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Strength of particleboard produced with mixed wood traditional and nontraditional forest species/Resistencia de paineis aglomerados produzidos com mistura de madeira de especies florestais tradicionais e nao tradicionais.

INTRODUCAO

Segundo Maloney (1993), na producao de paineis aglomerados, a massa especifica e o fator mais limitante e a industria, normalmente, utiliza madeiras com massa especifica inferiores a 0,60 g/ [cm.sup.3]. Hrazsky e Kral (2003) afirmam que os paineis devem ter massa especifica de 5 a 40% superior a massa especifica da madeira empregada na sua fabricacao.

Madeiras com massa especifica superiores a 0,60 g/[cm.sup.3] normalmente nao sao utilizadas para a fabricacao, porque fornecem paineis com peso superior aos normalmente aceitos pelo mercado (CABRAL et al., 2007). Maloney (1993) tambem afirma que as madeiras com massa especifica de ate 0,55 g/[cm.sup.3] sao as mais recomendadas para a producao de paineis aglomerados. No entanto, as especies de maior massa especifica podem ser misturadas com aquelas, de forma a viabilizar o seu aproveitamento.

Hillig (2000) afirma que a mistura de madeira de diferentes especies traz vantagens na qualidade dos paineis quando levadas em consideracao todas as propriedades fisicas e mecanicas desejadas. Vital (1973) analisou o efeito da especie e da massa especifica em paineis aglomerados produzidos com quatro especies de madeira, puras ou misturadas entre si. Haselein, Vital e Dellalucia (1989), na analise de parametros para a fabricacao de paineis aglomerados, tambem utilizaram a tecnica da mistura de especies no processo de producao, associando eucalipto e embauba. Na avaliacao do potencial de utilizacao da madeira de Schizolobium amazonicum (parica) e Cecropia hololeuca (embauba), Iwakiri et al. (2010) verificaram que essas especies sao tecnicamente viaveis para producao de paineis aglomerados. Estes trabalhos mostram que a mistura de especies, em geral, tende a produzir paineis com melhores propriedades fisicas e mecanicas que a utilizacao de cada especie individualmente, pois as misturas influenciam de alguma forma nas propriedades dos paineis.

Existem poucos estudos relacionados aos plantios de especies como Mimosa scabrella e Hovenia dulcis. A primeira e muito utilizada na producao de energia, em forma de lenha ou carvao, a segunda, e de facil propagacao. As duas especies sao consideradas por diversos autores como de rapido crescimento, por isso, sao empregadas tambem na recuperacao de areas em estagio avancado de degradacao.

A Hovenia dulcis, mais conhecida como uva-do-japao, pertencente a familia Rhamnaceae, ocorre naturalmente na China, Japao e Coreia. Fora da area de ocorrencia, foi introduzida nas regioes do sudeste da Asia, no norte da Argentina e no Paraguai. No sul do Brasil, ela e largamente difundida pelo cultivo em pequenos talhoes ou de forma isolada (CARVALHO, 1994). Segundo o autor, alem de frutifera, apresenta otimas perspectivas como madeira, possuindo caracteristicas fisico-mecanicas aceitaveis para diversas finalidades.

A especie Mimosa scabrella (bracatinga), com ampla dispersao, esta vastamente distribuida pelas submatas dos pinhais e capoeiroes do planalto leste do Rio Grande do Sul (REITZ; KLIEN; REIS, 1998). Mainieri e Chimelo (1989) afirmam que a bracatinga predomina nas submatas dos pinhais, em todo planalto dos estados do Parana e Santa Catarina. Segundo os autores, em regioes onde ocorreu a devastacao dos pinhais, a sua ocorrencia e intensa, formando matas de bracatinga ou bracatingais.

Segundo Carvalho (2003), dentre as diversas utilizacoes da bracatinga, a madeira desta especie pode ser usada principalmente em vigamentos, escoras de construcao civil, partes nao aparentes de moveis, caixotaria, embalagens leves, compensados, laminados e aglomerados.

Tanto a bracatinga como a uva-do-japao podem ser utilizadas na producao de paineis aglomerados. Com massa especifica que varia entre 0,58 g/[cm.sup.3] a 0,67 g/[cm.sup.3], o emprego de ambas na mistura com especies de menor massa especifica e desejavel (CARVALHO, 1994; LORENZI, 2002).

As caracteristicas dos paineis aglomerados produzidos a partir de madeira de especies misturadas sao comparaveis com aqueles produzidos com uma especie e sao dependentes primariamente da massa especifica media da mistura (VITAL; LEHMANN; BOONE, 1974). Ainda, segundo os autores, e possivel misturar madeiras de diferentes massas especificas para produzir paineis com propriedades aceitaveis.

Misturando Pinus elliottii, Eucalyptus grandis e Acacia mearnsii para confeccao de paineis aglomerados estruturais, Hillig, Haselein e Iwakiri (2003) concluiram que a massa especifica basica foi a propriedade que mais influenciou o MOR e o MOE positivamente.

Hiziroglu et al. (2005) confeccionaram paineis de particulas aglomeradas de bambu (Dendrocalamus asper) misturadas com diferentes proporcoes de Eucalyptus camaldulensis e palha de arroz e verificaram que a inclusao de porcentagens de bambu nos paineis melhorou as propriedades mecanicas de MOR, MOE e ligacao interna.

Alem dos fatores relacionados as caracteristicas da madeira de cada especie e sua massa especifica, a producao de paineis aglomerados depende de varios fatores que estao relacionados entre si, com maior e menor importancia, que de forma direta ou indireta, influenciam em suas propriedades fisicas e mecanicas. As variaveis de processo como a geometria de particulas, teor de umidade, tipo e quantidade de resina e ciclo de prensagem, devem ser consideradas dentro dos criterios e padroes recomendados industrialmente (IWAKIRI et al., 2001).

As variacoes em especies ou tipos de madeira utilizada na fabricacao de paineis de particulas aglomeradas produzem diferentes efeitos na qualidade do produto final. Segundo Carlyle, McGee e Mclean (1956), massa especifica, compressibilidade, colagem, dureza, pH, extrativos e tipos de fibras sao parametros que variam de acordo com cada especie, podendo afetar a qualidade dos paineis.

E fato de que no Brasil sao utilizadas, de preferencia, madeiras provenientes de reflorestamentos, obtendo entao, o conhecimento dos efeitos das caracteristicas de cada especie sobre os paineis produzidos. Com isso, pode-se ajustar a utilizacao de diferentes especies para a fabricacao de aglomerados objetivando qualidade equivalente a um painel produzido com uma especie.

Dessa forma, este trabalho teve como objetivo geral avaliar a qualidade de paineis aglomerados produzidos com madeiras de Pinus taeda e Eucalyptus saligna em associacao com madeiras de Mimosa scabrella e Hovenia dulcis, utilizadas em diferentes proporcoes de misturas.

MATERIAIS E METODOS

Materia-prima

Para a producao dos paineis foram coletadas aleatoriamente oito arvores, sendo duas de cada especie, na regiao de Irati--PR. As arvores de eucalipto foram retiradas de uma area experimental plantada em espacamento 3 x 2, dominadas, e tinham 22 anos a epoca do corte. As arvores de bracatinga, uva-do-japao e pinus foram obtidas em areas naturais de ocorrencia, sendo sua idade estimada em aproximadamente 12 anos. Foram tambem usadas particulas de pinus cedidas por uma industria de paineis aglomerados.

A regiao de coleta das arvores utilizadas se situa no paralelo 25[degrees]27'56" de latitude Sul com interseccao com o meridiano 50[degrees]37'51" de longitude Oeste. Segundo a classificacao climatica de Koppen, o clima da regiao e do tipo Cfb (temperado), com veroes amenos, invernos com ocorrencias de geadas severas e frequentes, nao apresentando estacao seca. As medias mensais de precipitacao pluviometrica e da umidade relativa do ar sao 193,97 mm e 79,58%, respectivamente. A altitude media e de 820 metros.

Determinacao da massa especifica basica da madeira

A determinacao da massa especifica basica da madeira foi realizada pelo metodo da balanca hidrostatica, utilizando discos com cinco cm de espessura, retirados a 0,10 m; 1,30 m (DAP); 2,50 m, 3,70 m e 4,90 m da altura do tronco. De cada disco, foram retirados dois corpos de prova em forma de cunha, opostos entre si, formando um angulo de cunha de 30[degrees]. Para determinar a massa especifica basica media da arvore foi utilizado o volume entre discos como fator de ponderacao.

Formacao das particulas

As arvores retiradas foram transformadas em toras de 1,20 metros, originando quatro toras por arvore. Com o comprimento ja estabelecido, as toras foram desdobradas, utilizando uma serra de fita, em tabuas com espessura media de 2,70 cm, as quais permaneceram em um tanque com agua para melhor conservacao.

Apos secagem, as tabuas foram submetidas a plaina para a geracao de maravalhas. Para geracao das particulas utilizou-se um moinho de martelo, que possibilitou obter particulas homogeneas. Apos esta etapa, as particulas passaram por peneira (classificador automatico), de granulometria correspondente a 12 mesh ou 1,42 mm de abertura.

As particulas que passaram pela peneira de 12 mesh foram classificadas como finos, originando particulas menores que foram utilizadas nas superficies dos paineis multicamadas e as particulas que ficaram retidas (grossas), foram utilizadas na confeccao dos paineis monocamada e no miolo dos paineis multicamadas.

Depois de produzidas, as particulas foram submetidas a estufa com ventilacao forcada, a 80[degrees]C, ate atingirem teores de umidade proximos a 3%. Alem das particulas obtidas em laboratorio, foram tambem utilizadas particulas de madeira de Pinus taeda com massa especifica basica media de 0,40 g/[cm.sup.3], cedidas por uma industria de paineis aglomerados. A utilizacao dessas particulas visou obter paineis em dois tratamentos- testemunhas, um para paineis monocamada e um para paineis multicamada.

Delineamento experimental

As particulas foram utilizadas na confeccao dos paineis misturadas em diferentes proporcoes para os paineis monocamada e multicamada, sendo os paineis monocamadas tambem foram produzidos com 100% de particulas de Pinus taeda. Foram tambem produzidos como testemunha, paineis de ambas as composicoes com 100% de particulas de Pinus taeda geradas na industria.

O experimento consistiu em 16 tratamentos e tres repeticoes, totalizando 48 paineis. As analises foram realizadas em funcao da proporcao das diferentes especies usadas na manufatura dos paineis e da sua composicao, conforme mostra a Tabela 1.

Manufatura dos paineis

Apos a pesagem e a separacao das particulas por painel e tratamento, foram adicionadas a resina e a emulsao de parafina por meio de aspersao em encoladeira rotativa. Para a formacao do colchao, as particulas foram colocadas em uma caixa formadora com dimensoes de 50 x 50 cm e distribuidas uniformemente de forma manual.

Em seguida, as particulas passaram pela pre-prensagem para sua compactacao e, por fim, o colchao foi conduzido a prensa de pratos com aquecimento eletrico juntamente com barras limitadoras de 12 mm de espessura.

Utilizou-se resina ureia-formaldeido (UF) na proporcao de 10% sobre o peso seco das particulas para os paineis monocamada e, na mesma proporcao, no miolo dos paineis multicamadas. Para a camada externa dos paineis multicamadas usou-se 15% de resina em relacao ao peso seco das particulas. A quantidade de catalisador, sulfato de amonia--[(N[H.sub.4]).sub.2]S[O.sub.4] foi de 2% sobre a quantidade de resina na forma solida.

Para a confeccao dos paineis acrescentouse tambem 1% de parafina na mistura de particulas (tambor misturador) com base no peso seco de particulas. A massa especifica nominal calculada para os dois tipos de paineis foi de 0,65 g/[cm.sup.3]. Os parametros de prensagem foram iguais para todos os tratamentos, com temperatura de 160[degrees]C, pressao de prensagem de 40 kgf/[cm.sup.2] e tempo de prensagem de 8 minutos.

Confeccao dos corpos de prova

Seguindo as recomendacoes da norma ASTM D 1037-06 (ASTM, 2006), os paineis confeccionados foram levados a camara de climatizacao sob condicoes ambientais controladas (20 [+ or -] 3[degrees]C a 65 [+ or -] 5%) com a finalidade de obter o teor de umidade adequado (umidade de equilibrio).

Apos a climatizacao e antes da confeccao dos corpos de prova, os paineis foram esquadrejados, sendo eliminados tres cm de cada lado. Em seguida foram cortados os corpos de prova, com as dimensoes de acordo com os ensaios aplicados.

Confeccionados os corpos de prova, estes foram levados novamente a camara climatizada na qual permanecerem por um periodo aproximado de 30 dias para a manutencao da umidade de equilibrio nas condicoes determinadas. Os corpos de prova destinados aos ensaios de ligacao interna passaram por lixamento com a finalidade de tornar as superficies lisas. Este procedimento facilitou o contato do metal com as duas faces dos corpos de prova, resultando em uma melhor colagem durante o ensaio.

[FIGURE 1 OMITTED]

A Figura 1 apresenta aspectos dos corpos de prova usados nos ensaios mecanicos.

Ensaios fisicos e mecanicos

Para avaliar a resistencia dos paineis produzidos, realizou-se a determinacao da massa especifica, do teor de umidade e os ensaios mecanicos de flexao estatica, ligacao interna e arrancamento de parafusos. Todos os ensaios seguiram as recomendacoes da ASTM D 1037-06 (ASTM, 2006). A massa especifica dos paineis foi calculada pela razao entre a massa seca e o volume ao teor de umidade de equilibrio (TUe), sendo denominada de massa especifica basica ao TUe.

Os ensaios mecanicos foram realizados na maquina universal de ensaios da marca EMIC, modelo DL 30000, eletromecanica, capacidade 300 kN.

Analise das propriedades

A analise das propriedades dos paineis ocorreu em tres partes: analise das medias por tratamento para as propriedades fisicas, com analise de variancia (ANOVA) da massa especifica; Analise das medias por tratamento para as propriedades mecanicas; e ANOVA fatorial para as propriedades mecanicas, considerando os fatores composicao do painel (fator 1) e mistura de especies (fator 2).

Primeiramente foi testada a homogeneidade das variancias por meio do teste de Bartlett. Apos a comprovacao de existencia de homogeneidade das variancias, foi aplicada ANOVA por tratamento para a massa especifica.

Com o proposito de analisar a influencia dos fatores composicao (fator 1) e mistura de especies (fator 2) nas propriedades dos paineis, realizou-se uma ANOVA fatorial entre oito tratamentos (T1a T4 e T12 a T15).

Todos os testes foram aplicados ao nivel de 95% de significancia, o pacote estatistico utilizado para a analise foi o ASSISTAT versao 7.6 beta.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Massa especifica basica da madeira

Os valores medios da massa especifica basica da madeira de cada especie, calculados pela media aritmetica ([Me.sub.ma]) e pela media ponderada em funcao do volume da tora ([M.sub.emp]) sao apresentados Tabela 2.

Verifica-se que a media de massa especifica do pinus esta dentro da faixa citada por Maloney (1993), que recomenda ate 0,55 g/[cm.sup.3] para a producao de paineis aglomerados. Para o eucalipto, foi encontrado um valor pouco acima da faixa recomendada pelo autor, mostrando que a madeira dessa especie poderia ser proveniente de arvores mais jovens. As medias encontradas para bracatinga e uva-do-japao tambem estao acima da faixa recomendada, confirmando a necessidade de mistura dessas especies com outras de menor massa especifica.

Propriedades fisicas dos paineis

Os valores medios referentes a massa especifica dos paineis encontram-se na Tabela 3, juntamente com o teor de umidade de equilibrio.

Nota-se que nao foi constatada diferenca significativa para a massa especifica basica ao TUe observada, tanto nos paineis monocamada como nos paineis multicamadas, nao sendo necessaria a realizacao de analise de covariancia.

A norma para paineis da ANSI A 208.1 (1993) cita que a massa especifica final dos paineis nao pode apresentar diferenca maior que 10% da massa especifica nominal especificada para a manufatura dos paineis. Nesse trabalho, os valores medios encontrados atendem as exigencias desta norma.

De maneira geral, observa-se que para a massa especifica dos paineis, os valores encontrados foram relativamente proximos aos preestabelecidos pela massa especifica nominal. Segundo Hillig (2000) e Dacosta et al. (2005), pequenas variacoes ocorrem no processo manual de manufatura dos paineis em laboratorio, principalmente nas fases de montagem do colchao e/ou na adicao de resinas e outros aditivos.

O teor de umidade de equilibrio medio das amostras variou entre 6,23 e 9,68%. Percebese que a madeira das diferentes especies usadas influenciou na umidade de equilibrio dos paineis. Melo e Del Menezzi (2010) confeccionaram paineis aglomerados de massa especifica de 0,6, 0,7 e 0,8 g/[cm.sup.3], com madeira de Eucalyptus grandis e observaram valores que variaram entre 8,39 e 8,51%.

Cabral et al. (2007) encontraram valores que variaram de 9,62 a 9,94% para paineis aglomerados produzidos com Eucalyptus spp. e Pinus elliottii. Segundo Weber (2011), a variacao de teor de umidade pode ser explicada pelo fato do material ter passado por aquecimento na fabricacao inicial (secagem de particulas) e posteriormente ter sido submetido a altas temperaturas na prensagem, fazendo com que as estruturas anatomicas da madeira sejam danificadas, causando perda de agua de constituicao. Para Maloney (1993), a reducao na higroscopicidade tambem e causada pela incorporacao de parafina, deixando o painel menos reativo a agua.

Propriedades mecanicas dos paineis

Os resultados obtidos para as propriedades mecanicas dos paineis produzidos com mistura de madeira das diferentes especies e em duas composicoes sao apresentados na Tabela 4.

Os valores medios de modulo de ruptura variaram entre 6,19 MPa (T3) e 10,10 MPa (T16). Os paineis monocamada produzidos com 50% de pinus e 50% de uva-do-japao (T2) apresentaram a maior media nominal entre as misturas de especies para paineis monocamada (9,08 MPa). Esse resultado pode ser explicado principalmente pela presenca de pinus nesses paineis, especie que apresentou a menor massa especifica da madeira e consequentemente sofreu maior compactacao nas particulas. Por outro lado, os paineis com maior media de MOR nominal foram os paineis multicamadas, com excecao dos de 50% eucalipto e 50% bracatinga (T14).

De acordo com a norma de comercializacao da ANSI A 208.1 (1993), os paineis de particulas de baixa massa especifica (menor que 0,64g/[cm.sup.3]) e de media massa especifica (entre 0,64 e 0,80 g/ [cm.sup.3]), admitem como valores minimos 5 MPa e 11 MPa, respectivamente, para MOR. Para MOE, os valores minimos sao 1025 MPa e 1725 MPa, respectivamente.

Os valores medios, observados na Tabela 4, para o MOE variaram de 923,61 MPa (T3) a 1616,54 MPa (T16) e seguiram a mesma tendencia observada para MOR.

A norma ANSI A 208.1 (1993) admite para paineis de particulas de baixa e de media massa especifica valores minimos entre 0,15 a 0,40 MPa para ligacao intema. Os valores medios para este ensaio variaram de 0,57 MPa (T11) a 1,28 MPa (T13).

Os paineis monocamada que tiveram em sua composicao particulas de pinus de laboratorio (T1, T2, T6 e T8) apresentaram os maiores valores de ligacao intema, com excecao do tratamento 5. Ao substituir pinus por eucalipto (T3, T4 e T7), o valor medio para ligacao interna teve um decrescimo consideravel. A menor media para ligacao interna (0,57 MPa) foi encontrada no tratamento 11, no qual foram utilizadas 100% de particulas industriais de pinus. Embora a menor resistencia tenha sido apresentada pelos paineis que foram confeccionados com particulas industriais, o valor de 0,57 MPa atendeu aos requisitos minimos sugeridos pela norma ANSI A 208.1 (1993).

Para resistencia ao arrancamento de parafuso na superficie do painel, a norma de comercializacao da ANSI A 208.1 (1993), para paineis de particulas de baixa e de media massa especifica admite valores minimos de 550 N e de 1000 N, respectivamente. Nao ha especificacao para valores de arrancamento de parafuso no topo. Os valores medios para este ensaio variaram de 436,11 (T3) a 810,81 N (T13) para arrancamento de superficie e 464,41 (T3) a 676,79 N (T13) para arrancamento de topo.

Utilizando Eucalyptus grandis para a confeccao de aglomerados, Melo e Del Menezzi (2010) observaram para o arrancamento de parafuso que os valores medios foram 710, 891,03 e 965,95 N para 0,60, 0,70, 0,80 g/[cm.sup.3], respectivamente.

Analise fatorial para as propriedades mecanicas

A Tabela 5 apresenta a analise de variancia dos paineis homogeneos (T1 a T4) e paineis multicamadas (T12 a T15) em funcao das composicoes e das misturas para os ensaios de flexao estatica, tracao perpendicular a superficie e arrancamento de parafuso.

Tanto o fator composicao, como o fator mistura, apresentaram diferenca estatistica significativa entre as medias. A mistura de pinus e uva-do-japao apresentou a maior media nominal de MOR (9,38 MPa), nao sendo diferente estatisticamente das misturas de pinus e bracatinga e de eucalipto e uva-do-japao. Os paineis que foram confeccionados com 50% de particulas de eucalipto em associacao com 50% de particulas de bracatinga obtiveram a menor media de MOR (6,76 MPa).

Na comparacao entre os paineis de diferentes composicoes, pode-se observar que as maiores medias foram dos paineis confeccionados em multicamadas. Provavelmente, os maiores valores medios de MOR e MOE observados para paineis multicamadas, em relacao aos paineis monocamada, sao devido ao maior teor de adesivo usado nas camadas superficiais e ao gradiente de massa especifica que se forma ao longo da espessura do painel, com maior densificacao das camadas superficiais. Esse fato mostra que um aumento do teor de adesivo compensa o efeito negativo do uso de particulas menores, podendo ate melhorar a resistencia a flexao estatica.

Na comparacao entre misturas, da mesma forma que para o MOR, a analise fatorial do MOE comprovou as observacoes das analises entre tratamentos. Verifica-se a tendencia que a uvado-japao tem em aumentar a rigidez dos paineis. Misturada ao pinus ou ao eucalipto em substituicao a bracatinga, esta especie eleva os valores do MOE.

Com relacao ao fator composicao, houve diferenca significativa entre as medias de ligacao interna. A media apresentada para os paineis multicamadas (1,06 MPa) foram superiores aos paineis monocamada (0,91 MPa). Da mesma forma que para o MOR e MOE, este fato deve estar relacionado ao maior teor de adesivo usado nas camadas externas dos paineis.

Com relacao ao fator misturas, a mistura de pinus e eucalipto nao foi estatisticamente diferente da mistura de pinus e uva-do-japao. A mistura de eucalipto e bracatinga apresentou-se inferior com uma media de 0,89 MPa. A analise fatorial comprova a tendencia verificada na analise entre tratamentos. Da mesma forma que no MOR e MOE, verifica-se que o aumento da proporcao de madeira de uva-do-japao tende a melhorar a Ligacao Interna dos paineis. Por outro lado, enquanto no MOR e MOE a madeira de eucalipto apresentou bom desempenho quando em associacao com madeira de uva-do-japao, na ligacao interna esse desempenho parece ter sido suplantado pela madeira de pinus. Provavelmente, a influencia negativa do eucalipto nessa propriedade esteja relacionada as dificuldades de colagem da madeira desse genero.

No arrancamento de parafuso da superficie, os paineis monocamada sao estatisticamente diferentes dos paineis multicamadas. Estes ultimos apresentaram-se mais resistentes, alcancando uma media de 717,09 N, contra uma media de 551,60 N.

Esse fato e explicado pela forma de composicao dos paineis e tambem pelo maior teor de adesivo das camadas superficiais dos paineis multicamadas. Assim, para arrancamento de parafuso na superficie do painel, a influencia do maior teor de adesivo e da maior densificacao das camadas externas dos paineis multicamadas se reflete nos maiores valores medios de resistencia. Por outro lado, no arrancamento de parafuso de topo, sendo esse colocado no centro da espessura do painel, nao existe diferenca entre as particulas das duas composicoes e, consequentemente, nao existem diferencas no teor de adesivo e na densificacao.

Com relacao ao fator mistura, houve tambem diferenca estatistica. Os paineis confeccionados a partir da mistura entre pinus e uva-do-japao e de eucalipto e uva-do-japao obtiveram o melhor desempenho de resistencia ao arrancamento de parafuso. Por outro lado, as misturas que envolveram a bracatinga, apresentaram o pior desempenho.

Na analise geral das propriedades mecanicas, pode-se observar que os paineis multicamadas foram superiores. Com relacao as misturas de especies, a mistura de pinus e uva-dojapao, na proporcao de 50% cada, foi superior em todos os requisitos, exceto para o MOE da mistura 4, que nao foi estatisticamente diferente da melhor media de MOE.

CONCLUSOES

Na flexao estatica (MOR e MOE) e na ligacao interna, todas as analises mostraram que as madeiras de pinus e uva-do-japao apresentaram bom desempenho. Por outro lado, as madeiras de bracatinga e eucalipto, apresentaram tendencia em diminuir a resistencia dos corpos de prova.

Para o arrancamento de parafusos (superficie e topo) o comportamento foi melhor nas misturas entre pinus e uva-do-japao e pior nas misturas entre eucalipto e bracatinga.

Na comparacao entre a composicao dos paineis (monocamada ou multicamadas), os paineis multicamadas tiverem melhor desempenho, com excecao do arrancamento de parafuso no topo. O melhor desempenho dos paineis multicamadas foi atribuido ao maior teor de adesivo usado nas camadas externas desses paineis.

As madeiras das especies de bracatinga e uva-do-japao, ainda nao utilizadas em escala industrial, foram consideradas adequadas para a fabricacao de paineis aglomerados quando em misturas com especies de menor massa especifica. Foi comprovada a viabilidade de uso da madeira uva-do-japao na fabricacao de paineis aglomerados.

Recebido para publicacao em 5/07/2013 e aceito em 3/09/2014

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem as instituicoes Universidade Estadual do Centro-Oeste, Universidade Federal do Parana e Fundacao Araucaria.

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WEBER, C. Estudo sobre a viabilidade de uso de residuos de compensados, MDP e MDF para a producao de paineis aglomerados. 2011. Dissertacao (Mestrado em Engenharia Florestal) Setor de Ciencias Agrarias, Universidade Federal do Parana, Curitiba, 2011.

Felipe Luis Sanches (1) Everton Hillig (2) Setsuo Iwakiri (3) Lygia Maria Napoli (4)

(1) Engenheiro Florestal, MSc., Programa de Pos-Graduacao em Ciencias Florestais, Universidade Estadual do Centro-Oeste, BR 153, Km 07, Bairro Riozinho, CEP 84500-000, Irati (PR), Brasil. engenhariaflorestal.felipe@gmail.com

(2) Engenheiro Florestal, Dr., Professor Adjunto do Departamento de Engenharia Florestal, Universidade Estadual do Centro-Oeste, BR 153, Km 07, Bairro Riozinho, CEP 84500-000, Irati (PR), Brasil. hillig@hotmail.com

(3) Engenheiro Florestal, Dr., Professor Titular do Departamento de Engenharia e Tecnologia Florestal, Universidade Federal do Parana, Av. Lothario Meissner, 632, CEP 80210-170, Curitiba (PR), Brasil. setsuo@ufpr.br

(4) Engenheiro Florestal, Mestrando pelo Programa de Pos-Graduacao em Ciencias Florestais, Universidade Estadual do Centro-Oeste, BR 153, Km 07, Bairro Riozinho, CEP 84500-000, Irati (PR), Brasil. ly_napoli@hotmail.com
TABELA 1: Delineamento experimental.

TABLE 1: Experimental design.

Tratamento   Proporcao de cada especie (1) (%)

             Pinus   Eucalipto   Bracatinga   Uva-do-
                                               japao

1             50        --           50         --
2             50        --           --         50
3             --        50           50         --
4             --        50           --         50
5             25        25           50         --
6             25        25           --         50
7             --        50           25         25
8             50        --           25         25
9             25        25           25         25
10            100       --           --         --
11 (2)        100       --           --         --
12            50        --           50         --
13            50        --           --         50
14            --        50           50         --
15            --        50           --         50
16 (2)        100       --           --         --

Tratamento   Composicao    Proporcao de    N. de
                            particulas    paineis
                             (1) (%)

1            Monocamada        100           3
2            Monocamada        100           3
3            Monocamada        100           3
4            Monocamada        100           3
5            Monocamada        100           3
6            Monocamada        100           3
7            Monocamada        100           3
8            Monocamada        100           3
9            Monocamada        100           3
10           Monocamada        100           3
11 (2)       Monocamada        100           3
12           Multicamada     20-60-20        3
13           Multicamada     20-60-20        3
14           Multicamada     20-60-20        3
15           Multicamada     20-60-20        3
16 (2)       Multicamada     20-60-20        3
                              TOTAL         48

Em que: (1) Proporcao com base no peso seco de
particulas; (2) Particulas geradas na industria.

TABELA 2: Valores de massa especifica por especie,
com seus respectivos DAPs medios.

TABLE 2: Specific gravity values for species, with
their BHDs.

Especie         [Me.sub.ma]      [Me.sub.mp]        DAP
               (g/[cm.sup.3])   (g/[cm.sup.3])   medio (cm)

Pinus               0,35             0,36          16,40
Eucalipto           0,56             0,58          18,25
Bracatinga          0,59             0,60          19,10
Uva-do-japao        0,58             0,56          15,95

TABELA 3: Valores de massa especifica basica ao teor
de umidade de equilibrio (TUe) e teor de umidade
dos paineis monocamada e multicamada.

TABLE 3: Specific gravity at equilibrium moisture
content and moisture content values of monolayer
and multilayer panels.

Trat       Pinus    Eucalipto   Bracatinga   Uva-do-japao
          (1) (%)    (1) (%)     (1) (%)       (1) (%)

T1          50         --           50            --
T2          50         --           --            50
T3          --         50           50            --
T4          --         50           --            50
T5          25         25           50            --
T6          25         25           --            50
T7          --         50           25            25
T8          50         --           25            25
T9          25         25           25            25
T10         100        --           --            --
T11 (2)     100        --           --            --
T12         50         --           50            --
T13         50         --           --            50
T14         --         50           50            --
T15         --         50           --            50
T16 (2)     100        --           --            --

Trat      Composicao      Me (g/      TUe (%)
                        [cm.sup.3])

T1        Monocamada      0,64 a       7,55
T2        Monocamada      0,66 a       6,23
T3        Monocamada      0,68 a       7,57
T4        Monocamada      0,65 a       7,46
T5        Monocamada      0,63 a       6,67
T6        Monocamada      0,63 a       7,58
T7        Monocamada      0,67 a       8,33
T8        Monocamada      0,66 a       8,87
T9        Monocamada      0,64 a       9,68
T10       Monocamada      0,63 a       8,66
T11 (2)   Monocamada      0,65 a       9,14
T12       Multicamada     0,63 a       7,17
T13       Multicamada     0,64 a       7,49
T14       Multicamada     0,61 a       6,55
T15       Multicamada     0,63 a       8,28
T16 (2)   Multicamada     0,66 a       8,39
            CV (%)         9,13        8,67

Em que: Nas colunas, os valores seguidos das mesmas letras
nao apresentam diferencas estatisticas, com nivel de
significancia de 95%; Trat. = Tratamento; (1) Proporcao
com base no peso seco de particulas; (2) Particulas
geradas na industria; Me = Massa especifica basica
ao TUe; TUe = Teor de umidade de equilibrio.

TABELA 4: Valores medios das propriedades
mecanicas dos paineis confeccionados com misturas
de madeiras das diferentes especies e em duas
composicoes.

TABLE 4: Average values of mechanical properties
of panels made from different wood mixtures
species and two compositions.

Trat.                          Especie

         Pinus    Eucalipto   Bracatinga   Uva-dojapao    Comp
        (1) (%)    (1) (%)     (1) (%)       (1) (%)

T1        50         --           50           --        Homog
T2        50         --           --           50        Homog
T3        --         50           50           --        Homog
T4        --         50           --           50        Homog
T5        25         25           50           --        Homog
T6        25         25           --           50        Homog
T7        --         50           25           25        Homog
T8        50         --           25           25        Homog
T9        25         25           25           25        Homog
T10       100        --           --           --        Homog
T11 *     100        --           --           --        Homog
T12       50         --           50           --        Multic
T13       50         --           --           50        Multic
T14       --         50           50           --        Multic
T15       --         50           --           50        Multic
T16 *     100        --           --           --        Multic

Trat.           Propriedades Mecanicas

         MOR      MOE      LI      APS      APT
        (MPa)    (MPa)    (MPa)    (N)      (N)

T1      7,61    940,42    1,01    551,01   510,05
T2      9,08    1141,04   0,92    590,81   645,39
T3      6,19    923,61    0,85    436,11   464,41
T4      7,88    1134,66   0,84    628,61   576,39
T5      7,09    970,27    0,89    529,52   549,38
T6      8,15    1108,68   1,13    573,49   614,02
T7      7,11    999,27    0,81    589,64   538,02
T8      8,58    1108,50   1,13    582,09   618,17
T9      7,95    1077,09   0,95    612,49   564,44
T10     9,46    1039,06   1,24    605,56   586,11
T11 *   8,35    1417,51   0,57    459,93   474,18
T12     8,89    1070,69   1,04    675,68   539,09
T13     9,67    1128,01   1,28    810,81   676,79
T14     7,33    1029,39   0,92    634,41   511,32
T15     9,99    1320,95   0,99    766,79   576,93
T16 *   10,10   1616,54   0,55    664,02   414,48

Em que: * T11 e T16: Particulas industriais; Trat.
= Tratamento; (1) Proporcao com base no peso das
particulas; Comp. = Composicao do painel; MOR =
Modulo de ruptura; MOE = Modulo de elasticidade;
LI = Ligacao Interna; APS = Arrancamento de
parafuso na superficie do painel; APT =
Arrancamento de parafuso no topo do painel.

TABELA 5: Valores medios das propriedades
mecanicas dos paineis em funcao dos fatores
composicao e mistura.

TABLE 5: Mean values of panels mechanical
properties according to the composition and mixing
factors.

Fator                      Flexao estatica             Tracao
                                                    perpendicular

                           MOR (MPa)   MOE (MPa)       Ligacao
                                                    Interna (MPa)

Composicao   Monocamada     7,69 b     1034,93 b       0,91 b
             Multicamada    8,97 a     1137,25 a       1,06 a
             50 P + 50 B    8,25 a     1005,55 bc      1,03 b
Mistura      50 P + 50 U    9,38 a     1134,52 ab      1,10 a
             50 E + 50 B    6,76 b      976,51 c       0,89 b
             50 E + 50 U    8,94 a     1227,80 a       0,91 b

Fator                      Arrancamento de parafuso

                            SUP (N)    TOPO (N)

Composicao   Monocamada    551,60 b    549,16 a
             Multicamada   717,09 a    576,01 a
             50 P + 50 B   613,33 ab   524, 76 b
Mistura      50 P + 50 U   700,79 a    661,10 a
             50 E + 50 B   535,26 b    487,81 b
             50 E + 50 U   697,68 a    576,65 ab

Em que: As medias seguidas pela mesma letra nao
diferem estatisticamente entre si. Foi aplicado o
Teste de Tukey ao nivel de 95% de significancia;
P: Pinus; E: Eucalipto; B: Bracatinga; U: Uva-dojapao;
MOR = Modulo de ruptura; MOE = Modulo de
elasticidade; SUP = superficie.
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Title Annotation:texto en portugues
Author:Sanches, Felipe Luis; Hillig, Everton; Iwakiri, Setsuo; Napoli, Lygia Maria
Publication:Ciencia Florestal
Date:Apr 1, 2016
Words:5820
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