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The association between cognition and handgrip strength among the elderly: an integrative review/ Associacao entre cognicao e forca de preensao manual em idosos: revisao integrativa.

Introducao

No Brasil, nos ultimos anos, houve aumento crescente no numero de idosos, o que, aliado a maior expectativa de vida, representa avanco para a sociedade (1). No entanto, o envelhecimento so pode ser considerado como real conquista na medida em que se agregue qualidade aos anos adicionais de vida (2), uma vez que o desenvolvimento economico e a necessidade de politicas publicas sao fortemente afetados pelas condicoes de saude e autonomia do idoso (3).

O envelhecimento favorece a reducao da reserva fisiologica em diferentes sistemas, acarretando diminuicao da capacidade de gerar respostas adaptativas frente a estimulos externos (4). Nesse sentido, contribui para perda progressiva do desempenho fisico e alteracoes do estado cognitivo do idoso, expondo-o, assim, a maior vulnerabilidade (5,6).

Alteracoes na coordenacao nervosa e no sistema musculoesqueletico influenciam na funcao neuromuscular, contribuindo para a diminuicao da conducao nervosa e da forca muscular (7,8). A funcao muscular vem sendo utilizada como um dos indicadores de funcionalidade em idosos, tendo em vista que pode diminuir ate atingir um nivel cuja fraqueza passa a restringir a capacidade de realizar atividades cotidianas (9).

Embora haja diferentes tecnicas, a forca de preensao manual (FPM) e recomendada como medida para mensuracao de forca muscular em idosos (10), por apresentar correlacao com a forca muscular total, nao exigir grande esforco fisico e estar relacionada com o desempenho fisico (11-13).

O envelhecimento esta relacionado, ainda, com alteracoes no desempenho cognitivo do idoso (5). Estudo populacional, na China ([greater than or equal to] 55 anos), observou prevalencia de 12,2% de comprometimento cognitivo entre os individuos avaliados (14), enquanto no Reino Unido, em estudo populacional com idosos mais velhos ([greater than or equal to] 75 anos), este foi de cerca de 50%, sendo as maiores taxas observadas em idades mais avancadas (15).

O comprometimento do desempenho cognitivo acarreta perda de autonomia e de independencia do idoso, aumentando a carga de trabalho do cuidador e da familia, e exigindo maior assistencia dos servicos de saude (16). Portanto, avaliar a funcao cognitiva e fator importante no que se refere a saude do idoso, possibilitando o diagnostico precoce e o acompanhamento de demencias (17).

Alteracoes na funcao cognitiva parecem ter relacao com o desempenho fisico do idoso (5,6). Um estudo nos Estados Unidos observou que idosos com declinio em funcoes como atencao e velocidade de processamento tambem apresentaram prejuizos no desempenho de habilidades como forca de preensao e marcha (18). Outro estudo com idosos, na China, observou que deficits de cognicao estavam relacionados com FPM ruim, independentemente do ajuste por outras variaveis (idade, massa muscular, presenca de morbidades e nivel de atividade fisica) (19).

Diante do exposto, ressalta-se a necessidade de maior conhecimento acerca das alteracoes cognitivas do idoso, bem como a influencia destas na funcao fisica, em especial na forca muscular, contribuindo para a formulacao de acoes em saude publica voltadas a prevencao destas condicoes. Alem de nortear intervencoes especificas e individuais por parte de profissionais de saude e procedimentos clinicos envolvidos na reabilitacao e manutencao da saude fisica e mental dessa populacao. Desse modo, este estudo buscou identificar pesquisas que associaram a cognicao com a forca de preensao manual em idosos.

Metodologia

Este estudo caracteriza-se como revisao bibliografica, com abordagem integrativa. Optou-se pela realizacao de uma revisao integrativa por ser um metodo de natureza ampla para obtencao, identificacao, analise e sintese da literatura, por meio de achados provenientes de estudos primarios, desenvolvidos mediante diferentes desenhos de pesquisa (permitindo a inclusao simultanea de estudos experimentais e observacionais). Desse modo, auxiliando a compreensao dos fenomenos e a ampliacao dos conhecimentos sobre determinado tema. Portanto, esse metodo vem sendo muito utilizado em pesquisa na area de saude (20,21).

A revisao integrativa compreende de cinco etapas: 1) estabelecimento do problema, ou seja, definicao do tema da revisao em forma de questao ou hipotese primaria; 2) selecao da amostra (apos definicao dos criterios de inclusao); 3) caracterizacao dos artigos (definicao das caracteristicas ou das informacoes a serem coletadas dos artigos, por meio de criterios claros, norteados por instrumentos); 4) analise dos resultados (identificando similaridades e conflitos); e 5) apresentacao e discussao dos achados (20).

A busca eletronica foi realizada no periodo de janeiro de 2015, nas bases de dados: PubMed (National Library of Medicine), Scopus (Elsevier) e Lilacs (Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciencias da Saude). Foram selecionados artigos, publicados nos ultimos cinco anos (2010 a 2014), nos idiomas ingles e portugues. Para a prospeccao dos estudos, foram utilizados os descritores de forma combinada por meio dos operadores booleanos (AND e OR): cognition AND hand strength AND elderly OR aging OR older adults, e seus correspondentes em portugues: cognicao AND forca da mao AND idoso.

Para o computo do total de estudos foi verificada a duplicacao ou triplicacao dos mesmos entre as bases de dados, sendo cada artigo contabilizado somente uma vez. A partir dos estudos identificados, foram selecionados aqueles que preenchiam os criterios para sua inclusao considerando a leitura dos titulos e resumos. Foram selecionados somente os artigos que atenderam aos seguintes criterios de inclusao: estudos observacionais ou de intervencao, com amostra composta por idosos (idade igual ou superior a 60 anos); avaliacao da forca muscular por meio de dinamometria manual; que apresentassem pelo menos um tipo de avaliacao cognitiva. Foram excluidos: artigos de revisao; estudos com: animais; idosos em reabilitacao ou hospitalizados, com limitacoes articulares ou musculares, com doenca neurologica e aqueles institucionalizados.

A coleta de dados foi feita sobre os estudos incluidos. As informacoes selecionadas para a caracterizacao dos estudos foram: autor, ano de publicacao, local do estudo, tipo de estudo, amostra (idade, sexo), instrumento para avaliacao da funcao cognitiva e resultados estatisticos.

Resultados

Um resumo da busca eletronica realizada no mes de janeiro de 2015, nas bases de dados selecionadas, e apresentado na Figura 1. Inicialmente foram identificados 153 artigos, dos quais 50 foram excluidos por estarem em duplicatas, permanecendo 103, os quais foram submetidos a analise dos titulos e dos resumos e verificacao dos criterios de inclusao e exclusao. Destes, 15 foram lidos na integra, dos quais somente 10 (18,22-30) preenchiam adequadamente todos os criterios de inclusao, sendo, assim, selecionados para esta revisao integrativa.

A descricao dos artigos que verificaram a associacao entre cognicao e FPM em idosos e apresentada no Quadro 1. Dos 10 artigos selecionados, todos sao observacionais, sendo: seis transversais (18,22,23,25,26,30) e quatro de coorte (24,27-29). Foram identificados artigos dos Estados Unidos (18,22), Sri Lanka (23), Italia (24), Franca (25), Brasil (26), China (28), Canada (29) e Holanda (27,30). Seis estudos apresentaram amostras com media etaria superior a 80 anos (18,22,24,25,27,30) e apenas um foi direcionado exclusivamente ao sexo feminino (25).

Todos os artigos incluidos na revisao utilizaram escalas como instrumentos para avaliar a cognicao, sendo o Mini Exame do Estado Mental (MEEM) a mais utilizada, tendo sido encontrada em seis estudos (22,24,26-28,30). Outras escalas foram utilizadas para avaliar atencao (18,27), funcao executiva (18), velocidade de processamento (27), memoria (18,26,27,29), vocabulario (29) e fluencia verbal (26).

Nove artigos (90%) identificaram que idosos com deficit cognitivo apresentaram menores valores medios para FPM, sendo essa associacao significativa (22-30). Apenas um estudo, realizado nos Estados Unidos com idosos com idade igual ou superior a 75 anos, nao observou associacao significativa entre funcao cognitiva global e a FPM (18).

Os artigos apresentaram resultados variados no que concerne a associacao entre memoria e FPM. Dois artigos observaram associacao significativa de problemas de memoria de curto e longo prazo (27), de trabalho; episodica; e semantica (29) com pior desempenho na FPM. Dois outros artigos, contudo, nao observaram associacao significativa entre deficit de memoria e piores valores de FPM em idosos (18,26).

Pesquisa realizada na Holanda verificou associacao estatisticamente significativa dos niveis de atencao e velocidade de processamento na FPM (27), em outra realizada no Canada observouse associacao significativa entre vocabulario e FPM (29). Dois artigos, os quais avaliaram outras variaveis cognitivas (funcao executiva, atencao visual e fluencia verbal) nao verificaram associacao das mesmas com a FPM (18,26).

Discussao

A velhice e uma fase da vida que pode ser considerada longa. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE), de 2015, no Brasil, apos os 60 anos a expectativa de vida era em media 15,1 anos (31). Em alguns casos, esta pode chegar a mais de 40 anos, ou seja, uma fase que pode tornar-se mais longa que a infancia e a adolescencia juntas. Esse fato, aliado ao declinio funcional ao qual o idoso esta exposto, faz dessa populacao um grupo diferente dos mais jovens, apresentando necessidades especificas (3).

O aumento na prevalencia de doencas neurodegenerativas, no idoso, e um fenomeno global (17). O estado cognitivo no idoso pode variar entre o funcionamento adequado ate o comprometimento grave, levando a ocorrencia de demencia (14). As sindromes demenciais caracterizam-se pelo deficit progressivo da funcao cognitiva, e constituem-se, atualmente, como problema de saude publica e importante indicador de saude entre idosos, devido a sua associacao com a morbimortalidade nessa populacao (16).

O desempenho funcional tambem vem sendo considerado na avaliacao de saude deste grupo, tendo em vista que o declinio da funcao fisica pode ser importante indicador de fragilidade e dependencia (32). A forca muscular, por exemplo, e indicador sensivel de perdas fisiologicas relacionadas com o desempenho em atividades diarias (33). Portanto, sua avaliacao tem papel fundamental para a saude do idoso, atuando como potencial indicador de individuos em risco de deficiencias funcionais (9).

Publicacoes do European Working Group on Sarcopenia in Older People (EWGSOP) (10), em 2010, e do Asian Working Group for Sarcopenia (AWGS) (34), em 2014, recomendam o uso da FPM como medida para avaliacao de forca muscular no idoso. Isso se deve ao fato de a FPM ser uma medida de obtencao simples, ser marcador de baixa mobilidade e massa muscular, e por referir relacao linear com o deficit em atividades de vida diaria (10). A FPM reflete, ainda, a forca maxima derivada da contracao dos musculos da mao e tem boa relacao com outros grupos musculares (13). Alem disso, e um preditor independente para declinio na capacidade funcional do idoso (12).

Observando os estudos incluidos nesta revisao e possivel notar que a maioria foi conduzida com idosos pertencentes a grupos etarios mais velhos, com idade igual ou superior a 75 anos (18,22,24,25,29,30). A escolha de idosos mais velhos pode ser devido a maior prevalencia e/ ou risco de fragilidade neste grupo, cuja idade igual ou superior a 75 anos parece ser um fator de risco independente (24). Independentemente da presenca ou nao de doenca neurologica, o idoso podera apresentar perda progressiva de alguma funcao cognitiva, a qual se torna mais evidente por volta dos 70 anos (35), devido a mudancas no sistema nervoso central, caracterizadas, entre outras, pela atrofia cortical (36), a qual influencia, principalmente, o funcionamento de areas vinculadas a funcoes cognitivas (17). Entre as alteracoes relacionadas ao deficit cognitivo, pode-se citar a perda de memoria e perturbacoes na funcao executiva, como inibicao, planejamento e velocidade de processamento (6,17).

As principais areas responsaveis pela funcao cognitiva sao o lobo pre-frontal e as temporais (17). Estudo utilizando ressonancia magnetica funcional observou que idosos apresentaram menor atividade e conectividade de regioes cerebrais envolvidas em tarefas cognitivas, quando comparados aos individuos mais jovens, o que resulta na alocacao de recursos insuficientes para a execucao de tarefas, como a memoria de trabalho (37).

Outro estudo avaliando a atividade cerebral durante a execucao de funcoes como memoria de trabalho verbal e espacial observou que, quando submetidos aos testes de memoria, os idosos apresentavam ativacao bilateral da area pre-frontal, enquanto nos individuos jovens essa ativacao ocorria apenas no lado dominante. Essa parece ser uma acao compensatoria, a fim de manter a execucao das funcoes requeridas, nesse caso a memoria (38). Essa "insuficiencia" do cortex prefrontal parece estar associada a deficiencia de substancia branca nessa regiao (39), o que poderia explicar a reducao do numero de conexoes no lobo frontal dominante, sendo necessario recrutamento de outras areas. Contudo, essa acao compensatoria nao parece estar relacionada apenas ao recrutamento adicional de areas corticais. Com a reducao do numero de fibras aferentes (substancia branca) no cerebro do idoso, as fibras remanescentes aumentam o potencial sinaptico, de modo a compensar o processo de degeneracao celular e manter a atividade cerebral (40).

Diferentes metodos tem sido utilizados para avaliacao cognitiva no idoso, como testes de memoria, linguagem e avaliacao da cognicao global (17). Entre estes, a neuroimagem parece ter maior precisao em identificar e quantificar as areas cerebrais envolvidas na funcao cognitiva (41), bem como avaliar os possiveis processos compensatorios associados a manutencao da funcao cognitiva com o aumento da idade (42). Contudo, o alto custo de tecnicas de neuroimagem funcional e estrutural, faz com que estas sejam requeridas em casos de deficit cognitivo evidente, como metodo confirmatorio (43), dificultando e, muitas vezes, inviabilizando seu uso em pesquisas com grandes amostras.

Com o objetivo de verificar a capacidade cognitiva dos idosos, todas as pesquisas selecionadas nesta revisao utilizaram apenas escalas como instrumento de rastreio, sendo o MEEM a mais utilizada para mensuracao da funcao cognitiva global (22,24,26-28,30). Em uma revisao sistematica, utilizando estudos de coorte, observou-se que a maior parte dos artigos utilizava pelo menos uma medida de cognicao global (46%) e alguma outra avaliacao especifica (43%), como memoria e funcao executiva. Verificou-se, ainda, que o MEEM foi a escala mais frequente para avaliacao cognitiva global (88%) (44). Essa escala e uma das mais utilizadas, por conter informacoes referentes a memoria episodica, orientacao temporoespacial, memoria de trabalho, nomeacao, linguagem e capacidade de copiar imagens, possibilitando obter um escore final do comprometimento cognitivo (22).

Alguns dos estudos incluidos nesta revisao utilizaram, ainda, escalas que visavam mensurar funcoes especificas, tais como: atencao (18,26), funcao executiva (18), velocidade de processamento (26) e memoria (18,26,27,29), de modo a observar as possiveis funcoes cognitivas que possam ter relacao mais direta com o desempenho fisico em idosos, nesse caso, a forca muscular. De acordo com Schelini (45), existe uma tendencia de que sejam utilizados diferentes testes ou instrumentos de diversas baterias para avaliar a cognicao, de modo que sejam elencados os instrumentos mais sensiveis e com melhor relacao com a populacao que esta sendo investigada.

Os artigos, em sua maioria, observaram associacao significativa do deficit cognitivo com piores valores de FPM em idosos (22-30). Isso pode ser devido a complexidade da funcao motora, tal como a exigida para realizar o movimento de FPM. O envelhecimento esta associado com alteracoes qualitativas e quantitativas no cortex motor e na medula espinhal (46). Do ponto de vista funcional, estas alteracoes corticais modificam conexoes nervosas, levando ao comprometimento da forca muscular (36).

Contudo, a funcao motora parece estar relacionada nao apenas ao cortex motor, mas as outras areas corticais. Funcoes cognitivas superiores desempenhadas pelo cortex frontal, tais como atencao, velocidade com a qual a informacao e processada e a memoria, parecem tambem ter influencia sobre o movimiento (47,48.)

Uma coorte de quatro anos na Holanda observou associacao significativa da reducao de memoria de curto e longo prazo com pior desempenho na FPM (27). No Canada, em uma coorte com seis anos de seguimento, observou-se associacao significativa entre reducao da memoria de trabalho, episodica e semantica, com maior declinio da FPM (29). Outras funcoes cognitivas como niveis de atencao (27), vocabulario (29) e velocidade de processamento (27) apresentaram associacao significativa com o desempenho da FPM.

Estudos tem observado relacao de areas corticais relativas a funcao motora (cortex motor; cortex sensorio-motor; e areas motoras suplementares) (49), do cerebelo (44,50) e ganglios da base (putamen) (49) com areas cerebrais responsaveis pela funcao cognitiva (cortex pre-frontal) para execucao de atividades motoras tais como a forca de preensao manual.

Estudo avaliando a atividade cortical por meio de neuroimagem observou um aumento na atividade do lobo frontal de idosos durante atividades motoras de coordenacao. Alem disso, as areas do cortex pre-frontal permaneciam ativadas por mais tempo nos idosos em relacao aos individuos jovens (51). Outro estudo constatou que idosos que mantinham maior conexao do cortex motor (lado dominante) e do cerebelo com o cortex pre-frontal apresentaram melhor desempenho no teste de FPM (49). Alem disso, outros estudos observaram que idosos apresentam ativacao bilateral do cortex sensorio-motor durante o teste de forca de preensao, e nao apenas do lado dominante, como nos individuos mais jovens (49,52). Isso pode ser devido a degeneracao celular e as mudancas bioquimicas no cerebro, ocasionadas pelo envelhecimento, no qual se exige um recrutamento adicional de areas corticais para auxiliar na execucao de outras funcoes (51).

A funcao cognitiva esta relacionada com a manutencao e a aprendizagem de habilidades motoras (53). Com o envelhecimento torna-se necessaria maior atencao no que concerne a capacidade do idoso em adaptar-se a alteracoes ambientais (4). Essa adaptacao esta relacionada a cognicao, responsavel pela producao do comando motor e pela compensacao de perturbacoes causadas por estimulos externos (53). Dessa forma, pode-se inferir que alteracoes cognitivas possam influenciar na capacidade motora do idoso, o que justificaria o pior desempenho no teste de FPM em idosos com deficit cognitivo.

Em uma coorte de quatro anos realizada na Holanda, que objetivou analisar a relacao temporal entre desempenho cognitivo e FPM, observou-se que o melhor desempenho cognitivo estava associado significativamente a um declinio mais lento na FPM. Os mesmos resultados foram observados quando consideradas as funcoes de memoria (curto e longo prazo), velocidade de processamento e atencao (27). Desse modo, os autores concluiram que o declinio cognitivo estava relacionado ao inicio da fraqueza muscular. Resultados semelhantes foram observados na Italia, apos sete anos de seguimento, em que individuos com melhor desempenho cognitivo apresentaram melhores valores de FPM em relacao aqueles com cognicao ruim (24).

Contudo, outros estudos tem questionado a temporalidade da associacao entre cognicao e FPM, supondo que deficits na forca muscular levariam a um declinio na funcao cognitiva, e nao o contrario (18,30). No Canada, apos seis anos de seguimento, observou-se associacao significativa entre pior rendimento de marcadores biologicos, incluindo a forca muscular, no desempenho em testes de memoria (de trabalho, episodica e semantica) e de vocabulario (29). Alem disso, idosos com maior forca muscular parecem ter uma taxa mais lenta de declinio cognitivo, sugerindo que o declinio da forca muscular precede o deficit cognitivo, e nao o contrario (54).

Tendo em vista essa divergencia de resultados, ainda nao foi devidamente esclarecido qual dos fatores influencia o declinio do outro. Boyle et al. (54) sugerem que multiplos fatores poderiam estar relacionados ao deficit de forca e cognicao em idosos, inclusive tendo alguns em comum, como alteracoes no sistema nervoso supraespinhal, que podem influenciar os movimentos, bem como afetar funcoes cognitivas.

Diante do exposto, observa-se que a tematica deste estudo tem relevancia para a area de saude, tendo em vista o vinculo da perda cognitiva com a forca muscular em idosos. Contudo, novas investigacoes devem ser realizadas a fim de preencher algumas lacunas. Entre estas, aprofundar a investigacao sobre a influencia e a contribuicao de funcoes cognitivas especificas, como velocidade de processamento e aprendizagem, alem da capacidade de plasticidade cerebral do idoso, na forca muscular. Recomenda-se, ainda, investigar a relacao da cognicao com a FPM para idosos mais velhos (maiores de 75 anos) por meio de estudos de coorte, a fim de demarcar as principais implicacoes ocasionadas por alteracoes cognitivas no desempenho fisico, tal como na forca muscular, com o avanco da idade.

Conclusoes

A partir dos estudos identificados nesta revisao foi possivel observar que pesquisas avaliando a cognicao tem sido direcionadas para idosos de grupos etarios mais avancados, tendo em vista estarem mais expostos a fragilidade. As escalas foram o principal instrumento utilizado pelos estudos para avaliar a funcao cognitiva, possivelmente pela facilidade e pelo baixo custo em relacao a outros instrumentos. A maioria dos estudos mostrou, ainda, a existencia de associacao entre a cognicao e a forca de preensao manual em idosos, indicando uma possivel influencia do deficit de funcoes cognitivas no bom desempenho da forca muscular.

A avaliacao da funcao cognitiva e do desempenho fisico no idoso, em especial a forca muscular, bem como suas possiveis relacoes, e tematica de relevancia para as areas de saude publica, gerontologia e geriatria, tendo em vista a diminuicao da funcionalidade e o aumento da dependencia, observados na populacao idosa. Assim, e possivel incentivar o investimento e a alocacao de recursos em programas de saude publica voltados para a integridade da funcao cognitiva e fisica no idoso, de modo a favorecer a manutencao ou a melhora de ambas as funcoes; prevenir ou mesmo retardar a ocorrencia de demencias e de dependencia funcional. Alem disso, busca-se incentivar a intersetorialidade na atencao a saude em geriatria e gerontologia como um eixo estruturador na formulacao de estrategias em saude publica, com base em evidencias, de modo a garantir assistencia integral no cuidado ao idoso, nos tres niveis de atencao a saude, e favorecer o envelhecimento bem sucedido.

DOI: 10.1590/1413-812320152111.22872015

Colaboradores

N Silva e T Menezes participaram igualmente de todas as etapas de elaboracao do artigo.

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Artigo apresentado em 11/03/2015

Aprovado em 14/01/2016

Versao final apresentada em 16/01/2016

Nathalie Silva [1]

Tarciana Nobre de Menezes [1]

[1] Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensao, Universidade Estadual da Paraiba. Av. das Baraunas 351, Campus Universitario. 58109-753 Campina Grande PB Brasil. nathaliegmr@yahoo.com.br

Caption Figura 1. Estudos incluidos e excluidos na revisao sobre associacao entre cognicao e forca de preensao manual em idosos, de 2010 a 2014.
Quadro 1. Caracteristicas metodologicas dos estudos que avaliaram
a associacao da cognicao e forca de preensao manual em idosos, de
2010 a 2014.

Autor (ano),         Tipo de        Tamanho da        Instrumento de
local do estudo      estudo       amostra (media    avaliacao: funcao
                                 etaria ou idade;       cognitiva
                                      sexo)

Padubidri et al.   Transversal   1.119 idosos       MEEM: funcao
(2014) (22),                     (80,8 anos;        cognitiva global
Estados Unidos                   ambos os sexos)

Ukegbu et al.      Transversal   252 idosos (71,1   MoCA: funcao
(2014) (23), Sri                 anos; ambos os     cognitiva global
Lanka                            sexos)

Gallucci et al.    Coorte        309 idosos (80,2   MEEM: funcao
(2013) (24),       (7 anos)      anos; ambos os     cognitiva global
Italia                           sexos)

McGough et al.     Transversal   201 idosos (84,2   ADAS-Cog:
(2013) (18),                     anos, ambos os     funcao cognitiva
Estados Unidos                   sexos)             global
                                                    TMT-A: atencao
                                                    visual
                                                    TMT-B: funcao
                                                    executiva
                                                    WMS-R LMI:
                                                    memoria
                                                    ADAS-Cog Word
                                                    Recall: memoria

Kan et al.         Transversal   3.025 idosos       SPMSQ: funcao
(2013) (25),                     (80,5 anos;        cognitiva global
Franca                           mulheres)

Yassuda et al      Transversal   384 idosos (72,3   MEEM: funcao
(2012) (26),                     anos; ambos os     cognitiva global
Brasil                           sexos)             BCSB (tres
                                                    testes):
                                                    * Teste de
                                                    Memoria
                                                    * Fluencia verbal
                                                    * Teste do
                                                    desenho do
                                                    relogio

Taekema et al.     Coorte        307 idosos         MEEM: funcao
(2012) (27),       (4 anos)      (entre 85 e 89     cognitiva global
Holanda                          anos; ambos os     Abbreviated
                                 sexos)             Stroop test Trial
                                                    3: atencao
                                                    LDST: velocidade
                                                    de processamento
                                                    12-PLT: memoria

Auyeung et al.     Coorte        2.737 idosos       MEEM: funcao
(2011) (28),       (4 anos)      (homens: 71,6      cognitiva global
China                            anos; mulheres:
                                 71,5 anos)

MacDonald et al.   Coorte        1.043 idosos       5 testes
(2011) (29),       (6 anos)      (71,3 anos;        cognitivos:
Canada                           ambos os sexos)    * Fluid reasoning
                                                    * Memoria de
                                                    trabalho
                                                    * Memoria
                                                    episodica
                                                    * Memoria
                                                    semantica
                                                    * Crystallized
                                                    ability

Taekema et al.     Transversal   555 idosos (com    MEEM: funcao
(2010) (30),                     85 anos; ambos     cognitiva global
Holanda                          os sexos)

Autor (ano),                     Resultados
local do estudo                 Estatisticos

Padubidri et al.   Idosos com menor declinio
(2014) (22),       cognitivo apresentaram
Estados Unidos     melhores valores de FPM
                   ([beta] = 0,05; p = 0,01).

Ukegbu et al.      Idosos com melhor cognicao
(2014) (23), Sri   apresentaram melhores valores
Lanka              de FPM ([beta] = 0,21; p < 0,001).

Gallucci et al.    Associacao significativa de maior
(2013) (24),       valor na escala de cognicao e
Italia             melhor FPM (p < 0,0001).

McGough et al.     Nao foi observada relacao
(2013) (18),       significativa das variaveis de
Estados Unidos     funcao cognitiva com a FPM.

Kan et al.         Idosos com deficit cognitivo
(2013) (25),       apresentaram piores valores
Franca             medios de FPM em relacao
                   aos idosos com boa cognicao
                   (p < 0,01).

Yassuda et al      Associacao significativa do
(2012) (26),       valor medio do MEEM com o
Brasil             desempenho da FPM (OR 3,03;
                   IC95%: 1,75-5,26; p < 0,001).
                   Nao houve relacao significativa
                   entre os testes da BCSB com a
                   FPM.

Taekema et al.     Idosos com melhor desempenho
(2012) (27),       no MEEM ([beta] = -0,25; p < 0,001),
Holanda            Stroop ([beta] = 0,03; p= 0,001),
                   LDST ([beta] = -0,16; p < 0,001),
                   12-PLT (recordatorio imediato)
                   ([beta] = -0,18; p < 0,001); 12-PLT
                   (recordatorio tardio) ([beta] = -0,38;
                   p < 0,001) apresentaram menor
                   declinio de FPM.

Auyeung et al.     O declinio cognitivo foi
(2011) (28),       associado com menor FPM, em
China              homens (p < 0,01) e mulheres
                   (p < 0,05).

MacDonald et al.   Idosos com pior desempenho
(2011) (29),       nos testes de fluid reasoning (p
Canada             < 0,001); memoria de trabalho
                   (p < 0,001); memoria episodica
                   (p < 0,001); memoria semantica
                   (p < 0,001) e crystallized ability
                   (p < 0,001) apresentaram maior
                   declinio de FPM.

Taekema et al.     Idosos com menor declinio
(2010) (30),       cognitivo apresentaram
Holanda            melhores valores de FPM
                   ([beta] = 0,25; p < 0,001).

MEEM: Mini Exame do Estado Mental; FPM: forca de preensao manual;
MoCA = Montreal Cognitive Assessment; ADAS-Cog: The Alzheimer's
Disease Assessment Scale-Cognitive Subscale; TMT: Trail Making
Tests; WMS-R LMI: Wechsler Memory Scale-Revised Logical Memory I;
SPMSQ: Short Portable Mental Status Questionnaire; BCSB: Brief
Cognitive Screening Battery; LDST: Letter Digit Substitution Task;
12-PLT: 12-Picture Learning Test.
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Article Details
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Author:Silva, Nathalie; de Menezes, Tarciana Nobre
Publication:Ciencia & Saude Coletiva
Article Type:Ensayo
Date:Nov 1, 2016
Words:6044
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