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The academic formation and the scientific production of physiotherapist researchers from Amazon region/A formacao academica e a producao do conhecimento cientifico do fisioterapeuta pesquisador Amazonida/La formacion academica y la produccion cientifica del profesional de fisioterapia de la Amazonia brasilena.

Introducao

O rapido e continuo desenvolvimento economico da Amazonia ocorrido nas ultimas decadas deve-se, sobretudo, ao aproveitamento de seus recursos naturais. Grandes empreendimentos, a exemplo de mineradoras e hidreletricas, concentram-se na regiao. Embora gerem excedentes economicos e divisas para o Brasil, essas atividades tem um custo para a sociedade local, em especial no que se refere a impactos negativos para a saude publica (BARCELLOS et al., 2010).

As iniciativas dos governos e de empresas privadas no sentido de harmonizar o desenvolvimento economico com o desenvolvimento humano e a conservacao ambiental e de promover verdadeiramente o desenvolvimento sustentavel enfrentam o desafio permanente da carencia de doutores qualificados para gerar o conhecimento e a inovacao necessarios a regiao amazonica (KILLEEN; SOLORZANO, 2008).

O Brasil tem experimentado, nos ultimos anos, crescente aumento em sua producao cientifica, posicionando-se entre os 15 maiores produtores mundiais de ciencia (PALIS, 2010; REZENDE, 2011). Esse crescimento da producao cientifica esta diretamente relacionado com o substancial crescimento no sistema de pos-graduacao do pais nos ultimos dez anos, fruto de grandes investimentos governamentais e da politica de pesquisa e de pos-graduacao implementada. Uma analise do crescimento da pos-graduacao no periodo entre 1999 e 2011 demonstra que a quantidade de cursos de mestrado e de doutorado cresceu 100,8% (CIRANI; CAMPANARIO; SILVA, 2015). Pode-se constatar tambem que o crescimento na regiao amazonica foi maior do que em outras regioes. No entanto, apesar de salto de cerca de 1% ha dez anos para por volta de 5% do total de programas de pos-graduacao (CAPES, 2013), o deficit era muito grande, e ainda nao se conseguiu alcancar todas as areas de que a Amazonia precisa para seu desenvolvimento, caso da area de Fisioterapia.

A Fisioterapia, por muitos anos, limitou-se ao conhecimento oriundo de outras ciencias para justificar sua existencia no ensino superior (FERRETI, 2002). No entanto, a procura e o interesse no que se refere a criar e aplicar o conhecimento cientifico a pratica fisioterapeutica cresceram nos ultimos anos (VIRTUOSO, 2011). Nos 45 anos da profissao no Brasil, percebe-se uma evolucao lenta, contudo crescente, da Fisioterapia no que tange a sustentacao cientifica, ao conhecimento gerado nos institutos de pesquisas, aos programas de mestrado e de doutorado e a difusao de conhecimento em revistas especializadas (CAVALCANTE et al., 2011).

O aumento do volume de publicacoes sobre temas da Fisioterapia esta relacionado ao crescente aumento do numero de pesquisadores doutores com graduacao em Fisioterapia (VIRTUOSO, 2011). Ao longo da ultima decada, a pos-graduacao desempenhou papel importantissimo na melhoria intelectual brasileira, tanto qualitativa quanto quantitativamente. A Fisioterapia brasileira desenvolveu sua producao cientifica formal por meio da pos-graduacao stricto sensu e da divulgacao desse conhecimento por intermedio das revistas especializadas, fornecendo um impacto positivo ao seu desenvolvimento cientifico (COSTA, 2007).

Apesar dos avancos, essa area tem gerado pouca divulgacao cientifica na regiao Norte do Brasil. Nao se trata de uma visao industrial do conhecimento, mas, sim, de real preocupacao com a formacao profissional e com a escassez de produtos cientificos. Um ambiente privilegiado para a producao de conhecimento, pelo enfoque em pesquisa que possui, e a pos-graduacao (SANTOS; AZEVEDO, 2009). Todavia, existem poucos cursos de pos-graduacao stricto sensu voltados a area de Fisioterapia no Brasil (COSTA; NASCIMENTO, 2008). Na area de avaliacao da Educacao Fisica, somam 21 os programas na area basica de Fisioterapia e Terapia Ocupacional no pais, sendo que a Amazonia Legal nao possui nenhum curso de mestrado ou de doutorado da referida area (CAPES, 2015).

Alem disso, a Amazonia e rica em temas de saude peculiares a regiao que necessitam da pesquisa para sua resolucao, contribuindo para a saude da comunidade e para o desenvolvimento regional. A qualificacao stricto sensu otimiza a pesquisa e alavanca o estudo das problematicas locais (RODRIGUES, 2014). Muitos problemas de saude na Amazonia sao doencas em que a Fisioterapia intervem ou pode intervir (SANTOS et al., 2008; SEIXAS; LOURES; MARMORA, 2015; AJIT; AJIT; YARDI, 2015) e dificilmente serao pesquisadas por fisioterapeutas de outras regioes do pais, que nem sequer tem acessos aos pacientes. Dessa forma, a unica possibilidade de a populacao acometida ter acesso a tratamento fisioterapeutico e por meio do desenvolvimento de tecnicas adequadas pelos fisioterapeutas pesquisadores da propria regiao. A producao e a divulgacao do conhecimento resultantes de pesquisas cientificas podem melhorar os indicadores sociais da regiao amazonica, principalmente levando em consideracao as peculiaridades das populacoes ribeirinhas, indigenas, quilombolas e das periferias das grandes cidades, pois a publicacao cientifica ajuda pesquisadores, estudantes, profissionais, gestores de orgaos de fomento e tambem a resolucao de problemas da comunidade.

O objetivo do presente trabalho e o de caracterizar o perfil de formacao do fisioterapeuta pesquisador e fazer uma descricao qualitativa e quantitativa da sua producao cientifica, promovendo uma reflexao acerca da importancia da pesquisa cientifica para consolidar a identidade da Fisioterapia como ciencia para a sociedade amazonica, uma sociedade carente de solucoes para seus problemas. Alem disso, objetiva este estudo apontar subsidios que justifiquem a implementacao de politicas voltadas para o aumento da producao e da difusao do conhecimento e de novas tecnologias.

Metodologia

Realizamos um estudo transversal descritivo-analitico. Para esta investigacao, consultamos os sitios eletronicos das universidades publicas e privadas situadas na Amazonia Legal que oferecem o curso de graduacao em Fisioterapia. Com base nos curriculos Lattes dos fisioterapeutas docentes disponibilizados publicamente, no endereco http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/, foi elaborado um banco de dados com informacoes relacionadas a formacao academica e a pos-graduacao, bem como a producao bibliografica desses profissionais. Tambem foi realizada busca documental nos sites do CNPq e da Capes, principalmente na Plataforma Sucupira e no GeoCapes, que reunem as informacoes relativas a pos-graduacao no Brasil. Tambem serviu como base para este estudo o Plano Nacional de Pesquisa e Pos-Graduacao 2011-2020 (CAPES, 2010).

Os dados foram coletados em uma amostra integral do universo de pesquisa e atualizados ate dezembro de 2014. Como criterios de inclusao, os fisioterapeutas precisaram ser docentes de curso de graduacao em Fisioterapia das universidades sediadas na Amazonia Legal, ter pos-graduacao, dispor de curriculo registrado na Plataforma Lattes do CNPq atualizado nos ultimos tres anos e ter publicado artigo cientifico, livro/capitulo de livro ou ter resumo de trabalho publicado em anais de congresso cientifico no periodo compreendido entre 2009 e 2014.

Os dados analisados referentes a formacao academica dos fisioterapeutas pesquisados foram: titulacao; regiao do Brasil onde se localiza a instituicao de ensino superior de pos-graduacao; area de concentracao da pos-graduacao; tempo decorrido entre o termino da graduacao e o ingresso na pos-graduacao. Os dados coletados que dizem respeito a influencia na formacao de novos pesquisadores sao relativos a participacao do docente em programas de iniciacao cientifica e em pos-graduacao.

Os dados analisados relacionados a producao bibliografica sao referentes a quantidade de artigos publicados em revista cientifica, resumos publicados em anais de congressos e livros e capitulos de livros. Para classificar as publicacoes cientificas, adotamos a padronizacao do sistema Qualis da Capes nas areas de Saude, Humanas e Biologicas, usando os estratos A1-A2, B1 a B5 e C.

As consultas aos curriculos Lattes foram realizadas ate dezembro de 2014. As informacoes coletadas foram inseridas em banco de dados do programa estatistico Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versao 20.0, e foram realizadas analises estatisticas para verificacao da significancia, ao nivel de 0,05, por meio do teste Qui-Quadrado Aderencia.

Resultados e discussao

Qualificacao dos pesquisadores fisioterapeutas

Ao analisarmos os 66 curriculos Lattes que constituiram o objeto de estudo, constatamos que 16 (24,2%) fisioterapeutas pesquisados sao doutores, 37 (56,1%) sao mestres, e 13 (19,7%), especialistas. Os dados apresentados permitem concluir que existe um numero significativamente maior de mestres entre os fisioterapeutas docentes na Amazonia (*p = 0,004) (Grafico 1).

A existencia de maior numero de mestres do que de doutores entre os docentes e uma realidade nao apenas da Fisioterapia, mas da regiao amazonica em geral. O numero de doutores titulados na regiao amazonica em 2014 foi 2,4% do total de doutores titulados do pais (CNPQ/GEOCAPES, 2014). Isso esta em desequilibrio com os indices demograficos da regiao. A Amazonia Legal abrange nove estados da federacao, totalizando uma superficie de aproximadamente 5 milhoes de quilometros quadrados, representando, por sua vez, cerca de 60% do territorio nacional. Essa regiao abriga cerca de 25 milhoes de habitantes, ou seja, 13,7% da populacao brasileira, e responde por algo em torno de 10% da economia nacional, detem as maiores riquezas naturais do planeta (a maior biodiversidade, a maior bacia hidrografica, a maior provincia mineral), mas recebe menos de 5% dos investimentos em ciencia e tecnologia (MCTI, 2013).

Em termos relativos, a regiao amazonica foi a que mais cresceu em numero de doutores titulados, passando de 31 doutores titulados em 1999, 0,6% do total de titulados no pais, para 214 em 2011, 1,75% do total (CIRANI; CAMPANARIO; SILVA et al., 2015), chegando a 2,4% em 2013 (CNPQ/CAPES, 2014). Mas, ainda assim, o numero de doutores titulados em 2013 na Amazonia e o menor do Brasil, em grande contraste com o Sudeste, que registra 64% dos doutores titulados (CNPQ/CAPES, 2014). Segundo o ultimo censo do CNPq, a quantidade de doutores da Amazonia corresponde apenas a 4,89% do total de doutores do pais, e chega a ser quase metade dos doutores da USP, ou seja, de uma unica instituicao do Sudeste brasileiro (CNPQ/CAPES, 2014).

No que diz respeito a titulacao de mestres, a situacao e um pouco melhor, pois a regiao Norte, em 1999, titulava 1,2% dos mestres e passou, em 2014, a titular 3,7% dos mestres do pais (CNPQ/CAPES, 2014). Apesar de constatarmos que varias iniciativas governamentais tem gerado uma crescente descentralizacao da base tecnico-cientifica nacional ao longo da decada de 2000, as assimetrias em relacao a Amazonia sao grandes e estao em desequilibrio com os indices demograficos da regiao. O reduzido numero de doutores na regiao Norte e uma das razoes pelas quais o desenvolvimento academico e cientifico regional encontra muitas dificuldades quando comparado ao de outras regioes brasileiras, corroborando, assim, o baixo indice de desenvolvimento humano (TOURINHO, 2012).

Ao analisarmos a regiao da Federacao onde os pesquisados obtiveram sua pos-graduacao stricto sensu, verificamos que oito fisioterapeutas (50%) realizaram doutorado na regiao Norte, e os demais, na regiao Sudeste; 22 fisioterapeutas (59,5%) fizeram mestrado na regiao Norte, 12 (32,4%) no Sudeste, dois (5,4%) na regiao Nordeste, e um (2,7 %) no Sul (Grafico 2).

[GRAFICO 2 OMITTED]

Ao analisarmos a area de concentracao da pos-graduacao, verificamos que todos os fisioterapeutas docentes cursaram pos-graduacao na grande area da Saude. Apenas oito realizaram mestrado especifico em Fisioterapia. Destes, cinco (62,5%) fizeram mestrado na regiao Sudeste, dois (25 %) na regiao Nordeste, e um (12,5%) na regiao Sul. O unico profissional que realizou doutorado em Fisioterapia o fez na regiao Sudeste (Grafico 3). Todos os que cursaram a pos-graduacao na area da Fisioterapia o fizeram fora da Amazonia Legal.

[GRAFICO 3 OMITTED]

Essa grande quantidade de docentes que cursou mestrado e doutorado fora da regiao esta relacionada a baixa quantidade de posgraduacoes na area da Saude na regiao amazonica. Dados retirados dos relatorios da Capes demonstram que a Amazonia Legal e a regiao brasileira que menos possui programas de pos-graduacao na area da Saude; em contrapartida, os estados da regiao Sudeste sao os que mais oferecem programas desse nivel (CAPES, 2013).

Houve, de fato, crescimento da pos-graduacao stricto sensu no Brasil na ultima decada, praticamente dobrando a oferta de cursos. Pode-se constatar tambem que, em numeros relativos, o crescimento na regiao amazonica foi maior do que em outras regioes. No entanto, como o deficit da regiao era muito grande, o crescimento foi pequeno e nao conseguiu alcancar todas as areas do conhecimento de que a Amazonia precisa para o seu desenvolvimento, incluindo-se a Fisioterapia.

Nos ultimos anos tambem houve o crescimento da pos-graduacao stricto sensu na area de Fisioterapia. Em 2013, os programas de pos-graduacao em Fisioterapia e Ciencias da Reabilitacao no Brasil, de acordo com o VIII Forum Nacional de Pesquisa e Pos-graduacao stricto sensu em Fisioterapia, da Associacao Brasileira de Pesquisa e Pos-Graduacao em Fisioterapia (ABRAPG-FT), matriculavam aproximadamente 270 alunos por ano, com um numero igual de egressos. Desses egressos, 60 (22%) obtiveram o titulo de doutor e entraram no mercado de trabalho docente em universidades, onde irao formar novos fisioterapeutas, mestres ou doutores. Em 2013 o relatorio trienal da area de avaliacao de Educacao Fisica, na qual estao inseridos os cursos da area basica de Fisioterapia, demonstrou que houve um crescimento de 71% no numero de programas de pos-graduacao. Ressalte-se que na area basica de Fisioterapia e Terapia Ocupacional existem 21 programas de pos-graduacao que ofertam 21 mestrados academicos, nove doutorados e nenhum mestrado profissional. Ao distribuirmos esses cursos geograficamente, constatamos que 86,7% estao concentrados em estados das regioes Sul e Sudeste. O Nordeste e o Centro-Oeste possuem 10% e 3,3% respectivamente, e a regiao Norte nao tem nenhum programa na referida area (CAPES, 2015).

A quantidade de egressos dos cursos de Fisioterapia tem aumentado a cada ano na regiao amazonica com a criacao de novos cursos de graduacao pelas instituicoes publicas e particulares. So no Estado do Para, sao ofertadas anualmente mais de 350 vagas por essas instituicoes, com uma ocorrencia crescente que supera 80 candidatos por vaga ofertada (UFPA, 2008). Portanto, a regiao amazonica tem um numero crescente de egressos dos cursos de graduacao em Fisioterapia na condicao de potenciais candidatos a qualificacao em nivel de pos-graduacao.

Ao analisarmos o intervalo de tempo entre o termino da graduacao e o inicio da pos-graduacao stricto sensu, identificamos que 12 (18,2%) fisioterapeutas ingressaram em programa de pos-graduacao ate um ano apos o termino da graduacao; 28 (42,4%) esperaram um intervalo entre um e cinco anos; dez (15,2%) apresentaram intervalo entre seis e dez anos; oito (12,1%) entraram em um programa de pos-graduacao entre 11 e 15 anos apos o termino da graduacao; seis (9,1%) ingressaram entre 16 e 20 anos depois de graduados, e dois (3%) so o fizeram com mais de 20 anos de formacao (Grafico 4).

Nossos resultados corroboram as pesquisas realizadas entre 1982 e 2005 com egressos do curso de Fisioterapia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 2012, que apresentam como intervalo maximo de 1,9 a 4 anos entre o termino da graduacao e o inicio da pos-graduacao (CAMARA; SANTOS, 2012).

O tempo medio decorrido entre o termino da graduacao e a obtencao do titulo de doutor pelos fisioterapeutas docentes amazonidas foi de 12 anos. Em pesquisa realizada com fisioterapeutas bolsistas de produtividade do CNPq no ano de 2010, o tempo medio entre a graduacao e a obtencao do titulo de doutor foi de 10,1 anos (CNPQ, 2014; STURMER et al., 2013).

Producao bibliografica dos pesquisadores fisioterapeutas

Ao analisarmos a producao bibliografica, verificamos que os doutores possuem producao bibliografica 90,6% maior do que a dos mestres e 361% maior do que a dos especialistas. Tambem podemos observar que a producao dos mestres e 141% maior do que a dos especialistas (Tabela 1).

A diferenca entre as producoes bibliograficas dos doutores, dos mestres e dos especialistas pode ser explicada pelo fato de o doutor ter maior tempo de trajetoria na formacao stricto sensu, somando mestrado e doutorado e, portanto, detendo maior acumulo de pesquisas e mais possibilidades de publicacao dos resultados. Pesquisa realizada em 2008 com pesquisadores fisioterapeutas do CNPq mostrou que eles apresentam media de producao de 9,5 artigos completos, o que indica uma correlacao entre aumento da capacitacao profissional e producao cientifica (COURY; VILELLA, 2009). No entanto, podemos destacar que os fisioterapeutas mestres estao produzindo e que, provavelmente, ao realizarem doutorado, alcancarao maior producao cientifica, reforcando a importancia da formacao stricto sensu em nivel de doutorado.

Em pesquisa realizada por Coury e Vilella (2009), foi constatado que a producao media nacional em um universo de 386 pesquisadores fisioterapeutas, no periodo de 2004 a 2008, foi de 2,78 artigos por pesquisador por ano. Os pesquisadores fisioterapeutas amazonidas produziram a media de 1,2 artigos por ano no periodo de 2009 a 2014. Comparando-se esses dados, embora em periodos de tempo e amostras diferentes, percebe-se uma desvantagem dos pesquisadores amazonidas, que produzem menor numero de artigos quando comparados com os pesquisadores fisioterapeutas nacionais.

Verificamos que os artigos foram publicados em 82 revistas diferentes e que todas abrangiam a area da Saude. Dessas, 47 envolvem a area da Educacao Fisica, que inclui a Fisioterapia, e 35 abrangiam outras areas do conhecimento. Quanto ao estrato das publicacoes segundo o criterio Qualis da Capes, nas areas da Saude, Humanas e Biologicas, em 2014, 9,1% das publicacoes foram em revistas Qualis A, 69,3% foram em revistas Qualis B, 12,2% em revistas Qualis C e 9,4% em revistas sem estrato ou com estrato suspenso (Grafico 5). Verificamos que existe maior incidencia (*p < 0,00001*) em publicacao de revistas Qualis B (Grafico 6).

As revistas Qualis A sao mais conceituadas, e e mais dificil publicar nelas, alem disso, as revistas na area de Fisioterapia no Brasil tambem se concentram no estrato Qualis B (resultados nao apresentados), o que justifica a producao cientifica estar concentrada em revistas Qualis B. Em pesquisa realizada com fisioterapeutas que possuiam bolsa de produtividade do CNPq no periodo entre 2006 e 2008, constatou-se que, embora esses pesquisadores tivessem producao qualificada, a maior parte de sua producao cientifica encontrava-se tambem nos estratos entre B1 e B5, sendo a maior parte dessa producao em periodicos nacionais (FREIRE et al., 2013). A Capes, em documento da Area 21, manifesta essa preocupacao, trazendo como desafio a qualificacao dos periodicos nacionais especificos das areas que compoem a Area 21, como a adocao de politica de apoio financeiro a qualificacao dos periodicos especificos da area (CAPES, 2013).

A producao tambem ocorre por meio da publicacao de livros. Nesse quesito, 46 livros ou capitulos de livros foram produzidos por 24% dos fisioterapeutas pesquisados. Coury e Vilella (2009) analisaram uma amostra de 573 docentes fisioterapeutas com doutorado, em sua maioria formados na regiao Sudeste, e constataram que 12,4% dos pesquisadores haviam publicado ao menos um livro e que 40% dos fisioterapeutas publicaram ao menos um capitulo de livro. A diferenca entre as pesquisas reside no fato de termos incluido os capitulos de livros, enquanto os referidos autores consideraram apenas os livros.

Participacao dos pesquisadores fisioterapeutas em orientacoes cientificas

A participacao dos fisioterapeutas na formacao de futuros pesquisadores por intermedio de programas de iniciacao cientifica tambem foi avaliada. A analise desses parametros identificou que 69,7% nao orientaram aluno em programa de iniciacao cientifica e apenas 30,3% dos fisioterapeutas orientaram alunos de IC no periodo estudado. Existe incidencia significativa de pesquisados que nao participam de projetos de IC (*p = 0,0021*) (Tabela 2). Esses resultados podem ser decorrentes da pouca evolucao dos programas de iniciacao cientifica nas IES da regiao amazonica. Praticamente todas as IES da Amazonia possuem programas de IC, mas esses programas sao heterogeneos, e praticamente so as universidades federais tem programas de IC de grande porte. Com programas de IC pifios, com poucos doutores e com pouco financiamento de bolsas, poucos alunos e professores tem chance de se inserir nesses programas.

Os resultados demonstram estreita relacao entre a participacao em programas de iniciacao cientifica e a producao tecnica e cientifica, uma vez que a maioria dos artigos e resumos publicados em anais de congressos e dos fisioterapeutas docentes que orientam a iniciacao cientifica. Tal constatacao reforca o fato de que a preparacao cientifica deve ser incentivada para que os discentes, na epoca da graduacao, se sintam chamados a ingressar no mundo da ciencia e possam produzir juntamente com seus orientadores.

A iniciacao cientifica e o primeiro passo na carreira de um cientista, professor ou pesquisador (CNPQ, 2015), aproximando e fortalecendo as relacoes de ensino e pesquisa com a construcao do conhecimento (MASSI; QUEIROZ, 2010). Alem disso, os programas de IC possibilitam ao aluno de graduacao a insercao precoce na pesquisa e a deteccao daqueles que tem vocacao para a pesquisa. Os orientadores de programas de IC obrigatoriamente desenvolvem projetos de pesquisa e, assim, podem obter resultados para publicacao. A continuidade dessa orientacao de projetos de IC, com apoio de sua instituicao, depende da publicacao dos resultados desses projetos, pois os docentes passam por uma selecao criteriosa em que o principal parametro de avaliacao e a producao cientifica. Assim, pode-se explicar essa estreita relacao entre a maior producao cientifica e a participacao dos fisioterapeutas docentes em programas de IC. Outro aspecto importante dos programas de IC e o de que eles possibilitam o ingresso mais cedo na pos-graduacao (FAVA DE MORAES; FAVA, 2000).

Quando analisamos a participacao dos fisioterapeutas docentes da Amazonia na formacao de novos pesquisadores em programas de pos-graduacao stricto sensu, observamos que apenas oito dissertacoes de mestrado e nenhuma de doutorado foram orientadas e co-orientadas. Ha apenas um pesquisador doutor docente efetivo de programa de pos-graduacao. A realidade da Fisioterapia reflete a realidade da Amazonia em geral. Os nove estados que compoem a Amazonia Legal possuem apenas 6% do total de docentes brasileiros dedicados a pos-graduacao, ao passo que apenas tres estados brasileiros--Sao Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais--reuniram mais de 50% desse quantitativo (CAPES, 2013).

Uma pesquisa realizada com 55 fisioterapeutas bolsistas de produtividade pelo CNPq em 2010 constatou que esse grupo orientou um total de 120 teses e 659 dissertacoes durante sua carreira academica (STURMER et al., 2013). Embora os numeros dessa pesquisa se refiram a carreira inteira dos pesquisadores e nao aos ultimos cinco anos, como a nossa, e de se tratar de bolsistas de produtividade do CNPq, podemos destacar o fato de nenhuma tese ter sido orientada por fisioterapeuta docente da regiao amazonica. A presenca de pesquisadores com bolsas de produtividade do CNPq e um bom indicador da qualidade do pesquisador e da sua capacidade de captacao de recursos. As regioes Sul e Sudeste respondem por 82% do total dos pesquisadores com bolsa de produtividade do Brasil, sendo apenas 2% o total de pesquisadores de produtividade na regiao amazonica. Na Fisioterapia os resultados encontrados nao foram diferentes. Dos fisioterapeutas com bolsa de produtividade, 83,8% estao no Sudeste, contudo 79,1% encontram-se no menor nivel dessas bolsas de produtividade (FREIRE et al., 2013). Tambem e importante destacar que nao ha bolsistas de produtividade na regiao amazonica na area da Fisioterapia (CNPQ/CAPES, 2014).

Estrategias para diminuir as assimetrias regionais

As assimetrias regionais e estaduais na distribuicao dos programas de pos-graduacao foram constatadas em avaliacoes periodicas realizadas pela Capes, e o governo brasileiro, por intermedio da Capes, do CNPq e da Finep, executou, nas duas ultimas decadas, varias politicas com vistas a expansao dos programas de pos-graduacao na Amazonia e a reducao dessas assimetrias. Essas acoes incluiram tanto politicas de formacao de novos doutores--como, por exemplo, por meio dos doutorados interinstitucionais--, quanto investimentos em pesquisa, com a destinacao de um percentual especifico dos editais de fomento para as regioes Norte, Nordeste e Centro-Oeste (CAPES, 2014). Contudo, essas acoes nao tem sido suficientes para diminuir as assimetrias criadas em um longo periodo do passado.

A Academia de Ciencias e o Forum de Pro-Reitores de Pesquisa e Pos-Graduacao da Amazonia sugerem a captacao de mais doutores de outras regioes como importante estrategia para a expansao da pos-graduacao na Amazonia (SCHEUENSTUHL; CARICATTI, 2008). O Programa de Atracao e Fixacao de Doutores na Amazonia proposto pelo Forum Norte de Pro-Reitores de Pesquisa e Pos-Graduacao preve acoes de apoio aos pesquisadores ja contratados e aos que vierem a ser contratados pelas instituicoes de ensino e pesquisa da Amazonia, tornando mais atrativa a atuacao em pesquisa cientifica e tecnologica na regiao. A proposta preve a triplicacao do numero de doutores na Amazonia ate 2020. Esse fluxo migratorio ocorre, mas nao na quantidade necessaria (AVELLAR, 2014). A regiao Norte se torna pouco atrativa para esse tipo de migracao, dados os modestos investimentos nessa area. Esse fato se reflete diretamente na formacao de futuros cientistas e candidatos a pos-graduacao que irao atuar nos problemas locais, para renovar o conhecimento, consolidar a pesquisa e, assim, formar uma rede de maior expressao no ambito economico, politico e cultural da Amazonia e do Brasil (RODRIGUES, 2014).

Na area especifica da Fisioterapia, uma das estrategias sugeridas para diminuir as assimetrias, que consta no proprio documento da Area 21, e a expansao de cursos stricto sensu tambem para a Amazonia.

A criacao de cursos na regiao Norte ainda permanece como uma necessidade e um desafio para o crescimento da area. O elevado numero de matriculas em cursos de graduacao indica que, mesmo em locais com alta concentracao de cursos, a oferta de vagas ainda e deficitaria quando comparadas as demais areas que compoem a grande area da saude. Logo, mesmo nas regioes com elevada concentracao de cursos, a demanda ainda e elevada e novos cursos sao desejaveis (CAPES, 2013).

Algumas politicas implementadas recentemente relativas a qualificacao em Fisioterapia na Amazonia podem, a medio prazo, mudar esse cenario, como a implementacao de um doutorado interinstitucional na area de Ciencias de Reabilitacao com uma instituicao do Sudeste que tem excelencia (CAPES, 2014). Essas acoes de solidariedade sao importantes, pois permitem que programas de pos-graduacao ja consolidados em outras regioes colaborem na qualificacao docente em regioes mais carentes de pesquisa como a nossa, desenvolvendo os temas de pesquisa em areas relacionadas a realidade local. Tambem possibilitam mais parcerias futuras entre as instituicoes envolvidas, uma vez que os professores do programa ofertante ministram as disciplinas do doutorado na instituicao receptora, o que lhes permite conhecer a realidade das universidades da Amazonia e dar continuidade a outros projetos em colaboracao no futuro. Da mesma forma, os alunos desenvolvem parte de seus projetos nos laboratorios das IES de origem de seus orientadores e, portanto, tendo contato com os melhores centros de pesquisa do pais.

Os dados deste trabalho, assim como outras pesquisas relacionadas ao avanco cientifico na regiao amazonica, apontam para a necessidade de mais doutores na regiao em areas especificas como a da Fisioterapia, pois recursos humanos qualificados sao de fundamental importancia para aumentar as vantagens competitivas de base tecnologica locais e absorver, transformar e produzir novos conhecimentos, que atendam a enorme demanda social e de inovacao na regiao e que aproveitem toda a capacidade de seus fartos recursos naturais. Por sua vez, o aumento do numero de doutores depende de atracao e de sua fixacao na regiao, bem como da ampliacao do numero de pos-graduacoes, em nivel tanto de mestrado quanto de doutorado, nas diversas areas de conhecimento, e, no caso do estudo, na area de Fisioterapia.

Para avancar nesse cenario, e fundamental estimular a implementacao de programas de pos-graduacao especificos na area da Fisioterapia e programas como o Dinter (doutorado interinstitucional), editais de pesquisas e aumento de cotas de bolsas, melhoria da infraestrutura de pesquisa, programas para atrair doutores da area de Fisioterapia, incentivo a publicacao e intercambios nacionais e internacionais, a fim de potencializar a formacao e a producao de conhecimento na Amazonia.

Consideracoes finais

Os resultados referentes a titulacao mostram que a maioria dos fisioterapeutas pesquisadores da regiao amazonica e formada por mestres que nao realizaram pos-graduacao na area de Fisioterapia. Todos os fisioterapeutas com pos-graduacao stricto sensu na area da Fisioterapia a realizaram fora da regiao amazonica. Observou-se que o docente fisioterapeuta amazonida levou mais tempo para finalizar sua formacao stricto sensu. Com relacao a atividade docente voltada para a formacao de novos pesquisadores, constatou-se que apenas um fisioterapeuta e efetivo em programa de pos-graduacao stricto sensu, e a minoria orienta alunos de iniciacao cientifica. Quanto a producao bibliografica, esta e maior entre os doutores e entre os que orientam iniciacao cientifica. A producao cientifica esta concentrada em revistas Qualis B.

Em razao da baixa participacao dos pesquisadores fisioterapeutas em programas de IC, faz-se necessaria a atuacao das IES em conjunto com as fundacoes estaduais de amparo a pesquisa da regiao como estrategia para o fortalecimento dos programas regionais de IC. A participacao em programas de IC pode qualificar alunos para ingressar em programas de pos-graduacao na area.

Outra estrategia importante e a elaboracao de projetos de programas de pos-graduacao na area Fisioterapia na Amazonia, em rede ou em associacao. Essa estrategia e fortemente incentivada pelo atual Plano Nacional de Pesquisa e Pos-Graduacao (2011--2020) para diminuir as assimetrias. Nossos dados indicam que, isoladamente, as instituicoes ainda nao tem a capacidade de aprovar um programa de pos-graduacao na area de Fisioterapia, pois o numero de doutores e baixo e a producao cientifica ainda e incipiente em cada instituicao pesquisada. Mas e factivel associar os doutores mais produtivos nessa area em uma unica proposta, que pode ter como eixo comum as ciencias da motricidade. Dessa forma poderemos incluir na proposta outros pesquisadores da grande Area 21, como educadores fisicos e terapeutas ocupacionais, o que aumentara substancialmente nosso quantitativo de doutores que podem participar como docentes nesse programa. Estimular mais acoes de solidariedade, como o Dinter, para a formacao de novos doutores na Amazonia tambem e uma estrategia de fundamental importancia. E o proprio relatorio da Area 21 aponta a possibilidade de tutorias por parte de programas consolidados, o que pode contribuir para alavancar o desenvolvimento da pos-graduacao na regiao.

Essas acoes conjuntas podem mudar a realidade da regiao amazonica na area de Fisioterapia, uma vez que geram um efeito em cascata positivo, com maior formacao de mestres e doutores na area, aumento da capacidade de captacao de recursos pelos orgaos de fomento e producao de ciencia e tecnologia na regiao para responder as demandas sociais e de inovacao para a utilizacao sustentavel dos imensos recursos da Amazonia.

Agradecimentos

Ao Dr. Renato da Costa Teixeira pelas sugestoes e criticas na confeccao final do artigo e a Mariseth Carvalho de Andrade pelo tratamento estatistico dos dados.

Recebido em 28/12/2015

Aprovado em 12/04/2016

Referencias

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Gianne de La-Rocque Barros Warken, mestre pelo programa de mestrado profissional Ensino em Saude na Amazonia, da Universidade do Estado do Para (Uepa), e fisioterapeuta da Fundacao Publica Estadual, Belem, PA, Brasil. E-mail: giannedelarocque@hotmail.com.

Jofre Jacob da Silva Freitas, doutor em Biologia Celular e Tecidual pela Universidade de Sao Paulo (USP), professor titular de Histologia e docente do programa de mestrado profissional Ensino em Saude na Amazonia e do programa de mestrado profissional Cirurgia e Pesquisa Experimental, da Universidade do Estado do Para (Uepa), Belem, PA, Brasil. E-mail: freitasjjs@gmail.com.

Robson Jose de Souza Domingues, doutor em Ciencias Biologicas pela Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho", professor titular de Morfologia e docente do programa de mestrado profissional Ensino em Saude na Amazonia e do programa de mestrado profissional Cirurgia e Pesquisa Experimental, da Universidade do Estado do Para (Uepa), Belem, PA, Brasil. E-mail: domingues100@yahoo.com.br.

Katia Simone Kietzer, doutora em Neurociencias e Biologia Celular pela Universidade Federal do Para (UFPA), professora de Morfologia e docente do programa de mestrado profissional Ensino em Saude na Amazonia e do programa de mestrado profissional Cirurgia e Pesquisa Experimental, da Universidade do Estado do Para (Uepa), Belem, PA. Brasil. E-mail: kkietzer@yahoo.com.
Tabela 1. Producao bibliografica dos fisioterapeutas conforme a
titulacao (2009-2014)

Titulacao             Doutor (n = 16)        Mestre (n = 37)
Tipo de producao      No. absoluto   Media   No. absoluto   Media

Artigos cientificos        97        6,06        136        3,68
Livros/capitulos           20        1,25         24        0,65
Resumos anais             112        7,00        117        3,16
de congressos
Producao                  229        14,31       277        7,49
bibliografica total

Titulacao             Especialista (n = 13)
Tipo de producao      No. absoluto   Media

Artigos cientificos        21        1,62
Livros/capitulos           2         0,15
Resumos anais              17        1,31
de congressos
Producao                   40        3,08
bibliografica total

Fonte: elaboracao dos autores com base na Plataforma Lattes,
2014.

Tabela 2. Participacao dos fisioterapeutas em programas de
iniciacao cientifica e publicacao de artigos e resumos
(2009-2014)

Inicia-   No. absoluto de    %     No. absoluto de     %
cao         pesquisados                artigos
Com IC          20          30,3         144          63,2
Sem IC          46          69,7         84           36,8
Total           66          100          228          100

Inicia-   No. absoluto    %
cao        de resumos
Com IC        142        57,7
Sem IC        104        42,3
Total         246        100

Fonte: elaboracao dos autores com base na Plataforma Lattes,
2014.

Grafico 1. Distribuicao dos fisioterapeutas segundo sua titulacao
Maxima

Especialista   19,7%
Mestre         56,1%
Doutor         24,2%

Fonte: elaboracao dos autores com base na Plataforma Lattes, 2014.
Nota: * p < 0,004 *

Note: Table made from pie chart.

Grafico 4. Distribuicao dos fisioterapeutas segundo o tempo (em anos)
transcorrido entre o termino da graduacao e o inicio da pos-graduacao
stricto sensu

<1        18,2%
1 a 5     42,4%
6 a 10    15,2%
11 a 15   12,1%
16 a 20   9,1%
>20       3%

Fonte: elaboracao dos autores com base na Plataforma Lattes, 2014.

Note: Table made from bar graph.

Grafico 5. Distribuicao das producoes cientificas relacionadas a area
da saude publicadas pelos fisioterapeutas segundo o estrato Qualis

Criterios de classificacao Qualis

A1       3,1%
A2       5,9%
B1       7,1%
B2       15%
B3       11,4%
B4       22,1%
B5       13,8%
C        12,2%
Sem      9,4%
qualis

Fonte: elaboracao dos autores com base na Plataforma Lattes, 2014.

Note: Table made from bar graph.

Grafico 6. Distribuicao dos fisioterapeutas com percentual de
publicacoes segundo o estrato Qualis

A           12,2%
B *         69,3%
C           9,1%
Sem Qualis  9,4%

Fonte: elaboracao dos autores com base na Plataforma Lattes, 2014.
Nota: * p < 0,00001 *

Note: Table made from pie chart.
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Author:de La-Rocque Barros Warken, Gianne; Freitas, Jofre Jacob da Silva; de Souza Domingues, Robson Jose;
Publication:Revista Brasileira de Pos-Graduacao
Date:Dec 1, 2015
Words:6671
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