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TREINAMENTO E CONDICIONAMENTO DO CORE, FORCA E DESEMPENHO ATLETICO: UMA REVISAO SISTEMATICA.

INTRODUCAO

O Core ou centro e definido com uma caixa, composta pela integracao dos sistemas osseo, muscular, conjuntivo e neural (Shinkle e colaboradores, 2012).

Cujo as principais estruturas envolvidas sao: coluna vertebral, quadril, pelvis, reto abdominal, para vertebrais, multifidus, obliquos, musculatura pelvica e gluteo maximos. Que possui funcoes estabilizadoras e de producao de movimento de forma integrada (Akuthota e Nadler, 2003, Reed e colaboradores, 2014).

Nos ultimos 10 anos treinadores cada vez mais tem recomendado exercicios de estabilizacao em programas de treinamento esportivo. E indicado que maiores capacidades de trabalho. Maior forca e estabilidade do Core pode beneficiar o desempenho desportivo, por proporcionar uma base para uma maior producao de forca nas extremidades superiores e inferiores.

Exercicios convencionais do treinamento de forca foram modificados com o objetivo de desenvolver a estabilidade do tronco, por exemplo, realizacao em superficies instaveis ao inves de estaveis, realizacao de exercicios em pe, em vez de sentado, a utilizacao de pesos livres, e nao de maquinas (Willardson, 2007).

A presenca de exercicios especificos para o desenvolvimento de forca e estabilidade do Core no ambiente da reabilitacao principalmente de dores lombares e prevencao de lesoes esportivas e uma pratica recorrente que vem demonstrado uma atencao da producao na literatura cientifica e demonstrados efeitos positivos sobre os desfechos analisados (Wirth e colaboradores, 2016).

A enfase do treinamento do Core com objetivos preventivos tanto de atletas como de individuos fisicamente ativos, e largamente associado ao condicionamento dos musculos para- vertebrais eretores da espinha, quadrado lombar, reto abdominal, obliquo interno e externo e gluteo maior. Estudos tambem associam a ativacao eletromiografia desses musculos com tarefas/exercicios dos esportes e treinamento de forca (Mcgill, 2010).

O treinamento do Core e um componente que tem se tornado muito recorrente no processo de desenvolvimento atletico, mas pouco se sabe sobre os efeitos diretos do aumento da forca e estabilidade desta regiao no desempenho atletico (Reed e colaboradores, 2014). Grande parte da justificativa do uso desses exercicios, por guidelines, se da devido as adaptacoes neurais resultantes destes protocolos, demonstrando assim maior ativacao voluntaria da musculatura do tronco, por estudos comparativos entre exercicios convencionais e de estabilizacao (Wirth e colaboradores, 2016).

O crescimento das academias e um fenomeno que acompanha a procura por aulas de ginastica em outros estabelecimentos que nao os clubes (Tahara e Schwartz, 2003).

Desde 2001 ja e evidente o papel central das academias no contexto da busca do bem-estar por parte da populacao urbana (Saba, 2001).

Fazendo assim que as metodologias antes aplicadas prioritariamente em atletas passaram, ser adaptadas e aplicadas a populacao em geral, buscando assim os melhores resultados (D'elia, 2016).

Porem poucos sao os estudos que buscam entender o efeito nao apenas da estabilidade e protocolos de estabilizacao sobre o desempenho atletico, mas sim de um desenvolvimento global do Core. Verificando assim qual a relacao entre a forca, estabilidade e potencia dos musculos do tronco com a capacidade de trabalho mensurada nas extremidades bem como com o desempenho esportivo especifico.

Desta forma, o presente estudo tem como objetivo identificar quais os impactos e as relacoes do treinamento do tronco/Core sobre a forca geral e o desempenho atletico. Bem como analisar a eficacia desses exercicios sobre as diferentes populacoes.

MATERIAIS E METODOS

Para o desenvolvimento desse estudo foi realizado uma revisao sistematica em julho de 2016, por meio de busca sistematizada em duas das principais bases de dados relacionadas a saude e desempenho esportivo: a biblioteca virtual Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Medline/PUBMED tendo sido incluidos somente artigos cientificos publicados de 2007 a Julho de 2016.

Foi utilizada a seguinte organizacao de descritores e operadores logicos na busca por artigos (((core training[Title/Abstract]) OR core stabilization[Title/Abstract]) OR core strength[Title/Abstract]) AND strength[Title/Abstract] or general strength[Title/Abstract]. Este procedimento foi realizado de acordo com a recomentados PRISMA, as buscas foram realizadas em ambas as bases de dados em duplicata, de forma independente por dois pesquisadores que obtiveram o mesmo quantitativo de artigos.

Os artigos passaram por leitura minuciosa dos dois pesquisadores, que buscaram identificar os seguintes criterios de exclusao: artigos de revisao, relatos de caso, artigos de opiniao, carta ao editor, procedimentos cirurgicos e estudos de areas nao relacionadas.

E tambem a identificacao dos criterios de inclusao: estudos com intervencao e/ou correlacionais. No caso de discordancia entre as decisoes de selecao dos artigos um terceiro avaliador foi solicitado (Moher e colaboradores, 2015).

O fluxograma de artigos selecionados em cada etapa e apresentado na Figura 1.

RESULTADOS

A Tabela 1 apresenta os dados de interesse dos artigos (respondentes aos criterios de inclusao e exclusao), foram selecionados 21 estudos para composicao desta tabela, os mesmos deveriam necessariamente apresentar resultados relacionadas a forca ou potencia, apresentarem caracteristica experimentais ou correlacionais e disponibilizar acesso livre ao corpo do manuscrito.

Na Tabela 1 a grande maioria dos estudos apresentaram resultados considerados de curto prazo ou apenas dados transversais.

Foram analisados um total de 711 individuos de diversas caracteristicas populacionais, porem 100% da amostra considerada saudavel, havendo tambem o predominio de atletas e individuos treinados sendo um total de 376 (52,8%). Sendo apenas dois estudos (Schilling e colaboradores, 2013; Sekendiz e colaboradores, 2010) avaliaram individuos sedentarios ou destreinados.

As principais Medidas de desempenho geral encontradas foram salto vertical, testes de agilidade como pro-agility e T teste, sprints e testes de 1-repeticao maxima (1-RM), bem como medidas de equilibrio, testes de estabilidade do Core principalmente com testes isometricos. O treinamento do Core raramente e executado como uma modalidade unica, e sim como parte de um protocolo de condicionamento fisico geral, envolvendo aspectos especificos de cada modalidade esportiva ou dos objetivos de cada populacao nao atletica.

Bem como por se tratar de individuos ja treinados, a percepcao do impacto de protocolos distintos e um ponto complexo, mesmo com tais dificuldades os estudos demonstraram influencia do condicionamento do Core da forca maxima avaliada pelo teste de 1 RM (Hoppe e colaboradores, 2015; Petersen e colaboradores, 2015).

Assim como indicado na literatura (Reed Thomas e colaboradores, 2014) os efeitos sobre aspectos da potencia muscular de membros inferiores, referentes a saltos, ainda possuem um componente central de geracao de forca menos definido, pois embora protocolos de estabilizacao do Core, tanto em base estavel como instavel, apresentam efeitos positivos significativos em tais aspectos, em populacoes desde atletas universitarios e profissionais ate adolescentes saudaveis (Granacher e colaboradores, 2014; Petersen e colaboradores, 2015; Imai e colaboradores, 2014), quanto realizados estudos correlacionais com atletas universitarios e possivel observar resultados controversos de relacao da estabilidade e forca do Core com variaveis de potencia em geral, uma vez que a indicios de correlacao negativa (Sharrock e colaboradores, 2011) bem como positiva (Shinkle e colaboradores, 2012).

Por outro lado, as mensuracoes relacionadas outras manifestacoes a potencia muscular, como, velocidade linear, mudancas de direcao, velocidade maxima de um chute e a tacada do Golf, parecem nao apresentar tais discordancias na literatura cientifica (Fernandez-Fernandez e colaboradores, 2013; Prieske e colaboradores, 2016; Rogan e colaboradores, 2013; Sharrock e colaboradores, 2011; Shinkle e colaboradores, 2012).

O que no caso da corrida ja e demonstrado por Deane e colaboradores (2005) em uma analise dos efeitos do treinamento dos flexores do quadril sobre sprints, Shutle run e saltos verticais.

Entre tanto essa o estudo de Shinkle e colaboradores (2012) apresenta caracteristicas distintas pois o mesmo se trata de um trabalho de elaboracao e validacao de protocolos especificos para esse fim, possivelmente justificando a discordancia de outros estudos.

Outro aspecto que necessita de analise e o fato de que a grande maioria dos artigos encontrados nas buscas realizadas utilizam de exercicios, ou realizaram avaliacoes, apenas de estabilizacao (Guo e colaboradores, 2012; Imai e colaboradores, 2014; Jamison e colaboradores, 2012; Petersen e colaboradores, 2015; Sato e colaboradores, 2009; Sharrock e colaboradores, 2011; Yoon e colaboradores, 2015).

Desconsiderando assim, a forca isotonica e a potencia do Core importantes componentes que podem demonstrar diretas e precisas transferencias do condicionamento das porcoes centrais do corpo, para tarefas especificas como indicado por D'elia (2016).

CONCLUSAO

Sendo assim esta revisao sistematica, embora apresente resultados conflitantes, nos possibilita concluir que ha indicios de que o treinamento de estabilizacao do Core, tanto em bases instaveis como estaveis, apresenta impactos positivos no desempenho de atletas e tambem em nao atletas, mesmo quando nao aplicado em conjunto om outras estrategias de treinamento. Sobre tudo, em aspectos de forca, velocidade e potencia de membros inferiores ou integradores de porcoes corporais.

Concluimos tambem que mais estudos que busquem relacionar outros componentes de condicionamento fisico do Core, com o desempenho atletico e global, bem como verificar os efeitos do treinamento potencia do Core, se fazem necessarios, devido principalmente a sua relevancia pratica e escassez na literatura cientifica.

REFERENCIAS

(1)-Akuthota, V.; Scott, F.; Nadler, D. Effect of rocker soles on plantar pressures. Archives of Physical Medicine and Rehabilitation. Vol. 85. Num. 1. p. 81-86. 2004.

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(3)-Deane, R.S.; Chow, J.W.; Tillman, M.D.; e colaboradores. Effects of hip flexor training on sprint, shuttle run, and vertical jump performance. J Strength Cond Res. Vol. 19. Num. 3. p. 615-621. 2005.

(4)-D'Elia, L. Guia Completo do Treinamento Funcional. Phorte, 2016.

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(9)-Hides, J. A.; e colaboradores. The effects of rehabilitation on the muscles of the trunk following prolonged bed rest. European Spine Journal. Vol. 20. Num. 5. p. 808-818. 2011.

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(12)-Jamison, S. T.; e colaboradores. Randomized controlled trial of the effects of a trunk stabilization program on trunk control and knee loading. Medicine and Science in Sports and Exercise. Vol. 44. Num. 10. p. 1924-1934. 2012.

(13)-Lust, K. R.; e colaboradores. The effects of 6-week training programs on throwing accuracy, proprioception, and core endurance in baseball. J Sport Rehabil. Vol. 18. Num. 3. p. 407-426. 2009.

(14)-Mcgill, S. Core Training: Evidence Translating to Better Performance and Injury Prevention. Strength and Conditioning Journal. Vol. 32. Num. 3. p. 33-46. 2010.

(15)-Mitchel, U. H.; Johnson, A. W.; Adamson, B. Relationship Between Functional Movement Screen Scores, Core Strength, Posture, and Bodymass Index in School Children Inmoldova. Journal of Strenght and Conditioning Research. Vol. 29. Num. 5. p. 1172-1179. 2015.

(16)-Moher, D.; e colaboradores. Preferred reporting items for systematic review and meta-analysis protocols (PRISMA-P) 2015 statement. Systematic Reviews. Vol. 4. Num. 1. p. 1. 2015.

(17)-Petersen, N; e colaboradores. Reliability of a new test battery for fitness assessment of the European Astronaut corps. Extreme physiology & medicine. Vol. 4. Num. 12. p. 2- 12. 2015.

(18)-Prieske, O.; e colaboradores. Neuromuscular and athletic performance following core strength training in elite youth soccer: Role of instability. Scandinavian journal of medicine & science in sports. Vol. 26. Num. 1. p. 48-56. 2016.

(19)-Reed, C. A.; e colaboradores. The effects of isolated and integrated "core stability" training on athletic performance measures: A systematic review. Sports Medicine. Vol. 42. Num. 8. p. 697-706. 2012.

(20)-Rogan, S.; e colaboradores. The relevance of core muscles in ice hockey players: A feasibility study. Sportverletzung-Sportschaden. Vol. 27. Num. 4. p. 212-218. 2013.

(21)-Saba, F. Aderencia: a pratica do exercicio fisico em academias. Sao Paulo. Manole. 2001

(22)-Sato, K.; Mokha, M. Does Core Strength Training Influence Running Kinetics, Lower-Extremity Stability, And 5000-M Performance in Runners? Journal of Strength and Conditioning Research. Vol. 23. Num. 1. p. 133-140. 2009.

(23)-Schilling, J. F.; e colaboradores. Effect of core strength and endurance training on performance in college students: Randomized pilot study. Journal of Bodywork and Movement Therapies. Vol. 17. Num. 3. p. 278-290. 2013.

(24)-Sekendiz, B.; Cug, M.; Korkusuz, F. Effects of Swiss-ball core strength training on strength, endurance, flexibility, and balance in sedentary women. J Strength Cond Res. Vol. 24. Num. 11. p. 3032-3040. 2010.

(25)-Sharrock, C.; e colaboradores. A pilot study of core stability and athletic performance: is there a relationship? International journal of sports physical therapy. Vol. 6. Num. 2. p. 63-74. 2011.

(26)-Shinkle, J.; e colaboradores. Effect of Core Strength on the Measure of Power in the Extremities. Journal of Strenght and Conditioning Research. Vol. 26. Num. 2. p. 373-380. 2012.

(27)-Stickler, L.; Finley, M.; Gulgin, H. Relationship between hip and core strength and frontal plane alignment during a single leg squat. Physical Therapy in Sport. Vol. 16. Num. 1. p. 66-71. 2015.

(28)-Tahara, A. K.; Schwartz, G. M. Aderencia e manutencao da pratica de exercicios em academias Adherence and maintenance into practicing exercises at gym. p. 7-11. 2003.

(29)-Willardson, J. M. Core Stability Training: Applications to Sports Conditioning Programs. Journal of Strength and Conditioning Research. Vol. 21. Num. 3. p. 979-985. 2007.

(30)-Wirth, K.; e colaboradores. The impact of back squat and leg-press exercises on maximal strength and speed-strength parameters. Journal of Strenght and conditioning Research. Vol. 30. Num. 5. p. 11-13. 2016.

(31)-Yoon, S.-D.; Sung, D.-H.; Park, G. D. The effect of active core exercise on fitness and foot pressure in Taekwondo club students. Journal of Physical Therapy Science. Vol. 27. Num. 2. p. 509-511. 2015.

Caio Machado de Oliveira Terra (1), Andre Luis Peres (2) Ricardo Santana Leite (3), Victor Hugo de Souza Mendes (4), Leticia Andrade Cerrone (1)

(1)-Universidade Federal de Sao Paulo (UNIFESP), Sao Paulo-SP, Brasil.

(2)-Universidade Tecnologia Federal do Parana (UFTPR), Curitiba-PR, Brasil.

(3)-Universidade de Ribeirao Preto (UNAERP), Ribeirao Preto-SP, Brasil.

(4)-Universidade Estadual de Maringa (UEM), Maringa-PR, Brasil.

Recebido para publicacao 28/06/2017

Aceito em 28/11/2017
Tabela 1 - Artigos incluidos na analise da integra.

Autor/ano       Populacao             n     Intervencao

Brophy          Atletas              98     Relacao entre
(2009)          universitarios de           forca de quadril
                Futebol (M e F)             e forca abdominal.
Lust            Atletas de           34     Programa de
(2009)          Beisebol                    exercicios de
                                            treinamento do
                                            Core progredindo
                                            o tempo
                                            semanalmente.
Sato            Adultos                     Programa de 6
(2009)          saudaveis                   semanas de
                                            treinamento do
                                            core (CST). Sobre
                                            medidas de forca
                                            de
                28 corredores        28     reacao do solo,
                recreacionais               contagens de
                                            estabilidade dos
                                            membros inferiores
                                            e desempenho em
                                            execucao.
                                            Efeitos de um
                                            treinamento
                                            utilizando Fit ball,
Sekendiz        Mulheres             21     sobre a forca dos
(2010)          Sedentarias                 extensores e flexores
                                            do tronco, quadril,
                                            flexibilidade e equilibrio
                                            dinamico.
Hides           Homens               24     Efeitos de programa
(2011)          Saudaveis                   de reabilitacao do
                                            core: 1 Grupo Forca
                                            Geral, e outro especifico
                                            para Core.
Sharrock        Atletas              35     Correlacao entre
(2011)          universitarios              testes de estabilidade
                                            do Core e os testes
                                            de colisao de 40
                                            jardas, teste T, salto
                                            vertical, e um lance
                                            de Mediciball.
Jamison         Homens               37     Exercicios de
(2012)          Saudaveis                   Estabilizacao de
                                            Tronco (ET)
                                            vs. Treinamento
                                            Resistido (TR).
Guo (2012)      Universitarios       60     Submetidos a um
                                            programa de treinamento
                                            3x semana, com bola
                                            suica. Exercicios
                                            dinamicos e isometricos.
Shinkle         Jogadores de         25     Desenvolver um teste
(2012)          futebol                     de campo funcional
                                            para avaliar o papel da
                                            musculatura central e
                                            seu impacto no desempenho
                                            esportivo na populacao
                                            atletica e desenvolver um
                                            teste de campo funcional
                                            para determinar o quao bem
                                            o core pode transferir
                                            forcas
                                            para as extremidades
                                            superiores.
Rogan           Atletas de           29     Correlacao entre
(2013)          Hockey                      os musculos do core
                no gelo                     e velocidade de tiro
                                            e 40 m Sprint.
Schilling       Estudantes nao       10     Relacao entre
(2013)          treinados                   capacidades fisicas
                                            e o numero de acertos
                                            e erros em tacadas
                                            de golfe.
Fernandez-
Fernandez       Tenistas do sexo     30     Treinamento
(2013)          masculino                   compreendendo a
                                            forca do Core,
                                            resistencia elastica
                                            e medicine ball vs.
                                            treinamento convencional
                                            da modalidade.
Stickler        Mulheres             40     Teste Prancha Lateral
(2014)          Saudaveis                   e rotacoes do quadril;
                                            Correlacionados ao
                                            angulo de projecao
                                            frontal durante 1rep
                                            agachamento a 60[grados].
Gulgin          Atletas de golfe     36     Relacao entre capacidades
(2014)          de ambos os                 fisicas e o numero de
                sexos                       acertos e erros em tacadas
                                            de golfe.
Granacher       Adolescentes         30     Programas de exercicios
(2014)          Saudaveis                   do Core sobre bases
                                            instaveis e estaveis
                                            (parte frontal, lateral e
                                            frontal).
Imai (2014)     Atletas de           27     Treinamento de
                futebol                     estabilizacao vs.
                                            Exercicios abdominais
                                            convencionais.
Hoppes          Atletas              10     Forca do Core x
(2015)          Hockey                      Salto, Agilidade, 1RM
                                            Supino, V[O.sub.2],
                                            Velocidade
Mitchel         Criancas (8-11       77     Avaliar a relacao entre
(2015)          anos)                       FMS, Idade, IMC, e
                                            averiguar a possibilidade
                                            de usar o FMS para
                                            predizer a aptidao funcional
                                            em criancas
Petersen        Astronautas           8     Programa de
(2015)          Europeus (jovens)           condicionamento - Avaliar a
                                            aptidao dos astronautas:
                                            V[O.sub.2], 1RM,
                                            potencia (salto vertical),
                                            Core (Estabilidade),
                                            flexibilidade, equilibrio.
Yoon            Alunos de            13     Programa de exercicios
(2015)          Taekwondo                   estabilizadores de cadeia
                                            cinetica aberta e fechada.
Prieske         Atletas de futebol          Treinamento
(2016)          (m)                         convencional de
                                            futebol +
                                     39     treinamento do Core em
                                            base instavel ou
                                            estavel.

Autor/ano            Principais
                     Resultados

Brophy               Rotacao de quadril
(2009)               limitada (Menos rot.
                     Int. Masculino).
                     Homens mais fortes
                     que mulheres no Core,
                     mulheres: Aducao
                     diferenca Esquerdo x
                     Dir.
Lust                 Houve aumento de
(2009)               performance em
                     ambos os grupos, sem
                     diferencas significativas.
Sato                 A interacao significativa
(2009)               ocorreu, com o grupo CST
                     mostrando vezes mais
                     rapido no 5000 m
                     de corrida
                     apos 6 semanas.
                     O CST nao influenciou
                     significativamente
                     variaveis da forca
                     de reacao ao solo e
                     estabilidade inferior
                     da perna.
                     O treinamento do
                     Core utilizando
                     base instavel
Sekendiz             demonstrou impacto
(2010)               positivo sobre a
                     capacidade funcional
                     e principalmente
                     resistencia de membros
                     inferiores.
Hides                O programa do
(2011)               Treinamento do
                     Core, se mostrou
                     mais eficiente, pois
                     nao gerou forcas de
                     compressao
                     potencialmente
                     prejudiciais a coluna.
Sharrock             Foi constatada uma
(2011)               correlacao negativa
                     entre a estabilidade do
                     Core e testes potencia e
                     velocidade.
Jamison              TS melhorou resistencia
(2012)               do Core, comparado com
                     o grupo TR. Ambos os
                     grupos aumentaram a forca
                     das pernas, mas apenas o
                     grupo TR diminuiu o controle
                     lateral do tronco, se comparado
                     ao grupo ET. Treinar o Core
                     separado, ajuda a prevenir a
                     instabilidade em tarefas de
                     forca dinamica.
Guo (2012)           Treinamento de PC em
                     instabilidade, mostrou
                     eficacia para estabilidade
                     de joelho, melhora na
                     flexao de tronco, e extensao
                     em inativos.
Shinkle              Testes especificos de
(2012)               avaliacao do Core
                     apresentaram correlacoes
                     moderadas e altas com
                     testes de: 1 RM
                     agachamento, saltos
                     vertical, agilidade e
                     Sprint de 40 jardas.
Rogan                Foram determinadas
(2013)               altas correlacoes entre
                     gelo o desempenho dos
                     musculos do core, e a
                     taxa de velocidade no tiro.
Schilling            Principais valencias
(2013)               fisicas correlacionadas
                     ambos os sexos
                     negativamente com os
                     erros no golfe, forca do
                     Core, equilibrio e falta
                     flexibilidade dos isquiotibiais.
Fernandez-Fernandez  O grupo que realizou
(2013)               treinamento do Core
                     apresentou maior
                     tamanho de efeito
                     sobre as variaveis:
                     precisao, velocidade
                     e rotacao do ombro.
Stickler             Todos sao
(2014)               significativamente
                     relacionados ao
                     Angulo de Projecao
                     Frontal, porem a maior
                     predicao foi em Abducao,
                     responsavel por 22% da
                     variacao.
Gulgin               Principais valencias
(2014)               fisicas correlacionadas
                     negativamente com os
                     erros no golfe, forca do
                     Core, equilibrio e falta
                     flexibilidade dos
                     isquiotibiais.
Granacher            Foi observado impacto
(2014)               positivo sobre a forca,
                     potencia de membros
                     inferiores equilibrio em
                     ambos os grupos porem
                     nao houve diferenca entre
                     os mesmos.
Imai (2014)          Nao houve diferencas
                     entre os grupos, porem
                     ambos apresentaram
                     impacto positivo sobre
                     variaveis de forca,
                     potencia e equilibro.
Hoppes               Resistencia do Core x
(2015)               VO2 Resistencia do
                     Core x Forca do Core
                     apresentaram correlacao
                     significativa de
                     moderadas a forte.
Mitchel              Nao foi encontrado
(2015)               dificuldade em realizar
                     os testes, porem, 60%
                     das criancas apresentaram
                     pelo menos uma assimetria.
Petersen             A estabilidade do Core
(2015)               apresentou boa relacao na
                     maioria dos parametros,
                     correlacoes fracas apenas
                     com os testes de salto uni
                     podal e equilibrio.
Yoon                 Sentar e Levantar, Sentar
(2015)               e alcancar, e aumento de
                     pressao podal aumentaram
                     significativamente apos a
                     intervencao.
Prieske              Diferencas entre os protocolos
(2016)               nao foram observadas, no entanto
                     ambas demonstraram
                     impacto positivo nos extensores
                     do tronco, Sprint
                     de 10-20 metros
                     e velocidade maxima do chute.

Legenda: m= m cm = centimetros; RM = repeticao maxima; VO2 = valor de
oxigenio; M= masculino; F= feminino.
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Author:de Oliveira Terra, Caio Machado; Peres, Andre Luis; Leite, Ricardo Santana; Mendes, Victor Hugo de S
Publication:Revista Brasileira de Prescricao e Fisiologia do Exercicio
Date:May 1, 2018
Words:3842
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