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Substratos e estacas com e sem folhas no enraizamento de Luehea divaricata Mart.

Substrates and stem cuttings with and without leafs on rooting of Luehea divaricata Mart.

INTRODUCAO

A producao de moveis em escala industrial vem acompanhada pelo aumento da producao madeireira que, em parte, esta condicionada ao melhoramento genetico e ao manejo silvicultural (JUNIOR, 1993). Os elevados padroes de exigencia de mercado justificam o emprego de metodos que visam selecao de matrizes adequadas ao uso comercial (PONCE, 1997).

Luehea divaricata, popularmente conhecida como acoita-cavalo, ibitinga e ivantingui e uma arvore da familia Tiliaceae com ocorrencia do Rio Grande do Sul ao sul da Bahia (LORENZI, 1998). O Estado do Rio Grande do Sul apresenta condicoes edafoclimaticas favoraveis ao cultivo de Luehea divaricata. Arvore tipica de solos aluviais, possui madeira com media retratibilidade e baixa resistencia mecanica, caracteristicas que a qualificam para fabricacao de moveis vergados e pecas torneadas (RIZZINI, 1971; LORENZI, 1998). Alem disso, ela pode ser usada na construcao civil, sendo, nesse caso, empregada na fabricacao de molduras, guarnicoes e rodapes (REITZ et al., 1988).

A obtencao de matrizes adequadas ao uso comercial e um dos principais obstaculos a propagacao dessa especie. A variabilidade obtida na propagacao sexuada dificulta a obtencao de matrizes com caracteristicas desejaveis, pois, na maioria das vezes, dao origem a individuos de fuste irregular e tortuoso. A utilizacao da estaquia como metodo de propagacao clonal pode evitar esses inconvenientes, pois, alem de reduzir o tempo necessario a formacao das mudas, permite a fixacao das caracteristicas de interesse (MESEN et al., 1997). Assim baseia-se no principio de que e possivel obter uma nova planta por meio da desdiferenciacao dos tecidos da planta matriz (HARTMANN et al., 2002).

O sucesso da propagacao por estaquia esta, em parte, relacionado a escolha do substrato (COUVILLON, 1988). Conforme definicao, devem ser utilizados substratos suficientemente porosos, com boa capacidade de retencao hidrica e drenagem satisfatoria (OLIVEIRA et al., 2003). Alem disso, devem apresentar boa aeracao, baixa resistencia ao crescimento radicial e ser isento de patogenos (MOMENTE et al., 2002). Sabese, entretanto, que as condicoes fisico-quimicas necessarias a formacao de raizes adventicias variam entre especies (VERDONCK et al., 1981). Dessa forma, a determinacao de parametros referentes a densidade, porosidade, disponibilidade de agua e capacidade de troca cationica (CTC) podem ser uteis para avaliar em quais condicoes fisico-quimicas a especie apresenta maior desenvolvimento (SCHMITZ et al., 2002).

A perda de agua por transpiracao e a baixa qualidade radicial estao entre as principais causas da morte em estacas herbaceas (DE KLERK et al., 1999; SCHWENGBER et al., 2000). A retencao foliar pode reduzir a morte das estacas, pois sao fontes naturais de carboidrato e auxina (ARAUJO et al., 1999). A auxina produzida pelas folhas reduz o tempo necessario ao enraizamento e, consequentemente, a morte das estacas por deficit hidrico (DIAS et al., 1999). Alem disso, a sintese de compostos fenolicos via foliar pode estar envolvida no enraizamento adventicio das estacas, tendo em vista sua participacao como cofator de enraizamento (HESS, 1968). Por outro lado, sao facilmente oxidados e os produtos desta oxidacao sao fitotoxicos ao desenvolvimento da estaca (FACHINELLO et al., 1995).

Considerando o potencial desta especie como fonte de materia-prima para industrias moveleiras e a necessidade de inserir especies nativas neste segmento, o objetivo desse trabalho foi avaliar a influencia de diferentes substratos em estacas de Luehea divaricata.

MATERIAL E METODOS

O experimento foi realizado no Viveiro Florestal do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no periodo de dezembro de 2006 a fevereiro de 2007. Ramos herbaceos foram coletados de 10 plantas matrizes, com aproximadamente dois anos de idade, cultivadas em casa de vegetacao da Universidade Federal de Santa Maria. Foram preparadas 400 estacas herbaceas basais com 8,0cm de comprimento e diametro medio de 4,0mm, sendo cortadas em bisel, abaixo do no inferior, e horizontalmente acima do no superior. Foram confeccionados dois tipos de estacas: com um par de folhas, reduzidas a um terco da area foliar, e sem folhas. O estaqueamento foi realizado em tubetes plasticos conicos, com dimensoes de 28 x 12 x 125mm.

Os tratamentos consistiram na combinacao entre dois tipos de estaca (com e sem folha) e quatro substratos (vermiculita, Mecplant[R], Plantmax[R] e turfa). Os substratos foram submetidos a analise fisica, conforme metodologia descrita por SMITH & POKORNY (1977), no laboratorio de analises fisicas do Departamento de Solos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A analise quimica foi realizada no Laboratorio de Analise de Solos da UFSM, de acordo com a metodologia descrita por TEDESCO et al. (1995). As medidas relativas ao comprimento das raizes foram realizadas por meio da media, em centimetros, das raizes primarias obtidas. Do mesmo modo, foram consideradas apenas as raizes primarias para a variavel numero das raizes. Para determinacao da materia seca, em miligramas, foram secas as raizes e a parte aerea em estufa de ventilacao forcada a 50[grados]C ate ser atingida a constancia de massa.

O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, em arranjo fatorial 2x4, consistindo de cinco unidades experimentais por repeticao e 10 repeticoes por tratamento. A conducao do experimento foi realizada sob camara de microaspersao com 22 irrigacoes diarias e intervalo de 30 minutos, tendo cada uma duracao de dois minutos. Os dados em porcentagem foram transformados pela equacao arco seno v(x /100) e os dados de contagem pela equacao v(x +1), seguindo distribuicao normal. Posteriormente, foram submetidos a analise de variancia pelo procedimento General Linear Model (GLM), incluindo no modelo os efeitos do substrato (S), da folha (F) e da interacao S*F. As diferencas entre as medias foram comparadas pelo Teste de Tukey a 5% de probabilidade. As analises estatisticas foram realizadas atraves do software MINITAB (MACKENZIE & GOLDMAN, 1999).

RESULTADOS E DISCUSSAO

Os valores das variaveis sobrevivencia, enraizamento, numero de raizes, comprimento das raizes, materia seca das raizes e materia seca da parte aerea sao apresentados na tabela 1. A presenca da folha apresentou influencia em todas as variaveis estudadas. Nao houve interacao entre folha e substrato para enraizamento e numero de raizes. As variaveis comprimento das raizes, materia seca das raizes e materia seca da parte aerea foram influenciadas pela interacao folha e substrato (Tabela 2). Estacas com folhas cultivadas em Plantmax[R] apresentaram maior materia seca das raizes (57,7mg) e da parte aerea (73,4mg). Embora a analise estatistica tenha indicado interacao, estes resultados devem ser analisados com certo criterio, tendo em vista que 100% das estacas sem folhas morreram antes mesmo de enraizar. Portanto, a interacao observada neste experimento reflete, simplesmente, o efeito do substrato sobre as variaveis comprimento das raizes, materia seca das raizes e materia seca da parte aerea.

De qualquer forma, a permanencia da folha em estacas de Luehea divaricata permitiu obter aproximadamente 28,1% das estacas enraizadas, contrastando com a ausencia de enraizamento em estacas sem folha. Os resultados demonstram que a presenca da folha em estacas herbaceas de Luehea divaricata e fator limitante ao enraizamento adventicio. E provavel que as diferencas entre estacas com e sem folhas sejam, em parte, atribuidas a sintese de auxina e a fotoassimilados pelas folhas. Do ponto de vista teorico, a auxina sintetizada via foliar desloca-se em direcao basipeta, onde ocorre diferenciacao celular em primordios radiciais (JANICK, 1966). Neste estudo, a antecipacao do enraizamento em estacas com folhas confirma a hipotese de que a retencao foliar favorece o enraizamento adventicio e, consequentemente, a sobrevivencia das estacas (HARTMANN et al., 2002). Por outro lado, a quantidade de auxina endogena em estacas sem folha foi insuficiente para formacao radicial. Dessa forma, nao houve compensacao da agua perdida pelos tecidos, tendo em vista a ausencia de primordios radiciais nestas estacas.

Embora o enraizamento seja funcao de varios fatores, e provavel que a retencao foliar em estacas de Luehea divaricata tenha aumentado a mobilizacao de fotoassimilados aos primordios radiciais. A sintese de fotoassimilados pode ser particularmente importante, pois e responsavel pela manutencao das atividades metabolicas, sendo fonte de energia e carbono estrutural ao enraizamento (LIONAKIS, 1984). Os resultados obtidos neste experimento sao embasados por outros estudos, que verificaram relacao entre retencao foliar e enraizamento adventicio (MAYER & PEREIRA, 2003). Dessa forma, sabendo que as folhas sao locais de sintese de auxina e carboidratos, seria de se esperar que a retencao foliar favorecesse a sobrevivencia e a formacao radicial. Alem disso, e provavel que o enraizamento e a sobrevivencia das estacas com folha estejam relacionados a sintese de compostos fenolicos pela parte aerea. Estudos indicam que certos compostos fenolicos, como e o caso do acido cafeico, catecol e clorogenico, interagem com as auxinas, induzindo a iniciacao das raizes.

Por outro lado, para que essas condicoes sejam satisfeitas, e indispensavel controlar as condicoes de temperatura e umidade onde permanecem as estacas (ANDERSEN, 1986). Sabe-se que a queda das folhas, seja por excesso de temperatura ou pela baixa umidade relativa, pode limitar a producao de mudas clonais. Os resultados de enraizamento e sobrevivencia obtidos neste estudo estao abaixo dos niveis aceitaveis em programas de propagacao clonal, tendo em vista as altas temperaturas (35[grados]C) durante o periodo experimental. Entretanto, esses resultados sugerem que, desde que sejam mantidas condicoes favoraveis a retencao foliar, pode-se viabilizar a propagacao clonal em Luehea divaricata.

Os resultados referentes a analise fisicoquimica dos substratos sao apresentados na tabela 3. O substrato nao apresentou influencia sobre o enraizamento e o numero de raizes. As variaveis comprimento das raizes, materia seca das raizes e materia seca da parte aerea foram influenciadas pelo substrato. Estacas cultivadas em turfa e Plantmax[R] apresentaram maior comprimento radicial, aproximadamente 127 e 104% superior em relacao aquelas cultivadas em Mecplant[R]. Relacionando esses resultados com as propriedades fisicas dos substratos podemos identificar alguns parametros que influenciaram o comprimento radicial. Os maiores valores de comprimento radicial coincidiram com a maior densidade, a disponibilidade de agua e o menor espaco aereo, caracteristicas encontradas nos substratos turfa e Plantmax[R]. Por outro lado, substratos com menor densidade, disponibilidade de agua e maior espaco aereo, como e o caso da vermiculita e do Mecplant[R], apresentaram menor comprimento radicial. As condicoes ideais ao crescimento radicial variam entre especies, entretanto, e consenso que substratos com alta densidade e, consequentemente, baixa porosidade dificultam o crescimento radicial (VERDONCK et al., 1981). Entretanto, os valores de comprimento radicial foram maiores em substratos com maior densidade aparente. A hipotese explicativa para esse resultado pode estar relacionada as densidades dos substratos vermiculita (0,10g [cm.sup.-3]) e Mecplant[R] (0,20g [cm.sup.-3]), consideradas abaixo dos valores ideais (0,4 - 0,5g [cm.sup.-3]).

E provavel que a disponibilidade de agua (DA) tenha influenciado o comprimento radicial em estacas de Luehea divaricata. Estudos indicam que a DA recomendada situa-se entre 0,24 e 0,[40m.sup.3] [m.sup.-3],entretanto, podem existir variacoes conforme as dimensoes do recipiente utilizado (DE BOODT & VERDONCK, 1972). Neste experimento, os unicos substratos a apresentar DA dentro destes limites foram a turfa (0,27[cm.sup.3] [cm.sup.-3]) e o Plantmax[R] (0,30[cm.sup.3] [cm.sup.-3]). A adequacao aos limites considerados ideais permitiu obter maiores valores de comprimento radicial em turfa (5,10cm) e Plantmax[R] (4,57cm), respectivamente. Por outro lado, os substratos Mecplant[R] e vermiculita apresentaram DA abaixo dos valores recomendados. De qualquer modo, o parametro DA mostrou ser fator de restricao no crescimento radicial em Luehea divaricata, tendo em vista os resultados anteriormente descritos.

O comprimento radicial tambem esteve relacionado ao espaco de aeracao (EA) que, em condicoes de saturacao hidrica, corresponde a fracao do substrato preenchido por ar (VALERO, 2006). A relacao entre desenvolvimento radicial e espaco de aeracao pode estar vinculada ao suprimento adequado de oxigenio ao crescimento radicial (SOFFER & BURGER, 1988). Do ponto de vista teorico, o substrato deve ser suficientemente poroso para realizacao das trocas gasosas, manutencao do crescimento radicial e da atividade microbiana (PICOLOTTO et al., 2007). Embora todos os substratos estejam dentro dos limites recomendados (0,10[m.sup.3] [m.sup.-3] - 0,40[m.sup.3] [m.sup.-3]), foram obtidas raizes mais longas em turfa (0,15[m.sup.3] [m.sup.-3]) e Plantmax[R] (0,13[m.sup.3] [m.sup.-3]), ambos com menores valores para espaco de aeracao. Outros experimentos revelam diferentes respostas de crescimento radicial em funcao deste parametro. Estudos realizados com Myrciaria jaboticaba obtiveram maior comprimento radicial em substratos com grande espaco de aeracao (PIO et al., 2005). Por outro lado, estacas de Chamaecyparis lawsoniana apresentaram maior comprimento radicial quando cultivadas em substrato com pequeno espaco de aeracao (STUMPF et al., 1999). Como se pode observar, as condicoes ideais ao crescimento radicial variam conforme a especie propagada, confirmando a hipotese de que nao existe substrato universal ao enraizamento.

Houve efeito do substrato sobre a variavel materia seca das raizes (MSR). Estacas cultivadas em Plantmax[R] (39,1mg) apresentaram MSR superior a vermiculita (12,3mg) e ao Mecplant[R] (14,5mg), entretanto, nao diferiram em relacao as cultivadas em turfa (34,9mg). Provavelmente, os resultados para MSR estejam relacionados ao comprimento das raizes obtido nesses substratos. Estacas cultivadas em turfa e Plantmax[R], ambas com maiores valores de CR, tambem apresentaram maior MSR, confirmando a hipotese de que a MSR e, em parte, influenciada pelo comprimento das raizes. Por outro lado, nao houve relacao entre CR e MSR em estacas cultivadas nos substratos vermiculita e Mecplant, tendo em vista que o menor CR observado em Mecplant[R] nao correspondeu ao menor valor da materia seca das raizes. Nesse caso, a superioridade do substrato Mecplant[R] pode ser explicada pelas suas caracteristicas quimicas. A analise quimica dos substratos indicou variacoes significativas nos teores de materia organica, calcio, fosforo e potassio entre vermiculita e Mecplant[R]. Dessa forma, e provavel que os maiores valores de MSR em Mecplant[R] estejam relacionados a disponibilidade nutricional desse substrato. Considerando que a vermiculita e praticamente inerte, seria de se esperar que estacas cultivadas nesse substrato apresentassem menor desenvolvimento de biomassa radicial.

O substrato influenciou a variavel materia seca da parte aerea seca (MSA). Estacas cultivadas em Plantmax[R] (49,7mg) apresentaram MSA superior a vermiculita (11,8mg) e ao Mecplant[R] (13,7mg), entretanto, nao diferiram em relacao as cultivadas em turfa (36,0mg). Houve correlacao entre as variaveis materia seca da parte aerea e materia seca das raizes. Estacas com maiores valores de MSR, como e o caso das cultivadas em turfa e Plantmax[R], apresentaram maior desenvolvimento foliar.

Em mudas clonais, a producao de biomassa foliar pode ser explicada pela composicao do substrato, qualidade radicial e tipo de estaca. Considerando a homogeneidade das estacas, e provavel que as diferencas de MSA sejam funcao da qualidade radicial e composicao quimica dos substratos. Estacas cultivadas em turfa e Plantmax[R], ambos com maior capacidade de troca cationica (CTC) e teor de calcio (Ca), apresentaram maiores valores de materia seca da parte aerea. Estudos indicam que a disponibilidade de calcio aumenta a estabilidade da membrana, podendo ainda estar envolvido com atividades de divisao celular e desenvolvimento foliar (NATALE et al., 2005). A capacidade de troca cationica tambem pode ser um parametro confiavel para justificar as diferencas de MSA, tendo em vista que grande parte dos cations existentes nos substratos sao nutrientes (CARNEIRO, 1995). Dessa forma, e provavel que os valores de CTC observados neste experimento estejam relacionados a fertilidade dos substratos.

A qualidade radicial pode ser particularmente importante nos valores de MSA, uma vez que a manutencao da biomassa depende do suprimento de agua e nutrientes pelas raizes (HARTMANN et al., 2002). Neste estudo, e provavel que a absorcao de nutrientes tenha sido maior nas estacas cultivadas em turfa e Plantmax[R], comportamento que, provavelmente, determinou maiores valores de materia seca da parte aerea. De qualquer forma, os resultados sugerem relacao entre desenvolvimento radicial e foliar em Luehea divaricata.

CONCLUSOES

Estacas de Luehea divaricata cultivadas em turfa e Plantmax[R] apresentam maiores valores de comprimento das raizes, materia seca das raizes e materia seca da parte aerea, entretanto, nao diferem em relacao ao enraizamento e numero de raizes. A permanencia da folha apresentou influencia em todas as variaveis analisadas, tendo em vista que 100% das estacas sem folha morreram antes mesmo de enraizar.

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Jardel Pizzatto PachecoI * Elci Terezinha Henz Franco (I)

(I) Programa de Pos-graduacao de Engenharia Florestal, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria, RS, Brasil. * Endereco para correspondencia: Rua Erly de Almeida Lima, no 195, apto 302, 97105120. Email: jardelcb@yahoo.com.br.
Tabela 1--Valores medios para sobrevivencia, enraizamento, numero de
raizes, comprimento das raizes, materia seca das raizes e materia
seca da parte aerea em estacas de Luehea divaricata com e sem folhas
cultivadas em diferentes substratos. Santa Maria, RS, 2005.

                              Variaveis

Tratamentos                    Estaca

                 Enraizamento %   Sobrevivencia %
Folha
Presenca            28,19a           28,19a
Ausencia            0b               0b

Substrato
Turfa               19,3a            19,3a
Plantmax [R]        16,0a            16,0a
Vermiculita         11,6a            11,6a
Mecplant [R]        9,24a            9,24a
dpr (1)             13,9             13,9

                              Variaveis

Tratamentos                    Raizes

                   Numero   Comprimento cm   Materia seca mg
Folha
Presenca            1,80a       6,21a            42,0a
Ausencia            0b          0b               0b

Substrato
Turfa               1,41a       5,10a            34,9ab
Plantmax [R]        1,40a       4,57ab           39,1a
Vermiculita         0,85a       3,24abc          12,3c
Mecplant [R]        0,74a       2,24c            14,5bc
dpr (1)             0,78        2,26             1,7

                    Variaveis

Tratamentos          Folhas

                  Materia seca mg
Folha
Presenca          46,8a
Ausencia          0b

Substrato
Turfa             36,0ab
Plantmax [R]      49,7a
Vermiculita       11,8c
Mecplant [R]      13,7bc
dpr (1)           29,9

1Desvio padrao residual; letras diferentes na mesma coluna diferem
pelteste de Tukeyprobabilidade de erro.

Tabela 2--Interacao entre tipo de estaca (com e sem folha) e
substrato (turfa, Plantmax [R], vermiculita, Mecplant [R]) para as
variaveis comprimento das raizes, materia seca das raizes e materia
seca da parte aerea em estacas de Luehea divaricata. Santa Maria, RS,
2005

                                        Raizes
Folha x Substrato
                           Comprimento cm   Materia seca mg

Ausencia x Turfa              0,00e            0,00c
Presenca x Turfa              7,66a            52,4ab
Ausencia x Plantmax [R]       0,00e            0,00c
Presenca x Plantmax [R]       6,74ab           57,7a
Ausencia x Vermiculita        0,00e            0,00c
Presenca x Vermiculita        5,27bc           20,0ac
Ausencia x Mecplant [R]       0,00e            0,00c
Presenca x Mecplant [R]       4,10bcd          26,7abc
dpr (1)                       2,26             21,7

                              Folhas
Folha x Substrato
                           Materia seca mg

Ausencia x Turfa               0,00c
Presenca x Turfa               54,0ab
Ausencia x Plantmax [R]        0,00c
Presenca x Plantmax [R]        73,4a
Ausencia x Vermiculita         0,00c
Presenca x Vermiculita         19,1c
Ausencia x Mecplant [R]        0,00c
Presenca x Mecplant [R]        25,2bc
dpr (1)                        29,9

(1) Desvio padrao residual; letrasdiferentes na mesmacoluna diferem
pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro.

Tabela 3--Caracteristicas fisico-quimicas dos substratos turfa,
Plantmax [R], vermiculita e Mecplant [R] utilizados na estaquia de
Luehea divaricata. Santa Maria, RS, 2005.

Substrato                Umidade              Densidade g [cm.sup.-3]
                    [cm.sup.3][cm.sup.-3]

                           STR (1 )             STR           Seco
Turfa                      0,78                 0,24          0,27
Plantmax [R]               0,76                 0,31          0,36
Vermiculita                0,79                 -             0,10
Mecplant [R]               0.77                 0,17          0,20
                           % MO (4)             P             K
Substrato
                           m [v.sup.-1]           mg [dm.sup.-3]
Turfa                      10,5                 75            108
Plantmax [R]               15,9                 76            800
Vermiculita                0,2                  2,2           80
Mecplant [R]               20,7                 74            440

Substrato             Porosidade           Agua [cm.sup.3][cm.sup.-3]
                   [cm.sup.3][cm.sup.-3]

                           Total                DPN (2)       RMN (3)
Turfa                      0,78                 0,27          0,35
Plantmax [R]               0,76                 0,30          0,31
Vermiculita                0,79                 0,08          0,40
Mecplant [R]               0,77                 0,14          0,26
                           pH                   Ca            Mg
Substrato
                           1:01             [Cmol.sub.c] [dm.sup.-3]
Turfa                      5,2                  33,7          6,2
Plantmax [R]               4,7                  19,2          6,7
Vermiculita                6,7                  1,23          6,2
Mecplant [R]               3,8                  11,5          5,9

Substrato         Espaco [cm.sup.3][cm.sup.-3]

                           Aereo
Turfa                      0,15
Plantmax [R]               0,13
Vermiculita                0,31
Mecplant [R]               0,36
                           CTC (5)
Substrato
                  [Cmol.sub.c] [dm.sup.-3]
Turfa                      83,5
Plantmax [R]               71,2
Vermiculita                50,9
Mecplant [R]               61,8

(1) Saturada, (2) disponivel, (3) remanescente, (4) materia organica,
(5) capacidade de troca cationica.
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Author:Pacheco, Jardel Pizzatto; Franco, Elci Terezinha Henz
Publication:Ciencia Rural
Date:Oct 1, 2008
Words:4607
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