecoes de historia e ciencias, como mostrou Rosario (2006). Para alem dos conteudos propriamente ditos, Marangon (2009) evidencia que esse material direciona a identidade pedagogica, ou seja, uma postura monologica ou dialogica do professor ou uma combinacao de ambas. E essa identidade interfere na mobilizacao para o saber constitutivo das educacoes corporais.

Consideracoes Finais

Os livros didaticos de educacao fisica, mais precisamente, os manuais de exercicios fisicos e ginasticas, no final do seculo XIX, sao parte constitutiva da educacao fisica como disciplina escolar. Nao sao apenas elementos que contribuiram, mas "um dos" que tornaram possivel a educacao fisica. Essa uniao se deu, nao apenas pelo fato de o livro ser um suporte de textos, imagens e gravuras, mas pela educacao fisica ser uma combinacao da educacao intelectual e moral com a educacao corporal.

Essa disciplina escolar e permeada por uma ideia mais ampla do que a imagem, posteriormente atribuida a ela, de primar pelo "saber fazer" Nesse contexto, o livro tornou-se ferramenta indispensavel, em especial, quando se leva em consideracao a ausencia de formacao dos professores da epoca, pois, em boa parte dos casos, foi o livro que forneceu tanto orientacoes pedagogicas quanto conteudos e valores a serem ensinados/disseminados.

Essa valoracao que o livro possuia, no final do seculo XIX e inicio do seculo XX (ate a decada de 1960), diminuiu nas ultimas decadas do seculo XX. Um bom exemplo disso e a identificacao da educacao fisica como uma mera atividade, o que pode justificar, em partes, a ausencia da educacao fisica do programa de livros didaticos do governo federal entre 1985 e 2016. Com o crescente movimento renovador, que, dentre outros pontos, lutou por uma educacao fisica como componente curricular, incorporando em sua perspectiva mais do que o "saber fazer", mas tambem o 'saber sobre' esse fazer, a necessidade por livros se fez presente. Inclusive, isso ocorreu pela mesma razao do final do seculo XIX, pois ha necessidade de formar ou atualizar os docentes em perspectivas renovadoras.

E possivel que esse movimento na educacao fisica possa ter servido como um propulsor para a inclusao da area no PNLD. Concomitantemente, a producao mais detida sobre o livro didatico de educacao fisica nos periodicos da area pode ser lida como formadora de uma agenda influenciadora dos formuladores de politicas, argumentacao que pode ser reforcada pelas teses e dissertacoes assinaladas neste artigo. Contudo, o elemento decisivo para essa inclusao demanda uma investigacao especifica, pois, embora seja plausivel considerar a influencia da producao teorica, nao e descartada a possibilidade de ter havido um avanco das editoras sobre o governo para ampliarem suas receitas.

Na leitura que foi proposta neste texto, esse cenario favoreceu uma serie de Iniciativas de estados e municipios para o fomento da producao de livros didaticos nos anos iniciais de 2000. Alem disso, desde 2010 houve um "despertar" da area pela tematica, como tambem foi identificado no levantamento de dissertacoes e teses. E destacavel nesse despertar aquele conjunto de trabalhos "exploradores do potencial do livro didatico" que possui esperanca, de maneiras experimentais e humildes, algo que se manifestou de forma diferente em outro grupo (os "analistas de conteudos"), crente nas maneiras teoricas amplas de encontrar justica e a verdade.

Essa esperanca--experimental e humilde--, tambem altera a concepcao de receio, que passa a abordar erros e maneiras nao muito pertinentes de apresentar conteudos ou de sistematizacao, ao inves de um grande receio teorico pautado, por exemplo, na dicotomia produtor x reprodutor. Os grupos--de "politicas publicas" e "pesquisadores compreensiveis"--tendem a colaborar para essa esperanca, que nao e compreendida como algo profetico. Uma esperanca pragmatica nao e uma camuflagem para a certeza, e o reconhecimento do necessario trabalho gradual de aperfeicoamento de vocabularios e acoes. Nessa perspectiva, nota-se boa parte da esperanca em torno do livro didatico de educacao fisica na producao academica da area.

Ao recontextualizar o livro didatico entre a esperanca e o receio, foi possivel oferecer outro ponto de vista aos professores de educacao fisica, para que possam receber os livros didaticos da area com afeicao aquela esperanca humilde e experimentalista de quem sabe da lide envolvida na educacao corporal.

Colaboradores

Todos os autores contribuiram em todas as etapas da elaboracao do artigo.

http://dx.doi.org/10.24220/2318-0870v24n3a4475

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Recebido em 31/1/2019, reapresentado em 18/4/2019 e aprovado em 3/5/2019

Fernando Garcez de Melo (1) [ID] 0000-0001-9634-0568 Evando Carlos Moreira (2) [ID] 0000-0002-5407-7930

(1) Universidade do Estado de Mato Grosso, Faculdade de Ciencias da Saude, Curso de Educacao Fisica. Caceres, MT, Brasil.

(2) Universidade Federal de Mato Grosso, Faculdade de Educacao Fisica, Curso de Educacao Fisica. Av. Fernando Correa da Costa, 2369, Boa Esperanca, 78060-900, Cuiaba, MT, Brasil. Correspondencia para/Correspondence to: E.C. MOREIRA. E-mail: <ecmmoreira@uol.com.br>.

(3) Ao nosso ver "educacao corporal" ou "educacao do corpo" guarda uma continuidade com a nocao de "educacao physica" indicada por Paiva (2003), em que os cuidados com os corpos foram interpretados como uma base para as outras dimensoes da educacao (intelectual e moral), alem de ocorrerem simultaneamente as referidas dimensoes. Em especial, em relacao a essa simultaneidade, entende-se que a educacao corporal se articula a educacao integral. A forma como essa educacao corporal ocorreu ao longo do seculo XX se diversificou e se ampliou. Ademais, recebeu diferentes tratamentos teoricos.

(4) Nao existe livro didatico "em si" que seja bom ou ruim. Cada objeto deve estar devidamente contextualizado (Rorty, 1997). Um livro com predominio de esporte e elementos tecnicos nao e necessariamente ruim, apenas atende a propositos bastante pontuais e, talvez, nao tenha serventia como um "sistematizador de aulas", mas pode te-lo como fonte referencial para consulta.

(5) Em especial, no trabalho de Rodrigues (2009, p.160), e possivel notar esse "descarte" do livro: "Os usos que o professor faz do livro didatico tambem nos surpreendeu, primeiro pelo fato do professor ter praticamente ignorado o livro destinado ao professor e por outro lado ter utilizado amplamente o livro destinado ao aluno".

(6) Para Silva (2014, p.162): "[...] a forma de emprego do instrumento pedagogico e as transposicoes, ajustes e relacoes didaticas que cada professor realiza de acordo com as especificidades do seu contexto de atuacao, fazem toda a diferenca no sentido de uma utilizacao positiva do Manual de Educacao Olimpica [...]". Essa forma e ajustes que sao chamados de "ressignificar", e que permitiu, por fim, estabelecer uma sintonia entre docente e livro.
Quadro 1. Lista de dissertacoes e teses com os temas "educacao fisica"
e "livro didatico".

Ano    Autor/ Titulo/ Instituicao

2018   Alison Nascimento Farias. Livro didatico e as TIC. limites e
       possibilidades para as aulas de educacao fisica no municipio de
       Caucaia-CE. 2018. 144f. Dissertacao (Mestrado em
       Desenvolvimento Humano e Tecnologias)--Universidade Estadual
       Paulista, Rio Claro, SP, 2018.

       Juliana Martins Cassani. Da imprensa periodica de ensino e de
       tecnicas aos livros didaticos da Educacao Fisica: trajetorias
       de prescricoes pedagogicas (1932-1960). 2018. 416f. Tese
       (Doutorado em Educacao Fisica)--Universidade Federal do
       Espirito Santo, Vitoria, ES, 2018.

2017   Irlla Karla dos Santos Diniz. A danca no Ensino Medio: material
       didatico apoiado pelas TIC. 2017. 360f. Tese (Doutorado em
       Desenvolvimento Humano e Tecnologias)--Universidade Estadual
       Paulista, Rio Claro, SP, 2017.

       Alexander Klein Tahara. Praticas corporais de aventura:
       construcao coletiva de um material didatico digital. 2017.
       192f. Tese (Doutorado em Desenvolvimento Humano e Tecnologias)
       --Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, SP, 2017.

2016   Camila Ursulla Batista Carlos. Discussao sobre o livro didatico
       na Educacao Fisica a partir da proposta do estado do Parana e
       da cidade de Joao Pessoa. 2016. 161f. Dissertacao (Mestrado em
       Educacao)--Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal,
       RN, 2016.

2015   Andre Luis Ruggiero Barroso. A utilizacao de material didatico
       impresso para o ensino de um modelo de classificacao do esporte
       na Educacao Fisica escolar. 2015. 312f. Tese (Doutorado em
       Desenvolvimento Humano e Tecnolo-gias)--Universidade Estadual
       Paulista, Rio Claro, SP, 2015.

       Diogo Rodrigues Puchta. A escolarizacao dos exercicios fisicos
       e os manuais de ginastica no processo de constituicao da
       Educacao Fisica como disciplina escolar (1882-1926). 2015.
       285f. Tese (Doutorado em Educacao)--Universidade Federal de
       Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, 2015.

2014   Erica Bolzan. Das prescricoes as praticas depesquisa-formacao
       compartilhadas: o lugar do livro didatico na Educacao Fisica.
       2014. 110f. Dissertacao (Mestrado em Educacao Fisica)--
       Universidade Federal do Espirito Santo, Vitoria, ES, 2014.

       Eduardo Viganor Silva. Educacao olimpica no ensino medio:
       validacao qualitativa de um material didatico de Educacao em
       valores por meio do esporte. 2014. 252f. Dissertacao (Mestrado
       em Educacao Fisica)--Universidade Federal do Espirito Santo,
       Vitoria, ES, 2014.

       Carine Ferreira Costa. O livro didatico publico de Educacao
       Fisica para o Ensino Medio do estado do Parana: uma proposta
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       Universidade Federal do Parana, Curitiba, PR, 2014.

       Pollyane de Barros Albuquerque Vieira. O texto escrito como
       recurso didatico nas aulas de Educacao Fisica: a perspectiva
       dos professores. 2014. 113f. Dissertacao (Mestrado em Educacao
       Fisica)--Universidade Sao Judas Tadeu, Sao Paulo, SP, 2014.

2013   Eduardo Borba Gilioli. Livro didatico publico de Educacao
       Fisica do Estado do Parana: potencial formativo. 2013. 207f.
       Dissertacao (Mestrado em Educacao)--Universidade Estadual de
       Maringa, Maringa, PR, 2013.

       Paula Pereira Rotelli. A construcao e utilizacao de mWateriais
       curriculares como estrategia de formacao de professores de
       Educacao Fisica. 2012. 220f. Dissertacao (Mestrado em
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2012   Fernanda Moreto Impolcetto. Livro didatico como tecnologia
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       organizacao curricular do conteudo voleibol. 2012. 320f. Tese
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       Rubens dos Santos Branquinho. Curriculos apostilados: o
       professor de educacao fisica da escola publica do estado de Sao
       Paulo frente ao novo paradigma educacional. 2011.179f
       Dissertacao (Mestrado em Educacao)--Pontificia Universidade
       Catolica de Sao Paulo, Sao Paulo, SP, 2011.

2009   Heitor de Andrade Rodrigues. Basquetebol da escola: construcao,
       avaliacao e aplicabilidade de um livro didatico. 2009. 173f
       Dissertacao (Mestrado em Ciencias da Motricidade)--
       Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, SP, 2009.

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       SP, 1999.

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Fonte: Elaborado pelos autores (2019) com base no Catalogo de Teses e
Dissertacoes/Capes.

Quadro 2. Primeiro conjunto de textos: analise de conteudo.

Ano    Autor/Titulo/Instituicao

2014   Carine Ferreira Costa. O livro didatico publico de educacao
       fisica para o ensino medio do estado do Parana: uma proposta
       marxista? 2014. 132f. Dissertacao (Mestrado em Educacao)--
       Universidade Federal do Parana, Curitiba, PR, 2014.

2013   Eduardo Borba Gilioli. Livro didatico publico de educacao
       fisica do Estado do Parana: potencial formativo. 2013. 207f.
       Dissertacao (Mestrado em Educacao)--Universidade Estadual de
       Maringa, Maringa, PR, 2013.

2011   Tania Mara Pacifico. Relacoes raciais no livro didatico publico
       do Parana. 2011. 153f. Dissertacao (Mestrado em Educacao)--
       Universidade Federal do Parana, Curitiba, PR, 2011.

       Rubens dos Santos Branquinho. Curriculos apostilados: o
       professor de educacao fisica da escola publica do estado de Sao
       Paulo frente ao novo paradigma educacional. 2011. 179f.
       Dissertacao (Mestrado em Educacao)--Pontificia Universidade
       Catolica de Sao Paulo, Sao Paulo, SP, 2011.

1993   Marcos Santos Ferreira. Atletismo epromocao da saude nos
       livros-texto brasileiros. 1993. 196f. Dissertacao (Mestrado em
       Educacao Fisica)--Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio
       de Janeiro, 1993.

Fonte: Elaborado pelos autores (2019) com base no Catalogo de Teses e
Dissertacoes/Capes.

Quadro 3. Segundo conjunto de textos--Exploradores do potencial do
livro didatico.

Ano    Autor/Titulo/Instituicao

2018   Alison Nascimento Farias. Livro didatico e as TIC: limites e
       possibilidades para as aulas de educacao fisica no municipio de
       Caucaia-CE. 2018. 144f Dissertacao (Mestrado em Desenvolvimento
       Humano e Tecnologias)--Universidade Estadual Paulista, Rio
       Claro, SP, 2018.

2017   Irlla Karla dos Santos Diniz. A danca no Ensino Medio: material
       didatico apoiado pelas TIC. 2017. 360f. Tese (Doutorado em
       Desenvolvimento Humano e Tecnologias)--Universidade Estadual
       Paulista, Rio Claro, SP, 2017.

       Alexander Klein Tahara. Praticas corporais de aventura:
       construcao coletiva de um material didatico digital. 2017.
       192f. Tese (Doutorado em Desenvolvimento Humano e Tecnologias)
       --Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, SP, 2017.

2015   Andre Luis Ruggiero Barroso. A utilizacao de material didatico
       impresso para o ensino de um modelo de classificacao do esporte
       na educacao fisica escolar. 2015. 312f. Tese (Doutorado em
       Desenvolvimento Humano e Tecnolo-gias)--Universidade Estadual
       Paulista, Rio Claro, SP, 2015.

2014   Eduardo Viganor Silva. Educacao olimpica no Ensino Medio:
       validacao qualitativa de um material didatico de educacao em
       valores por meio do esporte. 2014. 252f Dissertacao (Mestrado
       em Educacao Fisica)--Universidade Federal do Espirito Santo,
       Vitoria, ES, 2014.

2012   Paula Pereira Rotelli. A construcao e utilizacao de materiais
       curriculares como estrategia de formacao de professores de
       educacao fisica. 2012. 220f. Dissertacao (Mestrado em
       Educacao)--Universidade Federal de Santa Catarina,
       Florianopolis, SC, 2012.

       Fernanda Moreto Impolcetto. Livro didatico como tecnologia
       educacional: uma proposta de construcao coletiva para a
       organizacao curricular do conteudo voleibol. 2012. 320f. Tese
       (Doutorado em Desenvolvimento Humano e Tecnologias)--
       Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, SP, 2012

       Luiz Gustavo Bonatto Rufino. Campos de luta: o processo de
       construcao coletiva de um livro didatico na educacao fisica no
       Ensino Medio. 2012. 364f. Dissertacao (Mestrado em
       Desenvolvimento Humano e Tecnologias)--Universidade Estadual
       Paulista, Rio Claro, SP, 2012.

2009   Heitor de Andrade Rodrigues. Basquetebol da escola: construcao,
       avaliacao e aplicabilidade de um livro didatico. 2009. 173f
       Dissertacao (Mestrado em Ciencias da Motricidade)--
       Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, SP, 2009.

2006   Larissa Rafaela Galatti. Pedagogia do esporte: o livro didatico
       como um mediador no processo de ensino e aprendizagem dos jogos
       esportivos coletivos. 2006. 165f. Dissertacao (Mestrado em
       Educacao Fisica)--Universidade Estadual de Campinas, Campinas,
       SP, 2006.

1999   Sergio Carnevalle do Carmo. O livro como recurso didatico no
       ensino de futebol. 1999. 121f. Dissertacao (Mestrado em
       Educacao Fisica)--Universidade Estadual de Campinas, Campinas,
       SP, 1999.

Fonte: Elaborado pelos autores (2019) com base no Catalogo de Teses e
Dissertacoes/Capes.

Quadro 4. Terceiro conjunto de textos: politica publica.

Ano    Autor/Titulo/Instituicao

2016   Camila Ursulla Batista Carlos. Discussao sobre o livro didatico
       na educacao fisica a partir da proposta do estado do Parana e
       da cidade de Joao Pessoa. 2016. 161f. Dissertacao (Mestrado em
       Educacao)--Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal,
       RN, 2016.

2014   Erica Bolzan. Das prescricoes as praticas de pesquisa-formacao
       compartilhadas: o lugar do livro didatico na educacao fisica.
       2014. 110f. Dissertacao (Mestrado em Educacao Fisica)--
       Universidade Federal do Espirito Santo, Vitoria, ES, 2014.

2011   Rubens dos Santos Branquinho. Curriculos apostilados: o
       professor de educacao fisica da escola publica do estado de Sao
       Paulo frente ao novo paradigma educacional. 2011.179f
       Dissertacao (Mestrado em Educacao)--Pontificia Universidade
       Catolica de Sao Paulo, Sao Paulo, SP, 2011.

Fonte: Elaborado pelos autores (2019), com base no Catalogo de Teses e
Dissertacoes/CAPES.

Quadro 5. Quarto conjunto de textos: compreensiveis.

Ano    Autor/Titulo/Instituicao

2018   Juliana Martins Cassani. Da imprensa periodica de ensino e de
       tecnicas aos livros didaticos da educacao fisica: trajetorias
       de prescricoes pedagogicas (1932-1960). 2018. 416f. Tese
       (Doutorado em Educacao Fisica)--Universidade Federal do
       Espirito Santo, Vitoria, 2018.

2015   Diogo Rodrigues Puchta. A escolarizacao dos exercicios fisicos
       e os manuais de ginastica no processo de constituicao da
       educacao fisica como disciplina escolar (1882-1926). 2015.
       285f. Tese (Doutorado em Educacao)--Universidade Federal de
       Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, 2015.

2014   Pollyane de Barros Albuquerque Vieira. O texto escrito como
       recurso didatico nas aulas de educacao fisica: a perspectiva
       dos professores. 113f. 2014. Dissertacao (Mestrado em Educacao
       Fisica)--Universidade Sao Judas Tadeu, Sao Paulo, SP, 2014.

2009   Davi Marangon. Mobilizacao para o saber, discurso pedagogico e
       construcao de identidades: uma analise do livro didatico
       publico de educacao fisica do estado do Parana. 275f 2009. Tese
       (Doutorado em Educacao)--Universidade Federal do Parana,
       Curitiba, PR, 2009.

2006   Luis Fernando Rocha Rosario. A educacao fisica na escola e suas
       interfaces com os conteudos de historia e ciencias nos livros
       didaticos. 184f. 2006. Dissertacao (Mestrado em Ciencias da
       Motricidade)--Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, SP,
       2006.

Fonte: Elaborado pelos autores (2019), com base no Catalogo de Teses e
Dissertacoes/Capes.
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Author:Melo, Fernando Garcez de; Moreira, Evando Carlos
Publication:Revista de Educacao PUC - Campinas
Date:Sep 1, 2019
Words:9286
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