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Supplementation of mulberry in feeding of Bombyx mori L./Suplementacao da amoreira na alimentacao do Bombyx mori L./Complementacion con morera para la alimentacion de Bombyx mori L.

INTRODUCAO

O bicho-da-seda, Bombyx mori L. (Lepidoptera: Bombycidae), em sua evolugao desenvolveu alta afinidade nutricional com uma especie vegetal especifica, a amoreira (Morus sp.), podendo ser classificado, conforme o habito alimentar, em monofago (um tipo de alimento), fitofago (origem vegetal) e filofago (folhas) (1). As interagoes entre insetos e plantas hospedeiras sao determinadas por estimulos, relacionados com a presenga de substancias primarias (estimulo nutritivo) e secundarias (estimulo de odor, sabor) nas plantas (2).

No caso do bicho-da-seda, as lagartas sao inicialmente atraidas por odores das folhas da amoreira (fatores de atragao, ex.: citral). Quando ocorre o contato, a presenga de algumas substancias estimula a maxila do inseto, desencadeando o comportamento da mordida (fator de mordida, ex.: P-sitosterol, morin ou isoquercitrin). Dentro do aparelho bucal, outro agente estimula o processo de continua deglutigao (fator de deglutigao, ex.: po de celulose). Alem desses, ocorre agao de outras substancias, denominadas de fatores suplementares (ex.: difosfato de potassio, sucrose, inositol, silicasol). O conjunto dos fatores induz a alimentagao do inseto (3).

Apenas em condigoes extremas, como no Japao, onde as adversidades do clima e os altos custos restringem a produgao da amoreira, a substituigao da folha por dietas artificiais tornou-se uma necessidade (3, 4). Na maioria dos paises produtores de seda, localizados em regioes tropicais, a folha da amoreira ainda e o unico alimento das lagartas, sendo utilizada na sua forma natural.

A estreita relagao de dependencia do bicho-da-seda com a amoreira simplifica o manejo alimentar, quando se considera a produgao de um unico tipo de alimento, as facilidades de implantagao, formagao e manutengao do amoreiral, entre outros fatores. Por outro lado, a necessidade de um alimento sempre fresco coloca o inseto em condigao vulneravel frente as variagoes que afetam a qualidade da folha. Assim, mesmo apresentando caracteristicas que normalmente atendem as necessidades basicas, a amoreira esta sujeita a significativas alteragoes em sua composigao, relacionadas com a cultivar utilizada, com condigoes climaticas, espagamento, disponibilidade de agua, tipos de solo, podas, crescimento e maturidade das folhas, transporte e armazenamento das folhas, entre outros (5). Alem das exigencias intrinsecas a especie, deve-se levar em conta que, em criagoes comerciais, utilizam-se lagartas hibridas de alto desempenho produtivo, com consequente aumento das exigencias nutricionais.

Frente a essas condigoes, torna-se imprescindivel a produgao e disponibilizagao de material alimentar de alto valor nutricional. Nesse sentido, estudos vem sendo desenvolvidos com o objetivo de avaliar substancias que, aplicadas de forma direta ou indireta na amoreira, supram as deficiencias ou elevem os componentes nutricionais da folha, promovendo efeitos beneficos para o inseto e consequentemente na produgao de seda. O levantamento e apresentagao das principais tecnicas, estrategias e substancias utilizadas para suplementagao alimentar do bicho-da-seda e o proposito deste trabalho, assim como sugerir e discutir novas possibilidades.

1. Adubagao

O uso de fertilizantes e uma das mais antigas e preconizadas praticas para melhorar a produgao da amoreira, em quantidade e qualidade. De acordo com Abramides (6), o principal fator de recuperagao do amoreiral e a adubagao, provendo-o de condigoes para aumentar a produgao de massa foliar, assim como elevar o teor de nutrientes das folhas e consequentemente melhorar a produgao de casulos. A adubagao pode ser realizada no solo ou diretamente nas folhas.

a) Solo

A aplicagao de adubos organicos e quimicos na cultura da amoreira e descrita nos manuais de Sericicultura, sendo comumente recomendada em fungao dos resultados de analises e exigencias nutricionais da planta. Efeitos da adubagao na amoreira sobre o desempenho do bicho-da-seda tem sido amplamente investigados.

Dentre os fertilizantes mais estudados estao os nitrogenados. Lagartas do bicho-da-seda alimentadas com folhas de amoreira obtidas de plantas que receberam 200 Kg de nitrogenio/ha/ano apresentaram aumento significativo no peso larval, peso do casulo, peso da casca serica e comprimento do fio de seda (7). A incorporagao de nitrogenio no amoreiral e sua influencia no desempenho do bicho-da-seda foi avaliado por Sudo, Sho e Okajima (8). Os autores concluiram que houve correlagao positiva entre os niveis de adubagao e os teores de nitrogenio nas folhas e alta correlagao entre o nitrogenio das folhas e caracteristicas como peso das lagartas, peso dos casulos e quantidade de seda. Purohit e Kumar (5) relataram, no entanto, que mesmo havendo tendencia de que o aumento no teor de proteina na folha de amoreira eleve a produgao de casulo em cerca de 6% para cada adicional de 100 Kg de nitrogenio/ha/ano, nao existem efeitos pronunciados do nivel de nitrogenio acima de 300 Kg/ha/ano sobre as caracteristicas do casulo.

Casulos mais pesados foram obtidos de lagartas do bicho-da-seda alimentadas com folhas de amoreira provenientes de plantas adubadas com 200 gramas de sulfato de amonio/planta, quando parcelado em tres vezes ao inves de dose unica (9).

Alem dos adubos nitrogenados, outros tipos sao analisados e comparados entre si, quanto aos efeitos na produgao da amoreira e caracteristicas do Bombyx mori L. Takahashi (10) obteve casulos mais pesados para lagartas do bicho-da-seda que receberam folhas de amoreira provenientes de plantas fertilizadas com adubo organico (2 Kg de esterco de galinha/planta) em relagao aos tratamentos com adubo quimico (20 g de N, 10 g de P2O5 e 15g de [K.sub.2]O/planta) e sem adubagao. No entanto, para peso das glandulas sericigenas (7 dia do 5 instar) nao observou variagao significativa entre os dois tipos de adubagao. Munhoz et al. (11) tambem analisaram a influencia da adubagao quimica (NPK: 20:05:20) e organica (esterco de galinha) sobre a produgao da amoreira e caracteres biologicos e produtivos do bicho-da-seda. Os autores observaram aumento significativo na produgao de biomassa das folhas de amoreira com uso de adubo organico, no entanto quanto ao desempenho do bichoda-seda, poucas variagoes foram obtidas frente aos tratamentos.

A aplicagao de materia organica na amoreira, na forma pura (2 Kg de esterco de galinha/planta) e associado ao gesso agricola (2 Kg de esterco de galinha + 250 gramas de gesso/planta) foi estudado por Bellizzi, Marchini e Takahashi (12). Pelos resultados apresentados, a cultivar IZ 56/4, adubada com materia organica mais gesso produziu mais folhas e ramos, influenciando positivamente o desempenho do bicho-da-seda quanto ao peso dos casulos e teor de seda.

Combinando N e K na dose de 400 - 200 Kg N-[K.sub.2]O/ha/ano, aplicado em cinco vezes no amoreiral, Shankar e Rangaswamy (13) obtiveram aumento nos parametros de qualidade do bicho-da-seda, como peso do casulo e comprimento do fio de seda.

b) Foliar

A aplicagao de nutrientes diretamente nas folhas da amoreira e uma estrategia de adubagao considerada muito eficiente como fertilizagao suplementar (14), podendo ser utilizada em situagoes especificas, como secas prolongadas e quando se requer uma resposta rapida (15). De acordo com Sihghvi e Bose (16), a resposta das plantas aos nutrientes aplicados na folha e mais rapida, pois esses sao facilmente absorvidos pelas folhas e transportados para diferentes partes da planta, ativando reagoes metabolicas e de assimilagao das plantas, contribuindo assim para superar situagoes de estresse e promover a absorgao de nutrientes pela raiz.

Inumeras formulas e compostos vem sendo testados como fertilizante foliar na amoreira. A pulverizagao foliar com nutrientes primarios (N, P e K), secundarios (Mg) e micronutrientes (B, Cu, Fe, Mn, Mo e Zn) tem proporcionado bons resultados de produgao da amoreira, com ressalva para o potassio, onde injurias foram observadas nas folhas, sendo recomendado sua aplicagao no solo (16).

Aumento na produgao total e na composigao bioquimica da folha da amoreira tambem foi observado em plantas pulverizadas com solugao de ureia (17). Para Sarker e Absar (14), a suplementagao de ureia na folha e mais efetiva que sua aplicagao no solo. Esses autores observaram que folhas de amoreira pulverizadas com 0,5 % de ureia mais 2% de solugao de FeS[O.sub.4], ZnS[O.sub.4], [H.sub.3]B[O.sub.4] e MnS[O.sub.4] superaram o tratamento controle (pulverizagao com agua) quanto ao conteudo de nutrientes nas folhas e proporcionaram elevagao dos caracteres relacionados ao desempenho do bicho-da-seda como: peso larval, peso de casulo, peso de casca serica, produgao de casulo e comprimento do fio de seda.

2. Suplementos foliares

Neste item sera abordada a estrategia de aplicagao de substancias na folha da amoreira, nao com o objetivo de elevar a produgao de massa foliar, mas melhorar o seu valor nutricional, suplementando a alimentagao das lagartas do bicho-da-seda. Beneficios como auxilio no controle de doengas, enriquecimento dos constituintes da folha, crescimento do bicho-da-seda, assim como melhoria de caracteres relacionados com a produgao do casulo sao associados a aplicagao de nutrientes foliares na planta da amoreira (18). Varias substancias vem sendo avaliadas como suplemento foliar para o bicho-da-seda, sendo os principais grupos os minerais, vitaminas e proteinas (aminoacidos), alem de extratos vegetais e compostos quimicos diversos.

a) Minerais

A suplementagao mineral do bicho-da-seda traz efeitos no crescimento larval e na qualidade dos casulos (19). De acordo com esses autores, em lagartas do bicho-da-seda alimentadas com folhas de amoreira suplementadas com mistura de biosal (fosfatos de Ca, Mg, K, Fe e soda) foi observado aumento significativo na quantidade de alimento ingerido, assimilado e convertido e na eficiencia de conversao.

A alimentagao do bicho-da-seda com folhas de amoreira suplementadas com calcio (1% de cloreto de Ca) e magnesio (1% de cloreto de Mg) resultou em aumento no peso, comprimento e largura do casulo e no peso e porcentagem de casca serica, quando comparado com o tratamento controle. Valores mais elevados das proteinas da seda (sericina e fibroina) tambem foram observados com a suplementagao de magnesio (20).

Resultados de maximo peso e comprimento corporal em lagartas do bicho-da-seda, assim como superior produgao de casulo, foram obtidos nos tratamentos onde os insetos receberam folhas de amoreira mergulhadas em solugao de 0,2 % de nitrogenio, 0,3% de potassio, 0,1% de calcio e 0,05% de cobre (21).

Testando tres metodos de administragao de minerais na amoreira (solo, injegao na raiz e pulverizagao foliar), Aslam e Ashfaq (22) concluiram que a pulverizagao foliar foi o melhor metodo, pois resultou em valores mais elevados para coeficiente de utilizagao do alimento pelo bicho-da-seda, para peso e comprimento larval e para peso de casulo, assim como menor porcentagem de mortalidade e menor duragao larval.

b) Vitaminas

A suplementagao com vitaminas e considerada como forma alternativa para o enriquecimento da folha da amoreira e melhoria na nutrigao do bicho-da-seda (23).

Valores superiores para peso de casulo (24) foram obtidos quando lagartas do bicho-daseda receberam como alimento folhas de amoreira pulverizadas com solugao de cloreto de colina (complexo B) a 1%, em relagao aquelas que receberam folhas nao suplementadas.

Conforme Chandrakala et al. (25), cuidados devem ser tomados nas concentragoes de vitaminas utilizadas para suplementagao do bicho-da-seda, que sao requeridas em micro quantidades, evitando assim os efeitos deleterios.

Babu et al. (26) observaram maiores valores para peso e comprimento do fio de seda quando forneceram suplementagao oral de acido ascorbico (1,5% de acido ascorbico na folha da amoreira) para lagartas do bicho-da-seda nos primeiros dois instares. No entanto ha relatos que doses altas de vitamina C causam decrescimo do peso larval, podendo ocasionar a morte das lagartas do Bombyx mori L. (27).

A aplicagao de determinadas concentragoes de tiamina (vitamina B1) na folha da amoreira, como suplemento alimentar para lagartas do bicho-da-seda, resultou em aumento significativo na duragao larval, peso do casulo, peso da casca serica e fecundidade (28).

Entretanto, doses excessivas de vitamina B3 (concentragoes de 1,2 e 3,0 gramas/litro), quando aplicadas na folha da amoreira e fornecidas as lagartas do bicho-da-seda no quarto e quinto instar, provocaram a interrupgao na alimentagao e no crescimento normal das lagartas, sintomas de hipervitaminose, diminuigao no peso larval em relagao ao grupo controle e aumento do periodo larval (29).

As vitaminas, aplicadas nas folhas da amoreira como compostos, tem sido objeto de estudos. Resultados positivos no peso da lagarta e do casulo foram obtidos por Evangelista, Carvalho e Takahashi (30), quando suplementaram a folha da amoreira com um complexo multi-vitaminico. Tambem Etebari e Matindoost (31), quando pulverizaram vitaminas (multivitaminas) na folha da amoreira e alimentaram o bicho-da-seda, obtiveram resultados significativamente superiores ao controle para peso larval e peso de casulo.

c) Proteinas e aminoacidos

No bicho-da-seda mais de 60% dos aminoacidos absorvidos sao utilizados na produgao de seda, sendo que 72 a 86% dos aminoacidos obtidos sao provenientes das folhas da amoreira (32), o que exige folhas com alto teor proteico, variando de 15 a 28% (33).

De acordo com Ullal e Narasimhanna (34), ingredientes proteicos de alto valor nutricional e alta digestibilidade, quando fornecidos ao bicho-da-seda como suplementos da dieta, podem melhorar o desenvolvimento larval e a produgao de casulos.

A suplementagao com ester metil leucina (Leu-OMe) aumentou significativamente a atividade do sistema de transporte digestivo do bicho-da-seda, estimulando a absorgao de aminoacidos e consequente rapidez no crescimento da lagarta e aumento de 20% no peso da casca serica (35).

Valores significativamente superiores para peso larval e pupal e para diferentes caracteristicas do casulo do bicho-da-seda, assim como aumento da fecundidade, fertilidade, emergencia de adultos e longevidade, foram obtidos por Laz (36), quando alimentaram lagartas com folhas de amoreira mergulhadas em solugao de metionina e triptofano.

O enriquecimento da folha de amoreira com Extrato Hidrossoluvel de Soja (EHS), em quantidade equivalente a 10% da demanda proteica de PB, na dieta a base de folhas da cultivar de amoreira IZ 56/4, proporcionou menor ingestao de alimento pelas lagartas do bicho-da-seda e maior qualidade dos casulos produzidos (37). Tambem Sedano et al. (38) obtiveram melhores resultados para peso de casulo e teor de seda bruta, quando adicionaram a folha da amoreira EHS e treonina, na quantidade de 10% do total de EHS fornecido na dieta.

Radjabi (39), no entanto, estudando o enriquecimento de folhas de amoreira com diferentes concentragoes de aminoacidos (aspergina e alanina), nao observaram efeito significativo dos tratamentos sobre a produgao de seda.

d) Extratos vegetais

Varios extratos de plantas tem sido testados como suplementos para o bicho-da-seda, sendo observados efeitos no peso corporal, peso das glandulas de seda e comprimento do fio de seda (40). De acordo com Chandrakala et al. (25), extratos vegetais podem nao conter os principais nutrientes em quantidade suficiente, mas certamente contem fitoquimicos/aleloquimicos que podem influenciar o metabolismo larval do bicho-da-seda.

Grande e o numero de estudos conduzidos com o objetivo de avaliar extratos de diferentes especies de plantas, utilizadas como suplemento para o bicho-da-seda. Conforme Gururaja e Patil (41), o po da semente de Amaranthus e rico em carboidratos, proteinas, ferro e caroteno, tendo efeito benefico no Bombyx mori L., elevando a produgao de seda devido ao aumento no peso do casulo e da casca serica.

Extrato de cafe (Coffea arabica), quando aplicado sobre folhas de amoreira, sendo essas utilizadas na alimentagao do bicho-da-seda, resultou em aumento no peso do casulo, indicando a presenga de estimulantes de crescimento (42).

Diferentes concentragoes de extrato da folha de Acacia indica e Vitex negundo, aplicadas no bicho-da-seda, promoveram ganhos significativos no peso de casca e comprimento do fio de seda (43).

Kumar et al. (44), embebendo folhas de amoreira em solugao de micro alga azul-verde (Spirulina) e alimentando lagartas do bicho-da-seda, observaram, na concentragao de 300 ppm, que os resultados para peso de casulo, peso de casca, peso de pupa e comprimento do fio foram significativamente superiores ao controle e aos tratamentos com 100 e 200 ppm.

Efeitos do Tridax procumbens, Tribulus terrestris e Parthenium hysterophorus foram observados no bicho-da-seda, com aumento significativo do peso larval em relagao ao tratamento controle e diminuigao da mortalidade larval (45).

O desenvolvimento larval e caracteres de produgao do casulo do bicho-da-seda foram melhorados quando as lagartas foram alimentadas com folhas de amoreira enriquecidas com extrato de Aloe vera L. (46).

Aspectos da alimentagao do bicho-da-seda com dietas artificiais

Grande parte dos conhecimentos acumulados sobre alimentagao do bicho-da-seda, relacionados com suas necessidades nutricionais, composigao quimica e fisica da folha de amoreira e as complexas relagoes inseto/planta foram obtidos em fungao dos avangos nos estudos com dietas artificiais (3).

A busca por um alimento preparado que substitua a folha da amoreira e atenda as exigencias nutricionais do Bombyx mori L., possibilitando adequado desempenho biologico e produtivo, tem sido objeto de varios estudos. Essas pesquisas ganharam forga a partir da

decada de 60 e representaram importante avango na criagao do Bombyx mori L., tanto para fins experimentais quanto para fins comerciais, principalmente em paises temperados, com tradigao na Sericicultura (4).

No Japao, o desenvolvimento e uso de dietas artificiais na criagao do bicho-da-seda tornou-se uma necessidade devido a fatores como a impossibilidade de produgao da amoreira o ano todo, frente as condigoes adversas do clima, os altos custos de manutengao do amoreiral e criagao das lagartas (colheitas e tratos) e as vantagens da aplicagao dessa tecnica para criagao de lagartas "jovens" (1--instares) em cooperativas, possibilitando maximo rendimento na produgao, melhor controle de patogenos, automatizagao e uso de dietas balanceadas e ricas em nutrientes (4).

O maior empecilho para a utilizagao de dietas artificiais em larga escala, na criagao do bicho-da-seda, e o custo elevado. Conforme Yanagawa, Shinbo e Yamamoto (47), o custo calculado da dieta artificial e de cerca de 35% e 50% dos gastos totais da criagao do bicho-daseda, compreendendo os periodos do 1 ao 2 instar e do 1 ao 3 instar, em uma cooperativa de criagao, respectivamente.

Nas regioes sericicolas do Brasil, as condigoes favoraveis de clima, na maior parte do ano, propiciam a produgao e uso da amoreira para alimentagao do bicho-da-seda, nao havendo registros da utilizagao de dietas artificiais, mesmo para criagao das lagartas nos primeiros instares. Embora nao haja, no momento, demanda para uso dessa tecnica na Sericicultura nacional, estudos vem sendo conduzidos. Miranda e Takahashi (48) avaliaram a eficiencia de utilizagao do alimento pelo bicho-da-seda, quando receberam, no 5 instar, diferentes dietas artificiais. A produgao de casulos foi avaliada e comparada, entre lagartas de Bombyx mori L. alimentadas com dietas artificiais e com folhas de amoreira (49).

Perspectiva de nova tecnica para suplementagao

Diferente dos paises asiaticos, onde normalmente se colhem as folhas da amoreira para fornecimento ao bicho-da-seda (50), no Brasil padronizou-se o corte dos ramos, efetuados rente ao solo (baixo fuste) em plantas com 80 a 90 dias de brotagao, apos o ultimo corte (51). Nesse sistema, embora sejam utilizadas tecnicas que buscam maximizar a produgao de massa foliar, com otima qualidade alimentar para as lagartas (calagem, adubagao, estadio de desenvolvimento da planta, cultivares, entre outros), processos degradativos sao desencadeados logo apos o corte da planta, perdurando por todo o periodo entre a colheita e utilizagao, com significativa perda na qualidade das folhas.

Conforme Nowak, Goszczynska e Rudnichi (52), as principais causas de danos poscolheita sao a exaustao de reservas, principalmente carboidratos pela respiragao, a ocorrencia de fungos e bacterias, responsaveis pela deterioragao dos tecidos e o bloqueio dos vasos condutores do xilema, a produgao de etileno, relacionado com a aceleragao da senescencia e a perda de agua em excesso. O desbalango hormonal e a ativagao de enzimas associadas com o amarelecimento das folhas (perda de clorofila) tambem podem ser citados como processos biologicos que ocorrem nas plantas apos a colheita (53).

Os ramos de amoreira, apos o corte e por um determinado tempo, continuam realizando suas fungoes vitais, como transpiragao, respiragao e reagoes bioquimicas. Narasimhamurty, Donatus e Pillai (54) observaram decrescimo nos conteudos de proteina total e carboidratos de folhas da amoreira apos 12 horas de preservagao em camara de folhas, embora nao tenham notado mudangas significativas nos conteudos de polissacarideos e lipideos quando comparados com folhas frescas. Para esses autores, a redugao nos conteudos de proteina e carboidratos das folhas pode ser devido ao aumento da proteolise (quebra da proteina em aminoacidos) e ao consumo de certa quantia de carboidratos para o metabolismo oxidativo durante a respiragao. Conforme Singh et al. (55), uma consideravel perda de umidade e exaustao de nutrientes na folha da amoreira ocorre no periodo entre sua colheita e utilizagao na alimentagao das lagartas, principalmente em paises trapicais devido a alta taxa de transpiragao.

Considerando a forma como a amoreira e manejada no Brasil, sendo toda a parte aerea colhida (caule e folhas: ramos), e as perdas que ocorrem durante os processos de colheita, transporte, armazenamento e utilizagao, algumas similaridades podem ser observadas, quando se compara a Sericicultura com outros sistemas produtivos. Assim, na Horticultura e em alguns setores da Floricultura (flores de corte), tambem ocorre o corte da parte aerea, ficando o material sujeito aos processos catabolicos e perdas na qualidade. Nessas atividades citadas, a tecnica de aplicagao de solugoes nutrientes e conservantes no periodo do pos-colheita e muito difundida, tendo por objetivo retardar a deterioragao e aumentar a durabilidade das plantas.

Segundo Brackmann (56), o aumento da longevidade de flores de corte tem por base o fornecimento de agua e agucares para a continuidade das atividades metabolicas. A sacarose e muito utilizada nas solugoes de manutengao de flores de corte, repondo carboidratos consumidos pela respiragao e proporcionando redugao na transpiragao das flores e folhas, uma vez que age no fechamento dos estomatos e na regulagao osmotica dos tecidos (52).

Nas flores, a capacidade de absorgao de agua pela haste e uma fungao importante, sendo que seu bloqueio provocara o murchamento prematuro, pois o processo de transpiragao continua e nao ocorre ganho liquido de agua pelos tecidos vegetais (57). A obstrugao dos vasos condutores de agua das hastes pode ser ocasionada pela proliferagao de microorganismos como fungos e bacterias, assim como por embolia por ar ou como uma resposta fisiologica da planta ao corte do caule (58).

O crescimento de micro-organismos nos vasos condutores pode ser inibido pelo uso de germicidas. Assim, reduz-se o bloqueio vascular estimulando a absorgao de agua e a manutengao da turgidez (52). Nas solugoes de manutengao de flores, alem dos agucares e germicidas, outros compostos sao utilizados, como ions prata, cobalto, potassio, aluminio e calcio, acidos organicos e seus sais, antioxidantes, inibidores de etileno e os reguladores vegetais, como auxinas, giberelinas e citocininas (59).

Diante dos resultados positivos, relacionados com o aumento da longevidade de flores de corte tratadas com solugoes nutritivas/conservantes, abre-se a possibilidade de adaptagao da tecnica para aplicagao em ramos de amoreira, durante o periodo de armazenamento. Alguns beneficios poderiam ser obtidos, como o retardo dos processos degradativos, aumentando o tempo de armazenamento, alem de ser um meio de se prover agua e nutrientes para o enriquecimento nutricional das folhas e consequentemente suplementar a alimentagao do bicho-da-seda.

Porto (60) testou um sistema de armazenagem onde ramos de amoreira receberam cobertura umida e as extremidades basais foram imersas em agua. Por essa tecnica, a umidade e composigao nutricional das folhas da amoreira foram mantidas, com teores apropriados para alimentagao do bicho-da-seda, por um periodo de armazenamento de ate 72 horas.

CONSIDERALES FINAIS

Quando se aborda o tema nutrigao animal, para a maioria das especies de interesse zootecnico, depara-se com uma gama enorme de variaveis que envolvem desde os alimentos utilizados, suas diferentes categorias e combinagoes, formas de processamento, tipos de suplementos, ate as necessidades nutricionais do organismo, conforme a especie, idade, sexo e produgao.

Para o bicho-da-seda, embora sejam utilizadas dietas artificiais em situagoes especificas, o alimento basico das lagartas e a folha da amoreira. Essa opgao aparentemente restringe a nutrigao do inseto a um unico alimento, cuja variagao qualitativa dependera dos fatores relacionados com a planta.

O levantamento e apresentagao das principais tecnicas, estrategias e substancias para suplementagao alimentar do bicho-da-seda, utilizando a folha da amoreira como substrato, dara ao produtor novas perspectivas e alternativas para um manejo nutricional mais dinamico, possibilitando a adequagao do alimento a diferentes necessidades, conforme o instar, epoca do ano, exigencias especificas de nutrientes e mesmo a administragao de medicamentos, contribuindo assim para o desenvolvimento da Sericicultura Nacional.

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Recebido em: 07/12/11

Aceito em: 13/11/12

Antonio Jose Porto [1]

[1] Pesquisador Cientifico. Rodovia Eduardo Dias de Castro, Km 1,5--CP. 16 CEP. 17450 000--Galia, SP, Brasil. Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Galia. Polo Regional Centro Oeste, Agencia Paulista de Tecnologia dos Agronegocios da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de Sao Paulo (UPD/APTA/SAA). Tel./Fax: 0XX(14) 3274 1140, E-mail: porto@apta.sp.gov.br
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Author:Porto, Antonio Jose
Publication:Veterinaria e Zootecnia
Date:Mar 1, 2013
Words:5678
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