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Temperature and moisture on fipronil degradation in two soils of Mato Grosso do Sul State, Brazil/A temperatura e umidade na degradacao de fipronil em dois solos de Mato Grosso do Sul.

INTRODUCAO

A avaliacao da periculosidade ambiental de um agrotoxico e de fundamental importancia para minimizar possiveis riscos de contaminacao dos recursos naturais. Essa avaliacao requer informacoes sobre seu comportamento ambiental como a lixiviacao, sorcao e degradacao (IBAMA, 2010). A degradacao tem como funcao principal a atenuacao dos niveis de residuos do agrotoxico no solo, caracterizando seu grau de persistencia, e pode ocorrer de forma biotica e/ou abiotica. Assim, fatores como umidade, temperatura e tipo de solo podem influenciar em sua degradacao (WANG et al., 2010). De maneira geral, solos mais umidos e com temperaturas mais elevadas tendem a aumentar a taxa de degradacao do agrotoxico, diminuindo sua persistencia (CASTILLO & TORSTENSSON, 2007; MARTINEZ et al., 2008).

A descricao da cinetica de degradacao do agrotoxico no solo por meio de modelos matematicos e importante para estimar seu valor de meia-vida ([TD.sub.50]) e sua taxa de degradacao. No Brasil, o valor de [TD.sub.50] e utilizado para classificar os agrotoxicos com relacao a sua periculosidade ambiental (IBAMA, 2010). Estimativas de [TD.sub.50] devem ser feitas de forma bastante criteriosa e fundamentada, o que exige a escolha adequada do modelo matematico para descrever a cinetica de degradacao (ALDOWORTH & JACKSON, 2008). Diversos modelos matematicos tem sido utilizados para descrever a cinetica de degradacao de agrotoxicos nos solos (GUSTAFSON & HOLDEN, 1990; ALDOWORTH & JACKSON, 2008), sendo o de cinetica de primeira ordem o mais utilizado.

Diante da expansao da cultura da canade-acucar em Mato Grosso do Sul, e urgente a necessidade de informacoes sobre a persistencia de agrotoxicos utilizados nessa cultura e nas condicoes edafoclimaticas locais. O inseticida fipronil e utilizado no controle de pragas na cultura da cana-deacucar e sua aplicacao pode ocorrer diretamente no solo ou de forma aerea (AGROFIT, 2003). Estudos sobre a degradacao de fipronil em solos brasileiros foram realizados em Pernambuco, onde as condicoes edafoclimaticas sao diferentes de Mato Grosso do Sul, como, por exemplo, o inverno umido e o verao seco (MASUTTI & MERMUT, 2007). Este trabalho teve como objetivo avaliar a influencia da temperatura e umidade na degradacao de fipronil, em condicoes de laboratorio, em dois solos com texturas contrastantes em regioes produtoras de cana-de-acucar, em Mato Grosso do Sul.

MATERIAL E METODOS

Os solos foram coletados no campo experimental da Embrapa Agropecuaria Oeste, em Dourados, MS (22[degrees]19'29" LS; 54[degrees]48'51" LW), em julho de 2011, e em uma area com pastagem, em Deodapolis, MS (22[degrees]14'46" LS; 54[degrees]9'22" LW), em novembro de 2011 . Em Dourados, o solo e classificado como Latossolo Vermelho Distroferrico tipico (LVdf) de textura argilosa e, em Deodapolis, como Neossolo Quartzarenico Ortico tipico (RQo) (SANTOS et al., 2006). Em cada coleta, oito subamostras foram retiradas ao acaso nas profundidades de 0-30 e 50-70cm, utilizandose trado holandes. As subamostras foram misturadas e homogeneizadas para constituirem uma amostra composta de cada local, foram secas ao ar e na sombra, trituradas em moinho e peneiradas em malha de 2mm. Posteriormente, procedeu-se a analise de residuos de fipronil nessas amostras compostas, nas quais nao foi identificada sua presenca. As analises fisico-quimicas para caracterizacao dos solos foram realizadas conforme CLAES SEN (1997). O LVdf apresentou valores de materia organica (g [kg.sup.-1]), areia (g [kg.sup.-1]), argila (g [kg.sup.-1]) e pH (Ca[Cl.sub.2]), respectivamente, iguais a 34, 134, 739 e 5,1 para 0-30 cm e 23, 117, 772 e 5,3 para 50-70cm de profundidade. Ja para o RQo, esses valores foram de 9, 917, 72 e 4,2 para 0-30cm e 7, 901, 89 e 4,3 para 50-70cm de profundidade.

Para incubacao, 50g de solo seco foram pesados e adicionados em bequeres com posterior contaminacao de 2,8g.g de fipronil [g.sup.-1] de solo, que corresponde a 4 vezes a dose recomendada para controle da broca-da-cana, garantindo que, apos degradacao de 70% da dose aplicada, os residuos no solo fossem superiores ao limite de quantificacao do metodo analitico. A umidade em cada amostra, correspondente a 50 e 80% da capacidade de campo (CC), foi controlada diariamente com a adicao de agua ultrapura e com auxilio de uma balanca ate atingir o peso desejado em cada bequer. A determinacao da umidade volumetrica correspondente a CC, para ambos os solos, foi baseada na curva de retencao de agua do solo, considerando pressao de 0,1atm. As amostras foram incubadas em incubadoras tipo BOD, com condicoes controladas de temperaturas de 30 e 40[degrees]C, na ausencia de luz. Os experimentos foram conduzidos por 44 dias, em triplicata, sendo as amostras retiradas aos 0, 3, 10, 17, 24, 34 e 44 dias apos aplicacao. Utilizou-se um delineamento inteiramente casualizado em esquema fatorial triplo, em que os fatores foram solo, temperatura e umidade.

A extracao e quantificacao dos residuos de fipronil no solo foram baseadas na metodologia de HADJMOHAMMADI et al. (2006). Para extracao, em cada amostra de 50g de solo, foram adicionados 100mL de metanol grau HPLC. Em seguida, cada amostra foi mantida em mesa agitadora a 216rpm e 25[degrees]C por duas horas. Apos agitacao, as amostras foram colocadas em repouso por uma hora e, em seguida, foram transferidos 50mL do sobrenadante para balao de fundo redondo que foi evaporado ate a secura. Os residuos de fipronil presentes no balao foram elevados para 2mL em acetonitrila grau HPLC e centrifugados a 20[degrees]C com rotacao de 2500rpm por 30 minutos. Posteriormente, as amostras foram filtradas usando filtro de seringa em celulose regenerada de 0,22[micro]m e armazenadas a -20[degrees]C. A identificacao e quantificacao dos residuos de fipronil foram realizadas utilizando-se HPLC-DAD (modelo Varian LC-920), operando a 220nm. Para separacao, utilizou-se precoluna e coluna C-18 Polaris (250mmx4,6mmx5[micro]m), com temperatura do forno de 35[degrees]C e em sistema de gradiente com: 50% acetonitrila e 50% agua ultrapura v/v de 0-10min, 100% acetonitrila de 10 a 21 minutos e 50% acetonitrila e 50% agua ultrapura de 21 a 32 minutos, com fluxo de 1mL [minuto.sup.-1]. O tempo de retencao do fipronil nessas condicoes foi de 6 minutos e 11 segundos. Os testes de eficiencia do metodo analitico indicaram recuperacao de fipronil entre 94 e 104%. O limite de quantificacao foi de 0,8[micro]g [g.sup.-1] de solo.

Os valores das quantidades remanescentes de fipronil, aos 44 dias apos aplicacao, foram submetidos a analise de variancia e as medias comparadas pelo teste t a 5%, utilizando o programa R (R DEVELOPMENT CORE TEAM, 2012). Em seguida, as quantidades remanescentes de fipronil em funcao do tempo, para cada tipo de solo, profundidade, temperatura e umidade foram ajustadas aos modelos de cinetica de primeira ordem e ao bifasico de GUSTAFSON & HOLDEN (1990). Para tal, utilizouse o programa Si[micro]maPlot[R] 12.0 pelo metodo do ajuste de regressao nao linear. O modelo de cinetica de primeira ordem e dado por c = [c.sub.o.] x [e.sup.-kt] em que C e a quantidade remanescente de fipronil no solo (% da dose aplicada), [C.sub.0] e a quantidade inicial aplicada (%), k e a taxa de degradacao ([dia.sup.-1]) e t e o tempo (dias). O modelo bifasico e dado por c = [c.sub.0] x [(1 + [beta] x t).sup.-[alpha] em que [alpha] e [beta] ([dia.sup.-1]) sao parametros. A qualidade do ajuste dos dados observados aos dois modelos foi feita com base na analise visual e Erro [chi square] (FOCUS, 2006). Quanto menor o valor do Erro [chi square], considerando que este tenha passado pelo teste chi-quadrado ([chi square]), mais robusto e o modelo para descrever os dados observados. Os valores de [TD.sub.50] do fipronil, nas diferentes condicoes estudadas, foram estimados com base em [TD.sub.50] = 0,693/k para o modelo de cinetica de primeira ordem e em [TD.sub.50] = 1/[beta] x ([2.sup.1/[alpha] - 1) para 0 modelo bifasico.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Para a profundidade de 0-30cm, observouse interacao significativa (P<0,05) entre solo, umidade e temperatura na degradacao do fipronil. Devido a natureza contrastante dos solos estudados, os resultados de cada solo foram apresentados separadamente (Tabela 1). Para ambas as temperaturas e solos, o aumento da umidade de 50 para 80% da CC favoreceu significativamente (P<0,05) o aumento da degradacao do fipronil. Ja para ambas as umidades e solos, a elevacao da temperatura de 30 para 40[degrees]C tambem favoreceu, de forma significativa (P<0,05), o aumento da degradacao do fipronil, com excecao para a umidade correspondente a 80% da CC no solo arenoso de Deodapolis. Para a profundidade de 50-70cm, a interacao entre os fatores solo, temperatura e umidade nao foi significativa (P>0,05). No entanto, observou-se efeito significativo (P<0,05) desses fatores quando combinados dois a dois (Tabela 2). De maneira geral, o aumento de temperatura e umidade favoreceu a degradacao do fipronil, em ambos os solos. A degradacao do fipronil foi mais rapida no LVdf, quando comparada ao RQo, em ambas as temperaturas e umidades avaliadas. A degradacao de fipronil em solos e influenciada por fatores ambientais como, por exemplo, umidade, temperatura, pH, tipo de solo e atividade microbiana (YING & KOOKANA, 2002; MASUTTI & MERMUT, 2007; KUMAR et al., 2012). MASUTTI & MERMUT (2007) concluiram que a degradacao do fipronil em solos incubados em laboratorio e provenientes de area com canade-acucar, em Pernambuco, foi predominantemente biotica. Assim, os microrganismos do solo tem papel importante na degradacao do fipronil que, por sua vez, sao influenciados pelas variacoes de temperatura e umidade que regulam sua atividade. O aumento de temperatura e umidade do solo dentro dos limites otimos para os microrganismos acelera a degradacao de agrotoxicos (CASTILLO & TORSTENS SON, 2007; MARTINEZ et al., 2008). Os valores do erro [chi square] para o ajuste do modelo de cinetica de primeira ordem as concentracoes remanescentes de fipronil em funcao do tempo foram, em sua maioria, inferiores aqueles observados para o modelo bifasico, considerando os dois solos e as diferentes condicoes de temperatura e umidade (Tabelas 3 e 4). Isso mostra a superioridade do modelo de cinetica de primeira ordem para descrever a degradacao do fipronil nas condicoes avaliadas. No entanto, essa superioridade mostrou-se pequena, devido as diferencas na qualidade do ajuste dos dois modelos aos dados observados nao serem visualmente discrepantes como, por exemplo, mostrado para a degradacao no LVdf a 40[degrees]C (Figura 1). O modelo de cinetica de primeira ordem e utilizado para descrever a degradacao do tipo monofasica de agrotoxicos em solos. Nao foi observado comportamento de degradacao do tipo bifasica para o fipronil nos solos e condicoes avaliadas (Figura 1). Degradacao do tipo monofasica para o fipronil tambem foi observada por SHUAI et al. (2012). Diferentemente, MASUTTI & MERMUT (2007) observaram degradacao do tipo bifasica para o fipronil em solos, com uma fase inicial lenta, seguida de uma mais acelerada apos 90 dias de incubacao.

Os valores de [TD.sub.50], com base no modelo de cinetica de primeira ordem, variaram de 19 a 47 dias para o LVdf e de 43 a 74 dias para o RQo. Optou-se por estimar o valor de [TD.sub.50] apenas para os experimentos em que a quantidade remanescente de fipronil, na ultima data de amostragem, foi inferior a 50%. A menor persistencia do fipronil ([TD.sub.50] igual a 19 dias) foi observada no LVdf para a profundidade de 50-70cm, temperatura de 40[degrees]C e umidade de 50% da CC. Valores de meia-vida para o fipronil em solos incubados em laboratorio e estimados com base no modelo de cinetica de primeira ordem sao bastante variaveis em funcao das condicoes estudadas, como, por exemplo, temperatura e umidade do solo, tipo de solo e profundidade. MASUTTI & MERMUT (2007) relatam valores de meia-vida do fipronil entre 83 e 200 dias para solos superficiais (0-15cm), incubados a 25[degrees]C e entre 55 e 59% da CC, coletados em uma area com cana-de-acucar em Pernambuco. YING & KOOKANA (2002) observaram valores de meiavida iguais a 68 e 198 dias para solos australianos superficiais (0-15 cm), incubados a 20[degrees]C e com umidades de 60 e 15% da CC, respectivamente. Ja SHUAI et al. (2012) relatam valores bem inferiores de meia-vida do fipronil, entre 28 e 34 dias, para solos superficiais (0-20cm) do Havai, incubados a 30[degrees]C e 75% da CC.

CONCLUSAO

Os aumentos da temperatura e umidade do solo aceleram a degradacao do fipronil, sendo esta descrita de forma satisfatoria pelo modelo de cinetica de primeira ordem. A meia-vida do fipronil variou de 19 a 74 dias nos solos e condicoes estudadas, classificando-o como agrotoxico de baixa a media persistencia.

AGRADECIMENTOS

A Fundacao de Apoio ao Desenvolvimento de Ensino, Ciencia e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (FUNDECT-MS T.O. 008/09) e ao CNPq (35.0062/2009-9 e 475539/2010-9).

REFERENCIAS

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ALDOWORTH, J.; JACKSON, S.H. Statistical tools for determining appropriate selection of regression models for analysis of environmental fate datasets. Pesticide and Management Science, v.64, n.5, p.536-543, 2008. Disponivel em: <http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/ps. 1537/abstract>. Acesso em: 24 jul. 2012. doi: 10.1002/ps.1537.

CASTILLO, M.D.P; TORSTENSSON, L. Effect of biobed composition, moisture, and temperature on the degradation of pesticides. Journal of Agricultural Food and Chemistry, v.55, n.14, p.5725-5733, 2007. Disponivel em: <http://pubs.acs.org/toc/jafcau/55/14>. Acesso em: 12 jul. 2012. doi: 10.1021/jf0706637.

CLAESSEN, M.E.C. Manual de metodos de analise de solo. Rio de Janeiro: Embrapa-CNPS, 1997. 212p. (Embrapa-CNPS. Documentos, 1).

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GUSTAFSON, D.; HOLDEN, L.R. Nonlinear pesticide dissipation in soil: a new model based on spatial variability. Environmental Science and Technology, v.24, n.7, p.1032-1038, 1990. Disponivel em: <http://pubs.acs.org/toc/esthag/24/7>. Acesso em: 24 jul. 2012. doi: 10.1021/es00077a013.

HADJMOHAMMADI, M.R. et al. Determination of fipronil residue in soil and water in the rice fields in north of Iran by RPHPLC method. Acta Chimica Slovenica, v.53, n.4, p.517-520, 2006. Disponivel em: <http://acta.chem-soc.si/53/graph/acta53(4)-GA.htm>. Acesso em: 16 jul. 2012.

IBAMA. Produtos agrotoxicos e afins comercializados em 2009 no Brasil. Brasilia: Ibama, 2010. 84p. Disponivel em: <http://www.ibama.gov.br%2Fphocadownload%2FQualidade_Ambiental%2Fprodutos_agrotoxicos_comercializados_brasil_2009.pdf>. Acesso em: 24 jul. 2012.

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SANTOS, H.G. dos et al. (Ed.). Sistema brasileiro de classificacao de solos. Rio de Janeiro: Embrapa Solos, 2006. 306p.

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WANG, W. et al. Influence of soil factors on the dissipation of a new pyrimidynyloxybenzoic herbicide ZJ0273. Journal of Agricultural and Food and Chemistry, v.58, n.5, p.3062-3067, 2010. Disponivel em: <http://pubs.acs.org/toc/jafcau/58Z5>. Acesso em: 24 jul. 2012. doi:10.1021/jf904105b.

YING, G.G.; KOOKANA, R. Laboratory and field studies on the degradation of fipronil in a soil. Australian Journal of Soil Research, v.40, n.7, p.1095-1102, 2002. Disponivel em:<http://www.publish.csiro.au/nid/85/issue/581.htm>. Acesso em: 11 jul. 2012. doi: 10.1071/SR02018.

Romulo Penna Scorza Junior (I)* Andre Andrade Franco (I)

(I) Laboratorio de Analise de Residuos de Pesticidas, Embrapa Agropecuaria Oeste, CP 449, 79804-970, Dourados, MS, Brasil. E-mail: romulo.scorza@embrapa.br. *Autor para correspondencia.

Recebido 05.07.12 Aprovado 15.02.13 Devolvido pelo autor 09.05.13 CR-2012-0802.R1

Tabela 1 - Quantidades remanescentes (%) de fipronil nos dois solos,
temperaturas e umidades avaliadas na profundidade de 0-30cm.

                        --Dourados--

                  --Temperatura ([degrees]C)--

Umidade (% CC)       30             40

50                83,07 aA       70,01 bA
80                45,13 aB       34,47 bB

                        --Deodapolis--

                  --Temperatura ([degrees]C)--

Umidade (% CC)       30             40

50                85,34 aA       61,89 bA
80                54,02 aB       53,55 aB

Medias seguidas por letras iguais, minusculas nas linhas e
maiusculas nas colunas, dentro de cada local, nao diferem
entre si pelo teste t a 5%. Comparacao entre umidades nas
colunas e entre temperaturas nas linhas, para cada local.
CC=capacidade de campo. CV=19%.

Tabela 2 - Quantidades remanescentes (%) de fipronil nos dois
solos, temperaturas e umidades avaliadas na
profundidade de 50-70 cm.

                  --Temperatura ([degrees]C)--

Solo                30              40

Dourados          51,76 aB        26,11bB
Deodapolis        96,77aA         78,04bA

                     --Umidade (% CC)--

Solo                50              80

Dourados          34,47bB         43,39aB
Deodapolis        92,26aA         82,55bA

                  --Temperatura ([degrees]C)--

Umidade (%CC)       30              40

50                76,89aB         49,85bA
80                71,64aA         54,31 bB

Medias seguidas por letras iguais, minusculas nas linhas e
maiusculas nas colunas, nao diferem entre si pelo teste t a 5%.
CC=capacidade de campo. CV=18%.

Tabela 3 - Parametros do modelo de degradacao de cinetica de
primeira ordem para degradacao de fipronil no Latossolo Vermelho
distrofico (LVdf) e Neossolo Quartzarenico Ortico tipico (RQo) nas
duas temperaturas e umidades.

Solo       Temp.
           ([degrees]C)    Prof. (cm)   Umidade (%CC)

LVdf       30                0-30          50
                                           80

                             50-70         50
                                           80

           40                0-30          50
                                           80

                             50-70         50
                                           80

RQo        30                0-30          50
                                           80

                             50-70         50
                                           80

           40                0-30          50
                                           80

                             50-70         50
                                           80

Solo       Temp.            Erro [chi
           ([degrees]C)    square] (%)     [C.sub.0] (%)

LVdf       30                1,4          100 [+ or -] 1 *
                             2,5          98 [+ or -] 1 *

                             2,4          100 [+ or -] 1 *
                             3,7          102 [+ or -] 2 *

           40                2,2          101 [+ or -] 1 *
                             2,3          97 [+ or -] 1 *

                             1,4          100 [+ or -] 1 *
                             2,3          101 [+ or -] 1 *

RQo        30                1,2          100 [+ or -] 1 *
                             2,1          102 [+ or -] 1 *

                             1,0          99 [+ or -] 1 *

           40                2,6          100 [+ or -] 1 *
                             3,2          98 [+ or -] 2 *

                             1,8          99 [+ or -] 1 *
                             0,8          101 [+ or -] 1 *

Solo       Temp.                                       [TD.sub.50]
           ([degrees]C)        k ([dia.sup.-1])          (dias)

LVdf       30              0,0038 [+ or -] 0,0004 *       -
                           0,0182 [+ or -] 0,0008 *       38

                           0,0149 [+ or -] 0,0007 *       47
                           0,0132 [+ or -] 0,0009 *       53

           40              0,0081 [+ or -] 0,0005 *
                           0,0254 [+ or -] 0,0007 *       28

                           0,0360 [+ or -] 0,0011 *       19
                           0,0239 [+ or -] 0,0010 *       29

RQo        30              0,0038 [+ or -] 0,0005 *       -
                           0,0149 [+ or -] 0,0007 *       46

                           0,0026 [+ or -] 0,0003 *       -

           40              0,0094 [+ or -] 0,0007 *       74
                           0,0163 [+ or -] 0,0010 *       43

                           0,0039 [+ or -] 0,0004 *
                           0,0064 [+ or -] 0,0004 *       -

* Significativo pelo teste t a 5%. CC = capacidade de campo.
[TD.sub.50] = meia-vida.

Tabela 4 - Parametros do modelo bifasico para degradacao de fipronil
no solo Latossolo Vermelho distrofico (LVdf) e Neossolo
Quartzarenico Ortico tipico (RQo) nas duas temperaturas e umidades.

Solo        Temp.                        Umidade     Erro [chi
           ([degrees]C)    Prof. (cm)     (%CC)     square] (%)

LVdf       30                0-30          50         1,8
                                           80         3,2

                             50-70         50         4,7
                                           80         4,9

           40                0-30          50         2,8
                                           80         1,8

                             50-70         50         4,0
                                           80         4,1

RQo        30                0-30          50         0,9
                                           80         2,3

                             50-70         50         -
                                           80         0,8

           40                0-30          50         3,7
                                           80         3,2

                             50-70         50         2,1
80 1,4

Solo        Temp.
           ([degrees]C)      [C.sub.0] (%)           [alpha] (-)

LVdf       30              100 [+ or -] 1 *    0,31 [+ or -] 0,56 (ns)
                           101 [+ or -] 2 *    0,77 [+ or -] 0,32 *

                           101 [+ or -] 3 *    0,51 [+ or -] 0,26 (ns)
                           103 [+ or -] 3 *    0,93 [+ or -] 1,14 (ns)

           40              102 [+ or -] 2 *    0,86 [+ or -] 1,26 (ns)
                           99 [+ or -] 1 *     1,63 [+ or -] 0,43 *

                           102 [+ or -] 2 *    2,24 [+ or -] 1,15 (ns)
                           102 [+ or -] 2 *    1,72 [+ or -] 1,26 (ns)

RQo        30              100 [+ or -] 1 *    0,24 [+ or -] 0,29 (ns)
                           104 [+ or -] 2 *    0,74 [+ or -] 0,37 (ns)

                           -                   -
                           100 [+ or -] 1 *    0,17 [+ or -] 0,17 (ns)

           40              102 [+ or -] 2 *    0,44 [+ or -] 0,34 (ns)
                           101 [+ or -] 2 *    0,56 [+ or -] 0,21 *

                           100 [+ or -] 1 *    0,29 [+ or -] 0,43 (ns)
                           102 [+ or -] 1 *    0,46 [+ or -] 0,46 (ns)

Solo        Temp.                                     [TD.sub.50]
           ([degrees]C)         [beta] (dia)             (dias)

LVdf       30              0,02 [+ or -] 0,04 (ns)       -
                           0,03 [+ or -] 0,02 (ns)       40

                           0,05 [+ or -] 0,04 (ns)       55
                           0,02 [+ or -] 0,03 (ns)       59

           40              0,01 [+ or -] 0,02 (ns)       -
                           0,02 [+ or -] 0,01 *          26

                           0,02 [+ or -] 0,01 (ns)       18
                           0,02 [+ or -] 0,01 (ns)       28

RQo        30              0,02 [+ or -] 0,04 (ns)       -
                           0,03 [+ or -] 0,02 (ns)       47

                           -                             -
                           0,02 [+ or -] 0,03 (ns)       -

           40              0,03 [+ or -] 0,04 (ns)       -
                           0,05 [+ or -] 0,03 (ns)       47

                           0,02 [+ or -] 0,03 (ns)       -
                           0,02 [+ or -] 0,02 (ns)       -

* Significativo pelo teste t a 5%; ns = nao significativo pelo
teste t a 5%. CC = capacidade de campo. [TD.sub.50] = meia-vida.
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Author:Scorza, Romulo Penna, Jr.; Franco, Andre Andrade
Publication:Ciencia Rural
Date:Jul 1, 2013
Words:3719
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