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Teresa Palma Rodrigues: 'Waiting for an Emptiness'/Teresa Palma Rodrigues: 'A espera de um Vazio'.

Introducao

O objetivo deste artigo e dar a conhecer o trabalho artistico de Teresa Palma Rodrigues (Lisboa, 1978), uma artista portuguesa cujo trabalho se situa no ambito das artes visuais. O titulo deste artigo, "A espera de um Vazio", recupera o nome de um vasto projecto que agrega as suas ultimas criacoes. O trabalho actual desta artista exemplifica como a curiosidade, aliada ao olhar artistico sobre um determinado lugar no mundo, que denominou como Zona V (de Vago) (Rodrigues: 2017), em Lisboa, pode despoletar a criatividade e fazer produzir um leque diferenciado de obras recorrendo tanto a informacoes de outros (pesquisas geograficas, arqueologicas, projectos urbanisticos) como a informacoes proprias (levantamentos vivenciais e experimentais) que derivam do contacto quotidiano com o lugar eleito.

A multidisciplinaridade da sua pesquisa teorica e plastica e a pluralidade dos meios e das linguagens visuais que sustentam e dao corpo a obra de Teresa Palma Rodrigues, permitem compreender como a coerencia conceptual pode assumir formas e formatos diversos, permitem compreender que a heterogeneidade desta obra e um todo coeso e permitem, ainda, compreender que todo o seu trabalho artistico se estilhaca de modo caleidoscopico em variacoes, series, ideias e projectos, num encadeamento de associacoes livres e sempre bem informadas, proprio a quem pensa com e por imagens.

1. Um passeio por Marvila, Chelas e Xabregas

A obra de Teresa Palma Rodrigues conduz-nos pela mao num passeio por tres areas de Lisboa denominadas Marvila, Chelas e Xabregas. Neste passeio, a artista da-nos a conhecer esta regiao de Lisboa atraves do seu olhar que se funda na arqueologia, na geografia, nos aspectos sociais e laborais destes lugares, na sua cultura, e na experiencia pessoal como habitante local, uma experiencia de ordem vivencial (Lynch:1960, 11). E por isso que este lugar parece caleidoscopico e tao interessante, porque o seu olhar e diverso, curioso e incansavel.

A metodologia do trabalho criativo de Teresa Palma Rodrigues nao separa a pratica da teoria, o fazer criativo e um pensamento analitico. Pelo contrario. E evidente, na aproximacao metodologica que, a medida que a curiosidade da artista e desperta pelo contexto e pelo lugar sobre o qual se debruca, tambem as ideias para a criacao artistica se manifestam e concretizam. O rigor da sua obra funda-se no rigor das informacoes que a originam e mistura-se com uma etica pessoal que se manifesta no apurado humor com que actualiza, por exemplo, os desenhos dos "cavalinhos" das loicas de Sacavem (Figuras 1, 2, 3 e 8, 9, 10).

O sentido etico de Teresa Palma Rodrigues transparece, com grande subtileza e diplomacia, como critica politica e social as estrategias da Camara Municipal de Lisboa e do Governo Portugues relativamente as zonas de Marvila, Chelas e Xabregas, lugares a partir dos quais as suas obras se engendram.

A narrativa historica sobre Marvila, Xabregas e Chelas que perpassa nos diferentes trabalhos artisticos de Teresa Palma Rodrigues revela-nos um projecto urbanistico continuamente frustrado nos seus objetivos, continuamente refeito e novamente interrompido, com gentes a quem as expectativas de qualidade de vida e de trabalho foram logradas repetidamente, e onde o atual abandono do patrimonio industrial caracteriza uma identidade operaria em falencia. Mas e justamente este cenario urbano intermitentemente esquecido onde, por isso, muito continua por fazer, que, paradoxalmente, torna possivel concretizar um projecto artistico com este rigor, sensibilidade e pertinencia.

2. Zona V (de Vago): um espaco vacante

A obra de Teresa Palma Rodrigues funda-se numa experiencia em primeira mao onde a artista faz por compreender de que modo um lugar afecta a construcao da identidade de quem la vive e de quem la trabalha, e questiona como o trabalho artistico em geral e o seu trabalho artistico em particular podem interferir e colaborar na construcao dessa identidade (Lippard:2005). Neste sentido, a artista assume-se como um caso de estudo para trabalhar a sua propria questao ao testar-se enquanto artista, quer atraves da aturada investigacao que faz sobre o territorio que lhe interessa--e que, atraves da sua obra, passa a interessar-nos a todos--, quer atraves do seu trabalho artistico que se diversifica com a experiencia do lugar onde vive e trabalha, lugar que observa no quotidiano de modo directo (Figura 4) atraves de desenhos, e de modo indirecto, atraves do registo fotografico, lugar onde se passeia e, ainda, onde colabora, atraves das actividades que propoe fazer com a Junta de Freguesia de Marvila, integrando-se no seu programa criativo e cultural.

Mas, porque o territorio de Marvila, Chelas e Xabregas e imenso, a artista debruca-se particularmente numa zona que baptiza como Zona V (de Vago) (Sola-Morales: 2002). Trata-se de um espaco vacante que se situa no seu horizonte paisagistico, mesmo a frente da janela da sua casa. A denominacao Zona V (de Vago), inventada pela artista, revela de imediato a apropriacao das logicas de identificacao dos bairros de Marvila onde, cada bairro vizinho tem uma letra que lhe da nome e permite que todos se distingam entre si. A criativa apropriacao da letra "V" e usada igualmente como letra inicial de termos cujo campo semantico e imagetico e determinante no contexto da obra de Teresa Palma Ro drigues. Por contaminacao, esta letra espraia-se aos titulos das suas obras, a saber, "V" de Vago ou A espera de um Vazio onde nos e apresentada como uma letra em potencia para nomear um determinado lugar e o caracterizar como nostalgico e melancolico. Assim, o "V" de "vago" e de "vazio" implica ainda a nocao de "abandono" e estas afinidades semanticas sao reafirmadas em expressoes como "capital do nada", "zona nao vigiada", "espaco urbano de ninguem" ou "oficialmente bera" (Folgado: 2004, 358). Por outro lado, ha uma vertente paradoxal na obra de Teresa Palma Rodrigues onde a letra "V" representa o "Verde", o "Vivo" e o "Visto" e/ou a "Vista", nomeadamente atraves de associacoes directas a paisagem e ao modo como, ao longo dos ultimos cinco anos, a Zona V (de Vago) tem vindo a acolher hortas urbanas ilegais e a transformar-se num campo de cultivo. O "V" esta, deste modo, afecto ao verbo ver, aquela observacao da natureza que a transfigura em paisagem atraves de um olhar transformador e esteticizado.

Porem, o territorio denominado Zona V (de Vago) a partir do qual nascem as obras desta artista, se comeca por nos mergulhar num campo semantico onde o tom do "V" de Vago remete para o "vazio" produzido por projectos frustrados, inacabados, arruinados, ou que nunca sequer sairam do plano das ideias vai, gradualmente, assumir conotacoes positivas e passa a caracterizar um terreno expectante, onde se abre o campo das possibilidades.

Esta transformacao gradual do territorio chamado Zona V (de Vago) tem sido aferida pela artista desde ha cerca de cinco anos ate ao presente (com perspectiva de continuacao) e tem sido espelhada nos seus projectos artisticos. Primeiro, a artista comeca por documentar e informar-se exaustivamente sobre territorio que lhe interessa e que batizou de Zona V (de Vago). Sabe que esta reservado para o futuro Hospital de Lisboa Oriental (Veloso:2007), e e por isso que permanece vago, ou seja, sem construcao, sem qualquer traco urbanizado, sem as marcas proprias a um territorio integrado na cidade, a espera.

3. Do lugar a obra. Da observacao a concretizacao

O seu interesse por esta paisagem inicia-se com o clic imediato e diario proporcionado pela fotografia que, por sua vez, da origem a um vasto arquivo documental sobre aquele terreno (Figura 6). Depois, dentro do seu espolio fotografico, seleciona pequenos conjuntos. O criterio desta selecao e o inusitado --aquilo que a surpreende na espuma dos dias. Trabalha sobre estas fotografias e acrescenta-lhes ou apaga-lhes elementos para que o seu olhar de fotografa coincida com o seu olhar de pintora e mostra-nos este territorio--a nos que olhamos de fora, que lhe somos estrangeiros--, mostra-nos o que os seus olhos veem: a sua beleza e a sua forca, a sua estranheza e a sua banalidade. Os projectos desdobram-se, multiplicam-se, derivam. Mas nao sao so os seus olhos que se passeiam sobre a paisagem. A artista caminha pela Zona V (de Vago) num exercicio de trabalho de campo e encontra naquele terreno o que necessita para alimentar a sua imaginacao e produzir as mais diversas obras. Assim, atraves de registos cientificos realizados a aguarela sobre papel e cuja delicadeza, qualidade e rigor de representacao sao incomuns na arte contemporanea, Teresa Palma Rodrigues ilustra rigorosamente os vestigios e os artefactos que encontra no terreno e que guarda como reliquias (Figuras 5 e 7). Estes objet trouve sao, tambem, a materia prima para outros projectos onde a representacao ficcional (porque inventada) de brinquedos, pecas de jogos de cartas, fosseis, porcelanas e de faiancas e por eles sugeridas (Figuras 1, 2, 3, e 8, 9, 10).

Fragmentos partidos de loicas que ja serviram as casas agora arruinadas e que antes foram propriedade de familias aristocraticas sao referenciais aquele passado vivencial e distante daquela que e hoje a realidade deste lugar (Figura 7).

O trabalho de recolecao continua com materias naturais vivas e fosseis, recupera praticas cientificas setecentistas e origina herbarios, quer pela conservacao das plantas ali encontradas (atraves da secagem), quer atraves de representacoes a aguarela dessas flores secas provenientes do territorio em observacao (Figura 4).

O caderno de campo e apresentado como um livro de artista, aglutinando a pertinencia de ambos na atualidade e o artista como um mediador das diversas areas do saber. Ha ainda a criacao de mapas e neles estao implicitos metodos e saberes ligados ao mapeamento, a cartografia, a topografia e a geometria. A observacao directa e mostrada com a representacao de paisagens--esse olhar contemplativo e muito inteligente que esteticiza o real transformando-o num panorama. Este e o olhar da artista--um olhar que ela nos empresta de um modo extremamente generoso e informado.

4. A espera de um vazio: serie Estatua ou Cavalinho

Como foi dito antes, o conjunto dos objectos encontrados no terreno vai originar nao so uma serie de trabalhos que funcionam directamente como arquivo, como, depois, sao referenciais para um trabalho de representacao minuciosa e meta-cientifica (constituindo os cadernos de campo) e, ainda, no caso dos cacos de faianca, sustentam a proposta para um desenho decorativo dos famosos pratos Cavalinho. O humor e inteligencia visual de Teresa Palma Rodrigues e determinante na elaboracao destas aguarelas porque, em vez de serem pratos inteiros, estao, cada um, em falta de um pedaco especifico que corresponde, formal e decorativamente (na cor e na representacao) a um dos cacos encontrados no terreno. Pode ainda verificar-se que as cenas no centro e nos bordos do prato remetem para fotografias tiradas pela artista no terreno ou para as vistas que assumem pontos de observacao diferentes e que actualizam--porque sao vistas hoje--uma visao paisagistica e panoramica sobre aquele territorio especificamente, do mesmo modo, tornam actual o desenho da loica Cavalinho. Na Figura 4, o desenho central esta referenciado num brinquedo de plastico encontrado no meio das terras. A posicao deste brinquedo--um homem que caminha de mochila as costas--e identificada numa das fotografias aos agricultores que cultivam as hortas ilegais na Zona V (de Vago). Tambem este agricultor, com uma mochila as costas, caminha sobre a sua horta.

Nas Figuras 5 e 6, os desenhos decorativos para o prato de loica estao referenciados nos fosseis e nas plantas encontradas na Zona V (de Vago). E ainda de notar que estes desenhos, embora parecam estudos previos para novos motivos decorativos, vao ficcionar o antigo atraves da representacao de fissuras e de efeitos proprios a uma ceramica estalada pelo uso e do verniz em craquele. Nestes desenhos ha ainda o cuidado de representar sombras proprias e projectadas de modo a criar a ilusao de tridimensionalidade do prato. Na verdade, o grau de mestria tecnica de Teresa Palma Rodrigues na execucao deste trabalho coloca-o na ordem de uma ilustracao cientifica de caracter documental, remetendo para a imagem fotografica pela surpreendente verosimilhanca que a imagem criada tem com os objectos concretos.

Conclusao

A necessidade de pertenca e o sentido de comunidade sao essenciais para o ser humano, na medida em que permitem que cada um esteja integrado e se sinta, por isso, em relacao com os outros e com os lugares (em vez de sozinho e desabrigado). A criacao deste sentido--de pertenca e comunidade--e lenta e, no caso de Teresa Palma Rodrigues, deriva de uma experiencia na primeira pessoa. Mudar de casa e, neste movimento, habitar um novo territorio, desconhecido a partida, levou-a a descoberta, a dar passeios e a olhar sobre o (seu novo) mundo. Este movimento alimentou uma crescente curiosidade sobre o territorio onde se implanta a sua casa e o seu atelier, sobre um terreno especifico batizado, por ela, de Zona V (de Vago) a partir do qual deriva a sua obra plastica actual.

O trabalho e prolifero: desde fotografias do quotidiano, aos diferentes artefactos transformados pelo gesto criativo em object trouve, dos minuciosos e detalhados desenhos a aguarela e tinta-da-china, que tanto se autonomizam como surgem aglutinados por livros-de-artista intitulados Cadernos de campo, a tantos outros projectos sedimentados no seu conhecimento e investigacao sobre o lugar onde mora e trabalha hoje, Teresa Palma Rodrigues, mostra-nos o seu dominio tecnico na qualidade de execucao de cada projecto, mostra-nos a sua inteligencia apurada e cheia de humor, e o seu sentido etico e moral numa critica fina que perpassa no seu raciocinio e metodo de trabalho, nas logicas de encadeamento das referencias ao lugar, em cada desenho, em cada fotografia, em cada objecto encontrado e, particularmente, no modo como os articula e os transforma.

Referencias

Folgado, D. (2004), "Patrimonio Industrial. Que memoria?" in Oliveira Jorge V. (coord.) Conservar para que? 8a Mesa redonda de Primavera. Porto, Coimbra: Faculdade de Letras da Universidade do Porto, DCTP, CEAUCP, pp. 355-366.

Lynch, K. (1960), A imagem da cidade, Lisboa, ed. 70.

Lippard, Lucy (1995), "Looking Around: Where we are, where we could be" in Lacy, S. (ed.) Mapping the Terrain: New Genre Public Art, Seatle, Bay press, pp. 114-130

Rodrigues, Teresa Palma (2017), Zona V (de Vago), tese de doutoramento em Belas-Artes /Pintura apresentada a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.

Sola-Morales, Ignasi de (2002), Territorios, 1a ed. Barcelona. Gustavo Gili, pp 180-193.

Veloso, A. B. (2007), O novo Hospital de Todos-os-Santos. Palestra proferida na cerimonia de assinatura do protocolo do Hospital de Todos-os-Santos no dia 26-122007. Disponivel em PDF: http:cfcul.fc.ul. pt/biblioteca/online/pdf/antoniobveloso/ onovohospital.pdf

MARGARIDA PENETRA PRIETO *

Artigo completo submetido a 1 de Janeiro de 2018 e aprovado a 17 janeiro 2018

* Portugal artista visual e professora.

AFILIACAO: Universidade de Lisboa; Faculdade de Belas-Artes (FBAUL); Centro de Investigacao e Estudos em Belas-Artes (CIEBA). Universidade Lusofona de Humanidades e Tecnologias (ULHT); Escola de Comunicacao, Arquitectura, Artes e Tecnologias da Informacao (ECAATI). Largo da Academia Nacional de Belas Artes 14, 1200-005 Lisboa. E-mail: emam.margaridaprieto@gmail.com

Caption: Figura 1. Teresa Palma Rodrigues, A espera de um Vazio: da serie Estatua ou Cavalinho--prato preto. 2016. Aguarela e tinta-da-china sobre papel, 65 x 50 cm. Coleccao da artista. Fonte da imagem: cortesia da artista.

Caption: Figura 2. Teresa Palma Rodrigues, A espera de um Vazio: da serie Estatua ou Cavalinho--prato rosa. 2016. Aguarela e tinta-da-china sobre papel, 65 x 50 cm. Coleccao da artista. Fonte da imagem: cortesia da artista.

Caption: Figura 3. Teresa Palma Rodrigues, A espera de um Vazio: da serie Estatua ou Cavalinho--prato verde. 2016. Aguarela e tinta-da-china sobre papel, 65 x 50 cm. Coleccao da artista. Fonte da imagem: cortesia da artista.

Caption: Figura 4. Teresa Palma Rodrigues, Serie: seguindo a espera de um vazio. 2014-15. Aguarela sobre papel, poliptico. 24,5 x 25,4 cm cada desenho. Coleccao da artista. Fonte da imagem: cortesia da artista.

Caption: Figura 5. Teresa Palma Rodrigues, Object trouve: Pequena figura de plastico encontrada no terreno. Plastico azul, 5 x 3 x 1 cm. Coleccao da artista. Fonte da imagem: cortesia da artista.

Caption: Figura 6. Teresa Palma Rodrigues, Agricultor a pulverizar o terreno. 2016. Fotografia digital, dimensoes variaveis (impressao). Coleccao da artista. Fonte da imagem: cortesia da artista.

Caption: Figura 7. Teresa Palma Rodrigues, Object trouve: fragmento de faianca encontrado no terreno. 2016. Faianca. Coleccao da artista. Fonte da imagem: cortesia da artista.

Caption: Figura 8. Teresa Palma Rodrigues, A espera de um Vazio: da serie Estatua ou Cavalinho--prato azul. 2016. Aguarela e tinta-da-china sobre papel, 65 x 50 cm. Coleccao da artista. Fonte da imagem: cortesia da artista.

Caption: Figura 9. Teresa Palma Rodrigues, A espera de um Vazio: da serie Estatua ou Cavalinho--prato castanho. 2016. Aguarela e tinta-da-china sobre papel, 65 x 50 cm. Coleccao da artista. Fonte da imagem: cortesia da artista.

Caption: Figura 10. Teresa Palma Rodrigues, A espera de um Vazio: da serie Estatua ou Cavalinho--prato anil. 2016. Aguarela e tinta-da-china sobre papel, 65 x 50 cm. Coleccao da artista. Fonte da imagem: cortesia da artista.
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Title Annotation:2. Artigos originais/Original Articles; texto en portugues
Author:Prieto, Margarida Penetra
Publication:Estudio
Date:Jan 1, 2018
Words:2792
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