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Sesame performance in function of NPK fertilizer and levels of soil fertility/Desempenho do gergelim em funcao da adubacao NPK e do nivel de fertilidade do solo.

Introducao

O cultivo do gergelim (Sesamum indicum L.), oleaginosa pertencente a familia Pedaliaceae, apresenta grande potencial economico, pelas possibilidades de exploracao, tanto no mercado nacional quanto no internacional. Suas sementes possuem cerca de 50% de oleo de excelente qualidade, que pode ser usado nas industrias alimenticia, quimica e farmaceutica e tambem na alimentacao animal, pela qualidade nutricional de sua torta (CORREA et al., 1995). O gergelim e de grande importancia economica e social, uma vez que e cultivado basicamente para producao de graos para producao de oleo de qualidade superior as demais oleaginosas comumente usadas para alimentacao humana (LAYANEZ-GARSABALL; MENDEZ-NATERA, 2006). A possibilidade de exportacao de oleo para a Comunidade Europeia, Japao, Israel e outros paises possibilitara, em futuro proximo, maior projecao do produto brasileiro no mercado internacional (BARROS et al., 2001). O Brasil caracteriza-se como pequeno produtor de gergelim, com 15 mil toneladas produzidas numa area de 24 mil hectares e rendimento medio em torno de 625 kg [ha.sup.-1]. A producao nacional concentra-se basicamente em Goias, Sao Paulo, Mato Grosso, Triangulo Mineiro e Nordeste (BARROS et al., 2001).

Aproximadamente 70% da producao mundial e processada para obtencao de oleo e produtos alimenticios. Alem disso, pode ser empregado como cultura armadilha para mosca branca e controle de formigas cortadeiras. Essa cultura se insere nos sistemas tradicionais de cultivo (convencional e plantio direto) como tambem no sistema de producao agroecologico. Pela tolerancia a seca e pela facilidade de cultivo, apresenta alto potencial produtivo, podendo ser cultivado em sucessao, rotacao e consorciacao com outras culturas. Nos ultimos anos, o gergelim tem despertado o interesse de pequenos e medios produtores que buscam alternativas de producao, por constituir um alimento de alto valor nutricional e uma cultura muito tolerante a seca e bem adaptada a producao familiar.

De acordo com Oliveira et al. (2000), o gergelim requer precipitacoes pluviais entre 400 e 600 mm, bem distribuidas; no primeiro mes, a planta requer de 160 a 180 mm. A planta apresenta resistencia estomatica bastante elevada, o que faz com que transpire menos em periodos criticos e resista mais a seca, sendo esta uma de suas principais caracteristicas fisiologicas. E uma cultura rustica, pouco exigente em fertilidade do solo e agua, mas responde a essas praticas (AVILA; GRATEROL, 2005; OLIVEIRA, 2005). O rendimento medio de graos e em torno de 650 kg [ha.sup.-1], porem o seu potencial produtivo pode chegar a 1.500 kg [ha.sup.-1] (OLIVEIRA, 2005).

Varias tecnologias tem sido definidas para o cultivo dessa oleaginosa, como espacamento e densidade de semeadura, adubacao e selecao de cultivares com alto teor de oleo. Em face da excelente perspectiva de exploracao economica, torna-se necessario maior conhecimento de seu comportamento quanto a eficiencia da adubacao. Silva et al. (2002) ressaltam que pouco se conhece a respeito do crescimento da area foliar do gergelim, sobretudo por se tratar de uma planta com morfologia foliar bastante complexa, apresentando folhas de varios formatos, tamanhos e espessura, de acordo com a posicao na planta. Tais estudos sao de grande importancia como determinador do crescimento da planta em estudos de nutricao, competicao e relacoes com o ambiente.

Na cultura do gergelim, a adubacao e um dos assuntos mais estudados, apresentando respostas diferentes quando se avaliam locais e epocas de cultivo, ou mesmo cultivares (AVILA; GRATEROL, 2005). Isso mostra que o desempenho da cultura varia de acordo com a complexidade do meio e que nao e tao simples entender as relacoes solo-planta nessa oleaginosa. Segundo Oliveira (2005), na regiao do Triangulo Mineiro, sao aplicados entre 150 e 300 kg [ha.sup.-1] de adubo na semeadura, com formulacao variando de 03:15:15 a 04:20:10. Notase, dessa forma, que ha muitas generalidades quando se trata de adubacao, e estudos dessa natureza sao de fundamental importancia. Alem do Triangulo Mineiro, essa cultura tem-se expandido tambem no estado de Goias, requerendo, portanto, novas tecnologias e ajustes no emprego da adubacao.

O objetivo do trabalho foi avaliar o comportamento do gergelim variedade Trebol em condicoes de safrinha, quando submetido a doses de adubacao NPK e niveis de fertilidade do solo.

Material e metodos

Foram realizados dois experimentos, sendo um em casa-de-vegetacao e o outro em condicoes de campo, no Centro Federal de Educacao Tecnologica de Rio Verde (CEFET Rio Verde), no Sudoeste de Goias. A precipitacao pluviometrica anual do local e em torno de 1.740 mm, com clima tropical quente e estacoes chuvosas e secas bem definidas. O relevo e relativamente plano, a localizacao geografica fica entre os paralelos 20[degrees] 45 53" de latitude Sul e os meridianos 51[degrees] 55' 53" de longitude Oeste de Greenwich e a altitude e de 748 m. Foram coletadas amostras de solo em area de cerrado nativo (solo de baixa fertilidade) e na area experimental (solo de alta fertilidade) do CEFET Rio Verde, num Latossolo Vermelho distroferrico. As amostras foram enviadas ao Laboratorio de Solos do CEFET Rio Verde para a analise de rotina. Os valores encontram-se na Tabela 1. Foi testada a variedade de gergelim Trebol com as seguintes caracteristicas: ciclo de 90 dias, haste tipo unica, cor da semente bege-claro e altura da planta em torno de 2 m.

O experimento em casa-de-vegetacao foi arranjado em um fatorial 6 x 2, distribuido em delineamento inteiramente ao acaso, com quatro repeticoes. Os tratamentos constaram de seis doses do adubo 04:14:08 (0, 100, 200, 400 e 800 kg [ha.sup.-1]) em dois tipos de solos (baixa e alta fertilidade). A semeadura foi realizada em 18/8/2006 e a emergencia ocorreu seis dias depois. Foram distribuidas dez sementes por vaso, contendo 8 kg de solo. Apos a emergencia, foi realizado o desbaste, deixando-se seis plantas por vaso. A irrigacao foi realizada de acordo com a necessidade da planta, manualmente, a cada tres dias. A floracao iniciou-se aos 35 dias apos a emergencia (DAE) e, aos 50 DAE, deu-se inicio a formacao das vagens. A colheita do experimento foi realizada aos 90 DAE, sendo colhidas todas as plantas da parcela.

O experimento em condicoes de campo foi instalado em 25/1/2007, em delineamento em blocos ao acaso, com seis tratamentos e quatro repeticoes. Os tratamentos corresponderam as doses de 0, 75, 150, 300, 450 e 600 kg [ha.sup.-1] do adubo 04:20:10, em dose unica, aplicada na linha de semeadura. Foram utilizadas 18 plantas m-1 no espacamento 0,45 m (400 mil plantas [ha.sup.-1]). A dimensao de cada parcela foi de 2,7 x 5 m. Aos 05, 24 e 56 DAE foram realizadas as capinas manuais. Aos 35 e 52 DAE, foi aplicado em cobertura o equivalente a 26 kg N [ha.sup.-1], utilizando-se sulfato de amonio como fonte de nitrogenio. Aos 8, 13 e 24 DAE, foi realizado o controle quimico da mosca branca (Bemisia tabaci) com inseticida de principio ativo endosulfan, na dose de 500 g i.a. [ha.sup.-1]. Aos 52 e 63 DAE, foi realizado o controle da antracnose (Colletotrichum gloeosporioides) com fungicida de principio ativo Azoxystrobin, na dose de 50 g i.a. [ha.sup.-1]. A colheita ocorreu aos 105 DAE.

Em ambos os experimentos, a altura das plantas foi avaliada, utilizando regua graduada. No experimento de casa-de-vegetacao, essa variavel foi mensurada aos 30, 43, 55 e 71 DAE; no de campo, foi avaliada aos 15, 30, 50, 66, 75 e 85 DAE. Na colheita, foram determinados os pesos de materia fresca e seca das hastes e das vagens, o numero de vagens por planta e o rendimento de graos. No experimento de campo, as avaliacoes foram tomadas nas duas linhas centrais de cada parcela, deixando-se 1 m de bordadura em cada extremidade. Posteriormente, os valores foram convertidos em kg [ha.sup.-1]. Para determinacao do peso de materia seca, as amostras foram acondicionadas em estufa de ventilacao forcada de ar a 65[degrees]C, durante 72h.

Os dados foram submetidos a analise de variancia. Para atender as pressuposicoes de homogeneidade de variancias e normalidade dos residuos, exigidas para a aplicacao do teste F, foi realizada transformacao logaritmica das variaveis peso de materias fresca e seca das hastes e das vagens, numero de vagens por planta e rendimento de graos do experimento em casa-de-vegetacao. Neste experimento, a interacao dos fatores foi significativa para todos os casos e, dessa forma, procedeu-se o desdobramento para estudar o efeito das diferentes doses em cada tipo de solo, por meio de modelos polinomiais, sendo a escolha baseada no r2 e na significancia dos coeficientes da equacao. As pressuposicoes da analise de variancia, para os dados provindos do experimento de campo, foram atendidas sem a necessidade de transformacao. Para a variavel altura de plantas foi aplicado teste de Tukey, a 5% de probabilidade.

Resultados e discussao

a) Experimento em casa-de-vegetacao

Os dados referentes a altura das plantas de gergelim encontram-se na Tabela 2. Foi observado que essa variavel, quando cultivada em solo de baixa fertilidade, respondeu a adubacao 04:14:08. Observou-se ainda que, no tratamento que nao recebeu adubacao, a altura foi de 0,23 m aos 71 DAE, valor inferior ao obtido aos 30 DAE nos tratamentos com adubacao, que foi em media 0,27 m. Severino et al. (2002) verificaram que o aumento da area foliar, o acumulo de fitomassa de parte aerea e de frutos na cultura do gergelim ocorre entre 30 e 70 DAE, e decresce continuamente apos esse periodo. Este comportamento foi observado nesse ensaio, a excecao do tratamento caracterizado pela ausencia de adubacao. Isso indica que o gergelim e uma cultura que responde em crescimento vegetativo a adubacao quando ha carencia de nutrientes no solo.

Ja no solo de alta fertilidade, efeitos significativos da altura das plantas foram observados nas avaliacoes realizadas aos 30 e 43 DAE, sendo os maiores valores obtidos no tratamento equivalente a 200 kg [ha.sup.-1] de 04:14:08 e o menor na ausencia de adubacao. Nas demais avaliacoes (55 e 71 DAE), nao foram evidenciadas respostas a adubacao para essa variavel.

Os resultados obtidos neste trabalho discordam de Pereira et al. (2002), os quais observaram diferenca significativa da adubacao organica na altura de plantas. Esses autores verificaram efeito benefico da adubacao organica no crescimento e desenvolvimento do gergelim na dose de 20 Mg [ha.sup.-1] de esterco de curral, caracterizando os efeitos positivos da adicao de materia organica ao solo. Esse efeito nao foi observado neste trabalho, pois foram utilizados fertilizantes minerais sinteticos de alta solubilidade durante a semeadura. Severino et al. (2002), ao avaliarem o crescimento e o desenvolvimento fenologico do gergelim, verificaram que o aumento da area foliar, o acumulo de fitomassa de parte aerea e de frutos na cultura do gergelim ocorre entre 30 e 70 DAE. Dessa forma, a aplicacao de 100% da adubacao na semeadura nesse ensaio, nao foi capaz de estimular o crescimento das plantas a partir dos 55 DAE. Tal comportamento sugere que e importante aprofundar estudos dessa natureza para determinar fontes, doses e epocas de adubacao na cultura, em condicoes distintas de fertilidade do solo.

A analise de regressao revelou efeito significativo da adubacao para o peso de materia seca de hastes e vagens, o numero de vagens e a producao de graos por planta em solo de baixa fertilidade. O comportamento quadratico foi o ajuste que melhor explicou a variacao dessas variaveis em funcao do aumento das doses de adubacao (Figuras 1, 2 e 3). Esse efeito indica que o gergelim respondeu crescentemente ate certo nivel de adubacao. Posteriormente, atingiu maxima produtividade (Tabela 3) e decresceu quando a adubacao excedeu o ponto de maxima. Tais informacoes sao importantes, pois oferecem seguranca quanto a resposta da cultura a adubacao, evitando-se, dessa forma, perda de fertilizante por excesso.

E importante ressaltar que producao de gergelim, assim como seus componentes (peso de materia seca de hastes e vagens e o numero de vagens) apresentaram o mesmo comportamento matematico (quadratico). E studos de correlacao de cultivares de gergelim provenientes de diferentes origens geograficas, indicam que ha uma correlacao significativa do rendimento com os componentes altura das plantas, peso e numero de vagens por planta, peso de mil graos e producao de materia seca (GANESH; SAKILA, 1999; KATHISERAN; GNANAMURTHY, 2000; LAURENTIN et al., De acordo com a Tabela 3, constatou-se que a maxima producao de materia seca de hastes foi obtida com a dose de 792 kg ha1; de materia seca de vagens, 777 kg [ha.sup.-1]. Ja o maior numero de vagens foi alcancado com 636 kg [ha.sup.-1] e a maior producao de graos, com 550 kg [ha.sup.-1] do adubo 04:14:08. Dessa forma, em condicoes de baixa fertilidade, ha resposta do gergelim a adubacao.

[FIGURE 1 OMITTED]

[FIGURE 2 OMITTED]

[FIGURE 3 OMITTED]

Nao houve efeito significativo quando o gergelim foi cultivado em solo de alta fertilidade. Os modelos polinomiais (linear, quadratico e cubico) testados na determinacao dos melhores ajustes matematicos que explicassem a variacao das variaveis em funcao da adubacao em solo de alta fertilidade nao alcancaram significancia estatistica. Assim, os resultados apresentados na Tabela 4 correspondem a media geral dos tratamentos com adubacao.

De acordo com os resultados, a adubacao para o gergelim, em solo de alta fertilidade, nao promoveu incremento na producao. Resultados similares foram encontrados por Mendez-Natera et al. (2002) ao evidenciar ausencia de efeito de adubacao, em experimento com ureia aplicada em adubacao de cobertura a lanco ou incorporada.

b) Experimento a campo

Na Tabela 5, sao apresentados os valores referentes a altura das plantas de gergelim em cultivo de campo. Observou-se que, ate a primeira avaliacao (15 DAE), todos os tratamentos apresentavam medias estatisticamente similares. Porem, a partir dessa data, foi possivel verificar diferencas entre os tratamentos que receberam adubacao, quando comparados a testemunha. Aos 30 DAE, foi constatado que, nos tratamentos com 300 e 450 kg [ha.sup.-1], as plantas apresentaram-se maiores do que na testemunha. Segundo Beltrao e Vieira (2001), o gergelim apresenta desenvolvimento vegetativo inicial lento e, a partir dos 50 DAE, as plantas aceleram o crescimento. A altura das plantas, aos 50 DAE, apresentou menor diferenca entre os tratamentos. Tal evidencia e verificada ao constatar-se que, neste periodo, a maior dose de adubo (600 kg [ha.sup.-1]) conferiu maior altura, enquanto, aos 66 DAE, os maiores valores foram obtidos nos tratamentos com 450 e 600 kg [ha.sup.-1] da formulacao; aos 75 DAE, doses a partir de 150 kg [ha.sup.-1] conferiram alturas similares de plantas; aos 85 DAE, todos os tratamentos que receberam adubacao diferiram da testemunha (Tabela 5). Com isso, com o desenvolvimento da planta, os tratamentos com maiores dose de adubo tendem a se igualar aos de menores doses, mostrando que a cultura e pouco exigente em adubacao. Tal constatacao tambem foi observada por Oliveira (2005).

A analise de regressao nao revelou efeito significativo da adubacao para o numero de vagens por planta, peso de materia seca e produtividade de graos de gergelim a campo. Dessa forma, os resultados apresentados na Tabela 6 correspondem a media geral dos tratamentos com adubacao.

O comportamento apresentado pelo gergelim neste experimento e semelhante aos resultados obtidos por outros autores (AVILA; GRATEROL, 2005), e nao foi verificado efeito significativo das adubacoes mineral e organica sobre o numero de vagens por planta.

Conclusao

A adubacao promove aumento no peso seco de hastes e de vagens, no numero de vagens e producao de graos de gergelim, quando cultivado em solo de baixa fertilidade, atingindo maxima producao na dose de 550 kg [ha.sup.-1] do adubo 04:14:08.

O cultivo de gergelim na safrinha, em solo de alta fertilidade, nao responde a adubacao quimica nos componentes da producao de materia seca e rendimento de graos.

DOI: 10.4025/actasciagron.v32i1.2521

Received on August 6, 2007.

Accepted on April 17, 2008.

Agradecimentos

Ao CNPq, pela concessao de bolsa Pibic ao segundo autor e ao CEFET Rio Verde, pelo financiamento do projeto.

Referencias

AVILA, J. M.; GRATEROL, Y. E. Planting date, row spacing and fertilizer effects on growth and yield of sesame (Sesamum indicum L.). Bioagro, v. 17, n. 1, p. 35-40, 2005.

BARROS, M. A. L.; SANTOS, R. B.; BENATI, T.; FIRMINO, P. T. Importancia economica e social. In: BELTRAO, N. M.; VIEIRA, D. J. (Ed.). O agronegocio do gergelim no Brasil. Brasilia: Embrapa, 2001. p. 21-35.

BELTRAO, N. E. M.; VIEIRA, D. J. O agronegocio do gergelim no Brasil. Brasilia: Embrapa, 2001.

CORREA, M. J. P.; SANTOS, R. A.; FERNANDES, V. L. B.; ALMEIDA, F. C. G. Exportacao de nutrientes pela colheita do gergelim (Sesamum indicum L.) cv. Jori. Ciencia Agronomica, v. 26, n. 1-2, p. 27-29, 1995.

GANESH, S.; SAKILA, M. Association analysis of single plant yield and its yield contributing characters in sesame (Sesamum indicum L.). Sesame and Safflower Newsletter, v. 14, p. 15-18, 1999.

KATHISERAN, G.; GNANAMURTHY, P. Studies on seed yield-contributing characters in sesame. Sesame and Safflower Newsletter, v. 15, p. 29-32, 2000.

LAYANEZ-GARSABALL, J. A.; MENDEZ-NATERA, J. R. M. Efectos de extractos acuosos del follaje del corocillo (Cyperus rotundus L.) sobre la germinacion de semillas y el crecimiento de plantulas de ajonjoli (Sesamum indicum L.) cv. Arapatol S-15. Idesia, v. 24, n. 2, p. 6175, 2006.

LAURENTIN, H.; MONTILLA, D.; GARCIA, V. Relacion [U1] Comentario: Esta referencia e de boletim, ou seja, nao e revista. Dessa forma, o boletim v. 14 e do ano de 1999, boletim v. 15 de 2000, etc. entre el rendimiento de ocho genotipos de ajonjoli (Sesamum indicum L.) y sus componentes: Comparacion de metodologias. Bioagro, v. 16, n. 3, p. 152-162, 2004.

MENDEZ-NATERA, J. R.; MEDINA, L. O. H.; FENDEL, J. E.; MERAZO, J. F. Effect of several tillage methods and the form of urea placement on seed yield and its components of three sesame varieties (Sesamum indicum L.). Revista de la Facultad de Agronomia, v. 19, n. 1, p. 34-47, 2002.

OLIVEIRA, A. P.; ALVES, E. U.; BRUNO, R. L. A.; BRUNO, G. B. Producao e qualidade de sementes de feijao-caupi (Vigna unguiculata (L.) Walp.) cultivado com esterco bovino e adubo mineral. Revista Brasileira de Sementes, v. 22, n 2, p. 102-108, 2000.

OLIVEIRA, E. Caracteristicas da cultura do gergelim. Campo Florido: Emater, 2005.

PEREIRA, R. P.; BELTRAO, N. E. M.; ARRIEL, H. C. A.; SILVA, E. S. B. Adubacao organica do gergelim no Serido Paraibano. Revista de Oleaginosas e Fibrosas, v. 6, n. 2, p. 515-523, 2002.

SEVERINO, L. S.; BELTRAO, N. E. M.; CARDOSO, G. D.; FARIAS, V. A.; LIMA, C. L. D. Analise do crescimento e fenologia do gergelim cultivar NCPA G4. Revista de Oleaginosas e Fibrosas, v. 6, n. 3, p. 599-608, 2002.

SILVA, L. C.; SANTOS, J. W.; VIEIRA, D. J.; BELTRAO, N. E. M.; ALVES, I.; JERONIMO, J. F. Um metodo simples para se estimar area foliar de plantas de gergelim (Sesamum indicum L.). Revista de Oleaginosas e Fibrosas, v. 6, n 1, p. 491-496, 2002.

Adriano Perin *, Danilo Jose Cruvinel e Jose Waldemar da Silva

Instituto Federal de Educacao, Ciencia e Tecnologia Goiano, Rod. Sul Goiana, Km 1, Cx. Postal 66, 75901-970, Rio Verde, Goias, Brasil. * Autor para correspondencia. E-mail: perinrj@yahoo.com.br
Tabela 1. Resultados das analises do solo de baixa e alta
fertilidade.

 pH Mat.
Solo Organica
 [H.sub.2]O g [dm.sup.-3]

Baixa fertilidade 5,0 25.83
Alta fertilidade 6,0 33,05

 P K Ca Mg Al
Solo
 [mmol.sub.c] [dm.sup.-3]

Baixa fertilidade 0,28 1,79 9,20 3,60 0,5
Alta fertilidade 1.23 3,82 9.96 3,24 0,0

Tabela 2. Altura das plantas de gergelim (cm) submetidas
as doses do adubo 04:14:08, em solo de baixa e alta
fertilidade, em condicoes de casa-de-vegetacao.

Tratamento
kg [ha.sup.-1]
de 04-14-08 Baixa Fertilidade

 30 DAE 43 DAE 55 DAE 71 DAE

0 9,16 B 10,5 C 16,50 B 23,75 C
100 27,08 A 37,5 B 55,75 A 57,00 B
200 26,75 A 39,75 AB 58,00 A 65,00 AB
400 27,25 A 44,25 AB 61,25 A 69,50 AB
800 28,75 A 48,5 A 66,75 A 77,50 A

C.V (%) 15,867 11,499 10,453 12,572

Tratamento
kg [ha.sup.-1]
de 04-14-08 Alta Fertilidade

 30 DAE 43 DAE 55 DAE 71 DAE

0 19,00 C 32,25 B 48,75 A 68,25 A
100 26,25 AB 40,75 AB 56,50 A 60,25 A
200 29,25 A 47,00 A 58,75 A 65,75 A
400 26,25 AB 41,50 AB 54,50 A 60,00 A
800 24,75 B 38,75 AB 52,00 A 63,50 A

C.V (%) 7,500 12,272 8,506 10,025

Medias seguidas de letras iguais, na coluna, nao diferem
entre si pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade.

Tabela 3. Equacoes quadraticas referentes ao peso de materia
seca de hastes e vagens, numero de vagens por planta e producao
de graos de gergelim, e seus respectivos pontos de maximo
produtividade, submetido a niveis crescentes do adubo
04:14:08, em solo de baixa fertilidade, em condicoes de
casa-de-vegetacao.

Parametros Equacoes

Materia seca hastes (g [planta.sup.-1]) [??] = 0,260692 + 0,001584x
 - 0,000001[x.sup.2]

Materia seca vagens (g [planta.sup.-1]) [??] = 0,609077 + 0,003109x
 - 0,000002[x.sup.2]

Numero de vagens por planta [??] = 0,271000 + 0,003816x
 - 0,000003[x.sup.2]

Producao de graos (g [planta.sup.-1]) [??] = 0,823077 + 0,018705x
 - 0,000017[x.sup.2]

 Ponto
Parametros de maximo [r.sup.2]

Materia seca hastes (g [planta.sup.-1]) 792 0,92

Materia seca vagens (g [planta.sup.-1]) 777 0,88

Numero de vagens por planta 636 0,77

Producao de graos (g [planta.sup.-1]) 550 0,77

Tabela 4. Valores medios do peso de materia seca de haste e
vagens, numero de vagens e producao de graos de gergelim
em solo de alta fertilidade, em condicoes de casa-de-vegetacao.

 Materia
 seca (g Producao
 [planta.sup.1] No vagens de graos

 haste Vagens por planta (g [planta.sup.-1])

Valores 4,01 0,34 12,72 25,72
 medios

C.V. (%) 34,21 12,44 39,26 38,23

Tabela 5. Altura das plantas de gergelim (cm) submetidas
a doses crescentes do adubo 04:20:10, em cultivo a campo.

Tratamento
(kg [ha.sup.-1]
de 04-20-10) Altura das plantas (cm)

 15 DAE 30 DAE 50 DAE

0 13,82 A 45,50 B 95,93 C
75 14,44 A 51,75 AB 105,62 B
150 14,40 A 50,62 AB 108,50 AB
300 14,25 A 53,62 A 108,68 AB
450 15,52 A 52,25 A 110,56 AB
600 15,09 A 50,75 AB 113,37 A

CV (%) 8,47 5,46 2,43

Tratamento
(kg [ha.sup.-1]
de 04-20-10) Altura das plantas (cm)

 66 DAE 75 DAE 85 DAE

0 116,60 C 136,87 C 142,19 B
75 127,80 B 145,75 B 151,19 A
150 135,90 AB 151,87 A 152,81 A
300 133,80 AB 152,44 A 155,19 A
450 141,50 A 155,18 A 158,31 A
600 138,60 A 152,62 A 155,87 A

CV (%) 2,80 1,77 2,07

Medias seguidas de letras iguais, na coluna, nao diferem
entre si pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade.

Tabela 6. Valores medios do numero de vagens por planta, peso
de materia seca e produtividade de graos de gergelim, em cultivo
a campo.

Numero de Materia seca Produtividade de graos
vagens por (kg [ha.sup.-1]) (kg [ha.sup.-1])
planta

Valores medios 31,64 3126,87 842,43
CV % 34,21 12,44 39,26
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Author:Perin, Adriano; Cruvinel, Danilo Jose; da Silva, Jose Waldemar
Publication:Acta Scientiarum. Agronomy (UEM)
Date:Jan 1, 2010
Words:3980
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