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Self-rating of oral health according to the Oral Health Impact Profile and associated factors: a systematic review/Autopercepcao de saude bucal conforme o Perfil de Impacto da Saude Bucal (OHIP) e fatores associados: revisao sistematica.

A relacao entre determinantes sociais desfavoraveis e a manifestagao de piores condicoes de saude bucal e um tema relevante para a investigagao cientifica. Problemas bucais como a carie e a doenga periodontal tem sido associados a indicadores de iniquidades, como, por exemplo, baixa renda e baixa escolaridade, entre outros (1-3).

Da mesma forma, na atualidade, a associacao entre o conceito de qualidade de vida e aspectos gerais de saude, incluindo a saude bucal (4, 5), tem sido amplamente discutida. Essa associacao tem papel fundamental na percepcao das pessoas, demarcando uma questao subjetiva relacionada a autoimagem, a apreensao de necessidades e a busca por cuidados odontologicos (6). A literatura tem registrado, inclusive, a existencia de uma dissonancia entre a necessidade de tratamento expressa pelo cirurgiao-dentista e aquela referida pelo paciente (7). Alem disso, ha evidencias de que a autopercepcao negativa da saude guarda relagao com indicadores de iniquidades sociais, evidenciando a acao deleteria dos determinantes sociais de saude (8, 9).

A comunidade cientifica especializada, ao compreender criticamente essa questao, tem procurado criar e validar instrumentos que avaliam o impacto das condicoes de saude bucal na qualidade de vida dos individuos, denominados comumente na literatura pela expressao "indicadores sociodentais" (10). Entre esses indicadores destaca-se, por seu amplo uso, o Perfil de Impacto da Saude Bucal, ou Oral Health Impact Profile (OHIP) (11).

O OHIP considera as consequencias sociais dos problemas bucais de acordo com a percepcao dos proprios individuos afetados. Em sua versao original, e composto por 49 questoes (11). Em 1997, uma versao abreviada do OHIP foi criada, o OHIP-14, contendo 14 questoes (12). O instrumento contempla sete dimensoes do impacto a ser medido: limitagao funcional, dor fisica, desconforto psicologico, incapacidade fisica, incapacidade psicologica, incapacidade social e deficiencia. As respostas sao dadas de acordo com uma escala codificada como: 0 = nunca, 1 = raramente, 2 = as vezes, 3 = frequentemente e 4 = sempre. Quanto mais alto o valor atribuido pelo respondente, pior e a autopercepcao do impacto (11).

Diferentes metodos ja foram propostos para analisar as respostas obtidas. No metodo da adigao, os escores numericos de todas as respostas sao somados, independentemente da frequencia de cada tipo de escore (ou seja, nao importa o numero de respostas com escore baixo, que indica pouco impacto, ou alto, que indica grande impacto). Quanto mais alto for o valor resultante da soma, pior e o impacto da condicao autorrelatada (13). Esse procedimento permite uma avaliagao em termos de severidade (14). No metodo da simples contagem, e computado, para cada respondente, o numero de vezes em que aparecem os codigos 3 ou 4 ("frequentemente" e "sempre", respectivamente) (13). Isso reflete o numero dos impactos funcionais e psicossociais mais graves, experimentados em um periodo regular. A simples contagem e indicada quando se deseja definir a extensao do problema (14). A fim de verificar se os impactos sao cronicos ou apenas transitorios, a analise pode enfocar o que se denomina de "casos", ou seja, os itens classificados como "frequentemente" ou "sempre" por determinados grupos (14, 15). Ainda ha o metodo da atribuicao de pesos, no qual os codigos das respostas sao multiplicados pelos pesos das mesmas e a seguir sao somados, gerando um valor ponderado (13). Contudo, ha sugestao, na literatura, de que o uso de valores nao ponderados nao piora o de sempenho do OHIP (13).

Existem tambem adaptacoes do instrumento para populacoes especificas (16-19). A aplicabilidade do OHIP e am pla e tem sido demonstrada em distintas culturas e diferentes paises, na busca por uma eventual associacao com fatores sociais, economicos, demograficos e comportamentais (6, 16-34).

Nesse sentido, esta revisao sistematica teve como objetivo produzir uma metassumarizagao qualitativa, descrevendo os principais resultados obtidos em pesquisas publicadas entre os anos de 2001 e 2011 a fim de identificar a existencia de associacao entre fatores sociais, demograficos, economicos, psicossociais e comportamentais e a autopercepcao da condicao de saude bucal aferida pelo OHIP.

MATERIAIS E METODOS

A presente revisao sistematica, com vistas a producao de uma metassumarizagao qualitativa (35), adaptou as recomendacoes propostas no guia Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses, o PRISMA (36). O diagrama da selecao dos artigos que compoem esta revisao sistematica se encontra na figura 1.

Criterios de inclusao e fontes de informado

Dois criterios iniciais de inclusao foram adotados para a selecao de artigos: publicacao entre janeiro de 2001 e dezembro de 2011; e incluir amostras compostas por individuos adultos, com idade igual ou superior a 18 anos. Nao foi feita restrigao quanto ao idioma dos artigos.

Foram lidos e sumarizados textos que abordassem a associacao entre a autopercepcao em saude bucal medida pelo OHIP e os seguintes fatores: condicoes de saude geral; condicoes clinicas bucais, como uso de proteses, presenga de carie e de doenga periodontal; condicoes socioeconomicas, como renda e escolaridade; fatores sociodemograficos, como genero, idade e etnia; fatores psicossociais, como suporte social; e fatores comportamentais, como uso de cigarro, de bebida alcoolica ou de outras drogas, alem de comportamentos especificos, como habito de higiene bucal.

As bases de publicacoes eletronicas consultadas foram a National Library of Medicine (NLM), que utiliza a interface PubMed, e a Biblioteca Virtual em Saude (BVS/BIREME), que inclui LILACS, IBECS, Medline, Biblioteca Cochrane e SciELO.

Estrategia de busca

A estrategia de busca de artigos nas bases citadas utilizou os seguintes descritores padronizados (apenas em ingles): oral health, quality of life, sickness impact profile e socioeconomic factors. Esses termos sao Medical Subject Headings (MeSH, http:// www.nlm.nih.gov/mesh/meshhome. html). Utilizou-se a expressao booleana "AND" a fim de serem localizados os registros onde ocorressem simultaneamente os descritores referidos.

Selecao dos estudos

A primeira etapa foi a de identificacao dos estudos. Para fins de selecao, foram descartadas as publicacoes em duplicidade por meio da leitura dos titulos das mesmas. Para a elegibilidade, os textos foram lidos na integra. Foram excluidos relatos nos quais o instrumento OHIP e os fatores associados nao foram citados, revisoes narrativas de literatura e estudos de validagao de instrumentos.

Processo de extracao dos dados

Os textos foram lidos e resumidos, observando-se aspectos de autoria, ano da publicacao, caracteristicas amostrais e detalhes dos metodos, com particular atencao ao instrumento de pesquisa utilizado (OHIP) e ao tipo de analise dos resultados.

RESULTADOS

Foram identificados 57 trabalhos nas bases. Apos a exclusao dos artigos em duplicidade, mantiveram-se 38 estudos. Desses, na etapa da elegibilidade foram excluidos 18 textos, o que resultou em uma amostra final de 20 artigos (figura 1).

Todas as publicacoes incluidas nesta revisao tiveram desenho transversal. O metodo de trabalho com o OHIP foi o da adicao em 16 pesquisas (80%). Em 12 estudos (60%) o metodo de analise estatistica foi a regressao, com abordagens diversificadas. Os testes parametricos ou nao-parametricos estiveram presentes em sete (35%) pesquisas (tabela 1).

Os estudos apontam a aplicacao do OHIP em paises de todos os continentes (tabela 2). Houve grande variagao quanto ao tamanho das amostras: a menor continha 47 sujeitos e a maior, 551. Somente um estudo (6) nao descreveu o numero exato de participantes, tendo mencionado apenas que a analise foi baseada em conjuntos de dados obtidos junto aos sujeitos da pesquisa (tabela 2). Em 15 estudos houve maior participacao de mulheres. A media da faixa etaria, considerando-se somente as pesquisas que indicaram esse dado, foi de 50,6 anos. Quanto ao instrumento utilizado na avaliagao do impacto, a versao original do OHIP, o OHIP-49, foi empregada em tres estudos (15%). Em quatro estudos (20%) versoes adaptadas do instrumento foram encontradas: o OHIP-J, o NHANES (National Health and Nutrition Examination Survey)-OHIP e o OHIP-20. Em 13 (65%) pesquisas o OHIP-14 foi utilizado (tabela 2).

Na tabela 3 sao apresentadas as associacoes entre os fatores considerados desfavoraveis e os piores autorrelatos da condicao de saude bucal aferidos pelo OHIP, independentemente da forma de analise empregada.

DISCUSSAO

No presente artigo foram analisados estudos que empregaram o OHIP como instrumento de afericao do impacto da saude bucal, em suas diferentes formas, a fim de verificar sua eventual associacao com outros fatores. Para tanto, foram pesquisados artigos que tratavam da tematica da saude bucal relacionada a qualidade de vida. A forma abreviada desse instrumento, o OHIP-14, e frequentemente citada como tendo maior simplicidade de aplicacao, contrariamente a sua forma original, composta por 49 questoes, que despende muito tempo. Portanto, esse formato longo tem sido menos indicado (12). Essa pode ser a justificativa para a utilizacao majoritaria da versao curta nos estudos revisados (22-34).

O OHIP teve sua aplicabilidade demonstrada e sua validade testada em diversos paises e culturas (6, 16-34). Exemplos de adaptacao do instrumento sao o OHIP-J, uma versao japonesa do OHIP original, na qual sao acrescidas cinco questoes especificas para aquela populagao (16, 17). O NHANES-OHIP e uma versao composta por sete questoes, cuja aplicacao se deu em uma pesquisa com individuos dos Estados Unidos e da Australia (18). Ja o OHIP-20 se destina a aplicacao em edentulos (19).

O metodo da adicao foi utilizado na maioria dos estudos para obter os escores relativos as respostas dadas pelos participantes (6, 16-20, 22, 24-28, 30-33). Esse modo de composicao do dado e defendido por Allen e Locker (13) e permite a aferigao da severidade do impacto. Nao obstante, criticas a esse metodo tambem sao necessarias, na medida em que e gerado um unico valor frente a variedade na distribuicao das respostas obtidas dos respondentes e suas respectivas frequencias. Entretanto, outras estrategias para minimizar possiveis vieses relacionados a obtencao de um unico valor, como por exemplo, a atribuicao de pesos as respostas, parecem nao melhorar substancialmente o desempenho do OHIP (13).

Quanto a associacao positiva constatada entre os piores indicadores pesquisados e o pior autorrelato da condicao de saude bucal, fica evidente a influencia de fatores micro e macrodimensionais, com repercussoes na qualidade de vida das pessoas (6, 16-34). A posicao ocupada pelos individuos no seu meio social e ambiental, com base na condicao de vida experimentada, pode favorecer a maior exposicao a fatores de risco ou de protegao--um fenomeno que os epidemiologistas teorizam como a producao social do processo saude-doenga (37). A partir desse pressuposto, e reconhecida a importancia que diversos fatores tem no surgimento de doengas e de agravos, afetando a qualidade de vida das pessoas e produzindo iniquidades refletidas na distribuicao das doengas (8, 38, 39).

O curso da vida, incluindo aspectos da infancia dos sujeitos, como alimentagao, condicao socioeconomica, peso ao nascer e condicoes de moradia, tambem exerce influencia na saude bucal relacionada a qualidade de vida, com resultados diferentes entre homens e mulheres. Nos homens, a autopercepcao e mais influenciada por fatos ocorridos mais cedo em suas vidas, enquanto nas mulheres a manutengao dos dentes na vida adulta tem impacto mais proeminente (24).

Quanto aos aspectos relacionados a dimensao individual, observa-se a prevalencia do genero feminino na maior parte dos estudos revisados (6, 16-19, 20-24, 26, 27, 29, 30, 32-34), o que pode representar uma limitacao nos aspectos concernentes ao genero e as possiveis inferencias ou generalizagoes para a populagao como um todo. Para alem das caracteristicas metodologicas que podem favorecer a maior participacao de mulheres nas pesquisas, a literatura tenta explicar essa tendencia considerando que as mulheres sao mais vinculadas ao ato do cuidado (pessoal e familiar) e, dessa forma, procuram mais pelos servigos de saude e relatam mais morbidades (40, 41).

O avanco da idade mostrou exercer influencia na pior autopercepcao bucal em diversos estudos (18, 23, 26, 29, 30, 32, 34). Interessantemente, a idade analisada isoladamente nao se associou significativamente ao OHIP obtido pelo metodo da adigao em idosos japoneses (16). Esse achado pode significar que o avango da idade e a respectiva condicao bucal, na cultura japonesa, nao estao vinculados a percepcao de piora na qualidade de vida. Porem, a condicao socioeconomica refletida em condicoes bucais pode explicar parte do padrao do impacto de saude bucal associado a qualidade de vida. Em idosos japoneses avaliados quanto a associacao entre hipossalivagao e sensagao de boca seca (xerostomia) e a qualidade de vida relacionada a saude bucal, os fatores que mais se associaram a uma autoavaliacao ruim foram os problemas de saude geral, a incapacidade funcional, a pior condicao socioeconomica e o isolamento social (25).

Achados similares podem ser constatados em uma analise com amostra de 653 individuos brasileiros do Estado de Minas Gerais (29). Com base na aplicacao do OHIP-14, o objetivo do estudo foi investigar a associacao entre a percepcao das pessoas sobre o impacto das condicoes de saude e de doenga bucal na qualidade de vida e idade, condicoes socioeconomicas, escolaridade, situacao da denticao, utilizacao de servicos odontologicos e habitos de higiene bucal. Os resultados indicam que os idosos percebem mais intensamente a limitacao funcional do que os jovens. Alem disso, os edentulos tambem padecem e relatam essa limitacao, bem como a maior incapacidade fisica. Quanto as variaveis socioeconomicas e sociodemograficas, a melhor autopercepcao de saude bucal se associa as situagoes economicas e de escolaridade mais favoraveis. Ainda, e digna de nota a maior procura por servigos odontologicos privados para intervengoes preventivas e o uso regular de procedimentos de higiene bucal por parte daqueles com melhor autopercepcao de saude bucal (29).

Em outra linha de interpretacao dos estudos investigados, foram encontradas maiores prevalencias de percepcao ruim entre pessoas que sofrem de problemas graves de saude geral, como infeccao pelo virus HIV (27) ou insuficiencia renal com hemodialise (28). Esse achado reitera a importancia das comorbidades e dos fatores comuns de risco.

Algumas variaveis medidas em nivel individual apresentam influencia negativa, tais como menor renda/condicao economica (6, 16, 20-25, 28, 29, 34), menor escolaridade (16, 17, 21, 23, 26, 28-30, 32) e condicoes psicossociais e comportamentais desfavoraveis (6, 16, 19, 25, 26, 31). Entretanto, ha controversias a respeito do impacto das condicoes clinicas bucais sobre a autopercepcao bucal. Um estudo sobre a relacao entre perda dentaria, fatores socioeconomicos e OHIP sugere que a perda de dentes posteriores, em especial a perda bilateral do primeiro molar, esta relacionada a piora da resposta ao OHIP (17). Um estudo com 2 085 vietnamitas indica que maiores perdas dentarias estao correlacionadas a problemas com a capacidade mastigatoria (34). Porem, para Walter et al. (6), em estudo com 140 conjuntos de dados de pacientes canadenses, a perda de dentes anteriores e mais impactante.

Ainda sobre aspectos clinicos, a reabilitagao protetica tambem parece guardar relagao com a autopercepcao bucal. Assim, o uso de proteses removiveis pode reduzir a percepcao ruim dos impactos da saude bucal (26). Outros estudos indicam que as condicoes bucais desfavoraveis determinam um pior OHIP (18, 22).

No elenco dos problemas bucais, a doenga periodontal parece estar independentemente associada a pior qualidade de vida, conforme pesquisa de Bernabe e Marcenes (31). Tal constatacao se baseou em dados de adultos que participaram da pesquisa nacional de saude bucal do Reino Unido, em 1998, apos o emprego de modelos de analises nao ajustados, ajustados parcialmente e completamente ajustados. Os adultos acometidos pelas periodontopatias apresentaram os piores escores de OHIP.

Contraditoriamente, os achados de Bandeca et al. (32) sugerem que, em brasileiros, variaveis clinicas tais como o indice de carie dentaria, indice periodontal comunitario e o uso/necessidade de uso de protese dentaria removivel teriam pouca influencia na autopercepcao dos impactos; contudo, nesse estudo, os individuos que relataram mais problemas eram aqueles com nor escolaridade e maior idade, por exemplo.

Quanto aos aspectos psicossociais, Emami et al. (19) testaram simultane-amente o efeito do tipo de tratamento reabilitador protetico e o senso de coerencia na saude bucal, definido como uma caracteristica individual de enfrentamento e adaptacao as pressoes da vida, relacionado a qualidade de vida e possiveis interacoes em idosos canadenses edentulos. Os resultados indicam que o maior senso de coerencia favorece a menor percepcao do impacto ruim. Este senso e ainda maior nos individuos casados ou que vivem com uma companhia, o que indica quao importante e o apoio familiar/social. Nessa tematica, parece que os relacionamentos sociais positivos minimizam o efeito de fatores estressores, gerados por situacoes que contribuem para resultados desfavoraveis e aumento dos riscos para a saude (42).

A respeito dos habitos deleterios dos sujeitos, achados de pesquisa robustecem a evidencia de que os piores resultados do OHIP estao associados ao consumo de cigarro, bebida alcoolica ou outras drogas (27). Outros resultados mostram que o estilo de vida relacionado a saude bucal, como por exemplo o habito de utilizar conjuntamente escova, pasta e fio dental, nao apresenta relaqao com a frequencia de impactos dos problemas de saude bucal e que o contexto de vida, avaliado pela condiqao economica, possui maior peso sobre as respostas dadas ao OHIP-14 (23).

Por fim, observa-se um consenso na literatura no sentido de que as analises que envolvem saude bucal e qualidade de vida, ao langarem mao de instrumentos subjetivos, no caso, o OHIP, sao uteis para identificar necessidades autopercebidas (6, 16-34). Ha uma convergencia de posicoes entre os autores de que informacoes relevantes (e mais explicativas) sao beneficiadas por tais avaliagoes subjetivas, sendo mais produtivas do que uma mera avaliagao normativa por parte dos clinicos, baseada em sinais da doenca (4).

As avaliagoes subjetivas devem ser interpretadas como aportes criticos essenciais aos indicadores clinicos, auxiliando no refinamento dos diagnosticos e na identificacao de pessoas ou grupos populacionais em situacao de vulnerabilidade, que precisam de intervengoes complexas e, muitas vezes, personalizadas. Por meio dos artigos analisados, pode-se concluir que ha influencias importantes a serem consideradas quanto aos fatores pesquisados relativamente a autopercepcao em saude bucal e sua conexao com qualidade de vida. O instrumento OHIP e um importante auxiliar no esclarecimento de necessidades em saude bucal e na elaboracao de estrategias para controle/redugao de doencas e promocao da saude bucal com impacto positivo na qualidade de vida.

Conflitos de interesse. Nada declarado pelos autores.

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Manuscrito recebido em 1 de agosto de 2012. Aceito em versao revisada em 26 de dezembro de 2012.

Marilisa Carneiro Leao Gabardo, [1] Simone Tetu Moyses [1] e Samuel Jorge Moyses [1]

[1] Pontificia Universidade Catolica do Parana, Escola de Saude e Biociencias, Curitiba (PR), Brasil. Correspondencia: Marilisa Carneiro Leao Gabardo, marilisagabardo@e-odonto.com

TABELA 1. Distribuicao das caracteristicas metodologicas dos estudos
sobre autopercepcao de saude bucal aferida pelo Oral Health Impact
Profile, 2001 a 2011

Caracteristica                                               No.   %

Desenho do estudo (numero da referencia)
  Transversal (6, 16-34)                                     20   100
  Nao descrito                                               --   --
Metodo de trabalho com o Oral Health Impact Profile
  Adicao (6, 16 (a)-20, 22, 24, 25, 26, 27, 28, 30-33)       16   80
  Simples contagem (14, 16)                                   2   10
  Nenhuma transformacao da variavel (21, 23, 29, 34)          4   20
Analise estatistica dos dados
  Distribuicao de frequencias (18, 21, 22a)                   3   15
  Testes de regressao (6, 16, 17, 19, 22-27, 31, 34)         12   60
  Testes parametricos/nao-parametricos (20, 23a, 28-30, 33)   7   35
  Nao descrita                                               --   --

(a) Estudos presentes em mais de uma categoria.

TABELA 2. Estudos sobre fatores associados a autopercepcao de saude
bucal aferida pelo Oral Health Impact Profile com impacto na
qualidade de vida identificados nas bases pesquisadas, de 2001 a 2011

                                      Tamanho da
Estudo                  Pais            amostra

McMillan et al.         China             586
2003 (20)

Biazevic et al.        Brasil             183
2004 (21)

Ikebe et al.            Japao            1244
2004 (16)

Brennan et al.        Australia           986
2006 (22)

Figueiredo et al.      Brasil             922
2006 (23)

Mason et al.         Reino Unido          305
2006 (24)

Ikebe et al.            Japao             287
2007 (25)

Walter et al.          Canada        Nao descrito
2007 (6)

Baba et al.             Japao             115
2008 (17)

Lahti et al.          Finlandia          5987
2008 (26)

Mulligan et al.          EUA              689
2008 (27)

Guzeldemir et al.      Turquia            47
2009 (28)

Mesquita e Vieira      Brasil             653
2009 (29)

Sampogna et al.        Suecia             444
2009 (30)

Sanders et al.          EUA/             4907
2009 (18)             Australia          (EUA)
                                   2 644 (Australia)

Bernabe e Marcenes   Inglaterra          3122
2010 (31)

Emami et al.           Canada             173
2010 (19)

Bandeca et al.         Brasil             100
2011 (32)

Locker e Quinonez      Canada            2019
2011 (33)

Nguyen et al.          Vietna            2805
2011 (34)

                      Prevalencia dos
                        generos (%)
                        (masculino/      Instrumento
Estudo                   feminino)        subjetivo    Media da idade

McMillan et al.          34,5/65,5         OHIP-49      Nao descrita
2003 (20)

Biazevic et al.            18/82           OHIP-49      Nao descrita
2004 (21)

Ikebe et al.             59,4/40,6         OHIP-J           67.1
2004 (16)

Brennan et al.           48,8/51,2         OHIP-14      Nao descrita
2006 (22)

Figueiredo et al.        42,8/57,2         OHIP-14      Nao descrita
2006 (23)

Mason et al.             47,2/52,8         OHIP-14           50
2006 (24)

Ikebe et al.             58,5/41,5         OHIP-14          66.1
2007 (25)

Walter et al.        Maior do feminino     OHIP-49      Nao descrita
2007 (6)             (sem descricao da
                        frequencia)

Baba et al.                29/71           OHIP-J           58.5
2008 (17)

Lahti et al.               47/53           OHIP-14      Nao descrita
2008 (26)

Mulligan et al.       Apenas feminino      OHIP-14          38.6
2008 (27)

Guzeldemir et al.        51,1/48,9         OHIP-14          46.3
2009 (28)

Mesquita e Vieira        9,2/90,8          OHIP-14      Nao descrita
2009 (29)

Sampogna et al.          45,7/54,3         OHIP-14          43.3
2009 (30)

Sanders et al.       Maior do feminino   NHANES-OHIP      43 (EUA)
2009 (18)            (sem descricao da                 44 (Australia)
                        frequencia)

Bernabe e Marcenes         50/50           OHIP-14          41.1
2010 (31)

Emami et al.             46,2/53,8         OHIP-20          72.1
2010 (19)

Bandeca et al.        Superior a 70%       OHIP-14          40.7
2011 (32)                feminino

Locker e Quinonez        48,2/51,8         OHIP-14          47.4
2011 (33)

Nguyen et al.        Maior do feminino     OHIP-14      Nao descrita
2011 (34)            (sem descricao da
                        frequencia)

Estudo               Fatores associados

McMillan et al.      Condicao economica, condicao de
2003 (20)            saude bucal

Biazevic et al.      Condicao economica, escolaridade
2004 (21)

Ikebe et al.         Genero, idade, escolaridade,
2004 (16)            condicao economica, condicao
                     de saude geral e bucal

Brennan et al.       Condicao de saude bucal,
2006 (22)            condicao economica, visita ao
                     dentista

Figueiredo et al.    Condicao de saude bucal,
2006 (23)            condicao economica, idade,
                     escolaridade

Mason et al.         Condicao de saude bucal,
2006 (24)            condicao economica

Ikebe et al.         Condicao de saude bucal,
2007 (25)            condicao economica

Walter et al.        Escolaridade, idade, genero,
2007 (6)             visita ao dentista, condicao
                     de saude bucal

Baba et al.          Escolaridade, idade, condicao de
2008 (17)            saude bucal

Lahti et al.         Genero, idade, escolaridade,
2008 (26)            condicao de saude bucal

Mulligan et al.      Idade, etnia, renda, uso de
2008 (27)            cigarro, alcool e outras drogas,
                     condicoes de saude geral e bucal

Guzeldemir et al.    Genero, idade, escolaridade,
2009 (28)            renda, uso de cigarro, habitos
                     de higiene bucal, condicoes de
                     saude geral e bucal

Mesquita e Vieira    Idade, condicao economica,
2009 (29)            escolaridade condicao de
                     saude bucal, visita ao dentista e
                     habitos de higiene bucal

Sampogna et al.      Genero, idade, escolaridade,
2009 (30)            condicao de saude bucal

Sanders et al.       Genero, idade, etnia, renda,
2009 (18)            condicao de saude bucal

Bernabe e Marcenes   Genero, idade, escolaridade,
2010 (31)            renda, condicao de saude bucal

Emami et al.         Genero, idade, escolaridade,
2010 (19)            condicao economica, condicao
                     psicossocial, condicao de saude
                     bucal

Bandeca et al.       Genero, idade, escolaridade,
2011 (32)            condicao de saude bucal

Locker e Quinonez    Genero, idade, renda
2011 (33)

Nguyen et al.        Genero, idade, condicao
2011 (34)            economica, condicao de saude
                     bucal

TABELA 3. Associacao entre os fatores pesquisados e a autopercepcao
de saude bucal relatada conforme o Oral Health Impact Profile nos
estudos revisados, de 2001 a 2011

                                                            Frequencia
                                                                da
                                                            associacao

Fator            No.a         Associacao (estudos)            No. (%)

Condicao           16  Positiva (6, 16, 20-25, 28, 29, 34)  11 (68,7)
economica/renda
                       Sem associacao/perda da associacao      4 (25)
                                (16b, 19, 27, 31)

                                Nao descrita (18)             1 (6,3)

Idade              15      Positiva (18, 23, 26, 29,         7 (46,7)
                                   30, 32, 34)

                       Sem associacao/perda da associacao    5 (33,3)
                              (6, 16b, 19, 25, 31)

                            Nao descrita (17, 27, 33)          3 (20)

Escolaridade       13      Positiva (16b, 17, 21, 23,        9 (69,2)
                                 26, 28-30, 32)

                       Sem associacao/perda da associacao    3 (23,1)
                                (6, 16b, 19, 31)

                                Nao descrita (18)             1 (7,7)

Genero             10           Positiva (18, 34)              1 (10)

                       Sem associacao/perda da associacao      6 (60)
                            (6, 16b, 25, 26, 31, 19)

                            Nao descrita (18, 28, 33)          3 (30)
Etnia/Raga          2           Positiva (18, 27)             2 (100)

Condicao de        17       Positiva (6, 16b, 17-19,        16 (94,1)
saude bucal                      22, 24, 27-34)

                              Sem associacao/perda            1 (5,9)
                               da associacao (18)

Condicao de         3        Positiva (16b, 27, 28)           3 (100)
saude geral

Variaveis           7   Positiva (6, 16b, 19, 25, 26, 31)    6 (85,7)
psicossociais e             Sem associacao/perda da          1 (14,3)
comportamentais                  associacao (23)

(a) Numero de estudos nos quais as variaveis estiveram presentes.

(b) Estudo presente em mais de uma categoria de associacao.
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Author:Gabardo, Marilisa Carneiro Leao; Moyses, Simone Tetu; Moyses, Samuel Jorge
Publication:Revista Panamericana de Salud Publica
Date:Jun 1, 2013
Words:5327
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