Printer Friendly

Sensitivity profile of pathogenic isolated bacteria from dogs facing antimicrobial/Perfil de sensibilidade de bacterias patogenicas isoladas de caes frente a antimicrobianos/Perfil de la sensibilidad de bacterias patogenas aisladas de perros frente a los antimicrobianos.

INTRODUCAO

A resistencia aos antimicrobianos e um dos grandes problemas da medicina e da medicina veterinaria, e e causada basicamente pela evolucao das bacterias, pela mutacao espontanea e recombinacao de genes, que criam variabilidade genetica sobre a qual atua a selecao natural aos mais aptos (1).

A situacao e preocupante, pois para a descoberta e producao de novos antimicrobianos sao necessarios muitos anos e os individuos acometidos por micro-organismos resistentes sofrem falhas de tratamento, aumento do custo da terapia e prolongamento do tempo de recuperacao o que pode levar a exposicao de outros agentes infecciosos altamente patogenicos (1).

O aumento desse fenomeno de resistencia e cada vez mais frequente com os animais. Oliveira et al. (2) verificaram a resistencia de cepas de Staphylococcus intermedius de caes com otite a penicilina G (25,96%), ampicilina (16,67%), eritromicina (27,78), tetraciclina (24,07%) e clindamicina (18,52%).

A transferencia de bacterias resistentes dos animais ao homem e possivel, sendo um assunto de importancia para a saude publica (3). A relacao entre o uso de antimicrobianos em medicina veterinaria e a transferencia de bacterias resistentes e um assunto que necessita ser mais pesquisado (4). Porem, estudos mostram que a microbiota intestinal de caes saudaveis pode atuar como reservatorio de genes ligados a resistencia (5).

Descheemaeker et al. (6), estabeleceram alguma identidade de genes de resistencia contra glicopeptideos em Enterococcus faecium isolados em porcos e aves e em seres humanos, indicando a possibilidade de troca de marcadores geneticos de resistencia entre bacterias isoladas de animais e seres humanos.

O presente trabalho teve como objetivo tracar o perfil de sensibilidade aos antimicrobianos de bacterias patogenicas causadoras de diferentes infeccoes, isoladas de caes.

MATERIAIS E METODOS

As amostras foram coletadas de caes, machos e femeas, de diferentes idades e racas, com infeccoes bacterianas variadas.

O material obtido foi semeado em meio de agar Mac Conkey e base de agar sangue composta com 7% de sangue ovino desfibrinado. Em seguida, as amostras foram incubadas em condicoes de aerobiose a 37[degrees]C e observadas em 24, 48, 72 e 96 horas.

Para as amostras que apresentaram isolamentos, estas tiveram sua analise macroscopica, microscopica (morfotintorial pelo metodo de Gram) e bioquimica, seguindo as provas taxonomicas segundo Quinn et al. (7).

As amostras coletadas para o antibiograma seguiram a metodologia sugerida pela ANVISA--Agencia Nacional de Vigilancia Sanitaria (8). O meio de cultivo para o antibiograma foi Agar Mueller-Hinton (MHA).

Foram selecionadas e repicadas 4 ou 5 colonias sob teste para 5 mL de meio de cultivo em caldo. O caldo inoculado foi incubado por 2 a 8 horas a temperatura de 37[degrees]C, deixando assim o micro-organismo crescer ate atingir a turbidez padrao, correspondente a 0,5 da escala de Mac Farland. Dentro de 15 minutos apos o ajustamento da turbidez, foi introduzido um swab esteril e nao toxico no inoculo, para colheita de amostra bacteriana, sendo o material assim obtido distribuido homogeneamente pela superficie da placa de Petri para posterior colocacao dos discos com os antimicrobianos a serem testados.

Apos a colocacao dos discos, as placas foram incubadas a 37 [degrees]C, sendo que a leitura das placas foi realizada apos 24 horas de incubacao. Os diferentes microrganismos foram avaliados como sensiveis ou resistentes, com o grupo intermediario considerado resistente.

A analise dos resultados foi realizada de acordo com os diferentes micro-organismos e drogas testadas, utilizando-se como metodo estatistico a analise descritiva com porcentagem simples.

RESULTADOS E DISCUSSAO

O maior grupo isolado foi das bacterias Gram-negativas, sendo identificados 54 microorganismos. No grupo dos Streptococcus spp. foram isoladas 25 amostras e no grupo dos Staphylococcus spp. 21 amostras.

No grupo das bacterias Gram-negativas o agente mais isolado foi a Escherichia coli (55,55%), seguido de Proteus spp. (14,81%) e Pseudomonas spp. (11,1%). Tambem foram isolados: Klebsiella spp. (5,55%), Enterobacter cloacae (3,70%), Corynebacterium spp. (3,70%), Hafnia alvei (1,85%), Pasteurella spp (1,85%) e Neisseria spp (1,85%).

A Tabela 1 mostra a porcentagem de resistencia bacteriana frente aos antimicrobianos testados no experimento.

Os antimicrobianos que apresentaram menor eficacia para as bacterias Gram-negativas foram: tetraciclina com 83,02% de resistencia, em seguida a azitromicina com 81,48%. Nesse mesmo grupo, alguns antimicrobianos obtiveram baixa eficacia, como e o caso da doxiciclina que apresentou 77,78% de resistencia bacteriana, ampicilina 62,96%, ceftiofur 50%, florfenicol 50%, cefalexina 46,3% e enrofloxacino 44,44%. As drogas mais eficazes para essas bacterias foram: norfloxacino 18,52% de resistencia bacteriana, gentamicina 20,37%, levofloxacino 27,78%, amoxicilina + acido clavulanico 31,48%, ciprofloxacino 31,48%, amicacina 33,33%, ceftriaxona 33,33%, cloranfenicol 35,19% e sulfa + trimetoprin 35,19%.

A tetraciclina e a doxicilina foram os farmacos mais ineficazes para as bacterias Gramnegativas, indicando que pode ocorrer reacao cruzada entre esses grupos de antimicrobianos. A resistencia as tetraciclinas provavelmente ocorre em decorrencia da aquisicao dos plasmidios R, principalmente nos bacilos Gram-negativos entericos que sao portadores desses elementos geneticos extracromossomais.

A azitromicina apresentou alta porcentagem de resistencia, a essas bacterias. Segundo Tavares (9), os bacilos Gram-negativos, dos generos Klebsiella, Proteus, Citrobacter, Enterobacter, Serratia, Pseudomonas sao naturalmente resistentes a azitromicina. Porem em relacao a outras bacterias Gram-negativas a resistencia ocorreu por transferencia de plasmidios R que levam a metilacao do RNA ribossomico, impedindo a fixacao do antimicrobiano no ribossomo da bacteria.

A ampicilina e amoxicilina com acido clavulanico sao farmacos muito utilizados na medicina veterinaria, em especial para infeccoes causadas por bacterias Gram-negativas. Porem o desempenho de ambas foi baixo, em especial a ampicilina, confirmando a afirmacao do aumento drastico da sua resistencia nos ultimos anos em decorrencia da ampla utilizacao na terapeutica, muitas vezes de forma inadequada.

As cefalosporinas de primeira e terceira geracao apresentaram alta porcentagem de resistencia, especialmente o ceftiofur que foi o mais ineficaz desse grupo de antimicrobianos. Era esperado que a cefalosporina de terceira geracao, ceftiofur, apresentasse melhor desempenho do que cefalosporina de primeira geracao, cefalexina, porem, a porcentagem de resistencia foi semelhante entre ambas. E importante que se leve em consideracao que o ceftiofur e um antimicrobiano de custo elevado, muito utilizado em medicina veterinaria, mas no presente trabalho apresentou desempenho similar a farmacos mais baratos, nao justificando a relacao custo-beneficio da sua utilizacao. A ceftriaxona foi a cefalosporina de melhor desempenho frente aos Gram-negativos.

O florfenicol e considerado mais eficaz desse grupo de antimicrobianos devido a possuir um atomo de fluor na posicao do carbono 3, local onde o cloranfenicol possui o radical hidroxila o que reduziria o numero de locais disponiveis para as reacoes de acetilacao bacteriana, tornando-o mais resistente a inativacao por enzimas produzidas por bacterias. Porem no presente estudo, foi observada maior porcentagem de resistencia ao florfenicol do que ao cloranfenicol. Isso pode ter ocorrido pela resistencia primaria ao florfenicol observada usualmente com a Pseudomonas aeruginosa, Serratia spp. e Proteus spp. Em relacao aos outros agentes Gram-negativos, pode ter ocorrido a resistencia adquirida por transferencia de plasmidios com genes de resistencia, observada entre as enterobacterias, estreptococos e estafilococos. A baixa eficacia do cloranfenicol frente a esse grupo de bacterias pode ser explicada por sua inativacao enzimatica, sendo o principal mecanismo de resistencia a este antimicrobiano devido a presenca nas bacterias resistentes da cloranfenicol-acetiltransferase.

Nas fluorquinolonas tambem foram observadas altas porcentagens de resistencia, em especial ao enrofloxacino. A resistencia adquirida e de origem cromossomica e ocorre com frequencia nas bacterias Gram-negativas, especialmente a Pseudomonas aeruginosa. Em relacao ao levofloxacino, ocorreu consideravel resistencia a esse grupo de bacterias, mesmo sendo o seu uso ainda pouco frequente na medicina veterinaria. Isso pode ser explicado pela resistencia cruzada com outras fluorquilononas muito utilizadas na terapeutica veterinaria, como o enrofloxacino. Karaka et al. (10), constataram que a resistencia do ciprofloxacino frente a Escherichia coli era de 27,6% em humanos e no presente estudo mostrou que essa porcentagem e de 31,48% para caes.

O baixo desempenho da sulfa associada ao trimetoprim no caso de Pseudomonas spp. e devido aos genes cromossomicos encontrados nessas bacterias, resultando na impermeabilidade da droga. Em relacao a Klebsiella spp. a resistencia ocorreu pela producao de diidrofolato-redutase, com menos afinidade pelo trimetoprim (9).

A amicacina apresentou baixa eficacia frente as bacterias Gram-negativas. Isso pode ter ocorrido por transferencia de plasmidio com genes de resistencia (11).

Streptococcus spp. foi o grupo que apresentou maior numero de cepas resistentes. Os farmacos com baixa eficacia foram: tetraciclinas com 80% de resistencia, eritromicina 72%, enrofloxacino 52%, levofloxacino 52%, ampicilina 48%, azitromicina 48%, ciprofloxacino 48%, norfloxacino 48%, penicilina G 48% e sulfa + trimetoprin 48% de resistencia. Os antimicrobianos mais eficazes para os Streptococcus spp. foram: amoxicilina + acido clavulanico com 4% de resistencia, cefalexina 12%, florfenicol 24%, ceftiofur 28%, ceftriaxona 28%, oxacilina 28% e cloranfenicol com 32% de resistencia.

Assim como no caso das bacterias Gram-negativas, a tetraciclina apresentou maior porcentagem de resistencia frente aos estreptococos, indicando a aquisicao de plasmidios R e o seu uso indiscriminado por longo tempo em medicina veterinaria como principais causas da resistencia.

A azitromicina, assim como a eritromicina, apresentou alta porcentagem de resistencia frente a esse grupo de bacterias, que pode ser explicado pela mutacao que tem sido encontrada em Streptococcus pyogenes e Staphylococcus aureus, alterando uma proteina na subunidade 50S, onde se fixa os macrolideos, nao ocorrendo assim a fixacao do antimicrobiano ao ribossomo da bacteria (10).

As fluorquinolonas apresentaram baixa eficacia, especialmente o enrofloxacino, com maior porcentagem de resistencia frente aos estreptococos em relacao aos demais grupos bacterianos. A maior porcentagem de resistencia do levofloxacino foi frente aos Streptococcus spp. Sendo uma droga praticamente nao utilizada em medicina veterinaria, pode-se concluir que esta ocorrendo resistencia cruzada com outros antimicrobianos, o que inviabiliza a prescricao de um farmaco ainda nao devidamente utilizado em medicina veterinaria. E conhecido que os micro-organismos resistentes as quinolonas podem apresentar resistencia cruzada com cefalosporinas, cloranfenicol e tetraciclinas (9).

A amoxicilina associada ao acido clavulanico foi ativa contra Streptococcus spp. diferentemente da ampicilina, indicando que nao ocorreu resistencia cruzada que e extremamente comum nesse grupo de antimicrobiano. Podemos concluir tambem que o acido clavulanico tem se mostrado efetivo frente as betalactamases.

A penicilina G apresentou baixa eficacia frente a esse grupo de bacterias, como ja foi descrito em estudo anterior (12). Como os estreptococos nao produzem beta-lactamases, o mecanismo de resistencia esta relacionado a modificacoes nas PBPs, que apresentam menor afinidade pela droga o que diminui a ligacao nas mesmas (9).

A oxacilina foi menos eficaz frente aos Streptococcus, sendo as alteracoes das PBPs e alteracoes da permeabilidade da membrana celular bacteriana os mecanismos mais comuns de resistencia.

No grupo dos Staphylococcus spp. nao ocorreram altos indices de resistencia aos antimicrobianos testados. Os farmacos com menor eficacia foram: ampicilina com 57,14% de resistencia, sulfa + trimetoprin e tetraciclina 52,38% de resistencia. As drogas mais eficazes foram: amicacina, amoxicilina + acido clavulanico, gentamicina, levofloxacino, com 4,76% de resistencia; cefalexina, ceftiofur, ceftriaxona e cloranfenicol, 9,52%; vancomicina 13,33%, norfloxacino 19,05%, ciprofloxacino, enrofloxacino e oxacilina 23,81% e azitromicina com 33,33% de resistencia.

A penicilina antiestafilococica, oxacilina apresentou porcentagem de resistencia consideravel, sendo resultado de genes cromossomicos que codificam mutacoes no receptor de acao dos beta-lactamicos, as PBPs, havendo a producao de novas PBPs (PBP 2a ou PBP2') com pequena afinidade por esses antimicrobianos (9).

A vancomicina e uma das ultimas opcoes terapeuticas contra bacterias multidrogas resistentes em medicina humana e e proibido seu uso na medicina veterinaria. Porem, 13,33% dos Staphylococcus testados apresentaram resistencia a essa droga e como nao houve administracao de vancomicina nos caes, podemos supor que ocorreu uma resistencia mediada por plasmidios, de bacterias humanas resistentes para os animais. Isto talvez represente o mais que surpreendente achado em termos de resistencia bacteriana observado neste trabalho e e um risco real em saude publica pois expoem as pessoas que tem contato direto com os caes a cepas de Staphylococcus totalmente resistentes a um antimicrobiano reservado para situacoes especiais nos hospitais.

A azitromicina tambem apresentou baixo desempenho frente as bacterias testadas. E essas altas porcentagens significam que esta ocorrendo um aumento crescente da resistencia a esse antimicrobiano surpreendentemente, pois seu uso em medicina veterinaria ainda e pouco difundido.

A ampicilina teve pior desempenho quando comparada a amoxicilina, isso demonstra que nao houve resistencia cruzada comum entre esses farmacos. A amoxicilina associada ao acido clavulanico foi mais ativa contra Streptococcus spp. e Staphylococcus spp.

Foi observado alta resistencia bacteriana frente a sulfa, isso esta ocorrendo devido a sua ampla utilizacao durante muitos anos na medicina veterinaria, muitas vezes sem criterio tecnico.

As fluorquinolonas, em especial, o enrofloxacino, tiveram um desempenho abaixo do esperado, o que tambem pode ser explicado pelo aumento da sua utilizacao em caes, sendo que muitos profissionais o fazem de forma indiscriminada.

O florfenicol teve pior desempenho em relacao ao cloranfenicol no geral, significando que as bacterias alem de produzirem as enzimas inativantes, tambem adquirem plasmidios de resistencia para esse antimicrobiano, ao passo que o cloranfenicol apesar de utilizado ha 60 anos ainda superou a maioria dos antimicrobianos testados, inclusive os mais modernos como a azitromicina e o levofloxacino.

As cefalosporinas apresentaram-se ativas frente aos micro-organismos testados. Nao foi observada uma diferenca significantiva de desempenho entre as cefalosporinas de primeira e terceira geracao, o que demonstra para essa familia de antimicrobianos que a descoberta e producao de novas drogas nao melhorou praticamente em nada a eficacia terapeutica das mesmas.

A gentamicina e muito ativa frente a enterobacterias e Pseudomonas aeruginosa e dificilmente apresenta resistencia cruzada com outros antimicrobianos. A resistencia bacteriana a esse farmaco e adquirida principalmente pela transferencia de fatores R pelo processo de conjugacao, que produzem enzimas inativantes e a resistencia por mutacao e muito rara, o que explica a sua maior efetividade entre todos os antimicrobianos testados (9).

CONCLUSOES

O presente estudo mostrou que a resistencia dos micro-organismos esta em ascensao em praticamente todos os antimicrobianos testados, mesmo aqueles ainda sequer utilizados em medicina veterinaria como o levofloxacino ou pouco utilizados como a azitromicina e oxacilina.

A resistencia encontrada a vancomicina foi surpreendente, visto que e uma das ultimas opcoes terapeuticas contra bacterias multidrogas resistentes e o seu uso na medicina veterinaria e proibido. Como nao houve administracao de vancomicina nos caes, podemos supor que a teoria da transmissao de genes de resistencia e possivel entre as linhagens de bacterias isoladas de humanos e caninos.

A frequencia dessa transmissao ainda nao e conhecida. Mas ela existe, significando um problema de saude publica. Os caes sao reservatorios dessas bacterias multidrogas resistentes e podem transmitir por meio de plasmidios os genes de resistencia. E provavel que o aumento da proximidade com esses animais facilite a transmissao, causando um grave problema de saude publica.

REFERENCIAS

(1.) Andrade SP. Manual de terapeutica veterinaria. 2 ed. Sao Paulo: Rocca; 2002.

(2.) Oliveira LC, Brilhante RSN, Cunha MAS, Carvalho CBM. Perfil de isolamento microbiano em caes com otite media e externa associadas. Arq Bras Med Vet Zootec. 2006;58:32-5.

(3.) Wegener H, Bager F, Arestrup FM. A vigilancia da resistencia antimicrobiana no homem e nos animais na Europa. Euro Surveill. 1997;2:21-2.

(4.) Ossiprandi MC, Bottarelli E, Cattabiani F. Susceptibility to vancomycin and other antibiotics of 165 Enterococcus strains isolated from dogs in Italy. Comp Immunol Microbiol Infect Dis. 2008;31:1-9.

(5.) Guardabassi L, Schwarz S, Loyd DH. Pet animals as reservoirs of antimicrobial-resistant bacteria. J Antimicrob Chemother. 2004;54:321-32.

(6.) Descheemaeker PRM, Chapelle S, Devriese LA, Butaye P, Vandamme P, Goossens H. Comparison of glycopeptide-resistant Enterococcus faecium isolates and glycopeptides resistance genes of human and animal origins. Antimicrob Agents Chemother. 1999;43:2027-32.

(7.) Quinn PJ, Carter ME, Markey BK, Carter GR. Clinical veterinary

microbiology. London: Wolfe; 1994.

(8.) Agencia Nacional de Vigilancia Sanitaria. Resistencia microbiana--mecanismos e impacto clinico [Internet]. Brasilia; 2008 [acesso em 2009 Nov 16]. Disponivel em: http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/rede_rm/cursos/atm_racional/modulo2/lab oratorio2.htm

(9.) Tavares W. Manual de antibioticos e quimioterapicos antiinfecciosos. 3 ed. Sao Paulo: Atheneu; 2001.

(10.) Karaca Y, Coplu N, Gozalan A, Oncul O, Citil BE, Esen B. Clo-trimoxazole and quinolone resistance in Escherichia coli isolated from urinary tract infections over the last 10 years. Int J Antimicrob Agents. 2005;26:75-7.

(11.) Brooks GF, Butel JS, Morse SA. Microbiologia medica. 21 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2000.

(12.) Paes AC, Siqueira AK. Perfil de sensibilidade e resistencia dos streptococcus spp frente a antimicrobianos de uso veterinario. Rev Bras Med Vet. 2004;26:3.

Recebido em: 20/11/11

Aceito em: 17/10/12

Adriana Resmond Cruz [1]

Antonio Carlos Paes [2]

Amanda Keller Siqueira [3]

[1] Mestre do Departamento de Higiene Veterinaria e Saude Publica. Faculdade de Medicina Veterinaria e Zootecnia de Botucatu. Distrito de Rubiao Jr. s/n. Botucatu-SP. CEP: 18618-000. (14) 3811-6270. aresmond@hotmail.com

[2] Professor Doutor do Departamento de Higiene Veterinaria e Saude Publica. Faculdade de Medicina Veterinaria e Zootecnia de Botucatu. Distrito de Rubiao Jr. s/n. Botucatu-SP. CEP: 18618-000. (14) 3811-6270. paesacmi@fmvz.unesp.br

[3] Doutoranda do Departamento de Higiene Veterinaria e Saude Publica. Faculdade de Medicina Veterinaria e Zootecnia de Botucatu. Distrito de Rubiao Jr. s/n. Botucatu-SP. CEP: 18618-000. (14) 3811-6270. kellersiqueira@hotmail.com
Tabela 1. Porcentagem de resistencia bacteriana frente
aos antimicrobianos testados, Botucatu 2009.

%                    Gram-     Streptococcus   Staphylococcus
                   negativos     (n = 25)         (n = 21)
                   (n = 54)

amicacina            33,33          NT              4,76
amoxicilina +        31,48         4,00             4,76
  ac.clavulanico
ampicilina           62,96         48,00           57,14
azitromicina         81,48         48,00           33,33
cefalexina           46,30         12,00            9,52
ceftiofur            50,00         28,00            9,52
ceftriaxona          33,33         28,00            9,52
ciprofloxacino       31,48         48,00           23,81
cloranfenicol        35,19         32,00            9,52
doxiciclina          77,78          NT               NT
enrofloxacino        44,44         52,00           23,81
eritromicina          NT           72,00             NT
florfenicol          50,00         24,00             NT
gentamicina          20,37          NT              4,76
levofloxacino        27,78         52,00            4,76
norfloxacino         18,52         48,00           19,05
oxacilina             NT           28,00           23,81
penicilina G          NT           48,00             NT
sulfametrin          35,19         48,00           52,38
tetraciclina         83,02         80,00           52,38
vancomicina           NT            NT             13,33

* NT: nao testado

Figura 1. Resistencia de bacterias Gram-negativas frente aos
Antimicrobianos testados, Botucatu, 2009.

Legenda:

D1: amicacina
D2: amoxicilina+
  ac.clavulanico
D3: ampicilina
D4: azitromicina
D5: cefalexina
D6: ceftiofur
D7: ceftriaxona
D8: ciprofloxacino
D9: cloranfenicol
D10: doxiciclina
D11: enrofloxacino
D13: florfenicol
D14: gentamicina
D15: levofloxacino
D16: norfloxacino
D19: sulfametrin
D20: tetraciclina

Figura 2. Resistencia de Streptococcus ssp. Frente aos antimicrobianos
Testados, Botucatu 2009

Legenda:

D2: amoxicilina + ac.clavulanico
D3: ampicilina
D4: azitromicina
D5: cefalexina
D6: ceftiofur
D7: ceftriaxona
D8: ciprofloxacino
D9: cloranfenicol
D11: enrofloxacino
D12: eritromicina
D13: florfenicol
D15: levofloxacino
D16: norfloxacino
D17: oxacilina
D18: penicilina G
D19: sulfametrin
D20: tetraciclina

Figura 3. Resistencia de Staphylococcus spp. Frente aos
Antimicrobianos testados, Botucatu, 2009

Legenda:

D1: amicacina
D2: amoxicilina + ac.clavulanico
D3: ampicilina
D4: azitromicina
D5: cefalexina
D6: ceftiofur
D7: ceftriaxona
D8: ciprofloxacino
D9: cloranfenicol
D11: enrofloxacino
D14: gentamicina
D15: levofloxacino
D16: norfloxacino
D17: oxacilina
D19: sulfametrin
D20: tetraciclina
D21: vancomicina
COPYRIGHT 2012 Universidade Estadual Paulista. Facultade de Medicina Veterinaria e Zootecnia
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2012 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Author:Cruz, Adriana Resmond; Paes, Antonio Carlos; Siqueira, Amanda Keller
Publication:Veterinaria e Zootecnia
Date:Dec 1, 2012
Words:3154
Previous Article:Profile of agglutinins anti-brucella and anti-Leptospira and health conditions of sheep from northwest region of the state of Sao Paulo,...
Next Article:Ultrasonographic evaluation of snakes coelomic cavity/Avaliacao ultrassonografica da cavidade celomatica de serpentes/Evaluacion ultrasonografica de...
Topics:

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2020 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters