Printer Friendly

Supplementation for dairy cattle in Xaraes grass pasture in rainy season/Suplementacao de vacas leiteiras em pastagens de capim Xaraes no periodo das aguas/Suplementacion de vacas lecheras mantenidas en pasto Xaraes durante el periodo de lluvias.

INTRODUCAO

O crescimento da producao de leite no Brasil nos ultimos anos tem sido bastante significativo, enquanto o consumo interno tem se expandido em ritmo mais lento (1). Atualmente, nota-se tendencia para producao de leite a pasto, objetivando a diminuicao dos custos de producao, devido principalmente ao elevado preco do concentrado (2), no entanto a inclusao de pequenas quantidades de suplementos pode ter afeito positivo na utilizacao da forragem disponivel mesmo em pastagens de alta qualidade no periodo das aguas (3).

Considerando que e o principal fator limitante da producao animal, o consumo restrito (quantidade e, ou, qualidade) de nutrientes so sera controlado pelo valor nutritivo se a quantidade disponivel de forragem nao for limitante (4). Trabalhos de pesquisa tem demonstrado que mesmo em pastagens com alta disponibilidade de forragem no periodo das aguas existe resposta a suplementacao de animais em pastejo apesar da menor magnitude desta (5-7).

Para Minson (8) quando a forragem tem acima de 7,0% de proteina bruta (PB) e garantido suprimento de nitrogenio para que os carboidratos fibrosos da dieta sejam utilizados de maneira adequada. No entanto, para Paulino, Detmann e Valadares Filho (3, 9) a maximizacao da utilizacao da fibra em detergente neutro potencialmente digestivel (FDNpD) de forragens tropicais acontece quando a dieta basal possui 10,0% de PB.

Segundo Costa et al. (10) em estudos in vitro, a suplementacao, nos casos de alimentacao com forragem de alta qualidade, de forma exclusiva com caseina (proteina verdadeira) ou carboidratos (amido ou pectina) pode ter efeitos deleterios na degradacao dos carboidratos fibrosos da forragem, porem a suplementacao conjunta com proteina e carboidratos permite a reducao dos efeitos deleterios em comparacao a suplementacao isolada com esses compostos. Dessa forma, a utilizacao de suplementos com caracteristicas multiplas pode nao atrapalhar a utilizacao da forragem com vistas a melhoria do desempenho animal.

Em sistemas de producao de animais a pasto, a inclusao suplementos deve ser feita de forma criteriosa, nao apenas levando em consideracao aspectos tecnicos, mas tambem os economicos, com vistas a atingir as metas produtivas com minimo custo e maxima eficiencia economica. Objetivou-se avaliar a suplementacao mineral, energetica e multipla sobre o desempenho e custo de producao de vacas leiteiras mantidas em pastagens de Brachiaria brizantha cv. Xaraes com alta disponibilidade de forragem no periodo das aguas.

MATERIAL E METODOS

O experimento foi conduzido nas dependencias da Chacara Capao Grande, localizada a 20 km de Cuiaba, no municipio de Varzea Grande--MT, na regiao da Baixada Cuiabana, com inicio em 05 de Janeiro e termino em 20 de Marco de 2010, correspondendo ao periodo das aguas, com total de 70 dias experimentais, divididos e cinco periodos de 14 dias.

A area destinada aos animais foi constituida por cinco piquetes de 0,45 ha cada, formados com a graminea Brachiaria brizantha cv. Xaraes, providos de bebedouros e cochos cobertos. Utilizou-se cinco vacas Giroloando, com seis anos de idade e peso corporal medio de 460 kg, aproximadamente quatro meses apos o parto. Foram usados os seguintes suplementos:

--Mistura mineral (MM) fornecida ad libitum;

--Suplemento energetico (SE) fornecido a 2 e 4 kg animal dia;

--Suplemento multiplo (SM) fornecido a 2 e 4 kg animal dia;

Todos os animais foram submetidos ao controle de ecto e endoparasitas no inicio e meio do experimento. A composicao percentual dos suplementos com base na materia natural e os custos dos ingredientes encontram-se na Tabela 1.

Os suplementos foram fornecidos duas vezes ao dia em porcoes iguais, apos as ordenhas (06:00 e 16:00 horas), segundo esquema de fornecimento demonstrado na Tabela 2, monitorando-se as possiveis sobras de suplementos

Os animais foram ordenhados mecanicamente, as 06:00 e 16:00 horas diariamente. Os 11 primeiros dias de cada periodo experimental foram destinados a adaptacao dos animais aos suplementos, sendo feitas as mensuracoes nas quantidades de leite produzido no 12, 13 e 14 dias. Para medir a producao de leite por animal, foi usada uma balanca digital. Depois de ordenhado o animal, o leite era pesado e descontado o peso do balde.

No primeiro dia do primeiro, terceiro e quinto periodos experimentais realizou-se a coleta de amostras da forragem nos diferentes piquetes. Para esta amostragem foram realizadas medicoes da altura da forragem em 100 pontos por piquete, divididos em duas diagonais (50 pontos por diagonal). Apos a medicao os valores foram somados para obtencao de uma altura media da forragem por piquete e coletada a forragem a 5 cm do solo com um quadrado metalico de 1m em um ponto do piquete que cuja altura fosse igual a media obtida pela medicao. Apos a coleta, as amostras de cada piquete foram pesadas e homogeneizadas, e a partir dessas retiraram-se duas aliquotas compostas: uma para avaliacao da disponibilidade total de materia seca total de forragem (kg/ha) e outra para analise das disponibilidades por hectare de MS de: folha verde, folha seca, colmo verde e colmo seco.

A avaliacao da forragem ingerida pelos animais foi realizada utilizando a tecnica da simulacao manual de pastejo (11), coletando-se amostras de pasto em duas linhas diagonais dentro de cada piquete no primeiro dia de cada periodo experimental, procurando manter sempre os mesmos amostradores, com vistas a diminuicao na variabilidade dos resultados.

Todo o material coletado foi imediatamente congelado em freezer a -20 [degrees]C para posterior analise laboratorial. Tambem foram feitas amostragens dos ingredientes usados para a formulacao do suplemento e dos suplementos apos misturados.

As amostras dos ingredientes, suplementos e forragem foram analisadas no laboratorio de Bromatologia da Universidade de Cuiaba (UNIC), para as seguintes variaveis: materia seca (MS), materia organica (MO), proteina bruta (PB), cinzas (CZ), fibra em detergente neutro (FDN) e fibra em detergente acido (FDA) realizadas de acordo com as tecnicas descritas por Silva e Queiroz (12). As concentracoes de fibra em detergente neutro indigestivel (FDNi) foram determinadas por intermedio da digestibilidade in situ, obtida apos incubacao por 144 horas, segundo o metodo descrito por Cochran et al. (13). Os carboidratos totais (CT) foram obtidos pela equacao proposta por Sniffen et al. (14): CT = 100 - (%PB + %EE + %Cinzas). Os carboidratos totais (CT) dos suplementos foram obtidos pela equacao proposta por Hall (15): CNF = 100 - [(%PB - %PBureia + %ureia) + %FDN + %EE + %MM]. Os carboidratos nao-fibrosos (CNF), pela diferenca entre CT e FDN.

Para a avaliacao economica, o valor atribuido a tonelada de cada ingrediente foi obtido por cotacao de preco no mercado local em tres fornecedores. O custo dos suplementos foi calculado em funcao do nivel de inclusao de cada ingrediente multiplicado pelo seu respectivo preco por unidade de produto (kg). O custo por dia com suplemento (R$) foi calculado multiplicando-se o consumo de suplemento animal/dia pelo preco por kg de suplemento. Para o custo com forragem foi considerado o valor de aluguel de pasto de R$ 10,00 animal/mes. O custo diario total foi obtido pela soma dos custos diarios com mao de obra, forragem e suplemento. Para calcular o custo da mao de obra, assumiu-se a contratacao de um funcionario com capacidade para cuidar de 50 vacas leiteiras com producao media de 10 kg de leite vaca dia, sendo a sua remuneracao mensal de R$ 1.000,00. Foram considerados os mesmos custos com mao-de-obra para os suplementos SE e SM, pois estes suplementos foram fornecidos diariamente. Ja para MM (mistura mineral) assumiu-se frequencia semanal de reabastecimento dos cochos. A margem bruta por kg de leite foi calculada pela diferenca entre o valor pago por kg de produto e o custo diario total para que o animal produzisse esse kg de leite.

As analises estatisticas foram conduzidas em um delineamento quadrado latino 5x5, segundo o modelo estatistico:

[y.sub.ijk] = [mu] + [A.sub.i] + [[beta].sub.j] + [P.sub.k] + [[epsilon].sub.ijk]

em que:

[mu] = constante geral;

[[alpha].sub.i] = efeito do suplemento i (i = 1, 2, 3, 4 e 5);

[[beta].sub.j] = efeito referente ao animal ou sequencia de tratamentos j (j = 1, 2, 3, 4 e 5);

[P.sub.k] = efeito referente ao periodo experimental k (k = 1, 2, 3, 4 e 5); e

[[epsilon].sub.ij] = erro aleatorio, associado a cada observacao, pressuposto NID (0, [[sigma].sup.2]).

Os dados foram analisados por meio de analise de variancia e para comparacao entre as medias utilizou-se o teste de SNK, sendo todas as analises realizadas por intermedio do programa Saeg--UFV (16), tendo-se adotado o nivel de probabilidade de 5%.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Foram observados valores medios de massa de forragem total (MSFT), de laminas foliares verdes (MSLV), de laminas foliares mortas (MSLM), de colmos verdes (MSCV) e de colmos mortos (MSCM) na pastagem de 4.660; 1.920; 520; 1.710 e 520 kg ha, respectivamente (Figura 1). O comportamento dos dados de disponibilidade encontrado esta de acordo com os observados por Paula et al. (17), em pastagem de Brachiaria brizantha cv. Marandu com aumento MSCV e diminuicao da MSLV em funcao do pastejo animal. Segundo Euclides et al. (18), no caso de pastagens tropicais, onde ha um grande acumulo de material senescente, a pressao de pastejo deve ser expressa em massa de forragem verde e especialmente como laminas foliares verdes, pois nao ha relacao entre o desempenho animal e producao por hectare quando a pressao de pastejo e calculada com base na massa seca total de forragem (MST), mas e positiva com o calculo em materia seca verde (MSV). De fato, quando disponivel, o animal tende a selecionar apenas folhas verdes e a recusar as folhas secas e os colmos.

Foram observados valores medios para ofertas de massa de forragem total (OMSFT), de laminas foliares verdes (OMSLV), de laminas foliares mortas (OMSLM), de colmos verdes (OMSCV) e de colmos mortos (OMSCM) na pastagem de 26,64; 8,23; 2,43; 7,70 e 2,56% do peso corporal (PC), respectivamente (Figura 2).

Para este experimento o valor encontrado para OMSFT de 9,97 vezes a capacidade de ingestao dos animais demonstra a alta oportunidade dos animais selecionarem folhas verdes na tentativa de consumir uma dieta mais adequada a suas necessidades nutricionais. Pela analise de extrusa, Euclides et al. (18) observaram que, mesmo com a baixa disponibilidade de MS nas pastagens, durante todo o ano, a participacao de folhas na dieta selecionada pelo animal foi superior a 84% e a quantidade de material morto correspondeu a apenas pequena proporcao da dieta, variando de 5 a 10%, o que permite dizer que na condicao desse experimento, onde a oferta de forragem e alta os animais puderam praticar a selecao de folhas verdes durante o processo de pastejo a busca de consumir uma dieta mais adequada as suas exigencias nutricionais.

A forragem disponivel ao pastejo animal possuia em media 7,48% de PB (Tabela 3), acima de 7,00% considerados por Minson (8) como adequados a fermentacao dos carboidratos estruturais da forragem e abaixo de 10,00% de PB citados por Detmann, Paulino e Valadares Filho (3) como valor a partir do qual a fibra em detergente neutro potencialmente digestivel e otimizada e/ou maximizada.

O teor medio de FDN encontrado para forragem no presente estudo foi de 73,70%, estao proximos aos encontrados por Zervoudakis et al. (19) de 69,80% em amostras de capim marandu obtidas via extrusa esofagica e superior ao encontrado por Zervoudakis et al. (20) e Porto et al. (21) 66,62 e 66,82 em amostras obtidas via extrusa esofagica. A diferenca no teor de proteina bruta entre os suplementos SE e SM (Tabela 4) sao devidas a diferenca na combinacao dos ingredientes utilizados em cada uma das formulacoes (Tabela 1).

O suplemento SM tem 10,00% de farelo de soja (50,67% de PB) e 5,00% de ureia com sulfato de amonia (9:1) respectivamente, que por serem ingredientes com maior teor proteico ajudam a aumentar a quantidade de PB de SM em relacao a SE, que e composto por 92,40% de residuo de pre-limpeza de milho (10,93% de PB) e 2,60% de ureia com sulfato de amonia (9:1) respectivamente.

Nao houve diferenca entre os suplementos ou niveis utilizados (P<0,05) para a producao de leite (Tabela 5). As producoes medias animal dia foram de: 8,08; 8,37; 8,54; 7,93 e 8,12 kg respectivamente para mistura mineral (MM), suplemento energetico (SE) fornecido a 2 e 4 kg e suplemento multiplo (SM) fornecido a 2 e 4 kg.

Semmelmann et al. (22) fornecendo suplemento energetico (9,0% de PB) e energetico--proteico (20,0% de PB) na proporcao de 1,0 kg de suplemento para cada 3,0 litros de leite produzido, para vacas leiteiras Holandesas em pastagens de Capim-quicuio com 15,80% de PB, nao observaram diferenca na producao de leite, sendo as medias encontradas de 15,67 e 15,66 kg animal dia respectivamente para os suplementos energeticos e energetico--proteico.

Nesse sentido, o fornecimento dos suplementos SE e SM a 2 kg animal dia para este estudo sao proximos aos citados por Semmelmann et al. (22) considerando a relacao 1,0 kg de suplemento para cada 3,0 kg de leite produzido, descrita para fornecimento de suplemento.

Pimentel et al. (6) suplementando vacas em pastagens de Brachiaria brizantha cv. Marandu com 7,80% de PB com mistura mineral e suplementos com 50, 30 e 20% de PB fornecidos a 2,0; 3,5 e 5,0 kg animal dia encontraram efeito quadratico (P>0,057) da suplementacao sobre a producao de leite sendo as producoes medias de 10,20; 12,10; 14,20 e 13,40 para mistura mineral e suplementos com 50, 30 e 20% de PB respectivamente. Estes autores atribuiram esse desempenho ao efeito associativo positivo entre a forragem e os menores niveis de suplementacao com teores mais elevados de PB. Os resultados de Pimentel et al. (6) contrariam os resultados encontrados nesse experimento em que mesmo com uso de suplementos com maiores teores de PB em menores niveis de fornecimento, como no caso do suplemento SM fornecido a 2,0 kg animal dia que nao difere dos outros tratamentos utilizados.

Apesar do maior custo por tonelada de suplemento apresentado pela mistura mineral, esta obteve margem bruta de R$ 0,54, sendo superior aos outros suplementos e niveis aqui avaliados. Este resultado deve-se ao seu baixo consumo pelos animais (0,100 kg animal dia) e a producao de leite que nao sofreu alteracao em funcao dos suplementos e niveis utilizados e ao baixo custo com mao de obra empregado nesse tipo suplemento, pois o seu fornecimento e feito semanalmente.

CONCLUSOES

Vacas leiteiras Girolando no terco medio de lactacao, mantidas em pastagem de capim Xaraes sob alta oferta de forragem nao respondem a suplementacao energetica ou multipla.

REFERENCIAS

(1.) Anuario Estatistico da Pecuaria Brasileira--ANUALPEC. Sao Paulo: Argos Comunicacao FNP; 2008.

(2.) Deresz F. Producao de leite de vacas mesticas Holandes x Zebu em pastagem de capimelefante, manejada em sistema rotativo com e sem suplementacao durante a epoca das chuvas. Rev Bras Zootec. 2001;30:197-204.

(3.) Detmann E, Paulino MF, Valadares Filho SC. Otimizacao do Uso de Recursos Forrageiros Basais. In: Anais do 7[degrees] Simposio de Producao de Gado de Corte; 2010, Vicosa. Vicosa: Editora UFV; 2010. p.191-240. 4

(4.) Euclides VPB. Alternativas para a intensificacao da carne bovina em pastagem. Campo Grande: EMBRAPA--Gado de Corte; 2000.

(5.) Cabral LS, Zervoudakis JT, Coppede CM, Souza AL, Caramori Junior JG, Polizel Neto A, et al. Suplementacao de bovinos de corte mantidos em pastagem de Panicum maximum cv. Tanzania-1 no periodo das aguas. Rev Bras Saude Prod Anim. 2008;9:293.

(6.) Pimentel JJO, Lana RP, Graca DS, Matos LL, Teixeira RMA. Teores de proteina bruta no concentrado e niveis de suplementacao para vacas leiteiras em pastagens de capimbraquiaria cv. Marandu no periodo da seca. Rev Bras Zootec. 2011;40:418-25.

(7.) Zervoudakis JT, Paulino MF, Detmann E, Valadares Filho SC, Lana RP, Cecon PR. Desempenho de novilhas mesticas e parametros ruminais em novilhos, suplementados durante o periodo das aguas. Rev Bras Zootec. 2002;31:1050-8.

(8.) Minson DJ. Forage in ruminant nutrition. New York: Academic Press; 1990.

(9.) Paulino MF, Detmann E, Valadares Filho SC. Suplementacao Animal em Pasto: Energetica ou Proteica? In: Anais do Simposio de Forragicultura e Pastagem; 2007, Vicosa. Vicosa: Editora UFV; 2007. p.234-67.

(10.) Costa VAC, Detmann E, Valadares Filho SC, Paulino MF, Henriques LT, Mantovani HC. Degradacao in vitro da fibra em detergente neutro de forragem tropical de alta qualidade em funcao da suplementacao com proteina e/ou carboidratos. Rev Bras Zootec. 2009;38:1803-11.

(11.) Moraes EHBK, Paulino MF, Zervoudakis JT, Valadares Filho SC, Moraes KAK. Avaliacao qualitativa da pastagem diferida de Brachiaria decumbens Stapf., sob pastejo, no periodo da seca, por intermedio de tres metodos de amostragem. Rev Bras Zootec. 2005;34:30-5.

(12.) Silva DJ, Queiroz AC. Analise de alimentos: metodos quimicos e biologicos. 2a ed. Vicosa: Editora UFV; 2002.

(13.) Cochran RC, Adams DC, Wallace JD, Galyean ML. Predicting digestibility of different diets with internal markers: Evaluation of four potential markers. J Anim Sci. 1986;63:1476-83.

(14.) Sniffen CJ, O'Connor JD, Van Soest PJ, Fox DG, Russell JBA. Net carbohydrate and protein system for evaluating cattle diets: II.Carbohydrate and protein availability. J Anim Sci. 1992;70:3562-77.

(15.) Hall MB. Calculation of non-structural carbohydrate content of feeds that contain nonprotein nitrogen. Gainesville: University of Florida; 2000. p.A-25. (Bulletin, 339).

(16.) Sistema de Analises Estatisticas e Genetica--SAEG: manual do usuario: versao 5.1. Vicosa: Universidade Federal de Vicosa; 1995.

(17.) Paula NF, Zervoudakis JT, Cabral LS, Carvalho DMG, Paulino MF, HatamotoZervoudakis LK, et al. Suplementacao infrequente e fontes proteicas para recria de bovinos em pastejo no periodo seco: parametros nutricionais. Rev Bras Zootec. 2011; 40:882-91.

(18.) Euclides VBP, Cardoso EG, Macedo MCM, Oliveira MP. Consumo voluntario de Brachiaria decumbens cv. Basilisk e Brachiaria brizantha cv. Marandu sob pastejo. Rev Bras Zootec. 2000;29:2200-8.

(19.) Zervoudakis JT, Paulino MF, Cabral LS, Detmann E, Valadares Filho SC, Moraes EHBK. Parametros nutricionais de novilhos sob suplementacao em sistema de autocontrole de consumo no periodo de transicao aguas-seca. Rev Bras Zootec. 2010; 39:2753-62.

(20.) Zervoudakis JT, Paulino MF, Detmann E, Cabral LS, Valadares Filho SC, Moraes EHBK, et al. Suplementos multiplos de autocontrole de consumo para recria de novilhos no periodo das aguas: consumo de nutrientes e parametros ingestivos. Rev Bras Saude Prod Anim. 2008;9:754-61.

(21.) Porto MO, Paulino MF, Valadares Filho SC, Sales MFL, Leao MI, Couto VRM. Fontes suplementares de proteina para novilhos mesticos em recria em pastagens de capimbraquiaria no periodo das aguas: desempenho produtivo e economico. Rev Bras Zootec. 2009;38:1553-60.

(22.) Semmelmann CEN, Prates ER, Gomes IPO, Thaler Neto A, Barcellos JOJ. Suplementacao energetica ou energetico-proteica para vacas leiteiras em pastagem de quicuio (Pennisetum clandestinum) no Planalto Sul de Santa Catarina. Acta Sci Vet. 2008;36:127-31.

Recebido em: 10/11/11

Aceito em: 13/11/12

Daniel Marino Guedes de Carvalho [1]

Luciano da Silva Cabral [2]

Janaina Januario da Silva [3]

Renato Esteves Sandri [2]

Ricardo Alessandro Baez Gomes [3]

Moises Zorzeto Neto [3]

Aristoteles de Jesus Teixeira Filho [1]

[1] Professor Doutor, Universidade Federal do Amazonas, Instituto de Ciencias Sociais, Educacao e Zootecnia; Estrada Macurany n[degrees] 1805; Bairro: Jacareacanga, 69152-240, Parintins--AM (danielguedes14@yahoo.com.br)

[2] Professor Doutor, Universidade Federal de Mato Grosso, Faculdade de Agronomia, Medicina veterinaria e Zootecnia, Programas de pos graduacao em Agricultura tropical e Ciencia animal. Avenida Fernando Correia da costa n[degrees] 2367; Bairro: Boa esperanca, Cep: 78.060-900, Cuiaba--MT, (cabralls@ufmt.br; janajanu@jotmail.com)

[3] Graduacao em Agronomia, Universidade de Cuiaba, Faculdade de Agronomia, Avenida Beira Rio, S/N, Cep:78.800-000, Cuiaba-MT (baez@gmail.com; zorzeto@hotmail.com; sandri@hotmail.com)
Tabela 1. Composicao percentual dos suplementos com base
na materia natural e custo dos ingredientes usados na formulacao.

Ingrediente                      Valores             Suplementos

                          R$/ton    R$/kg     MM      SE      SP

Farelo de soja            750,00    0,75      --      --     10,00
Residuo de pre-limpeza    150,00    0,15      --     92,40   80,00
  de milho (2)
Ureia+Sulfato de         1.800,00   1,80      --     2,60    5,00
  Amonia (9:1)
Mistura mineral (1)      1.150,00   1,15    100,00   5,00    5,00

Tabela 2. Esquema de distribuicao dos suplementos

Esquema de                      Niveis de fornecimento (kg)
fornecimento

                   MM       SE 2 kg   SE 4 kg   SP 2 kg   SP 4 kg

Manha          Ad libitum     1,0       2,0       1,0       2,0
Tarde          Ad libitum     1,0       2,0       1,0       2,0
Total          Ad libitum     2,0       4,0       2,0       4,0

Tabela 3. Composicao Bromatologica da Forragem com base na materia
seca

Itens    Meses experimentais           Media

         Janeiro   Fevereiro   Marco

MS (%)   29,32     28,98       31,33   29,87
MO       93,52     94,19       93,50   93,74
PB       7,88      7,30        7,26    7,48
EE       1,22      1,55        1,32    1,36
FDN      70,92     73,38       76,81   73,70
FDNi     21,43     19,29       23,18   21,30
MM       6,48      5,81        6,50    6,26
CT       83,42     86,34       84,92   83,23
CNF      13,51     12,97       8,11    9,53

Tabela 4. Composicao bromatologica dos ingredientes e suplementos
com base na materia seca

Itens    Ingredientes e suplementos

         Farelo de soja   Residuo de milho    SE      SM

MS (%)       90,32             91,37         92,85   91,45
MO           94,53             98,47         92,84   93,70
PB           50,67              7,93         17,45   27,66
FDN          21,43             27,41         8,80    12,61
EE            3,96              2,23         1,85    2,11
CZ            5,47              1,53         7,16    6,30
FDNi          5,65              7,82         7,32    7,96
CT           39,90             88,31         73,58   63,93
CNF          18,47             60,90         64,78   51,32

Tabela 5. Producao de leite por dia animal e por
hectare

Item                Suplementos

                       MM              SE

                                 2 kg       4 kg

Producao de leite   8,08 (a)   8,37 (a)   8,54 (a)
  (kg animal dia)
Conversao do           --       4,185      2,135
  suplemento em
  leite (kg/kg)
Producao de leite    242,40     251,10     256,20
  (kg animal mes)
  (1)
Producao de leite    16,16      16,74      17,08
  (ha dia)
Producao de leite    484,80     502,20     512,40
  (ha mes) (1)

Item                Suplementos

                            SM

                      2 kg       4 kg

Producao de leite   7,93 (a)   8,12 (a)
  (kg animal dia)
Conversao do         3,965      2,030
  suplemento em
  leite (kg/kg)
Producao de leite    237,90     243,60
  (kg animal mes)
  (1)
Producao de leite    15,86      16,24
  (ha dia)
Producao de leite    475,80     487,20
  (ha mes) (1)

Letras iguais na linha nao diferem pelo teste de SNK
a 5% de probabilidade; (1) Mes = 30 dias.

Tabela 6. Indicadores economicos de producao

                                             Suplementos
Indicadores Economicos                MM      SE/2kg   SE/4kg

Custo Suplemento (R$/ton)           1.150,00  242,90   242,90
Custo suplemento (R$/kg)              1,15     0,24     0,24
Consumo suplemento (kg/dia)          0,100     2,000    4,000
Custo diario com suplemento (R$)      0,12     0,49     0,97
Custo diario com forragem (R$/dia)    0,33     0,33     0,33
Custo com mao de obra (R$/dia)        0,09     0,66     0,66
Custo diario total (R$)               0,54     1,48     1,96
Producao de leite (kg/dia)            8,08     8,37     8,54
Valor pago pelo leite (R$/kg)         0,61     0,61     0,61
Receita (R$/dia) (2)                  4,93     5,11     5,21
Margem Bruta diaria (1)               4,39     3,63     3,25
Margem Bruta por kg de leite (1)      0,54     0,43     0,38

                                        Suplementos
Indicadores Economicos                SP/2kg   SP/4kg

Custo Suplemento (R$/ton)             342,50   342,50
Custo suplemento (R$/kg)              0,34      0,34
Consumo suplemento (kg/dia)           2,000    4,000
Custo diario com suplemento (R$)      0,69      1,37
Custo diario com forragem (R$/dia)    0,33      0,33
Custo com mao de obra (R$/dia)        0,66      0,66
Custo diario total (R$)               1,68      2,36
Producao de leite (kg/dia)            7,93      8,12
Valor pago pelo leite (R$/kg)         0,61      0,61
Receita (R$/dia) (2)                  4,84      4,95
Margem Bruta diaria (1)               3,16      2,59
Margem Bruta por kg de leite (1)      0,40      0,32

(1) Margem bruta=Receita diaria--custo diario; Receita=Producao
(kg/animal/dia)*Valor pago pelo leite (R$/kg)

Figura 1. Massa seca de forragem total (MSFT), de lamina foliares
verdes (MSLFV), de laminas foliares mortas (MSLFM), de colmos verdes
(MSCV) e de colmos mortos (MSCM) do capim Marandu em cada periodo
experimental.

           MSFT   MSLV   MSLM   MSCV   MSCM

Setembro   6,00   2,90   0,54   2,15   0,41
Outubro    4,24   1,64   0,59   1,41   0,60
Novembro   3,75   1,23   0,41   1,56   0,55

Note: Table made from bar graph.

Figura 2. Ofertas diarias de massa seca de forragem total (OMSFT), de
lamina foliares verdes (OMSLFV), de laminas foliares mortas (OMSLFM),
de colmos verdes (OMSCV) e de colmos mortos (OMSCM) do capim Marandu
em cada periodo experimental em porcentagem do peso corporal dos
animais.

            OMSFT   OMSLV   OMSLM   OMSCV   OMSCM

Janeiro     34,31   8,29    1,55    6,15    1,16
Fevereiro   24,22   9,38    3,38    8,05    3,41
Marco       21,40   7,01    2,37    8,90    3,12

Note: Table made from bar graph.
COPYRIGHT 2013 Universidade Estadual Paulista. Facultade de Medicina Veterinaria e Zootecnia
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2013 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Author:de Carvalho, Daniel Marino Guedes; Cabral, Luciano da Silva; Silva, Janaina Januario da; Sandri, Ren
Publication:Veterinaria e Zootecnia
Date:Mar 1, 2013
Words:4219
Previous Article:Evaluation of chemiluminescent assay on determination of intact parathormone in dogs/Validacao do metodo de quimioluminescencia para determinacao de...
Next Article:Bacterial and fungal microflora present in the cloacae of domestically kept red-footed tortoises (Geochelone carbonaria)/ Microbiota bacteriana y...
Topics:

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2019 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters