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The Photography, the living thing, the absent thing, the present moment: the Brazilian artist Sofia Borges's production/A fotografia, o vivo, o ausente, o agora: a producao da artista brasileira Sofia Borges.

Introducao

Sofia Borges e artista visual, nascida em Ribeirao Preto, Sao Paulo, Brasil.

Graduada em artes visuais, no ano de 2008, pela Escola de Comunicacao e Artes da Universidade de Sao Paulo; obteve, no mesmo ano, quatro premios e foi contemplada com uma bolsa de pesquisa artistica no Brasil.

De 2009 a 2016 Borges teve varias exibicoes solo realizadas e ganhou varios premios de fotografia, no Brasil e no exterior, com destaque para o fato de ser a artista mais jovem a ser convidada para fazer parte da 30a Bienal de Sao Paulo, em 2012.

Em 2015, a artista desenvolveu No Sound, projeto experimental de curadoria. No mesmo ano, se envolveu em expedicoes de investigacao em cavernas pre-historicas do Sul da Franca, sendo uma delas a abertura da replica em tamanho real da Caverna Chauvet.

Em 2016, Borges ganhou o Premio British First Book da editora inglesa Mack, com seu projeto autoral The Swamp, livro que reune suas principais pesquisas e producoes, o qual terei como ponto de partida para a apresentacao de seu trabalho.

1. Fotografia como pantano. O que sao as imagens?

Um museu de historia natural, um museu de cera, centros de estudos, um museu de cinema, um museu de arte, uma caverna com representacoes rupestres, estalactites e estalagmites, recordacoes fotograficas familiares e o mundo real. O que tem em comum? Talvez, o fato de abarcarem o paradoxo das imagens que existem ao mesmo tempo em que nao existem.

Por esse caminho, filosofico e existencial, percorrem os processos de criacao de Sofia Borges.

Num mundo das ausencias presentes, ela busca ao mesmo tempo encontrar sentidos e desconstrui-los diante de um espectador ocupado em encontrar relacoes dadas. Suas fotografias partem, quase sempre, do objeto tridimensional ou potencialmente tridimensional, e se efetivam no bidimensional, visto que sao sempre resultados fotograficos. Dizem-nos sobre o pulsar do vivo, ou ao contrario, do que ha muito deixou de ser, justamente para ser algo outro, em outro espaco: o espaco das imagens. Fotografias que vao do figurativo ao abstrato, remetendo-nos a lacunas em meio a uma tentativa de lidar ao mesmo tempo com algo que compreendemos ou deveriamos compreender, e que nos foge a essa compreensao imediata (Figura 1).

O referente nao significa a imagem, o que a significa e, quase sempre, a relacao improvavel que ela estabelece com as imagens do entorno, ou ainda antes, o que ela apresenta enquanto aquilo que e, em si mesma, e nao como representacao de algo; seja numa exposicao, ou no espaco de um livro de artista, como e o caso de The Swamp (O pantano).

No livro, compilacao da producao mais importante da artista ate hoje, nos sao apresentadas, atraves de um projeto proprio e autoral, as imagens que sao a essencia de toda uma pesquisa, pessoal, filosofica e existencial, que e a base do seu trabalho. Uma busca pela compreensao da imagem fotografica, enquanto significado ou nao significavel, materia, representacao, abstracao (da compreensao) e como linguagem. O que suas fotografias mostram, e de fato, uma impossibilidade real do representar, do dizer sobre o mundo e apresentar esse mundo real, de mimetizar, de faze-lo presente--ou mesmo passado--; muitas vezes, com toda a intensidade cortante de um figurativo incompreensivel: "ver nao e evidente" (Borges, 2015).

2. Imagens nao existem

Encontramos a afirmacao na capa do livro. Junto com ela, uma das poucas fotografias de Sofia que e a imagem--pertencente a uma serie--de uma instalacao/colagem realizada pela artista a partir de suas proprias imagens (Figura 2). Parece-me que esse e um dos caminhos pelo qual comeca a seguir a producao da artista, mais voltado para a sua propria intervencao na materialidade fotografica e na construcao gestual, cenica e material do que se tornara fotografia, embora estes ainda sejam exemplos pontuais em sua producao.

Formalmente, o que vemos na imagem e a rusticidade material do papel recortado, o contraste do preto e branco com a cor mais ou menos sepia de um unico elemento que se destaca. Pedras. Pedras tridimensionais e fotograficas que flutuam no primeiro plano; modelados de argila que recebem colagem e se mesclam ao fotografico; um fundo de tecido aveludado, um chao de madeira. O que ha de tridimensional ali, torna-se bidimensional, mas continua saltando da imagem.

Uma imagem que nao representa e nao existe para alem de si e de uma construcao expressiva subjetiva, composta de relacoes abstratas, que se resolvem no proprio ritmo e nos proprios espacos da obra. Que nao existe e nao cabe no mundo real, mas que vive e se apresenta a si mesma num outro lugar, nesse espaco proprio.

Essa ideia nos pode aproximar de um campo do fenomenologico, tanto quanto do campo de um certo animismo imagetico, ou ainda da ideia de um mundo paralelo das imagens.

Ora, a ideia da construcao de um mundo possivel para a questao da fotografia contemporanea e discutida por Philippe Dubois que defende que a fotografia digital contemporanea, no campo da arte, pode ser compreendida a partir do principio de algo que e, e nao de um isto foi, como propos Roland Barthes, na Camera Clara (2006).

(...) Essa imagem (pode) ser pensada como representacao de um "mundopossivel"--e nao de um ter sido, necessariamente real. Isso quer dizer que as teorias dos mundos possiveis me parecem a melhor forma de compreender teoricamente o estatuto da imagem fotografica contemporanea: nao mais qualquer coisa 'que esteve/estava (la)' no mundo real, mas alguma coisa que 'esta (aqui)', diante de nos, algo que podemos aceitar ou rejeitar, nao como um traco de alguma coisa que foi, mas por isso que (de fato) e, ou mais exatamente, pelo que demonstra ser: 'um mundo possivel, nem mais nem menos, que existe paralelamente ao 'mundo atual, um mundo sem referencias (...), que tem sua logica, sua coerencia, suas regras; e que nao deve nada a uma referencia passada; um mundo 'aparte, aceitavel ao mesmo tempo que rejeitavel, sem criterios de fixacao e que existe na sua propria demonstracao, presentificada e presente, sem ser necessariamente, um traco de um mundo verdadeiro, contingente e anterior. Uma imagem como um 'universo de ficcao' e nao mais como um 'universo de referencia'. (Dubois, 2016: 60-1, traducao livre)

3. Sofia Borges e a construcao de um mundo possivel

A producao artistica de Sofia Borges esta intrinsecamente vinculada a tentativas e buscas pessoais que remetem as questoes mais profundas e permanentes do humano e da humanidade, e que, para a artista, possuem uma densidade particular no viver, no pensar e no experienciar a vida.

Um pouco como a personagem Nadja de Andre Breton, Sofia flana; nao so por Paris--uma de suas bases e morada--mas pelos grandes centros e pequenos cantos do mundo, buscando a intensidade e os sentidos. Da vida e das imagens. Sentidos que, obscurecidos pela camada lamacenta de uma realidade insignificante e nao significavel, a fazem desencontrar-se em situacoes que deveriam ser familiares, mas que tornam-se incompreensiveis e inconciliaveis a sua propria vida: olhares de desconhecimento para si mesmo e para os proximos --pessoas e lugares--, um nao saber por que se esta, um estranhar o conhecido.

Durante seu processo criativo e como motor propulsor do mesmo, Sofia intensifica esses momentos, e nesse sentido, em especial, um episodio e bastante marcante: o seu (des) encontro com sua irma atraves de um retrato (Figura 3).

Tudo se passa num dia, quando, em sua casa, encontra este retrato de sua irma mais velha e se ve as voltas com perguntas sobre quem seria aquele ser impregnado no papel fotografico, tendo certeza de que ja nao e e nao representa a pessoa retratada. Seu mundo e abalado e as questoes das imagens e da impossibilidade da representacao passam a ser uma constante (ainda que mesmo anteriormente, ja fizessem parte, de maneira mais ou menos consciente--como no caso de seus auto-retratos) de suas producoes.

Assim, desde esses desencontros consigo mesma atraves das imagens, das situacoes e dos (nao) lugares, Sofia Borges sai em busca dos sentidos, dos acasos, das coincidencias, de si mesma e do sentido das imagens aparentemente inexistentes; encontrando-se muitas vezes no desconhecido e no imprevisto, no que ja nao existe, para alem mesmo de um mundo de imagens, particular e vivo, que ela mesma constroi.

No caso da imagem intitulada My sister or the portrait of my sister (Figura 3), Sofia, nao encontrando saida para o retrato encontrado no ambiente familiar, o reencontra em dialogos imageticos durante seus percursos fotograficos nos reconditos de algum museu que desconhecemos, mas que nao nos tem importancia. Porque o que de fato importa, e que essa imagem, que ja nao existe para alem de si, encontra lugar e significado junto a um camelo que sorri e posa para a artista (Figura 4). Um significado que nao e dado, que nao oferece compreensao e interpretacao imediata, mas que se da na construcao e na vida que essas imagens possuem nesse lugar particular, nesse mundo possivel de Sofia Borges; que so pode ser alcancado por um espectador atento e sensivel a toda carga do estetico e do fenomenologico a que esta exposto diante desses dialogos propostos pela artista.

UMHEIMLICH. O termo de Sigmund Freud levanta muitas questoes em torno da psicologia e da estetica, compreendendo esta ultima como qualidade do sentir, isto e dizer, experiencia fisico-sensorial.

Apos uma longa dissecacao etimologica e linguistica da palavra alema heimlich, Freud designa unheimlich (traduzido na versao em portugues como estranho e em frances, belissimamente traduzido com l'inquietante etrangete), como tudo aquilo que e, ao mesmo tempo, familiar e desconhecido, ou ainda, o que e assustador--o que nos amedronta--naquilo que bem conhecemos, no que nos e familiar. Assumindo a definicao de Schelling, Freud afirma que unheimlich "e tudo o que deveria ter permanecido secreto e oculto, mas veio a luz." (Freud, 1919: 281).

Talvez, para adentrarmos um pouco mais a fundo a producao de Sofia Borges e esse mundo de imagens criado por ela, tenhamos que ter mais do que uma compreensao racional e psicologica, um entendimento sensivel do termo freudiano, que nos permita sentir para compreender essa constante estranheza do familiar cotidiano que, no limite, alcanca a consciencia da impossibilidade representativa. As questoes sobre as impossibilidades da representacao do fotografico, e sobre as abstracoes dos sentidos, mesmo nas imagens figurativas --de acordo com Sofia, a abstracao da compreensao--podem ser apreendidas, embora nem sempre respondidas, a partir da experiencia desse conceito, que nos atira e retira a todo tempo do paradoxo do conforto/desconforto da realidade na qual nos inserimos. Um movimento que o mundo imagetico da artista nos propoe quando nos deparamos com a imagem de um coelho, um cavalo, uma coruja, um cerebro flutuante, mascaras de ceramica ou de papel, fragmentos de paisagens/personagens de dioramas ou de reproducao grafica, desenhos rupestres e toda a gama de imagens irrepresentaveis e nao-representativas, isoladas de contexto especifico e postas em dialogos com imagens dispares e paradoxalmente complementares. Um movimento de repensa-las em outras possibilidades esteticas, afetivas e logicas. E, portanto, uma forma de pensar na questao da fotografia como linguagem:

(...) eu estou investigando mais a capacidade da fotografia em corromper ou duplicar ou interditar o sentido de algo do que qualquer outra coisa. Por isso, nao se trata de uma pesquisa sobre animais, ou sobre biologia, ou dioramas, ou retrato, ou paisagem, ou museus, trata-se e uma pesquisa sobre a linguagem e, mais especificamente, sobre a fotografia. E sempre que estou falando sobre fotografia, de certa forma me sinto pensando sobre a diferenca entre um fantasma e um lencol. Porque a fotografia tem essa quimera, faz pensar que estamos vendo uma coisa quando na verdade estamos vendo somente o seu referente, que e uma especie de sudario, ou simulacro, ou representacao. So que para alem de seu referente, a fotografia e tambem materica, tem tamanho, superficie. Porque um fantasma, por mais quimerico, translucido e inexplicavel que seja, ainda carrega o fardo de ser um lencol que flutua sem explicacao ou logica. E, justamente, o que determina se estamos diante de um lencol ou de um fantasma e a linguagem. (Entrevista concedida ao critico de arte e curador Rodrigo Moura em 2013)

Assim, fica claro que a intencao de Borges, ao fotografar museus, e outros espacos que conservam a historia em seus varios vieses a partir da forca da representacao, e questionar a legitimidade dessas forcas representativas, e principalmente a capacidade (defendida por muitos, como ontologica) de representacao da fotografia indicial. O coelho (Figura 5) ou a morsa empalhados no museu representando a si mesmos, por vezes inseridos em dioramas que representam a natureza selvagem que ja nao existe, mas que conserva sua historia pela forca da representacao, se desconstroem nas fotografias da artista--sempre expostas em grandes formatos--quando se apresentam fragmentados nas paredes das galerias expositivas--em dialogos imprevistos com o espectador e com as imagens que compoe o entorno, ou seja, imagens de imagens que ganham um sentido que nada tem a ver com representacao, no resultado de um processo expressivo e questionador.

4. Cavalos

Embora a producao de Borges se encontre, ate aqui, se abstendo de temas e simbologias, alguns arquetipos e figuras a perpassam e se mantem. E o caso, por exemplo, do cavalo.

Entre outras imagens equinas de sua producao, destaca-se The Little Shinning Brown Horse (Figura 6), que e, provavelmente, a imagem que mais tenha sofrido intervencoes da artista. Posteriormente, ela se desdobra em Burned Little Shinning Brown Horse (Figura 7). Pelo gesto do queimar, e pela relacao da imagem com o fogo, Sofia interfere na materialidade, na forma, na cor da fotografia, buscando compreender, segundo ela, a relacao existente entre superficie e significado. Uma atualizacao dessa intervencao pode ser vista no video produzido por ocasiao da exposicao solo de Borges, em 2016, na FOAM, em Amsterda, que pode ser encontrado no site da artista (Figura 8). Essa ultima acao sobre a imagem tem como resultado concreto uma terceira imagem, na verdade um diptico (Figura 9), formado pela fotografia original em pequeno formato e pela impressao de grande formato, queimada (e rasgada pelo fogo) em Amsterda.

Mas, alem desses resultados, a mesma imagem parece propor a todo tempo novas intervencoes para a artista. Em seu site, na aba denominada praticas de atelier, podemos observar uma duplicata da imagem, com interferencias de raspagem da materialidade fotografica, especificamente na regiao da cabeca do cavalo (Figura 10), que talvez esteja entao solicitando sua oposicao complementar, a imagem intitulada La Tete du Cheval (Figura 11), mas aqui, e so uma inferencia poetica de minha parte.

Conclusao

As imagens transbordam, ultrapassam, derramam, sao alienigenas, nao parecem conter historia nem forma definitiva. (Sofia Borges, 2013)

Nao e facil desenvolver analises e construcoes racionais sobre o mundo imagetico de Sofia Borges. A complexidade das imagens em si mesmas e das relacoes inesperadas que ela nos propoe, seja no livro ou numa mostra, balancam a visao, a compreensao e a ideia que temos de mundo e de fotografia. Esses conjuntos imageticos, que so podem ser propostos por ela, que e sempre a responsavel pela curadoria das proprias exposicoes, por considerar que as imagens possuem lugares e espacos determinados, ainda que cambiaveis e (re) adaptaveis, indubitavelmente, tem a artista como parte intrinseca. Conjuntos compostos por pecas fotograficas, quase sempre de grande formato, que subsistem num universo paralelo e numa realidade construida pelo olhar e pela experiencia subjetiva de Borges, e reconstruida na experiencia de um espectador que busca uma compreensao nao do real, mas do existencial, de si mesmo, do agora, do vivo, da imagem, da fotografia e da arte. De tudo o que existe e ao mesmo tempo nao existe.

Artigo completo submetido a 20 de janeiro de 2017 e aprovado a 5 de fevereiro de 2017

Agradecimentos

Paula C. D. Cabral Tacca e bolsista da FAPESP (Fundacao de Amparo a Pesquisa do Estado de Sao Paulo).

Referencias

Barthes, Roland (2006). A camara clara: nota sobre a fotografia. Lisboa: Edicoes 70. ISBN: 9789724413495.

Borges, Sofia (2016) The Swamp. Londres: Mack Editions. ISBN: 9781910164624.

Dubois, Philippe (2016) De l'image-trace a l'image-fiction. Etudes Photographiques. ISBN : 9782911961342 volume unico : 53-69.

Freud, Sigmund (1919/1996). O estranho. Obras completas, ESB, v. XVII. Rio de Janeiro: Imago Editora. ISBN: 8531209897.

PAULA C. D. CABRAL TACCA *

* Brasil, artista e pesquisadora. Graduada e mestre pela Faculdade de Educacao da Unicamp e especialista em Artes Visuais, Intermeios e Educacao, pelo Instituto de Artes da Unicamp.

AFILIACAO: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Instituto de Filosofia e Ciencias Humanas, doutoranda. Rua Cora Coralina, 100--Cidade Universitaria Zeferino Vaz, Barao Geraldo Campinas--Sao Paulo, CEP 13083-896, Brasil. E-mail: paulacdcabral@gmail.com

Caption: Figura 1. Sofia Borges. Caverna, ou elefante (Cave or elephant). 2012. Fonte: arquivo da artista

Caption: Figura 2. Sofia Borges. Capa do livro The Swamp 2016. Fonte: propria

Caption: Figura 3. Sofia Borges. My sister or the portrait of my sister. s/d. Fonte: arquivo da artista

Caption: Figura 4. Sofia Borges. Camelo sorrindo posando para mim. 2010. Fonte: arquivo da artista.

Caption: Figura 5. Sofia Borges. Rabbit. 2012. Fonte: arquivo da artista

Caption: Figura 6. Sofia Borges. The Little Shining Brown Horse. 2010. Fonte: arquivo da artista

Caption: Figura 7. Sofia Borges. Burned Little Shining Brown Horse. 2016. Fonte: arquivo da artista

Caption: Figura 8. Sofia Borges queimando a impressao fotografica durante o processo de montagem da exposicao da FOAM, em Amsterda. 2016. Fonte: arquivo da artista.

Caption: Figura 9. Sofia Borges. Burned Little Shining Brown Horse. 2016. Fonte: arquivo da artista

Caption: Figura 10. Interferencia de Sofia Borges sobre materialidade fotografica. 2016. Fonte: arquivo da artista

Caption: Figura 11. La tete du cheval. 2013. Fonte: arquivo da artista
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Title Annotation:Original articles/Artigos originais
Author:Tacca, Paula C.D. Cabral
Publication:Estudio
Article Type:Perspectiva general de la obra
Date:Jan 1, 2017
Words:2911
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