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Seroepidemiology of Toxoplasma gondii in domestic cats treated in private clinics of Porto Alegre, Brazil/Soroepidemiologia de Toxoplasma gondii em gatos domiciliados atendidos em clinicas particulares de Porto Alegre, RS, Brasil.

INTRODUCAO

Toxoplasma gondii e um coccidio parasito de varias especies animais, incluindo o homem, que se localiza intracelularmente em orgaos e tecidos, provocando varias lesoes patologicas e podendo, em alguns casos, levar o hospedeiro a obito. Os felideos sao importantes no ciclo de vida do Toxoplasma gondii por serem hospedeiros definitivos e, portanto, os unicos que podem contaminar o meio ambiente com oocistos (DUBEY et al., 2004). T. gondii possui tres estagios infectantes, podendo ser transmitido por meio das fezes (oocistos), pela via transplacentaria (taquizoitos) e pelo carnivorismo (cistos com bradizoitos) (FREYRE, 1989; DUBEY, 2004). Os gatos tem por habito cacar pequenos mamiferos ou passaros, e estes, muitas vezes, acham-se infectados pelo parasito na forma de cistos teciduais (TENDER et al., 2000). Os felinos podem eliminar cerca de 360 milhoes de oocistos em um dia, sendo extremamente resistentes as influencias do meio ambiente, podendo esporular e sobreviver na agua do mar por varios meses (DUBEY, 2002; LINDSAY et al., 2003).

Estima-se que 1/3 da populacao mundial possua anticorpos para o T. gondii. Essa taxa aumenta com a idade do individuo, devido a oportunidade maior de adquirir a infeccao (HILL &DUBEY, 2002). O Brasil apresenta indices de prevalencias em humanos que se encontram entre os mais altos, com inqueritos sorologicos demonstrando uma variacao de 37% a 91% (MINISTERIO DA SAUDE, 2006). A importancia da toxoplasmose em saude publica reside, sobretudo, na gravidade da infeccao congenita e suas sequelas (ACHA & SZYFRES, 1977).

Entre novembro de 2001 e janeiro de 2002, o Brasil registrou o maior surto de toxoplasmose do mundo, ocorrido no Municipio de Santa Isabel do Ivai, Parana, com 462 pessoas apresentando sorologia sugestiva de toxoplasmose (IgM reagente). A investigacao epidemiologica concluiu que a fonte de infeccao foi um dos reservatorios de agua da cidade contaminado por fezes de um gato (MINISTERIO DA SAUDE, 2006). Os inqueritos de prevalencia em gatos domesticos realizados em diferentes Estados brasileiros fornecem um panorama da disseminacao do T. gondii nessas regioes (Tabela 1).

Este trabalho teve como objetivo contribuir para uma melhor compreensao da epidemiologia da toxoplasmose felina no meio urbano de Porto Alegre, Rio Grande do Sul (RS), verificando a existencia de diferencas entre as tecnicas de HAI e IF nos soros de felinos amostrados, estabelecendo a influencia das variaveis sexo, raca, idade, acesso ou nao a rua e tipo de alimentacao.

MATERIAL E METODOS

Amostras de sangue de 245 felinos foram colhidas no periodo de abril de 2006 a marco de 2007, armazenadas em tubos para hemograma sem anticoagulante e enviadas ao Laboratorio Particular de Analises Clinicas Veterinarias de Porto Alegre (PETLAB). Os soros foram separados do sangue total, divididos em aliquotas, transferidos para tubos eppendorfs, identificados e armazenados a -20[degre]C no Laboratorio de Protozoologia (PROTOLAB) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A amostragem foi do tipo parcialmente randomico, de acordo com THRUSFIELD (2004), para uma expectativa de prevalencia de 20%, com precisao absoluta de 5%, com nivel de confianca de 95%.

Para determinacao qualitativa e semiquantitativa de anticorpos para T. gondii, foi utilizado o Kit comercial Imuno-HAI TOXO para o teste sorologico, e as amostras com titulos iguais a 1:64 foram consideradas positivas.

A Imunofluorescencia Indireta foi realizada de acordo com CAMARGO (1974). Os soros foram adicionados as laminas contendo o antigeno (cepa de T. gondii cedida pela FIOCRUZ/RJ). Em cada bateria de testes, foram incluidos um soro controle positivo e outro negativo, oriundos, respectivamente, de amostras positivas e negativas da HAI. Foi utilizado o conjugado fluorescente (IgG anti-gato + isotilcianato de fluoresceina, SIGMA[R]) na diluicao especificada pelo fabricante. As amostras foram consideradas positivas quando 50% ou mais dos taquizoitos de cada campo apresentaram fluorescencia periferica completa. As analises estatisticas foram realizadas por meio dos testes de McNemar para os estudos pareados e da regressao logistica, da Anova e do qui-quadrado para analise das variaveis (THRUSFIELD, 2004).

Foi aplicado ao proprietario do animal um questionario epidemiologico contendo perguntas relativas a idade, ao sexo, a raca, ao tipo de alimentacao dos felinos e informacoes sobre a possibilidade destes de acesso a rua.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Utilizando-se a tecnica de Hemaglutinacao Indireta, foi observada soropositividade de 66 animais (26,9%), e do total de 115 machos, 29 (25,2%) foram positivos, e do total de 130 femeas, 37 (28,4%) apresentaram positividade. Por meio da tecnica de Imunoflorescencia indireta, 93 animais apresentaram titulos iguais ou superiores a 1:16, representando 37,9% de soropositivos; destes, 35,6% (41/115) foram machos e 40% (52/130) femeas positivos para T. gondii. O teste Qui-quadrado detectou uma diferenca estatisticamente significativa entre HAI e IFI (P=0,0005) (Tabela2).

A frequencia de anticorpos para T. gondii observada no presente estudo assemelha-se aos resultados encontrados por MENDEZ, 1983 (24%); ARAUJO et al., 2003 (37%); NETTO et al., 2003 (24,39%) e MIRO et al., 2004 (32,3%). Autores como GARCIA et al. (1999); DUBEY (2002); AFONSO et al. (2007) detectaram prevalencia superior as obtidas neste estudo. Outros trabalhos evidenciaram valores inferiores aos apresentados neste estudo (LUCAS et al., 1999; BRESCIANI et al., 2007). Os valores observados atualmente em Porto Alegre, quando comparados aos resultados obtidos por MENDEZ (1983) e ARAUJO et al. (2003), demonstram que os niveis de anticorpos em felinos da regiao de Porto Alegre mantiveram-se estaveis nos ultimos anos.

Por meio do questionario epidemiologico, foram constatados dois fatores que contribuiram para a positividade desses animais: o acesso a rua e a idade. Em relacao ao acesso a rua, 47,11% (49/104) foram positivos na tecnica IFI, demonstrando um valor elevado quando comparado aqueles que nao tinham esse acesso (P = 0,011).

De FEO et al. (2002) nao constataram diferenca estatistica significativa de soropositividade entre os gatos de rua (50%; 42/84) e aqueles que possuiam domicilio (36%; 42/116), e SALANT & SPIRA (2004) evidenciaram uma maior prevalencia em gatos domiciliados que nao tinham acesso a rua (40%) que aqueles que viviam exclusivamente na rua (26%), ambos discordando dos resultados obtidos neste estudo. Porem, LUCAS et al. (1999) relataram que o acesso a rua foi um fator que contribuiu para a positividade dos 248 gatos domiciliados da cidade de Sao Paulo, concordando com o presente estudo. PENA et al. (2006) enfatizam em seus estudos que a soroprevalencia de T. gondii em gatos e dependente de alguns fatores, tais como o livre acesso a rua, a idade dos felinos e o metodo sorologico utilizado. A manutencao dos felinos dentro dos domicilios e o fornecimento de alimentacao comercial ou bem cozida, na opiniao desses autores, contribuem para a reducao da prevalencia de T. gondii nos gatos, assim como o controle de gatos sem donos. Em 2002, DUBEY et al., em um estudo sobre prevalencia de T. gondii em gatos domesticos usando o teste da aglutinacao modificado (MAT), constataram um valor de 48% de positivos para um total de 275 animais. A soropositividade em relacao ao acesso a rua foi de 62%, apresentando-se mais elevada que o resultado encontrado neste estudo, que foi de 36,54% na RIFI. Essa diferenca pode ser devido ao teste sorologico empregado. MIRO et al. (2004), na Espanha, demonstraram uma soroprevalencia total, para felinos sem dono, procedentes de areas rurais e domiciliados, de 32,3% na RIFI e uma diferenca significativa foi encontrada em gatos de rua e de areas rurais (36,4%) quando comparados aos gatos domiciliados (25,5%). MOURA et al. (2007) avaliaram soros de 106 gatos domesticos com livre acesso a rua, em uma ilha do Caribe, com 84,9% de positivos para T. gondii no teste da aglutinacao modificado. Os autores sugerem que a contaminacao do meio ambiente por oocistos e muito elevada nessa regiao, contribuindo com a elevada taxa de soropositividade.

Os resultados referentes a positividade dos felinos que tem acesso a rua e a positividade total encontrada neste estudo evidenciam a importancia do ambiente na contaminacao por T. gondii desses felinos. LUCAS et al. (1999) confirmam esse fato, quando relatam que gatos domiciliados com livre acesso a rua tem oportunidade de cacar pequenas presas, ficando mais suscetiveis a infeccao pelo parasito que aqueles que vivem exclusivamente dentro do domicilio. MOURA et al. (2007) sugerem em seus estudos a importancia do meio ambiente contaminado por oocistos de T. gondii. Esse ambiente serve de fonte de contaminacao para seres humanos e animais que o frequentam.

McALLISTER (2005) sugere que os gatos nao andem livremente pelos ambientes externos, pois a reducao da prevalencia da doenca nesses animais diminuira, e consequentemente, a prevalencia em humanos. O solo contaminado pelos oocistos do parasito e uma fonte constante de infeccao e de dificil controle. Com o acesso dos felinos as areas onde possam cacar passaros e roedores, estes estarao sempre expostos a contaminacao.

Os valores referentes a idade encontrados neste trabalho mostram uma positividade de 39,73% em gatos com idade igual ou maior que um ano (P=0,016). GARCIA et al. (1999) constataram que a relacao entre os fatores positividade e gatos mais velhos se justifica pela probabilidade maior desses animais de terem contato previo com o parasito. BRECIANI et al. (2007), em Aracatuba, Sao Paulo, constataram pela IFI, utilizando um ponto de corte =64, soropositividade de 25% (100/400) para T. gondii em felinos do centro de controle de zoonoses. A ocorrencia de felinos adultos positivos foi bem maior quando comparados aos filhotes, sendo os valores iguais a 39,2% e 13,2%, respectivamente, apresentando uma diferenca significativa e concordando com os resultados obtidos com os gatos domiciliados de Porto Alegre. PENA et al. (2006) obtiveram resultados semelhantes aos de BRECIANI et al. (2007) em relacao a idade, com resultados muito proximos: gatos adultos 41,4% e filhotes 13,7% de positividade para T. gondii. CRAEYE et al. (2008), na Belgica, e MERIDA et al. (2008), no Mexico, confirmam que a soroprevalencia aumenta gradualmente com a idade em felinos domiciliados.

Em relacao a utilizacao das tecnicas, da mesma forma que CONCUERA et al. (1981), que compararam as tecnicas de HAI, RIFI, ELISA (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay), FC (Fixacao do Complemento), AD (Aglutinacao direta), conclui-se que a especificidade e sensibilidade variam de acordo com cada tecnica, tendo os melhores resultados a RIFI, ELISA e HAI. Os autores sugerem a utilizacao de, no minimo, duas das tecnicas citadas para a sorologia toxoplasmica. Segundo LARSSON (1989), a Hemaglutinacao Indireta nao e uma tecnica indicada para diagnostico da toxoplasmose, pois pode detectar anticorpos nao especificos, servindo somente como screening. A tecnica da RIFI e um dos melhores metodos de diagnostico para a toxoplasmose, sendo sensivel e segura, podendo ser usada, tanto na fase aguda (pesquisa de IgM), como na fase cronica (pesquisa de IgG) (KAWAZOE, 2000). Uma vantagem muito importante na realizacao do teste e nao requerer organismos vivos, sendo, portanto, a execucao mais segura (URQUHART et al., 1998; ARAUJO, 1999). As desvantagens ocorrem devido ao fato desse teste requerer equipamento especial de custo elevado e necessidade de um conjunto anti-gama-globulina especifico para cada especie animal (LARSSON, 1989).

CONCLUSOES

As prevalencias de anticorpos anti-Toxoplasma gondii de felinos domiciliados atendidos em clinicas particulares da cidade de Porto Alegre apresentaram valores elevados. A tecnica de Imunofluorescencia Indireta mostrou maior sensibilidade nos testes. As variaveis acesso a rua e idade influenciaram na soropositividade dos animais. Nao foram detectadas influencias das variaveis sexo, raca e alimentacao nos resultados das tecnicas empregadas neste estudo.

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem ao Laboratorio de Imunoparasitologia FIOCRUZ, Rio de Janeiro, pela valiosa contribuicao e ao Instituto de Ciencias Basicas de Saude--UFRGS pela execucao da tecnica de Imunofluorescencia Indireta.

FONTES DE AQUISICAO

Kit comercial Imuno-HAI TOXO: WAMA Diagnostica. Rua Aldo Germano Klein, 100. CEP 13560-971, Sao Carlos, SP, Brasil

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Luciane Dubina Pinto (I) * Flavio Antonio Pacheco de Araujo (I) Neusa Saltiel Stobb (II) Sandra Marcia Tietz Marques (I)

(I) Laboratorio de Protozoologia, Departamento de Patologia Clinica, Faculdade de Veterinaria, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Av. Bento Goncalves, 8804, Agronomia, 91540-000, Porto Alegre, RS, Brasil. E-mail: lucianedubina@yahoo.com.br

* Autor para correspondencia.

(II) Setor de Parasitologia, Instituto de Ciencias Basicas da Saude, UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil.
Tabela 1--Prevalencia de anticorpos para Toxoplasma gondii em gatos
domesticos, registrada em inqueritos sorologicos no Brasil.

Localidade           Teste sorologico   No animais

Rio Grande do Sul          HAI             100
Sao Paulo                  RIFI             27
Sao Paulo                  RIFI            350
Sao Paulo e Parana         RIFI            191
Rio Grande do Sul          HAI             100
Rio de Janeiro             HAI              41
Parana                     MAT              58
Sao Paulo                  MAT             237
Sao Paulo                  RIFI            400

Localidade           % Positivos   Referencias

Rio Grande do Sul        24,0      MENDEZ (1983)
Sao Paulo                25,9      ROSA et al. (1987)
Sao Paulo                37,7      CAMARGO et al. (1998)
Sao Paulo e Parana       19,4      LANGONI et al. (1998)
Rio Grande do Sul        37        ARAUJO et at. (2003)
Rio de Janeiro           21,9      NETTO et al. (2003)
Parana                   84,4      DUBEY et al. (2004)
Sao Paulo                35,4      PENA et al. (2006)
Sao Paulo                25        BRESCIANI et al. (2007)

HAI, Hemaglutinacao Indireta; RIFI, Reacao de Imunofluorescencia
Indireta; MAT, Teste de aglutinacao modificado.

Tabela 2--Resultados sorologicos das tecnicas de Hemaglutinacao
Indireta (HAI) e Reacao de Imunofluorescencia Indireta
(RIFI) para T. gondii em felinos atendidos em clinicas
particulares, no periodo de abril de 2006 a marco de
2007, Porto Alegre, RS, Brasil.

           Resultados        HAI        IFI

Positivo    66 (13,5%)    93 (19%)   159 (32,5%)
Negativo   179 (36,5%)   152 (31%)   331 (67,5%)
Total      245 (50%)     245 (50%)   490 (100%)
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Author:Pinto, Luciane Dubina; de Araujo, Flavio Antonio Pacheco; Stobb, Neusa Saltiel; Marques, Sandra Marc
Publication:Ciencia Rural
Article Type:Report
Date:Nov 1, 2009
Words:3830
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