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Temporal progress and control of anthracnose on banana in semiarid in the North of Minas Gerais/Progresso temporal e controle da antracnose em banana no semiarido norte mineiro.

INTRODUCAO

O Brasil e o quinto maior produtor mundial de bananas, destacando-se nos primeiros lugares o Equador, Filipinas, China e India, respectivamente (FAO, 2014). Apesar do Brasil estar bem colocado no ranking, a cadeia produtiva de banana enfrenta serios problemas de perdas, principalmente na fase de pos-colheita e na comercializacao (BASTOS e ALBUQUERQUE, 2004; MAIA et al, 2008). Essas perdas se devem a fatores fisicos, fisiologicos e microbiologicos. Dentre os fatores microbiologicos, os fungos sao responsaveis pela maioria das doencas que afetam essa fruta (PESSOA e OLIVEIRA, 2006; MAIA et al, 2008).

O fungo Colletotrichum musae (Berk & Curt.) Von Arx. e o agente causal da antracnose, que e uma das principais doencas pos-colheita em banana, levando a perdas significativas de ate 40% da producao. A infeccao causada por C. musae inicia-se, no campo, em frutos verdes, e o desenvolvimento da doenca ocorre durante o amadurecimento, na forma de pequenas lesoes, podendo coalescer, formando grandes areas necroticas e deprimidas (PESSOA e OLIVEIRA, 2006; NEGREIROS et al, 2013). Em condicoes favoraveis, sob alta umidade, os frutos cobrem-se de frutificacoes de coloracao rosa a salmao, onde os acervulos adquirem uma coloracao acinzentada (CORDEIRO et al., 2005).

Os conidios sao produzidos em restos culturais em condicoes de alta umidade e sao dispersos por meio da chuva, do vento e por insetos (PLOETZ et al, 2003). Na presenca de agua livre, germinam entre 4 e 24 horas e formam apressorio. A penetracao ocorre de 24 a 48 horas, provocando uma reacao de hipersensibilidade nas celulas adjacentes da epiderme, que acumulam fitoalexinas e tornam a infeccao latente ate a maturacao, a infeccao tambem pode ocorrer por meio de ferimentos (JEGER et al, 1995).

Os fatores ambientais estao envolvidos diretamente na incidencia e severidade da doenca, uma vez que influenciam nas varias fases do ciclo de vida do patogeno e tambem no desenvolvimento do hospedeiro, sendo importante para a infeccao fitopatogenica (MAFIA et al., 2011; OLIVEIRA et al, 2011).

Estudos fisiologicos demonstram que a faixa de temperatura otima para a germinacao dos conidios e o crescimento micelial de C. musae encontra-se entre 27[degrees]C e 30[degrees]C (GOOS e TSCHIRSCH, 1962; COUTO e MENEZES, 2004). Condicoes de alta umidade relativa favorecem o desenvolvimento do C. musae, sendo um fator importante para a esporulacao (VALE e ZAMBOLIM, 1997).

O monitoramento da intensidade da doenca e de grande importancia, pois permite conhecer as epocas criticas de ocorrencia, a identificacao dos niveis de dano economico (VIEIRA JUNIOR et al, 2008), para nessas epocas de maior intensidade, iniciar o controle da antracnose em pos-colheita.

Na regiao Norte de Minas, as pesquisas sobre o progresso temporal da antracnose sao, praticamente, inexistentes. Deste modo, o trabalho teve como objetivos avaliar, durante dez meses, a intensidade da antracnose e o efeito da lavagem e sanitizacao das frutas no controle de antracnose em banana 'Prata-Ana' cultivada em propriedades localizadas no semiarido norte mineiro nos municipios de Jaiba, Janauba e Nova Porteirinha.

MATERIAL E METODOS

O estudo foi realizado no periodo de setembro de 2013 a junho de 2014. As coletas dos frutos foram realizadas, mensalmente, em propriedades comerciais, cultivadas com banana 'Prata-Ana', nos municipios de Jaiba, Janauba e Nova Porteirinha. A classificacao do clima da regiao, segundo Koppen, e Aw, caracterizado por chuvas concentradas no verao, e seco nos meses do inverno.

Foram amostradas duas propriedades no municipio de Jaiba; a propriedade 01, localizada a S 15[degrees] 12' 46" e W 3[degrees] 48' 36", altitude de 473m e abastecimento de agua realizado por canais de irrigacao do Projeto Jaiba, e a propriedade 02, localizada a S 15[degrees] 16' 39" e W 43[degrees] 44' 26", altitude de 477m, e o abastecimento de agua feito por poco tubular.

Outras duas propriedades foram amostradas no municipio de Janauba, sendo a 03, localizada a S 15[degrees] 43' 8" e W 43[degrees] 19' 15" e altitude de 522m, e a 04, localizada a S 15[degrees] 43' 40,4" e W 43[degrees] 18' 29" e altitude de 515m, respectivamente. Ja, a propriedade 05 foi amostrada no municipio de Nova Porteirinha, localizada a S 15[degrees] 43' 20" e W 43[degrees] 16' 55" e altitude de 517m. O abastecimento de agua das propriedades 03, 04 e 05 e feito por canais de irrigacao do Projeto Gorutuba.

As propriedades tem diferentes tipos de manejo. A propriedade 01 dispoe de um cultivo tecnificado, onde os cachos sao transportados por cabos aereos ate o galpao de beneficiamento. Neste galpao, as bananas sao lavadas em tanques de agua contendo detergente neutro e hipoclorito de sodio a 2%. Ja as demais propriedades contam com um cultivo tradicional, onde os cachos sao transportados por funcionarios para um local no bananal, onde se cobre o chao com folhas de bananeira. Rotineiramente, as bananas sao lavadas com detergente neutro em caixas de agua de polietileno.

Os cachos de banana 'Prata-Ana' foram colhidos em estadio pre-climaterico ou estadio de maturacao 2 (frutos verdes com tracos amarelos), de acordo com escala de Von Loesecke (PBMH e PIF, 2006). Em seguida, os cachos foram despencados e selecionadas as pencas centrais, visando a uma maior uniformidade dos frutos durante a maturacao em pos-colheita. Parte destes frutos foram lavados na propriedade onde se realizou a coleta. Em seguida, as pencas foram acondicionadas em caixas plasticas previamente lavadas e sanitizadas, recobertas com papelao para evitar danos gerados por incidencia solar, abrasao e choque mecanico. Essas pencas foram encaminhadas ao Laboratorio de Patologia Pos-colheita da Unimontes, campus de Janauba. Ao chegar ao laboratorio, as pencas foram subdivididas em buques de tres frutos.

O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, em esquema fatorial 4 x 10 (4 tratamentos x 10 epocas de avaliacoes) com cinco repeticoes, contendo cada uma um buque de tres frutos.

Os buques foram submetidos aos seguintes tratamentos: frutos sem a realizacao da lavagem (testemunha); frutos lavados na propriedade; frutos lavados no laboratorio com detergente neutro e hipoclorito de sodio a 2%; frutos lavados no laboratorio com detergente neutro e hipoclorito de sodio a 2% e seguido de imersao em calda com fungicida Imazalil (Magnate[R]) na concentracao de 2 mL.L-1, posteriormente colocados em bandejas de poliestireno expandido, armazenado em camara de refrigeracao a 25[+ or -]1[degrees]C e 80[+ or -]5% de umidade relativa.

A avaliacao da intensidade de doenca foi realizada apos os frutos atingirem o estadio de maturacao 6 (frutos com coloracao de casca totalmente amarela), de acordo com escala de maturacao de Von Loesecke (PBMH e PIF, 2006). Nesta fase, estimou-se a incidencia e severidade. A incidencia foi obtida por numero de frutos afetados por repeticao, sendo esses valores expressos em porcentagem por tratamento. Para a variavel severidade foi adotada a escala diagramatica desenvolvida por Moraes et al. (2008) com variacao de severidade da doenca de 0,5 a 64%. Com os resultados de incidencia e severidade foram construidas curvas de progresso de doenca e calculada a Area Abaixo da Curva de Progresso de Incidencia (AACPI) e a Area Abaixo da Curva de Progresso de Severidade (AACPS), conforme a formula de Shaney e Finney (1977).

Os resultados obtidos da AACPI, AACPS e de incidencia e severidade foram submetidos a analise de variancia e as medias comparadas pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade. As analises estatisticas foram efetuadas com uso do software estatistico SISVAR (FERREIRA, 2011).

Os dados meteorologicos mensais de temperatura media, umidade relativa do ar e precipitacao pluviometrica total dos meses avaliados foram obtidos da estacao de Jaiba/MG (S 15[degrees] 05', W 44[degrees] 00' 460 m) e de Janauba/MG (S 15[degrees] 48', W 43[degrees] 17' 516 m), pertencentes ao Instituto Nacional de Meteorologia--INMET (Figura 1).

RESULTADOS E DISCUSSAO

Em todas as propriedades, menor valor de AACPI (p < 0,05) foi observado quando se adotou a lavagem dos frutos com hipoclorito de sodio a 2% seguida da aplicacao do fungicida. A reducao da AACPI da antracnose nos frutos das propriedades 01, 02, 03, 04 e 05 foi de 48,49%, 48,64%, 32,65%, 42,92% e 34,44%, respectivamente, em relacao a testemunha (Tabela 1).

Com relacao a AACPS da antracnose na propriedade 01, verificou-se reducao significativa da doenca de 53,96% quando os frutos foram lavados nas propriedades e de 78,86% quando lavados com hipoclorito de sodio a 2% com aplicacao do fungicida, em relacao a testemunha. Na propriedade 02, o tratamento com frutos lavados com hipoclorito de sodio a 2% nao apresentou reducao do valor de AACPS da doenca, fato semelhante ocorreu na propriedade 03, quando os frutos foram lavados na propriedade e tambem quando foram lavados com hipoclorito de sodio a 2% (Tabela 2). Estes resultados podem estar relacionados ao fato de que, nestes tratamentos, os frutos foram lavados com detergente neutro. Este apresenta capacidade de degradar a cuticula, deixando o fruto propicio a infeccao. A cuticula e composta por cutina e ceras, sendo uma barreira eficiente contra a entrada da maioria dos patogenos que colonizam a superficie (STANGARLIN, 2011). Dependendo da espessura ou da densidade dessa camada cuticular, as plantas podem ser mais ou menos resistentes (REINA-PINTO e YEPHREMOV, 2009).

Analisando as propriedades 04 e 05, observase que a lavagem dos frutos, seguida de aplicacao de fungicida, proporcionou reducao de 87,46% e 81,22% da AACPS, respectivamente, quando comparado a testemunha (TABELA 2). Negreiros et al. (2013), utilizando o fungicida tiabendazol no controle da antracnose em pos-colheita de banana 'Prata', constataram eficiencia na reducao da severidade da doenca ate 16 dias apos os frutos terem sido armazenados 21[+ or -]1[degrees]C e 80-90% de umidade relativa.

Verificou-se interacao significativa entre as epocas de avaliacao e os diferentes tratamentos nas propriedades 01, 02 e 04 quando avaliada a incidencia. De forma geral, as medias de incidencia foram menores nos meses de setembro a outubro e de maio a junho. Em contrapartida, nos meses de novembro a marco, foram observados os maiores indices de doenca. Em geral, neste periodo, o tratamento mais eficiente para a reducao de incidencia da doenca foi a lavagem dos frutos com hipoclorito de sodio a 2% com aplicacao de fungicida.

Analisando a incidencia media de antracnose em bananas coletadas em diferentes areas e epocas do ano, verificou-se, na propriedade 01, uma reducao de 73,4% em novembro, 33,2% em fevereiro e 80,2% em marco, em relacao a testemunha, quando utilizado o tratamento lavagem dos frutos com hipoclorito de sodio a 2% com aplicacao de fungicida. Nos meses de maio e junho, todos os tratamentos reduziram, significativamente, a incidencia da doenca quando comparado com a testemunha. Em relacao a incidencia da antracnose ao longo dos meses de avaliacao, observa-se que houve uma tendencia de maiores indices da doenca nos meses de novembro a marco (Figura 2).

Na propriedade 02, nao houve incidencia da doenca nos meses de outubro, novembro, abril e junho e houve reducao de 75,25% e 76,91% nos meses de janeiro e fevereiro, respectivamente, quando utilizado o tratamento de lavagem dos frutos com hipoclorito de sodio a 2% com aplicacao de fungicida, comparado a testemunha. O tratamento em que os frutos foram lavados na propriedade teve comportamento semelhante a testemunha, apresentando maior desenvolvimento da doenca nos meses de outubro a marco. Ja no tratamento onde os frutos foram lavados no laboratorio, esse fato foi observado nos meses de dezembro a fevereiro.

Verifica-se que, na propriedade 04, somente o tratamento de lavagem dos frutos com hipoclorito de sodio a 2% com aplicacao de fungicida resultou na diminuicao significativa da incidencia da antracnose quando comparado a testemunha em 86,6%, 53,2%, 89% e 70,6%, nos meses de novembro, dezembro, marco e junho, respectivamente.

Para as propriedades 03 e 05, constatou-se efeito significativo, independente dos fatores epocas de avaliacao e diferentes tratamentos, para a variavel incidencia. Nas duas propriedades, independente das epocas de avaliacao, o tratamento de lavagem dos frutos com hipoclorito de sodio a 2% e a aplicacao de fungicida proporcionaram valores de incidencia inferiores aos demais tratamentos. Observa-se que, na propriedade 03, os meses que proporcionaram o maior desenvolvimento da doenca foram dezembro e janeiro e, na propriedade 05, no periodo de novembro a fevereiro.

Neste periodo que houve os maiores indices da doenca de novembro a marco em media em todas as propriedades; a umidade relativa, precipitacao e temperatura estavam em media 66,6%, 118,99 mm e 25,71[degrees]C, respectivamente (Figura 1). Embora a umidade relativa do ar nao apresentasse condicoes ideais para o desenvolvimento da doenca, Almeida et al. (2003) verificaram, em trabalho realizado em lotes do Projeto de Irrigacao Vale do Gorutuba em Janauba--MG, que ha formacao de um microclima umido nos bananais em funcao da utilizacao da irrigacao e cobertura vegetal do solo, que sao condicoes normais em todos os sistemas de manejo nas propriedades utilizadas.

Para a germinacao de esporos de C. musae, e necessaria a presenca de uma pelicula de agua, explicando a maior frequencia das especies nos meses mais quentes e chuvosos do ano. Os conidios de C. musae na presenca de agua germinam entre 4 e 24 horas e infecta os frutos de 24 a 48 horas, portanto, o periodo de molhamento foliar associado a uma eficiente liberacao e dispersao de esporos pode garantir que a infeccao ocorra nos frutos, ocorrendo em temperatura otima de 27[degrees]C; a esporulacao tambem ocorre na mesma temperatura.

Quanto a severidade, foi constatada interacao significativa entre os dois fatores, epocas de avaliacao e tratamentos, em todas as propriedades. Os menores valores de severidade foram observados nos meses de setembro a outubro para todas as propriedades avaliadas. Nos meses de fevereiro a junho, foram observados menores valores de severidade nas propriedades 03 e 05. Nas propriedades 02 e 04, houve menor severidade da antracnose nos meses de marco ajunho, e, em fevereiro ajunho, na propriedade 01 (FIGURA 3). Verificou-se que nenhum dos tratamentos nao reduziu, significativamente, a severidade quando comparado a testemunha.

O periodo de maior desenvolvimento da severidade ocorreu em dezembro e janeiro nas propriedades 01, 02 e 03, quando foram utilizados os tratamentos com frutos lavados na propriedade, lavados com hipoclorito de sodio a 2%; enquanto que, no tratamento com frutos lavados com hipoclorito de sodio a 2% e aplicacao de fungicida, a maior severidade ocorreu apenas em dezembro nas propriedades 02 e 03.

No periodo de dezembro a fevereiro, onde houve o maior desenvolvimento da doenca, a ineficiencia da lavagem dos frutos na propriedade, possivelmente, provem do aumento das concentracoes de inoculo nos tanques de lavagem dos frutos. Segundo Gasparotto et al. (2003), e necessario fazer a renovacao periodica da agua dos tanques de lavagem, reduzindo, assim, as fontes de inoculo do C. musae.

Com relacao a baixa eficiencia da lavagem dos frutos com hipoclorito de sodio a 2%, Fernandes e Bonaldo (2011) tambem nao obtiveram eficiencia no controle da antracnose em pos-colheita de bananas, com uso de hipoclorito de sodio a 1%.

Nas propriedades 04 e 05, os maiores indices da doenca ocorreram, em media, no mes de dezembro para todos os tratamentos e testemunha, com excecao do tratamento com lavagem dos frutos com hipoclorito de sodio e aplicacao de fungicida, onde a epoca de avaliacao nao influenciou de forma significativa os resultados.

De maneira geral, observou-se que a lavagem dos frutos com hipoclorito de sodio a 2% seguida de fungicida apresentou menores valores de AACPI, AACPS. A aplicacao do fungicida proporcionou a reducao da intensidade da doenca em todos os meses de avaliacao. A reducao ocasionada por este tratamento esta relacionada a acao direta sobre o patogeno.

Estes resultados corroboram com os encontrados por Coelho et al. (2010). Estudando o controle pos-colheita da antracnose da banana 'Prata-Ana', os autores verificaram que as bananas inoculadas com C. musae e tratadas com fungicidas apresentaram menor severidade da doenca.

Mesmo reduzindo a intensidade da doenca, o fungicida nao erradicou totalmente o patogeno no periodo de maior desenvolvimento da doenca, embora apresentasse os menores indices de severidade comparados aos demais tratamentos. Isso pode estar relacionado, pelo fato de esses meses estarem propicios ao desenvolvimento do patogeno. A eficiencia dos fungicidas no controle das doencas depende da quantidade do inoculo inicial, da profundidade da infeccao no hospedeiro, da taxa de crescimento da infeccao, da temperatura e umidade e do grau de penetracao do produto no tecido hospedeiro (PLOETZ et al., 1994; TONGTHIENG e SANGCHOTE, 1994).

Dentre as condicoes climaticas, a precipitacao e umidade relativa foram as que mais interferiram no surgimento da antracnose, possivelmente relacionado com a disponibilidade de agua na regiao. A agua e essencial no desenvolvimento do fungo C. musae, uma vez que os conidios sao liberados e distribuidos apenas quando os acervulos estao molhados e germinam apenas na presenca de agua livre ou quando a umidade relativa do ar e bastante elevada (em torno de 100%). Geralmente, sao disseminados por ventos, respingos e chuvas fortes (MENEZES, 2002; AGRIOS, 2005). Condicoes estas que foram observadas nos meses de novembro a marco.

Em trabalho realizado por Perez e Vidal (2002), ficou demonstrado que ocorre maior porcentagem de conidios germinados de C. musae quando o fungo se encontrava em presenca de agua livre e em umidade relativa de 100%.

As altas temperaturas tambem proporcionam o maior desenvolvimento da antracnose. Chillet et al. (2006), avaliando a influencia de oscilacoes de condicoes climaticas no desenvolvimento de C. musae, observaram que a temperatura e um fator importante para esse patossistema, pois influencia o aumento da infeccao, acelerando o estadio de maturacao do fruto, e as perdas provocadas pelo patogeno.

Em contrapartida, as temperaturas baixas, em torno de 15[degrees]C, e a ausencia do periodo de molhamento proporcionaram o melhor controle no desenvolvimento da antracnose em trabalho realizado por Pessoa et al. (2007), utilizando diferentes temperaturas e periodo de molhamento de bananas inoculadas com C. musae.

[FIGURE 1 OMITTED]

[FIGURE 2 OMITTED]

[FIGURE 3 OMITTED]

CONCLUSOES

A maior intensidade de antracnose em bananas no Norte de Minas ocorre nos meses de novembro a marco.

A menor intensidade ocorre nos meses de setembro a outubro e de abril a junho.

Nos meses de novembro a marco, epoca de maior intensidade de doenca, a lavagem dos frutos com detergente neutro e hipoclorito de sodio a 2% seguida de aplicacao do fungicida Imazalil e a tecnica mais eficiente de controle do fitopatogeno.

http://dx.doi.org/10.1590/0100-2945-299/14

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem a Fundacao de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais FAPEMIG, Coordenacao de Aperfeicoamento de Pessoal de Nivel Superior--CAPES e Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnologico--CNPq pelo apoio indispensavel para a realizacao do trabalho.

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LAIS MAIA E SILVA (2), MARIANNE GONCALVES BARBOSA (3), MARTIELLE BATISTA FERNANDES (4), REGINA CASSIA FERREIRA RIBEIRO (5), EDSON HIYDU MIZOBUTSI (5)

(1) (Trabalho 299-14). Recebido em: 17-11-2014. Aceito para publicacao em: 07-10-2015.

(2) Mestre em Producao Vegetal no Semiarido/UNIMONTES. E-mail: laismaiak@hotmail.com

(3) Mestranda no curso de Producao Vegetal no Semiarido/UNIMONTES.E-mail: marianneagronomia@yahoo.com.br

(4) Doutoranda no curso de Producao Vegetal no Semiarido/UNIMONTES.E-mail: martiellefernandes@hotmail.com

(5) Eng. Agr. Dsc. Profs. Depto. Ciencias Agrarias. UNIMONTES. Bolsistas da FAPEMIG. Janauba- MG. E-mails: regina.ribeiro@unimontes.br, edson.mizobutsi@unimontes.br
TABELA 1--Area Abaixo da Curva de Progresso de Incidencia (AACPI)
para antracnose em banana de diferentes propriedades e expostas
a diferentes tratamentos.

                                 Propriedades (1)

Tratamento *      01        02        03        04        05

Testemunha      550,2 B   493,4 C   499,8 B   520,0 B   540,0 B
FLP             473,2 B   366,6 B   536,6 B   533,4 B   540,2 B
FLH             553,6 B   413,4 B   506,6 B   533,2 B   506,6 B
FLH+F           283,4 A   253,4 A   336,6 A   296,8 A   354,0 A
CV (%)           13,9      17,63     15,7      17,0      16,9

* Testemunha = Frutos sem lavagem; FLP = Frutos lavados na
propriedade; FLH = Frutos lavados com hipoclorito de sodio a 2%;
FLH+F = Frutos lavados com hipoclorito de sodio a 2% com aplicacao
de fungicida (1) Medias seguidas de mesma letra, na coluna, nao
diferem entre si pelo teste Skott-Knott a 5% de probabilidade.

TABELA 2--Area Abaixo da Curva de Progresso de severidade (AACPS)
para antracnose em banana de diferentes areas e expostas
a diferentes tratamentos.

                               Propriedade (1)

Tratamento *      01       02       03       04       05

Testemunha      53,0 B   30,6 A   41,0 A   83,0 B   42,6 B
FLP             24,4 A   44,6 A   65,2 B   66,8 B   77,8 B
FLH             39,2 B   65,8 B   85,4 B   78,6 B   63,0 B
FLH+F           11,2 A   24,8 A   25,0 A   10,4 A   8,0 A
CV (%)           54,5     39,4     47,9     48,0     36,6

* Testemunha = Frutos sem lavagem; FLP = Frutos lavados na
propriedade; FLH = Frutos lavados com hipoclorito de sodio a 2%;
FLH+F = Frutos lavados com hipoclorito de sodio a 2% com aplicacao
de fungicida. (1) Medias seguidas de mesma letra, na coluna, nao
diferem entre si pelo teste Skott-Knott a 5% de probabilidade
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Title Annotation:texto en portugues
Author:Silva, Lais Maia E.; Barbosa, Marianne Goncalves; Fernandes, Martielle Batista; Ribeiro, Regina Cass
Publication:Revista Brasileira de Fruticultura
Date:Feb 1, 2016
Words:4505
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