Printer Friendly

The Portuguese experience in accessing electronic academic and scientific content: the case of the On-Line Library of Knowledge (b-on)/A experiencia portuguesa no acesso a conteudos academicos e cientificos eletronicos: o caso da Biblioteca do Conhecimento Online (b-on)/La experiencia portuguesa en el acceso a contenidos academicos y cientificos electronicos: el caso de la Biblioteca del Conocimiento Online (b-on).

Introducao

Vivemos em um contexto de mudanca da sociedade industrial para a sociedade da informacao e do conhecimento, baseada no desenvolvimento tecnologico. As tecnologias da informacao, em particular, os computadores, a internet e os recursos eletronicos fazem parte do nosso quotidiano.

Essas mudancas trouxeram alteracoes significativas ao contexto das instituicoes de ensino superior portuguesas, em geral, e das bibliotecas academicas, em particular. As instituicoes de ensino superior desempenham um papel fundamental no desenvolvimento da Sociedade do Conhecimento em tres niveis: investigacao, educacao e formacao; dentro dessas, as bibliotecas detem papel de destaque como fonte de informacao e de acesso a informacao e ao conhecimento. As bibliotecas academicas, ao apoiarem as atividades de ensino, pesquisa e extensao das instituicoes de ensino superior, detem um papel preponderante no acesso e na producao do conhecimento.

Com a introducao e o desenvolvimento das Tecnologias da Informacao e Comunicacao (TIC), as bibliotecas academicas tiveram necessidade de se renovar e passaram a disponibilizar novos servicos online e acesso a um sem numero de recursos em formato eletronico.

Segundo Tenopir (2003, p. 616) "existe hoje em dia uma muito maior diversidade de fontes e meios de informacao, pelo que frequentemente os alunos realizam as suas pesquisas, sem se deslocarem as bibliotecas".

A comunidade academica enfrenta atualmente importantes e novos desafios no acesso ao conhecimento. A atual geracao de estudantes e uma geracao que cresceu com a web e com as novas tecnologias, pelo que e natural que prefira os recursos em formato eletronico.

Para Speier et al. (1999), sao varias as razoes que contribuiram para que os recursos eletronicos captassem a atencao nao so dos utilizadores, mas tambem dos autores, editores e bibliotecarios. Do ponto de vista dos utilizadores, a ubiquidade da internet facilitou e contribuiu para um mais facil e rapido acesso a artigos cientificos em todo o mundo, permitindo aos leitores acessa-los e imprimi-los sempre que quisessem. Similarmente, os autores podem agora publicar os seus trabalhos mais rapidamente e dissemina-los mais facilmente, chegando e atingindo um maior numero de pessoas. Os editores podem publicar um fasciculo de um periodico em formato eletronico com maior frequencia, permitindo aos leitores aceder a informacao mais rapidamente. Por fim, os bibliotecarios deixam de se preocupar com o custo e a viabilidade do armazenamento e deposito dos periodicos em formato papel.

Consorcios de bibliotecas

A cooperacao entre bibliotecas e atualmente uma pratica comum que, segundo Taylor (2004, p. 52), tera tido o seu inicio no seculo XIII, com a criacao do Registrum Libmrum ArgUae, "que e uma lista conjunta dos acervos existentes nas bibliotecas dos mosteiros ingleses, na qual, e de uma forma bastante moderna, foi atribuido a cada biblioteca um numero proprio para efeitos de codificacao". Essa lista visava, entao, facilitar a localizacao de documentos e surgiu da colaboracao entre varias bibliotecas monasticas.

Em 1876, a American Library Association criou o Committee on Cooperation in indexing and Cataloguing(ALEXANDER, 1999), passando a indexacao e a catalogacao a ser partilhadas, dando posterior origem ao emprestimo interbibliotecario.

Em 1933, a Universidade da Carolina do Norte e a Universidade Duke criaram o Triangle Research Libraries Network, considerado um dos primeiros consorcios de bibliotecas academicas (BOSTICK, 2001).

No entanto, a expansao mundial dos consorcios que hoje conhecemos acentuou-se sobretudo a partir das decadas de 60 e 70 do seculo XX, nas quais ocorreu um grande desenvolvimento de consorcios nos Estados Unidos, tendo sido tambem nesse periodo que o termo consorcio se estabeleceu na literatura profissional.

A partir de 1980, com a expansao das novas tecnologias da informacao e das publicacoes eletronicas, os consorcios ja estabelecidos passaram tambem a oferecer acesso aos recursos eletronicos. No dizer de Termens i Graells (2007, p. 70):
   com o advento da informacao electronica as praticas de cooperacao
   foram reforcadas. As bibliotecas passaram a associar-se em
   consorcios de modo a obterem novos e melhores contratos, aceder a
   um maior numero de recursos, solicitar financiamento extra na
   transicao do impresso para o electronico e usufruirem de suporte
   tecnico mutuo. O fenomeno foi especialmente desenvolvido nas
   bibliotecas academicas, uma vez que foi nestas que a aquisicao e
   disponibilizacao de documentos electronicos mais cedo se
   verificaram. O processo de parceria culminou com o aparecimento de
   um consorcio de consorcios: o International Coalition of Library
   Consortia (ICOLC).


Assim, e com o surgimento, a difusao e a comercializacao dos recursos eletronicos, a tendencia para a cooperacao entre bibliotecas foi reforcada. As bibliotecas comecaram a associar-se em consorcios de modo a conseguir melhores condicoes nas negociacoes dos contratos; acesso a um maior numero de titulos, permitindo que instituicoes menores pudessem beneficiar-se do acesso a conteudos (quer da qualidade quer da quantidade), que de outra forma dificilmente conseguiriam; financiamento para a transicao do eletronico; e apoio mutuo para suporte tecnico.

Como Potter (1997, p. 429) refere:
   a principal razao e, possivelmente, a mais viavel para o sucesso
   destes novos consorcios tem sido a sua capacidade de obter precos
   mais favoraveis na negociacao e subscricao de conteudos do que as
   bibliotecas a titulo individual. Alem disso, e uma vez que
   administram grandes quantias de dinheiro, tem atraido a atencao dos
   editores que atraves de uma negociacao centralizada conseguem
   vender mais conteudos mesmo lidando com menos clientes. E ainda
   possivel identificar outras razoes mais idealistas para o sucesso
   dos consorcios, como a sua capacidade para fornecer mais e melhores
   conteudos as bibliotecas de instituicoes mais pequenas e que de
   outra forma nao lhes conseguiriam aceder, a disponibilizacao de
   melhores servicos e a possibilidade de no futuro poderem ajudar a
   conter o aumento dos custos.


Os beneficios nao sao novos, mas e novo o objetivo da cooperacao.

Conforme Krzyzanowski e Taruhn (1998, p. 194), os consorcios de publicacoes eletronicas representam a uniao de esforcos entre as bibliotecas no sentido de realizar
   a seleccao, aquisicao, manutencao e preservacao da informacao
   electronica, apresenta-se como uma das formas encontradas pelas
   instituicoes e profissionais envolvidos com o objectivo de diminuir
   ou dividir os custos orcamentarios, ampliar o universo de
   informacoes disponiveis aos usuarios e o sucesso dessas
   actividades.


E, sobretudo, na decada de 1990 que surgem consorcios de bibliotecas academicas na Europa e ja com o enfoque de biblioteca eletronica; contudo, e no dizer de Kyrillidou (1999, pp. 73-74),:
   os consorcios europeus encontram-se num contexto linguistico e
   cultural mais diverso e disperso. O controlo central por parte do
   Governo e, pois, uma forma de garantir unidade e tracar objectivos
   comuns. A tendencia para a coesao com base no controlo centralizado
   e assegurada atraves do financiamento do Estado, fazendo com que
   estes consorcios sejam menos vulneraveis a assumir riscos. No
   entanto, e ao mesmo tempo, estao mais limitados devido a burocracia
   das agencias estatais.


Em Portugal, o surgimento do consorcio b-on em 2004 e recente, quando comparado com outros paises. No entanto, os resultados sao muito animadores, uma vez que

[] a b-on e hoje um inegavel caso de sucesso. Indica-o, claramente, o interesse que despertou na comunidade cientifica e academica nacional expresso, desde logo, no numero de instituicoes que decidiram proporcionar aos seus utilizadores o acesso ao acervo de publicacoes nela disponibilizadas. Indica-o, tambem, a natureza dessas instituicoes e o publico que representam. Indica-o, finalmente, o volume da utilizacao dos recursos bibliograficos existentes na b-on que, de forma consistente, as estatisticas de utilizacao demonstram aumentar para niveis muito proximos ou, nalguns casos, ja para alem dos apresentados por paises em que o acesso a este tipo de instrumentos e bem menos recente (COSTA, 2007, p. 6).

A Cooperacao Bibliotecaria em Portugal

Em Portugal, o processo de adesao as novas tecnologias foi mais lento que em outros paises da Europa. So em 1986 e que teve inicio a automatizacao da Biblioteca Nacional, tendo sido essa, entao, designada coordenadora da Base Nacional de Dados Bibliograficos (Porbase).

A Porbase veio alterar de forma radical a cooperacao entre as bibliotecas nacionais, pois reuniu bibliotecas universitarias, da administracao publica, municipais, especializadas. As bibliotecas cooperantes beneficiaram-se do acesso a equipamentos, que lhes permitiu nao so automatizar rotinas, mas tambem otimizar e melhorar os servicos ate entao prestados.

No entanto, e apesar das iniciativas verificadas na decada de 90 do seculo XX, com vista a adocao da Sociedade do Conhecimento, as bibliotecas academicas nacionais nao conseguiram acompanhar a evolucao das suas congeneres europeias, tendo as tecnologias da informacao sido adotadas mais tardiamente.

Segundo Tome (2003, pp. 18-19),
   em todo o mundo, as bibliotecas de ensino superior tem estado na
   vanguarda da implementacao, utilizacao e difusao das TIC nos
   processos de gestao, armazenamento e recuperacao da informacao. Em
   Portugal, as bibliotecas universitarias, enquanto instituicoes nao
   lucrativas, privadas da necessidade de luta pela sobrevivencia e
   pela optimizacao ou rentabilizacao dos recursos, ao serem
   comparadas com outros organismos, revelam uma integracao lenta das
   tecnologias.


So no fim dos anos 90 e que se verifica a integracao da internet e de recursos eletronicos a essas unidades dos estabelecimentos do ensino superior publico portugues.

Multiplicam-se as coleccoes e subscricoes de bases de dados em CD-ROM e acessiveis remotamente por meio da internet. Sao criadas paginas online de acesso aos seus conteudos, permitindo o acesso local ou remoto.

A introducao das novas tecnologias e a expansao da internet nas bibliotecas academicas conduziu a necessidade de desenvolvimento de novas competencias, quer por parte dos bibliotecarios, quer por parte dos utilizadores. As novas tecnologias e a adocao de recursos online tornaram necessario ao utilizador dominar novas linguagens e estrategias de pesquisa, localizacao e acesso a informacao.

Mas o surgimento dessas tecnologias e a vulgarizacao da internet contribuiu igualmente para que comecassem a surgir os consorcios e as redes de bibliotecas academicas. Os profissionais dessas bibliotecas perceberam a necessidade de trabalhar em cooperacao, de uma forma estruturada, por meio da criacao de uma infraestrutura nacional que permitisse a cooperacao e a partilha de recursos.

Em 1992, nas 8as Jornadas das Bibliotecas Universitarias, realizadas em Lisboa, foi apresentado um documento elaborado pelo Grupo de Trabalho das Bibliotecas Universitarias da Associacao Portuguesa de Bibliotecarios, Arquivistas e Documentalista (BAD), denominado "Bibliotecas Universitarias: alicerces para uma estrutura de cooperacao".

Esse documento foi posteriormente enviado ao Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e fazia sentir a necessidade de uma maior intervencao das bibliotecas universitarias no seio da comunidade que servem; tambem trazia propostas concretas para solucionar os problemas.

Em fevereiro de 1996, foi redigido um outro documento intitulado "Fundamentos para uma Rede de Bibliotecas Universitarias", que alertava para a necessidade da constituicao de uma rede para as bibliotecas academicas (LEMOS e MACEDO, 2003).

Em 1999, e no ambito do Programa Operacional Ciencia, Tecnologia, Inovacao do Quadro Comunitario de Apoio III (2000-2006), e prevista a constituicao de uma Biblioteca Nacional de C&T em Rede. Nesse contexto, em 2000, o entao Observatorio para a Ciencia e Tecnologia (OCT) procedeu a um levantamento exaustivo das assinaturas de revistas cientificas por todas as instituicoes de investigacao e ensino superior do pais, com o objetivo de identificar as editoras prioritarias e preparar as negociacoes com essas editoras para assegurar o acesso livre ao texto integral de artigos cientificos por investigadores, professores e estudantes de todas as instituicoes cientificas e de ensino superior portuguesas.

Naquele momento, foi decidido iniciar imediatamente a disponibilizacao da Web of Knowledge (WoK), do institute of Scientific information/Thomson, dada a importancia desse instrumento de referencias bibliograficas e citacoes a literatura cientifica para as atividades cientificas correntes. A disponibilizacao em 2001 do acesso a Web of Knowledge, por meio da Rede Ciencia, Tecnologia e Sociedade (RCTS) e com apoio financeiro do Programa Operacional Sociedade da Informacao (POSI), permitiu a comunidade academica e cientifica de todo o pais aceder as bases de dados do Science Citation index, do Arts and Humanities Citation index, dos Current Contents e Contents Connect, dos Journal Citation Reports, dos iSi Proceedings, dos iSi Chemistry, incluindo os respectivos registros historicos desde 1945.

Ainda em 2001, foram iniciadas negociacoes com editoras internacionais de periodicos cientificos com o objetivo de preparar a assinatura de contratos que permitissem o acesso, nacionalmente e por meio da internet, a conteudos de algumas das principais editoras de periodicos cientificos internacionais, de modo a oferecer um conjunto alargado de artigos online, em texto integral, em condicoes financeiras adequadas, nomeadamente tendo em conta os custos de todas as assinaturas que vinham sendo asseguradas pelas instituicoes cientificas e de ensino superior do pais (COSTA, 2008).

A Agencia para a Sociedade do Conhecimento (UMIC), apos a sua criacao a fins de 2002 e enquanto organismo com responsabilidades de coordenacao das politicas governamentais para a Sociedade da informacao e para a inovacao, assumiu desde logo como um dos seus objetivos a constituicao de um Consorcio Nacional para a gestao da Biblioteca do Conhecimento Online (b-on). Nesse sentido, e em articulacao com o entao Ministerio da Ciencia e Ensino Superior (MCES), foi desencadeado um conjunto de acoes, desde o inicio do ano de 2003, que conduziram a implementacao do projecto b-on, lancado em abril de 2004 com 3.500 titulos de seis editores.

Relativamente ao seu surgimento, Vasconcelos (2004, p.118) afirma:
   a sua necessidade tornava-se cada vez mais obvia: o indispensavel
   acesso alargado as fontes do conhecimento cientifico estava
   fortemente dificultado. Qualquer investigador poderia contar
   inumeras odisseias, que tera vivido, para encontrar em tempo util
   aquele artigo ou conjunto de artigos essenciais para o seu
   trabalho. Muitos investigadores viram-se na contingencia de sair de
   Portugal apenas por aqui nao ser possivel o acesso a informacao
   essencial e actualizada para os seus estudos pos-graduados.


Biblioteca do Conhecimento Online

A Biblioteca do Conhecimento Online, vulgo b-on (www.b-on.pt) e, pois, uma iniciativa da UMIC, sendo a infraestrutura tecnica, o apoio aos utilizadores, designadamente na area da formacao, e a relacao com os editores e restantes fornecedores de conteudos assegurada pela Fundacao para a Computacao Cientifica Nacional (FCCN). A b-on tem como missao garantir o acesso a um vasto numero de publicacoes e servicos eletronicos a comunidade de ensino e investigacao nacional, constituindo-se como um pilar estrategico na construcao da Sociedade do Conhecimento e funcionando, nessa medida, como instrumento fundamental de acesso ao conhecimento para a referida comunidade.

Os principais objectivos da b-on sao:

* Contribuir para melhorar o sistema cientifico nacional, tendo um papel ativo e participativo na construcao da Sociedade do Conhecimento;

* Dinamizar e estimular a comunidade para o consumo e a producao de conteudos cientificos;

* Estimular a cooperacao entre as entidades do sistema de ensino e investigacao nacional;

* Desenvolver competencias-chave na gestao da informacao e do conhecimento;

* Promover o acesso eletronico as principais fontes internacionais de conhecimento;

* Racionalizar custos por meio de uma negociacao centralizada com as editoras e demais fornecedores de conteudos.

A b-on disponibiliza apenas o acesso a conteudos em formato eletronico e com o seu surgimento

passou a ser possivel a toda a comunidade cientifica e academica nacional professores, investigadores e estudantes um acesso facilitado aos artigos em texto integral de um conjunto relevante de periodicos cientificos publicados online por algumas das mais reputadas editoras e titulares de bases de dados cientificas internacionais, explorandose economias de escala possibilitadas pela compra centralizada de conteudos (COSTA, 2007, p.1).

Instituicoes b-on

Tendo sido inicialmente uma iniciativa orientada para a comunidade e as instituicoes academicas, a b-on, no seu segundo ano de existencia e apos o interesse demonstrado pela comunidade hospitalar, segmentou os seus conteudos de modo a que tambem essa comunidade passasse a usufruir desse instrumento.

A b-on passou entao a integrar universidades, politecnicos, instituicoes de I&D, organismos da administracao publica, organismos sem fins lucrativos e hospitais.

Modelo de financiamento

Entre 2004-2006, o modelo de financiamento baseou-se na divisao dos custos por todas as instituicoes utilizadoras (publicas e privadas), de acordo com criterios de imputacao relativos a dimensao das instituicoes, tendo contado com a comparticipacao de 56% de fundos Feder provenientes do Quadro Comunitario de Apoio III, por meio do Programa Operacional Sociedade do Conhecimento (POSC), ficando o restante a cargo das instituicoes utilizadoras.

Esse modelo, porem, tinha alguns inconvenientes:

* Nao era sustentavel para muitas das instituicoes publicas do ensino superior e de investigacao cientifica, quer pela dificuldade interna de mobilizarem os recursos financeiros necessarios, quer para manterem a sustentabilidade das suas contribuicoes, sobretudo quando as mesmas duplicassem com o fim dos apoios dos fundos comunitarios a partir de 2008 e com os aumentos anuais dos custos das assinaturas significativamente acima da inflacao;

* Devido aos elevados custos a enfrentar, as instituicoes de ensino superior comecaram a sugerir a fragmentacao do conjunto dos titulos disponibilizados, de modo a subscreverem, acederem e pagarem apenas aqueles mais diretamente relacionados com as suas areas maioritarias de investigacao, de modo a poderem reduzir as suas contribuicoes nos custos (certas instituicoes de Engenharia e Tecnologias pretendiam subscrever um subconjunto que nao incluisse Ciencias Basicas e Ciencias Sociais e Humanas, certas instituicoes de Ciencias Sociais e Humanas pretendiam desistir da subscricao das publicacoes de Ciencias Basicas, Ciencias da Saude, Engenharia e Tecnologias e certas instituicoes de Ciencias da Saude pretendiam subscrever apenas as publicacoes das Ciencias da Vida e das Ciencias da Saude). Essa tendencia era fortemente negativa para as atividades de investigacao, inibindo o acesso a literatura cientifica dos investigadores das areas minoritarias e limitando as condicoes para a investigacao interdisciplinar, enquanto que os custos totais nacionais, apesar de passarem a ter uma distribuicao pelas varias instituicoes significativamente diferente, nao teriam alteracoes significativas.

* Sendo uma esmagadora maioria dos membros instituicoes de ensino superior publico (correspondente a mais de 90% dos custos totais), a ideia de participacao dessas nos custos de assinatura nao fazia qualquer sentido, uma vez que: (1) nao se pretendia moderar a utilizacao desses recursos (antes pelo contrario); (2) os financiamentos das entidades publicas de ensino superior vinham de recursos publicos centrais, pelo que a comparticipacao do consorcio nao constituia qualquer economia de recursos publicos; (3) os custos publicos de gestao eram maiores no modelo adotado em 2004, devido ao trabalho administrativo que criava, quer nas varias instituicoes, quer na FCCN, onde o trabalho dedicado a cobranca das contribuicoes dessas instituicoes era elevado e requeria a afetacao de recursos humanos ao longo de todo o ano. Ou seja, os custos administrativos eram maiores para esse modelo do que para um modelo em que o financiamento publico fosse assegurado centralmente;

* As instituicoes de ensino superior politecnico reivindicavam uma alteracao do algoritmo de imputacao dos custos totais as varias instituicoes, pois consideravam que o peso atribuido ao numero de estudantes inscritos nas instituicoes era penalizador para o ensino politecnico, porque a relacao entre investigadores e alunos, assim como a porcentagem de alunos de pos-graduacao nessas instituicoes, e muito inferior a das universidades; e

* O modelo era complexo e gerador de fragmentacoes e conflitos no consorcio de utilizadores sem qualquer vantagem economica geral, antes pelo contrario com custos acrescidos.

Assim, em 2006, a UMIC promoveu uma alteracao profunda do modelo de financiamento e disponibilizacao da b-on, ano em que se procedeu a negociacao de novos contratos com as editoras internacionais para o periodo 2007-2009.

O novo modelo de financiamento, em vigor desde 2007, passou a envolver o financiamento publico central de todos os custos imputados as instituicoes publicas de ensino superior e investigacao cientifica e tecnologica (universidades publicas, politecnicos publicos e laboratorios de Estado e Associados), que se encontravam sob a tutela do Ministerio da Ciencia, Tecnologia e Ensino Superior, a partir do orcamento da UMIC.

As restantes instituicoes (hospitais, instituicoes da administracao publica e instituicoes sem fins lucrativos) perderam o financiamento central passando a suportar 100% dos custos. No entanto, e uma vez que o POSC se manteve ate ao 1[degrees] semestre de 2009, mantiveram financiamento ate junho do referido ano.

O modelo de financiamento foi, pois, simplificado, ao mesmo tempo que eliminou os problemas referidos anteriormente. De um dia para o outro, desapareceram as tendencias de fragmentacao, reduziramse os custos publicos administrativos e de cobranca e desapareceram as tendencias de conflitualidade que vinham a despontar no consorcio. Como beneficio adicional, praticamente sem aumento de custos para o pais, foi possivel assegurar o acesso universal a coleccao completa da Biblioteca do Conhecimento Online a todas as instituicoes publicas de ensino superior e a todos os Laboratorios do Estado e unidades de investigacao aprovadas pelo sistema de avaliacao internacional da Fundacao para a Ciencia e a Tecnologia (FCT), quando anteriormente alguns institutos politecnicos publicos, Laboratorios do Estado e unidades de investigacao nao tinham acesso a essa Biblioteca.

Conteudos

Tendo comecado em 2004 com seis editores (Elsevier, IEEE, Sage, Springer, Kluwer, Wiley) e cerca de 3.500 titulos, cedo se verificou ser insuficiente, pelo que logo em 2005 passou a disponibilizar o acesso a 15 fornecedores de conteudos (American Chemical Society, American institute of Physics, Annual Reviews, Association for Computing Machinery, EBSCO, Elsevier, IEEE, institute of Physics, Royal Society of Chemistry, Sage, Society for industrial and Applied Mathematics, Springer, Taylor & Francis, Web of Knowledge e Wile\f), melhorando a oferta dos conteudos, quer quanto a abrangencia das areas do conhecimento, quer quanto ao nivel do fator de impacto e, obviamente, a relacao custobeneficio. A b-on passou nessa altura a disponibilizar o acesso a mais de 16 mil titulos de periodicos cientificos em texto integral.

Ate 2007, o modelo de licenciamento da b-on baseou-se em um all for aii, ou seja, tudo para todos, fazendo com que todos os membros acedessem ao mesmo conjunto de conteudos (a excecao dos hospitais, cujos conteudos sao especificos da area da Saude).

Sao cinco os criterios definidos para a inclusao de conteudos na b-on:

* Abrangencia das areas tematicas: distribuicao equitativa de conteudos no que diz respeito a area tematica de conhecimento;

* Impacto: os conteudos a integrar tem de possuir elevados padroes de qualidade e de impacto, quer quanto aos conteudos comerciais, quer quanto aos conteudos gratuitos;

* Universalidade de utilizacao: procura assegurar que os conteudos a integrar na b-on sejam de interesse e uso abrangente por parte da comunidade;

* Racionalidade: a integracao de conteudos deve estar de acordo com a utilizacao racional dos meios financeiros disponiveis; e

* Granularidade: os conteudos a integrar sao pacotes de conteudos e nao titulos individuais.

Em 2007, e reconhecendo que nao integrava alguns recursos considerados importantes por parte da comunidade, a b-on passou a disponibilizar o acesso a mais cinco editoras (Cambridge University Press, Blackwell, Nature, Oxford University Press e Science), mas em regime de some for some, ou seja, apenas as instituicoes que quisessem e pudessem suportar o custo da subscricao desses conteudos a 100% teriam acesso aos mesmos.

Apesar de nao contarem com o apoio financeiro, as instituicoes reconhecem nesse modelo algumas vantagens, pois beneficiam-se da negociacao centralizada pelo consorcio, garantindo assim melhores condicoes, tanto financeiramente e administrativamente quanto no que se refere ao acesso aos conteudos (no. de titulos).

[GRAPHIC 1 OMITTED]

Em 2009, a b-on passou tambem a subscrever e-books, alargando assim a tipologia de recursos a comunidade academica e cientifica nacional.

Atualmente, a b-on garante o acesso a mais de 22 mil titulos de periodicos subscritos em texto integral, visando o equilibrio da cobertura das varias areas cientificas e, consequentemente, da porcentagem de titulos por area, como pode ser observado no Grafico 2.

Para alem de recursos subscritos, a b-on integra, pela sua qualidade, tambem alguns recursos em acesso livre ou de acesso aberto nacionais e internacionais, dos quais gostariamos de destacar o projecto nacional Repositorio Cientifico de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) (www.rcaap.pt).

Apesar da ideia do acesso livre (open access) ter ja mais de uma decada, ela so comecou a impor-se verdadeiramente nos ultimos seis anos. Em Portugal, tal como na generalidade dos paises, as primeiras iniciativas de acesso livre ocorreram em 2003, mas foi apenas a partir de 2006 que o tema ganhou uma atencao generalizada com o surgimento de repositorios institucionais (SARAIVA e RODRIGUES, 2010). Tal fato contribuiu para que em marco de 2008 a UMIC tenha iniciado contatos com a FCCN e a Universidade do Minho para desenvolver um projeto de criacao de um meta-repositorio nacional que reunisse os varios repositorios das instituicoes academicas e de investigacao. Esses conteudos podem tambem ser pesquisados por meio do portal de pesquisa da b-on.

Utilizacao

Tambem no que diz respeito a utilizacao, a evolucao tem sido notoria, tendo vindo a crescer de ano para ano, atingindo, em 2009, mais de 6,3 milhoes de downloads, como pode ser observado no Grafico 3.

[GRAPHIC 3 OMITTED]

A tendencia crescente para o aumento da utilizacao dos periodicos cientificos eletronicos e algo verificado tambem internacionalmente e, segundo Oliveira (2006, p.76), sao varios os motivos que contribuem para essa situacao:
   Percebe-se um aumento progressivo e constante no uso de periodicos
   electronicos, cujos motivos podem ser atribuidos ao aumento do
   numero de titulos disponibilizados em formato electronico nesse
   periodo, a melhoria das condicoes estruturais para o acesso e
   tambem a confiabilidade adquirida por esse novo meio por ja
   existirem titulos disponiveis ha dez anos ininterruptamente.


Na Tabela 2, e possivel observar essa evolucao no que respeita as instituicoes de ensino superior portuguesas.

Tais dados demonstram e confirmam a importancia que os recursos cientificos eletronicos assumem atualmente para a comunidade academica nacional que, de ano em ano, contribui para o aumento da sua utilizacao.

Esses recursos sao meios privilegiados de acesso a informacao e ao conhecimento e revelam-se fundamentais a comunidade academica nacional.

A criacao e disponibilizacao da b-on representa uma das acoes mais relevantes em favor da comunidade academica e cientifica nacional, sendo que suas principais vantagens foram a democratizacao e a flexibilidade no acesso ao conhecimento cientifico.

Servicos

1. Pesquisa

Com o objetivo de facilitar o acesso aos conteudos, a b-on desde o seu inicio disponibiliza um portal de pesquisa de forma a permitir aos seus utilizadores a pesquisa simultanea nos varios recursos (subscritos e gratuitos de qualidade), contribuindo para a existencia de um unico ponto de acesso a informacao relevante, melhorando o servico prestado as comunidades academica e cientificas nacional.

Para alem do servico de pesquisa, o portal b-on oferece ainda um conjunto de funcionalidades associadas a existencia de uma area pessoal que sao de extrema importancia para os utilizadores, uma vez que lhes permite a salvaguarda de criterios de pesquisa para futuras utilizacoes, a criacao de alertas, a gestao e exportacao de referencias bibliograficas, entre outras.

O atual servico de pesquisa da b-on encontra-se em producao desde a sua criacao em 2004 e baseia-se no sistema Metalib da ExLibris. Apesar dos bons indicadores de utilizacao, existem queixas recorrentes por parte dos utilizadores que demonstram alguma insatisfacao em relacao ao servico. Essas queixas estao relacionadas nao so com questoes de navegacao e usabilidade, como tambem com os tempos de resposta do servico.

Esse tipo de problema tem sido associado a tecnologias de pesquisa federada, o tipo de tecnologia utilizada pela b-on, uma vez que eles realizam as pesquisas em tempo real, fazendo com que a apresentacao da lista dos resultados possa demorar entre largos segundos ate minutos.

No entanto, a pesquisa e o acesso aos conteudos tambem podem ser realizados a partir de qualquer motor de pesquisa ou dos sites dos editores, desde que o computador esteja ligado a internet e por meio de um endereco IP que pertenca a rede b-on.

Deve-se referir ainda que, e uma vez que se tem assistido nos ultimos dois anos ao aparecimento de novas solucoes (apelidadas de servicos de descoberta--Discovery Services) e que se baseiam em uma tecnologia de indexacao previa de metadados em um unico local, a equipe da b-on esta neste momento a proceder ao estudo dos varios sistemas de pesquisa disponiveis no mercado em busca de alternativa para o seu servico de pesquisa.

2. Programa Nacional de Formacao

As fontes de informacao de carater cientifico e tecnologico constituem-se hoje, e cada vez mais, por conteudos digitais acessiveis por meio de plataformas online. Nesse sentido, verifica-se um conjunto de alteracoes na forma e meios que as bibliotecas devem usar para apoiar os seus utilizadores no uso e avaliacao da informacao. Afigura-se hoje fundamental o desenvolvimento de programas de formacao de utilizadores, de carater presencial e e-ieaming, de forma que, antes de mais nada, os utilizadores desenvolvam as competencias necessarias para um aproveitamento integral das fontes de informacao digitais ao seu dispor.

Assim, e como forma de potenciar a utilizacao dos seus servicos e conteudos, a b-on, desde o seu inicio, atribuiu especial destaque a formacao da comunidade que serve, em particular, dos tecnicos de biblioteca e documentacao, de modo que todos satisfacam todas as suas necessidades informativas (COSTA, 2010).

No fim de 2005 foi, entao, constituido um grupo de formadores, tendo o Programa Nacional de Formacao b-on comecado em 2006. Ele visa desde o inicio ter uma abrangencia nacional, com uma distribuicao geografica equilibrada, que abrangesse todo o territorio nacional, incluindo as ilhas.

Tambem o fato de a b-on integrar na sua rede diversos tipos de instituicoes (academicas, da administracao publica, laboratorios e hospitais) foi tido em consideracao, pelo que a formacao foi segmentada em duas areas distintas: academica e saude, procurando-se, desse modo, dar uma resposta mais direccionada as necessidades das diferentes instituicoes e respectivos utilizadores.

Inicialmente, a formacao foi pensada exclusivamente para os tecnicos de biblioteca e documentacao, como forma de dota-los de novas competencias, pois, e como diria Ojasaar (s.d., p.1),
   [] a maioria dos bibliotecarios reconhece que tem nao so a
   responsabilidade de fornecer produtos e servicos de informacao de
   qualidade, mas tambem de educar e formar os seus utilizadores
   relativamente ao uso eficiente e eficaz desses mesmos produtos e
   servicos.


O papel do bibliotecario tradicional esta, pois, a mudar, apresentando-se um novo papel, o do professor bibliotecario. O bibliotecario do seculo XXI para alem da funcao de informar assume uma outra, a de formar.

Este e o novo paradigma do bibliotecario enquanto professor, que visa ajudar os seus utilizadores nas mais diversas tarefas de modo a dota-los de novas competencias ao nivel da pesquisa, localizacao e avaliacao da informacao (PETRAUSKIENE, 2005, p.128).

A b-on procurou, por meio da sua formacao, dotar os tecnicos de biblioteca e documentacao de novas competencias, ajudando desse modo a que as bibliotecas contribuam cada vez mais no processo de ensino-aprendizagem. Pretendia-se criar um efeito cascata, no qual os tecnicos, apos a frequencia da formacao b-on, ministrassem nas suas instituicoes acoes de formacao diversas.

No entanto, e apesar do sucesso do modelo, em 2008 ficou evidente a necessidade de ampliar a formacao b-on aos utilizadores finais: alunos, professores, investigadores, medicos Cada vez mais, a alfabetizacao informatica tecnologica (AIT) assume importancia (PALMA PENA, 2009), ja que quer as tecnologias da informacao quer os recursos em formato eletronico integram o quotidiano dos utilizadores.

3. E-learning

A web 2.0 veio revolucionar a internet, transformando-a em um espaco de encontro e colaboracao social. O surgimento de novas tecnicas de colaboracao em tempo real tem impacto no sistema de ensino-aprendizagem.

Viver na era da Internet exige uma reformulacao completa do que significa aprender, de onde ocorre o aprendizado e do que a aprendizagem realmente significa. O e-learning e pois parte integrante desta nova realidade de trabalho e estudo (ROSENBERG, 2008, p.23).

Assim, e perante essa nova Era do Conhecimento, em constante evolucao, a formacao tem tambem de se adaptar, estando acessivel de uma forma permanente e ubiqua a um numero cada vez maior de utilizadores finais. A formacao deve ser continua e constante, pelo que o ensino a distancia, em particular, o e-iearning, assume particular relevancia.

Dessa forma, em 2009 a b-on passou a disponibilizar um sistema de aprendizagem interativa, apoiado por Tecnologias de Informacao e Comunicacao. Foram produzidos 10 modulos multimidia (de curta duracao) com vista a atingir objetivos e tematicas diversas (tipos distintos de utilizadores, tipos de recursos eletronicos, estrategias de pesquisa, instrumentos de pesquisa).

Esses modulos foram publicados no website da b-on (http:// www.b-on.pt/e-learning) e com os mesmos procurou disponibilizarse formacao a um conjunto alargado de utilizadores, esclarecendo conceitos associados as pesquisas, otimizando-as e desenvolvendo novas competencias para o uso dos servicos e recursos eletronicos.

Agradecimentos

A autora gostaria de agradecer a Fundacao para a Computacao Cientifica Nacional (FCCN) pelo apoio prestado.

Recebido em 26.08.2010.

Aprovado em 08.10.2010.

Referencias bibliograficas

ALEXANDER, A. W. Toward 'The Perfection of Work': Library Consortia in the Digital Age. Journal of Library Administration, v.28, n. 2, 1999, p.1-14.

BOSTICK, S. L. The History and Development of Academic Library Consortia in the United States: An Overview. Journal of Academic Librarianship, v.27, n. 2, 2001, p.128-130.

COSTA, M. T. Biblioteca do Conhecimento Online pela construcao da Sociedade do Conhecimento. In: 9[degrees] Congresso Nacional de Bibliotecarios, Arquivistas e Documentalistas Bibliotecas e Arquivos: Informacao para a cidadania, o desenvolvimento e a inovacao. Lisboa: BAD, 2007.

--. O uso de periodicos cientificos electronicos nas instituicoes do Ensino Superior Publico em Portugal. Dissertacao de mestrado. Departamento de Ciencias Documentais, 2008, Universidade de Lisboa.

--. Formacao b-on: competencias ao nivel da utilizacao dos recursos e servicos electronicos. In: 10[degrees] Congresso Nacional de Bibliotecarios, Arquivistas e Documentalistas Bibliotecas e Arquivos: Politicas de Informacao na Sociedade em Rede. Lisboa: BAD, 2010.

KRZYZANOWSKI, R. F.; TARUHN, R. Biblioteca Eletronica de Revistas Cientificas Internacionais: projeto de consorcio. Ciencia da informacao, v. 27, n.2, 1998, p. 193-197.

KYRILLIDOU, M. New Collections. Resource Sharing & information Networks, v.14, n.1, 1999, p. 61-75.

LEMOS, L. O.; MACEDO, M. C. A Cooperacao entre as Bibliotecas do Ensino Superior em Portugal: passado, presente e perspectiva futura. In: 9as Jornadas Porbase Novos Contextos para a Cooperacao. Lisboa: 2003.

OJASAAR, H. The role of user education in library marketing. Disponivel em:<http://lib.eduskunta.fi/dman/Document.phx>. Acesso em 04 Jan. 2010.

OLIVEIRA, E. B. P. M. Uso de periodicos cientificos eletronicos por docentes e pos-graduandos do Instituto de Geociencas da USP. Tese de Doutorado. Escola de Comunicacoes e Artes, 2006, Universidade de Sao Paulo.

PALMA PENA, J. M. La alfabetizacion informativa tecnologica: estrategia fundamental en las bibliotecas del Siglo XXI. Revista Interamericana de Bib/ioteco/ogia, v.32, n.1, 2009, p.155-172.

PETRAUSKIENE, Z. Electronic information: training of users and dissemination of data about at Vilnius University Library. In: IV NordicBaltic Library Meeting Research and Innovation: Nordic-Baltic strategies for library development. Latvia: 2005.

POTTER, W. G. Recent trends in statewide academic library consortia. Library Trends, v.45, n.3, 1997, p.416-434.

ROSENBERG, M. J. The future of learning and e-learning. In: eLearning Lisboa 07 Conference Proceedings. Lisboa: Fundacao para a Divulgacao das Tecnologias da Informacao, 2008.

SARAIVA, R.; RODRIGUES, E. O Acesso Livre a literatura cientifica em Portugal: a situacao actual e as perspectivas futuras. In: 10[degrees] Congresso Nacional de Bibliotecarios, Arquivistas e Documentalistas Bibliotecas e Arquivos: Politicas de Informacao na Sociedade em Rede. Lisboa: BAD, 2010.

SPEIER, C.; PALMER, J.; WREN, D.; HAHN, S. Faculty perceptions of electronic journals as scholarly communication: a question of prestige and legitimacy. Journal of the American Society for information Science, v. 50, n. 6, 1999, p. 537-543.

TAYLOR, A. G. The Organization of Information. Westport: Libraries Unlimited, 2004.

TENOPIR, C. Electronic publishing: research issues for academic librarians and users. Library trends, v.51, n.4, 2003, pp. 614-635.

TERMENS I GRAELLS, M. La Cooperacio bibliotecaria en l'era digital. Consorcis i adquisicions de revistes a les biblioteques universitaries catalanes. Tese de Doutorado. Departament Biblioteconomia i Documentacio, 2007, Universidade de Barcelona.

TOME, C. M. M. A relacao do utilizador com as novas tecnologias de Informacao e Comunicacao (no contexto das bibliotecas da Universidade de Lisboa e do ISCTE). Dissertacao de Mestrado. Departamento de Ciencias e Tecnologias da Informacao, 2003, Instituto Superior de Ciencias do Trabalho e da Empresa.

VASCONCELOS, D. Biblioteca do Conhecimento Online: um novo impulso para a sociedade da informacao. Cadernos BAD, v.1, 2004, p.116-123.

(1) A diminuicao do numero de instituicoes e fruto da fusao de algumas delas: o Laboratorio Nacional de Investigacao Veterinaria (LNIV) e o Instituto Nacional de Investigacao Agraria e Pescas (INIAP) deram origem ao Instituto Nacional de Recursos Biologicos (INRB); o Instituto Nacional de Saude Dr. Ricardo Jorge absorveu o Instituto de Genetica Medica Jacinto Magalhaes; e os Hospitais D. Estefania e Santa Marta fundiram-se, integrando agora o Centro Hospitalar de Lisboa Central. O numero de instituicoes sofreu mesmo um incremento com a adesao do Instituto de Medicina Legal e o Instituto de Meteorologia.

(2) A diminuicao do numero de instituicoes prende-se com constrangimentos orcamentais por parte das instituicoes que nao conseguiram suportar os custos associados a subscricao da b-on.

(3) De quando da realizacao do presente trabalho ainda nao dispunhamos de dados relativos a 2010.

Maria Teresa Costa, mestre em Ciencias da Documentacao e Informacao, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Fundacao para a Computacao Cientifica Nacional (FCCN). E-mail: teresa.costa@fccn.pt.
Tabela 1. Numero de instituicoes b-on por tipologia, 2004-2010

Instituicao         2004   2005   2006   2007   2008   2009   2010

Universidades        18     18     18     19     19     19     18
Politecnicos         16     21     22     22     22     22     21
Laboratorios         14     13     13     13     12     13     14
Organismos
  Administracao
  Publica            NE      8      9     10      9      9      7
Organizacoes Sem
  Fins Lucrativos    NE      3      3      3      3      3      3
Hospitais            NE      1      9      8      7      8      7
Totais               48     69     74     75    721     74    702

Fonte: Elaborada pela autora.

Tabela 2. Evolucao do numero de downloads nas
instituicoes de ensino superior (3)

                    2004        2005        2006

Universidades   1.635.587   2.726.943   3.088.417
Politecnicos       95.717     197.850     239.349
Total           1.731.304   2.924.793   3.327.766

                    2007        2008        2009

Universidades   3.555.613   4.412.674   5.244.721
Politecnicos      316.681     417.895     603.578
Total           3.872.294   4.830.569   5.848.299

Grafico 2. Distribuicao de titulos b-on por area tematica, 2010

Ciencias      16%

Artes e       15%
Humanidades

Engenharia/   21%
Tecnologia

C. Saude      19%

C. Sociais    29%

Fonte: Elaborado pela autora.

Note: Table made from pie chart.
COPYRIGHT 2010 Coordenacao de Aperfeicoamento de Pessoal de Nivel Superior
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2010 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Title Annotation:articulo en portugues
Author:Costa, Maria Teresa
Publication:Revista Brasileira de Pos-Graduacao
Date:Nov 1, 2010
Words:6253
Previous Article:The Capes Portal of Periodicals as an instrument for the analysis of the world's scientific production on the topic of Cartography/ O Portal de...
Next Article:Editorial.
Topics:

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2021 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters |