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Socio demographic and occupational characterization of readjusted and rehabilitated nursing staff/Caracterizacao sociodemografica e ocupacional de trabalhadores de enfermagem readaptados e readequados/Caracterizacion socio-demografica y ocupacional de trabajadores de enfermeria readaptados y readecuados.

Introducao

O trabalho tem papel fundamental na vida das pessoas, contribui para a formacao de sua identidade, construcao da subjetividade, permitindo que elas participem na efetividade da vida social, considerado elemento essencial para a saude (1). Neste sentido, sua realizacao, qualquer que seja ela, deve ocorrer de forma integral, participativa e flexivel, em um processo dinamico, nao visando apenas normatizar e ordenar acoes, visto que se deve considerar o individuo como um ser holistico (2).

As transformacoes ocorridas nas ultimas decadas no mundo do trabalho tem repercutido na saude dos individuos e do coletivo de trabalhadores de forma intensiva. A incorporacao crescente da microeletronica, da informatica, da telematica e da robotica somada a um novo e complexo conjunto de inovacoes organizacionais modificou profundamente a estrutura produtiva dos paises capitalistas avancados e, em niveis diferenciados, a dos paises de desenvolvimento capitalista tardio, como e o caso do Brasil, provocando mudancas profundas na organizacao, nas condicoes e nas relacoes de trabalho. A intensificacao laboral e traco caracteristico da atual fase do capitalismo e tem levado ao consumo desmedido das energias fisicas e espirituais dos trabalhadores (3).

Nas instituicoes de saude os recursos humanos sao os maiores colaboradores para o processo do cuidar com enfase na equipe de enfermagem que participa num fluxo continuo e ininterrupto do cuidado, sendo necessario o planejamento e otimizacao dessa populacao nos servicos de saude.

As relacoes de trabalho evidenciadas pela grande competitividade, pelos elevados niveis de exigencia e produtividade sao fatores que consequentemente promovem alteracoes no processo saude-doenca de toda a humanidade (4).

As adversidades na organizacao e nas relacoes sociais do trabalho, ou seja, no modo com que ocorre o processo de trabalho, podem desequilibrar a relacao saude--doenca, manifestado no nivel de satisfacao do trabalhador, causando o adoecimento fisico e mental dos profissionais de enfermagem (5).

Durante o Curso de Residencia em Gerencia dos Servicos de Enfermagem em Hospital Universitario Publico, apos desenvolver atividades praticas no Servico Especializado em Engenharia de Seguranca e em Medicina do Trabalho, constatou-se a existencia de varios trabalhadores readequados/readaptados. Esta politica na instituicao e normalizada pela Resolucao do Conselho de Administracao no. 71/200 que define readaptacao funcional como:
   [...] a limitacao do servidor ao trabalho por patologia,
   agravo a saude ou elucidacao diagnostica, impedindo-o
   de exercer definitivamente e totalmente
   as atividades para as quais foi nomeado, e que nao
   caracteriza motivo para aposentadoria ou licenca
   para tratamento de saude (6:2-3).


Nessa circunstancia ocorre a mudanca de cargo decorrente da inaptidao definitiva do servidor para o cargo originario. Outra situacao que acontece e a readequacao funcional tambem normalizada pela resolucao que tem sua definicao:
   Entende-se por readequacao funcional a limitacao
   do servidor ao trabalho por patologia, agravo a saude
   ou elucidacao diagnostica, impedindo-o de exercer
   parcialmente, por tempo limitado ou definitivo, as
   atividades para as quais foi nomeado, e que nao
   caracteriza motivo para aposentadoria ou licenca
   para tratamento de saude (6:3).


Esse procedimento autoriza a reducao do rol permanente de atividades inerentes ao cargo ocupado, em decorrencia de restricoes definitivas de saude apresentadas pelo servidor, desde que mantido o nucleo basico do cargo.

Considera-se relevante estudar o perfil dos trabalhadores readaptados e readequados de uma instituicao publica do estado do Parana, para que os gestores definam estrategias que contribuam para o estabelecimento de uma adequada politica de recursos humanos, no sentido de potencializar sua utilizacao e implementar acoes de promocao da saude para esse grupo.

Essa pesquisa e de fundamental importancia devido ao escasso volume de publicacoes acerca dessa tematica, alem de poder subsidiar a criacao de uma politica institucional para trabalhadores readequados e readaptados, resgatando a promocao da saude do trabalhador, ressaltando a ideia de que muitos dos agravos sao previsiveis e, portanto, evitaveis.

O objetivo deste estudo foi caracterizar o perfil sociodemografico e ocupacional de trabalhadores de enfermagem que passaram pelo processo de readaptacao ou readequacao profissional em hospital universitario publico.

Revisao de literatura

A saude do trabalhador tem causado grande preocupacao para as instituicoes de saude devido ao desgaste do trabalhador, consequencia das longas e duplas jornadas de trabalho, baixos salarios, problemas com as relacoes interpessoais, escassez de recursos humanos, ambiente insalubre, atividades e situacoes estressantes, interferem na saude do trabalhador, bem como refletem na realizacao do seu trabalho. Esse contexto afeta a saude fisica e mental do trabalhador sendo necessario readequar esse profissional nas suas funcoes para que possa desempenhar suas atividades laborativas.

Servidores que apresentam alteracoes morfologicas, psicologicas e/ou fisiologicas provocadas por doenca ou acidente do trabalho podem evoluir com limitacoes que levam a restricoes temporarias ou permanentes, as quais tem o objetivo de preservar o trabalhador de riscos ocupacionais ou por causa da impossibilidade de exercer as atividades para o qual foi nomeado (7).

As instituicoes publicas ofertam para os trabalhadores a estabilidade empregaticia, de modo que o individuo aprovado em um concurso publico e efetivado apos cumprir o periodo probatorio, somente perdendo o emprego se for considerado culpado em algum processo administrativo ou sindicancia. Por conta dessa estabilidade, os trabalhadores tem envelhecido nas instituicoes, podendo gerar grandes problemas gerenciais, pois o trabalhador apresenta um desgaste fisico e psicologico que poderia leva-lo a nao exercer mais suas atividades de rotina na instituicao, sendo entao um dos motivos de readaptar este profissional em outra funcao.

Em 1990, foi publicada a lei federal no. 8.112, na qual, em seu artigo 24, estabelece que a readaptacao
   e a investidura do servidor em cargo de atribuicoes e
   responsabilidades compativeis com a limitacao que
   tenha sofrido em sua capacidade fisica ou mental,
   verificada em inspecao medica (8:6).


Verifica-se que o processo saude e trabalho e as intervencoes na area de saude do trabalhador visam mudancas nos processos laborais e na forma como sao idealizados pela organizacao do trabalho, alem de buscar melhores condicoes laborais, promover a saude, prevenir agravos e recuperar a saude do coletivo trabalhador (9).

Metodologia

Estudo descritivo do tipo corte transversal, realizado em um hospital universitario publico, localizado na regiao norte do Estado do Parana. Trata-se de uma instituicao de grande porte que presta atendimento exclusivamente ao Sistema Unico de Saude, em diversas especialidades medicas e cirurgicas, e atua na formacao de recursos humanos, educacao continuada, pesquisa e desenvolvimento tecnologico.

A populacao potencial do estudo foi constituida por servidores readaptados e readequados lotados na Diretoria de Enfermagem desse hospital. A equipe de enfermagem da instituicao em estudo e composta por enfermeiros, tecnicos e auxiliares de enfermagem, auxiliares operacionais e tecnico administrativo.

Segundo dados do Servico Especializado em Engenharia de Seguranca e em Medicina do Trabalho (SESMT) da instituicao, em fevereiro de 2011, 71 trabalhadores encontravam-se cadastrados como readaptados e/ou readequados oficialmente pela Medicina do Trabalho, em um contingente de 915 servidores da Diretoria de Enfermagem. Porem, desse total de 71 revisores, 16 dos que estavam na lista ja nao se encontravam nessa condicao, totalizando 55 a populacao de estudo, na coleta de dados. Este numero pode estar subestimado, uma vez que se pode identificar profissionais nesta situacao extraoficialmente, ou seja, por acordo informal entre chefia imediata e trabalhador.

O criterio de inclusao era pertencer a equipe de enfermagem e estar formalmente readaptado/ readequado. Foi convidada a totalidade de trabalhadores da equipe de enfermagem nessa condicao, sendo considerados apenas os trabalhadores que se encontravam no exercicio ativo de suas funcoes durante o periodo da coleta de dados. Foram excluidos funcionarios em licenca medica por mais de 30 dias, licenca especial e licenca adocao.

Dos 55 trabalhadores readequados e readaptados que compuseram a populacao inicial deste estudo, seis ja havia se aposentado, dois estavam em processo de pre aposentaria gozando de licenca especial, um recusou-se a participar da pesquisa, 15 encontravamse em licenca medica no periodo da coleta dos dados e um havia falecido. Assim a populacao final do estudo reuniu 30 trabalhadores lotados nos varios servicos da instituicao.

A coleta de dados foi realizada no periodo de novembro de 2010 a marco de 2011, utilizando um questionario para caracterizacao sociodemografica e ocupacional. Os dados foram tabulados pelo programa Microsoft Excel 2007.

O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comite de Etica em Pesquisa registrado no Sistema Nacional de Informacao sobre Etica em Pesquisa, parecer no. 198/10, CAAE no. 0160.0.268.268-10. Todos os entrevistados receberam e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

Resultados

A faixa etaria apresentou extremos de 40 a 65 anos, com media de 50,3 anos e moda de 51 anos. Em relacao ao sexo, 28 (93,3%) readequados e redaptados sao do sexo feminino, 15(50,0%) da cor branca, 12(40,0%) eram casados, todos com mais de 7 anos de estudo, e possuiam renda maior que dois salarios minimos, conforme mostra a Tabela 1.

Com relacao a categoria profissional, 14(46,6%) sao auxiliares operacionais e 12(40%) auxiliares de enfermagem. O percentual de lotacao 6(20,0 %) esta lotado na Divisao de Atendimento e Internamento, seguido de 5(16,7%) no Centro Cirurgico.

As caracteristicas ocupacionais, onde se observa que 27(90,0%) dos readequados e readaptados trabalham na instituicao ha mais de 16 anos, 16(53,3%) sao readaptados e 10(33,3%) readequados, 4(13,4%) nao responderam. Verificou--se que o motivo da readequacao e readaptacao foi por problemas fisicos, 27(90,0%), mesmo com restricoes 9(30,0%) destes trabalhadores realizavam hora extra, conforme mostra a Tabela 2.

Discussao

Partindo-se dos resultados analisados, tem-se uma media de idade de 50,3 anos. De acordo com a Organizacao Mundial de Saude, a partir dos 45 anos de idade o trabalhador apresenta declinio em sua capacidade funcional em razao da diminuicao da massa muscular e da forca de resistencia, assim como aumento do tecido adiposo, caracterizando o envelhecimento (10).

A prevalencia foi do sexo feminino, 28(93,3%), sendo caracteristica da profissao de enfermagem. As praticas de cuidado sempre estiveram associadas ao sexo feminino. Revisitando a historia, no que se refere ao lugar social das mulheres, ha um mito definido por concepcoes que remetem as mulheres a uma condicao inata de inferioridade atribuida a sua aproximacao com a natureza. Tais representacoes tem em seus principios relacao direta com a capacidade natural da reproducao biologica e com as responsabilidades nos cuidados com o domestico e com a familia (11). Tais caracteristicas de afinidade com o processo de cuidar foram criterios de inclusao da mulher na enfermagem restringindo a participacao dos homens.

Quanto a escolaridade, observou--se que a proporcao de readaptados e readequados possui mais de 11 anos de estudo, percebe-se um predominio do nivel medio de escolaridade entre os profissionais da equipe de enfermagem, seguindo-se o nivel superior. Estes dados refletem a exigencia para a atuacao profissional. Destaca--se que o servico de apoio tambem esta sendo desenvolvido por profissionais que, alem da pratica, investem no saber teorico. Estes resultados estao em consonancia com os demais setores nas diversas localidades, tanto em nivel nacional como mundial, desfazendo-se a ideia de que somente a pratica e suficiente para desenvolver uma valorizada e reconhecida atuacao profissional. Por mais simples que seja o fazer, este nao dispensa o saber cientifico e de relacoes interpessoais (12).

A causa da readequacao/readaptacao e fisica 27(90,0%), demonstrando que as patologias que desencadearam o processo de readaptacao atingiram o sistema osteomuscular e o tecido conjuntivo, o que tambem foi constatado em pesquisa realizada em um Hospital do interior Paulista (13). Em estudo realizado no Servico de Atendimento Movel de Urgencia--SAMU/Recife-PE, com a equipe de enfermagem, 80% dos trabalhadores apresentavam sintomas osteomusculares (14).

O trabalhador da enfermagem se expoe a varias cargas como as biologicas, quimicas, psiquicas e, nessa categoria analisada, verificou-se as cargas mecanicas e fisiologicas, exemplificadas pela manipulacao de peso excessivo, trabalho em pe, posicoes inadequadas e incomodas, trabalho noturno e rodizios de turno, variedade de atividades, intensidade do ritmo de trabalho, alem da propria organizacao do trabalho, sao aspectos possivelmente relacionados a ocorrencia dessas lesoes contribuindo para a genese de disturbio osteomuscular (4,15).

A readequacao/readaptacao tem sido uma estrategia desenvolvida para adequar os servidores ao processo de trabalho apesar de suas limitacoes. De acordo com um estudo, a populacao de readequados/ readaptados representa 6% do quadro de funcionarios da Diretoria de Enfermagem, causando impacto no gerenciamento da equipe, bem como requerendo competencia tecnica das chefias na organizacao do processo de trabalho para nao sobrecarregar ainda mais o grupo. O enfermeiro gestor deve identificar precocemente o surgimento de doencas relacionadas ao trabalho e atuar na resolucao ou encaminhamento do problema (13).

No cotidiano da enfermagem, a sobrecarga de trabalho e o reduzido tempo destinado ao descanso sao situacoes que comprometem a saude mental do trabalhador, acarretando problemas nas relacoes interpessoais e no desempenho de suas atividades profissionais (16). Os profissionais de enfermagem representam a maior e mais complexa forca de trabalho de uma instituicao hospitalar, tanto por seu extenso contingente como pela heterogeneidade de sua composicao (auxiliares e tecnicos de enfermagem, enfermeiros), estando presentes 24 horas diarias com os pacientes e apresentando, dessa forma, maior vulnerabilidade a erros, a cobrancas e ao estresse (16).

A saude do trabalhador e uma das prioridades hoje estabelecidas para os servicos de saude, pois se reflete em casos de licenca de saude e, ainda, em situacoes onde se faz necessaria a readaptacao funcional (13).

A promocao da saude orienta--se para despertar o senso critico do homem e a ampliacao de seu conhecimento, na busca do exercicio da cidadania. Desse modo, o saber torna--se indispensavel na luta pelo direito a saude e por melhores condicoes de vida (17)

As acoes de saude do trabalhador compreendem a assistencia aos agravos, a vigilancia dos ambientes e condicoes de trabalho, da situacao de saude dos trabalhadores e da situacao ambiental. Estao incluidas, ainda, a producao, coleta, sistematizacao, analise e divulgacao das informacoes de saude, a producao de conhecimento e as atividades educativas, todas elas desenvolvidas sob o controle da sociedade organizada. O ciclo de atencao integral a saude dos trabalhadores incluem, ainda, procedimentos de promocao da saude definidos e implementados no ambito do sistema de saude e fora dele, pelos setores trabalho, previdencia social, meio ambiente e setores de governo responsaveis pelas politicas de desenvolvimento economico e social (18).

Percebe-se a evidente falta de capacitacao tanto dos profissionais de saude como dos profissionais de recursos humanos quanto ao atendimento, acompanhamento e orientacoes de aspectos clinicos, sociais e de direitos trabalhistas do profissional readaptado, demonstrando a escassa visao de integralidade do ser humano, proposta basica do Sistema Unico de Saude, no Brasil (13)

Conclusao

A analise dos resultados obtidos permitiu tracar o perfil sociodemografico e ocupacional dos trabalhadores readequados e readaptados de um Hospital Universitario do Norte do Parana. A maioria era do sexo feminino, cor branca, casado, com mais de 7 anos de estudo e possuia renda maior do que 2 salarios minimos. O motivo que levou a readequacao e readaptacao esta relacionado a limitacoes por disturbio fisico, sendo a maior parte dos trabalhadores da categoria auxiliar operacional.

O estudo permitiu observar a importancia do preparo das chefias para a saude da equipe sob sua supervisao, destacando-se medidas de prevencao e promocao da saude do trabalhador e melhorando a qualidade de vida desse profissional.

Como limitacao do estudo destaca-se a desatualizacao dos dados referentes aos servidores readequados e readaptados, pois a instituicao nao possui uma relacao fidedigna dos dados; trabalhadores que se encontram na lista ja haviam retornado as suas fun-coes de origem, alguns estavam aposentados, dificultando a coleta de dados e demonstrando a importancia de acompanhar esses trabalhadores e repensar acoes desenvolvidas para essa populacao.

Ressalta-se que caracterizar o perfil sociodemografico desses profissionais orienta a implementacao de acoes para a promocao de saude desse grupo, refletindo na qualidade de vida no trabalho, na qualidade da assistencia e na potencializacao dos recursos humanos.

E indispensavel que as instituicoes de saude efetivem estrategias de promocao a saude do trabalhador, pois muitos dos agravos sao preveniveis, sensibilizando os gestores para o desenvolvimento de acoes educativas com vistas a melhoria da qualidade de vida desses trabalhadores.

Recebido em: 23.08.2012 Aprovado em: 18.04.2013

Referencias

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(2.) Trevisan JM, Robazzi MLCC, Garanhani ML. Sentimentos de prazer entre enfermeiros de unidades de terapia intensiva. Cienc Enferm. [Internet] 2009 [citado em 02 abr 2013]. 15:45-53. Disponivel em: http://www.scielo.cl/pdf/cienf/v15n3/art_06.pdf

(3.) Elias MA, Navarro VL. A relacao entre o trabalho, a saude e as condicoes de vida: negatividade e positividade no trabalho das profissionais de enfermagem de um hospital escola. Rev Latino-Am Enferm. [Internet] 2006 [citado em 05 fev 2013]. 14:517-25. Disponivel em: http://www.scielo.br/pdf/rlae/v14n4/v14n4a08.pdf

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(8.) Presidencia da Republica (Br). Lei no. 8.112, de 11 de dezembro de 1990. Dispoe sobre o regime juridico dos servidores publicos civis da uniao, das autarquias e das fundacoes publicas federais. Diario Oficial da Uniao, Brasilia (DF), 11 dez 1990. Secao VII, p. 7.

(9.) Souza NVDO, Pires AS, Goncalves FGA, Cunha LS, Shoji S, Ribeiro LV, et al. Riscos ocupacionais relacionados ao trabalho de enfermagem em uma unidade ambulatorial especializada. Rev enferm UERJ. [Internet] 2012 [citado em 10 mar 2013]. 20:609-14. Disponivel em: http://www.facenf.uerj.br/v20nesp1/v20e1a10.pdf

(10.) Organizacion Mundial de la Salud (OMS). El envejecimiento y la capacidad de trabajo: informe de un grupo de estudio de la OMS. Genebra (SWI): OMS; 1993.

(11.) Coelho EAC. Genero, saude e enfermagem. Rev Bras Enferm. [Internet] 2005 [citado em abr 2013]. 58:345-8. Disponivel em: http://www.scielo.br/pdf/reben/v58n3/a18v58n3.pdf.

(12.) Costenaro AC, Stecca JP. Motivacao profissional: um indicador de qualidade de vida. Rev Eletronica Contab. [Internet]. 2004 [citado em 12 fev 2013]. 1:241-64. Disponivel em: http://cascavel.ufsm.br/revistas/ojs-2.2.2/index.php/contabilidade/article/view/226

(13.) Batista JM, Juliani CMCM, Ayres JA. O processo de readaptacao funcional e suas implicacoes no gerenciamento em enfermagem. Rev Latino-Am Enfermagem. 2010; 18:87-93.

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(15.) Zapparoli AS, Marziale MHP Risco ocupacional em unidades de suporte avancado de vida em emergencias. Rev Bras Enferm. [Internet] 2006 [citado em 15 jan 2013]. 59:41-6. Disponivel em: http://www.scielo.br/pdf/reben/v59n1/a08v59n1.pdf

(16.) Silva LG, Yamada KN. Estresse ocupacional em trabalhadores de uma unidade de internacao de um hospital-escola. Cienc Cuid Saude. 2008; 7:98-105.

(17.) Souza AR, Moraes LMP Barros MGT Vieira NFC, Braga VAB. Estresse e acoes de saude: contexto da promocao da saude mental no trabalho. Rev RENE. 2007; 8:26-34.

(18.) Dias EC, Hoefel MG. O desafio de implementar as acoes de saude do trabalhador no SUS: a estrategia da RENAST. Cienc saude coletiva. [Internet] 2005 [citado em 15 jan 2013].10:817-27. Disponivel em: http://www.scielo.br/pdf/csc/v10n4/a07v10n4.pdf

Pamella Cacciari [I]

Maria do Carmo Lourenco Haddac [II]

Marli Terezinha Oliveira Vannuchi [III]

Roseana Almeida Marengo [IV]

[I] Enfermeira. Mestranda em Enfermagem pela Universidade Estadual de Londrina. Parana, Brasil. Bolsista da Coordenacao de Aperfeicoamento de Pessoal de Nivel Superior. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa Nucleo de Estudo e Pesquisa na Gestao de Servicos de Enfermagem. E-mail: pamella_cacciari@hotmail.com.

[II] Doutora em Enfermagem. Docente do Curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. Parana, Brasil. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa Nucleo de Estudo e Pesquisa na Gestao de Servicos de Enfermagem. E-mail: carmohaddad@gmail.com

[III] Doutora em Enfermagem. Docente do Curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. Parana, Brasil. Lider do Grupo de Pesquisa Nucleo de Estudo e Pesquisa na Gestao de Servicos de Enfermagem. E-mail: vannuchi@sercomtel.com.br

[IV] Enfermeira. Especialista em Enfermagem do Trabalho. Hospital Universitario Regional do Norte do Parana. Londrina, Parana, Brasil. E-mail: vilamarengo@uel.br
TABELA 1: Caracterizacao sociodemografica dos trabalhadores
de enfermagem readequados e readaptados em Hospital
Universitario Publico do Norte do Parana, Brasil, 2011. (N=30)

Variaveis                                  f     %

Sexo
  Feminino                                 28   93,3
  Masculino                                2     6,7
Cor da Pele
  Branca                                   15   50,0
  Amarela                                  -     -
  Parda                                    6    20,0
  Preta                                    3    10,0
  Nao assinalou                            6    20,0
Escolaridade
  Fundamental                              5    16,7
  Medio                                    11   36,7
  Superior Incompleto                      7    23,3
  Superior                                 5    16,7
  Especializacao                           2     6,6
Estado Civil
  Solteiro                                 8    26,7
  Casado                                   12   40,0
  Divorciado                               3    10,0
  Separado                                 3    10,0
  Viuvo                                    4    13,3
Renda familiar (Salario Minimo=R$545,00)
  2 salarios minimos                       6    20,0
  3 salarios minimos                       3    10,0
  4 salarios minimos                       4    13,3
  5 salarios minimos                       2     6,6
  Mais de 5 salarios minimos 5                  16,7
  Nao assinalou                            10   33,4

TABELA 2: Distribuicao ocupacional dos trabalhadores de
enfermagem readequados e readaptados em Hospital
Universitario do Norte do Parana, Brasil, 2011. (N=30)

Variaveis                                f      %

Vinculo com a Instituicao em anos
  10-15                                  3    10,0
  16-20                                  18   60,1
  21-25                                  6    20,0
  26-30                                  1     3,3
  31-35                                  1     3,3
  Nao assinalou                          1     3,3
Tempo como trabalhador readaptado
  Menos de 1 ano                         -       -
  1-5 anos                               10   33,3
  6-10 anos                              3    10,0
  11-15                                  3    10,0
  Nao e readaptado                       14   46,7
Tempo como trabalhador readequado
  Menos de 1 ano                         1     3,3
  1-5 anos                               3    10,0
  6-10 anos                              5    16,7
  11-15 anos                             -       -
  Mais de 15 anos                        1     3,3
  Nao assinalou                          4    13,4
  Nao e readequado                       16   53,3
Motivo da readequacao ou readaptacao
  Problemas fisicos                      27   90,0
  Emocional                              3    10,0
  Realizacao de hora extra
  Sim                                    9    30,0
  Nao                                    21   70,0
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Title Annotation:articulo en portugues
Author:Cacciari, Pamella; Haddad, Maria do Carmo Lourenco; Vannuchi, Marli Terezinha Oliveira; Marengo, Ros
Publication:Enfermagem Uerj
Date:Jul 1, 2013
Words:3774
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