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Suplementacao de bovinos mantidos em pasto diferido de Brachiaria brizantha (cv. Marandu Marandu): parametros ruminais e degradabilidade.

Introdução

Diante de um sistema de produção de bovinos em pastagem, o planejamento e o controle da oferta de alimentos representam itens importantes para que se consiga eficiência, maximização do desempenho e minimização dos riscos. Para tanto, práticas de manejo das pastagens e da suplementação da dieta dos bovinos são recursos que podem ser utilizados como ferramenta desse planejamento.

Com relação ao manejo das pastagens, pode-se usar o pastejo diferido, que é caracterizado pelo descanso das pastagens ou parte, antes do período de seca, para permitir o acúmulo da forragem. Esse manejo, porém, pode resultar em perdas da quantidade e qualidade da forragem reservada. Uma vantagem do pastejo diferido está no seu condicionamento ao suplemento alimentar, ou seja, de acordo com as características qualitativas do volumoso, principalmente proporção de folhas e conteúdo de parede celular, quantidade de biomassa presente, espécie forrageira e palatabilidade, utilizam-se suplementos mais adequados à alimentação (Balsalobre et al., 2003).

O diferimento das pastagens vem sendo muito utilizado entre os criadores, pois o uso dos suplementos está associado à disponibilidade de forragem em nível elevado, durante o período seco do ano, uma vez que a condição básica para se utilizar a suplementação é haver elevada disponibilidade de massa forrageira na pastagem, normalmente de baixa qualidade nesse período. Desta maneira, a suplementação atuará aditivamente à dieta, modificando o metabolismo ruminal e melhorando, assim, o desempenho dos bovinos (Euclides e Queiroz, 2000).

Para que o suplemento seja usado, é necessário o conhecimento dos seguintes itens: i) conhecer as exigências dos animais; ii) estimar o que está disponível como forragem; iii) fornecer somente os nutrientes necessários para preencher a diferença entre o disponível pela forragem e a exigência nutricional dos animais (Malafaia et al., 2003).

Com o objetivo de alcançar melhores desempenhos, seria ideal a sincronização entre a degradação ruminal de carboidratos e proteína, tanto do suplemento alimentar quanto do pasto. Para tanto, faz-se necessário determinar as taxas de degradação da matéria seca e das diferentes frações que compõem os alimentos que constituirão a dieta dos animais (Nocek e Russell, 1988).

De tal maneira, as respostas de bovinos em pastejo são atreladas ao consumo de pasto e nível de suplemento, que está relacionado com a intensidade da degradação ruminal e características de pH e concentração de nitrogênio na forma amoniacal do rúmen (Bowman et al., 2004).

Diante disso, o conhecimento do potencial de degradação dos suplementos proteicos e energéticos que perfazem a dieta de bovinos em pastejo torna-se fundamental no planejamento da atividade pecuária em pastagens. Para tanto, o objetivo do trabalho foi avaliar os efeitos da suplementação sobre a degradabilidade da forragem e parâmetros ruminais, utilizando-se bovinos mantidos em pastagem de Brachiaria brizantha (cv. Marandu).

Material e métodos

O experimento foi conduzido nas instalações do Departamento de Zootecnia na Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias--Unesp, campus de Jaboticabal.

A área experimental de 3,6 ha de pastagem foi dividida em três piquetes de 1,2 ha cada, cultivados com Brachiaria brizantha (cv. Marandu). O manejo do pasto foi caracterizado pelo pastejo em toda a área para uniformização e vedação ao uso animal em fevereiro. Após esse período, em intervalos de 15 dias, foi estimada a massa de forragem a partir de coletas ao acaso e corte rente ao solo, com auxílio de moldura metálica de 0,49 [m.sup.2]. Determinou-se a matéria seca total (MST) e separaram-se devidamente a porção verde (massa forragem verde seca (MFVS)) e a porção senescente (matéria senescente seca (MSS)).

Como forma de caracterização do pasto diferido, foram estimadas as quantidades de massa seca total (MST) e as proporções de massa de forragem verde seca (MFVS) e massa senescente seca (MSS) obtidas no pasto de Brachiaria brizantha cv. Marandu, durante o período de vedação (Tabela 1). Houve, em média, 13,3% de acréscimo na massa de forragem de abril até o mês de junho, em relação ao mês de julho, acompanhado de menores porcentagens de MVS, em média 54%.

Os decréscimos na proporção de MFVS e acúmulo de MSS sugerem paralisação ou crescimento mais lento da gramínea durante a estação seca. Apesar da redução na proporção de MFVS e do consequente acúmulo de MSS, a pastagem manteve a MFVS superior a 2.000 kg [ha.sup.-1].

Nos três períodos experimentais, verificaram-se disponibilidades médias de MFVS de 3,48; 3,30 e 4,79 kg 100 [kg.sup.-1] de PV. Nota-se que nos dois primeiros períodos, que melhor caracterizam a forragem acumulada durante a época de diferimento, a disponibilidade de MFVS estava abaixo da considerada ideal. No entanto, a MST foi elevada (acima de 8.000 kg [ha.sup.-1]). Assim sendo, podese inferir que nas condições em que foi conduzido o experimento, principalmente as condições climáticas, a pastagem de Brachiaria brizantha cv. Marandu provavelmente não apresentou proporções mais elevadas de MFVS.

Na Tabela 2, são apresentadas, nos períodos experimentais, a quantidade de massa seca total no momento da entrada dos animais, a quantidade de massa seca residual no momento da saída dos animais, as proporções de massa de forragem verde seca e massa senescente seca e a composição química de cada uma destas frações. Verifica-se que a massa e o valor nutritivo da forragem aumentaram no decorrer dos períodos. Cabe salientar que, em meados do mês de setembro, iniciaram-se as chuvas, o que consequentemente estimulou a rebrota da forragem, aumentando a proporção de massa de forragem verde seca e melhorando a qualidade do pasto.

As mudanças que ocorreram na composição química das forragens são aquelas que acompanharam sua maturação. À medida que a planta amadurece, a produção de compostos mais digestíveis tende a decrescer e a fibra a aumentar; tem-se, consequentemente, declínio na digestibilidade e no consumo. Além das mudanças na composição química, existem mudanças nas características morfológicas do pasto.

O período experimental compreendeu três períodos consecutivos de 30 dias, a saber: primeiro período--18/08 a 18/09; segundo período--18/09 a 19/10; terceiro período--19/10 a 19/11/1996.

Foram avaliados os seguintes tratamentos: 1) tratamento-testemunha, no qual os animais receberam somente 60 g [dia.sup.-1] de mistura mineral; 2) suplemento à base de milho, 0,5 kg animal-1 [dia.sup.-1]; 3) suplemento à base de milho, 1,5 kg [animal.sup.-1] [dia.sup.-1]; 4) suplemento com fonte de proteína de baixa degradabilidade ruminal, à base de glutenose, 0,5 kg [animal.sup.-1] [dia.sup.-1]; 5) suplemento com fonte de proteína à base de glutenose, 1,5 kg [animal.sup.-1] [dia.sup.-1]; 6) suplemento com fonte proteica de alta degradabilidade ruminal, à base de farelo de soja, 0,5 kg [animal.sup.-1] [dia.sup.-1]; 7) suplemento com fonte proteica à base de farelo de soja, 1,5 kg [animal.sup.-1] [dia.sup.-1].

O tratamento composto somente por milho teve como finalidade fornecer a energia média (3,32 Mcal kg-1) contida nos suplementos proteicos, equivalente a cada uma das quantidades fornecidas diariamente aos animais (Tabela 3).

A composição bromatológica dos suplementos fornecidos é apresentada na Tabela 4. A forragem utilizada no ensaio de degradação foi colhida da fístula esofageana de dois bovinos em pastejo.

Os animais foram mantidos na área de pastagem e receberam, diariamente, suplementação concentrada de 1 kg [animal.sup.-1] [dia.sup.-1] (mistura, em partes iguais, de milho, farelo de soja e glutenose). Na Tabela 5, tem-se a composição bromatológica da extrusa coletada durante os períodos experimentais.

No ensaio de degradação in situ, foram utilizados sete bovinos machos de corte, Nelore, castrados, peso médio de 480 kg, providos de cânula no rúmen. O período de adaptação à dieta experimental foi de 15 dias. A metodologia utilizada seguiu Nocek e Kohn (1988); foram empregados sacos de náilon de 7 x 14 cm, com porosidade de 40 a 50 micra, e colocados aproximadamente 15 g de amostra úmida de extrusa por saco. A extrusa não foi picada, e os sacos de náilon que continham as amostras eram preparados no dia da incubação e permaneciam em geladeira até 1h antes da sua colocação no rúmen. As amostras dos suplementos foram mantidas na sua granulometria original, variando de 6 a 10 mm. Foram colocados 5 g de amostra de cada suplemento nos sacos de náilon.

A degradabilidade foi estudada nos tempos de incubação no rúmen: 0, 3, 6, 12, 24, 48, 72 e 96h nas amostras de extrusa e 0, 3, 6, 12, 24, 48 e 65h nas amostras de suplemento. Os sacos foram colocados no rúmen nos tempos preestabelecidos e retirados simultaneamente no final do período de incubação.

A degradabilidade potencial (DP) das diferentes frações dos alimentos foi calculada segundo o modelo matemático proposto por Mehrez et al. (1977): DP = A+B(1 - [e.sup.-ct]), em que: DP = degradabilidade potencial da fração no tempo t (%); A = fração solúvel (% do original); B = fração potencialmente degradável (% do original); c = taxa de degradação da fração B (% [h.sup.-1]), obtida pela regressão do logaritmo natural do resíduo potencialmente degradável; t = tempo de incubação (h).

A degradabilidade efetiva (DE) foi calculada segundo o modelo matemático proposto por Orskov e Mc Donald (1979): DE = A+[(B*c)/(c+K)], em que: DE = degradabilidade efetiva (%); A = fração solúvel (% do original); B = fração potencialmente degradável (% do original); c = taxa de degradação da fração B (% h-1); K = taxa de passagem da fase sólida da digesta. A fração A foi obtida por meio da lavagem inicial dos sacos que continham alimento e que não foram colocados no rúmen (tempo zero); a fração B, obtida por 100-(A+C), em que: C corresponde à fração considerada não-degradável, resíduo obtido no último tempo de incubação, expresso em percentagem.

No estudo da DE, na determinação da taxa de degradação, foram utilizados 10 g de óxido de cromo (Cr2O3) como marcador inerte da fase sólida, durante 17 dias consecutivos. O [Cr.sub.2][O.sub.3] foi dividido em quantidades iguais e colocado via cânula ruminal às 6 e às 18h, juntamente com os suplementos, para evitar o manejo excessivo dos animais. Após 4h da última dosagem de cromo, iniciou-se a amostragem das fezes coletadas diretamente no reto dos animais, em intervalos de 4h, durante um período de 72h. A determinação do [Cr.sub.2][O.sub.3] recuperado nas fezes seguiu metodologia apresentada por Pereira e Rossi (1995). A taxa de passagem foi obtida por intermédio da regressão do logaritmo natural, a partir da maior concentração de Cr nas fezes, correspondente às amostras das coletas efetuadas nos diferentes horários.

No estudo do parâmetro ruminal, foram determinados os valores de pH, por potenciômetro digital calibrado com tampão pH 7,00 e 4,00, e do teor de N-N[H.sub.3], pela destilação na presença de óxido de magnésio (Bremner e Keeney, 1965).

Nas amostras de forragem, extrusa, suplementos e resíduos da degradação in situ, foram determinados os teores de matéria seca, matéria mineral e proteína bruta, segundo os métodos da AOAC (1990); fibra em detergente neutro, fibra em detergente ácido, nitrogênio insolúvel em detergente neutro, nitrogênio insolúvel em detergente ácido, lignina, celulose e hemicelulose, segundo método descrito por Pereira e Rossi (1995).

Na avaliação dos efeitos da suplementação, natureza e quantidade sobre as degradabilidades e taxas de degradação da extrusa, utilizou-se, na análise de variância, o delineamento experimental em blocos inteiramente casualizados, e os blocos corresponderam aos períodos experimentais. Os tratamentos foram arranjados em esquema fatorial 3x2 (três suplementos e duas quantidades), comparados com um tratamentotestemunha (sem suplementação). Quando houve efeito da interação nos tratamentos com suplementação, fez-se o desdobramento da mesma.

As degradabilidades e taxas de degradação dos suplementos (individualmente) também foram analisadas seguindo o mesmo delineamento e número de repetições, mas levando-se em conta apenas os tratamentos com suplementação, arranjados num esquema fatorial 3x2 (três suplementos e duas quantidades) e três repetições.

Na análise das variáveis N-N[H.sub.3] e pH, utilizou-se delineamento em blocos (três períodos) inteiramente casualizados, com parcelas subdivididas no tempo. Nas parcelas, avaliou-se o efeito dos tratamentos e, nas subparcelas, o efeito do horário de coleta. O desdobramento do efeito da suplementação foi efetuado por contrastes ortogonais. Nestas variáveis, utilizou-se o procedimento GLM do pacote estatístico SAS (1993).

Resultados e discussão

Na análise da degradação potencial e efetiva e na taxa de degradação da matéria seca, proteína bruta, nitrogênio ligado à fibra e fibra em detergente neutro da amostra de extrusa não foram encontradas diferenças significativas (p > 0,05) entre os tratamentos avaliados (suplementos e quantidades) (Tabela 6).

A suplementação energética não afetou as taxas de degradação da MS e da FDN (Tabela 6), mesmo no tratamento com maior quantidade de milho (1,5 kg [dia.sup.-1]).

As respostas à suplementação proteica parecem ainda inconsistentes, variando em função da natureza do suplemento até a quantidade fornecida. Segundo Hunter (1991), nas forragens que contêm menos de 100 g de PB [kg.sup.-1] de MS, ocorre limitação na síntese de PB microbiana, possivelmente pela deficiência de aminoácidos, de amônia e de energia para os microrganismos do rúmen. Dietas com 50% de digestibilidade da MS são deficientes, se o conteúdo de N estiver abaixo de 1,0% da MS; se a digestibilidade for de 40%, o nível crítico de N será de 0,8%. Hess (1994), relatando vários trabalhos sobre o uso de suplementos na dieta de bovinos em pastagens, afirma que alterações na degradabilidade da fibra da forragem não são evidenciadas quando esta apresenta teores de N abaixo de 1,0% (equivalente a 6,25% de PB), o que revela que quando há deficiência de nitrogênio no rúmen ocorre a ineficiência da flora ruminal em degradar a fibra.

No presente estudo, mesmo havendo pastejo seletivo pelos animais, a forragem ingerida apresentava teores de N muito abaixo dos ideais sugeridos. Há que se considerar que as plantas forrageiras tropicais, de um modo geral, apresentam teores de N na sua composição que podem variar de 0,3 a 1,2% (Reis et al., 1997), o que pode ser insatisfatório para o atendimento das exigências para a produção ou ganho de peso. O suplemento deve ser considerado um complemento da dieta, visando suprir os nutrientes deficientes na forragem disponível. Além de corrigir essa deficiência e aumentar o ganho de peso dos animais, a suplementação com concentrado para animais em pasto pode aumentar a capacidade de suporte das pastagens, viabilizar o fornecimento de aditivos ou promotores de crescimento e auxiliar o manejo das pastagens.

Quanto à degradabilidade efetiva da fração NIDN, o uso de suplementos diferiu do tratamento-testemunha e houve diferença entre os suplementos (Tabela 6). A suplementação com proteína de baixa degradabilidade (glutenose), com média de 57,15%, foi maior que a de alta degradabilidade (farelo de soja), média de 49,11%, enquanto a suplementação com milho, com média de 52,11%, não diferiu de ambas. Não houve efeito em relação às quantidades fornecidas dos suplementos.

Conforme apresentado na Tabela 3, os teores de proteína da extrusa, apesar de crescentes, podem ser considerados baixos, menores que 6%. Nota-se também que, no primeiro período, 69,60% desta proteína corresponde à proteína ligada à fibra (NIDN), e, no segundo e terceiro períodos, os valores foram de 77,71 e 50,06%, respectivamente.

Segundo o NRC (1996), a proteína associada à fibra é de degradabilidade lenta, variando de 0 a 3%, e sua disponibilidade depende da taxa de degradação da fibra e da taxa de passagem da dieta. Os valores de degradabilidade efetiva observados na FDN podem ser considerados baixos (média de 34,19%), embora coerentes com a qualidade da forragem. No entanto, a degradabilidade efetiva e a taxa de degradação verificadas no NIDN superam 55% das estimativas feitas pelo NRC (1996), em que taxas de degradação nesta fração, próximas de 3% [h.sup.-1], são verificadas somente nas forragens de alta qualidade. Nesse sentido, Pereira et al. (1997) verificaram que as degradabilidades da proteína ligada à fibra da silagem de milho (2,7% [h.sup.-1]) e do farelo de algodão (7,2% [h.sup.-1]) são muito superiores às estimativas do NRC (1996), que apresenta taxas de 0,2 a 3% [h.sup.-1].

Quanto ao efeito do tipo de suplemento sobre a degradabilidade efetiva do NIDN, não foram encontrados, na literatura, subsídios que possam justificar tais efeitos, mesmo porque não houve efeito dos suplementos sobre a degradabilidade da fibra (FDN).

Essas observações podem indicar a necessidade de estudos mais aprofundados sobre quais são as frações proteicas e de que forma elas estão realmente ligadas à fibra.

Com relação ao estudo das degradabilidades e taxas de degradação de frações dos suplementos, embora os utilizados sejam de natureza conhecidamente diferente, as degradabilidades e taxa de degradação foram avaliadas com o intuito de gerar informações sobre o comportamento desses alimentos quando usados como suplementos em pastagem.

Na Tabela 7, são apresentadas as degradabilidades e as taxas de degradação da matéria seca e da proteína dos suplementos avaliados. A degradabilidade efetiva da MS não diferiu entre suplementos. Quanto à degradabilidade potencial da MS, os três suplementos diferiram entre si, com valores médios de 98,4% no de alta degradabilidade (farelo de soja), de 84,47% no milho e de 64,7% no de baixa degradabilidade (glutenose). Nas taxas de degradação da MS, os suplementos proteicos diferiram entre si, com média de 7,0% [h.sup.-1] em farelo de soja e 3,5% [h.sup.-1] em glutenose, e ambos não diferiram do milho, com média de 4,7% [h.sup.-1].

Os valores observados na degradabilidade efetiva e taxa de degradação da MS do milho foram semelhantes aos encontrados na literatura. Valadares et al. (1997) apresentam valor médio de 56% na degradabilidades efetiva da MS do milho e de 3 a 4% [h.sup.-1] sua taxa de degradação. Pereira et al. (1997) observaram 61% na degradabilidade efetiva da MS e 3,9% [h.sup.-1] a taxa de degradação.

As degradabilidades efetivas da matéria seca do suplemento foram favorecidas pela utilização do milho e do farelo de soja, em comparação à de glutenose na dieta. Com relação à suplementação proteica, a glutenose apresentou solubilidade da matéria seca cerca de 76% menor que o farelo de soja, o que lhe conferiu a característica de baixa solubilidade, conforme mencionado na literatura (NRC, 1996; 1989, 2001).

Segundo Cozzi et al. (1993), a baixa taxa de degradação do nitrogênio da glutenose é atribuída à sua natureza viscosa, que forma uma massa gelatinosa nos sacos de náilon, quando umedecidos no rúmen. Essa massa provavelmente diminui a superfície total da glutenose, reduzindo sua disponibilidade para a bactéria ruminal e podendo resultar no impedimento de pequenas partículas se moverem dentro do saco. Então, a natureza física da glutenose pode requerer metodologia específica que permita melhor resultado da degradabilidade ruminal.

Por outro lado, quando foram analisadas a degradabilidade efetiva e a potencial da matéria seca do suplemento com a presença do milho, observaram-se valores inferiores aos obtidos com a suplementação proteica. Uma possível explicação para esse resultado seria a elevada taxa de passagem obtida com o fornecimento das dietas com farelo de soja. As degradabilidades potencial e efetiva do nitrogênio do farelo de soja foram praticamente o dobro das obtidas para a glutenose, possivelmente garantindo o aporte nitrogenado necessário ao rúmen.

No suplemento à base de farelo de soja, os valores de degradabilidade e taxa de degradação da proteína bruta dos suplementos foram superiores aos da literatura, uma vez que NRC (1996) preconiza degradação ruminal da PB de 70%; isto se deve ao fato de que 3% de sua matéria seca era composta por ureia, a qual é altamente solúvel e apresenta taxas de degradação superiores a 300% [h.sup.-1] (NRC, 1996). Verificou-se que, por volta de 48h de incubação no rúmen, o farelo de soja apresenta desaparecimento de quase 100% da MS, concordando com dados de Londoño Hernández (1997).

Na fração proteica, a degradabilidade efetiva dos suplementos farelo de soja e milho não diferiram entre si, com médias de 71,38 e 57,98%, respectivamente, e ambas diferiram do suplemento glutenose, com média 26,53%. Também não diferiram entre si quanto à degradabilidade potencial da proteína bruta os suplementos farelo de soja (93,84%) e milho (80,66%), que diferiram do suplemento glutenose (38,84%). Conforme o esperado, a maior taxa de degradação da proteína foi verificada no suplemento farelo de soja, com média de 11,23% [h.sup.-1], que foi superior aos suplementos milho e glutenose, com médias de 3,27 e 1,49% [h.sup.-1], respectivamente.

De maneira geral, verificaram-se coeficientes de variação considerados elevados (acima de 20%) nos ensaios de degradabilidades e taxas de degradação dos suplementos.

Em relação aos valores das concentrações de nitrogênio amoniacal, durante o período de 24h, os suplementos não diferiram do tratamentotestemunha. Quando comparados entre si, o tratamento farelo de soja (1,5 kg [dia.sup.-1]) apresentou concentrações de N-N[H.sub.3] superior aos outros tratamentos (p < 0,05), com média de 14,5 mg 100 [mL.sub.-1] de fluido ruminal. A maior concentração de N-[NH.sub.3] no tratamento farelo de soja (1,5 kg [dia.sup.-1]) era esperada, em função da alta degradabilidade da proteína do suplemento (77,63%) e da quantidade fornecida (1,5 kg). Nos demais tratamentos, as concentrações médias de N-N[H.sub.3] foram: 4,90 (farelo de soja (0,5 kg [dia.sup.-1])); 2,73 (glutenose (0,5 kg [dia.sup.-1])); 4,28 (glutenose (1,5 kg [dia.sup.-1])); 2,68 (milho (0,5 kg [dia.sup.-1])); 2,78 (milho (1,5 kg [dia.sup.-1])) e 3,64 (testemunha), expressos em mg 100 [mL.sub.-1] de líquido ruminal.

Admitindo-se que o nível mínimo de N-[NH.sub.3] seja de 5 mg 100 [mL.sub.-1] de líquido ruminal para se garantir a atividade dos microrganismos ruminais (Hunter, 1991), com exceção dos tratamentos com proteína de alta degradabilidade, os demais apresentaram concentrações aquém do ideal.

Os níveis de amônia no rúmen são importantes na síntese de proteína microbiana. Assim, Satter e Slyter (1974) e Collins e Pritchard (1992) verificaram que concentração de 5 a 8 mg de NN[H.sub.3] 100 [mL.sub.-1] de líquido ruminal é suficiente para suportar a taxa máxima de crescimento das bactérias ruminais. Entretanto, estudos sugerem que a concentração de amônia para a máxima síntese de proteína microbiana pode ser de 15 a 20 mg de NN[H.sub.3] 100 [mL.sub.-1] de líquido ruminal, dependendo da dieta (Leng e Nolan, 1984). Adicionalmente, Obara et al. (1991) relataram que maior contribuição de amônia, normalmente, decorre da degradação microbiana do nitrogênio dietético não-amoniacal, e as dietas com feno, silagem e forragem fresca podem contribuir com até 48; 64 e 80%, respectivamente.

Durante o período de 24h, a concentração de NN[H.sub.3], no tratamento farelo de soja (1,5 kg [dia.sup.-1]), apresentou dois picos, nos horários de 8 e 20h. Estes horários correspondem ao período de 2h após a suplementação. Embora sejam fontes de energia e de proteína de baixa degradabilidade, os outros tratamentos não evidenciaram horários de maior concentração de N-[NH.sub.3].

No presente estudo, não houve alterações significativas no pH ruminal dos animais suplementados, tanto na suplementação energética quanto na proteica. Entre todos os tratamentos, o valor mínimo verificado foi de 6,25 e o máximo de 6,93, ficando dentro de uma faixa considerada ideal nos processos enzimáticos do rúmen (Van Soest, 1994; Valadares et al. 1997). Embora no tratamento milho (1,5 kg [dia.sup.-1]) os animais recebessem 1,5 kg dia-1 de MS de milho, a fermentação do amido não promoveu alterações no pH ruminal que diferissem do tratamento-testemunha.

Conclusão

A suplementação da dieta não promoveu alterações nas degradabilidades e taxas de degradação e passagem das frações MS, FDN e PB do pasto de Brachiaria brizantha, mas proporcionou maior degradabilidade efetiva à fração nitrogenada ligada à fibra da forragem, em relação à maior suplementação proteica de alta degradabilidade. Quanto às diferentes fontes proteicas, a glutenose apresentouse como uma fonte nitrogenada de baixa degradabilidade e baixa solubilidade, tanto da matéria seca quanto do nitrogênio, comparada ao farelo de soja. A suplementação energética apresentou-se semelhante à suplementação com soja na composição nos atributos degradabilidade efetiva e potencial da proteína dos suplementos. A glutenose e o milho em maior nível de oferta não proporcionaram concentração de nitrogênio amoniacal superior a 5 mg 100 [mL.sup.-1] de líquido ruminal, o que comprometeu a degradação da fração fibra da forragem avaliada. Os valores da taxa de passagem da fase sólida podem ser considerados altos, em função do uso do óxido de cromo, considerado não-adequado.

Received on November 24, 2007.

Accepted on September 23, 2008.

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João Ricardo Alves Pereira (1), Ricardo Andrade Reis (2) *, Telma Teresinha Berchielli (2), Liandra Maria Abaker Bertipaglia (3) e Gabriel Maurício Peruca de Melo (3)

(1) Departamento de Zootecnia, Setor de Ciências Agrárias e Tecnologia, Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa, Paraná, Brasil. (2) Departamento de Zootecnia, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias de Jaboticabal, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Rod. Professor Paulo Donato Castellane, km 5, Rural, 14870-000, Jaboticabal, São Paulo, Brasil. (3) Universidade Camilo Castelo Branco, Jaboticabal, São Paulo, Brasil. * Autor para correspondência: E-mail: rareis@fcav.unesp.br
Tabela 1. Massa seca total (MST) e proporçóes de massa
forragem verde seca (MFVS) e massa senescente seca (MSS) no
pasto de B. brizantha cv. Marandu, durante o periodo de vedaçáo.
Table 1. Total dry matter (TDM) aval percentages ofgreen dry matter
(GDM) atol dead dry matter in B. brizantha (cv. Maranclu) pasture
during stockpile period.

Data da avaliaçáo   MST (kg [ha.sup.-1])   MFVS (%)   Mss (%)
Evaluation date     TDM (kg [ha.sup.-1])   GDM (%)    MDM (%)

15/04               8628                   72         28
29/04               8995                   70         30
13/05               9485                   66         34
27/05               9857                   63         37
10/06               9809                   63         37
24/06               9322                   60         40
09/07               8250                   56         44
22/07               8250                   52         48

Tabela 2. Quantidades e composição bromatológica da massa
seca total (MST), massa seca residual (MSR), massa forragem
verde seca (MFVS) e massa senescente seca (MSS) do pasto nos
periodos experimentais.
Table 2. Availability and bromatological composition of total dry
matter (TDM), residual dry matter (RDM), green dry matter (GDM) atol
senescent dry matter
(SDM) ofpasture in the experimental periods.

Fraçóes                      MST (kg [ha.sup.-1]
Fraaiona                       (kg [ha.sup.-1]
                         1         2          3

MST (kg [ha.sup.-1])   8360       8742       9850
IDM (kg [ha.sup.-1])
MSR (kg [ha.sup.-1])   1290       1920       2553
RDM (kg [ha.sup.-1])
MS (%)                 93,3       93,9       923
DM (%)
PB (%MS)               2,7        3,7        3,4
CP (%DM)
NIDN (%PB)             57,2       54,9       47,9
NDIN (%CP)
NIDA (%PB)             46,5       37,3       26,1
ADIN (%CP)
FDN (%MS)              73,7       76,7       74,9
NDF (7DM)
FDA (%MS)              39,5       40,5       40,6
ADF (%DM)
Lignina (%MS)          7,2        7,2        6,7
Lignin (% DM)
Celulose (%MS)         32,4       33,3       33,8
Cellulose (7DM)
Hemicelulose (%MS)     34,2       36,2       34,3
Hemicellulose (7DM)
Minerais(%MS)          6,5        5,4        6,4
Minerals (7DM)

Fraçóes                       MFVS (%)
Fraaiona                       GDM (%)
                        1          2          3

MST (kg [ha.sup.-1])   42         38         49
IDM (kg [ha.sup.-1])
MSR (kg [ha.sup.-1])   15         26         34
RDM (kg [ha.sup.-1])
MS (%)                 91,8       92,4       91,8
DM (%)
PB (%MS)               41         48         6,9
CP (%DM)
NIDN (%PB)             63,3       67,5       66,6
NDIN (%CP)
NIDA (%PB)             27,1       24,1       22,4
ADIN (%CP)
FDN (%MS)              67,9       74,2       68,3
NDF (7DM)
FDA (%MS)              32,8       37,3       33,4
ADF (%DM)
Lignina (%MS)          5,4        6,0        5,1
Lignin (% DM)
Celulose (%MS)         27,4       31,3       28,3
Cellulose (7DM)
Hemicelulose (%MS)     35,1       36,9       34,9
Hemicellulose (7DM)
Minerais(%MS)          6,8        6,4        7,7
Minerals (7DM)

Fraçóes                           MSS (%)
Fraaiona                          SDM (%)
                        1          2          3

MST (kg [ha.sup.-1])   58         62         51
IDM (kg [ha.sup.-1])
MSR (kg [ha.sup.-1])   85         74         66
RDM (kg [ha.sup.-1])
MS (%)                 94,7       94,7       92,4
DM (%)
PB (%MS)               21         2,5        2,6
CP (%DM)
NIDN (%PB)             470        53,1       58,5
NDIN (%CP)
NIDA (%PB)             55,7       63,1       58,9
ADIN (%CP)
FDN (%MS)              76,2       80,2       78,8
NDF (7DM)
FDA (%MS)              41,9       43,8       44,1
ADF (%DM)
Lignina (%MS)          7,8        7,8        7,9
Lignin (% DM)
Celulose (%MS)         34,1       35,9       36,1
Cellulose (7DM)
Hemicelulose (%MS)     34,3       36,4       34,7
Hemicellulose (7DM)
Minerais(%MS)          7,3        5,2        7,0
Minerals (7DM)

Proteína bruta (PB); nitrogênio insolúvel em detergente ácido (NIDA);
nitrogênio insolúvel em detergente neutro (NIDIN); fibra em detergente
neutro (FDN); fibra em detergente ácido (FDA).

Crude protein (CP); acid del gent insoluble nitrogen (ADIN); neutral
detergent insoluble nitrogen (NDIN); detergent fiber (NDF); acid
detergent fiber (ADF).

Tabela 3. Ingredientes e quantidade (kg MS) dos suplementos fornecidos
diariamente.

Table 3. Composition atol amounts (kg DM) of daily supplements.

Tratamentos       Milho   Far. Soja      Glutenose   Ureia   Quantidade
Treatments        Com     Soybean meal   Clutenose   Urea    Amount

Testemunha        --      --             --          --      0,0
Control
Suplemento com    0,5     --             --          --      0,5
milho (0,5 kg
[dia.sup.-1])
Supplement with
com (0.5 kg
[day.sup.-1])
Suplemento com    1,5     --             --          --      1,5
milho (1,5 kg
[dia.sup.-1])
Supplement with
com (1.5 kg
[day.sup.-1])
Suplemento com    0,1     --             0,4         --      0,5
glutenose
(0,5 kg
[dia.sup.-1])
Supplement with
glutenose
(0.5 kg
[day.sup.-1])
Suplemento com    0,3     --             1,2         --      1,5
glutenose
(1,5 kg
[dia.sup.-1])
Supplement with
glutenose
(1.5 kg
[day.sup.-1])
Suplemento com    --      0,485          --          1,5     0,5
farelo de soja
(0,5 kg
[dia.sup.-1])
Supplement with
soybean meal
(0.5 kg
[day.sup.-1])
Suplemento com    --      1,455          --          4,5     1,5
farelo
de soja (1,5 kg
[dia.sup.-1])
Supplement with
soybean meal
(1.5 kg
[day.sup.-1])

Tabela 4. Composição bromatológica dos ingredientes dos
suplementos, expressa em porcentagem da matériel seca.
Table 4. Bromatologícal composition of supplement ingredients,
expressed as dry matter percentages.

Suplementos       MS (%)   PB      FDN     EE     MM     * EM (kcal
Supplements       DM(%)    CP      NDF     EE     MM     [kg.sup.-1])
                                                         (Kcal
                                                         [kg.sup.-1])

Suplemento        88,27    9,22    10,92   4,90   1,49   3,34
com milho
Supplement
with com
Suplemento        89,63    51,39   9,26    3,41   3,33   3,46
com glutenose
Supplemet
with glutenose
Suplemento com    89,38    52,28   15,84   1,65   8,10   3,19
farelo desoja
Supplement with
soy bean meal

Matéria seca (MS); fibra detergente neutro (FDN); extrato etéreo (EE);
matéria mineral (MM); * energia metabolizável (EM), estimada com base
NRC (1996).

Dry matter (DM); Neutral detergent fiber (NDF); Ethereal extract
(EE); Mineral matter (MM); * Metabolizable energy (ME)--estimated by
NRC (1996).

Tabela 5. Composição bromatológica da extrusa coletada nos três
períodos de avahação.
Table 5. Bromatological composition of extrusa in three evaluation
periods.
                                    Extrusa
                                    Extrusa
Fraçóes               1 * período   2 *período   3 * período
Fractions             1st period    2nd reriod   3rd period

[1.sup.a] MS (%)      20,82         20,55        23,85
[1.sup.a] DM(%)
[2.sup.a]             97,33         96,84        97,19
MS (%) [2.sup.a]
DM(%)
PB (%MS)              4,43          5,31         5,92
CP (% DM)
NIDN (%PB)            69,60         77,71        50,06
NDIN (%CP)
FDN (%MS)             73,85         70,60        72,25
NDF (%DM)
FDA (%MS)             47,08         42,79        44,20
ADF (%DM)
Lignina (%MS)         5,94          5,29         5,08
Lignin (%DM)
Celulose (%MS)        41,14         37,50        39,12
Cellulose (%DM)
Hemicelulose (%MS)    26,77         24,81        28,05
Hemicellulose (%DM)

Matéria seca (MS); proteína bruta (PB); nitrogênio insolúvel em
detergente ácido (NIDA); nitrogênio insolúvel em detergente neutro
(NIDN); fibra em detergente neutro (FDN); fibra em detergente ácido
(FDA).

Dry matter (DM); Crude protein (CP); acid detergent insoluble nitrogen
(ADIN); neutral detergent insoluble nitrogen (NDIN); neutral detergent
fiber (NDF); acid detergent fiber (ADF).

Tabela 6. Degradabilidades potencial e efetiva e taxa de degradação da
matéria seca (MS), nitrogênio insolúvel em detergente neutro
(NIDN) e proteína bruta (PB) da extrusa.
Table 6. Potential and effective degradation, degradation rate means of
extrusa dry matter (DM), nitrogen insoluble in neutral detergent
(NINDF), and crude protein (CP).

Tratamentos                  Degradabilidade Potencial (%)
Treatments                   Potential degradation (%)
                             MS     FDN    PB     NIDN
                             DM     NDF    CP     NINDF

Testemunha                   61,1   62,9   85,5   77,8
Control
Suplemento cam milho         54,2   55,7   86,6   70,2
(0,5 kg [dia.sup.-1])
Supplement with cam
(0.5 kg [day.sup.-1)
Suplemento cam milho         52,1   52,3   82,0   69,7
(1,5 kg [dia.sup.-1])
Supplement with cam
(1.5 kg [day.sup.-1])
Suplemento cam glutenose     59,2   60,9   88,2   74,3
(0,5 kg [dia.sup.-1] )
Supplement with glutenose
(0.5 kg [day.sup.-1])
Suplemento cam glutenose     58,2   60,9   83,7   75,2
(1,5 kg [dia.sup.-1])
Supplement with soybean
meal (1.5 kg
[day.sup.-1])
Suplemento com farelo de     57,9   60,7   84,4   64,8
Supplement with soybean
meal(0.5kg[day.sup.-1])
Suplemento com farelo de     58,5   60,6   88,8   70,1
soja (1,51 kg
[dia.sup.-1])
Supplement with soybean
meal (1.5 kg [day.sup.-1])
CV (%)                       8,8    10,2   6,6    9,5

Tratamentos                  Degradabilidade Efetiva (%)
Treatments                   Effective degradation (%)
                             MS     FDN    PB     NIDN
                             DM     NDF    CP     NIND

Testemunha                   38,6   34,1   56,2   55,7
Control
Suplemento cam milho         36,9   33,0   61,5   50,1
(0,5 kg [dia.sup.-1])
Supplement with cam
(0.5 kg [day.sup.-1)
Suplemento cam milho         35,9   31,5   56,8   54,1
(1,5 kg [dia.sup.-1])
Supplement with cam
(1.5 kg [day.sup.-1])
Suplemento cam glutenose     43,3   40,3   66,1   59,4
(0,5 kg [dia.sup.-1] )
Supplement with glutenose
(0.5 kg [day.sup.-1])
Suplemento cam glutenose     38,1   34,9   56,3   55,9
(1,5 kg [dia.sup.-1])
Supplement with soybean
meal (1.5 kg
[day.sup.-1])
Suplemento com farelo de     35,3   31,1   52,4   46,2
Supplement with soybean
meal(0.5kg[day.sup.-1])
Suplemento com farelo de     37,7   33,8   59,7   51,4
soja (1,51 kg
[dia.sup.-1])
Supplement with soybean
meal (1.5 kg [day.sup.-1])
CV (%)                       1,4    16,7   11,1   8,5

Tratamentos                  Taxa Degradação (% [h.sup.-1]
Treatments                   Degradation rate (% [h.sup.-1])
                             MS     FDN    PB     NIDN
                             DM     NDF    CP     NINDF

Testemunha                   3,7    3,5    3,9    4,0
Control
Suplemento cam milho         3,2    3,1    4,4    3,3
(0,5 kg [dia.sup.-1])
Supplement with cam
(0.5 kg [day.sup.-1)
Suplemento cam milho         2,8    2,6    3,2    3,4
(1,5 kg [dia.sup.-1])
Supplement with cam
(1.5 kg [day.sup.-1])
Suplemento cam glutenose     3,7    3,5    4,2    3,9
(0,5 kg [dia.sup.-1] )
Supplement with glutenose
(0.5 kg [day.sup.-1])
Suplemento cam glutenose     3,5    3,4    3,7    4,2
(1,5 kg [dia.sup.-1])
Supplement with soybean
meal (1.5 kg
[day.sup.-1])
Suplemento com farelo de     4,0    3,9    3,9    3,0
Supplement with soybean
meal(0.5kg[day.sup.-1])
Suplemento com farelo de     3,5    3,4    4,5    3,0
soja (1,51 kg
[dia.sup.-1])
Supplement with soybean
meal (1.5 kg [day.sup.-1])
CV (%)                       19,1   19,9   22,5   21,1

Letras distintas na mesura linha diferem entre si pelo teste de Tukey
(p < 0,05).

Different letters in the same row are statistically different by Turkey
test (p < 0.05).

Tabela 7. Médias das degradabilidades potencial e efetiva e taxa de
degração da matéria seca (MS) e proteína bruta (P13) dos suplementos.
Table 7. Potential and effective degradation in percentage, degradation
rate means in percent for hour of supplementals dry matter (DM), and
crude protein (CP).
                              Degradabilidade Potencial
                                Potential degradation
Tratamento                   MS     Media    PB     Media
Treatment                    DM     Mean     CB     Mean

Testemunha                   81,3   84,5 b   74,6   75,4 a
Control
Suplemento com               87,6            76,3
milho (0,5 kg
[dia.sup.-1])
Supplement with com
(0.5 kg [day.sup.-1)
Suplemento com milho         64,8   64,7 c   27,7   38,8 b
(1,5 kg [dia.sup.-1])
Supplement with com
(1.5 kg [day.sup.-1])
Suplemento com glutenose     64,9            28,4
(0,5 kg [dia.sup.-1])
Supplement with glu[enose
(0.5 kg [day.sup.-1])
Suplemento com glutenose     98,2   98,4 a   96,4   93,8 a
(1,5 kg [dia.sup.-1])
Supplement with glutenose
(1.5 kg [day.sup.-1])
Suplemento com farelo de     98,6            97,2
soja (0.5 kg [dia.sup.-1])
Supplement with soy bean
meal (0.5 kg [day.sup.-1])
CV                           35,4            18,5

                             Degradabilidade Efectiva
                             Effective degradation
Tratamento                   MS     Media   PB     Media
Treatment                    DM     Mean    CB     Mean

Testemunha                   57,0   59,2b   58,8   58,0 a
Control
Suplemento com               61,5           60,1
milho (0,5 kg
[dia.sup.-1])
Supplement with com
(0.5 kg [day.sup.-1)
Suplemento com milho         46,9   45,6b   31,6   26,5 b
(1,5 kg [dia.sup.-1])
Supplement with com
(1.5 kg [day.sup.-1])
Suplemento com glutenose     3,5            1,1
(0,5 kg [dia.sup.-1])
Supplement with glu[enose
(0.5 kg [day.sup.-1])
Suplemento com glutenose     76,4   78,1a   63,5   71,4 a
(1,5 kg [dia.sup.-1])
Supplement with glutenose
(1.5 kg [day.sup.-1])
Suplemento com farelo de     79,8           77,6
soja (0.5 kg [dia.sup.-1])
Supplement with soy bean
meal (0.5 kg [day.sup.-1])
CV                           35,4           35,4

                             Taxa Degndaçáo
                             Degradation rate
Tratamento                   MS    Media    PB    Media
Treatment                    DM    Mean     CB    Mean

Testemunha                   4,7   4,7 ab   3,3   3,3 b
Control
Suplemento com               4,8            3,3
milho (0,5 kg
[dia.sup.-1])
Supplement with com
(0.5 kg [day.sup.-1)
Suplemento com milho         3,6   3,5 b    1,9   1,5 b
(1,5 kg [dia.sup.-1])
Supplement with com
(1.5 kg [day.sup.-1])
Suplemento com glutenose     3,5            1,1
(0,5 kg [dia.sup.-1])
Supplement with glu[enose
(0.5 kg [day.sup.-1])
Suplemento com glutenose     6,1   7,0 a    8,0   11,2 a
(1,5 kg [dia.sup.-1])
Supplement with glutenose
(1.5 kg [day.sup.-1])
Suplemento com farelo de     7,9            14,4
soja (0.5 kg [dia.sup.-1])
Supplement with soy bean
meal (0.5 kg [day.sup.-1])
CV                           31,4           58,6

Letras distintas na mesma linha diferem entre si pelo teste de Tukey
(p < 0,05).

Different letters in the same row are statistically different by
Turkey (p < 0.05).
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Title Annotation:Texto en Portuguese
Author:Alves Pereira, João Ricardo; Andrade Reis, Ricardo; Teresinha Berchielli, Telma; Abaker Bertipaglia,
Publication:Acta Scientiarum Animal Sciences (UEM)
Date:Jul 1, 2008
Words:7795
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