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Soybean hulls in the replacemennt of alfafa hay in diet non pelleted for growing rabbits/Casca de soja em substituicao ao feno de alfafa em dietas fareladas para coelhos em crescimento.

INTRODUCAO

A agropecuaria mundial tem passado por grandes transformacoes nos ultimos anos, essencialmente motivadas pela producao intensiva de alimentos em espacos reduzidos e com qualidade nutricional que garanta a promocao de saude ao mercado consumidor. Nesse cenario, a producao de coelhos merece destaque, pois e uma especie que tem a capacidade de aproveitar os alimentos relativamente ricos em fibras, competindo em menor grau com o homem do que aves e suinos, que consomem maior quantidade de graos nas suas respectivas dietas. Alem disso, as suas caracteristicas biologicas (rapidez do ciclo de producao, prolificidade, poder de transformacao e otima qualidade da carne) fazem com que possa desempenhar funcao importante no melhoramento do regime alimentar da populacao (LEBAS et al., 1986).

Cerca de 70% do custo de producao na atividade cunicola e representado pela alimentacao, na qual o feno de alfafa e tradicionalmente incluido como fonte de fibra e proteina; porem, esse ingrediente pode onerar em ate 40% o custo das dietas (HERRERA, 2003; SCAPINELLO et al., 2003). Devido ao elevado custo, esforcos cientificos tem sido direcionados para estudar fontes alternativas ao uso do feno de alfafa, que, alem de baratear, tambem proporcione melhorias ou mantenha a mesma eficiencia de conversao observada com os ingredientes tradicionais (RETOREet al., 2010).

A utilizacao de co-produtos agroindustriais na alimentacao animal sempre foi uma realidade, e a possibilidade de inclusao depende, entre varios fatores, da disponibilidade desse material, dos niveis empregados na producao animal, da competicao com outros produtos alternativos, da seguranca de utilizacao, dos custos e, logicamente, do valor nutricional (MEJIA, 1999). Entre eles, destaca-se a casca de soja, que e obtida a partir do beneficiamento para extracao do oleo, representando em media 8% do peso do grao (KOLPFENSTEIN & OWEN, 1987). Esse co-produto se destaca pela elevada oferta, precos competitivos e composicao bromatologica que se adequa a alimentacao cunicola, pois possui proporcao de fracoes altamente fermentaveis (pectinas, hemiceluloses e celulose), associada a baixa presenca de ligninas, um dos principais componentes que afeta negativamente a digestao de fbra (SERRANA, 2006).

No caso de coelhos, ingredientes volumosos que apresentam maior concentracao de polimeros nao amidicos (ex. pectinas, hemiceluloses e celuloses) e com menor teor de lignina, como a casca de soja, podem ser degradados mais intensamente no intestino grosso, quando comparado a volumosos convencionais (ex. feno de alfafa), devido a maior acessibilidade dos constituintes fermentaveis a microbiota cecocolica (NICODEMUS et al., 2007).

Nao obstante, em niveis em que a substituicao do feno de alfafa pela casca de soja nao afeta o desempenho animal, a viabilidade economica pode ser melhorada devido ao menor custo desse ingrediente, pois ele nao chega a 50% do custo do feno de alfafa. No entanto, as informacoes quanto ao uso desse ingrediente alternativo para coelhos ainda sao escassas, motivando a conducao do presente trabalho, que teve por objetivo avaliar os efeitos sobre o desempenho, parametros de carcaca e a viabilidade economica da substituicao do feno de alfafa por casca de soja, em racoes para coelhos Nova Zelandia Branco em crescimento.

MATERIAL E METODOS

O experimento foi conduzido no periodo de 16 de novembro a 28 de dezembro de 2009, totalizando 42 dias.

Foram utilizados 36 coelhos, 18 machos e 18 femeas da raca Nova Zelandia Branca, desmamados aos 35 dias de idade e alojados individualmente em gaiolas de cimento pre-moldado, com 0,7 x 0,5 x 0,4 m, piso e frente de arame galvanizado, equipadas com comedouros e bebedouros tipo potes ceramicos. O delineamento utilizado foi o inteiramente casualizado com tres tratamentos e 12 repeticoes, sendo cada animal considerado uma unidade experimental.

Os animais foram submetidos aos seguintes tratamentos: TA = dieta sem inclusao de casca de soja; TACS = substituicao de 50% de alfafa por casca de soja; e TCS = substituicao de 100% de alfafa por casca de soja (Tabela 1). As dietas foram isonutritivas, formuladas para atender as necessidades da categoria correspondente, de acordo com o AEC (1987). As racoes foram fareladas e elaboradas na Fabrica de Racao do Departamento de Zootecnia da UFSM. As analises bromatologicas foram realizadas de acordo com AOAC (1995).

A pesagem dos animais e da racao foi realizada aos 35 e aos 77 dias, sempre nos primeiros horarios da manha. No final do periodo experimental, foi realizado o abate dos animais para obtencao das caracteristicas de carcaca, retirada da pele e evisceracao. A carcaca foi pesada juntamente com os rins e figado, em balanca digital. Os parametros avaliados foram o peso vivo (PV), ganho medio diario (GMD), consumo diario de racao (CDR), conversao alimentar (CA), peso de carcaca quente (PCQ), rendimento de carcaca quente (RCQ), peso da pele (PP), peso do trato gastrointestinal (TGI), Estomago cheio (EC), peso de ceco vazio (PCV) e peso de figado (PF).

No final do experimento, foi feito o indice de eficiencia bioalimentar (IEBA), que foi calculado multiplicando-se o custo da dieta pela conversao alimentar, segundo COSTA (1999). Os resultados foram submetidos a analise de variancia e, apos, compararamse as medias pelo teste de Tukey a 5% de significancia, com auxilio do pacote estatistico SAS (2003).

RESULTADOS E DISCUSSAO

Os dados de desempenho (Tabela 2) mostram que os animais alimentados com dieta contendo casca de soja (TCS) consumiram menos racao que os alimentados com feno de alfafa (TA), obtendo melhor conversao, provavelmente pelo melhor aproveitamento digestivo e metabolico das fracoes fibrosas da casca de soja. Esse fato condiz com a descricao de QUADROS et al. (2007), que citam que a casca de soja, embora seja um alimento fibroso como o farelo de trigo, possui grande quantidade de pectina, que e altamente digestivel. A casca de soja, por conter maior proporcao de celulose e hemiceluloses em relacao a lignina, deve ter proporcionado maior tempo de retencao e disponibilidade de nutrientes, assim como melhor degradacao da fracao fibrosa pela atividade microbiana cecal, contribuindo para melhor digestibilidade dessa racao. RETORE et al. (2010) tambem observaram melhores coeficientes de digestibilidade aparente da materia seca, materia organica e fibra em detergente neutro de racoes contendo casca de soja em substituicao ao feno de alfafa. Tal fato foi atribuido a menor lignificacao e ao maior teor de hemiceluloses dessa fonte, o que proporcionou maior tempo de retencao para atividade fermentativa, aliado ao maior efeito antiperistaltico, contribuindo para melhor colonizacao e acao enzimatica da microflora do ceco-colon sobre a fracao fibrosa.

O peso vivo dos animais aos 77 dias nao diferiu entre os ingredientes testados, concordando com ARRUDA et al. (2003), que, ao testarem diferentes fontes de fibra (feno de alfafa e casca de soja), nao observaram diferenca para peso final. Esse resultado e corroborado por FIGUEIRA (2009), que, ao substituir feno de alfafa e coastcross por casca de soja moida, ensilada com e sem inoculante para coelhos dos 32 aos 70 dias, nao verificou diferencas significativas entre os tratamentos e a dieta referencia.

O peso de carcaca, rendimento de carcaca e o peso do figado (Tabela 3) tambem nao apresentaram diferenca entre os tratamentos testados. Ja o peso de pele foi significativamente superior para os animais que consumiram dieta com feno de alfafa, provavelmente pelo maior teor de gordura hipodermica observado nesses animais, o que representa fator indesejavel ao beneficiamento da pele, considerando que maior teor de gordura leva a necessidade de limpeza durante o curtimento.

Nao houve diferenca para pesos do trato gastrintestinal e estomago repletos, bem como, para ceco vazio entre os tratamentos. No entanto, GIDENNE (1996) comenta que, mantendo-se constante o nivel de fibra dietetica, pode ocorrer maior desenvolvimento de cecos com fontes de fibra mais digestiveis pela microflora intestinal, devido a estimulos quimicos mais intensos, como o aumento na concentracao de acidos graxos volateis oriundos da acao microbiana, alem de efeito fisico relacionado ao fluxo e refluxo entre ceco e colon dos coelhos, caracterizando hipomotilidade responsiva a hiperfermentacao pela microbiota cecal. Tal fato e confirmado pelo estudo desenvolvido por ARRUDA et al. (2003), que encontram maior peso de ceco e conteudo cecal para animais alimentados com casca de soja, o que e justificado pela natureza quimica da parede celular desse ingrediente fibroso. Porem, no presente trabalho, a variabilidade individual entre os animais pode ter impedido a visualizacao desse resultado.

A tabela 4 demonstra o indice de viabilidade economica proporcionado pelo uso da casca de soja em substituicao total ao feno de alfafa. Esse ingrediente, alem de baratear o custo da dieta, tambem melhorou a conversao alimentar, proporcionando um indice de eficiencia bioalimentar (IEBA) 66,34% melhor para os animais alimentados com casca de soja em comparacao aqueles que receberam feno de alfafa como ingrediente volumoso da dieta.

CONCLUSAO

A inclusao de casca de soja na alimentacao de coelhos em crescimento mostra-se promissora, pois mantem indices satisfatorios de desempenho e rendimento de abate, aliados a melhor viabilidade economica.

COMITE DE ETICA E BIOSSEGURANCA

Declaracao nos documentos suplementares. Declaramos, para os devidos fins, que o trabalho "Uso de casca de soja em substituicao ao feno de alfafa em racoes para coelhos em crescimento" foi realizado no ano de 2009. Como fazia parte de um projeto guarda-chuva de producao animal, iniciado em 2007, nao foi submetido a apreciacao do Comite de Etica e Bem Estar animal, pois, nesta epoca, esse tipo de projeto nao necessitava de submissao ao referido Comite. Ressaltamos que, no decorrer do experimento apresentado no artigo para avaliacao, os animais nao sofreram injurias que comprometessem seu bem estar.

REFERENCIAS

AEC. Recomendacoes para nutricao. 5.ed. Antony, France: RHONE-POULENC, 1987. 86p.

ASSOCIATION OF OFFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS--AOAC. Official methods of analysis. 16.ed. Washington, D.C.: 1995. 1094p.

ARRUDA, A.M.V. et al. Importancia da fibra na nutricao de coelhos. Semina: Ciencias Agrarias, v.24, n.1, p.181-190, 2003. Disponivel em: <http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/ semagrarias/article/view/2153/1847>. Acesso em: 10 jan. 2011.

ARRUDA, A.M.V. et al. Desempenho e caracteristicas de carcaca de coelhos alimentados com racoes contendo diferentes niveis de amido e fontes de fibra. Revista Brasileira Zootecnia, v.32, n.6, p. 1311-1320, 2003. Disponivel em: <http:// www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-35982003000600005>. Acesso em: 10 jan. 2011.

COSTA, P. T. C. Avaliacao economica do frango de corte na fase final. In: CONFERENCIA APINCO DE CIENCIA E TECNOLOGIA AVICOLA, 1999, Campinas, SP. Anais ... Campinas: FACTA, 1999. p.71-82.

FIGUEIRA, J.L. Casca de soja na alimentacao de coelhos em crescimento em substituicao aos fenos de alfafa e coastcross. 2009. 37f. Dissertacao. (Mestrado em Zootecnia)--Curso de Pos-graduacao em Zootecnia, Universidade Estadual de Maringa, PR.

GIDENNE, T. Nutritional and ontogenic factors affecting rabbitcaeco-colic digestive physiology. In: WORLD RABBIT CONGRESS, 6., 1996, Tolouse. Invited papers ... Toulouse: AFC- INRA, 1996. p.13-28.

HERRERA, A.P.N. Eficiencia produtiva e avaliacao nutricional de dietas simplificadas a base de forragens para coelhos em crescimento. 2003. 104f. Tese (Doutorado em Ciencia Animal)--Escola de Veterinaria, Universidade Federal de Minas Gerais, MG.

KOLPFENSTEINT, T.; OWEN, F. Soybean hulls- an energy supplement for ruminants. Animal Health &Nutrition, Abr. p.28-32, 1987.

LEBAS, F. et al. O coelho. Cria e patologia. Roma: ONUFAO, 1986. 278p.

MEJIA, A.M.G. Estrategias para avaliacao nutricional da polpa citrica seca em suinos em terminacao. 1999. 90f.

Tese (Doutorado em Zootecnia)--Escola de Veterinaria da Universidade Federal de Minas Gerais, MG.

NICODEMUS, N.et al. Effect of substitution of soybean hull and grape seed meal mixture for traditional fiber sources on digestion and performance of growing rabbits and lacting does. Journal of Animal Science, v.85, p. 181-187, 2007. Disponivel em: <http://www.animal-science.org/content/85/1/ 181.full>. Acesso em: 12 dez. 2011.

QUADROS A.R.B. et al. Avaliacao nutricional da casca de soja integral ou moida, en silada ou nao, para suinos em fase de crescimento. Acta Scientiarum. Animal Sciences, v.29, n.1, p.31-38, 2007. Disponivel em: <http://eduem.uem.br/ojs/ index.php/ActaSciAnimSci/article/view/249/156>. Acesso: 15 jan. 2012.

RETORE, M. et al. Efeito da fibra de co-produtos agroindustriais e sua avaliacao nutricional para coelhos. Arquivos Brasileiros de Medicina Veterinariae Zootecnia, v.62, n.5, p.1232-1240, 2010. Disponivel em:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-09352010000500028&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 21 set. 2011.

SAS, Institute Incorporation. SAS Version 9.1. Cary, NC, 2003. 7857p.

SCAPINELLO, C. et al. Fenos de leucena (leucaenaleucocephala e leucaenaleucocephala cv. 'Cunningham') para coelhos em crescimento: digestibilidade e desempenho. Acta Scientiarum. Animal Science, v.25, n.2, p.301-306, 2003. Disponivel em: <http://eduem.uem.br/ojs/index.php/ActaSciAnimSci/ article/view/2006/1405>. Acesso em: 18 jan. 2011.

SERRANA, NUTRICAO ANIMAL. Casca de soja na alimentacao de ruminantes. Fev. de 2006. Disponivel em: <http://www.serrana.com.br/nutricaoanimal/boletimtecnico/ PDF/Fevereiro2006.pdf>. Acesso em: 23 fev. 2010.

Geni Salete Pinto de Toledo (I) * Daniel Prois Eggers (II) Leila Picolli da Silva (I) Paulo Santana Pacheco (I) Ana Carolina Kohlrausch Klinger (II) Janaina Roberta Capitanio (II) Tiago Schmidt (II) Jossiane Ortiz (II)

(1) Departamento de Zootecnia, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Av. Roraima, 1000, 97105-900, Santa Maria, RS, Brasil. E-mail: genistoledo@hotmail.com. *Autor para correspondencia.

(II) Curso de Zootecnia, UFSM, Santa Maria, RS, Brasil.

Recebido para publicacao 22.03.11 Aprovado em 16.05.12 Devolvido pelo autor 25.07.12 CR-4940
Tabela 1--Formulacao das dietas experimentais (%).

                                              Tratamentos

Ingredientes                              TA     TACS     TCS

Milho                                    17,25   17,6    17,6
Casca de arroz                           6,00    5,02    4,72
Farelo de trigo                          25,0    25,0    25,0
Feno de alfafa                           30,0    15,0    0,00
Farelo de soja                           17,5    20,9    24,3
Oleo de soja                             2,50    2,80    3,70
Casca do grao de soja                    0,00    11,0    22,0
Sal                                      0,5     0,5     0,5
Fosfato bicalcico                        0,81    1,00    1,00
Calcario calcitico                       0,24    0,98    0,98
Premix vitaminico e [Mineral.sup.1]      0,2     0,2     0,2
Total                                    100     100     100

Niveis nutricionais

Composicao bromatologica                        Valores

Proteina bruta (%)                       18,00   18,00   18,00
Extrato etereo (%)                       3,00    3,00    3,00
FDA (%)                                  15,0    15,0    15,0
Calcio (%)                               0,84    0,84    0,84
Fosforo util (%)                         0,45    0,45    0,45
Fosforo total (%)                        0,7     0,7     0,7
Energia digestivel (Kcal [kg.sup.-1])    2600    2600    2600
Lisina total (%)                         0,70    0,70    0,70
Sodio (%)                                0,23    0,23    0,23

Composicao da casca de soja (%): proteina bruta 10.65; gordura
1.14; FDA 50.36; hemicelulose 20.42; celulose 47.78; lignina
5.26; fibra soluvel 17.09

Tabela 2--Medias de peso vivo inicial (PVI), peso vivo final (PVF),
consumo diario de racao (CDR), ganho medio diario (GMD) e conversao
alimentar (CA) de coelhos dos 35 aos 77 dias de idade.

Parametros            TA                    TACS

PVI (g)      617,0 [+ or -] 60,4    611,5 [+ or -] 85,6
PVF (g)      1995,0 [+ or -] 10,1   1963,0 [+ or -] 128,4
CDR (g)      99,4a [+ or -] 8,8     91,3ab [+ or -] 9,1
GMD (g)      32,8 [+ or -] 5,6      31,5 [+ or -] 4,0
CA (kg/kg)   3,19a [+ or -] 4,4     2,99ab [+ or -] 2,9

Parametros           TCS

PVI (g)      630,5 [+ or -] 89,4
PVF (g)      1990,0 [+ or -] 55,7
CDR (g)      86,5b [+ or -] 8,7
GMD (g)      32,3 [+ or -] 2,8
CA (kg/kg)   2,76b [+ or -] 2,1

Medias seguidas de letras diferentes, na mesma linha, diferem
significativamente pelo teste de Tukey (P<0,05). Sendo TA = dieta sem
inclusao de casca de soja; TACS = substituicao de 50% de alfafa por
casca de soja; e TCS = substituicao de 100% de alfafa por casca de
soja.

Tabela 3--Parametros de carcaca e do trato gastrintestinal de coelhos
abatidos aos 77 dias de idade.

Parametros                     TA                    TACS

                                        Carcaca

Peso de carcaca (g)   1060,0 [+ or -] 31,2   1070,0 [+ or -] 88,3
Rendimento da         53,1 [+ or -] 1,3      53,6 [+ or -] 2,1
  carcaca (%)
Peso de figado (g)    62,5 [+ or -] 6,4      51,2 [+ or -] 4,7
Peso de pele (g)      238,2a [+ or -] 13,1   223,7ab [+ or -] 12,5

                                    gastrintestinais

TGI repleto           138,7 [+ or -] 13,1    150,0 [+ or -] 14,1
Estomago repleto      91,2 [+ or -] 13,1     93,7 [+ or -] 4,8
Ceco vazio            35,0 [+ or -] 7,0      45,0 [+ or -] 7,0

Parametros                    TCS

                            Carcaca

Peso de carcaca (g)   1055,0 [+ or -] 17,8
Rendimento da         53,7 [+ or -] 0,9
  carcaca (%)
Peso de figado (g)    56,2 [+ or -] 9,4
Peso de pele (g)      211,2b [+ or -] 7,5

                        gastrintestinais

TGI repleto           142,5 [+ or -] 16,6
Estomago repleto      105,0 [+ or -] 13,5
Ceco vazio            43,7 [+ or -] 10,3

Medias seguidas de letras diferentes, na mesma linha, diferem
significativamente pelo teste de Tukey (P<0,05). Sendo TA = dieta sem
inclusao de casca de soja; TACS = substituicao de 50% de alfafa por
casca de soja; e TCS = substituicao de 100% de alfafa por casca de
soja.

Tabela 4--Indice de eficiencia bioalimentar (IEBA) de coelhos
abatidos aos 77 dias de idade.

              Custo do kg da dieta *       IEBA
Tratamentos            (R$)            (R$kg de PV)

TA                     0,66                2,10
TACS                   0,57                1,70
TCS                    0,50                1,38

* Custo calculado em agosto de 2010.
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Author:de Toledo, Geni Salete Pinto; Eggers, Daniel Prois; da Silva, Leila Picolli; Pacheco, Paulo Santana;
Publication:Ciencia Rural
Article Type:Report
Date:Oct 1, 2012
Words:2857
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