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Survey of insect in Eucalyptus spp. plantation by light trap in Sao Francisco de Assis, RS/Levantamento da entomofauna em plantios de Eucalyptus spp. por meio de armadilha luminosa em Sao Francisco de Assis--RS.

INTRODUCAO

A atividade florestal e um dos setores da economia brasileira que vem crescendo significativamente nos ultimos anos. Constituido principalmente de plantios com Eucalyptus spp., o setor vem ganhando espaco em varios estados brasileiros sem tradicao florestal. O predominio de plantios com especies do genero Eucalyptus deve-se, sobretudo ao seu rapido crescimento, adaptabilidade a diferentes ambientes e possibilidade de atender aos diversos setores da atividade industrial madeireira. No entanto, o crescimento de areas com plantios florestais favorecem o surgimento de especies-praga, principalmente formigas cortadeiras, lepidopteros desfolhadores e coleopteros, que constituem os maiores problemas para a eucaliptocultura nacional. Areas florestais apresentam condicoes ideais para o estabelecimento de insetos-praga, pois sao normalmente constituidas por monocultivos em extensas areas e cultivadas por longos periodos (ANJOS; SANTOS; ZANUNCIO, 1986; ZANUNCIO et al., 1991).

Segundo Silveira Neto et al. (1976), as populacoes de insetos podem aumentar ou diminuir em funcao de fatores favoraveis ou desfavoraveis do meio, sendo, portanto, de significativa importancia o conhecimento de quais as variaveis meteorologicas atuam sobre a entomofauna local. Nesse contexto, os levantamentos populacionais tornam-se imprescindiveis, pois, alem de amostrar a densidade populacional das especies de insetos em determinado local, permitem caracterizar sua comunidade. No entanto, segundo Morales et al. (2000), ao se analisarem estudos populacionais, e importante conhecer as tendencias, os ciclos e o tipo de cultura onde essas especies-praga se estabelecem.

Um dos metodos empregados em amostragens entomofaunisticas que permitem estudar a distribuicao e flutuacao populacional de insetos e a armadilha luminosa, que e um dos recursos mais utilizados em plantios de Eucalyptus sp., na captura de insetos das ordens Lepidoptera e Coleoptera, principais grupos de pragas florestais (MENEZES et al.,1986; SILVEIRA NETO, 1972).

O levantamento populacional constitui uma das primeiras etapas do manejo integrado de pragas, pois permite conhecer, caracterizar e determinar a abundancia de especies da entomofauna presente e determinar o potencial de danos das mesmas. O MIP (manejo integrado de pragas) busca aumentar ou preservar os fatores de mortalidade natural, atraves do uso integrado de todas as tecnicas de combate possiveis, embasadas em parametros ecologicos e economicos (ZANETTI, 2002).

Assim, o objetivo deste trabalho foi o levantamento populacional da entomofauna associada a plantios de Eucalyptus spp., capturada por meio de armadilhas luminosas em Sao Francisco de Assis, Rio Grande do Sul.

MATERIAIS E METODOS

Este estudo foi conduzido em tres talhoes de Eucalyptus, pertencentes as especies: Eucalyptus dunnii, Eucalyptus grandis e Eucalyptus grandis x Eucalyptus urophylla (clone hibrido), com tres anos de idade. Os talhoes com Eucalyptus dunnii e Eucalyptus grandis possuem espacamento de plantio de 3 x 2 (tres metros entre linhas e dois metros entre plantas), e o talhao com Eucalyptus grandis x Eucalyptus urophylla 3,5 x 2,5 (tres metros e meio entre linhas e dois metros e meio entre plantas). Os talhoes localizam-se na fazenda Taquari (29[degrees]33'38" S; e 55[degrees]17'10" W), municipio de Sao Francisco de Assis, Rio Grande do Sul.

O clima da regiao de acordo com a classificacao de Koppen recebe denominacao de Cfah "Subtropical Mesotermico" constantemente umido. Esse clima e caracterizado por meses de frio, com geadas de maio a agosto, e calor intenso, principalmente nos meses de janeiro e fevereiro, sendo a temperatura media anual em tomo de 18[degrees]C. A distancia do mar e responsavel pelos veroes quentes e pelos dias de inverno muito frios que ocorrem no oeste do estado. A precipitacao e normalmente bem distribuida durante todo ano, com indices pluviometricos variando de 1.250 mm a 1.500 mm, sem estacao seca definida, com ventos dominantes de Sudoeste no inverno e Nordeste na primavera (MORENO, 1961).

Para a coleta da entomofauna de habito noturno foi instalada uma armadilha luminosa em cada um dos tres talhoes avaliados. O modelo utilizado foi o Luiz de Queiroz, marca Intral, com luz negra de lampada fluorescente de 15 watts, sendo alimentadas por bateria de 12 volts. Ao funil da armadilha foi acoplado um saco coletor, no qual se colocou papel de jornal cortado em tiras, para evitar o contato entre os individuos capturados, evitando, assim, que os especimes coletados fossem danificados. A armadilha foi instalada a uma altura de 1,5 metros do solo, e as coletas foram realizadas mensalmente, de agosto de 2008 a julho de 2009. As armadilhas permaneciam ligadas das 19 h as 7 h do dia seguinte.

Os insetos coletados nas armadilhas foram acondicionados em frascos e levados ao Departamento de Defesa Fitossanitaria da Universidade Federal de Santa Maria, Laboratorio de Entomologia, onde foram realizadas a limpeza e a separacao dos especimes, para posterior identificacao, que foi realizada em nivel de familia, e alguns quando possivel em nivel de especie.

Os especimes foram analisados em funcao dos indices de frequencia, abundancia, constancia e diversidade.

A frequencia (F) foi calculada pela soma dos dados das coletas mensais, na qual foi calculada a percentagem de individuos de cada especie em relacao ao total de individuos coletados. O estudo da frequencia foi realizado de acordo com a distribuicao de frequencia sugerida por Silveira Neto et al. (1976): F=N/T x 100. Onde: F=Frequencia; N=Total de individuos de cada especie capturada; T=Total de individuos capturados.

Foi determinado o intervalo de confianca (IC) da media com 5% de probabilidade, conforme Fazolin (1991), que adotou a classificacao abaixo: Muito frequente (mf): numero de individuos maior que o limite superior do IC a 5%; Frequente (f): numero de individuos situados dentro do IC a 5%; Pouco frequente (pf): numero de individuos menor que o limite inferior do IC a 5%.

A Abundancia foi processada utilizando as medias de dispersao sugeridas por Silveira Neto et al. (1976), atraves do desvio padrao, erro padrao da media e intervalo de confianca (IC), empregando-se o teste t a 5% e 1% de probabilidade. Dajoz (1983) estabeleceu as seguintes classes de abundancia: Rara (r): numero de individuos menor que o limite inferior do IC a 1% de probabilidade; Dispersa (d): numero de individuos situado entre os limites inferiores do IC a 5% e 1% de probabilidade; Comum (c): numero de individuos situado dentro do IC a 5% de probabilidade; Abundante (a): numero de individuos situado entre os limites superiores do IC a 5% e 1% de probabilidade; Muito abundante (m): numero de individuos maior que o limite superior do IC a 5% de probabilidade.

Para calcular a Constancia (C) foi adotada a equacao sugerida por Dajoz (1983). C% = P/N x 100. Em que: C = Constancia; P = numero de coletas em que foi contatada especie estudada; N = numero total de coletas efetuada.

Pelas percentagens, as especies foram agrupadas nas seguintes categorias definidas por Dajoz (1983):

Especies constantes (x): presentes em mais de 50% das coletas; Especies acessorias (y): presentes entre 25 e 50% das coletas; Especies acidentais (z): presentes em menos de 25% das coletas.

O Indice de Diversidade de Shannon foi obtido pela relacao (H = - [summation] pi. log pi), onde: H= Indice de Diversidade de Shannon, [summation] = somatorio, pi = ni/N; ni = densidade de cada grupo, N = numero total de grupos. O indice foi calculado pelo programa estatistico Past (HAMMER et al., 2001).

A fim de relacionar o numero de insetospraga coletados e as variaveis meteorologicas foram utilizados os elementos: temperaturas medias, maximas e minimas, precipitacao e umidade relativa. As leituras foram diarias, no entanto, na apresentacao dos resultados, foram considerados os valores medios dos intervalos entre cada coleta. Os dados foram obtidos junto a estacao meteorologica do Instituto Federal Farroupilha, campus Alegrete (29[degrees]71'16" S e 55[degrees]52'61" W), instalada a cerca de 50 quilometros da area deste estudo. Com os dados das variaveis meteorologicas obtidas verificou-se a correlacao entre o numero de insetospraga coletados e os elementos meteorologicos, utilizando-se a correlacao linear calculada pelo programa estatistico Assistat (SILVA; AZEVEDO, 2009).

RESULTADOS E DISCUSSAO

No periodo do levantamento foi coletado um total de 3.623 individuos pertencentes a oito ordens (Blattodea, Coleoptera, Dermaptera, Hemiptera, Hymenoptera, Lepidoptera, Mantodea e Odonata) distribuidos em 34 familias. Observou-se que as ordens que apresentaram maior numero de insetos coletados foram: Coleoptera, Lepidoptera e Hemiptera com 51, 15 e 10% dos individuos coletados, respectivamente, conforme registrado na Tabela 1.

Os dados deste levantamento apresentam resultados semelhantes aos encontrados por Laranjeiro (2003) em plantio de Eucalyptus sp., em Sao Paulo, nos quais as ordens mais coletadas foram Lepidoptera e Coleoptera, entretanto, o autor encontrou um numero maior de lepidopteros. Neste caso, o predominio de Lepidoptera pode estar relacionado ao uso de dois tipos de armadilhas de coleta, malaise e luminosa, ja no levantamento realizado em Sao Francisco de Assis--RS, foi usada somente armadilha luminosa. Outro aspecto discutivel esta relacionado com o periodo de cultivo florestal. De Sao Paulo para a regiao Norte a silvicultura esta a mais tempo estabelecida, em detrimento da regiao Sul. Possivelmente, este periodo mais longo tenha propiciado uma maior riqueza de especies da entomofauna.

Na Tabela 2 sao apresentados os indices faunisticos para as familias encontradas neste estudo.

Ao se analisarem os dados da Tabela 2, constata-se que as familias que apresentaram indices mais significativos pertencem a ordem Coleoptera (Carabidae, Chrysomelidae, Elateridae, Ptilodactylidae, Scarabaeidae e Staphylinidae) destacando-se a familia Chrysomelidae, por apresentar especies de coleopteros desfolhadores importantes para a eucaliptocultura (OHMART; EDWARDS, 1991; ZANUNCIO et al., 1993). As familias Elateridae e Carabidae sao consideradas importantes para plantios com eucaliptos,

pois possuem especies predadoras de pragas desta cultura, durante sua fase jovem ou adulta (ZANUNCIO et al., 1993).

Em estudo realizado por Holtz et al. (2001), em Eucalyptus urophylla com armadilhas luminosas em Minas Gerais, os autores tambem observaram predominio das familias Elateridae e Scarabaeidae nas coletas. De outro lado, Pinto et al. (2000) ressaltam que armadilha luminosa e um metodo eficiente para o monitoramento de coleopteros, principalmente das familias Elateridae e Scarabaeidae.

Constatou-se neste estudo, que as familias apresentam comportamento diferenciado nas especies de eucaliptos, como por exemplo, Chrysomelidae, que se apresentou como muito frequente, comum e constante em Eucalyptus dunnii e frequente, comum e acessoria em Eucalyptus grandis, evidenciando a preferencia de determinados grupos de insetos, por alguma das especies de eucaliptos avaliadas.

Na ordem Lepidoptera, as familias Arctiidae e Noctuidae apresentaram indices significativos, sendo frequentes ou muito frequentes, comuns e constantes ou acessorias. Estas duas familias de lepidopteros apresentam importancia para a eucaliptocultura, pois incluem varias especies consideradas pragas. No entanto, em estudo realizado por Wollmann et al. (2009), avaliando a populacao de lepidopteros em plantios de Eucalyptus spp. na regiao de Pelotas, Rio Grande do Sul, os autores constataram as familias Saturniidae e Sphingidae como as principais naquela regiao, demonstrando haver diferenca na distribuicao de lepidopteros nas diferentes regioes do estado.

Na ordem Heteroptera, a familia que obteve indices mais representativos foi Miridae em Eucalyptus grandis e Eucalyptus dunnii, esta familia, embora fitofaga, tambem possui especies predadoras de lagartas desfolhadoras, constituindo-se especies potenciais para o controle biologico (WHEELER JUNIOR, 2000). A ordem Hymenoptera apresenta a familia Ichneumonidae como frequente, comum e acessoria nas especies de eucaliptos avaliadas. Bressan (1983) e Moraes (2002) citam ichneumoideos como parasitoides de lagartas desfolhadoras, constituindo-se em elementos importantes para programas de manejo integrado de pragas.

O Indice de Diversidade de Shannon encontrado neste levantamento foi semelhante nas tres especies de Eucalyptus avaliadas, variando de 2,3 a 2,33. Este resultado se assemelha com o valor encontrado por Laranjeiro (2003) em plantios de Eucalyptus sp. em Sao Paulo, nos quais o autor encontrou valor medio de 2,4.

Neste estudo, foram identificadas quatro especies e tres generos considerados pragas de eucalipto, que sao pertencentes as ordens Coleoptera e Lepidoptera. Na Tabela 3 encontram-se os indices faunisticos para as especies-praga, coletadas durante este levantamento.

Pelos indices apresentados na Tabela 3, observa-se que as especies e generos considerados pragas, apresentaram-secomopoucofrequentes, raras e acidentais, apenas Agrotis ipsilon (Lepidoptera: Noctuidae), foi acessoria em Eucalyptus dunnii. Dessa forma, pode-se supor que estas especies apresentam-se em nivel populacional baixo, nao oferecendo riscos aos plantios, mas convem ressaltar que surtos esporadicos destas especies podem causar danos a plantios de Eucalyptus spp. Em estudo realizado por Pereira, Zanuncio e Shoederer (1994) em Minas Gerais, os autores observaram que as especies Glena sp. (Lepidoptera: Geometridae), Sarsina sp. (Lepidoptera: Lymantriidae) e Eupseudosoma sp. (Lepidoptera: Arctiidae) quanto a constancia, apresentaram-se como raras e acessorias, podendo-se inferir que estas especies normalmente encontram-se em pequeno numero nos plantios e, esporadicamente, por condicoes especificas, apresentam surtos, causando danos.

O reduzido numero de individuos coletados considerados especies-praga, apresentados na Tabela 3 pode estar relacionado a recente introducao de plantios com eucaliptos na regiao, cerca de quatro anos, nao havendo, portanto, pressao populacional destas especies-praga nesta cultura. A presenca destas especies-praga de eucaliptos na regiao pode estar associada a especies da familia Myrtaceae que sao hospedeiras de pragas de eucalipto como Thyrinteina arnobia (Lepidoptera: Noctuidae)

(ANJOS; SANTOS; ZANUNCIO, 1986). E, tambem, possivelmente, devido a ocorrencia de pequenas areas de plantios com eucaliptos (capoes), que serviriam de abrigo para estes insetos, antes da introducao dos plantios comerciais. Pela Tabela 3 pode-se analisar tambem que as especiespraga apresentam comportamento diferenciado quanto as especies de Eucalyptus em estudo, pois ha especies que ocorreram nas tres especies de eucalipto avaliadas, e outras encontradas apenas em uma especie. Estes resultados demonstram provavelmente, que estes fitofagos apresentam certa preferencia ou especificidade para as especies hospedeiras de Eucalyptus.

As especies de lepidopteros desfolhadores presentes neste levantamento foram as mais abundantes, e ja foram registradas para o Rio Grande do Sul (ZANUNCIO et al., 1993; WOLLMANN et al., 2009). Os resultados observados neste estudo assemelham-se aos encontrados por Laranjeiro (2003) em plantio de Eucalyptus sp. em Sao Paulo, no qual se observou tambem o predominio de especies-praga da ordem Lepidoptera. A coleobroca Phoracantha semipunctata (Coleoptera: Cerambycidae), apesar de ser uma especie-praga exotica, e verificada no Rio Grande do Sul desde 1956, e nao se observou neste estudo sua presenca em Eucalyptus grandis considerado susceptivel ao ataque deste inseto-praga (BIEZANKO; BOSQ, 1956), no entanto, ocorreu nas demais especies de eucalipto.

Na Figura 1 encontra-se apresentada a distribuicao das ordens que obtiveram maior numero de insetos coletados ao longo das estacoes do ano. As ordens Blattodea, Dermaptera e Odonata nao sao apresentadas, visto que, poucos exemplares foram coletados.

Ao analisar a Figura 1, nota-se que a ordem Coleoptera foi a unica que apresentou maior numero de individuos coletados no verao, as demais ordens foram mais abundantes na primavera. Holtz et al. (2001), estudando coleopteros em plantio de Eucalyptus urophylla em Minas Gerais, observaram pico populacional desta ordem no verao, no entanto, o mesmo pode variar com o ano de coleta, com a regiao, e com mudancas dos valores meteorologicos que podem influenciar direta ou indiretamente a populacao de coleopteros. Zanuncio et al. (1993), coletaram maior numero de individuos de Coleoptera de novembro a abril, nas regioes de Sao Mateus e Aracruz--ES; e Oliveira et al. (2001) relataram maior numero de setembro a janeiro na regiao de Nova Era--MG. Freitas et al. (2002) sugerem que a ordem Coleoptera apresenta populacoes mais elevadas na epoca mais quente e umida do ano e com decrescimo populacional nos meses de junho, julho e agosto quando as temperaturas encontramse mais baixas. Portanto, as estacoes do ano podem ser consideradas como fator fundamental na distribuicao de grupos de insetos.

Neste estudo, analisou-se tambem a correlacao entre as especies-praga coletadas e as principais variaveis meteorologicas (precipitacao, temperaturas maximas, medias, minimas, e umidade relativa), apresentadas na Tabela 4.

[FIGURE 1 OMITTED]

Os resultados da Tabela 4 demonstram nao haver correlacao entre as variaveis analisadas e as especies-praga coletadas. Isto pode ter ocorrido devido ao numero reduzido de exemplares coletados de cada especie. Quanto a ocorrencia, nota-se que a especie Automeris illustris foi coletada em outubro, Eupseudosoma sp. em dezembro e marco, Sabulodes sp. em agosto, Thyrinteina arnobia foi observada em maio, Sarsina sp. em abril e maio, Agrotis ipsilon foi capturada em novembro, marco, abril e maio. A ocorrencia de lepidopteros principalmente nos meses da primavera e outono, deve estar relacionada aos fatores ambientais do periodo em que estes encontraram condicoes ideais para o seu desenvolvimento.

A coleobroca Phoracantha semipunctata foi coletada em agosto e dezembro. Segundo Ribeiro (2001), o numero anual de geracoes de Phoracantha varia com a regiao, observaram-se ciclos de tres a 8,5 meses, dependendo das condicoes climaticas (especialmente umidade e temperatura minimas).

CONCLUSOES

Pelos dados apresentados neste estudo observa-se rica entomofauna encontrada nas especies de Eucalyptus avaliadas, com destaque para especies de predadores e parasitoides, que poderao ser utilizados em programas de manejo integrado de insetos-praga.

Devido a presenca de especies-praga importantes na area deste estudo, propoe-se efetuar monitoramento constante, a fim de evitar possiveis surtos destes insetos.

Recebido para publicacao em 18/11/2010 e aceito em 16/07/2014

AGRADECIMENTOS

Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnologico (CNPq), pela concessao da bolsa de estudos. A empresa StoraEnso Florestal pelo apoio logistico na execucao das coletas. E ao Professor. Rocco Di Mare do Departamento de Biologia da Universidade Federal de Santa Maria, pela identificacao dos lepidopteros coletados.

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Juliana Garlet (1) Ervandil Correa Costa (2) Jardel Boscardin (3)

(1) Engenheira Florestal, Dra., Professora Adjunta da Faculdade Ciencias Biologicas e Agrarias, Universidade do Estado de Mato Grosso, Campus II, Av. Perimetral Rogerio Silva, s/n, Jardim Flamboyant, CEP 78580-000, Alta Floresta (MT), Brasil. julianagarlet@yahoo.com.br

(2) Engenheiro Agronomo, Dr., Professor do Programa de Pos-Graduacao em Engenharia Florestal, Centro de Ciencias Rurais, Universidade Federal de Santa Maria, Av. Roraima, 1000, CEP 97105-900, Santa Maria (RS), Brasil.ervandilc@gmail.com

(3) Engenheiro Florestal, Dr. em Engenharia Florestal, Centro de Ciencias Rurais, Universidade Federal de Santa Maria, Av. Roraima, 1000, CEP 97105-900, Santa Maria (RS), Brasil. boscardinj@gmail.com
TABELA 1: Entomofauna coletada em armadilhas luminosas em
plantios de Eucalyptus spp., em Sao Francisco de Assis--RS
(2008/2009).

TABLE 1: Insects collected by light traps in Eucalyptus spp.,
in Sao Francisco de Assis--RS (2008/2009).

Ordem/Familia     Eucalyptus   Eucalyptus   E.grandis x    [SIGMA]
                    dunnii      grandis     E.urophylla

Blattodea             --           --           --         --
Blattidae             13           3             2         18
Coleoptera            --           --           --         --
Bostrichidae          1            1             0         2
Carabidae             49           39           24        112
Cerambycidae          2            1             2         5
Coccinellidae         6            7            26         39
Chrysomelidae        104           89           18        211
Curculionidae         2            3             0         5
Elateridae           125           58           28        211
Erotylidae            12           2             1         15
Hydrophilidae         5            1             1         7
Ptilodactylidae      404          363           45        812
Scarabaeidae          25           22           32         79
Staphylinidae         42          100           210       352
Dermaptera            --           --           --         --
Forficulidae          4            1             4         9
Hemiptera             --           --           --         0
Belostomatidae        2            1             1         4
Cercopidae            1            1             0         2
Flatidae              66           61           14        141
Miridae              131           21            8        160
Pentatomidae          0            33            6         39
Reduviidae            8            --            2         10
Hymenoptera           --           --           --         0
Ecitoninae            6            6            13         25
Formicidae            56           13            0         69
Ichneumonidae         27           71           26        124
Lepidoptera           --           --           --         --
Amatidae              1            13            0         14
Arctiidae             26          106           75        207
Geometridae           11           14           14         39
Hesperiidae           1            0             0         1
Lymantriidae          2            0             2         4
Noctuidae             74           68           109       251
Notodontidae          3            7            14         24
Saturniidae           0            1             1         2
Stenomatidae          1            2             3         6
Mantodea              --           --           --         0
Mantidae              22           24            6         52
Odonata               --           --           --         --
Libellulidae          2            --            1         3
[SIGMA]               1353         1365          905       3623

TABELA 2: Indices faunisticos para as familias de insetos
coletadas em armadilha luminosa em plantio de Eucalyptus spp.,
em Sao Francisco de Assis--RS (2008/2009).

TABLE 2: Faunistic indices for the insects families collected by
light traps in Eucalyptus spp., in Sao Francisco de Assis--RS
(2008/2009).

Ordem/Familia       Eucalyptus         Eucalyptus       Eucalyptus
                      dunnii            grandis         grandis x
                                                        Eucalyptus
                                                        urophylla

                     F     A    C     F     A    C     F     A    C

Blattodea            --    --   --    --    --   --    --    --   --
Blattidae            pf    r    z     pf    r    z     pf    r    z
Coleoptera           --    --   --    --    --   --    --    --   --
Bostrichidae         pf    d    z     pf    d    z     --    --   --
Carabidae            f     d    y     f     d    y     pf    r    y
Cerambycidae         pf    d    z     pf    d    z     pf    d    z
Coccinellidae        pf    d    z     pf    d    z     pf    d    y
Chrysomelidae        mf    c    x     f     c    y     pf    d    y
Curculionidae        pf    r    z     pf    r    z     --    --   --
Elateridae           mf    c    y     f     c    y     f     c    y
Erotylidae           pf    r    z     pf    r    z     pf    r    z
Hydrophilidae        pf    r    z     pf    r    z     pf    r    z
Ptilodactylidae      mf    m    y     mf    m    y     f     c    y
Scarabaeidae         f     c    y     f     c    y     f     c    y
Staphylinidae        f     c    y     f     c    y     mf    c    y
Dermaptera           --    --   --    --    --   --    --    --   --
Forficulidae         pf    r    z     pf    r    z     pf    r    z
Heteroptera          --    --   --    --    --   --    --    --   --
Belostomatidae       pf    r    z     pf    r    z     pf    r    z
Cercopidae           pf    r    z     pf    r    z     --    --   --
Flatidae             f     c    y     f     c    y     pf    d    z
Miridae              mf    c    y     f     d    y     pf    r    z
Pentatomidae         --    --   --    f     d    y     pf    r    z
Reduviidae           pf    r    z     --    --   --    pf    r    z
Hymenoptera          --    --   --    --    --   --    --    --   --
Ecitoninae           pf    r    z     pf    r    z     pf    r    z
Formicidae           f     c    y     pf    r    y
Ichneumonidae        f     c    y     f     c    y     f     c    y
Lepidoptera          --    --   --    --    --   --    --    --   --
Amatidae             pf    r    z     pf    r    z     --    --   --
Arctiidae            f     c    y     mf    c    c     f     c    c
Geometridae          pf    d    y     pf    d    y     pf    d    y
Hesperiidae          pf    r    z     --    --   --    --    --   --
Lymantriidae         pf    r    z     pf    r    z     pf    r    z
Noctuidae            f     c    y     f     c    y     mf    c    c
Notodontidae         pf    r    z     pf    r    z     pf    d    y
Saturniidae                           pf    r    z     pf    r    z
Stenomatidae         pf    r    z     pf    r    z     pf    r    z
Mantodea             --    --   --    --    --   --    --    --   --
Mantidae             f     d    z     f     d    y     pf    r    z
Odonata              --    --   --    --    --   --    --    --   --
Libellulidae         pf    r    z     --    --   --    pf    r    z
Indice de Shannon   2,33   --   --   2,32   --   --   2,30   --   --

Em que: F = Frequencia, pf = pouco frequente, f = frequente, mf = muito
frequente, A = Abundancia, r = rara, d = dispersa, c = comum, m = muito
abundante, a = abundante, C = Constancia, x = especies constantes, y =
especies acessorias, z = especies acidentais.

TABELA 3: Indices faunisticos para especies-praga
de insetos, coletadas em armadilha luminosa em
plantio de Eucalyptus spp., em Sao Francisco de
Assis--RS (2008/2009).

TABLE 3: Faunistic indices for the pest species
collected in light traps in Eucalyptus spp., in
Sao Francisco de Assis--RS (2008/2009).

Especie                    Eucalyptus dunnii

                           N    F    A    C

Phoracantha semipunctata   8    Pf   r    z
Eupseudosoma sp.           --   --   --   --
Sabulodes sp.              --   --   --   --
Thyrinteina arnobia        --   --   --   --
Sarsina sp.                2    pf   r    z
Agrotis ipsilon            10   pf   r    y
Automeris illustris        --   --   --   --

Especie                    Eucalyptus grandis

                           N    F    A    C

Phoracantha semipunctata   -    -    -    -
Eupseudosoma sp.           4    pf   r    z
Sabulodes sp.              4    pf   r    z
Thyrinteina arnobia        --   --   --   --
Sarsina sp.                --   --   --   --
Agrotis ipsilon            3    pf   r    z
Automeris illustris        4    pf   r    z

Especie                    Eucalyptus grandis x
                           Eucalyptus urophylla

                           N    F    A    C

Phoracantha semipunctata   4    pf   r    z
Eupseudosoma sp.           --   --   --   --
Sabulodes sp.              --   --   --   --
Thyrinteina arnobia        10   pf   r    z
Sarsina sp.                2    pf   r    z
Agrotis ipsilon            3    pf   r    z
Automeris illustris        --   --   --   --

Em que: N = numero de insetos coletados, F =
Frequencia, pf = pouco frequente, f = frequente,
mf = muito frequente, A = Abundancia, r = rara, d
= dispersa, c = comum, m = muito abundante, a =
abundante, C = Constancia, x = especies
constantes, y = especies acessorias, z = especies
acidentais.

TABELA 4: Correlacao entre as especies-pragas coletadas
em armadilha luminosa e as principais variaveis
meteorologicas em plantios de Eucalyptus spp., em
Sao Francisco de Assis--RS (2008/2009).

TABLE 4: Correlation between pest species collected
in light traps and the main meteorological variables
in Eucalyptus spp., in Sao Francisco de Assis--RS
(2008/2009).

Correlacao                           Coeficiente [r.sup.2]

Phoracanta x PP                           -0,162 (ns)
Phoracanta x T max C[degrees]             0,153 (ns)
Phoracanta x T min C[degrees]             0,090 (ns)
Phoracanta x T media C[degrees]           0,170 (ns)
Phoracanta x UR                           -0,563 (ns)
Eupsedossoma x PP                         0,030 (ns)
Eupsedossoma x T max C[degrees]           0,408 (ns)
Eupsedossoma x T min C[degrees]           0,423 (ns)
Eupsedossoma x T media C[degrees]         0,412 (ns)
Eupsedossoma x UR                         -0,111 (ns)
Sabulodes x PP                            0,005 (ns)
Sabulodes x T max C[degrees]              -0,047 (ns)
Sabulodes x T min C[degrees]              -0,133 (ns)
Sabulodes x T media C[degrees]            -0,019 (ns)
Sabulodes x UR                            -0,424 (ns)
Thyrinteina x PP                          -0,114 (ns)
Thyrinteina x T max C[degrees]            -0,082 (ns)
Thyrinteina x T min C[degrees]            -0,082 (ns)
Thyrinteina x T media C[degrees]          -0,089 (ns)
Thyrinteina x UR                          0,137 (ns)
Sarsina x PP                              -0,207 (ns)
Sarsina x T max C[degrees]                -0,209 (ns)
Sarsina x T min C[degrees]                -0,205 (ns)
Sarsina x T media C[degrees]              -0,220 (ns)
Sarsina x UR                              0,311 (ns)
Agrotis x PP                              0,329 (ns)
Agrotis x T max C[degrees]                0,219 (ns)
Agrotis x T min C[degrees]                0,246 (ns)
Agrotis x T media C[degrees]              0,227 (ns)
Agrotis x UR                              0,318 (ns)
Anticarsia x PP                           -0,121 (ns)
Anticarsia x T max C[degrees]             -0,226 (ns)
Anticarsia x T min C[degrees]             -0,217 (ns)
Anticarsia x T media C[degrees]           -0,230 (ns)
Anticarsia x UR                           0,028 (ns)
Automeris x PP                            -0,121 (ns)
Automeris x T max C[degrees]              -0,226 (ns)
Automeris x T min C[degrees]              -0,217 (ns)
Automeris x T media C[degrees]            -0,230 (ns)
Automeris x UR                            0,028 (ns)

Em que: PP = precipitacao; T max C[degrees] =
temperatura maxima; T min C[degrees] = temperatura
minima; T media C[degrees] = temperatura media;
UR= umidade relativa; ** significativo ao nivel de
1% de probabilidade (p < 0.01); * significativo ao
nivel de 5% de probabilidade (01 = < p < 0 .05);
ns nao significativo (p > = 0.05).
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Title Annotation:texto en portugues
Author:Garlet, Juliana; Costa, Ervandil Correa; Boscardin, Jardel
Publication:Ciencia Florestal
Date:Apr 1, 2016
Words:4990
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