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The democratic management in workers from IFRN: A study of social representations/A gestao democrtica em servidores do IFRN: Um estudo das representacoes sociais.

Introducao

O Instituto Federal de Educacao, Ciencia e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) encontra-se representado por 21 campi e uma reitoria, tendo na sua funcao social o compromisso de ofertar educacao profissional e tecnologica de qualidade, articulando a ciencia e o trabalho, a formacao humana integral, valorizando os aspectos culturais do espaco onde estiver inserido, com principios ancorados na justica social, gestao democrtica, integracao e verticalizacao do ensino (IFRN, 2012).

Esse enfrentamento vem sendo superado por meio de um planejamento sistemico e de uma proposta politico-pedagogica que condiz com a nova realidade do IFRN, a partir dos documentos: Projeto Politico Pedagogico (PPP), Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), dentre outros, visto a sua dimensao multicampi (IFRN, 2012). Assim, todo o processo de gestao educacional do IFRN aparece como gestao democrtica, critica e dialetica, no qual o poder e descentralizado e as decisoes sao tomadas a partir dos conselhos e da participacao da comunidade escolar.

Nesse contexto de participacao, Bordenave (1983) apresenta semelhante concepcao, porem, em um sentido mais amplo, na qual o cidadao que participa do processo de gestao deve contribuir com as decisoes de forma critica e reflexiva, tomando para si a responsabilidade dos resultados no processo do qual fez parte.

Segundo Moscovici (1996), a participacao dos individuos nao os coloca apenas como processadores de poder e informacoes, mas participes ativos que produzem e comunicam incessantemente suas proprias representacoes e solucoes especificas para as questoes que colocam a si mesmos, e, assim, a teia das relacoes entre os individuos vai sendo construida e desconstruida de acordo com as necessidades que se apresentam, seja individualmente ou coletivamente. No IFRN, essa participacao aparece como um dos pilares de sustentacao nesse novo formato de estrutura administrativa.

A historia da educacao profissional brasileira apresenta diversos momentos de crescimento e retrocesso ao longo dos seus 111 anos. A partir desses caminhos percorridos, o IFRN tracou sua trajetoria sob vrios contextos sociais. Segundo Fernandes (2015), esse trajeto pode ser compreendido sob a otica da historia na qual foi construida, retratada a partir dos momentos historicos e politicos apresentados pelos documentos, a saber: Decreto no. 7.566/1910 (Criacao da Escola de Aprendizes e Artifices), Decreto no. 13.064/1918 (Marco Regulatorio da Escola de Aprendizes e Artifices), Lei no. 11.892/2008 (Criacao dos Institutos Federais), Resolucao no. 38/2012/IFRN (Projeto Politico Pedagogico-PPP), Resolucao no. 15/2010/Consup/IFRN (Regimento Geral do IFRN), Resolucao no. 29/2014/Consup/IFRN (Plano de Desenvolvimento Institucional- PDI).

A formacao humana integral defendida pelo Projeto Politico Pedagogico--PPP do IFRN, corrobora com o pensamento de Gramsci (2001), que defendia a escola unitria para todos. O autor compreendia que a escola e um meio para emancipar os sujeitos e transformar a realidade do meio social, oportunizando a construcao de uma nova identidade e por conseguinte, gerando uma reorganizacao geogrfica que se apresentou em funcao da expansao da Rede Federal de Ensino, tendo como objetivo uma educacao que proporcione tanto novos significados ao ensino e a aprendizagem, quanto um melhor desenvolvimento social na vida daqueles que estejam inseridos na propria instituicao de ensino.

Para Gatti (2002), a historia das Instituicoes educativas est ligada aos elementos que formam a sua identidade, mesmo que ela, ao longo do tempo, tenha se transformado, sendo que isso se apresenta como um ciclo em todas as esferas seja fisica, pedagogica ou de gestao. Com a proposta de interiorizacao do IFRN, novos desafios surgiram, tornando necessrio um novo desenho institucional que, no contexto atual politico-educacional e organizacional, focasse no funcionamento institucional, articulando ensino, pesquisa e extensao e que levasse em consideracao os arranjos produtivos locais e uma gestao publica inovadora frente as novas exigencias pedagogicas (Santos & Prado, 2014; Gracindo, 2009; Dourado, 2007).

Gestao democrtica

A escola contemporanea, em geral, busca manter as relacoes sociais, discutindo nas suas instancias consultivas e deliberativas, sobre as suas demandas e procurando socializar o saber, a ciencia e as demandas produzidas socialmente. Tal condicao tem levado a acao educativa envolvendo uma democratizacao das escolas publicas e demonstrado um avanco significativo, embora ainda seja necessrio um maior envolvimento da comunidade escolar.

Assim, a gestao democrtica pode ser entendida como um espaco que descentraliza o poder das instituicoes e que, na concepcao de Souza (2009), e compreendida como um processo politico no qual as pessoas que atuam sobre a escola identificam problemas, discutem, deliberam, planejam, encaminha e acompanham. Esses processos tem como base a participacao efetiva de todos os segmentos da comunidade escolar, isto quer dizer que a gestao da escola pode ser entendida pretensamente como um processo democrtico no qual a democracia e um principio. E certo que essas ideias nao expressam a realidade das escolas publicas, mas um objetivo a ser alcancado.

A Constituicao Federal de 1988, dentre outros marcos legais vigentes no Brasil, orientam que a gestao democrtica deve ser organizada a partir da participacao coletiva. Considerando essa perspectiva, para Luck (2006), a gestao democrtica, enquanto promotora da melhoria da qualidade educacional de forma participativa, autorreflexiva contextual/plural, processual e transformadora, oferece oportunidade aos individuos para definir e se orientar por meio dos valores, objetivos e prioridades exigidas em um processo democrtico na escola. Esse processo se torna mais envolvente por se tratar da autonomia das instituicoes.

Para implantar a gestao democrtica em qualquer instituicao de ensino faz-se necessrio representar, antes de tudo, a capacidade de planejar, executar e avaliar, para que o autoritarismo e as posturas inadequadas nao prevalecam, sendo necessrio, ainda, um conhecimento profundo dos problemas educacionais existentes, uma vez que o processo de democratizacao est associado aos mecanismos legais e institucionais mais complexos que contemple a participacao dialetica alunos-servidores-comunidade (Macedo, 2000).

Por ser complexa, a democratizacao do ensino exige uma compreensao mais profunda dos problemas que o circundam. Esse enfoque nos leva a analisar a concepcao, a execucao, o pensar, o fazer teorico e as prticas que sao discutidas dentro das escolas, em especial nas escolas publicas. Isso talvez implique intervencoes pessoais nas administracoes e usufruto, o que possivelmente trar a possibilidade de um novo fazer dentro e fora das escolas (Veiga, 1997).

Nesse sentido, faz-se necessrio destacar a importancia da gestao escolar na busca constante em conseguir a participacao de todos: Conselho Escolar, alunos, servidores e a comunidade em geral, buscando o fortalecimento da escola.

Assim, compete a gestao escolar estabelecer o direcionamento e a mobilizacao capazes de sustentar e dinamizar a cultura das escolas, de modo que sejam orientadas para resultados, isto e, um modo de ser e de fazer caracterizado por acoes conjuntas, associadas e articuladas. Sem esse enfoque os esforcos e gastos sao dispendidos sem muitos resultados, que e o que tem acontecido na educacao brasileira, uma vez que se tem adotado, ate recentemente, a prtica de buscar solucoes topicas, localizadas e restritas, quando, de fato, os problemas da educacao e da gestao escolar sao globais e estao inter-relacionados; pois, de acordo com Luck (2006), o processo de gestao escolar democrtico pode ser compartilhado por todos.

A literatura sobre a gestao participativa reconhece que a vida organizacional contemporanea e altamente complexa, assim como os seus problemas. No final da decada de 1970, os educadores e pesquisadores de todo o mundo comecaram a prestar maior atencao ao impacto da gestao participativa na eficcia das escolas como organizacao, ao observar que nao e possivel para o diretor solucionar sozinho todos os problemas e questoes relativas a sua escola, passaram a adotar a abordagem participativa fundada no principio de que, para a organizacao ter sucesso, e necessrio que os diretores busquem os conhecimentos especificos e as experiencias dos seus companheiros de trabalho.

Lima (2000) afirma que a democratizacao da gestao escolar deve focalizar as intervencoes de forma democrtica e que deve ser exercida pelos autores educativos de forma substancial em acoes politicas e administrativas, a partir de um contexto organizacional de poder de decisao dentro das estruturas democrticas existentes no contexto escolar. Esse pensamento consiste na afirmacao em que a gestao democrtica e um ato politico, precisa de articulacao e, antes de tudo, de acoes voltadas para a educacao politica.

Nesse contexto, a gestao democrtica pode ser entendida como um fenomeno de governo, politico, que d sustentacao a todo o processo democrtico e suas acoes sao sempre voltadas para uma educacao que busca alternativas para o cotidiano escolar, fortalecendo as relacoes de poder ali existentes.

Assim, a escola torna-se maior que seu interior, indo muito alem dos seus muros, sendo um lugar de convivencia e tolerancia, pois, de acordo com Paro (2012; 11), "o ser humano so vive se conviver com os outros". Ou seja, pensar a democracia e pensar em vrias possibilidades, pois se assim nao acontecer, a democracia se torna esttica. Nesse sentido, a gestao democrtica da educacao requer uma postura mais ampla nas estruturas organizacionais e o Instituto Federal de Educacao, Ciencia e Tecnologia do Rio Grande do Norte busca assegurar por meio da sua legislacao a gestao democrtica como concepcao.

Portanto, para o IFRN, a gestao democrtica deve acontecer por meio de acompanhamento sistematizado para garantir a implementacao de acoes que venham a melhorar a participacao de todos, no planejamento, na execucao ou no usufruto das dimensoes anteriores.

Para contextualizacao da gestao democrtica em uma instituicao de ensino, faz-se necessrio praticar, incisiva e cautelosamente, cada um dos direcionamentos do componente "perfil da gestao". Defender essa concepcao implica avancar de uma visao de estrutura piramidal e hierarquizada para uma proposicao de esboco em espiral, preconizada pela interrelacao entre os atores sociais envolvidos, aproximando-se, portanto, de uma perspectiva mais democrtica. A partir dessa concepcao e que uma gestao politica, economica e organizacional (por exemplo, descentralizacao dos poderes, redistribuicao das financas, criacao de conselhos e colegiados, integracao de acoes, dinamizacao da organizacao dos setores, bem como, incentivo na participacao ativa da comunidade escolar em geral) e apresentada e estabelecida quanto meta da manutencao da democracia escolar (Brasil, 1988; 1996).

Sendo assim, a construcao individual do sujeito com a realidade social (leia-se, escolar) situa-se entre o universo e o particular, nao sendo possivel existir polarizacao, e as mediacoes sociais aparecem como estrategias para gerar formas que buscam entender e enfrentar a diversidade social na qual os sujeitos estao inseridos e como os mesmos interagem entre si (Jovchelivitch, 2001). Para tal condicao, a teoria das representacoes sociais viabiliza, de forma metodologica e teorica, elementos comunicacionais que sao capazes de fomentar no sujeito e no grupo a tomada de decisao com base na construcao de como a realidade e representada na dinamica individuo-sociedade.

Representacao social: uma perspectiva de anlise

Nas ultimas decadas a Teoria Representacao Social (TRS) vem se destacando com muita frequencia em reas do conhecimento que buscam entender o processo vivido pelos individuos. Jodelet (2001) afirma que a representacao social vem, historicamente, despertando interesse das outras ciencias humanas, como a Historia, a Antropologia e a Sociologia, sendo um processo no qual os individuos em interacao social conseguem construir suas explicacoes sobre o meio social.

Ainda segundo Jodelet (2001, p. 22), a representacao social "e um conhecimento socialmente elaborado e partilhado, com um objetivo prtico, e que contribui para a construcao de uma realidade comum a um conjunto social", pela afirmacao, observa-se que as representacoes sociais tem na sua essencia o estudo dos conhecimentos elaborados, fazendo parte das crencas e vivencias de um grupo especifico.

Para Moscovici (1996), ao estudar as representacoes sociais estamos assegurando uma compreensao do ser humano. Isso se d pela possibilidade de se compreender como o sujeito se comporta em sociedade e em que circunstancias sociais interagem.

Por buscar explicar a construcao e a transformacao dos saberes populares e que a teoria das representacoes sociais tenta explicar esse fenomeno. Tais saberes, de forma geral, sao produzidos no cotidiano, interpretando comportamentos individuais e coletivos. E a partir dessa realidade que se elaboram as ideias propagadas de acordo com os saberes, sendo possivel construir uma rede de comunicacao e de formar um grande suporte para o entendimento das representacoes sociais (Franca, 2004).

Diante dessa realidade e possivel afirmar que as representacoes sociais tem como funcao a construcao de comportamentos, estabelecendo a comunicacao entre os individuos e o grupo social do qual faz parte e produzindo interacoes interpessoais, constituindo-se como forma de conhecimento que sao compartilhadas socialmente, sendo o sujeito ativo e construtor (Moscovici, 1978).

Nesse sentido, Moscovici (1996) defende dois mundos: o da experiencia individual, onde os comportamentos e as percepcoes sao entendidos como resultado de um processo intimo, muitas vezes de natureza fisiologica e, no outro mundo, o dos grupos, onde as coisas acontecem a partir das relacoes entre as pessoas e tudo pode ser explicado em funcao da relacao entre os sujeitos, seja por meio das estruturas existentes, ou da troca de poder.

De acordo com Moscovici (1978), duas formas de representacao sao possiveis: a cognitiva e a comunidade; a primeira diz respeito ao sistema de valores que orienta a interacao do individuo com o seu meio social e material, o segundo tem sua base nas trocas, na historia individual e coletiva. Dessa forma, ainda conforme o autor, a Teoria das Representacoes Sociais, no que diz respeito a construcao dessas representacoes, figura como uma forma de conhecimento elaborada e partilhada, que posteriormente, apresenta dois processos que atuam comumente: o de objetivacao e o de ancoragem. Esses processos sao importantes, uma vez que explicam as representacoes sociais constituidas de acordo com a construcao do pensamento de um grupo.

A objetivacao, compreendida tambem, com uma especie de mecanismo simbolico das representacoes sociais, transforma um conceito em uma imagem, e um processo de informacao privilegiada em relacao a outras, possibilitando transformar o que e abstrato, complexo, em algo concreto (Trindade, Santos & Almeida, 2014).

Diante das contribuicoes de Moscovici (2003), o processo de ancoragem e apresentado como a possibilidade de caracterizar objetos e pessoas que se enquadram em categorias. "Ancorar e dar nome a alguma coisa. Coisas que nao sao classificadas e as que nao possuem nomes sao estranhas" (p. 61). Nessa perspectiva, a ancoragem e entendida com a transformacao de algo estranho em algo familiar ou comum.

Nessa direcao, Moscovici (2003) afirma que a representacao social apresenta duas faces independentes: a face iconica, que e a representacao nitida de um objeto e a face simbolica que iguala toda imagem a uma ideia e toda ideia a uma imagem. "Ancorar e classificar e dar nome a alguma coisa, torn-la familiar, pois coisas que nao sao nomeadas ou classificadas, sao estranhas, nao existem [...]. Objetivacao e transformar algo abstrato em algo quase concreto, transferir o que est na mente em algo que existe no mundo fisico" (p. 81). Assim, ancoragem e objetivacao sao formas de organizar a memoria, sendo a primeira responsvel por manter a memoria em movimento tirando e colocando tudo que ela conseguir rotular, como tambem nomin-las. A segunda reproduz o mundo exterior a partir dos conhecimentos anteriores.

Enfim, a Teoria das Representacoes Sociais, tem um papel importante ao ancorar e possibilitar a anlise das prticas sociais objetivadas no desenvolvimento desta pesquisa. Nesse sentido, Nascimento-Schulze e Camargo (2000) destacam duas orientacoes para a caracterizacao de pesquisas e estudos em Representacoes Sociais: a primeira e mais direcionada para questoes culturais e historicas, visando compreender os processos que geram e mantem as representacoes vivas nas interacoes entre os individuos e grupos sociais (adotada neste estudo). A segunda orientacao volta-se para as questoes estruturais das RS, compartilhadas tanto no nivel cognitivo quanto linguistico.

Consciente de que existe representacao construida no dia a dia dos servidores do IFRN em as suas prticas laborais, essas representacoes devem constituir a base fundamental para as descobertas de novas prticas a serem organizadas em torno desses sujeitos. Com isso, o presente estudo tem como objetivo principal analisar as representacoes dos servidores em relacao ao processo de gestao democrtica no ambito do Instituto Federal de Educacao, Ciencia e Tecnologia do Rio Grande do Norte.

Metodologia

A presente pesquisa trata de um estudo qualitativo, do tipo exploratoriodescritivo, o qual foi realizado no IFRN, circunscrevendo-se os campi de Natal Central, Currais Novos e reitoria. A escolha do universo da pesquisa definiu-se pela necessidade de analisar as politicas de gestao estabelecidas por esse novo modelo, entre a reitoria e os campi Natal Central, por serem os mais antigos da instituicao, e Currais Novos, por este ultimo ter sido o primeiro campus da fase de expansao para o interior do Estado.

Como criterio de inclusao para participar da pesquisa foram elencados os servidores administrativos e docentes que estivessem exercendo suas atividades, que j tivessem passado pelo estgio probatorio e aqueles que fizeram parte da construcao dos documentos que nortearam a gestao democrtica do IFRN.

Nesta pesquisa, participaram 130 sujeitos, os participantes tinham faixa etria entre 23 e 50 anos ou mais. Dos respondentes alcancados, 61% correspondem ao sexo feminino e 39% ao sexo masculino. Quanto ao segmento de trabalho, 55% sao professores e 45% tecnicos administrativos. Quanto ao grau de escolaridade, alem de todos ter uma graduacao superior, destes, 21% tinham especializacao, 43% tinham mestrado e 23% doutorado. Em relacao ao tempo de vinculo profissional com a Instituicao, 6% tinham menos de tres anos, 31% tinham de 3 a 6 anos, 35% de 7 a 12 anos, 28% com mais de 12 anos de vinculo.

A amostra define-se como nao probabilistica, pois se buscou, aleatoriamente e intencionalmente, pessoas que se dispusessem a participar no preenchimento do formulrio enviado por meio de plataforma digital.

Para nao deixar duvidas quanto a significancia da amostra para o presente estudo, esta foi calculada no pacote estatistico G Power 3.1. Trata-se de um software destinado ao calculo do poder estatistico (isto e, o teste de hipotese), tendo como base, nao apenas o 'n' necessrio para a pesquisa, mas, tambem, o tipo de calculo a ser realizado (Faul, Erdfelder, Lang, & Buchner, 2007).

Para a coleta de dados deste estudo, considerou-se uma probabilidade de 95% (p < 0,05), magnitude do efeito amostral (r [greater than or equal to] 0,30) e um padrao de poder hipotetico (n > 0,80). A partir desses criterios, a amostra em questao (N = 130 sujeitos) revelou-se suficiente (tendo como indicadores: t [greater than or equal to] 1,98; [pi] [greater than or equal to] 0,99; p < 0,001).

Utilizou-se como instrumento para a coleta de dados uma Entrevista Estruturada, sendo os dados analisados por meio da Anlise de Conteudo de Bardin (2008). A anlise ocorreu em tres etapas: 1) a pre-anlise, com uma leitura flutuante; 2) a exploracao do material, que e a construcao das operacoes de codificacao; 3) refere-se a interpretacao do material, convergindo para os objetivos do estudo, especificamente, as ancoragens e objetivacoes das representacoes dos sujeitos.

Todos os procedimentos adotados nesta pesquisa seguiram as orientacoes previstas na Resolucao 196/96 do CNS e na Resolucao 016/2000 do Conselho Federal de Psicologia (CNS, 1996; Anpepp, 2000), sendo o estudo aprovado pelo Comite de Etica, por meio do Parecer Consubstanciado no. 1.844.591 de 1/12/2016.

Apresentacao e Anlise dos Resultados

Com base na anlise dos dados apreendidos, o conhecimento elaborado pelos servidores foi classificado em tres categorias: "Documento versus Prtica", "Representacao da Gestao Democrtica dentro do IFRN", e "Participacao dos Servidores na Gestao Macro do IFRN", distribuidas em doze subcategorias.

A primeira categoria "Documento versus Prtica" ancorou-se em tres subcategorias h relacao entre teoria e prtica (43%), nao h relacao entre teoria e prtica (42%) e desconhecimento da relacao entre teoria e prtica (15%).

Segundo o IFRN (2012, p. 16), "o documento e uma sintese do pensamento institucional e resultado do planejamento coletivo e participativo." Assim, diante dos resultados, pode-se inferir que na subcategoria H relacao entre a teoria e prtica, segundo o PDI/IFRN (20142018), na sua construcao, buscou-se envolver todos os funcionrios que fazem parte da Instituicao a fim de construir coletivamente um documento democrtico. Assim, para os participantes dessa subcategoria, o que est proposto nos documentos oficiais corrobora com as prticas do dia a dia dentro da Instituicao, objetivadas na fala abaixo:

"Na imensa maioria, particularmente no tocante a organizacao didtica".

"Nao percebo nenhuma diferenca".

"Sempre se planeja o ideal, mas na operacionalizacao nem sempre e possivel ..."

Na subcategoria Nao h relacao entre documento e prtica, os participantes nao corroboram com o que aponta o IFRN (2012, p. 53) ao afirmar categoricamente nao serem possiveis prticas educativas sem a busca da "superacao da dicotomia teoriaprtica", sendo um compromisso assumido nos documentos oficiais na sua dimensao global. Percebe-se que existe uma considervel parcela que nao representam essa relacao, objetivadas na fala abaixo:

"Existe um distanciamento entre a teoria posta nos documentos e a prtica do dia a dia"

"O avanco foi so na discussao teorica"

"Nao se consegui ainda da forma que est escrita"

Na ultima subcategoria Desconhecimento da relacao entre teoria e prtica, o que consta nos documentos oficiais nao retrata as representacoes dos participantes, mostrando uma inadequacao entre as prticas e os documentos, objetivadas na fala abaixo:

"Nao tenho conhecimento"

"Nao comparei"

"Nao sei"

Essas duas ultimas subcategorias representam uma parcela significativa dos participantes do estudo, demonstrando um desconhecimento das atividades inerentes a objetivacao dos respondentes em pleno exercicio de suas funcoes.

Segundo Fernandes (2015), para melhor entender o comportamento e necessrio entender o que o sujeito traz de experiencias vividas. Com as ancoragens apresentadas pelos participantes foi possivel responder um dos objetivos da pesquisa, o de entender o processo de gestao democrtica posto nos documentos oficiais do IFRN e a prtica do dia a dia dentro da Instituicao.

As representacoes sociais dos servidores sobre a segunda categoria "Representacao da Gestao Democrtica dentro do IFRN", foram ancoradas em cinco subcategorias, apontando para 28% a gestao democrtica e inexistente, 3,0% apontam para decisoes colegiadas, 29% afirmam que a teoria e sem prtica, 19% que a gestao e parcialmente democrtica e 21% que a gestao e democrtica.

De acordo com o PPP, IFRN (2012) em todos os seus capitulos defende a gestao democrtica. E possivel perceber na fala da maioria dos respondentes a necessidade de se buscar a efetivacao dessas prticas. Segundo o IFRN (2012, p. 18), "Trata-se de uma (re)construcao identitria que, necessariamente, demandou ser balizada pelos principios da gestao democrtica da participacao." A partir dessa afirmacao, apresentam-se as subcategorias.

A primeira subcategoria, Inexistente, constata-se a partir das ancoragens dos participantes, visto que se percebe um nivel de fragilidade evidenciada na afirmacao dos documentos da Instituicao e nos caminhos tracados por eles, com referencia a gestao democrtica. Segundo Barcelar (1997), para implantar a gestao democrtica em uma Instituicao de ensino seria necessrio, antes de tudo, saber avaliar, para que posturas inadequadas nao aparecam nessa construcao, o que por muitas vezes requer um novo olhar de todos. Pode se verificar nas falas abaixo:

"Nenhuma"

"... nao h gestao democrtica"

Nao me expresso em relacao a esse tema"

Sobre a segunda subcategoria, ancorada como Decisoes Colegiadas, e importante destacar que o IFRN (2014-2018, p. 136) preconiza que "a administracao geral do IFRN e feita por seus colegiados deliberativos". Nessa direcao foi possivel extrair nas entrevistas a ancoragem que os sujeitos tem dos conselhos, reconhecendo seu carter democrtico e ressaltando sua importancia na construcao da Instituicao, afirmando ser uma cultura Institucional.

"A gestao democrtica implica em uma gestao compartilhada ... com a participacao dos colegiados"

"Participacao das decisoes ..."

"Fortalece a Instituicao"

A terceira subcategoria, Teoria sem prtica, apresenta-se com o maior percentual no que diz respeito a execucao das atividades dos respondentes no processo de gestao democrtica. As representacoes dos participantes apontam para a complexidade da Instituicao e a necessidade de elaborar e estabelecer novos parametros internos que permitam novas discussoes nas bases teoricas e prticas da gestao democrtica.

Sob esse prisma h obstculos e fragilidades dos vinculos entre teoria e prtica apontadas pelos respondentes no ambito da Instituicao, considerando-se a complexidade da subcategoria. Os reflexos das falas demonstram um desalento, regado por uma aflicao em assegurar a gestao democrtica, visando a construcao de um espaco onde a teoria se reflita na prtica. Isso pode ser observado nos relatos dos servidores abaixo:

Nao vi nem participei de qualquer palestra ou debates sobre gestao democrtica participativa"

"... o avanco foi so no discurso teorico ..."

"Nao existe essa gestao democrtica dentro do IFRN"

A quarta subcategoria foi ancorada como Gestao democrtica parcial; esta teve como base de orientacao conceitual a "gestao democrtica como concepcao", uma vez que ao "adot la institucionalmente, percebe-se a necessidade de avancar na superacao da cultura autoritria e centralizadora" (IFRN (2012, p. 57). Assim, e possivel identificar nas falas dos participantes uma esperanca de uma gestao democrtica. As representacoes tambem apontam o desejo de avancar nas tomadas de decisoes, onde todos possam participar.

Nessa perspectiva, os participantes envolvidos na pesquisa carregam o desejo de buscar uma forma de colaborar coletivamente com as decisoes, afirmando que a Instituicao e um espaco de conflitos e interesses diversos, que para Melo et al. (2000) reflete sobre o termo de compartilhar a gestao, objetivadas nas falas dos sujeitos abaixo:

"... Tem uma gestao parcialmente democrtica ..."

"... processo em construcao"

"... nao vejo como uma realidade plena"

A quinta subcategoria, A gestao e democrtica, retrata a Instituicao por meio de seu Projeto Politico Pedagogico (2014-2018, p. 65) que apresenta como principio "a gestao democrtica obedecendo a participacao coletiva nas instancias deliberativas", corroborando com o que aponta o PPP/IFRN uma parcela dos participantes representaram essa concepcao reafirmando essa prtica dentro da Instituicao e a importancia da gestao democrtica nesta, afirmada por Santos e Almeida (2005) como um trabalho coletivo que exige a participacao de todos. Portanto, a gestao democrtica se consolida como um compromisso coletivo dentro da Instituicao, refletida nas falas dos atores sociais abaixo:

"Muito forte e atuante"

"Quando escuta nossas propostas"

"Participacao dos servidores"

A ultima categoria refere-se a "Participacao dos servidores na gestao macro", objetivadas por meio de quatro subcategorias. Apontam que, para 22% a participacao e direta, 27% e parcial, 29% afirmam nao existir participacao e 22% se sentem representados atraves dos conselhos existentes na Instituicao.

Na subcategoria a participacao e direta, as falas de uma parcela dos participantes afirmam que existe uma participacao nas decisoes da gestao, contribuindo, dessa forma, com a consolidacao das prticas democrticas. Para Moscovici (1996) a participacao dos individuos nao aparece apenas como processador do poder de informacao, mas como participantes ativos.

Assim e possivel compreender como os participantes representam essa participacao a partir das teias de relacoes construidas e desconstruidas de acordo com as demandas que se apresentam nas dependencias do IFRN, que e um dos pilares do novo formato administrativo da Instituicao, segundo o PPP do IFRN (2012).

"... os servidores participam periodicamente das avaliacoes ..."

"Aceitando sugestoes"

"Os servidores participam sempre ..."

A segunda subcategoria objetivou em Parcialmente. O PPP do IFRN (2012, p. 67) traz a participacao como uma necessidade nas decisoes a serem tomadas, buscando assim, um "compromisso coletivo", que entra em conflito com essa parcialidade representadas pelos participantes atraves das respostas da subcategoria em questao.

E preciso, portanto, analisar de forma mais profunda o que est implicita na objetivacao dos participantes quanto ao nivel de participacao e decisao. Para Brito e Holanda (2009), os trabalhadores tem um papel fundamental nas tarefas e acoes na construcao de uma efetiva participacao e dentro do seu espaco de vivencia. Corroborando com o pensamento das autoras, os participantes tambem abordam que no processo de participacao as acoes sao fundamentais, objetivadas nas falas abaixo:

"... em alguns projetos ve-se participacao"

"... a Instituicao est muito grande e a estrutura democrtica nao acompanha ..."

"... os servidores precisam conhecer mais ..."

A terceira subcategoria, Nao existe participacao, aguca uma reflexao em profundidade do papel que cada participante desempenha dentro da Instituicao em relacao a participacao. Segundo Luck (2006), a importancia da participacao nao est diretamente relacionado somente a producao ou o estado de satisfacao do trabalhador, mas sim, a institucionalizacao, motivacaoe manutencao dos direitos democrticos. Com essa reflexao do autor e possivel identificar a falta de envolvimento dos participantes, uma vez que a participacao e um processo que se constroi coletivamente.

"Nao sei"

"... a Reitoria concentra tudo"

"Nao participo"

A ultima subcategoria objetivada como participacao atraves dos conselhos, representa uma parcela importante dos entrevistados que mostra a importancia dos conselhos em um processo de gestao democrtica. Brito e Holanda (2009) destacam que os conselhos sao uma chance de a sociedade ter um maior controle social, possibilitando a inclusao de novas pessoas no processo de participacao.

"... participando nos Conselhos"

"... em todos os Conselhos existe representacao"

"Apenas representativamente"

Nesse universo, a alternancia dos conselheiros facilita a compreensao do processo democrtico preconizador de uma forma diversificada do entendimento desses processos pelos respondentes.

O ser humano e inacabvel, no caso dos servidores da Instituicao sao pessoas em constantes transformacoes, podendo enveredar por caminhos diversos. Para o PPP (p. 37), "nao e possivel reduzir o humano a um so principio ... quer seja o inconsciente, o consciente, a materia, o espirito, a racionalidade ou irracionalidade". Entao, os participantes desta pesquisa sao entendidos com seres em construcao.

Consideracoes Finais

Nos dez ultimos anos, o Instituto Federal de Educacao Ciencia e Tecnologia do Rio Grande do Norte vem passando por um processo de expansao, que tem como foco principal atender a demanda da educacao profissional, sustentada nos pilares da participacao e gestao democrtica, inspirados em uma ideologia compartilhada por meio de acoes politicas (Ferreira, 2004).

Para se efetivar uma gestao democrtica participativa e preciso reconhecer a configuracao de uma Instituicao escolar como uma organizacao. No caso do IFRN, os campi pertencem a uma estrutura descentralizada, com autonomia administrativa, financeira e pedagogica, com assessoria de uma reitoria. A partir do desenvolvimento desses campi, e provvel que ocorra uma sustentabilidade politico-administrativa com uma gestao democrtica participativa, exigindo atuacoes coletivas, envolvimento dos atores sociais da propria instituicao de ensino, possibilitando o atendimento as expectativas dos envolvidos nesse processo de democracia.

As representacoes objetivadas neste estudo ancoram a existencia de uma estrutura organizacional sistemica, com ela uma serie de documentos concentram todas as diretrizes e principios institucionais. Se por um lado esses documentos garantem o direito dos servidores de participarem diretamente das decisoes institucionais, por outro lado, a maioria dos participantes do estudo nao reconhece esse poder dentro da Instituicao. Vale destacar que, no processo da pesquisa, os participantes encontravam-se em suas atividades laborais dentro da Instituicao

No direcionamento da representacao que os participantes tem com relacao as atividades planejadas, e perceptivel o aspecto negativo objetivado nas respostas das subcategorias "inexistente" e "teoria sem prtica". O nao reconhecimento da gestao democrtica pelos respondentes deixa claro que novos caminhos deverao ser percorridos a partir de um novo olhar a frente dos documentos oficiais, observando, percebendo e refletindo sobre a invisibilidade de algumas situacoes do cotidiano laboral.

As representacoes objetivadas na pesquisa sao apresentadas como uma complexa teia vivenciada pelos respondentes. Um destaque positivo no estudo ocorreu atraves do reconhecimento dos participantes em relacao a importancia que os Conselhos desempenham dentro da Instituicao, como espaco de participacao e representatividade democrtica, ainda que isso nao garanta o poder de decisao da maioria, segundo os participantes da pesquisa.

Assim, ancorada em uma visao mais ampla de como executar as tarefas, conclui-se que h uma sinalizacao na direcao essencial de adequar as prticas ao que est escrito nos documentos oficiais, norteando e sustentando a gestao, concordando assim com Jodelet (2001), quando afirma a importancia de as representacoes na vida cotidiana, pois circulam nas discussoes cristalizadas em condutas.

Constatou-se tambem que existe um distanciamento das politicas macro com as representacoes dos participantes, objetivadas nas vivencias do cotidiano, uma vez que a participacao dos servidores se apresenta como oportunidade de ampliacao e controle do proprio caminho dentro da Instituicao, necessitando de estrategias que possibilitem aos servidores participarem diretamente no processo de construcao e decisao dentro da Instituicao, tornandose imprescindivel estabelecer novas regras cuja rotatividade de informacoes seja permitida, e atenda aos participantes enquadrados no perfil de nao reconhecimento da participacao, seja ela direta, parcial e, principalmente, os que afirmam nao existir participacao.

Com base nas ancoragens concebidas como um processo que transforma algo estranho e desafiador em algo corriqueiro (Moscovici, 2003) dos participantes, fazendo uma analogia com o que est instituido nos documentos oficiais da Instituicao, faz-se necessria uma maior divulgacao das normas estabelecidas nesses documentos, e, desse modo, criar uma cultura organizacional em que todos conhecam e participem de forma mais colaborativa na construcao e aplicacao dessas normas norteadoras de toda a trajetoria das atividades administrativas, financeiras e academicas da Instituicao.

Conforme todo processo de participacao democrtica, e para os participantes nao e diferente, ocorre um movimento de avanco e retrocesso, e a consciencia e o reconhecimento desse processo, viabilizando a prtica de participacao, proporcionando um espaco de luta, debates e, sobretudo, de aceitacao dos conflitos que, poderao ou nao, impulsionar novos posicionamentos na direcao de um novo olhar sobre o que se faz e o que se gostaria de fazer dentro do seu espaco de atividades.

Para os participantes da pesquisa, existe um longo caminho a ser percorrido dentro da Instituicao para que a participacao possa ser de fato efetivada de acordo com o que sinalizam os documentos institucionais.

Com esse pensamento, e consolidado pelas representacoes sociais que emergiram no estudo, e necessrio adotar na Instituicao uma participacao mais direta e critica em todos os ambientes de relacoes, tanto nas tomadas de decisoes, quanto na construcao dos documentos oficiais que se configuram nas politicas e acoes dentro do ambiente institucional.

DOI: https://doi.org/10.7769/gesec.v9i2.744

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Ionara Dantas Estevam

Doutora em Psicologia Social pela Universidade Federal da Paraiba (UFPB).

Professora e pesquisadora na Universidade Potiguar (UnP)-Laureate International Universities.

Professora na Faculdade Mauricio de Nassau (RN). E-mail: ionaradantas@gmail.com (Brasil)

Paula Francinete Araujo Batista

Mestra em Psicologia Organizacional e do Trabalho pela Universidade Potiguar (UnP).

E-mail: paula.araujo@ifrn.edu.br (Brasil)

Nilton Soares Formiga

Doutor em Psicologia Social pela Universidade Federal da Paraiba (UFPB).

Professor e pesquisador na Universidade Potiguar (UnP)-Laureate International Universities. E-mail:

nsformiga@yahoo.com

(Brasil)

Como referenciar em APA:

Estevam, I. D., Batista, P. F. A. & Formiga, N. S. (2018). A gestao democrtica em servidores do IFRN: um estudo das representacoes sociais. R.G.Secr., GESEC, 9(2). DOI:

Como referenciar em ABNT:

ESTEVAM, I. D.; BATISTA, P. F. A; FORMIGA, N. S. A gestao democrtica em servidores do IFRN: um estudo das representacoes sociais. R.G.Secr., GESEC, v. 9, n. 2, 2018. DOI:
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Author:Estevam, Ionara Dantas; Batista, Paula Francinete Araujo; Formiga, Nilton Soares
Publication:Revista de Gestao e Secretariado
Article Type:Report
Date:May 1, 2018
Words:6379
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