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THE DISCURSIVITY OF THE MEMES--MIMETIZING ON THE EDUCATIONAL NETWORKS/A DISCURSIVIDADES DOS MEMES--MIMETIZANDO-SE NAS REDES EDUCATIVAS/LA DISCURSIVIDAD DE LOS MEMES--MIMETIZANDO EN LAS REDES EDUCATIVAS.

Introducao

Dentre as tecnologias desenvolvidas no seculo XX, foram o computador e a internet, algumas das invencoes que mais causaram transformacoes politicas, economicas e culturais na sociedade. Isso se deve pelo fato de que novas formas e possibilidades de pensar, agir, interagir, criar e compartilhar surgiram com o desenvolvimento do ciberespaco (4) e da cibercultura (5).

Esta realidade comeca a mudar no final do seculo XX e inicio do seculo XXI quando e intensificada a producao e a comercializacao de dispositivos digitais moveis como notebooks, palmtops, tablets e smartphones que agora conectados a redes sem fio com o padrao Wi-Fi ou redes de telecomunicacao 3G ou 4G potencializaram a producao de informacoes, saberes, e conhecimentos em mobilidade. Esta juncao dos dispositivos moveis com as redes de telecomunicacao faz surgir o que Lemos (2007) chama de midias locativas--"dispositivos informacionais digitais cujo conteudo da informacao esta diretamente ligado a uma localidade". Fazendo emergir o que Santaella (2008, p. 95) define como "novas espacialidades de acesso, presenca e interacao que reconstituem os modos como nossos encontros com lugares especificos, suas bordas e nossas respostas a eles estao fundadas social e culturalmente".

O meme como manifestacao cultural

Um meme e normalmente uma ideia. Uma especie de tendencia e forma que se dissemina entre individuos de uma mesma cultura. Um meme carrega significados que sao difundidos de um individuo a outro atraves de dinamicas replicadas, mixadas e compiladas que adaptam novas perspectivas ao seu contexto original. E tambem uma expressao geralmente utilizada para descrever uma imagem, video e/ou GIF relacionado ao humor, satira ou critica social, que se espalha via internet.

Para (SANTOS, COLACIQUE E CARVALHO, 2016) os memes criados na internet podem ser entendidos como aspectos da realidade imagetica e trazem com humor, elementos para a imaginacao que recria e interpreta a realidade por ele representada. Uma pagina (6) da internet transformou memes em capas de livros classicos. Outra criacao interessante e o acervo que esta na pagina www.museudememes.com.br (7), que reune historias que inspiraram memes, explicam a origem e fazem uma pequena analise do contexto que viralizou. A pagina tambem coleta artigos, entrevistas com donos de paginas famosas na internet e com pessoas que tiveram sua imagem envolvida em memes.

Os memes tambem podem ser usados em sala de aula para sintetizar a ideia de um conceito, um momento historico ou experiencia, desenvolver a criatividade e a colaboracao e promover a autoria entre professores-alunos e alunos-alunos.

O termo foi cunhado por Richard Dawkins, em 1976, no livro The Selfish Gene (O Gene Egoista), e teve seu uso reapropriado pela internet que experimentava a WEB 2.0 e agora explodia em producao autoral e compartilhamento em massa de conteudos e informacoes.

Com a Web 2.0, passamos a ter sites publicados e editados pelos proprios usuarios da rede. [...] Com a apropriacao da rede por grupos-sujeitos (mercado, midia classica e principalmente nativos digitais) criativos e antenados com a logica da interatividade e da colaboracao, novas e surpreendentes solucoes informaticas foram criadas no contexto em que tambem fizeram emergir novas atitudes mais engajadas com a autoria e coautoria de sentidos, significados e significantes. (SANTOS, 2010, p. 107-129)

Em um cenario onde a liberacao do polo de emissao permite a autoria dos praticantes culturais em uma verdadeira apropriacao dos meios sociais de producao, surge um verdadeiro chamado as massas, aliciando-as a aquisicao de novos conhecimentos. Esse movimento, por sua vez, incita o surgimento de novas solucoes informacionais que, como novos habitats sinteticos, proporcionariam o engajamento de individuos em um movimento de colaboracao mutua que viria a originar as primeiras comunidades virtuais.

Os conhecimentos vivos, os savoir-faire e competencias dos seres humanos estao prestes a ser reconhecidos como a fonte de todas as outras riquezas. Assim, que finalidade conferir as novas ferramentas comunicacionais? Seu uso mais util, em termos sociais, seria sem duvida fornecer aos grupos humanos instrumentos para reunir suas forcas mentais a fim de constituir intelectuais ou "imaginantes" coletivos. A informatica comunicante se apresentaria entao como a infra-estrutura tecnica do cerebro coletivo ou do hipercortex de comunidades vivas. O papel da informatica e das tecnicas de comunicacao com base digital nao seria "substituir o homem", nem aproximar-se de uma hipotetica "inteligencia artificial", mas promover a construcao de coletivos inteligentes, nos quais as potencialidades sociais e cognitivas de cada um poderao desenvolver-se e ampliar-se de maneira reciproca. (LEVY, 2007, p. 25)

Dessa construcao de coletivos inteligentes, originam-se as Wikis, os Blogs, as comunidades sociais e os foruns que permitem aos seres a disseminacao dos saberes e sentidos com outros que, assim como eles, compartilham interesses em comum. E portanto a partir dessas relacoes, saberes e sentidos partilhados entre os todos que surge a necessidade de aplicacao de uma ideia ou um conceito que permita o reconhecimento e a associacao imediata de um simbolo por todos os membros que participam daquela comunidade.

Seriam portanto essas unidades sociais o cenario perfeito para que ocorresse a "incubacao", assim como na metafora genetica de Dawkins, da viralizacao dos memes no cenario digital. Assim eles surgem, e ganham relevancia principalmente devido ao seu potencial viral e replicativo. Demandando apenas que se tome uma ideia basica que esteja estabelecida no cenario cultural, apropriando-se de sua relevancia, e da intervencao autora e criativa do praticante para bricolar a logica e a mensagem na producao de um novo sentido contextualizado.

E, portanto, nesse contexto que os memes passam a representar o conceito, forma e estetica que conhecemos hoje de forma tao difundida nas comunidades virtuais. Retirados de imagens, desenhos, filmes e propagandas eles recriam e reproduzem situacoes e elementos da cultura popular em tom comico, satirico, quebrando tabus e abrindo espacos de discussao e reflexao.

Precisar quando foi que surgiu o primeiro meme e uma missao praticante impossivel tendo em vista que o meme pode representar uma ideia, comportamento ou estilo que se espalha de pessoa para pessoa dentro de uma cultura. Sendo assim podemos destacar alguns dos principais memes que contribuiram para a popularizacao e definicao do movimento, principalmente no cenario brasileiro, onde a internet comeca a se popularizar na decada de 90 e se consolida a partir dos anos 2000 com o surgimento do Orkut.

De certa forma podemos dizer que o fenomeno dos memes tem inicio no surgimento das primeiras "Rage Comics" (ou "quadrinhos" de raiva). As Rage Comics, por sua vez, surgem de uma serie de quadrinhos na web com desenhos de rostos de personagens que demonstram expressoes faciais fundamentais da naturaza humana. Criados com software de desenho simples, como o Paint da Microsoft, os quadrinhos sao tipicamente usados para contar historias sobre experiencias da vida real em um vies humoristico. Seu surgimento e atribuido a uma postagem em um dos foruns do 4Chan com a face "FUUUUUUUU" em 2008 e a uma outra aparicao posterior em 2009 em uma postagem do Reddit.

Essas imagens sao expressoes particulares, comunicam intencionalidade, sao testemunhas de mudancas ocorridas, indicam compreensao e visoes de mundo, registram momentos que ficam na memoria como os antigos albuns de familia. Elas circulam contando e recontando historias. Sao, portanto, tambem narrativas do cotidiano (SANTOS, COLACIQUE, CARVALHO, 2016, p. 136)

Uma das primeiras adaptacoes dos Rage Comics em um contexto educativo pode ser encontrada no relato do professor de ingles, Scott Stillar (9), que em outubro de 2011, postou no Reddit um relato de sua experiencia ao trabalhar os Rage Comics como referencia grafica de estados das emocoes ao ensinar estudantes japoneses da Universidade de Tsukuba, no Japao, o que lhe rendeu ate mesmo uma entrevista ao jornal Daily Dot. Com o titulo: Making rage comics? Just fine with this English teacher, a materia relata como a abordagem nao convencional de um professor transformam as Rage Comics de um passatempo em um valioso dispositivo de aprendizagem.

Apesar de ter sido um movimento muito importante no cenario virtual, e importante ressaltar que, na epoca, o termo Rage Comic nunca chegou a se popularizar no Brasil, e com o seu aparecimento no cenario nacional, o termo meme foi apropriado para caracterizar esse novo universo de imagens que passaram a inundar os blogs de conteudo humoristico que disseminavam esse conteudo diariamente.

Contexto nacional

Inaugurado entao pelas suas primeiras aparicoes no cenario nacional, a cultura dos memes iria ainda incorporar outros elementos visuais tipicos da cultura brasileira, tais como fotos de celebridades, personagens de novelas, conteudos de propagandas e principalmente personalidades e contextos politicos.

Em 2014, pela primeira vez na historia do pais, mais da metade da populacao estava conectada a internet durante um periodo de eleicao presidencial. Ate entao, nas eleicoes anteriores, a internet ainda era um campo de novidade na critica social politica, um cenario que veio a ser completamente modificado principalmente nas manifestacoes sociais que ocorream em todo o territorio nacional em Junho de 2013.

Ainda podemos destacar um outro fator que influenciou de forma decisiva a interacao e a moviventacao das massas em um cotidiano digital, sendo esse a popularizacao dos smartphones e da politica da disseminacao dos pacotes de internet popular e acessivel por R$ 0,50 pelas operadoras de telefonia movel.

Segundo uma pesquisa do Comite Gestor da Internet no Brasil (10), cerca de 4% da populacao tinha acesso a internet pelo celular em 2010. No fim de 2013, ja eram 31% dos brasileiros, ou 52,5 milhoes de pessoas conectadas.

Assim sendo, na eleicao de maior participacao das midias sociais, os debates que eram transmitidos para grande audiencia pela televisao, eram acompanhados simultaneamente por um publico ainda maior nos feeds do Twitter e o no Facebook. Cada proposta e cada resposta se materializavam em novos memes, que de forma quase instantaneana populavam as timelines e as hashtags que ascendiam aos assuntos mais comentados do momento.

Os candidatos, por sua vez, tambem viveram esse fenomeno e precisaram aprender e colocar em pratica essa nova forma de expressao que eram os memes. Candidato a presidencia em 2014, Eduardo Jorge do Partido Verde criou uma conta no Twitter em marco de 2014 para interagir com os seus eleitores e apoiadores e foi surpreendido pela avalanche dos memes que lotavam sua timeline logo apos o termino do primeiro debate entre os presidenciaveis na Band no fim de agosto.

Sua descoberta gerou uma postagem no Twitter a qual foi retweetada (compartilhada) mais de 19.000 de vezes e recebeu mais de 7.000 curtidas. "As campanhas viram nisso uma oportunidade para, durante o debate, complementar informacoes ou reproduzir citacoes de candidatos para ter certeza que alcancariam mais pessoas". Afirmou na epoca Bruno Magrani (11), diretor de relacoes institucionais do Facebook Brasil.

A militancia do PT adotou durante a candidatura o personagem "Dilma Bolada", que ate entao possuia um milhao e meio de seguidores na sua fanpage no Facebook (atualmente aproximadamente 1.748.386 seguidores) onde, segundo Carlos Affonso Pereira de Souza, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS-Rio), esses memes produzidos em apoio a candidatura de Dilma Rousseff tiveram um papel importante em sua vitoria.

Pesquisar as imagens e refletir sobre elas nos permite compreender o momento em que vivemos na medida que entendemos que pesquisar na cibercultura e dialogar com o momento em que vivemos criando a todo tempo novas taticas no fazer aprender e ensinar. Buscando sempre mergulhar com todos os sentidos em nossos estudos e praticas, virando de ponta cabeca a medida que compreendemos que e limite aquilo que nos habituamos a ver como apoio. Bebendo em todas as fontes, mesmo aquelas vistas anteriormente como dispensaveis e mesmo suspeitas sem deixar de narrar a vida e literaturizar a ciencia para comunicar de forma acessivel a todos os publicos e garantir a presenca necessaria dos praticantes, em imagens e narrativas (ALVES, 2008).

Pensando no potencial discursivo e educativo dos memes e concebendo cada praticante cultural como um potencial "meme machine" (ou "maquina de meme") (BLACMORE, 1999) decidimos produzir pesquisa utilizando memes visando produzir sentido em nosso processo de autoria em redes educativas na cibercultura. Assim intencionamos criar memes garantindo, por meio da producao de narrativas e imagens, a fala, o lugar e o espaco do educador em formacao, revelando a partir de sua propria itinerancia e pratica, os desafios e incertezas que encerram o ser professor em um cenario tao conturbado como o da educacao brasileira.

Autorias em rede

Os memes, assim como as charges, nascem a partir de uma conotacao simbolica que permeia seu estado de producao, transportam esses significados em sua propria constituicao e entregam um proposito significativo de conclusao. Desse modo e preciso que o leitor faca uma associacao logica interpretativa entre o contexto associativo que o meme deseja representar e o conteudo narrativo da mensagem que o meme deseja transmitir. Uma relacao associativa-interpretativa que a primeira vista pode parecer complexa e penosa, mas desenvolve-se com naturalidade nos ambientes sociais da atualidade.

Partindo da funcao pratica dos memes na cibercultura, nos preparamos para proporcionar na "Aula 2--Autoria em rede: memes!", uma ambiencia formativa com a experiencia de acionarmos o meme como dispositivo disparador de autoria critica. Propondo que os praticantes vivenciassem a experiencia da producao coletiva de um meme, atraves de um aplicativo (Meme Generator), para transmitir, atraves dele, uma mensagem que suportasse a existencia de um contexto educativo.

Essa atividade se daria na culminancia da proposta concebida, intencionando primeiramente, trabalhar e situar o contexto social do surgimento do fenomeno, suas facetas, implicacoes, e principalmente seu potencial de acao em tempos de cibercultura.

Produzimos entao um desenho didatico que parte da premissa que a mecanica pratica do meme e popular e ja pertence ao cotidiano dos praticantes, dispensando sua apresentacao estrutural para concentrar os esforcos no aprofundamento teorico e pratico da autoria visual do meme na cibercultura.

Desse modo elaboramos uma sugestao de aula que deveria ocorrer simultaneamente na cidade e no ciberespaco, articulando teoria e pratica, contemplando o desenvolvimento didatico de cada praticante, atendendo os recursos acionados no desenho didatico disposto na imagem a seguir:

Na intencao de reconfigurar o paradigma de frivolidade, que geralmente e atribuido aos movimentos que surgem na internet, trazemos uma nova concepcao, estruturada em implicacao, intencionalidade e sinergia que surgem das experiencias formativas em contextos de educacao online, entendendo que argumento dos memes se torna relevante a medida em que percebemos que sua linguagem e efetivamente capaz de transmitir sentidos de forma singular e pratica sendo raramente verificada em outras formas de expressao cultural conhecidas e praticadas pela humanidade.

Assim como os primeiros pictogramas registrados nas paredes das cavernas supriam o desejo do homem primitivo de manisfestar os seus sentimentos, anseios, crencas e mitos para a sua comunidade temporal e para geracoes futuras, os memes vem hoje satisfazer a necessidade do Homo zappiens (12) de registrar, criticar e compartilhar os acontecimentos do nosso cotidiano para uma multidao de individuos conectados.

Se os nossos ancestrais possuiam a capacidade de perceber e representar o mundo ao seu redor de uma maneira tao simples, registrando ali suas tecnicas de caca, sistemas de agricultura e pecuaria, muito mais somos nos hoje tambem de demarcamos e registramos as situacoes intrigantes e instigantes do nosso cotidiano escolar, profissional e social demarcando esse percurso em multiplicidade de memes. Sejam estes de cunho comico ou repletos de critica da nossa sociedade, produzindo e reproduzindo a cultura; influenciando e sendo influenciados por ela, vivemos em movimento ciclico que varia apenas de suporte, do que antes era demarcado nas paredes e agora e vivido nas telas de nossos celulares.

Ainda acerca do suporte, e importante destacar que esse sempre esteve restrito a atender a agenda de seus proprietarios, ainda mais quando tratamos de meios de comunicacao ja estabelecidos, a saber, o jornal, o radio e a televisao.

Mesmo em tempos modernos, ja com a efetiva presenca da internet em nosso meio, e certo afirmar que os meios de criacao, publicacao e compartilhamento de conteudo nao era acessivel a grande maioria daqueles que se aventuravam a desbravar os primordios da Web.

Em tempos de Web 1.0, a publicacao e o compartilhamento das informacoes eram dificultados por interfaces nao amigaveis, havendo a necessidade de se conhecerem linguagens proprias de programacao, como a linguagem HTML. Os conteudos eram "estaticos" e nao interativos. Uma vez disponibilizado, o material servia para consulta dos usuarios, que nao poderiam interferir no conteudo, nem cocriar a mensagem. Nesse cenario, a internet era predominantemente composta por textos. Mesmo os principais recursos para interacao, como chats e e-mails, tinham como foco o uso de formas textuais de comunicacao. Ja o advento da Web 2.0 e marcado pela possibilidade de veiculacao de conteudos criados, editados e publicados pelos praticantes das redes. Interatividade, hipertexto, mobilidade e ubiquidade sao potencializados; dispositivos moveis e conectados permitem que usuarios troquem, criem, divulguem e contestem informacoes, em qualquer lugar do mundo, em tempo real (SANTOS, 2011). E nesse contexto que imagens e videos ganham mais espaco e vem dominando o cenario de softwares sociais como o Facebook, por exemplo. (SANTOS, COLACIQUE, CARVALHO, 2016, p. 136, grifo nosso)

O Facebook, um desses softwares sociais que recebeu notoriedade apos o surgimento da Web 2.0, tornou-se o grande expoente desses novos espacos digitais desenvolvidos em busca de agrupar as ideias e interesses de milhoes de pessoas em uma interface repleta de visibilidade, disponibilidade e conectividade.

Mesmo assim e importante notar que esse ultimo aspecto, o da conectividade, so vem se tornar particularmente efetivo com o advento da mobilidade, dos smartphones e principalmente das lojas de aplicativos, que terminaram por "usurpar" o holofote das paginas e sites que eram concebidos para serem apreciadas pelas varias polegadas de um monitor de desktop, e decide encapsular em pequenos pacotes de aplicacoes diversas os mesmos recursos e funcoes, se nao maiores e melhores, acessiveis em telas touch disponiveis na palma da mao.

O proprio Facebook, nascido antes da perspectiva da mobilidade, precisou se adaptar em formato de aplicativo para alcancar a atual marca de dois bilhoes de pessoas conectadas todos os meses. Vale lebrar que, desde 2016, mais da metade desse numero de usuarios acessa o Facebook exclusivamente por dispositivos moveis.

Esse cenario movel de oportunidades proporciona tambem o surgimento de empreendimentos que sao concebidos para existir de forma unica e exclusiva na interface de aplicativo, como e o caso do Nubank, do Uber e do Instagram.

O Instagram chama aqui nossa atencao, nao somente por ser um software social de compartilhamento, mas por ter como foco a partilha de imagens. Lancado exclusivamente para iPhone em 2010, hoje esta disponivel em quase todas as plataformas moveis e aceita nao somente o compartilhamento de imagens, como tambem gifs e videos.

E reduto de celebridades, modelos e atletas, funcionando como galeria do "padrao" de vida imposto pela elite da sociedade, mas, por outro lado, abriga tambem contribuicoes e movimentos de artistas, ativistas, politicos e pessoas comuns que retratam e divulgam suas experiencias do cotidiano de forma muito singular e transformadora. Espacos da cidade que muitas vezes se perdem na vida agitada dos grandes centros urbanos se tornam experiencias transformadoras ao serem remixados em novos contextos em publicacoes implicadas.

Imagens que revelam, retratam e comovem, que ensinam, corrigem e resolvem finalmente denunciar a injustica, o odio e a miseria que assola as vidas das massas que se espremem nos casebres das comunidades e daqueles que um dia ousaram se interpor entre estes e o frio toque da realidade.

Optamos, portanto, por reconhecer e valorizar todas essas experiencias visuais formativas que podem ser concebidas pelas imagens obtidas nos espacos da cidade e do ciberespaco, em diversos contextos sociais, buscando inferir nessa pratica uma reflexao inspiradora capaz de modificar nossa pratica docente.

Utilizando-nos do potencial marcante das imagens, tomando emprestada a dinamica e a discursividade dos memes em associcao com os aplicativos de producao e publicacao de conteudo para redes sociais de comunicacao, visamos produzir conceitos para serem publicados nos grupos de interacao da disciplina e para a criacao de um espaco de memoria para a posteridade.

Aqui a opcao pelo aplicativo Meme Generator como dispositivo de geracao de narrativas esta fundamentada na sua particularidade de proporcionar aos seus usuarios a possibilidade de, nao somente acessar um banco de imagens com os principais memes organizados por categoria, como tambem criar um meme a partir de uma imagem original que pode ser capturada pela camera do smartphone ou escolhida a partir da biblioteca de imagens do aparelho.

Mais uma vez, para tornar acessivel o conteudo em contexto de mobilidade, disponibilizamos o material em forma de texto e em video para abranger os mais diversos cenarios e perfis de estudo. Assim ao iniciarmos Aula 2 com o grupo de praticantes liberamos os conteudo dos tutorial's, visando suprimir qualquer duvida que pudesse surgir na utilizacao do aplicativo. Dessa vez o aplicativo estava em portugues, o que atendia um pedido feito por diversas vezes nos foruns da disciplina e no grupo do Facebook.

Ressaltamos em ambos a importancia de nos utilizarmos da capacidade de utilizarmos imagens de nossa autoria para melhor contextualizacao dos memes que iriamos produzir, pois essa possibilidade cativa nossa atencao ao viabilizar um suporte capaz de producao de nossas proprias ideias: permitindo a captura de lugares, contextos e situacoes diversas em nosso movimento cotidiano pela cidade, como tambem pelo que nos acomete atraves de nossa vivencia no ciberespaco.

Por trabalhar nossa autoria nesses contextos tao diversos, exercitamos nossa reflexao critica ao relacionarmos esses contextos na producao de memes que confrontam e problematizam questoes que nao seriam tao facilmente abordadas de outra forma.

Nossa proposta se resumia portanto na criacao um ou mais memes por cada grupo de alunos, buscando revelar neles alguma realidade, contexto ou discurso que seja interessante problematizar com o coletivo de praticantes, expondo seus proprios questionamentos e participando nas discussoes geradas sobre o assunto. Para isso pedimos que suas criacoes fossem postadas no grupo do Facebook para que, alem de contemplarmos o espaco de interacao de mais um ambiente formativo da disciplina, pudessemos tembem compartilhar nossas criacoes com familiares e amigos, ampliando o alcance da discussao. Posteriormente criamos tambem um perfil no Instagram onde as imagens produzidas pelos praticantes fossem registradas para conservacao da memoria dos memes postados na disciplina.

Essa atividade recebeu um maior engajamento dos praticantes da disciplina, principalmente pelo fato de que muitos ja tinham vivenciado experiencias anteriores de contato com memes. Com essa competencia ja estabelecida, perceber as funcionalidades disponiveis pelo aplicativo para producao de memes e como elas poderiam potencializar sua criacao, se torna apenas mais uma etapa em um processo de assimilacao que ocorre naturalmente.

Autoria criativa em redes educativas

Eliminando a barreira tecnica, verificamos o surgimento da autoria, na medida em que os praticantes iam se apropriando do aplicativo para emitir narrativas e imagens revelando a percepcao nao somente da sua realidade vivenciada no cotidiano na cidade e no ciberespaco, como tambem a critica do proprio "microverso" em que eles mesmos estavam inseridos, como cursistas de uma graduacao online em pedagogia.

Desafios que surgiram durante a realizacao da atividade da Aula 1, foram problematizados com uma serie de memes que surgiam em quantidade e atraiam um volume de comentarios muito maior que aquele que costumavamos encontrar em qualquer outra postagem disponibilizada no grupo. Nessas postagens os praticantes sentiam-se livres para expor suas dificuldades acerca da proposta do aplicativo, suas frustracoes ao tentar manusear o mesmo, os problemas que encontravam ao trabalhar em grupo, suas percepcoes acerca de como os aplicativos poderiam ter um fim educativo e ate mesmo algumas discussoes a respeito do uso de smatphones em sala de aula.

A inclusao pratica dos memes inaugura na disciplina um espaco de livre colaboracao onde cada um pode participar sem sentir que precisa estar totalmente fundamentado em tudo o que diz, ou mesmo julga estar sendo avaliado por um professor ao dar sua opiniao. Esse espaco de trocas garante a democratizacao do polo de emissao, elevando todos os praticantes a condicao de interlocutor de suas praticas, de seus saberes e de sua formacao na medida em que troca e aprende com o semelhante.

Nesse sentido, devemos considerar que o professor na cibercultura precisa ser mais um interlocutor do que um tutor, ou mesmo um professor no seu sentido mais tradicional[...] O professor/tutor e apenas alguem que executa e administra formas e conteudos estaticos que partem de um polo emissor para uma comunicacao de massa, unidirecional, onde o estudante e apenas um receptor, e como tal, nao constroi o conhecimento. (SANTOS, 2003, p. 38)

E da pluralidade de vozes desse lugar que partem as narrativas que nos interessam pesquisar, pretendendo resgatar nelas o sentido de nossa propria pratica docente, apreendendo em cada fala o lugar de onde ela parte, os anseios de quem narra, e a percepcao do meu fazer docente, sem esquecer que a essencia daquilo que foi partilhado e tambem reflexo da minha implicacao, nao somente com a pesquisa, mas tambem com todos os individuos acionados.

Destacamos, portanto, as narrativas e imagens que se seguem no intuito de compreender como a discussao com os memes podem empreender um contexto formativo, nao somente para os praticantes da disciplina Informatica na Educacao, como tambem para minha propria formacao como educador online. Principalmente no questionamento acerca da escolha dos dispositivos, da abordagem conceitual, das suposicoes que fiz e finalmente de um olhar atento a tudo aquilo que ficou, com eles e comigo, quando as luzes se apagaram e eu me pus a refletir.

Encontramos um pouco de tudo isso na postagem da praticante Bruna, uma das diversas narrativas que emergem da experiencia relacionada a utilizacao do Aurasma. Em seu relato, ela revela que a inspiracao do grupo para a concepcao dos memes, parte da ideia de criar um clima de descontracao sobre o assunto, aliviando a tensao proporcionada pelo desafio de trabalhar com o aplicativo. Ao partilhar sua producao, ela encontra conforto nas respostas de diversos outros cursistas que, assim como ela, estavam passando pela mesma situacao.

Analisando individualmente o meme que acompanha a postagem, podemos perceber, o surgimento de uma serie de relatos interessantes que vem corroborar com o contexto de nossa proposta. Mesmo nao utilizando uma imagem autoral para produzir seu meme, ela consegue retratar sua realidade de forma original e criativa sintetizando em uma imagem todo um contexto de desafios e problemas vivenciados por grande parte dos cursistas daquela disciplina.

Mais uma vez a movimentacao de reacoes e comentarios se deu de forma acentuada, conforme pode ser observado pela quantidade de visualizacao da postagem (75 pessoas) e do volume de comentarios e reacoes (24 e 36 respectivamente), obtendo uma proporcao de engajamento variavel entre 32% e 48%.

Percebendo que a postagem havia chamado a atencao dos praticantes, intervenho com a pergunta: o que voces acharam de trabalhar com os memes como parte da avalicao? A primeira resposta vem da propria Bruna quando diz que em sua opiniao foi a melhor parte, "tendo em vista que foram tantas pequenas, grandes e trabalhosas etapas para compor apenas a nota da AD 1 ... Os memes vieram pra aliviar a tensao ..." Solange confirma: "foi um momento para relaxar perto do que passamos com o aurasma!!"

Encontramos a seguir, na reproducao de uma postagem do grupo do Facebook, um meme criado pela praticante Caroline Brandao que revela sua visao acerca da utilizacao pratica do aplicativo Aurasma. Em seu meme bem humorado, ela ilustra perfeitamente a sua opiniao do que deveria ser feito com o aplicativo ao desejar sua completa destruicao.

Podemos perceber pelos comentarios da postagem que a opiniao de Caroline nao e compartilhada por todos os praticantes da disciplina. No comentario de William Scaldini: "Que isso? Ele e tao legal!" inicia-se inclusive um debate interessante a respeito da utilizacao de smarphones em sala de aula.

No relato de Kelly Cristina acerca de sua preocupacao com a utilizacao pratica do celular em sala de aula, inicio um debate questionando: "como voces veem essa proibicao do uso dos celulares em sala de aula?" As respostas se tornam interessantes para compreender como podemos empreender um contexto formativo a partir de um meme.

Em sua resposta, Kelly deixa bem claro o seu posicionamento: "No geral, se for como um aliado no processo ensino-aprendizagem e valido. Mas, as criancas no geral usam o celular para jogar e conversar, pelo menos vejo isso nos meus alunos de 7 e 8 anos. Se fizermos um pedido formal aos alunos para trazerem o celular para a escola a responsabilidade passa a ser da instituicao, e o indice de assalto onde trabalho e alto. Em alguns aspectos concordo com a proibicao." logo a seguir, complementa: "Minha filha tem 10 anos e nao leva o celular para a escola, mas faz uso dele quando precisa fazer pesquisa."

William ressalta: "Wallace, e uma linha muito tenue, porque ao passo que o professor pode utiliza-lo como recurso no processo de aprendizagem, o mesmo pode se tornar um empecilho para que haja eficacia em sua aplicacao em sala de aula. Como a Kelly mencionou, ha uma serie de riscos que se corre. Principalmente quando se trata de criancas menores." Esses relatos se tornam extremamente significativos quando entendemos que a nocao de docencia precisa admitir diversas outras competencias, dentre as quais se encontra a perspectiva do contexto sociocultural, onde a violencia, a desigualdade social e a realidade dificultam a pratica daquilo que se deseja vivenciar.

Em contrapartida, quando penso acerca da minha propria realidade como professor de uma escola municipal em Ramos lembro que, mesmo situado em um contexto de violencia que resultou no furto de tres celulares de professoras que estavam em sala por um assaltante munido por facao, tento mobilizar atividades e contextos formativos com o uso de smartphones, por acreditar e perceber que mesmo nesse cenario de abandono efetiva-se a pratica da mobilidade entre aqueles que ainda arriscam em levar seu smartphone.

Acerca da afirmativa de que os smartphones so sao utilizados pelas criancas "para jogar e conversar" coloco que muitas vezes "a forma como os alunos utilizam o aparelho demonstra a visao que eles tem do mesmo." e explico dizendo que enquanto nao ensinarmos que os celulares podem ser muito mais do que dispositivos de consumo, nao podemos esperar que as criancas facam deles outro uso.

O mais interessante e que a mesma praticante que postou o meme desejando a destruicao do Aurasma, que ate entao acompanhava o debate sem se pronunciar, admite apos a leitura dos comentarios que "se conseguirmos focar o lado do aparelho celular + internet direcionados na educacao teremos otimos resultados!" e conclui com a nocao que buscavamos transmitir: "Ate os memes podem ser educativos!" O debate foi ainda util, conforme relato do praticante William Scaldini, para a resolucao de uma das questoes da AP1 que eles mesmos tiveram que responder para serem aprovados na disciplina.

Essa descoberta levantada no relato de Caroline nao pode ser encontrada se apenas nos preocupassemos em garantir a interacao emissor-receptor encontrada na grande parte dos modelos de EAD aplicados atualmente. Foi preciso abrir um espaco oficial, dentro do desenho didatico da disciplina, onde eles se sentissem seguros para relatar, transmitir e ate mesmo reclamar sobre aquilo que eles estavam vivenciando em individualidade. E da partilha dessas incertezas e frustracoes que eles podem finalmente conceber um sentido para a sua pratica.

O que importa nessa complexa rede de relacoes e a garantia da producao de sentidos, da autoria dos sujeitos/coletivos. O conhecimento deve ser concebido como fios que vao sendo puxados e tecidos criando novas significacoes, onde alguns irao conectar-se a novos, outros serao refutados ou serao ignorados pelos sujeitos, "nos", ate que outros fios sejam tecidos a qualquer tempo/espaco na grande rede que e o proprio mundo. Dai a aprendizagem acontece quando o professor propoe o conhecimento, nao o distribui, nao oferece informacoes a distancia. O estudante nao estara mais reduzido a passividade de um receptor que olha, copia, repete. Ele e co-autor da comunicacao e da rede de conhecimentos, criando, modificando e tecendo novas e complexas redes. (SANTOS, 2002, pg. 118)

E no sentido de proporcionar uma experiencia formativa baseada em redes de relacoes que buscamos demonstrar, de forma pratica, como podemos trabalhar aspectos de tensao a partir de um contexto de informalidade. Entendemos que esse aspecto pode ser a unica forma efetiva de estabelecer uma conexao presencial ativa entre cursistas e docentes situados em contexto de dispersao geografica, tornandose impraticavel qualquer outra abordagem que nao seja mediada pela perspectiva da educacao online.

Essa postura de atuacao torna-se ainda mais interessante quando levamos em conta a enormidade de desafios e obstaculos encontrados pela realidade do educador brasileiro, um fato relevante que nao passou despercebido pelos docentes ou mesmo pelos cursistas na tessitura de suas criticas, principalmente em tempos de inseguranca e corrupcao politica elem do descaso e sucateamento da educacao da universidade em que estudam.

Na fala do praticante Diego percebemos que o trabalho com o meme produziu nele um sentimento de animacao e inovacao, quando diz que ficou animado em produzir algo que fosse "um pouco diferente da realidade dos trabalhos academicos", revelando uma relacao de identificacao do praticante com a pratica em um contexto formativo.

Alem disso, ele se autoriza em sua pratica ao buscar em sua propria realidade, como aluno de graduacao em pedagogia, um referencial para estabelecer um dialogo de igualdade de potencia e valor entre o discurso de Wallon, a afirmativa de Temer e assentindo sua opiniao com a resposta do povo.

Movimento semelhante pode ser verificado na fala da praticante Luciana Pires, que denuncia sua revolta ao retratar no meme sua frustracao ao relatar que por falta de verbas no setor, varios colegas de curso ficaram sem receber o material didatico necessario para sua formacao e solidariza-se ainda com funcionarios e aposentados da UERJ que sofrem com a falta de pagamento de seus salarios.

Consideracoes finais

Sao experiencias como essas que nos apontam em direcao a compreender como o empoderamento dos praticantes pelos meios de producao e emissao, potencializado pelo recurso discursivo dos memes, pode proporcionar e compreender experiencias formativas que levem nao somente a exposicao de um problema e disposicao do mesmo diante de uma realidade comum a todos, mas tambem de proprocionar uma profunda reflexao a respeito de si proprio e do universo que nos constitui enquanto seres criticos e conscientes.

Assim como os praticantes estavam se descobrindo capazes de divulgar, denunciar e revelar atores e cenarios atraves de suas proprias narrativas e imagens produzidas em contexto de mobilidade, eu como pesquisador recortava o surgimento sincero de movimentos permeados de autoria de praticantes ativos e conscientes de sua realidade e pertinencia na construcao de papel de futuro formador na cibercultura.

Entendendo que todos nos, somos frutos dela constituidos, e preciso que entender que e preciso lancar mao dessa intima relacao com a cibercultura e da vivencia de suas praticas se quisermos encerrar com as praticas transmissivas de um discurso unidirecional, fechado e constituido, para a semelhanca de uma vivencia como as verificas em comunidades online nos ambientes virtuais de aprendizagem difundidos.

Referencias

ALVES, Nilda. Pesquisa nos/dos/com os cotidianos das escolas: sobre rede de saberes. Petropolis, RJ: DP et Alii, 2008

BLACKMORE, Susan. The Meme Machine. Oxford: Oxford University Press, 1999

LEMOS, Andre. Midia locativa e territorios informacionais. 2007.

Disponivel em: http://bit.ly/lemosmidia Acesso em Agosto de 2018

LEVY, Pierre. A Inteligencia Coletiva: Por uma Antropologia do Ciberespaco. Sao Paulo: Loyola, 2007

SANTAELLA, Lucia. Midias locativas: a internet movel de lugares e coisas. Revista FAMECOS. Porto Alegre. no. 35, 2008

SANTOS, Edmea. Formacao de professores e cibercultura: novas praticas curriculares na educacao presencial e a distancia. In: Revista da FAEEBA--Educacao e Contemporaneidade, Salvador, v. 11, n. 17, p. 113-122, jan./jun., 2002

SANTOS, Edmea. Novas praticas curriculares na educacao a distancia. In: Comunicacao & Educacao, Sao Paulo, (26): 35 a 42, jan./abr. 2003.

SANTOS, Edmea. A informatica na educacao antes e depois da Web 2.0: relatos de uma docente-pesquisadora. 2010. Disponivel em: http://bit.ly/relatosdocente Acesso em agosto de 2018.

SANTOS, Edmea; COLACIQUE, Rachel. CARVALHO, Felipe. A autoria visual na internet: o que dizem os memes? Quaestio, Sorocaba, SP, v. 18, n. 1, p. 135-157, maio 2016. Disponivel em: http://bit.lv/autoriamemes Acesso em agosto de 2018.

DOI: 10.12957/periferia.2019.39246

Wallace Carrico de Almeida (1)

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Rosemary dos Santos de Oliveira (2)

Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Edmea Oliveira dos Santos (3)

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

(1) Doutorando em Educacao pelo Programa de Pos-Graduacao em Educacao, Contextos Contemporaneos e Demandas Populares (PPGEduc/UFRRJ) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e mestre pelo Programa de Pos-Graduacao em Educacao da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (ProPEd/UERJ). Membro do Grupo de Pesquisa Docencia e Cibercultura (GPDOC). Professor de Anos Iniciais da Secretaria Municipal de Educacao da Prefeitura do Rio de Janeiro. Areas de atuacao: App-Learning, Formacao de professores, Cibercultura, Praticas pedagogicas, Educacao online e Informatica na Educacao. E-mail: wallace.almeida@me.com

(2) Doutora e Mestre em Educacao pela UERJ. Professora Adjunta do Departamento de Formacao de Professores da Faculdade de Educacao da Baixada Fluminense (FEBF-UERJ). Professora do Programa de Pos-Graduacao em Educacao, Cultura e Comunicacao em Periferias Urbanas (PPGECC) na Linha de Pesquisa:Educacao, Comunicacao e Cultura.

(3) Professora Titular-Livre da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Atua no Instituto de Educacao e no Programa de Pos-Graduacao em Educacao (PPGEDUC), na linha de pesquisa "Linha 1: Estudos Contemporaneos e Praticas Educativas".

(4) O ciberespaco e entendido com o espaco que interconecta pessoas e computadores

(5) A cibercultura e a cultura contemporanea estruturada pelas tecnologias digitais em redes na cidade

(6) Disponivel em <https://catracalivre.com.br/geral/educacao-3/indicacao/esta-paginatransformou-memes-em-capas-de-livros-classicos/>. Acesso em 29/03/2018

(7) A equipe do #MUSEUdeMEMES congrega docentes e discentes em carater permanente ou honorario. Sao pesquisadores da pos-graduacao em Comunicacao (PPGCOM-UFF), da graduacao em Estudos de Midia/UFF, e tambem de outras areas e instituicoes.

(8) O simbolo disposto ao lado da imagem e um QR Code. O QR Code (sigla do ingles Quick Response) e um codigo de barras bidimensional que pode ser facilmente escaneado usando a maioria dos telefones celulares equipados com camera. Esse codigo e convertido em texto (interativo), um endereco URL, um numero de telefone, uma localizacao georreferenciada, um e-mail, um contato ou um SMS. Neste texto todas as imagens que dispoem de um QR Code apontam para um link com mais informacoes. Para obter um leitor de Qr Code para o seu smartphone acesse o link http://bit.ly/leitordeqrcode

(9) Fonte: http://bit.ly/memeteacher

(10) Fonte: http://bit.ly/folhainternet

(11) Fonte: http://bit.ly/bbceleicao

(12) Homo zappiens e como e denominada a nova geracao, que aprendeu a lidar com novas tecnologias, que cresceu usando multiplos recursos tecnologicos desde a infancia segundo Wim Veen e Ben Vrakking.

(13) o tutorial completo pode ser acessado escaneando o qr code disponivel na ultima imagen

(14) o tutorial completo pode ser acessado escaneando o qr code disponivel no final da imagem

Caption: Figura 1--Meme de Richard Dawkins sobre os memes Fonte: Meme elaborado pelo autor no contexto da pesquisa (8)

Caption: Figura 2--Meme do Capitao America, um dos memes mais conhecidos da internet Fonte: Meme elaborado pelo autor no contexto da pesquisa

Caption: Figura 3--Algumas das rage faces mais conhecidas no universo dos memes. Fonte: Imagem adaptada de http: //bit.ly/xahartsragefaces

Caption: Figura 4--Um dos memes mais populares de 2018 em uma nova adaptacao Fonte: Imagem adaptada de http: //bit.ly/museumdememesbilete

Caption: Figura 5--Alguns dos memes das eleicoes de 2014 Fonte: Meme elaborado pelo autor no contexto da pesquisa

Caption: Figura 6--Eduardo Jorge tuita sua descoberta Fonte: Captura da postagem de Eduardo Jorge, disponivel em http://bit.ly/posteducardojorge

Caption: Figura 7--Aula 2--Autoria em rede: memes! Fonte: Captura da postagem da aula 2 no ambiente do Moodle da disciplina.

Caption: Figura 8--Visao geral dos recursos acionados na aula Fonte: Elaborado pelo autor no contexto da pesquisa

Caption: Figura 9--Pictogramas encontrados na caverna de Lascaux, um complexo de cavernas ao sudoeste da Franca e um meme utilizando-se dos mesmos conceitos representados na imagem original. Fonte: Elaborado pelo autor no contexto da pesquisa

Caption: Figura 10--Captura de imagens significativas postadas no Instagram Fonte: Montagem de capturas de elaborado pelo autor no contexto da pesquisa

Caption: Figura 11--Capturas de telas do aplicativo na producao de um meme Fonte: Elaborado pelo autor no contexto da pesquisa

Caption: Figura 12--Reproducao de parte do tutorial (13) em pdf produzido para a compreensao e utilizacao do aplicativo. Fonte: Elaborado pelo autor no contexto da pesquisa

Caption: Figura 13--Reproducao de parte do tutorial (14) em video produzido para a compreensao e utilizacao do aplicativo. Fonte: Elaborado pelo autor no contexto da pesquisa

Caption: Figura 14--Meme de Bruna sobre o Aurasma Fonte: Captura de postagem da praticante no grupo do Facebook da disciplina.

Caption: Figura 15--Meme de Caroline Brandao sobre o Aurasma. Fonte: Captura de postagem da praticante no grupo do Facebook da disciplina.

Caption: Figura 16--Reproducao de parte do tutorial de utilizacao de um dos aplicativos. Fonte: Elaborado pelo autor no contexto da pesquisa

Caption: Figura 17--Memes de Diego Leonardo e Luciana Peres Fonte: Captura de postagem da praticante no grupo do Facebook da disciplina.
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Author:de Almeida, Wallace Carrico; de Oliveira, Rosemary dos Santos; dos Santos, Edmea Oliveira
Publication:Periferia
Date:May 1, 2019
Words:6834
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