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Structure of adult trees and regeneration component of two mangrove forests of Parana/Estrutura do componente de regeneracao natural e arboreo de dois manguezais no estado do Parana.

INTRODUCAO

Os manguezais sao ecossistemas costeiros de transicao entre ambientes terrestre e marinho, caracteristico de regioes tropicais e subtropicais, sujeito ao regime das mares (SCHAFFERNOVELLI, 1995). No Brasil, sua extensao abrange desde o Oiapoque (04[degrees]3CFN) no Amapa, ate a regiao Sul, em Laguna (28[degrees]30'S). SC (SCHAEFFERNOVELLI, 2000). Sao considerados ambientes produtivos e possuem capacidade de exportacao de detritos organicos para os sistemas costeiros adjacentes (SCHAEFFER-NOVELLI, 1991).

Os manguezais sao classificados como uma Formacao Pioneira de Influencia Fluviomarinho, correspondendo ao "complexo edafico de primeira ocupacao" (IBGE, 1992). Em funcao da complexidade de interacoes abioticas, os manguezais do litoral brasileiro foram classificados por Schaefier-Novelli et al. (1990) em oito unidades fisiograficas. O litoral do Parana esta incluido na Unidade VII (Cabo Frio a Torres), no qual os manguezais sao formacoes florestais dominantes nas ilhas planas das baias e embocaduras dos rios (BIGARELLA, 1946; MAACK, 1981).

Nos manguezais brasileiros ocorrem geralmente quatro especies: Rhizophorci mangle L., Avicennia schaueriana Stapf & Leechm. ex Moldenke, Avicennia germinans (L.) Stearn e Laguncularia racemosa. (L.) C. F. Gaertn e outros generos associados como Conocarpiis e Spartina (SCHAEFFER-NO VELLI et al., 1990). Estas especies compartilham caracteristicas fisiologicas e adaptacoes especiais que permitem sua ocorrencia em ambientes em constante inundacao, com alta salinidade e em substratos nao consolidados com baixa oxigenacao (KATHIRESAN e BINGHAM, 2001).

Laguneularia racemosa e a especie dominante nos manguezais paranaenses (BIGARELLA, 1946), enquanto que Rhizophorci mangle ocorre em manguezais em frente ao mar aberto e Laguncularia racemosa em aguas menos profundas (MAACK, 1981). Estudos em manguezais da Ilha das Laranjeiras (Guaraquecaba -PR) mostraram que nao ha um padrao definido de distribuicao das especies, sugerindo uma heterogeneidade espacial nos mangues paranaenses (SESSEGOLO, 1997),

Tal heterogeneidade parece ser uma resposta a interacao de varios fatores abioticos (fatores edaficos e salinidade) e antropicos que atuam em diferentes escalas espaciais e temporais (BERNINI e REZENDE, 2010). Tanto o componente arboreo quanto a regeneracao natural, representado pelas plantulas e individuos jovens, podem apresentar respostas aos diferentes fatores abioticos. Estudos sobre o crescimento das plantulas e a ocorrencia dos adultos sugerem que o estabelecimento dos propagulos esta relacionado com a tolerancia fisiologica das especies, o tamanho dos propagulos, flutuabilidade e propriedades de dispersao (RABINOWITZ, 1978). Esses fatores interagem para definir a ocorrencia dos individuos no componente arboreo, refletindo na distribuicao das especies (KATHIRESAN e BINGHAM, 2001).

Apesar dos manguezais serem considerados Areas de Protecao Permanente pela Lei Federal 4771/65, ainda sao bastante intensas as atividades antropicas. Assim, os estudos sobre a estrutura dos manguezais representam uma ferramenta importante para o entendimento da relacao das especies de mangue com ambiente local, bem como auxiliar nas acoes para a conservacao deste ecossistema (SOARES, 1999). Os manguezais no Estado do Parana ainda nao apresentam um alto grau de degradacao como ocorre em outros estados brasileiros, mas ja existem pressoes causadas pela expansao urbana, devido ao polo portuario de Paranagua e pela industria de lazer (LANA, 1998).

Nesse contexto, esse estudo teve como objetivo avaliar comparativamente os parametros fitossociologicos da regeneracao natural e da vegetacao arborea em dois manguezais, uma pertencente a Baia de Paranagua (manguezal de Antonina) e outra a Baia de Guaratuba (manguezal de Guaratuba), localizados no estado do Parana. Para isso, investigou-se em quais caracteristicas abioticas tais areas diferem e qual a relacao dos parametros fitossociologicos com as condicoes edaficas.

MATERIAL E METODOS

O estudo foi desenvolvido em duas Baias do Estado do Parana: Paranagua e Guaratuba. O municipio de Antonina localiza-se no extremo oeste da Baia de Paranagua, com uma area de 460 [km.sup.2]. Essa baia sofre forte interferencia da acao portuaria (Paranagua e Antonina) e atividades de pesca esportiva. As subareas foram demarcadas na regiao media do estuario do Rio Nhundiaquara (Figura 1). A Baia de Guaratuba, com 48,72 [km.sup.2] de extensao compreende areas de protecao ambiental. As subareas desta baia foram demarcadas na regiao media do estuario do Rio dos Pinheiros (Figuras IA e 1B). Nesse rio, existem atividades de cultivo de ostra e navegacao de pequenos barcos.

Os dados climaticos foram cedidos pelo Sistema Meteorologico do Parana (SIMEPAR) e referem-se ao ano de 2010 (Tabela 1). Os dados edaficos das areas estudadas foram obtidos a partir do trabalho de Boeger et al. (2011). Em cada area foram marcadas tres subareas para a realizacao do levantamento fitossociologico e de regeneracao natural (Al, A2 e A3, para Antonina e Gl, G2 e G3 para Guaratuba). Em cada subarea foram amostradas cinco parcelas de 10 x 10 m, equivalentes a 0,05 ha, de acordo com metodologia proposta por Cintran e Schaeifer-Novelli (1983). Alocalizacao das parcelas procurou abranger toda a estreita faixa de mangue, situada nos primeiros 20 m da borda do manguezal, paralelamente ao corpo hidrico.

Para o estudo da regeneracao natural, em cada parcela demarcada para o levantamento fitossociologico do componente arboreo, foram estabelecidas quinze subparcelas com um m2. As subparcelas foram demarcadas sistematicamente, mantendo-se uma distancia de um metro entre elas. Em cada subparcela, todos os individuos ate um metro de altura foram identificados e denominados de plantulas. Para cada individuo, o comprimento total e o diametro da base do caule foram mensurados com o auxilio de uma fita metrica e um paquimetro, respectivamente. Foram calculados: densidade absoluta (DA), densidade relativa (DR), frequencia absoluta (FA) e frequencia relativa (FR), de acordo com Mueller-Dombois e Ellenberg (1974).

[FIGURE 1 OMITTED]

Para o componente arboreo, em cada parcela foram medidos o diametro a altura do peito (DAP) e a altura de todos os individuos vivos e mortos em pe com altura superior a um metro. A altura foi estimada com auxilio de vara graduada (m). O material botanico fertil coletado foi depositado no herbario UPCB (UFPR). A densidade absoluta (DA), densidade relativa (DR), frequencia absoluta (FA), frequencia relativa (FR), dominancia absoluta (DoA), dominancia relativa (DoR), valor de importancia (VI) e valor de cobertura (VC) foram calculados de acordo com Mueller-Dombois e Ellenberg (1974). Os valores de area basal e densidade foram transformados para hectare.

Para visualizar as diferencas entre as areas em relacao as variaveis abioticas do solo e aos parametros fitossociologicos da vegetacao arborea e da estrutura de regeneracao natural entre os manguezais foram realizadas Analises de Coordenadas Principais (PCoA) (GOWER, 1966). Como o numero de variaveis mensuraveis ultrapassou o numero de unidades amostrais, optouse pela PCoA com distancia euclidiana. A correlacao de Pearson entre as variaveis originais e os escores foi realizada para verificar quais variaveis eram as principais responsaveis pelas diferencas entre os manguezais estudados. As analises foram realizadas usando o Programa "R" (R DEVELOPMENT CORE TEAM, 2009) com os pacotes vegan (OKSANEN et al., 2008) e labdsv (ROBERTS, 2007). Para a construcao dos graficos, foi usado o software STATISTICA (STATSOFT, 2005).

RESULTADOS

Tanto para o componente arboreo como para a regeneracao natural foram identificadas as seguintes especies: Avicennia schaneriana Stapf & Leechmex Moldenke, Rhizophora mangle L. e Laguncularia racemosa (L.) C. F. Gaertn. Em Antonina, foi amostrado um total de 966 plantulas, sendo 108 de Rhizophora mangle, 857 de Laguncularia racemosa e apenas uma de Avicennia schaneriana. Em Guaratuba, foram identificadas 521 plantulas, sendo 137 de Rhizophora mangle, 200 de Laguncularia racemosa e 184 de Avicennia schaneriana. Laguncularia racemosa apresentou as maiores densidades de plantulas nas subareas Al, A2, A3 e G3 (Tabela 2), Avicennia schaneriana em Gl, mas nao foi encontrada nas subareas Al e A2, enquanto que Rhizophora mangle teve a maior densidade em G2. As plantulas de Avicennia schaneriana foram mais frequentes em Gl, Laguncularia racemosa em A2 e A3 e Rhizophora mangle em Al e G2 e G3 (Tabela 2).

O numero de individuos adultos variou entre as areas, totalizando 532 na area de Antonina e 475 em Guaratuba. Uma variacao acentuada do numero de individuos entre as subareas amostradas dentro de cada area tambem foi observada. Por exemplo, houve uma grande variacao entre individuos de Avicennia schaneriana para a area de Guaratuba (130 individuos em Gl e 16 individuos em G3). Em Antonina, a densidade de Rhizophora mangle na subarea Al e 2,5 vezes maior em relacao a subarea A3 (Tabela 3). Avicennia schaneriana apresentou a maior densidade em Gl, enquanto que Rhizophora mangle em Al, A2 e G2 e Laguncularia racemosa em A3 e G3 (Tabela 3). Entre as areas, tambem nao ocorreu um padrao homogeneo: em Antonina, a especie com maior densidade foi Laguncularia racemosa, seguida por Rhizophora mangle e Avicennia schaneriana. Em Guaratuba, a especie com maior densidade foi Avicennia schaueriana, seguida de Rhizophora mangle e Laguncularia racemosa (Tabela 3).

Plantulas de Rhizophora mangle apresentaram maior diametro e altura em todas as subareas, com excecao de G3, enquanto que Laguncularia racemosa apresentou os menores valores medios, em ambas as areas do estudo (Tabela 2). A maioria das plantulas de Rhizophora mangle apresentou altura entre 61 e 80 cm e Laguncularia racemosa ate 20 cm de altura. Em relacao as classes de altura, em todas as subareas, o maior numero de individuos ocorreu na classe de 0-20 cm. As excecoes foram para A3 e Gl (classe 21 a 40 cm) e em G2 (classe 41 a 60 cm), em que houve um numero superior a 50 individuos.

Os parametros estruturais analisados tambem apresentaram grande variacao entre as duas areas (Tabela 4). A analise estrutural mostrou que em Guaratuba, Avicennia schaueriana obteve a maior altura media, seguida por Rhizophora mangle e Laguncularia racemosa. Em Antonina, ocorreram os individuos mais altos de Rhizophora mangle, seguida por A. schaueriana e Laguncularia racemosa. Em ambos os manguezais, observouse uma grande variacao no DAP dos individuos, refletindo altos valores dos desvios padrao para todas as especies estudadas (Tabela 4). A PCoA sumarizou 75,8% da variancia dos atributos fitossociologicos de plantulas, diferenciando mais fracamente os manguezais (Figura 2A). O eixo 1 sumarizou 46,9% da variacao dos dados, sendo os principais atributos responsaveis por essa variacao o DBC e altura de Rhizophora mangle e altura e densidade absoluta de Laguncularia racemosa (Figura 2A, Tabela 5).

Em Antonina, a especie com maior numero de individuos nas classes de menor DAP foi Laguncularia racemosa, seguida de Rhizophora mangle. Em Guaratuba, a ocorrencia de seis individuos com diametro acima de 30 cm de DAP foi marcante. Considerando-se todas as especies, o manguezal de Antonina possui os maiores valores medios de altura e DAP que o manguezal de Guaratuba.

O numero de individuos foi consideravelmente maior nas primeiras classes de diametro (1 a 15 cm), principalmente em Al. O menor DAP foi registrado em Rhizophora mangle, com uma grande amplitude de valores, variando de 11,39 cm, em Antonina a 2,41 cm, em Guaratuba. O maior numero de individuos com DAP ate 6 cm foi encontrado nas subareas Al e Gl. Ainda em Al, ocorreu o maior numero de individuos na classe 18a 21 cm. Os maiores valores de DAP foram observados em individuos vivos de Avicennia schaueriana, nas tres subareas de Antonina e nas subareas G2 e G3, e em Laguncularia racemosa em G1.

[FIGURE 2 OMITTED]

Arvores mortas em pe foram encontradas em ambas as areas, em todas as subareas, com maior numero em Guaratuba. O numero de arvores mortas em pe variou consideravelmente entre as subareas, sendo que Gl apresentou 5,6 vezes mais arvores mortas em pe do que Al (Tabela 3).

Rhizophora mangle foi a especie que se destacou com maior densidade, dominancia, VC e VI em Al e A2 (Tabela 3), enquanto que em A3, houve predominio de individuos de Laguncularia racemosa, devido aos maiores valores de densidade, dominancia, VC e VI. Em Guaratuba, A. schaueriana destacou-se com maiores indices em Gl e Rhizophora mangle em G2 (Tabela 3). Em G3, apesar de Laguncularia racemosa ter maior densidade, Avicennia schaueriana teve maior dominancia, VC e VI, em decorrencia do maior porte (maior area basal, maior DAP) dos individuos analisados.

A PCoA do componente arboreo (Figura 2B) mostrou que os dois eixos (PCoAl e PCoA2) explicaram 74,4% da variancia total das caracteristicas analisadas. PCoAl foi representada principalmente pela densidade para Avicennia schaueriana, densidade e dominancia para Laguncularia racemosa e Rhizophora mangle. A PCoA2 foi representada principalmente pela area basal de Laguncularia racemosa (Tabela 5). A analise de PCoA do solo (Figura 2C) mostrou que os dois eixos (PCoAl e PCoA2) explicaram 78,8% da variancia total das caracteristicas analisadas. PCoAl foi representada principalmente pela salinidade. PCoA2 foi representada principalmente pela materia organica (Tabela 5). Segundo essa ordenacao, e clara a distincao entre os solos dos manguezais de Antonina e Guaratuba.

DISCUSSAO

Tres especies arboreas ocorreram nos manguezais estudados: Avicennia schaueriana, Laguncularia racemosa e Rhizophora mangle, de acordo com o esperado. Estudos semelhantes relataram a ocorrencia destas especies em toda a faixa de manguezais da costa brasileira, porem, a distribuicao destas pode diferir e esta relacionada com as condicoes ambientais e o estabelecimento dos propagulos (BERNINI e REZENDE, 2010; CUNHA-LIGNON, 2001; SCHAEFFERNOVELLI et al., 1990). Segundo a classificacao de SchaeiTer-Novelli et al. (1990), nos manguezais pertencentes a zona VII, nao ha ocorrencia de outras especies de mangue, devido as condicoes climaticas peculiares da regiao subtropical.

A alta variabilidade entre as parcelas do componente de regeneracao natural dentro de cada area refletiu na analise de PCoA, que mostrou de maneira mais fraca as diferencas entre os manguezais estudados, quando comparada com a analise do componente arboreo.

Enquanto as plantulas de Laguncularia racemosa sao mais abundantes e bem desenvolvidas no manguezal de Antonina, individuos jovens de Rhizophora mangle se destacam por apresentarem maior porte em Guaratuba. A localizacao das areas de estudo parece influenciar o estabelecimento de novos propagulos e, consequentemente, ocasiona diferencas na ocorrencia das especies no componente de regeneracao. Antonina esta dentro do estuario, com maior aporte de materia organica e mais protegida em relacao a Guaratuba, que se localiza mais proxima da desembocadura da Baia de Guaratuba, estando sujeita a acao das correntes de mares. O tamanho dos propagulos e a flutuabilidade sao fatores determinantes para o estabelecimento e desenvolvimento dos manguezais (CUNHALIGNON, 2006). Em areas mais internas da baia e mais dificil haver a dispersao de propagulos maiores, como de Rhizophora mangle, enquanto que em areas mais permanentemente inundadas, o estabelecimento de propagulos maiores e favorecido (RABINOWITZ, 1978).

A grande ocorrencia de plantulas de Laguncularia racemosa, em Antonina, tambem pode ser explicada pelo sucesso no estabelecimento, pois apresentam rapido enraizamento e baixa sensibilidade a acao da mare (DELGADO et al., 2001) e beneficio no desenvolvimento pelo aporte extra de materia organica (PERGENTINO et al., 2005). Alem disso, estudos de regeneracao em manguezais reportam maior numero de plantulas em ambientes mais impactados, como no caso da area de Antonina, a qual possui historico de intervencao antropica como as atividades portuarias, derramamento de oleo, dragagem, esgoto domestico, entre outros (NOERNBERG et al., 2008).

A baixa frequencia de plantulas de Avicennia schaueriana em Antonina parece ser influenciada pelo numero reduzido de individuos adultos encontrados, ou ainda, ao padrao de dispersao da especie. Em geral, a distribuicao das plantulas de Avicennia schaueriana ocorre ao redor de arvores adultas e em depressoes protegidas do movimento de agua, limitando o seu estabelecimento em regioes com menor influencia da mare (DELGADO et al., 2001).

Tanto para plantulas quanto para individuos adultos, as especies do genero Avicennia possuem mecanismos para a sobrevivencia em locais com substrato altamente salino ou ambientes de baixas temperaturas e sao mais tolerantes ao estresse ambiental (PETRI, 2011). Em contrapartida, essa especie e capaz de atingir melhor desenvolvimento em locais com menor alteracao ambiental de origem antropica (CINTRON-MOLERO e SCHAEFFERNOVELLI, 1992). Esse e o caso de Guaratuba, onde ocorrem individuos de Avicennia schaueriana com maior area basal e maior diametro. Outros estudos semelhantes indicaram que essa especie tem grande tolerancia a salinidade, desenvolvendo-se melhor em ambientes com maior salinidade (SERGIO et al., 2006). Em ambientes de hipersalinidade, no entanto, as especies tem seu desenvolvimento prejudicado e apresentam menor porte (TWILLEYe CHEN, 1998). Na area de Guaratuba, onde a especie e dominante, alem da maior salinidade na agua intersticial, o solo das subareas Gl e G3 apresentou material mineral e horizonte glei dentro dos primeiros 50 cm, onde, em geral, possui elevados teores de sais e de sodio (EMBRAPA, 2009).

No componente arboreo, as diferencas na estrutura entre as areas parecem estar relacionadas com as diferentes respostas adaptativas que as especies apresentam ao ambiente em que estao inseridas. A salinidade, uma das principais caracteristicas do solo responsavel pela distincao das areas (Tabelas 1 e 5), afeta o desempenho das plantas pelo deficit de agua, toxidez por ions que provocam desequilibrio nutritional e indiretamente atua mediando competicoes interespecificas (ESTEVES e SUZUKI, 2008). Estudos nos mangues do Espirito Santo registraram arvores de menor porte quando os teores de salinidade eram mais elevados (SILVA et al., 2005).

Os individuos das especies estudadas apresentaram altura e DAP similares aos encontrados por outros estudos da regiao Sul e sudeste do Brasil (SESSEGOLO, 1997; PEREIRA et al., 2009). Entretanto, esses valores sao inferiores aos encontrados em regioes tropicais (SCHAEFFERNOVELLI et al., 1995). A posicao geografica dos manguezais influencia na estruturacao dos bosques de mangue (SCHAEFFER-NOVELLI et al., 1990). Ao Norte da costa brasileira, os manguezais sao menos escassos e de maior porte, em relacao ao sul do pais. A diferenca entre as populacoes situadas mais ao norte do Brasil pode ser reflexo de mudancas climaticas ocorridas no Quaternario, periodo em que eram frequentes as oscilacoes de temperatura (PIL et al., 2011). Ainda, regioes mais proximas da linha do Equador sofrem maior amplitude de mares e temperaturas (SCHAEFFER-NOVELLI et al., 1990), possibilitando o desenvolvimento de individuos de maior porte.

Pela analise de PCoA, a densidade absoluta das especies do componente arboreo e um dos parametros que mais influencia na separacao das areas, reforcando a relacao entre salinidade do solo e a ocorrencia das especies (Tabela 5). Avicennia shaueriana, relatada como a especie mais tolerante a salinidade, tem seu valor de densidade absoluta mais correlacionado com a separacao das areas, assim como a salinidade na analise de solo (Tabela 5). Smith III (1992) sugere que a baixa densidade de troncos, juntamente com as maiores alturas e alta taxa de area basal viva, caracterizam bosques mais estruturalmente complexos. Apesar de se observar a baixa densidade de individuos, quando comparada com estudos semelhantes (PEREIRA et al., 2009), nao e possivel afirmar que os bosques de mangue apresentam grande desenvolvimento em termos de altura. O principal indicio e a ocorrencia de manchas estruturalmente bem desenvolvidas, com alturas medias e DAP superiores ao de outros individuos, das tres especies, dentro das subareas, formando um mosaico. Este fato pode explicar a diferenca entre as areas, uma vez que o tamanho dessas manchas diferem dentro das subareas e em ambas as areas.

Assim como outros autores relataram (BERNINI e REZENDE, 2004; 2010; SILVA et al., 2005), estudos fitossociologicos em areas de manguezais sao importantes para estabelecer estrategias de manejo e conservacao deste ecossistema. De acordo com os resultados encontrados, areas geograficamente proximas apresentaram uma variabilidade na vegetacao em decorrenciadas diferentes caracteristicas ambientais. A salinidade e a materia organica sao os atributos do solo que diferenciaram os manguezais de Antonina e Guaratuba em dois grupos, influenciando no perfil estrutural da vegetacao, de forma que a densidade e altura das especies diferiram entre as areas estudadas. Os resultados refletem as particularidades dos manguezais estudados, ressaltando a necessidade de acoes especificas de manejo e conservacao deste ecossistema.

CONCLUSAO

O manguezal de Antonina diferiu estruturalmente do manguezal de Guaratuba, tanto na regeneracao natural quanto no componente arboreo. As diferencas estruturais da regeneracao natural entre as areas sao atribuidas ao diametro e altura de Rhizophora mangle e a altura e densidade absoluta de Laguncularia racemosa. A variacao do componente arboreo entre as areas refere-se a densidade de Avicennia schaueriana e a densidade e dominancia de Laguncularia racemosa e Rhizophora mangle. Entre as caracteristicas edaficas estudadas dos manguezais, a salinidade e a materia organica foram as mais importantes na separacao entre as areas.

AGRADECIMENTOS

A Petrobras e Fundacao Araucaria (Convenio 412/09 protocolo 12499) pelo apoio financeiro. A Coordenacao de Aperfeicoamento de Pessoal de Nivel Superior (CAPES) pela concessao de bolsas e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnologico (CNPq) pela bolsa de produtividade (301561/2010-9) concedida a segunda autora.

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Ana Paula Lang Martins Madi (1) Maria Regina Torres Boeger (2) Leticia Larcher (3) Andressa Pelozo (4) Carolina Sereneski (5) Carlos Bruno Reissmann (6) Andre Andrian Padial (7)

(1) Quimica Ambiental, Dra., Centro Politecnico, Universidade Federal do Parana, Caixa Postal 19073, CEP 81531-980, Curitiba (PR), Brasil, langmartins@hotmail.com

(2) Biologa, Dra., Professora do Departamento de Botanica, Centro Politecnico, Universidade Federal do Parana, Caixa Postal 19073, CEP 81.531-980, Curitiba (PR), Brasil, iboeger@ufpr.br

(3) Biologa, Doutoranda em Ecologia e Conservacao, Centro Politecnico, Universidade Federal do Parana, Caixa Postal 19073, CEP 81531-980, Curitiba (PR), Brasil, leticialarcher@gmail.com

(4) Biologa, MSc., Doutoranda em Biologia Comparada, Universidade Estadual de Maringa, Av. Colombo, 5790 PGB - Bloco G-80, Sala 201, CEP 87020-900, Maringa (PR), Brasil, pelozo.andressab@gmail.com

(5) Biologa, MSc., Centro Politecnico, Universidade Federal do Parana, Caixa Postal 19073, CEP 81.531-980, Curitiba (PR), Brasil, carolsereneski@hotmail.com

(6) Engenheiro Florestal, Dr., Professor do Departamento de Solos, Universidade Federal do Parana, Rua dos Funcionarios, 1540, CEP 80035-020, Curitiba (PR), Brasil, reissman@ufpr.br

(7) Biologo, Dr., Professor do Departamento de Botanica, Centro Politecnico, Universidade Federal do Parana, Caixa Postal 19031, CEP 81531-980, Curitiba (PR), Brasil, aapadial@gmail.com

Recebido para publicacao em 6/05/2013 e aceito em 3/02/2014
TABLE 1: Description of abiotic variables of the studied areas:
Antonina and Guaratuba, Parana, Brasil, for the period of 2010.

TABELA 1: Descricao das variaveis abioticas das areas de estudo:
Antonina e Guaratuba, Parana, Brasil, para o ano de 2010.

                                             Antonina

                                     Al                A2

Posicao Geografica (2)        25[degrees]29'S   25[degrees]29'S
                              48[degrees]42'W   48[degrees]42'W
Temp. ([degrees]C) (1)              20,5              20,5
Clima (1)                           Cfa               Cfa
Precipitacao anual (mm) (1)         2733              2733
Tipo de solo (2)                Organossolo       Organossolo
                                 tiomorfico        tiomorfico
                                   salico            salico
                                   sodico            sodico
SAI ([per thousand]) (2)            18,6              13,2
PR(mV) (2)                          -339             -347,8

                                  Antonina         Guaratuba

                                     A3                Gl

Posicao Geografica (2)        25[degrees]29'S   25[degrees]50'S
                              48[degrees]41'W   48[degrees]34'W
Temp. ([degrees]C) (1)              20,5              20,8
Clima (1)                           Cfa               Cfa
Precipitacao anual (mm) (1)         2733              3183
Tipo de solo (2)                Organossolo        Gleissolo
                                 tiomorfico        tiomorfico
                                   salico            salico
                                   sodico            sodico
SAI ([per thousand]) (2)             19               27,6
PR(mV) (2)                         -294,8            -318,6

                                            Guaratuba

                                     G2                G3

Posicao Geografica (2)        25[degrees]49'S   25[degrees]49'S
                              48[degrees]34'W   48[degrees]34'W
Temp. ([degrees]C) (1)              20,8              20,8
Clima (1)                           Cfa               Cfa
Precipitacao anual (mm) (1)         3183              3183
Tipo de solo (2)                Organossolo        Gleissolo
                                 tiomorfico        tiomorfico
                                   salico            salico
                                   sodico            sodico
SAI ([per thousand]) (2)            22,2              23,4
PR(mV) (2)                         -308,2            -323,8

Em que: (1) Dados cedidos pelo SIMEPAR (2) Boeger et al. (2011).
Legenda: SAI: salinidade da agua intersticial; PR: potencial redox.

TABLE 2: Absolute density (DA), Relative frequency (FA),
Heigth, Diameter at steam base (DBC) (mean [+ or -]
standard deviation) for the regeneration component of the
studied areas: Antonina (A1, A2 and A3) and Guaratuba (G1,
G2 and G3), Parana, Brasil.

TABELA 2: Densidade Absoluta (DA), Frequencia Relativa (FR),
Altura Total e Diametro a Base do Caule (DBC) (media [+ or -]
desvios padrao) do componente de regeneracao natural das
especies arboreas de mangue nas areas estudadas: Antonina
(A1, A2 e A3) e Guaratuba (G1, G2 e G3), Parana, Brasil.

                                 A1                   A2

                                   Densidade Absoluta

Avicennia schaueriana            0                    0
Laguncularia racemosa            9                  20,54
Rhizophora mangle               4,14                 0,86
Subtotal                       13,14                21,40

                                   Frequencia relativa

Avicennia schaueriana            0                    0
Laguncularia racemosa           38,1                68,42
Rhizophora mangle               61,9                31,58
Subtotal                        100                  100

                                           Altura

Avicennia schaueriana            --                   --
Laguncularia racemosa    0,1 [+ or -] 0,12    0,1 [+ or -] 0,01
Rhizophora mangle        0,51 [+ or -] 0,2    0,57 [+ or -] 0,22

                                Diametro da Base do Caule

Avicennia schaueriana            --                   --
Laguncularia racemosa    0,24 [+ or -] 0,25     0,2 [+ or -] 0
Rhizophora mangle        1,43 [+ or -] 0,36   1,4 [+ or -] 0,31

                                 A3           media

                                Densidade Absoluta

Avicennia schaueriana           0,06          0,02
Laguncularia racemosa           27,6          19,05
Rhizophora mangle               2,20           2,4
Subtotal                       29,86          21,47

                                Frequencia relativa

Avicennia schaueriana           4,55          1,52
Laguncularia racemosa          68,18          58,23
Rhizophora mangle              27,27          40,25
Subtotal                        100

                                       Altura

Avicennia schaueriana           0,2           0,20
Laguncularia racemosa    0,1 [+ or -] 0,01     0,1
Rhizophora mangle        0,41 [+ or -] 0,21    0,5

                               Diametro da Base do Caule

Avicennia schaueriana           0,3            0,3
Laguncularia racemosa      0,2 [+ or -] 0     0,21
Rhizophora mangle        1,23 [+ or -] 0,22   1,35

                                 G1                   G2

                                   Densidade Absoluta

Avicennia schaueriana           9,6                  0,6
Laguncularia racemosa           0,2                  2,06
Rhizophora mangle               0,67                 7,27
Subtotal                       10,47                 9,93

                                   Frequencia relativa

Avicennia schaueriana           62,5                16,67
Laguncularia racemosa           8,33                  40
Rhizophora mangle              29,17                43,33
Subtotal                        100                  100

                                         Altura

Avicennia schaueriana    0,22 [+ or -] 0,08   0,16 [+ or -] 0,04
Laguncularia racemosa    0,08 [+ or -] 0,03   0,1 [+ or -] 0,05
Rhizophora mangle        0,52 [+ or -] 0,11   0,47 [+ or -] 0,13

                                Diametro da Base do Caule

Avicennia schaueriana    0,46 [+ or -] 0,14   0,38 [+ or -] 0,07
Laguncularia racemosa    0,42 [+ or -] 0,04   0,21 [+ or -] 0,05
Rhizophora mangle        1,41 [+ or -] 0,2    1,24 [+ or -] 0,15

                                 G3           media

                               Densidade Absoluta

Avicennia schaueriana           2,06          4,09
Laguncularia racemosa          10,93          4,40
Rhizophora mangle               1,2           3,05
Subtotal                       14,19          11,54

                               Frequencia relativa

Avicennia schaueriana           30,3          36,49
Laguncularia racemosa          39,39          29,24
Rhizophora mangle               30,3          34,27
Subtotal                        100

                                   Altura

Avicennia schaueriana    0,55 [+ or -] 0,19   0,31
Laguncularia racemosa    0,12 [+ or -] 0,06    0,1
Rhizophora mangle        0,54 [+ or -] 0,19   0,51

                         Diametro da Base do Caule

Avicennia schaueriana    0,82 [+ or -] 0,27   0,55
Laguncularia racemosa    0,22 [+ or -] 0,1    0,28
Rhizophora mangle        1,38 [+ or -] 0,26   1,34

hm que: DA = Densidade Absoluta (no individuos.[m.sup.-2]);
rR = rrequencia Relativa (%), Altura = altura total (m); DBC
= Diametro a Base do Caule (cm).

TABLE 3 : Structural parameters for the tree component, by
species and by subareas, from the studied areas: Antonina (A
1, A2 and A3) and Guaratuba (G1, G2 and G3), Parana, Brasil.
DA: Absolute density (no ind.[ha.sup.-1]), DoA: Dominance of
the basal area (g.[ha.sup.-1]), FA: absolute frequency
(%),VI: Importance value.

TABELA 3: Estrutura do componente arboreo por especie e por
subarea, nas areas de Antonina (A1, A2 e A3) e Guaratuba
(G1, G2 e G3), Parana, Brasil. DA: Densidade absoluta (no
ind.[ha.sup.-1]), DoA: Dominancia absoluta (g.[ha.sup.-1]),
FA: Frequencia absoluta (%),VI: Valor de importancia.

                              A1       A2       A3     media

                                   Densidade Absoluta

Avicennia schaueriana        100      160      400      220
Laguncularia racemosa        2260     1160     1560     1660
Rhizophora mangle            2380     1420     920      1573
Mortas em pe                  60      140       80       93

                                   Dominancia Absoluta

Avicennia schaueriana        5,4      17,6     14,6     12,5
Laguncularia racemosa        15,2     8,2      14,8     12,7
Rhizophora mangle            19,6      7       11,0     12,5
Mortas em pe                 0,3      1,48     1,06     0,95

                                   Frequencia Absoluta

Avicennia schaueriana        1,00     0,80     1,00     0,93
Laguncularia racemosa        1,00     1,00     1,00     1,00
Rhizophora mangle            0,40     1,00     1,00     0,80
Mortas em pe                 0,80     1,00     1,00     0,93

                                   Valor de importancia

Avicennia schaueriana       48,85    92,55    82,99    74,80
Laguncularia racemosa       118,23   98,61    122,67   113,17
Rhizophora mangle           131,67   103,98   91,64    109,09
Mortas em pe                  --       --       --

                              G1       G2       G3     media

                                    Densidade Absoluta

Avicennia schaueriana        2600     360      320      1093
Laguncularia racemosa        620      880      1160     887
Rhizophora mangle            120      1840     940      967
Mortas em pe                 340      180      140      220

                                   Dominancia Absoluta

Avicennia schaueriana        46,4     9,2       59      20,5
Laguncularia racemosa        4,8      8,4      8,8      7,3
Rhizophora mangle           20,06     10,2      2      10,75
Mortas em pe                 2,6      1,12     0,68     1,47

                                   Frequencia Absoluta

Avicennia schaueriana        0,80     0,60     1,00     0,80
Laguncularia racemosa        1,00     1,00     1,00     1,00
Rhizophora mangle            1,00     1,00     1,00     1,00
Mortas em pe                 0,40     1,00     0,40     0,60

                                  Valor de importancia

Avicennia schaueriana       194,50   77,47    130,36   134,11
Laguncularia racemosa       59,54    90,54    91,25    80,44
Rhizophora mangle           36,72    126,47   72,92    78,70
Mortas em pe                  --       --       --

Em que: DA = Densidade absoluta (no ind.[ha.sup.-1]); DoA =
Dominancia absoluta (g.[ha.sup.-1]); FA = Frequencia
absoluta (%); VI = Valor de importancia.

TABLE 4: Mean values ([+ or -] standard deviation) of height
(Altura, m) and diameter at breast height (DAP, cm) for the
tree component, by species and by subareas, from the studied
areas: Antonina (A1, A2 and A3) and Guaratuba (G1, G2 and
G3), Parana, Brazil.

TABELA 4: Valores medios ([+ or -] desvio padrao) de altura
(m) e diametro a altura do peito (DAP, cm) do componente
arboreo, por especie e por subarea, nos manguezais de
Antonina (A1, A2 e A3) e Guaratuba (Gl, G2 e G3), Parana,
Brasil.

Especies                         A1                   A2

                                           Altura (m)

Avicennia                       6,04                13,11
schaueriana                [+ or -] 4,23        [+ or -] 1,54
Laguncularia racemosa    5,17 [+ or -] 3,42   6,55 [+ or -] 3,66
Rhizophora mangle        7,43 [+ or -] 4,23   7,04 [+ or -] 4,65
Media                           6,21                 8,90

                                           DAP (cm)

Avicennia                      19,75                27,35
schaueriana                [+ or -] 19,21       [+ or -] 23,97
Laguncularia racemosa    7,23 [+ or -] 5,79   7,98 [+ or -] 5,99
Rhizophora mangle        8,21 [+ or -] 6,09   6,28 [+ or -] 4,44
Media                          11,73                13,87

Especies                         A3            Media

                                            Altura (m)

Avicennia                       10,30          9,82
schaueriana                 [+ or -] 4,54
Laguncularia racemosa    7,54 [+ or -] 4,34    6,42
Rhizophora mangle        13,33 [+ or -] 1,73   9,27
Media                           10,39          8,50

                                            DAP (cm)

Avicennia                       16,02          21,04
schaueriana                [+ or -] 14,92
Laguncularia racemosa    7,19 [+ or -] 4,96    7,47
Rhizophora mangle        11,39 [+ or -] 4,73   8,63
Media                           11,53          12,38

Especies                         G1                    G1

                                            Altura (m)

Avicennia                       6,83                  9,55
schaueriana                 [+ or -] 4,44        [+ or -] 5,49
Laguncularia racemosa    10,91 [+ or -] 2,94   7,87 [+ or -] 3,28
Rhizophora mangle        3,13 [+ or -] 4,48    7,96 [+ or -] 4,15
Media                           6,96                  8,46

                                            DAP (cm)

Avicennia                       8,82                 14,54
schaueriana                [+ or -] 12,19        [+ or -] 11,42
Laguncularia racemosa    9,12 [+ or -] 4,04    9,82 [+ or -] 4,64
Rhizophora mangle        2,41 [+ or -] 0,60    7,29 [+ or -] 4,43
Media                           6,78                 10,55

Especies                         G3           Media

                                           Altura (m)

Avicennia                      13,20          9,86
schaueriana                [+ or -] 2,15
Laguncularia racemosa    6,78 [+ or -] 2,78   8,52
Rhizophora mangle        3,51 [+ or -] 3,63   4,87
Media                           7,83          7,75

                                           DAP (cm)

Avicennia                      38,06          20,47
schaueriana                [+ or -] 37,32
Laguncularia racemosa    9,13 [+ or -] 5,01   9,36
Rhizophora mangle        4,56 [+ or -] 3,93   4,75
Media                          17,25          11,53

TABLE 5 : Correlation among values of phytossociological
parameters of natural regeneration component and tree
component, of soil and of scores of the two principal
coordinates from the analysis between Antonina and
Guaratuba, Parana, Brasil. Altura: height; DAP: Diameter at
breast height; Area Basal: Basal area; DA: Absolute density;
DomA: Dominance of the basal area; DBC: Diameter at stem
base; MO: Organic matter; CTC: Cation exchange capacity; Eh:
Redoxpotential; Salinidade: Salinity.

TABELA 5: Correlacao entre os valores dos atributos
fitossociologicos da regeneracao natural, do componente
arboreo, do solo e dos escores das duas coordenadas
principais entre os manguezais de Antonina e Guaratuba. DAP:
Diametro altura do peito; DA: Densidade absoluta; DomA:
Dominancia absoluta; DBC: Diametro da base do caule; MO:
Materia organica; CTC: Capacidade de troca cationica; Eh:
Potencial redox.

                                              Coordenada Principal
Variaveis fitossociologicas do
componente de regeneracao                         1          2

                                    Altura      -0,901     0,153
Laguncularia racemosa                DBC        0,490      0,570
                                      DA        -0,823     0,347
                                    Altura      0,675      0,016
Rhizophora mangle                    DBC        0,862      0,420
                                      DA        -0,190     0,778

                                              Coordenada Principal
Variaveis fitossociologicas do
componente arboreo                                1          2

                                    Altura      -0,148     0.388
                                     DAP        -0,601     0.598
Avicennia schaueriana             Area basal    -0,467     0.713
                                      DA        0,943      -0.044
                                     DomA       0,674      0.652
                                    Altura      0,852      -0.378
                                     DAP        0,649      -0.442
Laguncularia racemosa             Area basal    -0,056     0.829
                                      DA        -0,925     0.129
                                     DomA       -0,917     -0.065
                                    Altura      -0,844     -0.342
                                     DAP        -0,844     -0.380
Rhizophora mangle                 Area basal    -0,899     -0.257
                                      DA        -0,909     -0.228
                                     DomA       -0,947     -0.274

                                               Coordenada Principal

Variaveis do solo                                 1          2

                                      MO        -0,128     -0,944
                                     CTC        -0,884     -0,245
                                  Salinidade    0,956      0,077
                                      Eh        0,296      -0,468
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Title Annotation:texto en portugues
Author:Madi, Ana Paula Lang Martins; Boeger, Maria Regina Torres; Larcher, Leticia; Pelozo, Andressa; Seren
Publication:Ciencia Florestal
Date:Jan 1, 2016
Words:6411
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