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The expression of the components of wheat yield by technological class and nitrogen use/A expressao dos componentes de produtividade do trigo pela classe tecnologica e aproveitamento do nitrogenio.

INTRODUCAO

O trigo e um dos cereais mais produzidos no mundo, principalmente pela grande demanda de seus derivados, que se destacam na producao de diferentes tipos de farinhas (Pinnow et al., 2013). No Brasil, o cultivo esta concentrado nos estados do Parana e Rio Grande do Sul, responsaveis por mais de 90% da producao nacional, com media de quatro milhoes de toneladas (CONAB, 2013). Este montante representa menos de 50% do consumo interno fazendo com que o Brasil seja um dos principais paises importadores. No incremento de produtividade e competitividade do trigo nacional e necessario o desenvolvimento de cultivares mais produtivas, com maior tolerancia a fatores bioticos e abioticos, eficientes fisiologicamente no aproveitamento de luz e nutrientes e da possibilidade de segregacao dos graos e da farinha, por sua aptidao industrial (Schmidt et al., 2009; Freo et al., 2011). Neste contexto, as caracteristicas geneticas, condicoes edafoclimaticas e tecnicas de cultivo podem diferenciar o crescimento e o desenvolvimento da planta alem da expressao dos componentes de producao e qualidade de graos (Sangoi et al., 2007; Dencic et al., 2011).

Viana & Kihl (2010) afirmam que o nitrogenio (N) e o nutriente de maior interferencia na composicao da planta de trigo e o mais demandado durante seu desenvolvimento. Estudos tem comprovado que tanto a produtividade (Braz et al., 2006) quanto o teor proteico dos graos (Cazetta et al., 2008) podem ser aumentados pela adubacao com N; desta forma, a produtividade do trigo esta intimamente ligada ao manejo da adubacao nitrogenada que, segundo Braz et al. (2006) exerce forte influencia sobre o numero de espigas por area e de graos por espiga frente a variacao da dose e o momento em que o N e fornecido. Por outro lado, o fornecimento de N as plantas depende, dentre outros fatores, da quantidade de MO do solo (Amado et al., 2001), da composicao dos residuos vegetais (Siqueira Neto et al., 2010), da expectativa da produtividade (CBPT, 2013) e da umidade, aeracao e temperatura que interagem entre si nos sistemas de cultivo (Rocha et al., 2008). Desses fatores a composicao bioquimica dos residuos culturais e determinante em promover a mineralizacao ou imobilizacao do N podendo afetar as doses e epocas do N-fertilizante frente a taxa de liberacao de N do solo e nos tecidos em decomposicao. A fertilizacao nitrogenada adequada e levando em consideracao o tipo de cobertura vegetal, pode reduzir as perdas por lixiviacao em anos chuvosos e por volatilizacao em anos secos e do risco de poluicao das aguas subterraneas pelo acumulo de nitrato (Ma et al., 2010).

A Instrucao Normativa no. 38, de 30 de novembro de 2010, do MAPA (Brasil, 2010) define cinco classes de trigo destinadas a moagem, que sao: melhorador, pao, domestico, basico e outros usos. Desses, a classe melhorador e a mais exigida frente ao conteudo e composicao das proteinas relacionadas a forca de gluten e estabilidade. Portanto, as cultivares de trigo recomendadas no sul do Brasil afora, os caracteres agronomicos tambem diferem daqueles ligados a classificacao tecnologica dos graos para melhor adequacao do uso. Esta condicao levanta a hipotese de que a classe tecnologica tambem pode interferir na capacidade de absorcao, assimilacao e conversao do nitrogenio e na elaboracao da produtividade de graos (Sangoi et al., 2007). A relacao inversa entre o conteudo de proteinas com a produtividade de graos do trigo tem sido observada sinalizando que genotipos com maior conteudo proteico exigem maior gasto energetico na elaboracao dessas proteinas (Schmidt et al., 2009) necessitando mais de N-fertilizante e/ ou residual como forma de suprir provaveis deficiencias na elaboracao dos componentes de producao.

O objetivo neste estudo foi avaliar a expressao de caracteres de producao em trigo a partir de sua aptidao tecnologica para elucidar se cultivares com maior valor de alveografia tambem exigem maior fornecimento de N para a produtividade de graos em distintos sistemas de cultivo.

MATERIAL E METODOS

O trabalho foi desenvolvido no campo, no ano agricola de 2012, no municipio de Augusto Pestana, RS. O solo da area experimental e classificado como Latossolo Vermelho Distroferrico Tipico (Santos et al., 2006) e o clima da regiao, segundo classificacao de Koppen, e do tipo Cfa, com verao quente sem estacao seca. Na implantacao do ensaio de pesquisa, por volta de dez dias antes da semeadura, foi realizada analise de solo e identificadas as seguintes caracteristicas quimicas do local: i) Area com residuo de milho (pH = 6,5; P = 34,4 mg [dm.sup.-3]; K = 262 mg [dm.sup.-3]; MO = 3,5%; Al = 0 [cmol.sub.c] [dm.sup.-3]; Ca = 6,6 [cmol.sub.c] [dm.sup.-3] e Mg = 3,4 [cmol.sub.c] [dm.sup.-3] e ii); Area com residuo de soja (pH = 6,2; P = 33,9 mg [dm.sup.-3]; K =200 mg [dm.sup.-3] MO = 3,4%; Al = 0 [cmol.sub.c] [dm.sup.-3]; Ca = 6,5 [cmol.sub.c] [dm.sup.-3] e Mg = 2,5 [cmol.sub.c] [dm.sup.-3]). A semeadura foi realizada em 15 de maio com semeadora-adubadora, em que cada parcela foi constituida de 5 linhas de 5 m de comprimento e espacamento entre linhas de 0,20 m para compor a unidade experimental de 5 [m.sup.2]. Durante a execucao do estudo foram efetuadas aplicacoes de fungicida tebuconazole de nome comercial FOLICUR[R] CE na dosagem de 0,75 L [ha.sup.-1]; alem disto, o controle de plantas daninhas foi efetuado com herbicida metsulfuron-metil na dose de 4 g [ha.sup.-1] do produto comercial e capinas adicionais sempre que necessario. Nos experimentos foram aplicados, na semeadura, 60 e 50 kg [ha.sup.-1] de [P.sub.2][O.sub.5] e [K.sub.2]O com base nos teores de P e K no solo, respectivamente, e na expectativa de produtividade de graos de 2 t [ha.sup.-1] e de N na base com 10 kg [ha.sup.-1] (exceto na unidade experimental padrao), sendo o restante aplicado em cobertura para contemplar as doses propostas no estudo quando as plantas se encontravam no estadio 3,5 da escala de Haun (1973). As doses de N para o trigo foram definidas a partir da dose minima exigida com o nutriente tambem para uma expectativa de produtividade de 2 t [ha.sup.-1] em solo com teor de MO entre 2,5 e 5,0%, no sistema milho/trigo de 60 kg [ha.sup.-1] e no sistema soja/trigo, de 40 kg [ha.sup.-1] (SBCS, 2004). A definicao das outras doses de N seguiu este intervalo nos distintos sistemas de cultivo com rapida e lenta taxa de decomposicao residual incluindo a dose padrao.

O delineamento experimental adotado foi o de blocos ao acaso com quatro repeticoes em esquema fatorial 2 x 4, sendo duas cultivares [BRS Guamirim (classe basico) e Fundacep Cristalino (classe melhorador)] e quatro doses de nitrogenio [0, 60, 120 e 180 kg [ha.sup.-1] no sistema milho/trigo e 0, 40, 80 e 120 kg [ha.sup.-1] no sistema soja/trigo]. As cultivares indicadas representam genotipos de trigo de grande aceitacao pelos agricultores do noroeste do RS, expressando similaridade quanto ao ciclo (precoce), estatura (baixa), acamamento (resistente) e capacidade de afilhamento (elevado). Por outro lado, com distincao quanto a classe tecnologica pela forca de gluten ou alveografia (W) em Joules, com a seguinte grandeza: BRS Guamirim (262 [10.sup.-4] J) e Fundacep Cristalino (384 [10.sup.-4] J) (CBPT, 2013).

No estudo foram mensurados os seguintes caracteres agronomicos: 1. Produtividade de graos (PG, em kg [ha.sup.-1]) pela colheita das tres linhas centrais de cada parcela e convertida para a unidade de um hectare; 2. Massa de mil graos (MMG, em g) pela pesagem de 250 graos e multiplicado por quatro. Anterior a colheita foram coletadas, aleatoriamente, vinte espigas por parcela para proceder, em laboratorio, a media das seguintes determinacoes: 3. Comprimento da espiga (CE, em cm); 4. Numero de espiguetas ferteis (NEF, contagem); 5. Numero de espiguetas estereis (NEE, contagem); 6. Massa de espiga (ME, em g); 7. Massa de graos da espiga (MGE, em g) e 8. Numero de graos por espiga (NGE, contagem).

Apos atender aos pressupostos iniciais de homogeneidade e normalidade via testes de Bartlet e Liliefors, os dados foram submetidos a analise de variancia (ANAVA) para deteccao da presenca ou ausencia de interacao entre os fatores. Com base nessas informacoes procedeu-se ao teste de comparacao de medias por Scott & Knott em nivel de 0,05 de probabilidade de erro e ao ajuste de equacao de regressao de grau dois (y = [b.sub.0] [+ or -] [b.sub.1] x [+ or -] [b.sub.2] [x.sub.2]) para estimativa da maxima eficiencia tecnica (MET = - ([b.sub.1])/(2 [b.sub.2])) e maxima eficiencia economica (MEE = [(t/w) - [b.sub.1]/2[b.sub.2]) de produtividade de graos. Para a maxima eficiencia economica estao incluidos, no modelo matematico, o preco do produto (w) e o preco do insumo (t). Os valores utilizados representam os precos medios praticados na regiao noroeste do Rio Grande do Sul sendo o preco do insumo (nitrogenio) de R$ 1,18 [kg.sup.-1] e do produto trigo de R$ 0,41 [kg.sup.-1]. Alem disto foram determinados a magnitude e o sentido de associacoes entre as variaveis de interesse. As hipoteses foram testadas em nivel de 0,05 de probabilidade de erro adotando-se o teste t, considerando n-2 graus de liberdade e seguindo o modelo t = r/[[square root](1-[r.sup.2 ]/(n-2)], sendo r o coeficiente de correlacao entre os caracteres X e Y e n = graus de liberdade nos niveis de tratamentos considerados. Para todas essas determinacoes foi empregado o programa computacional Genes (Cruz, 2006).

RESULTADOS E DISCUSSAO

As doses de N no sistema milho/trigo exerceram efeitos significativos sobre a PG, MMG e MGE; nos demais caracteres da espiga diferencas nao foram observadas (Tabela 1). Para cultivares foi detectado efeito significativo em todos os caracteres testados. Neste sistema a interacao dose versus cultivar nao exerceu efeitos significativos reportando a um comportamento similar das cultivares a expressao da PG e componentes de producao do trigo. No sistema soja/trigo as doses de N foram efetivas sobre um numero maior de variaveis, como o CE, NEF e NEE, similares as PG e MMG que tambem foram influenciadas (Tabela 1) condicoes em que todas as variaveis indicaram diferencas na comparacao entre as duas cultivares. Por outro lado, a interacao dose versus cultivar tambem nao foi significativa confirmando a similaridade de comportamento entre os genotipos de classe pao e melhorador nos distintos sistemas de cultivo.

O manejo inadequado da adubacao nitrogenada e um dos fatores que tem limitado o incremento da produtividade de graos de trigo no Brasil (Benin et al., 2012) enquanto a grande variabilidade nos caracteres de producao e a qualidade de graos das novas cultivares tem dificultado recomendacoes generalizadas de N frente as diferentes exigencias nutricionais (Teixeira Filho et al., 2010). Esses autores reforcam a necessidade de estudar a resposta das cultivares a adubacao nitrogenada em condicoes ambientais mais especificas, o que justifica a estrategia de realizacao deste estudo quando do envolvimento dos diferentes sistemas de sucessao com alta e reduzida taxa de liberacao de N-residual. Em gramineas como o trigo, diferencas geneticas tem sido observadas na absorcao e assimilacao de nitrato (N[O.sub.3.sup.-]) e amonio (N[H.sub.4.sup.+]), responsaveis pelo consumo de 15 a 23% do total de carboidratos fixados pela planta (Golick et al., 2003). Portanto, a maior eficiencia da cultivar na absorcao do N e sua conversao em proteina se direcionam para o consumo ainda maior de carboidratos, fato que pode reduzir o acumulo de amido e comprometer a expressao da PG (Schmidt et al., 2009). Estudando cultivares de trigo de distintas classes industrial, Benin et al. (2012) detectaram diferencas geneticas na expressao do NGE e MMG porem sobre a PG alteracoes nao foram observadas inclusive a interacao dose x cultivar nao foi detectada, condicao similar a observado neste estudo.

Apesar de Payne (1987) ter argumentado que genotipos de trigo de elevada qualidade industrial tendem a expressar maior conteudo de proteina no grao em relacao aquele com menor qualidade, a hipotese de que a classe tecnologica, que tem por base a forca de gluten (W), nao esteja ligada a expressao dos componentes da inflorescencia do trigo, se torna fortalecida, condicao em que o elevado W de uma cultivar nao exigiria, necessariamente, maior suporte de N em promover desenvolvimento adequado da espiga. Inclusive, em trigos brasileiros de elevada e reduzida qualidade de farinha analisada pela alveografia (W) foi detectada ausencia total de correlacao do W com a PG, massa do hectolitro e MMG, indicando a presenca de genes que, independentemente, direcionam a expressao da produtividade de graos e outros que atuam sobre a qualidade da farinha (Schmidt et al., 2009).

No sistema milho/trigo as doses de N proporcionaram valor de quadrado medio com magnitute superior a da cultivar sobre os caracteres PG e MMG indicando a maior efetividade do N na alteracao dessas variaveis (Tabela 1). Por outro lado, a fonte de variacao cultivar indicou maior contribuicao de alteracao nos caracteres da espiga. No sistema soja/trigo tambem foram detectadas em condicoes similares porem com maior similaridade para ambas as fontes de variacao na magnitude de quadrado medio da PG e MMG. E provavel que referida condicao seja favorecida pela maior disponibilidade de N-residual neste sistema promovendo condicoes mais favoraveis de expressao e estabilidade dessas variaveis. A variabilidade genetica nos caracteres da inflorescencia do trigo tem sido fortemente observada em trigos brasileiros (Silva et al., 2006) e a acao do N-fertilizante sobre os processos fisiologicos de producao tem-se mostrado mais efetiva em condicoes mais restritivas de N-residual (Heinemann et al., 2006). No entanto, a integracao de fertilizantes minerais e organicos tambem desponta como estrategia eficiente em incrementar os componentes ligados a produtividade do trigo, trazendo melhor aproveitamento do N-fertilizante quando combinado com a liberacao do N-residual contido na cobertura vegetal de reduzida relacao C/N (Nunes et al., 2011).

Independentemente da condicao de cultivo (Tabela 1) a ausencia de interacao justifica a forma de apresentacao das medias na Tabela 2 e a proposta de uma unica equacao em cada sistema subsidiar a interpretacao biologica da eficiencia de aproveitamento do nitrogenio. Portanto, se constatou, no sistema milho/trigo, que a cultivar Fundacep Cristalino teve produtividade de graos superior a da BRS Guamirim condicao que, pelos componentes de producao da inflorescencia desta cultivar, denota uma contribuicao via incremento do NEF, NGE e reduzido NEE (Tabela 2). Alem disto, a maior produtividade de graos tambem foi constatada para a cultivar Fundacep Cristalino no sistema soja/trigo, possivelmente fortalecida pela maior expressao das ME, NEF e NGE e reduzido NEE. Esta observacao da solidez a hipotese de que cultivares de trigo de grande potencial genetico para elevada qualidade tecnologica (classe melhorador) podem expressar valores medios de producao e componentes da espiga superiores aqueles de classe tecnologica inferior. Ressalta-se que, independente dos sistemas de cultivo, tanto a MMG e a MGE trazem forte contribuicao para a cultivar BRS Guamirim em relacao a Fundacep Cristalino mostrando elevada habilidade na conversao e acumulo de fotoassimilados voltado ao enchimento de graos; entretanto, por mais que se reflita na maior habilidade do genotipo a expressao da MMG, esta condicao nao foi suficiente para alterar a resposta superior da cultivar Fundacep Cristalino quanto a produtividade de graos. Benin et al. (2012) observaram variabilidade nas cultivares de trigo em resposta ao aproveitamento do N e que o efeito positivo observado nos niveis de fertilizacao se deve a melhor expressao dos componentes de produtividade de graos. Alem disto, os autores identificaram que a variabilidade das cultivares evidencia maior contribuicao de alteracao da PG que os niveis de fertilizacao com N mostrando a importancia da escolha correta de uma cultivar para melhor aproveitamento dos estimulos ambientais; inclusive notaram melhor resposta dos caracteres de producao quando a precipitacao pluvial nao foi limitante, condicao tambem observada por Anjos & Nery (2005).

Verificou-se, em estudos com trigo e triticale, que a elevacao das doses do N-fertilizante incrementou significativamente o teor de proteina nos graos e o valor da alveografia trazendo beneficios em incrementar o NGE na inflorescencia do trigo (Cazetta et al., 2008).

Na Tabela 2 sao apresentados o resumo da analise de regressao e os parametros da equacao sobre a produtividade de graos, buscando definir a maxima eficiencia tecnica e economica pelo uso do N; portanto e independente das cultivares testadas, o comportamento observado nos diferentes sistemas de cultivo mostrou tendencia quadratica significativa na expressao da PG e com parametro de inclinacao de grau dois ([b.sub.ix]) tambem significativo. Os coeficientes de determinacao das equacoes estao em mais de 90% representados proximos a linha de tendencia, expressando confiabilidade dos dados e das inferencias a serem obtidas; desta forma e independente das cultivares testadas de distinto padrao comercial, o sistema milho/trigo mostrou que a maxima eficiencia tecnica (MET) pelo uso do N foi obtida com 114 kg [ha.sup.-1], gerando uma expectativa de produtividade estimada ([PG.sub.E]) de 2864 kg [ha.sup.-1]. Nesta condicao, a maxima eficiencia economica foi a aplicacao de 84 kg [ha.sup.-1] de N, gerando uma estimativa de produtividade de graos de 2790 kg [ha.sup.-1] cujos resultados indicam que em um sistema de alta relacao C/N a MEE reduziu consideravelmente o uso do elemento quimico e com produtividade de graos proxima a obtida na MET. Afora isto e quando o estudo foi realizado no sistema soja/trigo, o uso do N pelas cultivares buscando a MET foi ainda mais reduzido, com 78 kg [ha.sup.-1] para uma expectativa de produtividade de graos de 2822 kg [ha.sup.-1] isto e, uma reducao significativa do N em mais de 35 kg [ha.sup.-1] para uma expectativa de PG similar entre os sistemas de cultivo. A MEE no sistema soja/trigo foi obtida com apenas 59 kg [ha.sup.-1] de N para uma PGE de 2766 kg [ha.sup.-1]. O incremento do N em promover elevacao da PG apresenta modificacoes positivas nos componentes de producao do trigo sobremaneira no numero de afilhos ferteis e de graos na espiga (Benin et al., 2012). Tal condicao viabiliza a recomendacao tecnica que propoe a aplicacao do N na terceira folha expandida com colar estadio no qual ocorrem, simultaneamente, a inducao do afilhamento e a diferenciacao do meristema reprodutivo (Espindula et al., 2010). Ressalta-se que a reducao significativa de N-fertilizante obtida neste estudo confirma os resultados obtidos por Braz et al. (2006) ao observarem que para uma mesma produtividade de trigo a necessidade de adubacao nitrogenada e menor quando o mesmo e cultivado sobre leguminosas. Pinnow et al. (2013) reportam que o emprego de adubos verdes maximiza a qualidade de panificacao e a produtividade do trigo reduzindo a demanda e as perdas da adubacao nitrogenada mineral.

Buscando elucidar o relacionamento entre os caracteres base nos distintos sistemas de cultivo e das caracteristicas tecnologicas de cultivar apresenta-se, na Tabela 3, a analise de correlacao da PG e MMG com aqueles ligados a composicao da espiga do trigo. No sistema soja/trigo foi detectada relacao positiva da PG com a MMG mas esta mesma correlacao foi alterada em um sistema de alta relacao C/N (sistema milho/trigo) para uma relacao negativa.

Nos dois sistemas de cultivo a correlacao direta e positiva da PG x ME foi efetiva, reportando tendencia similar de incremento da PG pela maior expressao do ME. Fato curioso os NEF, NEE, NGE e MGE se correlacionarem significativa e positivamente com a PG apenas sobre o sistema milho/trigo sugerindo que uma disponibilidade maior de N-residual poderia atuar diretamente sobre esses caracteres visando incrementar a PG, condicao passivel de justificar a ausencia de relacao linear no sistema soja/trigo. Na analise da MMG no sistema soja/trigo houve favorecimento desta variavel pela relacao direta e positiva com as ME, NEF, NGE e MGE (Tabela 3). Por outro lado, no sistema milho/trigo todos os caracteres da espiga indicaram relacao negativa sobre a MMG. Tais condicoes indicam que a disponibilidade de N-residual reporta de um favorecimento a expressao dos componentes ligados a inflorescencia do trigo e, consequentemente a MMG, justificando as inferencias formuladas na Tabela 2.

No relacionamento das variaveis sobre cada cultivar a contribuicao de incremento da PG no genotipo Fundacep Cristalino ocorreu pelo favorecimento do CE e ME (Tabela 3). Por outro lado, na cultivar BRS Guamirim a contribuicao foi obtida via MMG, buscando maior expressao da PG. Estes resultados vao ao encontro daqueles observados na Tabela 2 com os valores medios elevados da Fundacep Cristalino na expressao do CE e ME e da maior expressao da MMG pela BRS Guamirim; por outro lado, na expressao da MMG, efeitos positivos podem ser obtidos via ME para a BRS Guamirim e do NEF na Fundacep Cristalino; contudo, na analise de correlacao conjunta (sistemas+cultivar) constatou-se relacao significativa e positiva via CE, ME, NEF, NGE e MGE na expressao da PG, exceto no NEE. Por sua vez, a totalidade dos caracteres da inflorescencia do trigo nao mostrou relacao direta sobre a expressao da MMG. Silva et al. (2006) observaram que para incrementar simultaneamente o NGE e MGE a variavel massa hectolitrica mostrou relacao direta e positiva; inclusive, o favorecimento da ME foi decisivo em trazer efeitos indiretos e positivos em maximizar a PG. Guercio & Camargo (2011) observaram correlacao entre a producao de graos e o numero de espigas por planta, numero de graos por espiga e massa de mil graos, condicao que poderia viabilizar uma analise indireta buscando identificar genotipos mais produtivos de trigo. Nunes et al. (2011) argumentam que um entendimento melhor da expressao nos componentes de producao do trigo requer uma analise mais apurada dos efeitos geneticos e ambientais. Ressalta-se que a produtividade de graos em trigo e definida pela expressao do numero de afilhos ferteis, NGE e massa media de graos, componentes fortemente afetados pela interacao genotipo x ambiente (Silva et al., 2006). Estudando as interacoes entre doses de N em distintos sistemas de cultivo, Nunes et al. (2011) identificaram melhor expressao dos componentes de producao quando o trigo foi cultivado apos crotalaria, especie de elevada taxa de liberacao de N-residual, interagindo beneficamente com menores doses do N-fertilizante. Ressaltam-se, por fim, os beneficios que podem trazer a qualidade ambiental pela reducao de perdas de lixiviacao e volatilizacao do elemento quimico e reducao de custos ao agricultor.

CONCLUSOES

1. O maior fornecimento de N-fertilizante na elaboracao dos componentes de producao de trigo nao tem apoio na classe tecnologica da cultivar, independentemente da cultura anterior (soja ou milho).

2. Cultivares de trigo de elevada qualidade tecnologica podem expressar valores medios nos componentes de producao superiores aqueles de menor qualidade.

DOI: http://dx.doi.org/10.1590/1807-1929/agriambi.v19n1p27-33

AGRADECIMENTOS

Ao CNPq, a FAPERGS e a UNIJUI, pelo aporte dos recursos destinados ao desenvolvimento deste estudo e bolsas de pesquisa.

LITERATURA CITADA

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Jose A. G. da Silva (1), Emilio G. Arenhardt (2), Cleusa A. M. B. Kruger (3), Osorio A. Lucchese (4), Magda Metz (5) & Anderson Marolli (6)

Protocolo 378.13--27/11/2013 * Aprovado em 08/08/2014 * Publicado em 01/01/2015

(1) DEAg/UNIJUI. Ijui, RS. E-mail: jagsfaem@yahoo.com.br

(2) CGF/UFPel.Pelotas, RS. E-mail: emilio.arenhardt@yahoo.com.br (Autor correspondente)

(3) DEAg/UNIJUI. Ijui, RS. E-mail: cleusa_bianchi@yahoo.com.br

(4) DEAg/UNIJUI. Ijui, RS. E-mail: osorio@unijui.edu.br

(5) DEAg/UNIJUI. Ijui, RS. E-mail: magda.metz@unijui.edu.br

(6) MMM/UNIJUI. Ijui, RS. E-mail: marollia@yahoo.com.br
Tabela 1. Resumo da analise de variancia da produtividade e de
componentes da producao do trigo pelo efeito de doses de nitrogenio e
padrao tecnologico de cultivar

                                     Quadrado medio
Fonte de        GL
variacao                  PG         MMG         CE         ME

Sistema milho/trigo

Blocos           3      262539     98,03 *      3,35       0,11
Dose (D)         3    2428875 *    31,97 *      2,70      0,14 *
Cultivar (C)     1     826701 *    13,02 *    11,25 *     0,73 *
D x C            3      149934       4,41       1,47       0,08
Erro            21      74680       44,71       2,36       0,05
Total           31
Media geral            2419,14      31,02       7,31       1,27
CV (%)                  16,94       21,55      21,01      18,66

Sistema soja/trigo

Blocos           3       8104        1,89       0,22       0,02
Dose (D)         3     387989 *    11,71 *      0,40       0,01
Cultivar (C)     1     304820 *     9,13 *     1,49 *     0,66 *
Dx C             3      16621        3,06       0,11       0,01
Erro            21      11504        0,76       0,17       0,01
Total           31
Media geral            2481,28      31,91       7,53       1,19
CV (%)                   9,48       12,73      10,47      10,73

                               Quadrado medio
Fonte de
variacao          NEF        NEE         NGE        MGE

Sistema milho/trigo

Blocos           12,06       0,72       58,16       0,07
Dose (D)          6,60       0,44       52,28       0,05
Cultivar (C)    105,02 *   58,08 *    977,41 *     0,85 *
D x C             6,59       0,56       53,01       0,06
Erro              7,56       0,52       37,54       0,03
Total
Media geral      13,64       3,50       30,37       0,93
CV (%)           20,15      20,65       20,17      19,61

Sistema soja/trigo

Blocos            0,62       0,66       44,96       0,04
Dose (D)         2,67 *     0,63 *      12,03       0,01
Cultivar (C)    46,41 *    35,36 *    1028,60 *    0,48 *
Dx C              1,71       0,19       17,24       0,01
Erro              0,61       0,16       8,77        0,01
Total
Media geral      14,09       3,53       29,57       0,87
CV (%)            8,57      11,61       10,01      13,86

* Significativo em 0,05 de probabilidade de erro; PG--Produtividade de
graos (kg ha-1); MMG--Massa de mil graos (g); NGE--Numero de graos por
espiga (n); CE--Comprimento de espiga (cm); ME--Massa de espiga (g);
NEF--Numero de espiguetas ferteis (n); NEE--Numero de espiguetas
estereis (n); MGE--Massa de grao da espiga (g); CV--Coeficiente de
variacao; GL--graus de liberdade

Tabela 2. Medias da produtividade de graos e componentes de producao
do trigo e equacao de regressao na estimativa da produtividade de
graos estimada ([PG.sub.E]) e da maxima eficiencia tecnica (MET) e
economica (MEE) nos sistemas de cultivo

Cultivar            PG (kg      MMG (g)      CE        ME
                 [ha.sup.-1])               (cm)       (g)

Sistema milho/trigo

Cristalino          2755a        31,27b     7,80a     1,39a
Guamirim            2080b        34,77a     6,83a     1,15a

Sistema soja/trigo

Cristalino          2592a        32,35b     7,71a     1,31a
Guamirim            2368b        35,48a    7,36a      1,08b

Cultivar             NEF          NEE        NGE       MGE
                                  (n)                  (g)

Sistema milho/trigo

Cristalino          15,12a       2,40b     34,88a     0,80b
Guamirim            12,16b       4,60a     25,85b     1,06a

Sistema soja/trigo

Cristalino          15,07a       2,67b     34,20a     0,77b
Guamirim            13,10b       4,39a     24,94b     0,97a

Fonte de          QM                  Equacao
variacao                     (PG = a [+ or -] [b.sub.1]
                            [+ or -] [b.sub.2][x.sup.2])

Sistema milho/trigo

Linear         493412 *              2276 + 1,484x
Quadratico     2150913 *    1852 + 18,13x - 0,079 [x.sup.2]

Sistema soja/trigo

Linear        28844 (ns)                 --
Quadratico     1811746 *    2038 + 20,19x - 0,130[x.sup.2]

Fonte de          QM        ([b.sub.ix])   [R.sup.2]        (N kg
variacao                                                 [ha.sup.-1])

                                                        MET    MEE
Sistema milho/trigo

Linear         493412 *         (ns)           --        --     --
Quadratico     2150913 *         *            0,91      114     84

Sistema soja/trigo

Linear        28844 (ns)         --            --        --     --
Quadratico     1811746 *         *            0,94       78     59

                                                  [PG.sube.e]
                                                 (kg [ha.sup.-1])
Equacao                             Sistema
                                   de cultivo     MET     MEE

1852 + 18,13x - 0,079[x.sup.2]    Milho/trigo    2864    2790
2038 + 20,19x - 0,130[x.sup.2]     Soja/trigo    2822    2766

Medias seguidas por mesma letras nao significativas pelo teste de
Scott e Knott * Significativo em 0,05 de probabilidade de erro;
PG--Produtividade de Graos; MMG--Massa de mil graos; NGE--Numero
de graos por espiga; CE--Comprimento da espiga; ME--Massa de espiga;
NEF--Numero de espiguetas ferteis; NEE--Numero de espiguetas estereis;
MGE--Massa de grao da espiga

Tabela 3. Correlacao da produtividade, massa de mil graos e
componentes de producao do trigo para sistema de cultivo, cultivar e
analise conjunta (sistema de cultivo + cultivar)

Variaveis            Sistema (r)

              Soja/trigo    Milho/trigo

PG x MMG        0,55 *        -0,34 *
PG x CE          0,08          0,42 *
PG x ME         0,31 *         0,49 *
PG x NEF         0,21          0,53 *
PG x NEE        -0,03         -0,41 *
PG x NGE         0,03          0,35 *
PG x MGE         0,21          0,34 *
MMG x CE         0,18         -0,41 *
MMG x PE        0,53 *        -0,56 *
MMG x NEF       0,32 *        -0,69 *
MMG x NEE        0,21         -0,74 *
MMG x NGE       0,31 *        -0,77 *
MMGxMGE         0,31 *        -0,74 *

Variaveis          Cultivar (r)          Conjunta (r)

             Cristalino     Guamirim      (Sistema+
                                          Cultivar)

PG x MMG        0,17         0,45 *          0,12
PG x CE        0,34 *         0,07          0,28 *
PG x ME        0,42 *         0,13          0,41 *
PG x NEF        0,27           0,2          0,38 *
PG x NEE        -0,01         -0,15        -0,25 *
PG x NGE        -0,01         -0,08         0,21 *
PG x MGE        0,16          0,06          0,29 *
MMG x CE        0,15          -0,06         -0,08
MMG x PE        0,05          0,63*          0,05
MMG x NEF       0,28*         -0,07         -0,14
MMG x NEE       -0,21         -0,06         -0,10
MMG x NGE       0,16          0,02          -0,13
MMGxMGE         -0,13         0,15          -0,13

* Significativo em 0,05 de probabilidade de erro; PG--Produtividade de
graos (kg ha-1); MMG--Massa de mil graos (g); NGE--Numero de graos por
espiga (n); CE--Comprimento da espiga (cm); ME--Massa de espiga (g);
NEF--Numero de espiguetas ferteis (n); NEE--Numero de espiguetas
estereis (n); MGE--Massa de grao da espiga (g)
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Title Annotation:texto en portugues
Author:da Silva, Jose A.G.; Arenhardt, Emilio G.; Kruger, Cleusa A.M.B.; Lucchese, Osorio A.; Metz, Magda;
Publication:Revista Brasileira de Engenharia Agricola e Ambiental
Date:Jan 1, 2015
Words:6051
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