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Stratification ratio as soil carbon sequestration indicator in macroaggregates of Oxisol under no-tillage/Relacao de estratificacao como indicador do sequestro de carbono em macroagregados de Latossolo sob plantio direto.

INTRODUCAO

Em geral, nos ecossistemas naturais, o conteudo de carbono (C) diminui desde a superficie em direcao as camadas mais profundas do solo, resultando em sua estratificacao no perfil. Este fenomeno, observado em areas com vegetacao natural, ocorre devido ao efeito combinado do continuado aporte superficial dos residuos vegetais animais e a ausencia de mobilizacao do solo. Fenomeno semelhante ocorre no sistema plantio direto (SPD) utilizado de forma ininterrupta (SA & LAL, 2009; FERREIRA et al., 2011).

A camada superficial e a interface vital entre o solo e a atmosfera, a qual recebe grande parte dos fertilizantes e agroquimicos aplicados aos cultivos. Ela esta exposta ao impacto das gotas de chuvas, concentra a maior atividade biologica e e responsavel pelas particoes de agua, gases e energia no agroecossistema. Por essas razoes, a relacao de estratificacao do carbono pode ser usada como indicador da qualidade do solo, porque a materia organica desempenha multiplas funcoes, com destaque para o incremento da sua resistencia a erosao, ao aumento da infiltracao da agua e a retencao de nutrientes (FRANZUEBBERS, 2010).

A relacao de estratificacao (RE) do C organico total (COT) e expressa como uma razao deste elemento entre camadas do solo, que reflete o grau de organizacao e o funcionamento dos ecossistemas. O principio e comparar uma camada superficial, com elevada influencia das praticas de manejo antropicas, com outra camada com baixo impacto dessas praticas. SA & LAL (2009) constataram estreita relacao entre a RE (0-5: 5-10cm) com a taxa de sequestro de C na camada de 0-10cm, sugerindo que ambos os processos ocorrem concomitantemente e, por isso, a RE poderia ser utilizada como indicador do sequestro de C em areas sob SPD.

A RE necessita ser investigada sob clima tropical e subtropical, especialmente quanto ao tipo de solo, a espessura das camadas, ao valor critico e sua relacao com o tempo de adocao de sistemas de manejo do solo. No Brasil, ainda sao escassos os trabalhos investigando a RE em classes de macroagregados de diferentes classes texturais de solo. O objetivo deste trabalho foi avaliar a variacao ([DELTA]) da relacao de estratificacao (RE) de carbono (C) como indicador do sequestro de C total e particulado do solo em macroagregados de dois Latossolos com classes texturais diferentes, manejado em sistema plantio direto por longo prazo.

MATERIAL E METODOS

Descricao da area de estudo

Este trabalho foi desenvolvido em dois solos sob SPD de longa duracao na Fazenda Escola Capao da Onca--FESCON, municipio de Ponta Grossa, PR, Brasil, situada a 990m de altitude, nas coordenadas geograficas de 25[degrees]05'49"LS e 50[degrees]03'11"LW. O primeiro solo e classificado como Latossolo Vermelho Distrofico tipico (EMBRAPA, 2006) com classe textural franco argilo arenosa (232g [kg.sup.-1] de argila) e com declividade media de 5%, denominado neste trabalho como LVTM. O segundo solo e classificado como Latossolo Vermelho Distrofico tipico (EMBRAPA, 2006) com classe textural franco argilosa (401g kg-1 de argila) e com declividade media de 7%, denominado neste trabalho como LVTA. As camadas de amostragem foram 0-5cm e 5-20cm em duas epocas de amostragem (apos colheita do trigo, em outubro de 2007--[E.sub.1]--e apos o manejo mecanico da aveia preta + ervilhaca, em setembro de 2008--[E.sub.2]). Mais detalhes das caracteristicas dos solos foram descritos por FERREIRA et al. (2011).

O clima da regiao e classificado como subtropical umido, mesotermico. No periodo do experimento (outubro de 2007 a setembro 2008), a temperatura media maximafoi de 26[degrees]C e a minima de 13[degrees]C, e a pluviosidade total foi de 1.558mm (IAPAR, 2008).

As lavouras onde foram coletadas as amostras vinham sendo manejadas em SPD por longo prazo (20 anos) com as seguintes rotacoes de cultura: trigo/soja/aveia preta + ervilhaca/milho (LVTM); trigo/ milho/aveia preta+ervilhaca/soja (LVTA). A quantidade de residuos culturais das areas em estudo foi, em media, de 5,16Mg [ha.sup.-1].

Analises quimicas (PAVAN et al., 1992) e granulometricas (EMBRAPA, 1997) na camada de 020cm do solo, realizadas antes da instalacao do experimento, encontram-se na tabela 1.

Estabilidade de agregados

A separacao das classes de agregados foi realizada pelo pre-tratamento das amostras no campo, de acordo com metodologia descrita em BARRETO et al. (2009), na qual se preconiza a classificacao de agregados naturais por tamanho, sendo esses separados em grupos estaveis sob uma forca destrutiva manual aplicada, ou seja, foi aplicada um forca suficiente para romper o agregado no seu ponto de fraqueza. Em laboratorio, as classes de agregados foram separadas por peneiramento umido, de acordo com metodologia descrita por CASTRO FILHO et al. (1998).

Sequencia do fracionamento granulometrico para separacao do carbono organico particulado ([empty set] entre 53-250[micro]m)

Cada classe de agregados (diametro entre 8-19, 4- 8, 2-4, 1-2, 0,5-1 e 0,25-0,5mm) foi dividida em duas subamostras, sendo uma parte para determinacao do C organico total e a outra para o fracionamento fisico para retirada do carbono organico particulado (COP), que corresponde a fracao da Mo compreendida entre 53[micro]m-250[micro]m de diametro. Na fracao particulada foi determinado o conteudo de C. O fracionamento fisico da MO foi realizado de acordo com metodologia descrita por FELLER (1994).

Determinacao de COT e COP

As amostras de solo foram finamente moidas em gral de porcelana. O conteudo de COT e COP nas classes de agregados foi determinado por combustao seca, utilizando um analizador elementar de C (TruSpec CN LECO[R] 2006, St. Joseph, EUA). Para determinar a densidade do solo, amostras indeformadas foram coletadas nas camadas de 0-5 e 5-20cm, com aneis volumetricos com dimensoes de 5cm de diametro e 4 cm de altura (EMBRAPA, 1997).

Calculo da relacao de estratificacao do carbono

A RE foi calculada conforme proposto por Franzluebbers (2002), sendo o conteudo de C da camada superficial do solo (0-5cm) dividido pelo valor daqueles da camada subsuperficial (5-20cm). A variacao temporal da RE ([DELTA] RE) foi obtida pela diferenca entre a RE determinada na segunda epoca ([E.sub.2]--setembro de 2008) e a RE da primeira ([E.sub.1]--outubro de 2007). Da mesma forma, determinou-se a variacao temporal do estoque de COT ([DELTA] COT), que corresponde a taxa de sequestro no solo.

Analise estatistica

Os ensaios foram desenvolvidos em delineamento inteiramente casualizado com doze repeticoes. Os resultados obtidos foram submetidos ao teste de Tukey a 5% de significancia, com o software SASM Agri (CANTERI et al., 2001). Para a obtencao das curvas de respostas, foi utilizado o procedimento da analise de regressao, utilizando-se o programa JMP IN[R] Version 3.2.1 (SALL et al., 2005), com o teste F a 5% de significancia.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Conteudo de carbono e relacao de estratificacao

No solo com classe textural franco-argiloarenosa (LVTM), o conteudo medio do COT na camada 0-5cm apresentou um incremento de 26,61% em relacao a camada 5-20cm. Nesse mesmo solo, o conteudo medio do COP na camada 0-5cm apresentou um incremento de 52,89% em relacao a camada 5-20cm (Tabela 2). No solo com classe textural franco-argilosa (LVTA), os conteudos medios de COT e COP nao apresentaram diferencas significativas entre as camadas.

Na classe de agregados com diametro entre 19-8mm, observou-se, na camada de 0-5cm do LVTM, um incremento de 9,60% no teor de C da primeira para segunda epoca de coleta, enquanto, na camada 5-20cm, esse incremento foi de 16,38% (Tabela 2). Constatouse, na classe de agregados entre 0,25-0,5mm, menores valores de C nos dois compartimentos analisados (COT e COP) em ambas as epocas e camadas do LVTA, porem, no LVTM, isso ocorreu apenas para o compartimento de COT (Tabela 2). Esses resultados sao semelhantes aos encontrados por CANALLI (2009) na mesma regiao de estudo, na qual o autor observou aumento do COT nos macroagregados (diametro entre 19-8mm). Em outras regioes do pais, esse efeito tambem foi constatado. ASSIS et al. (2006), em Minas Gerais, e NICOLOSO (2009), no Rio Grande do Sul, observaram teores mais elevados de COT nos macroagregados maiores do que 4mm.

No presente estudo, fica evidente o incremento de C nos macroagregados no solo manejado sob SPD por longo prazo, principalmente na classe de 8-19mm de diametro (Tabela 2). BAYER et al. (2011) afirmaram que o aumento da macroaggregacao melhorou a estabilizacao e, consequentemente, a fixacao de C dentro dos agregados. Isso ocorre porque, no SPD, nao ocorre o constante fraturamento dos macroagragados, provocado pelo preparo mecanico do solo, ou este fica restrito as linhas de semeadura. Em consequencia, a entrada de O atraves das trocas gasosas com o ar atmosferico e sensivelmente reduzida, criando um ambiente menos oxidativo no interior dos agregados. Assim, a exposicao da MOS ao ataque microbiano e minimizada, permitindo que os agentes de agregacao atuem como ligantes na formacao de macroagregados (BAYER et al., 2011).

Considerando a media de todas as classes de agregados estudadas neste experimento, observase uma variacao da RE do COT de 1,07 a 1,60 e do COP de 1,15 a 3,49. Como o principio da RE e comparar uma camada superficial com elevada influencia das praticas de manejo antropicas com outra camada com baixo impacto dessas praticas, as variacoes na RE dentro dos compartimentos (COT e COP) indica o grau de organizacao e funcionamento dos diferentes ecossistemas. Na classe dos macroagregados com diametro de 8-19mm, observa-se uma media geral da RE do COT de 1,22 ([+ or -] 0,23), observacoes estas rafiticadas por CANALLI (2009), que, em SPD de longa duracao, na mesma regiao do estudo, tambem encontrou a media de 1,23 de RE.

A RE media de COT no LVTM foi de 1,40 ([+ or -] 0,31), enquanto que no LVTA foi de 1,14 ([+ or -] 0,24), enquanto a RE media de COP no LVTM foi de 2,39 ([+ or -] 1,57) e no LVTA foi de 1,43 ([+ or -] 0,53) (Tabela 2). Esse comportamento indica que, no LVTM, a taxa de conversao do C dos residuos culturais foi superior a do LVTA. Isso indica que a acao dos agentes temporarios (raizes e hifas de fungos), assim como a quantidade de carbono liberado por essas raizes no ambiente interno dos agregados, garantiu maior intensidade de formacao destes macroagregados e, em consequencia, maior protecao do carbono (SA et al., 2010; BAYER et al., 2011; VEZZANI & MIF.I.NICZUK (2011). A acao desses agentes temporarios, em especial de fungos micorrizicos arbusculares, em areas manejadas com SPD de longa duracao, representa um importante fator de incremento da recuperacao de C adicionado nos macroagregados (WHITE & RICE, 2009).

[FIGURE 1 OMITTED]

Relacao de estratificacao e a taxa de sequestro de C

A correlacao entre o delta da relacao estratificacao e a taxa de sequestro de C na camada de 0-5cm foi significativa em ambos os solos estudados (Figura 1). Resultados semelhantes foram obtidos por CANALLI (2009), que tambem constatou esse efeito nos macroagregados com diametro de 19-8mm, demonstrando que a RE acompanhou o aumento do estoque de COT no solo, confirmando, assim, a hipotese sobre o uso deste parametro como indicador do sequestro de C no solo manejado sob SPD. O SPD contribuiu diretamente para a adicao continua de carbono pelos residuos organicos e sua decomposicao, enriquecendo a camada superficial do perfil do solo. Segundo SA & LAL (2009) e FRANZUEBBERS (2010), a elevada RE de C reflete diretamente ao solo uma alta qualidade superficial, que aumenta a infiltracao da agua no perfil e a estabilidade de agregados.

Segundo SA et al. (2010), a maior porcentagem de COT e COP nas classes de macroagregados maiores que 8mm tem forte influencia da atividade de raizes e de fungos saprofiticos, por causa das condicoes favoraveis que a cobertura do solo promove. Os autores afirmam que esse aumento da porcentagem dos macroagregados indica melhor qualidade da estrutura do solo, pela formacao de mais planos de fraqueza por onde as raizes exploram o espaco poroso.

No compartimento de COT, a equacao de regressao entre o [DELTA] RE e o [DELTA] do conteudo de COT no LVTM foi significativa nas classes de agregados com diametro de 19-8, 8-4, 4-2, 1-0,5 e 0,5-0,25mm. Por outro lado, no LVTA, essa relacao somente foi significativa para as classes de agregados com diametro de 19-8 e 0,5-0,25mm. No compartimento de COP, o LVTM apresentou relacao significativa nos agregados das classes de 19-8, 4-2, 1-0,5 e 0,5-0,25mm de diametro. No LVTA, essa relacao nao foi significativa somente para os agregados da classe de 2-1mm de diametro (Tabela 3). Esses resultados evidenciam que o conteudo de COT e COP esta intimamente relacionado com a estratificacao do C dentro das classes de agregados desses compartimentos.

No compartimento particulado, essa relacao foi mais acentuada, principalmente no LVTA, pois, conforme BAYER et al. (2011), a estabilizacao da MOP depende fortemente da textura do solo, ou seja, com aumento no teor de argila, ocorre um incremento no teor de C no interior dos agregados, favorecendo, dessa forma, o acumulo de carbono.

CONCLUSAO

A correlacao linear significativa entre o delta da relacao de estratificacao do carbono organico total e particulado com o delta do estoque de carbono indicou aumento no sequestro de carbono nos macroagregados nos dois solos estudados. Os resultados obtidos permitem confirmar a hipotese da relacao de estratificacao ser um indicador sensivel para a avaliacao da taxa de sequestro de carbono organico total e particulado em macroagregados do solo manejado sob sistema plantio direto.

REFERENCIAS

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Ademir de Oliveira Ferreira (I) Joao Carlos de Moraes Sa (II) Monica Gabrielle Harms (II) Simone Miara (II) Clever Briedis (II) Caio Quadros Netto (II) Josiane Burkner dos Santos (II) Lutecia Beatriz dos Santos Canalli (III) Carlos Tadeu dos Santos Dias (IV)

(I) Departamento de Solos, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Av. Roraima 1000, 97105-900, Santa Maria, RS, Brasil. Email: aoferreira1@yahoo.com.br. Autor para correspondencia.

(II) Departamento de Solos e Engenharia Agricola, Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Ponta Grossa, PR, Brasil.

(III) Instituto Paranaense de Assistencia Tecnica e Extensao Rural--EMATER, Ponta Grossa, PR, Brasil.

(IV) Departamento de Ciencias Exatas, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), Piracicaba, SP, Brasil.

Recebido para publicacao 01.09.11 Aprovado em 03.02.12 Devolvido pelo autor 16.03.12 CR-5942
Tabela 1--Caracterizacao quimica e fisica do Latossolo Vermelho
distrofico tipico nas duas classes texturais.

                                        H +
Classe            Prof.   pH            [Al.sup.+3]    [Al.sup.+3]
textural
                  (cm)    (Ca             [mmol.sub.c] [dm.sup.-3]
                          [Cl.sub.2])

LVTM ([dagger])   0-20    5,2           50             2,0
LVTA ([dagger]    0-20    5,3           65             1,5
  [dagger])

Classe            [Ca.sup.+2]   [Mg.sup.+2]   [K.sup.+]   P*
textural
                           [mmol.sub.c] [dm.sup.-3]       mg
                                                          [dm.sup.-3]

LVTM ([dagger])   31,0          20,0          3,0         1,4
LVTA ([dagger]    30,0          15,0          4,0         1,9
  [dagger])

Classe            C      Areia Silte   Argila
textural
                        g [kg.sup.-1]

LVTM ([dagger])   14,0   667 101       232
LVTA ([dagger]    20,0   507,5 91,5    401
  [dagger])

([dagger]) Latossolo Vermelho Distrofico tipico, com classe textural
franco argilo arenosa ; ([dagger][dagger]) Latossolo Vermelho
Distrofico tipico, com classe textural franco argilosa ;
([dagger][dagger][dagger]) [Mehlich.sup.-1].

Tabela 2--Conteudo de carbono e relacao de estratificacao nos
compartimentos COT e COP das classes de agregados nos dois
Latossolos estudados.

                        Classe de agregado, mm

Epoca         19-8       8-4         4-2          2-1

                           LVTM ([dagger])

                           COT (1) (0-5cm)

[E.sub.1]   17,79Aa    17,25Aa    19,09Aa     19,08Aa
[E.sub.2]   19,68Aa    15,80BCa   17,15Bb     16,86Bb

                             COT (5-20cm)

[E.sub.1]   12,50Aa    12,64Aa    12,54Aa     11,97ABa
[E.sub.2]   14,95Aa    12,74ABa   12,47ABCa   12,45ABCa

                  Relacao de estratificacao (0-5: 5-20)

[E.sub.1]   1,44ABa    1,41ABa    1,53ABa     1,60Aa
[E.sub.2]   1,38Aa     1,27Aa     1,41Aa      1,45Aa

                           COP (2) (0-5cm)

[E.sub.1]   9,19Aa     10,29Aa    10,00Aa     10,25Aa
[E.sub.2]   8,58Aa     8,61Aa     10,56Aa     10,11Aa

                             COP (5-20cm)

[E.sub.1]   4,07Aa     4,66Aa     5,29Aa      4,91Aa
[E.sub.2]   4,69ABa    5,61Aa     5,09ABa     4,23Ba

                  Relacao le estratificacao (0-5:5-20)

[E.sub.1]   2,41Aa     2,39Aa     2,15Aa      2,62Aa
[E.sub.2]   1,92Ba     1,92Bb     2,18Ba      2,68ABa

                       LVTA ([dagger][dagger])

                              COT (0-5cm)

[E.sub.1]   22,58ABa   20,00BCa   23,51Aa     24,33Aa
[E.sub.2]   22,72Aa    21,17ABa   21,37Ab     21,23ABb

                              COT (5-20cm)

[E.sub.1]   19,15ABb   18,70ABa   20,28Aa     19,87Aa
[E.sub.2]   23,30Aa    19,48ABa   18,55 Ba    18,95 Ba

                  Relacao de estratificacao (0-5:5-20)

[E.sub.1]   1,18Aa     1,07Aa     1,16Aa      1,23Aa
[E.sub.2]   0,99Ab     1,10Aa     1,24Aa      1,15Aa

                              COP (0-5cm)

[E.sub.1]   14,37Aa    11,37Ba    11,49Ba     11,59Ba
[E.sub.2]   11,82Aa    10,05Aa    10,90Aa     11,48Aa

                              COP (5-20cm)

[E.sub.1]   10,85Aa    7,25CDa    9,73ABa     8,35BCa
[E.sub.2]   11,85Aa    7,25Ba     8,10Bb      7,50Ba

                   Relacao de estratificacao (0-5:5-20)

[E.sub.1]   1,41Aa     1,64Aa     1,20Aa      1,45Aa
[E.sub.2]   1,15Aa     1,41Ab     1,37Aa      1,68Aa

                 Classe de agregado, mm

Epoca        1-0,5     0,5-0,25    Media

                     LVTM ([dagger])

                     COT (1) (0-5cm)

[E.sub.1]   13,96Ba    12,04Ba    16,53a
[E.sub.2]   13,71Ca    11,10Da    15,71a

                       COT (5-20cm)

[E.sub.1]   11,47ABa   9,03Ba     11,69a
[E.sub.2]   10,34BCa   8,97Ca     11,98a

                 Relacao de estratificacao
                      (0-5: 5-20)

[E.sub.1]   1,34Ba     1,34Ba     1,40 (3)
[E.sub.2]   1,35Aa     1,29Aa

                     COP (2) (0-5cm)

[E.sub.1]   9,03Aa     8,62Aa     9,56a
[E.sub.2]   10,22Aa    8,54Aa     9,43a

                      COP (5-20cm)

[E.sub.1]   3,88Aa     3,72Aa     4,42a
[E.sub.2]   3,13ABa    4,36ABa    4,52a

                 Relacao le estratificacao
                       (0-5:5-20)

[E.sub.1]   2,53Aa     2,47Aa     2,39 (4)
[E.sub.2]   3,49Aa     1,98Ba

                  LVTA ([dagger][dagger])

                        COT (0-5cm)

[E.sub.1]   19,80Ca    14,72Da    20,82a
[E.sub.2]   19,00Ba    14,44Ca    19,98a

                       COT (5-20cm)

[E.sub.1]   17,35Ba    13,20Ca    18,09b
[E.sub.2]   16,42 Ba   12,23Ca    21,24a

                 Relacao de estratificacao
                       (0-5:5-20)

[E.sub.1]   1,14Aa     1,12Aa     1,14 (5)
[E.sub.2]   1,17Aa     1,19Aa

                       COP (0-5cm)

[E.sub.1]   10,57BCa   8,60Ca     11,33a
[E.sub.2]   10,22Aa    8,54Aa     10,57a

                       COP (5-20cm)

[E.sub.1]   6,99CDa    6,01Da     7,92a
[E.sub.2]   7,07Ba     6,75Ba     8,08a

                 Relacao de estratificacao
                        (0-5:5-20)

[E.sub.1]   1,54Aa     1,46Aa     1,43 (6)
[E.sub.2]   1,55Aa     1,38Aa

([dagger]) Latossolo Vermelho Distrofico tipico, com classe textural
franco argilo arenosa; ([dagger][dagger]) Latossolo Vermelho
Distrofico tipico, com classe textural franco argilosa. (1) COT/
carbono organico total; (2) COP/carbono organico particulado. Medias
seguidas por letras iguais, minusculas nas colunas e maiusculas nas
linhas, nao diferem entre si pelo teste de Tukey, a 5% de
significancia. Comparacao entre epocas na coluna e comparacao entre
classes de agregados na linha. (3) Media= (RE do COT da [E.sub.1] +
RE do COT da [E.sub.2] da LVTM)/2; (4) Media= (RE do COP da
[E.sub.1] + RE do COP da [E.sub.2] da LVTM)/2; (5) Media= (RE do COT
[E.sub.1] + RE do COT [E.sub.2] da LVTA)/2; (6) Media= (RE do COP
[E.sub.1] + RE do COP [E.sub.2] da LVTA)/2.

Tabela 3--Equacoes de regressao entre a variacao do COT ([DELTA]
COT([section])) e variacao do COP ([DELTA] COP([section])) com o
delta da RE([section][section]).

                      Classe de
Comp.    Classe       agregado
(tipo)   textural     (mm)         Equacao

COT      LVTM         19-8         [DELTA] COT= 5,80 + 6,71 [DELTA] RE
         ([dagger])   8-4          [DELTA] COT= -0,76 + 4,98 [DELTA] RE
                      4-2          [DELTA] COT= -1,16 + 6,10 [DELTA] RE
                      2-1          [DELTA] COT= -193 + 1,89 [DELTA] RE
                      1-0,5        [DELTA] COT= -0,28 + 3,96 [DELTA] RE
                      0,5-0,25     [DELTA] COT= -0,68 + 5,12 [DELTA] RE
         LVTA         19-8         [DELTA] COT= 1,49 + 7,31 [DELTA] RE
         ([dagger]    8-4          [DELTA] COT= 1,08+ 4,14 [DELTA] RE
         [dagger])    4-2          [DELTA] COT= -2,26 + 1,56 [DELTA] RE
                      2-1          [DELTA] COT= -2,76 + 4,70 [DELTA] RE
                      1-0,5        [DELTA] COT= -0,89 + 2,53 [DELTA] RE
                      0,5-0,25     [DELTA] COT= -0,55 + 3,60 [DELTA] RE

COP      LVTM         19-8         [DELTA] COP= 0,18 + 1,60 [DELTA] RE
                      8-4          [DELTA] COP= -0,83 + 1,78 [DELTA] RE
                      4-2          [DELTA] COP= 0,49 + 2,46 [DELTA] RE
                      2-1          [DELTA] COP= -0,20 + 1,09 [DELTA] RE
                      1-0,5        [DELTA] COP= -0,36 + 1,59 [DELTA] RE
                      0,5-0,25     [DELTA] COP= 1,26 + 2,74 [DELTA] RE
         LVTA         19-8         [DELTA] COP= -1,70 + 3,23 [DELTA] RE
                      8-4          [DELTA] COP= -0,77 + 2,37 [DELTA] RE
                      4-2          [DELTA] COP= -1,46 + 5,20 [DELTA] RE
                      2-1          [DELTA] COP= -0,29 + 0,79 [DELTA] RE
                      1-0,5        [DELTA] COP= -0,38 + 2,92 [DELTA] RE
                      0,5-0,25     [DELTA] COP= -0,15 + 2,77 [DELTA] RE

                      Classe de                  Nivel de
Comp.    Classe       agregado                 significancia
(tipo)   textural     (mm)         [R.sup.2]        (p)

COT      LVTM         19-8           0,43           0,02
         ([dagger])   8-4            0,31           0,06
                      4-2            0,36           0,04
                      2-1            0,12           0,26
                      1-0,5          0,25           0,09
                      0,5-0,25       0,62           0,002
         LVTA         19-8           0,40           0,02
         ([dagger]    8-4            0,16           0,18
         [dagger])    4-2            0,09           0,35
                      2-1            0,14           0,21
                      1-0,5          0,03           0,55
                      0,5-0,25       0,40           0,02

COP      LVTM         19-8           0,28           0,07
                      8-4            0,18           0,17
                      4-2            0,64           0,001
                      2-1            0,17           0,18
                      1-0,5          0,47           0,01
                      0,5-0,25       0,54           0,006
         LVTA         19-8           0,41           0,01
                      8-4            0,25           0,09
                      4-2            0,49           0,01
                      2-1            0,04           0,51
                      1-0,5          0,44           0,01
                      0,5-0,25       0,56           0,005

([section]) Delta COT (A COT) e delta COP (A COP) representa o C
acumulado calculado pela diferenca do estoque: estoque de C na
[E.sub.2]--estoque de C na [E.sub.1]; ([section][section])delta da RE
(0-5:5-20cm) representa a variacao da RE entre a [E.sub.2]-
[E.sub.1]. ([dagger]) Latossolo Vermelho Distrofico tipico, com
classe textural franco argilo arenosa ;; ([dagger][dagger])
Latossolo Vermelho Distrofico tipico, com classe textural franco
argilosa.
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Author:de Oliveira Ferreira, Ademir; de Moraes Sa, Joao Carlos; Harms, Monica Gabrielle; Miara, Simone; Bri
Publication:Ciencia Rural
Date:Apr 1, 2012
Words:4618
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