Printer Friendly

Survival and germination analysis in plantations of Araucaria angustifolia derived from seedlings and seeds /Analise de sobrevivencia e germinacao em plantios de Araucaria angustifolia derivado de mudas e sementes.

INTRODUCAO

O bioma florestal mais caracteristico no Sul do Brasil e a Floresta Ombrofila Mista (FOM) (BACKES, 2009b), fortemente marcada pela presenca da especie Araucaria angustifolia, a gimnosperma nativa de maior importancia economica e biologica do pais (ANSELMINI, 2005). Originalmente, esta formacao ocupava cerca de 20 milhoes de hectares (BACKES, 2009a), distribuida nos estados do Parana (40%), Santa Catarina (31%) e norte do Rio Grande do Sul (25%), encontrandose menores agrupamentos em Sao Paulo (3%), Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espirito Santo, em Areas de altitude elevada (CARVALHO, 1994; BACKES, 2009a; GUERRA et al., 2000), alem de paises vizinhos como Argentina e Paraguai (CARVALHO, 1994; ANSELMINI, 2005). No entanto, estima-se que hoje existam apenas 400 mil hectares desta Area (GUERRA et al., 2000).

A intensa exploracao da Araucaria angustifolia no primeiro ciclo economico do Sul do Brasil e responsAvel pela drAstica reducao de sua Area de ocupacao original (ANSELMINI, 2005). Os resultados do InventArio Florestal Nacional--Parana e Santa Catarina mostraram que, ja na decada de 1980, os remanescentes na Floresta Ombrofila Mista estavam exauridos e degradados, porem, ainda existiam algumas florestas com um volume expressivo de madeira de araucAria.

Embora abundante nos remanescentes da tipologia FOM, varios estudos fitossociologicos em matas com araucaria mostram que esta especie apresenta uma baixa regeneracao natural em Areas nativas, observando-se que a maioria das Arvores presentes nas florestas naturais ja se encontra no estagio intermediario ou adulto, sendo raras as plantas jovens (LAMBERTS, 2003; MULLER, 1986). Esses poucos individuos nao sao suficientes para garantir a regeneracao natural da especie (MULLER, 1986), uma vez que esta depende de um ambiente perturbado para se regenerar, devido a sua caracteristica de especie secundaria longeva, porem, com temperamento pioneiro (CARVALHO, 1994).

Muitos fatores bioticos e abioticos influenciam o indice de regeneracao natural de Araucaria angustifolia. Mello Filho et al. (1981) atribuiram ao consumo das sementes um dos principais fatores limitantes para a regeneracao desta especie. No caso da sobrevivencia de mudas, Sanquetta et al. (2005) associam o maior vetor de mortalidade ao grande fluxo de animais dentro da floresta.

As sementes de araucaria, popularmente conhecidas como pinhoes, servem de alimento para grande parte da fauna que habita as florestas subtropicais brasileiras (MELLO FILHO et al., FABER, 1981). A importancia do seu consumo por animais silvestres dA-se pelo fato de a maturacao e queda destas sementes ocorrer na epoca de escassez de outras fontes de alimento, sobretudo nos meses de abril, maio e junho (MULLER, 1986). Os animais que se alimentam dos pinhoes, consumindo uma porcao suficiente para inviabilizar a sua germinacao, sao considerados predadores de sementes, e podem exercer uma forte influencia na populacao das plantas, uma vez que a predacao de sementes em especies arboreas tropicais e, em geral, elevada, variando entre 75 a 90% (VIEIRA; IOB, 2009).

Camundongos, pacas, cotias, esquilos, gralhas e ouricos estao enquadrados na lista de animais predadores de sementes da araucaria (MULLER, 1986). Papagaios, gambAs, bugios, macacos, quatis, veados, esquilos e capivaras sao alguns dos outros animais presentes nessa lista (VIEIRA; IOB, 2009). Os camundongos sao os maiores responsAveis pelo consumo de pinhoes e, devido a sua alta populacao, sao tambem os que causam maiores impactos negativos na regeneracao da especie (MULLER, 1986; VIEIRA; IOB, 2009). Entretanto, alguns destes animais, apesar de consumidores, trabalham na dispersao das sementes, como e o caso das gralhas, papagaios, cotias e esquilos (VIEIRA; IOB, 2009).

Problemas de predacao pela fauna foram reportados por Rosot et al. (2007) tambem em plantios de recuperacao de Areas degradadas e de enriquecimento com Araucaria angustifolia, observando-se a arranquia de mudas recemplantadas em busca do pinhao ainda ligado ao sistema radicular em formacao. Por outro lado, tampouco a semeadura direta e garantia de exito no estabelecimento de povoamentos, ja que as sementes ficam muito suscetiveis ao ataque de roedores, mesmo quando sao depositadas varias sementes por cova (BANCO REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO DO EXTREMO SUL, 2005). Carvalho (1994) afirma que tanto aves quanto mamiferos ocasionam danos a plantios por semeadura direta. O perdiz (Rhynchotus rufescens rufescens) alimenta-se dos brotos recem-germinados, arrancando tambem as sementes para consumir a raiz da nova planta.

Outro predador ainda pouco estudado, mas capaz de causar grandes prejuizos a plantios de araucaria, e o macaco-prego (Sapajus nigritus). Esta especie e caracteristica da Mata Atlantica, de hAbito alimentar onivoro, com grande adaptabilidade aos ambientes alterados pelo homem, podendo sobreviver em Areas de florestas fragmentadas e degradadas, como e o caso da FOM, desde que tenha acesso a outras fontes alimentares, como as plantacoes ao redor de seu ambiente (LUDWIG et al., 2005).

Tendo em vista a importancia da araucaria e o estado de conservacao dos remanescentes florestais que a abrigam, torna-se essencial o entendimento dos processos de predacao de sementes e mudas em estrategias que visam ao plantio desta especie. Assim, este trabalho tem como objetivo avaliar quantitativamente a germinacao de sementes, a sobrevivencia de mudas e plantulas recem-emergidas, bem como a predacao destes dois materiais (mudas e sementes), em plantio de Araucaria angustifolia, em uma area contigua a um fragmento de FOM.

MATERIAIS E METODOS

Area de estudo

A area de estudo localiza-se na Estacao Experimental da Embrapa (EEEC), situada no municipio de Cacador, regiao centro-oeste do estado de Santa Catarina, entre as coordenadas geograficas 26[degrees]50' e 26[degrees]55' de Latitude Sul e 50[degrees]05' e 51[degrees]00' de Longitude Oeste. Representa um dos maiores remanescentes continuos com vegetacao caracteristica da regiao fitogeografica Floresta Ombrofila Mista, parte do dominio Mata Atlantica, compreendendo uma superficie total de aproximadamente 1.194 hectares (ROSOT et al., 2007). Atualmente, a EEEC concentra grande parte das pesquisas em silvicultura e manejo de florestas naturais desenvolvidas pela Embrapa Florestas, incluindo ensaios de enriquecimento, adensamento e plantios de especies nativas.

A altitude local varia de 1.000 a 1.100 metros, com clima do tipo Cfb, conforme a classificacao de Koppen, com veroes quentes e invernos frios, com a presenca de geadas. As classes de solo predominantes na area de estudo sao Cambissolo + Neossolo, com relevo variando de suave a ondulado (ROSOT et al., 2013). Mais especificamente, o experimento foi implantado em uma area da EEEC anteriormente ocupada por agricultura e com predominio de Nitossolo.

Cerca de 94% da superficie da EEEC possui cobertura florestal em diversos estAgios de desenvolvimento e graus de conservacao. Alem disso, abriga uma fauna caracteristica desta tipologia florestal. Segundo Tortato (2008), foram registradas 25 especies de mamiferos nativos, incluidas em 16 familias: Didelphis albiventris, Dasypus novemcinctus, Cabassous tatouay, Tamandua tetradactyla, Alouata guariba, Sapajus nigritus, Cerdocyon thous, Leopardus pardalis, Leopardus tigrinus, Leopardus wiedii, Eira barbara, Nasua nasua, Procyon cancrivorus, Pecari tajacu, Mazama guazoubira, Mazama nana, Akodon sp., Oligoryzomys nigripes, Oryzomys russatus, Thaptomys nigrita, Hydrochoerus hydrochaeris, Sphiggurus villosus, Cuniculus paca, Dasyprocta azarae, Myocastor coypus. Entre os mamiferos selvagens exoticos foi registrado Lepus europeus, Sus scrofa e a especie asselvajada Sus scrofa domestica.

Resultados de um estudo realizado por Tortato et al. (2009) na Estacao Experimental da Embrapa mostraram que a mastofauna utiliza as subtipologias da Floresta de Araucaria de forma distinta, o que se evidenciou principalmente ao se comparar parcelas com maior ou menor presenca de bambus. A especie Sapajus nigritus, conhecida popularmente como macaco-prego, tem preferencia pelas araucarias, observando-se grandes quantidades de sementes imaturas atiradas ao solo por este animal. Alem disso, o uso do solo predominante no entorno da area de estudo (reflorestamento de Pinus sp., vegetacao nativa e Areas de agricultura), constitui um ambiente favorAvel para a manutencao de grandes grupos destes primatas. O porco domestico, oriundo das propriedades vizinhas, ao cruzar-se com o javali, originou o porco asselvajado. Sua presenca dentro da EEEC e extremamente danosa, pois causam a destruicao da regeneracao por onde passam, retiram a casca das Arvores e atraem a presenca de cacadores, que tambem procuram por outros animais selvagens.

Delineamento experimental e tratos culturais

Foram avaliadas a germinacao, a sobrevivencia e a predacao de mudas e sementes de araucaria em um experimento instalado na EEEC, analisado como um ensaio fatorial 2 x 2, sendo os fatores:

* Material plantado, com dois niveis: muda e pinhao;

* Arranjos de plantio, com dois niveis: puro (so muda ou so pinhao) e misto (muda e pinhao);

Considerando-se um delineamento inteiramente casualizado, a combinacao de niveis e fatores gerou quatro tratamentos com tres repeticoes cada: Tratamento I. Plantio puro de mudas; Tratamento II. Semeadura pura de pinhoes; Tratamento III. Plantio de mudas em parcela mista; Tratamento IV. Semeadura de pinhoes em parcela mista.

No entanto, como as unidades experimentais dos tratamentos III e IV sao coincidentes (tratamentos mistos), o ensaio contem nove parcelas no total. Cada parcela foi composta por seis linhas e cinco fileiras, formando um retangulo de dimensoes 30 x 25 metros, com espacamento de 5 x 5 metros entre as covas, totalizando 30 covas por parcela. Portanto, o experimento foi composto por 270 covas, sendo 135 destinadas ao plantio de mudas e 135 destinadas a semeadura de pinhoes. Considerando o numero de tres pinhoes por cova, o numero total de sementes utilizadas na implantacao foi de 405. A superficie total do experimento foi de 6.750 [m.sup.2].

O plantio e a semeadura ocorreram no mes de maio do ano de 2012. O preparo da Area para instalacao das parcelas incluiu rocada previa, passagem de grade e de subsolador a 40 cm. As covas foram executadas com auxilio de broca acoplada a trator. Os tratos culturais efetuados no periodo de conducao do ensaio foram a limpeza do terreno e o coroamento periodico em torno das covas com a presenca de mudas e de pinhoes, bem como o combate a formigas.

Nas parcelas com plantio puro de mudas de Araucaria angustifolia (Tratamento I) foram utilizadas mudas produzidas em viveiro com sementes oriundas da propria area de estudo, coletadas no ano anterior a instalacao do experimento. Na epoca do plantio, as mudas tinham 10 meses de idade e uma altura media de 25 cm. Foram utilizados 300 ml de hidrogel e 100 g de adubo NPK por cova.

Nas parcelas em que ocorreu a semeadura pura (Tratamento II) utilizaram-se tres pinhoes por cova, obtidos por meio de coleta, com um dia de antecedencia ao plantio, de diferentes localidades dentro da area de estudo (EEEC), nao recebendo qualquer tratamento repelente ou fungicida. Neste caso, tambem foram utilizados 100 g de NPK por cova.

As covas das parcelas mistas correspondentes aos tratamentos III e IV receberam alternadamente mudas e sementes, nas mesmas quantidades, com os mesmos tratos culturais e materiais utilizados nos tratamentos I e II.

Nao foi realizado nenhum replantio para evitar a introducao de mais uma fonte de variacao, representada pelas diferentes epocas e intensidades de replantio e/ou semeadura.

Avaliacao e monitoramento

O monitoramento foi realizado mensalmente, a partir do mes de setembro de 2012, quando o plantio completou quatro meses. Avaliou-se a sobrevivencia das mudas, bem como a germinacao dos pinhoes e os possiveis danos ocorridos aos individuos pela acao da fauna local.

A situacao das mudas foi enquadrada dentro das seguintes categorias: muda "viva", no caso de sobreviventes normais, sem problemas fitossanitArios ou mudas sobreviventes, mas com alguns sinais de clorose--apresentando algum problema fitossanitArio ou deficit nutricional; muda "morta", no caso de plantas em pe, completamente secas; e muda "arrancada", no caso de mudas que foram removidas, devido a acao predatoria de animais selvagens ocorrentes na Area, mas encontradas ao lado de suas covas, mortas; tambem foram enquadradas, nesta ultima categoria, as plantas desaparecidas, possivelmente tambem predadas por acao de animais.

No caso das covas em que ocorreu a semeadura dos pinhoes foi verificada a presenca, ou nao, de plAntulas recem-emergidas, sendo categorizadas como covas com "germinacao de 0 pinhoes", "germinacao de 1 pinhao", "germinacao de 2 pinhoes" e "germinacao de 3 pinhoes". Durante os meses de acompanhamento do ensaio, apos o aparecimento das plantulas, observou-se a remocao dos pinhoes germinados de suas covas, devido a predacao da fauna local; tais sementes foram enquadradas na categoria "pinhao consumido". Plantulas que se encontravam completamente secas foram enquadradas na categoria "plAntula morta".

A localizacao espacial de cada cova foi representada por pontos em um Sistema de Informacoes GeogrAficas (SIG), construido com a utilizacao do software QGIS, e os dados de campo foram progressivamente inseridos na respectiva tabela de atributos do SIG. Os principais campos dessa tabela sao:

* Numero de identificacao da parcela;

* Numero de identificacao da cova;

* Identificacao do arranjo e plantio (puro pinhao; puro muda; misto);

* Identificacao do material plantado (muda ou pinhao);

* Situacao no mes [X.sub.1], [X.sub.2], [X.sub.3], ..., [X.sub.14] (um campo para cada mes, podendo assumir as categorias de "viva", "morta", "arrancada", "germinacao de 0 pinhoes", "germinacao de 1 pinhao", "germinacao de 2 pinhoes", "germinacao de 3 pinhoes", "pinhao consumido", "plantula morta").

Analise dos dados

Por meio de analises de variancia (ANOVA) foram avaliados os efeitos simples dos fatores e sua interacao de forma separada para as variAveisresposta percentual de germinacao e percentual de sobrevivencia. As analises tiveram por objetivo responder as seguintes questoes:

* Qual o percentual medio de germinacao dos pinhoes?

* Qual o percentual medio de sobrevivencia ao se plantar apenas mudas (arranjo de plantio puro); ao se fazer semeadura de pinhoes (arranjo de semeadura pura); ao se plantar mudas e efetuar a semeadura (arranjo misto, com muda e pinhao, mas analisados separadamente)?

* Existe diferenca significativa entre os percentuais de sobrevivencia em cada tratamento supramencionado?

* Em qual tratamento o arranque e mortalidade foram maiores?

* O arranjo utilizado (puro ou misto) influencia o percentual de sobrevivencia?

Com relacao as variAveis-resposta "mortalidade" e "arranquia" de plantulas, em se verificando a existencia de diferenca significativa entre os tratamentos conforme resultados da ANOVA, foi efetuado um teste de Tukey para a comparacao de medias dos tratamentos.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Germinacao de pinhoes e sobrevivencia de plantulas recem-emergidas

Considerando-se o percentual de germinacao acumulada, tanto no que se refere a germinacao dos pinhoes quanto a ocupacao das covas pelos pinhoes germinados, e possivel observar que ate o quarto mes apos a semeadura ocorreu baixa germinacao das sementes (Figuras 1 e 2). A Figura 1(A) mostra que ate este mes, apenas 10% das sementes haviam germinado (Tratamento II); no caso do plantio em arranjo misto (Tratamento IV) este indice foi ainda menor, pouco mais de 2%, como pode ser visto na Figura 2(A). No entanto, para ambos os tratamentos, entre o quarto e o quinto mes ocorreu um incremento no fenomeno germinacao, que atingiu valores de quase 48% e 34% para a semeadura em parcelas puras e mistas, respectivamente. Tambem se observa que, apesar de os indices de germinacao para as parcelas mistas serem menores inicialmente (Figura 2A), ocorre um incremento desse fenomeno, que continua a se elevar em niveis significativos ate o oitavo mes, chegando a ultrapassar, com pequena diferenca, os valores de germinacao obtidos no tratamento com semeadura pura.

Considerando todas as sementes plantadas por cova, apos os 14 meses de plantio, o percentual de germinacao obtido no experimento foi de 55% para as parcelas em que foi realizada somente a semeadura, com 1,78 plantas germinadas por cova e de 59% para as parcelas mistas, com 1,66 plantas germinadas por cova. A germinacao media, considerando os arranjos puros e mistos, foi igual a 57%. Esses sao valores mais elevados do que aqueles obtidos por Jankauskis (1972), que observou 1,2 mudas por cova, semeando quatro pinhoes, em condicoes silviculturais similares as do presente estudo.

O percentual medio de covas com plantulas recem-emergidas nas parcelas correspondentes a arranjos puros (Tratamento II) foi de 92%; nas parcelas mistas (Tratamento IV), o percentual de covas com pinhoes germinados foi de quase 89%, um valor consideravelmente mais alto do que os 53% de ocupacao das covas encontrada por Jankauskis (1972), mesmo utilizando um pinhao a mais por cova.

Entretanto, os valores supracitados sao referentes a germinacao acumulada dos pinhoes, e nao refletem a acao da fauna predadora de sementes, nem a mortalidade das plantulas recememergidas. Ao considerar tais fatores, percebe-se que o consumo dos pinhoes pela fauna acarretou perdas considerAveis, interferindo de maneira direta no percentual de germinacao final efetivo do experimento, que foi de apenas 14% no plantio puro e de 28% no plantio misto, quando comparados aos percentuais de 55% e 59%, obtidos quando nao foram consideradas tais perdas.

A predacao de sementes pela fauna observada no ensaio foi de quase 69% para os arranjos puros e de 42% para os mistos, perfazendo uma media de ataque a 60% dos pinhoes plantados no experimento. Entre o quinto e sexto mes, a partir do plantio (outubro e novembro), ocorreu uma alta taxa de predacao das sementes em ambos os tratamentos, reduzindo bruscamente a quantidade pinhoes germinados. Isso, eventualmente, pode estar associado a diminuicao da quantidade de pinhoes disponiveis na floresta, em funcao da epoca do ano e o consequente aumento da predacao por parte da fauna, que explora outras Areas em busca de alimento.

Os pinhoes que germinaram, e nao foram removidos, apresentaram baixo indice de mortalidade, com apenas 3% nos plantios puros e 2% no plantio misto. Ao decimo quarto mes de observacao, restavam apenas 14% dos pinhoes semeados nas parcelas puras--correspondentes a ocupacao de 20% das covas. No caso das parcelas mistas, este numero foi o dobro, tendo 28% das plantulas permanecido vivas, o que corresponde a uma ocupacao de mais de 50% das covas das parcelas que haviam sido semeadas com pinhoes.

Em condicoes ideais para a germinacao, em laboratorio, Kuniyoshi (1983) afirma que as sementes de Araucaria angustifolia apresentam uma ampla variacao, podendo germinar de 0 a 90%. Segundo Carvalho (1994), isto pode estar associado ao tempo de armazenamento dos pinhoes, podendo a capacidade germinativa variar de 75%, 45% e 45% quando armazenados apos 60, 90 e 120 dias, respectivamente, em ambientes com umidade relativa acima de 80%. Em se tratando de pinhoes recem-colhidos, 90% de germinacao podem ser atingidos em condicoes ideais em laboratorio. Em campo, as condicoes sao muito mais variAveis do que as mantidas em laboratorio, afetando os niveis de germinacao.

Paludo, Mantovani e Reis (2011), durante levantamento em uma populacao natural de Araucaria angustifolia, encontraram plantulas nao enraizadas, com caracteristicas que indicavam terem sido arrancadas recentemente. Em geral, estas plantulas nao possuiam os cotiledones e tampouco a gema apical, sugerindo a ocorrencia de herbivoria. O mesmo padrao foi observado na area do presente estudo, embora algumas plantulas nao tenham sido encontradas, nao havendo indicios sobre predadores responsAveis por sua remocao. Em uma area de Floresta Ombrofila Mista degradada por fogo, na mesma Estacao Experimental na qual o presente estudo foi realizado, Rosot et al. (2007) efetuaram o plantio de sementes de Araucaria angustifolia; no entanto, a quantificacao da germinacao dos pinhoes nao foi possivel devido ao ataque do macaco-prego (Sapajus nigritus), que arrancou as plantulas recememergidas para se alimentar da parte suculenta dos pinhoes.

Considerando os baixos indices de mortalidade das plantas recem-emergidas--apenas 3%--pode-se atribuir o baixo percentual de plantulas remanescentes no decimo quarto mes ao consumo da fauna. Experimentos em que se disponibilizaram sementes de especies nativas no interior de fragmentos da FOM resultaram em uma predacao de ate 95% das sementes de Araucaria angustifolia (GANADE; ZANINI, 2009), demonstrando o grande interesse da fauna nestas sementes como fonte de alimento. No entanto, o indice de mortalidade das plantulas recem-emergidas tambem foi influenciado pelas taxas de remocao ocasionada pela fauna, pois, caso nao fossem predadas, tais plantulas poderiam, eventualmente, morrer por outras causas.

Sobrevivencia das mudas em plantios puros e mistos

Ate o sexto mes a partir do plantio, mais de 80% das mudas encontravam-se vivas, tanto no plantio puro quanto no arranjo misto (Tratamentos I e III, respectivamente). No entanto, entre o sexto e oitavo mes (de novembro a janeiro) ocorreu um incremento significativo no numero de mudas mortas: 44% das mudas oriundas do plantio puro e 62% do plantio misto morreram. Porem, a partir deste mes, as taxas de mortalidade se mantiveram estAveis (Figura 3), observando-se um percentual de sobrevivencia das mudas no decimo quarto mes igual a 41% no plantio homogeneo e 20% no plantio misto. Carvalho (1981) encontrou um percentual de sobrevivencia de 63%, para um periodo de quatro anos apos o plantio, realizado em uma area de FOM na Floresta Nacional (FLONA) de Irati. Segundo o autor, esse resultado estA de acordo com o obtido por Muniz (1948 apud CARVALHO, 1981), porem, e quase duas vezes superior ao obtido por Fonseca et al. (1974) apud Carvalho (1981), que mais se aproximaria aos valores medios totais obtidos no presente estudo (34%).

Quanto aos danos causados por acao da fauna pode-se observar um padrao em ambos os tratamentos: mudas foram arrancadas somente entre o quarto e quinto mes (entre setembro e outubro), ocasionando uma perda de aproximadamente 7% no plantio puro e de 11% no plantio misto, nao havendo ataques nos meses subsequentes (Figura 3). A remocao das mudas pode ter sido promovida pelo macaco-prego (Sapajus nigritus), a semelhanca do ocorrido em outra area de plantio na EEEC, em que Rosot et al. (2007) observaram uma mortalidade de 49% das mudas de Araucaria angustifolia apos tres meses de plantio, sendo 28% atribuida a acao do macaco-prego e 21% devido a outros fatores, tais como enovelamento de raizes e mA qualidade das mudas. Outros autores relatam ocorrencia de mortalidade associada a acao de animais selvagens predadores como catetos, cutias e outros roedores de menor porte em plantios de enriquecimento e adensamento com Araucaria angustifolia, variando de 26% (SANQUETTA et al., 2005) a 45% (SANQUETTA, 2007).

No presente estudo, 52% e 69% das mudas oriundas do plantio puro e misto, respectivamente, morreram, possivelmente devido a fatores de origem edAfica e climAtica e nao pelo ataque da fauna ou outros agentes. Eventualmente a disponibilidade de sementes em parcelas contiguas ou na mesma parcela das mudas pode ter minimizado relativamente a predacao sobre as mudas.

Balanco geral

No balanco final do experimento, temse um percentual de quase 70% de covas vazias, cujas mudas e pinhoes germinados morreram ou foram arrancados por acao da fauna (Figura 4). Das covas ocupadas, 55% abrangiam o remanescente de mudas de araucaria e 45% as plantulas germinadas oriundas dos pinhoes (17% e 14%, respectivamente, considerando-se o total de covas ocupadas remanescentes) (Tabela 1).

Na Figura 4 pode-se observar que as parcelas de numero 4, 5, 7 e 9--mais afastadas da floresta natural circundante ao experimento--apresentaram, respectivamente, 16, 10, 9 e 5 plantas vivas aos 14 meses apos o plantio. Comparando esses valores aos de 17, 8, 5, 4 e 8 plantas vivas correspondentes as parcelas 1, 2, 3, 6 e 8, respectivamente, nao e possivel estabelecer uma relacao direta da influencia da proximidade da floresta e, consequentemente, da fauna, sobre o percentual de sobrevivencia de mudas e plantulas oriundas da semeadura de pinhoes. De certa forma, esse resultado era esperado por se tratar de uma area pequena e relativamente isolada na Estacao Experimental, sem circulacao de pessoas exceto para a manutencao periodica do experimento.

Considerando as covas vazias, o que se observa e que o percentual de mortalidade das mudas (42%) e bastante proximo ao percentual de perdas de pinhoes por consumo da fauna (44%), havendo poucas mudas arrancadas ou plantulas recem-emergidas mortas (Tabela 1). Provavelmente, a disponibilidade de sementes, um alimento de mais fAcil acesso, tenha reduzido as taxas de predacao da fauna sobre as mudas, diminuindo, entao, os danos causados por esses agentes.

No entanto, as analises estatisticas executadas demonstraram que apenas o efeito do material (muda ou pinhao) e significativo (p-valor = 0,00015) no que diz respeito a mortalidade, nao havendo influencia do arranjo utilizado (plantio puro ou misto). Desta forma, os indices de mortalidade sao os mesmos tanto no arranjo puro quanto no misto, uma vez que a interacao entre o tipo de material e o arranjo utilizado nao foi significativa, sendo a mortalidade do material "muda" sempre maior do que plantulas originadas do material "sementes" (Tabela 2).

Em contrapartida, considerando mudas e sementes arrancadas, alem do efeito do material ser expressivo (p-valor = 0,000241), a interacao entre o tipo de material plantado e o arranjo em que este se encontra tambem foi estatisticamente significativa (p-valor = 0,017892). De forma geral, a plantula proveniente de semente e o material mais arrancado, principalmente no caso da semeadura em plantios puros; no caso das mudas, os indices de plantas removidas independem do tipo de arranjo utilizado (puro ou misto) (Tabela 2).

CONCLUSAO

O percentual de germinacao dos pinhoes foi de 55% quando estes se encontravam em plantio puro e de 59% quando em plantio misto, perfazendo um percentual medio de germinacao de 57%. No entanto, considerando a acao da fauna consumidora, restaram apenas 14% das sementes germinadas no plantio puro e 28% no plantio misto, ate o decimo quarto mes. Assim, as anAlises estatisticas demonstraram que as perdas das sementes germinadas foram significativamente maiores no caso do plantio com semeadura de forma homogenea (puro).

No que se refere as mudas, o percentual de sobrevivencia medio foi de 41% no plantio puro e de 20% no plantio misto. Entretanto, neste caso, o numero de mudas removidas pela fauna e a mortalidade foram significativamente maiores no plantio misto.

De maneira geral, as analises estatisticas demonstraram que a mortalidade independe do tipo de arranjo utilizado, sendo influenciada somente pelo tipo de material. Desta forma, a mortalidade do material do tipo "muda" foi significativamente maior do que no caso das sementes. Em contrapartida, no que diz respeito ao indice de remocao ocasionada pela fauna, este depende tanto do arranjo quanto do tipo de material, sendo as sementes significativamente mais arrancadas do que as mudas, principalmente quando em plantio puro.

Apesar de os pinhoes semeados gerarem plantulas mais resistentes e mais bem adaptadas em campo, apresentando menores taxas de mortalidade natural, os resultados do presente estudo sugerem que o plantio de mudas pode proporcionar maiores indices de sucesso no estabelecimento de povoamentos de Araucaria angustifolia. Nesse caso, o fator determinante e a intensidade de predacao da fauna e sua aparente preferencia pelas mudas recem-emergidas das sementes. Por outro lado, a sobrevivencia de mudas plantadas depende diretamente de sua qualidade, vitalidade, cuidados recebidos no viveiro e das condicoes climAticas encontradas durante a fase de implantacao.

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

ANSELMINI, J. I. Fenologia reprodutiva da Araucaria angustifolia (Bert.) O. Ktze, na regiao de Curitiba-PR. 2005. 62 f. Dissertacao (Mestrado em Agronomia)--Universidade Federal do ParanA, Curitiba, 2005.

BACKES, A. Distribuicao geografica atual da Floresta com Araucaria: condicionamento climAtico. In: FONSECA, C. R. et al. (Eds.). Floresta com araucaria: ecologia, conservacao e desenvolvimento sustentAvel. Ribeirao Preto: Holos, 2009a. p. 39-44.

BACKES, A. Floresta com Araucaria: importancia e usos multiplos. In: FONSECA, C. R. et al. (Eds.). Floresta com araucaria: ecologia, conservacao e desenvolvimento sustentAvel. Ribeirao Preto: Holos, 2009b. p. 303-309.

BANCO REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO DO EXTREMO SUL. Agencia de Florianopolis. Gerencia de Planejamento. Cultivo da Araucaria angustifolia: anAlise de viabilidade economicofinanceira. Florianopolis: BRDE, 2005. 53 p.

CARVALHO, P. E. R. Competicao entre especies florestais nativas em Irati-PR, cinco anos apos o plantio. Pesquisa Florestal, Colombo, n. 2, p. 41-56, 1981.

CARVALHO, P. E. R. Especies florestais brasileiras: recomendacoes silviculturais, potencialidades e uso da madeira. Colombo: Embrapa-CNPF/SPI, 1994. 639 p.

FONSECA, J. M. M. A.; AGUIAR, L. B.; FERNANDES, P. D. Comportamento florestal de essencias nativas e exoticas em condicoes de arboreto. Cientifica, Jaboticabal, n. 2, v. 2, p. 198-207, 1974.

GANADE, G.; ZANINI, L. Restauracao de floresta com araucaria em Areas degradadas. In: FONSECA, C. R. et al. (Eds). Floresta com araucaria: ecologia, conservacao e desenvolvimento sustentAvel. Ribeirao Preto: Holos, 2009. p. 85-95.

GUERRA, M. P. et al. Exploracao, manejo e conservacao da araucaria (Araucaria angustifolia). In: SIMOES, L. L.; LINO, C. F. (Eds). SustentAvel Mata Atlantica: a exploracao de seus recursos florestais. Sao Paulo: SENAC, 2000. p. 85-101.

JANKAUSKIS, J. Ensaio de plantio de Araucaria angustifolia (Bert.) O. Ktze. Floresta, Curitiba, v. 4, n. 1, p. 54-63, 1972.

KUNIYOSHI, Y. S. Morfologia da semente e da germinacao de 25 especies arboreas de uma floresta com araucaria. 1983. 245 f. Dissertacao (Mestrado em Ciencias Florestais)--Universidade Federal do ParanA, Curitiba, 1983.

LAMBERTS, A. V. D. H. Predacao e sobrevivencia de sementes de Araucaria angustifolia (Bert). Kuntze em Areas de mata nativa e plantacoes de Pinus eliotti na Floresta Nacional de Sao Francisco de Paula, RS. 2003. 86 f. Dissertacao (Mestrado em Ecologia)--Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2003.

LUDWIG, G.; AGUIAR, L. M.; ROCHA, V. J. Uma avaliacao da dieta, da area de vida e das estimativas populacionais de Sapajus nigritus (Goldfuss, 1809) em um fragmento florestal no norte do Estado do ParanA. Neotropical Primates, Florida, v. 13, n. 3, p. 12-18, 2005.

MELLO FILHO, J. A.; STOEHR, G. W. D.; FABER, J. Determinacao dos danos causados pela fauna a sementes e mudas de "Araucaria angustifolia" (Bert.) O. Ktze. nos processos de regeneracao natural e artificial. Floresta, Curitiba, v. 12, p. 26-44, 1981.

MULLER, J. A. A influencia dos roedores e aves na regeneracao da Araucaria angustifolia (Bert.) O. Ktze. 1986. 77 f. Dissertacao (Mestrado em Ciencias)--Universidade Federal do ParanA, Curitiba, 1986.

MUNIZ, P. J. C. Notas sobre uma plantacao experimental de pinheiro-do-parana (Araucaria brasiliana A. Rid.) nos solos de Campos Gerais. Arquivos de Biologia e Tecnologia, Curitiba, v. 8, p.31-43, 1948.

PALUDO, G. F.; MANTOVANI, A.; REIS, M. S. dos. Regeneracao natural de uma populacao natural de Araucaria angustifolia (Araucariaceae). Arvore, Vicosa, v. 35, n. 5, p. 1107-1119, 2011.

ROSOT, M. A. D. et al. Bosque Modelo Cacador: concepcao e processo de estruturacao. Colombo: Embrapa Florestas, 2013. 102 p. (Documentos, 258).

ROSOT, N. C. et al. Acoes de recuperacao em Areas degradadas por fogo em Floresta Ombrofila Mista: resultados parciais. Pesquisa Florestal Brasileira, Colombo, n. 54, p. 9, 2007.

SANQUETTA, C. R. Controle de taquaras como alternativa para a recuperacao da Floresta de Araucaria. Pesquisa Florestal Brasileira, Colombo, n. 55, p. 45-53, 2007.

SANQUETTA, C. R. et al. Sobrevivencia de mudas de Araucaria angustifolia perante o controle de taquaras (Bambusoideae) no Parana, Brasil. Floresta, Curitiba, v. 35, n. 1, SANQUETTA, C. R. p. 127-135, 2005.

TORTATO, M. A. Estudo de mamiferos em parcelas permanentes: o exemplo da Reserva Florestal da Embrapa/Epagri, Cacador, Santa Catarina. In: SEMINARIO NACIONAL SOBRE DINAMICA DE FLORESTAS, 1., 2008, Curitiba, PR. Anais ... Colombo: Embrapa Florestas. CD-ROM.

SANQUETTA, C. R. et al. Mamiferos silvestres y su relacion com la dinAmica de un Bosque de Araucaria en el sur de de Brasil. In: CONGRESSO FORESTAL MUNDIAL, 13., 2009, Resumos ... Buenos Aires: FAO, 2009.

VIEIRA, E. M., IOB, G. Dispersao e predacao de sementes de Araucaria angustifolia. In: FONSECA, C. R. et al. (Eds.). Floresta com araucaria: ecologia, conservacao e desenvolvimento sustentavel. Ribeirao Preto: Holos, 2009. p. 85-95.

Jessica Caroline Maran (1) Maria Augusta Doetzer Rosot (2) Maria Izabel Radomski (3) Betina Kellermann (4)

(1) Engenheira Florestal, Mestranda pelo Programa de Pos-Graduacao em Engenharia Florestal, Universidade Federal do ParanA, Av. Pref. LothArio Meissner, 900, Jardim Botanico, Campus III, CEP 80210-170, Curitiba (PR), Brasil. Bolsista Capes. jess.maran@gmail.com

(2) Engenheira Florestal, Dr2., Pesquisadora da Embrapa Florestas, Estrada da Ribeira, Km 111, CEP 83411-000, Colombo (PR), Brasil. augusta.rosot@embrapa.br

(3) Engenheira Agronoma, Dr2., Pesquisadora da Embrapa Florestas, Estrada da Ribeira, Km 111, CEP 834111-000, Colombo (PR), Brasil. maria.radomski@embrapa.br

(4) Biologa, MSc., Bolsista DTI CNPq, Embrapa Florestas, Estrada da Ribeira, Km 111, CEP 834111-000, Colombo (PR), Brasil. betina.kellermann@gmail.com

Recebido para publicacao em 9/06/2014 e aceito em 26/03/2015

Caption: FIGURE 1: Germination and survival in pure planting treatment with seeds: (A) Accumulated average percentage of seeds sprouted, consumed and remaining, in relation to the number of planted seeds; (B) Cumulative average percentage of holes with seeds sprouted, or remaining, and empty, compared to the number of holes planted with seeds.

FIGURA 1: Germinacao e sobrevivencia no tratamento puro de semeadura de pinhoes: (A) Percentual medio acumulado de pinhoes germinados, consumidos e remanescentes, em relacao ao numero de pinhoes plantados; (B) Percentual medio acumulado de covas com pinhoes germinados, ou remanescentes, e vazias, em relacao ao numero de covas com pinhoes plantados.

Caption: FIGURE 2: Germination and survival in mixed planting treatment with seeds and seedlings: (A) Accumulated average percentage of germinated seeds, consumed and remaining, in relation to the number of planted seeds; (B) Cumulative average percentage of holes sprouted with seeds, or remaining, and empty compared to the number of holes planted with seeds.

FIGURA 2: Germinacao e sobrevivencia no tratamento misto de semeadura de pinhoes e plantio de mudas: (A) Percentual medio acumulado de pinhoes germinados, consumidos e remanescentes, em relacao ao numero de pinhoes plantados; (B) Percentual medio acumulado de covas com pinhoes germinados, ou remanescentes, e vazias, em relacao ao numero de covas em que houve semeadura de pinhoes.

Caption: FIGURE 3: Percentage of survival, mortality and pullout caused by wildlife in planting seedlings: (A) Pure plantation; (B) Mixed plantation.

FIGURA 3: Percentual de sobrevivencia, mortalidade e remocao de plantas causada pela fauna no plantio de mudas: (A) Plantio puro; (B) Plantio misto.

Caption: FIGURE 4: Situation of the experiment at 14 months after planting: occupied holes (live seedlings, 1, 2 or 3 seeds germinated) and empty (dead seedlings, non-germinated seeds, pulled).

FIGURA 4: Situacao do experimento aos 14 meses do plantio: covas ocupadas (mudas vivas; 1, 2 ou 3 pinhoes germinados) e vazias (mudas mortas, pinhoes nao germinados, arrancadas).
TABLE 1: Percentage of the number of occupied holes, and empty holes,
fourteen months after planting.

TABELA 1: Percentual do numero de covas ocupadas, e covas vazias, no
decimo quarto mes apos o plantio.

Covas Ocupadas (31,11%)            Covas Vazias (68,89%)

Com mudas                 54,76%   Mudas mortas            41,94%
                                   Mudas arrancadas        5,91%
Com pinhoes               45,24%   Pinhoes mortos          2,15%
                                   Pinhoes arrancados      43,55%

TABLE 2: Modified Tukey's test for the variables "mortality" and
"pullout" of seedlings and seeds

TABELA 2: Teste de Tukey modificado para as variaveis "mortalidade" e
"remocao" de mudas e sementes.

Tratamento                                 Mortalidade   Remocao pela
                                               (%)        fauna (%)

I Plantio puro de mudas                    52,22  (a)     6,67  (a)
II Semeadura pura de pinhoes                3,33  (b)     68,89  (b)
III Plantio de mudas em parcela mista      68,89  (a)     11,11  (a)
IV Semeadura de pinhoes em parcela mista    2,22  (b)     42,22  (a)

Em que: Letras diferentes indicam diferenca significativa entre os
tratamentos em nivel de 5% de probabilidade.
COPYRIGHT 2016 Universidade Federal de Santa Maria
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2016 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Title Annotation:texto en portugues
Author:Maran, Jessica Caroline; Rosot, Maria Augusta Doetzer; Radomski, Maria Izabel; Kellermann, Betina
Publication:Ciencia Florestal
Date:Oct 1, 2016
Words:5699
Previous Article:Tolerance of Cedrela fissilis Vell. seedlings to different lenghts and intensities of flooding/Tolerancia de plantulas de Cedrela fissilis Vell. a...
Next Article:Sanity testing and germination in Cabralea canjerana (Veil.) mart. seeds/Teste de sanidade e germinacao em sementes de Cabralea canjerana (Veil.)...
Topics:

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2022 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters |