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Stability and adaptability of cotton genotypes of colorful fibers in relation to the fiber characters/Estabilidade e adaptabilidade de genotipos de algodao de fibra colorida quanto aos caracteres de fibra.

INTRODUCAO

A cultura do algodao tem relevancia para a economia brasileira e mundial, principalmente devido a obtencao da fibra textil. No Brasil, o quinto produtor mundial, a producao concentra-se no Centro-Oeste. Porem, no Nordeste, o algodao e tambem uma cultura de importancia socioeconomica, sendo cultivado em regime de sequeiro ou de irrigacao. No entanto, sua exploracao em sequeiro constitui-se em uma atividade de risco devido a ma distribuicao das chuvas na regiao.

A producao de fibra de algodao no Brasil sempre se baseou no cultivo de cultivares de fibra branca, havendo cultivares de grande potencial produtivo e de boas caracteristicas de fibra. Durante o seculo 20, o melhoramento do algodoeiro foi direcionado, em sua maioria, ao algodao branco. Ja o de algodao de fibra colorida foi usado apenas artesanalmente ou como planta ornamental, principalmente nos Estados da Bahia e de Minas Gerais. Com o maior interesse na fibra colorida na Regiao Nordeste algumas cultivares de fibra colorida foram produzidas e sao cultivadas na Regiao.

O linter e a fibra dos algodoes tetraploides ocorrem em cores que vao do branco a varias tonalidades de verde e marrom. Enquanto Gossypium hirsutum L. tipicamente possui fibra branca, G. barbadense L. frequentemente possui fibra creme (PERCY & KOHEL,1999). A heranca da coloracao da fibra normalmente e controlada por um gene dominante, mas com alelos em locos diferentes. O gene verde e controlado pelos alelos de um unico locus Lg, no cromossomo 15 do genoma D do algodao americano (G. hirsutum L.). O gene que controla a coloracao marrom em suas varias tonalidades e encontrado nos algodoes do velho e do novo mundo, com varios alelos identificados. Assim, sendo a cor do algodao controlada por genes maiores, o melhoramento dessa caracteristica e simples, porem deve-se levar em conta que algumas tonalidades sao fortemente influenciadas pelo ambiente (luz solar, tipo de solo, ano). Entre as tonalidades, a verde e a mais influenciada pelo ambiente, enquanto a creme e a marrom sao as mais estaveis.

A interacao genotipos x ambientes (G x A) e um dos maiores desafios no melhoramento de plantas, tanto nos procedimentos de selecao quanto na recomendacao de cultivares, sendo que os melhoristas normalmente procuram por genotipos estaveis e produtivos (SUINAGA et al., 2006). Estudos de interacao G x A em algodao sao escassos no Brasil, principalmente para algodao com fibra colorida, sendo a maioria deles efetuados na Regiao Nordeste (MOREIRA et al., 1983; SANTANA et al., 1983; CARVALHO et al., 1995; FARIAS et al., 1997) e apenas alguns realizados na Regiao Centro-Oeste: SOBREIRA et al. (2003); MORELLO et al. (2005); SOUZA et al. (2006); e SILVA FILHO et al. (2008). NG et al. (2013) estudaram a adaptabilidade de 31 genotipos de algodoeiro no Texas, conseguindo-se identificar os melhores locais para avaliacao de rendimento, percentagem de fibra, resistencia e comprimento de fibra. Estes autores encontraram ainda associacao positiva entre producao e percentagem de fibra e negativa entre caracteres de producao e comprimento de fibra.

O objetivo deste trabalho foi verificar a presenca de interacao genotipos x ambientes e determinar a adaptabilidade e estabilidade fenotipica de 11 genotipos de algodao (G. hirsutum L. r. latifolium Hutch) de fibra marrom, em regime irrigado e de sequeiro, utilizando o modelo proposto por EBEHART & RUSSELL (1966).

MATERIAL E METODOS

Foram conduzidos sete experimentos nos estados do CE, RN, GO e MS. Dois experimentos foram conduzidos em Barbalha-CE, nos anos de 2010 e 2011, cultivados na estacao da seca e irrigados por sulco durante todo o ciclo; dois em Apodi-RN, nos mesmos anos, cultivados no periodo das chuvas, porem com tres irrigacoes complementares de 15mm cada, devido a estiagem ocorrida na regiao; um em Ipanguassu-RN, irrigado por aspersao durante todo o ciclo; um em Itaquirai-MS e outro em Santa Helena-GO, ambos em regime de sequeiro.

Foram utilizadas nove linhagens de fibra de cor marrom e duas testemunhas. Estas sao a 'BRS Rubi', cultivar de fibra marrom escura, e a 'BRS Aroeira'de fibra branca. A cultivar 'BRS Rubi' possui a fibra marrom mais escuro entre todas as outras com bastante acumulo de pigmentos relativos a essa cor. Todas as outras nove linhagens de fibra colorida sao originarias de cruzamentos da 'BRS Rubi' com cultivares de fibra branca, em programas de melhoramento genetico, e utilizadas em plantios no Brasil. A fibra destas linhagens e de um marrom mais claro, portanto com menos acumulo de pigmentos na fibra.

Os ensaios foram conduzidos em blocos casualizados com quatro repeticoes. Cada parcela foi composta por duas linhas de 5,0m espacadas em 1,0m. Os caracteres avaliados foram comprimento em termos de uniformidade do comprimento de fibra (UHM), uniformidade da fibra (%) (UNI), resistencia da fibra em gf/tex (RES), finura da fibra em "micronaire" (FIN), maturidade da fibra (%) (MAT), percentagem de fibra (%) (PF) e indice de fibras curtas (%) (IFC). Na colheita foram retirados 20 capulhos para a determinacao dos caracteres de fibra realizada em HVI ("High volume instrument"), o aparelho eletronico atualmente utilizado para medicao dos caracteres de fibra.

Foi realizada analise individual, obtendo-se o quadrado medio residual de cada experimento. Como a razao entre o maior e o menor quadrado medio nao ultrapassou sete, os ensaios puderam ser analisados conjuntamente (GOMES, 1987). A analise de adaptabilidade e estabilidade foi realizada pelo modelo de regressao proposto por EBEHART & RUSSELL (1966). As analises dos dados foram realizadas no programa GENES (CRUZ 2006). Adotou-se o modelo de regressao linear [Y.sub.ij] = [[beta].sub.0] + [[beta].sub.1i] [I.sub.j] + [[delta].sub.ij] + [[epsilon].sub.ij], sendo [Y.sub.ij], a media do genotipo i no ambiente j; [[beta].sub.0i], a media geral do genotipo i; [[beta].sub.1i], o coeficiente de regressao linear que mede a resposta do i-esimo genotipo a variacao ambiental; [I.sub.j], o indice ambiental codificado ([[SIGMA].sub.j], [I.sub.j] = 0 ); [[delta].sub.i], o desvio da regressao; e [[epsilon].sub.ij], o erro experimental medio.

RESULTADOS E DISCUSSAO

A interacao G x A das onze linhagens avaliadas e evidenciada pela analise de variancia na tabela 1. Observa-se que ha variabilidade entre os materiais avaliados, devido a significancia estatistica para genotipos em relacao a todas as caracteristicas de fibra avaliadas. A interacao G x A tambem foi significativa para todos os caracteres de fibra avaliados, evidenciando que as linhagens se comportam diferentemente nos varios ambientes. Esta mudanca de ordem de performance dos materiais foi verificada para as diversas linhagens avaliadas, com destaque para as linhagens 1, 2, 3, 4 e 8 para determinados caracteres (Figura 1).

O genotipo 1, quando avaliado para o indice de fibras curtas, respondeu ao ambiente favoravel e obteve media igual a da 'BRS Rubi', que obteve uma das maiores medias, com [R.sup.2] de 0,98 (Tabela 2). Os genotipos 1 e 10 respondem bem a melhoria de ambiente quanto a porcentagem de fibra com [R.sup.2] =0,98, em relacao ao genotipo 10, 'BRS Aroeira', embora em ambiente favoravel, este ultimo apresente media estatisticamente maior que os outros citados. Quanto a resistencia da fibra, a linhagem 1 apresenta resposta positiva a melhoria do ambiente e obteve media inferior a da testemunha 'BRS Aroeira' quando avaliado em ambiente favoravel. A linhagem 2, quanto a maturidade da fibra, responde a melhoria de ambiente, embora sua media nesta condicao seja inferior estatisticamente a da 'BRS Aroeira'. A linhagem 3 respondeu significativamente a melhoria de ambiente com [R.sup.2] =0,89, em relacao a finura da fibra, porem apresentou media inferior a da testemunha 'BRS Aroeira' em ambiente favoravel. A linhagem 4 apresentou media de comprimento da fibra superior a da 'BRS Rubi', mas responde bem ao ambiente favoravel, chegando a obter media proxima a 'BRS Aroeira', com um coeficiente de confiabilidade de [R.sup.2] =0,96. Para uniformidade da fibra, o genotipo 8 respondeu a melhoria de ambiente, apresentando media igual a da cultivar 'BRS Rubi', mas responde muito bem a melhoria de ambiente e e sensivel a ambientes desfavoraveis.

Quando avaliadas no ambiente mais favoravel (Tabela 3), diversas linhagens demonstraram bom comportamento, com medias proximas e/ou superiores as das testemunhas. Neste ambiente, a testemunha 'BRS Aroeira' se sobressaiu sobre os demais genotipos para todas as caracteristicas, com excecao do IFC, que apresentou a menor media, porem nao diferindo estatisticamente de outras oito linhagens. Menor indice de fibras curtas e desejavel. Para todas as caracteristicas, houve alguma linhagem superior a cultivar 'BRS Rubi', sendo algumas com medias significativamente iguais a 'BRS Aroeira'. Entre estas, destacam-se os genotipos 4, 5, 8 e 9, pois estes apresentaram medias significativamente mais elevadas para dois caracteres avaliados.

O baixo valor de [R.sup.2] encontrado para a cultivar 'Rubi', quanto a resistencia da fibra, pode ser explicado pela possivel nao linearidade da variacao em relacao as variaveis ambientais, no caso da fibra colorida e em particular da cultivar 'BRS Rubi', que possui grande acumulo de pigmento marrom na fibra. Na analise de variancia, nao houve muita variacao residual, pois foi baixo o coeficiente de variacao para a resistencia da fibra. Fato semelhante ocorreu com o comprimento e a uniformidade da fibra para a mesma cultivar.

Segundo CARVALHO & SANTOS (2003), a selecao para cores mais intensas piora as caracteristicas de fibra. Neste trabalho, a cultivar 'BRS Rubi' possui a fibra mais escura entre as demais linhagens. Observa-se que a cultivar 'BRS Rubi' obteve as menores medias para comprimento da fibra, uniformidade do comprimento, resistencia da fibra e percentagem de fibra. Ja a testemunha, 'BRS Aroeira', obteve as maiores medias para a maioria das caracteristicas avaliadas como comprimento da fibra, uniformidade da fibra, resistencia da fibra e maturidade da fibra. Porem, para indice de fibras curtas, esta cultivar apresentou a media mais baixa dentre os genotipos, o que e desejavel. Dentre as linhagens resultantes do programa de melhoramento, algumas apresentaram medias superiores a cultivar 'BRS Rubi', evidenciando a melhoria genetica dos genotipos, ja que estes sao originarios do cruzamento da 'BRS Rubi' com cultivares de fibra branca.

Quanto a analise de adaptabilidade e estabilidade, observou-se, na tabela 4, que a cultivar 'BRS Aroeira' apresentou [beta] significativamente igual a 1 para certos caracteres, evidenciando a ampla adaptabilidade deste genotipo. Esta cultivar apresentou adaptabilidade a ambientes desfavoraveis para comprimento de fibra, indice de fibras curtas e percentagem de fibra, e tambem a ambientes favoraveis, pois obteve a maior media para seis caracteres em ambientes favoraveis. Embora a cultivar 'BRS Rubi' possua medias menores que as demais coloridas para muitos caracteres em ambientes favoraveis, esta responde a melhoria de ambiente para varios caracteres. As linhagens, em geral, apresentaram adaptabilidade ampla para a maioria das caracteristicas. Para as linhagens 1, 2, 3, 4, 5 e 7, obteve-se [beta] significativamente superior a 1 para certos caracteres, demonstrando capacidade de resposta a melhoria de ambiente. Entre estas, destacam-se a 1 e a 4, que apresentaram este comportamento para mais de uma caracteristica. A linhagem 1 mostrou adaptabilidade a ambientes favoraveis para resistencia da fibra, indice de fibras curtas e percentagem de fibras. Ja para a linhagem 4, este comportamento foi observado para os caracteres comprimento e percentagem de fibras.

Segundo CRUZ et al. (2004), indices de estabilidade igual a zero ou proximo de zero evidenciam previsibilidade na expressao fenotipica do carater. Dentre as caracteristicas avaliadas, a percentagem de fibra mostrou ser de baixa previsibilidade, sendo nove genotipos com [[sigma].sup.2.sub.di] significativamente diferente de zero (Tabela 5). Ja o indice de fibras curtas apresentou alta previsibilidade, sendo somente o genotipo 4 de baixa previsibilidade para esta caracteristica. Certas linhagens mostraramse previsiveis para todas as caracteristicas, como os genotipos 1 e 5. Porem, outras linhagens, como a 2 e a 3, demonstraram serem pouco previsiveis para 4 das caracteristicas.

Os resultados evidenciam a complexidade da interacao quando se trata de fibra colorida, fazendo com que se tenha que avaliar os genotipos em amostras adequadas de ambientes para os quais os materiais estao sendo desenvolvidos. As variaveis ambientais sao classificadas como previsiveis e imprevisiveis (ALLARD & BRADSHAW, 1964). Tipos de solo e data de plantio, por exemplo, estao na primeira categoria mas chuvas, temperatura e umidade relativa, por outro lado, na segunda. Os fatores imprevisiveis contribuem para a interacao de genotipos com locais e anos (FEHR, 1987). Estes resultados sugerem que, como constantemente sao lancadas cultivares devido a nova cor que apresentam, e necessario avalia-las em mais locais e anos. Grandes mudancas na performance dos genotipos em diferentes locais sugerem que e desejavel desenvolver genotipos para diferentes locais.

CONCLUSAO

A interacao genotipos x ambientes se faz presente para a maioria dos caracteres de fibra do algodoeiro de fibra colorida e e de natureza complexa, ja que ha variacao no ordenamento dos genotipos nos varios ambientes. As linhagens, em geral, apresentaram adaptabilidade ampla para a maioria das caracteristicas de fibra. Dentre estas, as 1, 2, 3, 4, 5 e 7 demonstraram capacidade de resposta a melhoria de ambiente, com destaque para 1 e 4, que apresentaram este comportamento para mais de uma caracteristica. O indice de fibras curtas mostrou ser uma caracteristica de alta previsibilidade. Quanto as linhagens, os genotipos 1 e 5 mostraram-se previsiveis para todas as caracteristicas avaliadas.

http://dx.doi.org/10.1590/0103-8478cr20130237

REFERENCIAS

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Luiz Paulo de Carvalho (I) * Caio Cesio Salgado (II) Francisco Jose Correia Farias (I) Vinicius Quintao Carneiro (III)

(I) Centro Nacional de Pesquisa de Algodao (CNPA), Embrapa Algodao, 58107-720, Campina Grande, PB, Brasil. E-mail: luiz.carvalho@embrapa.br. *Autor para correspondencia.

(II) Monsanto, Uberlandia, MG, Brasil.

(III) Universidade Federal de Vicosa (UFV), Vicosa, MG, Brasil.

Recebido 22.02.13 Aprovado 07.07.14 Devolvido pelo autor 10.03.15 CR-2013-0237.R2

Tabela 1 - Analise de variancia conjunta dos caracteres de fibra em
sete ensaios de genotipos de algodao de fibra colorida conduzidos nas
Regioes Nordeste e Centro-Oeste, em 2010 e 2011.

                           Quadrado Medio

FV                GL      COM        UNI         RES

Genotipos (G)   10     41,39 **   43,17 **   166,37 **
Ambientes (A)   6      69,05 **   51,20 **   133,45 **
G X A           60     2,22 **    3,04 **    8,02 **
Residuo         210    0,80       1,41       3,98
CV (%)          -      3,26       1,44       7,61

                            Quadrado Medio

FV                FIN         MAT         IFC         PF

Genotipos (G)   7,63 **    44,66 **    35,39 **    100,78 **
Ambientes (A)   20,65 **   137,77 **   499,36 **   398,98 **
G X A           0,27 **    2,38 **     5,10 *      12,99 **
Residuo         0,12       0,83        3,37        2,15
CV (%)          8,50       1,06        26,81       3,90

**, * Significativo a 1% e 5% de probabilidade pelo teste F,
respectivamente. COM, comprimento de fibra; UNI, uniformidade da
fibra; RES, resistencia da fibra; FIN, finura da fibra; MAT,
maturidade da fibra; IFC, indice de fibras curtas e PF,
percentagem de fibra.

Tabela 2 - Medias de caracteres de 11 genotipos de algodao de fibra
colorida e coeficiente de determinacao em sete ensaios conduzidos nas
Regioes Nordeste e Centro-Oeste, em 2010 e 2011 (Barbalha-CE, Apodi-
RN, Ipanguacu-RN, Santa Helena-GO e Itaquirai-MS).

G           COM                  UNI             RES

        M      [R.sup.2]     M      [R.sup.2]     M

1     27,00      93,67     81,65      90,53     25,46
2     26,99      90,23     81,47      64,02     25,35
3     27,59      84,46     82,05      77,30     25,25
4     27,13      96,18     82,27      31,30     25,24
5     28,31      83,39     83,01      86,23     26,55
6     27,18      83,97     82,51      29,90     27,92
7     27,64      70,72     82,05      80,22     25,55
8     26,91      90,49     81,53      84,76     24,85
9     27,26      85,29     81,33      85,05     25,04
10    25,42      44,53     80,47      51,83     24,32
11    30,44      78,55      85,3      51,99     32,99
M     27,44        -       82,15        -       26,23

G        RES            FIN                 MAT

      [R.sup.2]     M     [R.sup.2]     M      [R.sup.2]

1       79,94     3,77      97,60     84,86      93,71
2       70,09     3,74      77,52     85,43      77,34
3       35,84     3,23      89,26      84,0      78,64
4       74,50     3,51      86,98     84,61      90,42
5       63,80     4,32      95,13     85,79      97,57
6       90,10     4,75      98,42     87,68      95,09
7       58,15     4,11      97,82     85,90      97,71
8       79,29     4,73      90,87     86,36      88,13
9       63,98     4,60      88,73     86,68      92,38
10      5,46      4,02      83,75     85,25      71,74
11      81,02     4,62      75,01     88,13      63,91
M         -       4,13        -       85,88        -

G          IFC                  PF

        M     [R.sup.2]     M      [R.sup.2]

1     6,80      98,11     36,82      97,94
2     7,42      97,99     38,05      77,90
3     7,61      88,90     35,63      88,17
4     7,57      83,75     36,25      80,80
5      5,5      96,13     37,88      95,91
6     5,95      93,43     38,79      88,44
7     7,59      89,66     36,90      83,77
8     6,94      90,30     40,24      56,55
9     7,81      91,93     39,29      74,08
10    7,80      94,46     33,89      86,13
11    4,36      95,26     39,59      26,79
M     6,85        -       37,57        -

Testemunhas: Genotipo 10 = 'BRS Rubi'; Genotipo 11= 'BRS Aroeira';
G = genotipo; M = media; COM, comprimento de fibra  (UHM); UNI,
uniformidade da fibra (%); RES, resistencia da fibra (gf/tex); FIN,
finura da fibra (micronaire); MAT, maturidade  da fibra (%); IFC,
indice de fibras curtas (%) e PF, percentagem de fibra (%).

Tabela 3 - Caracteres de fibra de algodao em sete ensaios, em ambiente
favoravel, nas Regioes Nordeste e Centro-Oeste, em 2010 e 2011.

GEN        COM            UNI          RES          FIN

1      29,1000 abc *   81,6000 abc   29,9250 b    2,7000 d
2      28,8000 bc      82,7750 ab    27,7500 bc   2,8500 cd
3      28,9250 bc      82,4000 abc   25,7500 bc   2,4500 d
4      29,0250 abc     80,2750 bc    25,6500 bc   2,4000 d
5      29,8500 ab      83,7750 a     28,5750 bc   3,1000 bcd
6      27,9250 bc      82,5250 abc   29,8750 b    3,6500 ab
7      29,4500 abc     82,3750 abc   27,7750 bc   2,9750 bcd
8      27,4250 cd      81,9250 abc   26,1000 bc   3,9750 a
9      27,9750 bc      81,5750 abc   28,7000 bc   3,6000 abc
10     25,5500 d       80,0500 c     24,2000 c    2,7500 d
11     30,9750 a       84,1250 a     35,0000 a    4,2500 a

GEN        MAT          IFC           PF

1      82,7500 cd    5,5750 bc    29,9400 def
2      83,7500 bcd   7,1000 abc   32,9275 cd
3      82,0000 cd    7,8000 ab    28,7650 efg
4      81,7500 d     10,0750 a    27,5225 fg
5      83,0000 bcd   4,6000 bc    31,2975 de
6      85,0000 b     5,4750 bc    34,9325 bc
7      83,0000 bcd   6,5500 abc   30,4525 def
8      84,0000 bc    4,6000 bc    39,7425 a
9      83,7500 bcd   5,8250 bc    37,4675 ab
10     81,7500 d     7,0250 abc   26,0650 g
11     87,5000 a     3,0000 c     40,4050 a

* Valores seguidos pela mesma letra, na vertical, nao diferem
significativamente pelo teste Tukey a 5% de probabilidade.
Testemunhas: G10 = 'BRS Rubi'; G11= 'BRS Aroeira';

GEN, Genotipo; COM, comprimento de fibra (UHM); UNI, uniformidade
da fibra (%); RES, resistencia da fibra (gf/tex); FIN, finura da
fibra (micronaire); MAT, maturidade da fibra (%); IFC, indice de
fibras curtas(%); PF, percentagem de fibra (%).

Tabela 4 - Estimativa dos coeficientes de regressao ([beta]) em
analise de estabilidade pelo modelo de EBEHART & RUSSELL (1966) em 11
genotipos de algodao de fibra colorida em sete ensaios conduzidos
nas Regioes Nordeste e Centro-Oeste, em 2010 e 2011.

Genotipo     COM        UNI        RES        FIN

1          1,2811 *   1,244 *    1,5259     1,0735 *
2          1,3134     1,1511 *   1,0775 *   0,9237 *
3          1,0887 *   1,4357 *   0,7068 *   0,731
4          1,6639     0,6898 *   1,2122 *   1,0154 *
5          0,8894 *   1,4331 *   0,8891 *   0,9873 *
6          0,7885 *   0,5085     1,1486 *   1,1513 *
7          1,0482 *   1,4545     0,9628 *   1,1209 *
8          0,8939 *   0,9979 *   1,1139 *   1,1363 *
9          1,0644 *   1,1752 *   1,0896 *   0,9951 *
10         0,6791     0,3047     0,1459     1,0209 *
11         0,2893     0,6054 *   1,1278 *   0,8445 *

Genotipo     MAT        IFC         PF

1          0,9795 *   1,3107     1,3372
2          0,8295 *   1,1089 *   0,9919 *
3          0,7957     0,9809 *   1,272
4          1,0631 *   1,0315 *   1,3019
5          1,0045 *   1,0043 *   1,1957
6          1,1574 *   0,876 *    1,0094 *
7          1,1427 *   1,0052 *   1,0667 *
8          1,0298 *   0,9846 *   0,5086
9          1,1407 *   1,0912 *   0,5972
10         0,9648 *   0,933 *    1,3195
11         0,8923 *   0,6737     0,4

* Significativamente igual a 1,0 pelo teste t a 5% de probabilidade.
COM, comprimento de fibra (UHM); UNI, uniformidade da fibra; RES,
resistencia da fibra; FIN, finura da fibra; MAT, maturidade da fibra;
IFC, indice de fibras curtas; e PER, percentagem de fibra.

Tabela 5 - Desvios da regressao [[sigma].sup.2.sub.di] em analise de
estabilidade de EBEHART & RUSSELL (1966) para os varios caracteres
de fibra de algodao em sete ensaios conduzidos nas Regioes Nordeste
e Centro-Oeste, em 2010 e 2011.

Genotipo       COM            UNI           RES

1          0,0086 (ns)    -0,1253 (ns)   1,1301 (ns)
2          0,1516 (ns)    0,6884 *       0,8075 (ns)
3          0,2102 (ns)    0,4939 *       2,2587 **
4          0,0067[TM]     1,1072 **      0,8343 (ns)
5          0,0964 (ns)    0,1067[TM]     0,6364 (ns)
6          0,0232 (ns)    0,4955*        -0,4685 (ns)
7          0,6563 **      0,3772 (ns)    1,4322 *
8          -0,0423 (ns)   -0,1013 (ns)   0,1838 (ns)
9          0,1675 (ns)    -0,0125 (ns)   1,4363 *
10         0,8817 **      -0,2309 (ns)   0,3463 (ns)
11         -0,1573 (ns)   0,1212 (ns)    0,0882 (ns)

Genotipo       FIN          MAT

1          -0,0148 (ns)   0,0356 (ns)
2          0,1085 **      0,5512 **
3          0,0054 (ns)    0,4398 **
4          0,0561 *       0,2438
5          -0,0027 (ns)   -0,1117
6          -0,0188 (ns)   0,0538
7          -0,015 (ns)    -0,0913
8          0,0422 *       0,3305 *
9          0,0401 *       0,1974 (ns)
10         0,0831 **      1,1715 **
11         0,103 **       1,4832 **

Genotipo       IFC           PF

1          -0,3919 (ns)   -0,1261 (ns)
2          -0,5009[TM]    2,5025 **
3          0,7935 (ns)    1,8255 **
4          1,9688 **      3,8451 **
5          -0,2906 (ns)   0,1263 (ns)
6          -0,1078 (ns)   0,9126 *
7          0,7449 (ns)    1,8627 **
8          0,5748 (ns)    1,6267 **
9          0,5806 (ns)    0,8217 *
10         -0,1471 (ns)   2,5159 **
11         -0,5351 (ns)   4,2205 **

**,* Significativamente diferente de zero a 1% e
5% de probabilidade pelo teste t, respectivamente.

COM, comprimento da fibra (UHM); UNIF, uniformidade do
comprimento; RES, resistencia da fibra; FIN, finura da fibra;
IFC, indice de fibras curtas; PF, percentagem de fibra.
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Title Annotation:fitotecnia; texto en portugues
Author:de Carvalho, Luiz Paulo; Salgado, Caio Cesio; Farias, Francisco Jose Correia; Carneiro, Vinicius Qui
Publication:Ciencia Rural
Date:Apr 1, 2015
Words:4508
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