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Seedlings of Licania rigida irrigated with saline waters in soil with bovine biofertilizer and potassium/ Mudas de oiticica irrigadas com aguas salinas no solo com biofertilizante bovino e potassio.

Introducao

Considerada planta oleaginosa, a oiticica (Licania rigida Benth) e especie tipica de matas ciliares da Caatinga do Sertao, do Serido e do Agreste piauiense e dos litorais cearense e norterio-grandense. Tambem e disseminada nas bacias hidrograficas do Piaui, Ceara, Rio Grande do Norte e Paraiba, sobretudo no Sertao, em altitudes que variam de 50 a 300 m, com luminosidade solar proxima de 3.000 horas por ano em Neossolos fluvicos dos rios (antigo solos de aluviao) sendo uma especie nativa, que em seu habitat compete com outras vegetacoes. Os principais vales nordestinos cuja especie e encontrada vegetando mais densamente sao: do Acarau e Jaguaribe (CE), do Acu, Apodi e Ipanema (RN), do Pianco, Piranhas e Rio do Peixe na Paraiba (Beltrao & Oliveira, 2007).

A oiticica pertence a familia Crysobalanaceae, possui copa densa, folhas coriaceas esbranquicadas na face inferior, tronco curto e cresce ate 15 m de altura; a inflorescencia e do tipo paniculada, com frutos do tipo drupas oblongos e com uma unica semente rica em oleo (Maia, 2004). Conforme o citado autor, o oleo do fruto da oiticica e de alta secatividade e composto principalmente de acido licanio (70 a 80%) e linolenico (10 a 12%) com possibilidade de uso na industria de tintas e vernizes como componente de tintas para impressoras de computadores e pintura de automoveis alem de ser materiaprima para saboaria. Adicionalmente a extracao industrial do oleo de suas sementes, atividade que foi fonte de renda para os sertanejos no periodo de 1930 a 1950, a planta tambem exerce funcao medicinal em algumas regioes do Nordeste, atraves do uso de suas folhas no tratamento do diabetes e inflamacoes (Lorenzo & Matos, 2002; Diniz et al., 2008).

Apesar de a oiticica ser planta tipica de areas semiaridas, os efeitos da salinizacao, assim como na maioria das plantas alimenticias e nao alimenticias, tambem podem inibir seu crescimento, sobremaneira pela diminuicao na absorcao de agua e nutrientes resultando em desequilibrio nutricional, fisiologico e metabolico, pelo excesso dos sais e da acao especifica de alguns ions como cloreto, sodio, boro, carbonato e bicarbonato (Ayers & Westcot, 1999). Esses estresses se refletem negativamente no crescimento e no desenvolvimento dos vegetais, de modo especial pela reducao da area radicular e foliar, da atividade fotossintetica e capacidade produtiva das plantas, em geral (Munns & Tester; 2008; Dias & Blanco, 2010; Pinheiro et al., 2008; Rigon et al., 2012).

Uma das tentativas para atenuar os efeitos depressivos dos sais as plantas tem sido o emprego de insumos organicos visando incrementar o teor de substancias humicas no solo como materia organica, insumos organicos disponiveis no mercado e os biofertilizantes (esterco liquido fermentado de bovino) que atenuem o dano provocado pela salinizacao as plantas. Neste contexto resultados obtidos por Cavalcante et al. (2011) e Nunes et al. (2012) indicam acao mitigadora do biofertilizante bovino a elevada concentracao de sais na agua de irrigacao durante a formacao de mudas de pinhao-manso (Jatropha curcas), goiabeira (Psidium guajava) e nim indiano (Azadirachta indica).

Alem dos insumos organicos as interacoes salinidade versus fertilidade do solo tambem devem ser avaliadas com frequencia em areas semiaridas; dentre elas, a interacao salinidade versus potassio, em razao deste nutriente estimular a ativacao de enzimas envolvidas no processo respiratorio, na fotossintese, na manutencao do equilibrio ionico ou osmorregulacao das plantas, turgidez celular, controle da abertura e do fechamento dos estomatos, sintese e degradacao de amido, transporte de carboidratos no floema, resistencia da planta a deficiencia hidrica e salinidade do solo, como concluiram Kabir et al. (2004) e Gurgel et al. (2010) apos estudar o feijao-de-corda (Vigna unguiculata) e meloeiro (Cucumis melo L.) irrigados com aguas salinas e adubacao potassica do solo.

Propos-se, com o presente trabalho, avaliar o comportamento vegetativo durante a formacao de mudas de oiticica irrigadas com aguas de salinidade crescente no solo com biofertilizante bovino e potassio.

Material e Metodos

O experimento foi conduzido em ambiente telado no Laboratorio de Analises de Sementes do Departamento de Fitotecnia e Ciencias Ambientais, Centro de Ciencias Agrarias, Universidade Federal da Paraiba em Areia, PB, municipio inserido na microrregiao do Brejo paraibano, situado pelas coordenadas geograficas 6[degrees] 58' 12" de latitude Sul, 35[degrees] 42' 15" de longitude Oeste de Greenwich e 619 m de altitude, entre marco e junho de 2012.

Os tratamentos foram distribuidos em delineamento inteiramente casualizado em esquema fatorial 5 x 2 x 2, correspondendo a cinco condutividades eletricas da agua de irrigacao--CEa de 0,5; 1,5; 3,0; 4,5 e 6,0 dS [m.sup.-1]; dois tratamentos sem e com 300 mL de biofertilizante bovino aplicados de uma so vez no solo e dois tratamentos sem e com 1,4 g de [K.sup.2]O oriundo de cloreto de potassio com seis repeticoes.

O substrato constou de material coletado de um Latossolo Amarelo distrofico, nao salino, coletado na camada de 0-20 cm, no municipio de Areia, PB. Depois de passado em peneira de 2 mm de malha, o solo continha 444, 93 e 463 g [kg.sup.-1] de areia, silte e argila, respectivamente, e os atributos quimicos quanto a fertilidade (EMBRAPA, 2011) e quanto a salinidade (Richards, 1954) estao indicados na Tabela 1; em seguida, foram adicionados 2,5 g [kg.sup.-1] de solo de superfosfato triplo e acondicionados 3 [dm.sup.-3] de terra fina secada ao ar em bolsas de polietileno preto, com capacidade para 4 [dm.sup.3].

As aguas referentes a cada nivel salino foram preparadas pela diluicao de uma agua salina de barragem (CEa = 8,5 dS [m.sup.-1]), advinda do acude Jacare, municipio de Remigio, PB, em uma agua nao salina (CEa = 0,5 dS [m.sup.-1]) de abastecimento municipal. A irrigacao foi feita com base no processo de pesagem fornecendo-se, diariamente, o volume de cada tipo de agua evapotranspirada nos seus respectivos tratamentos, de modo a elevar a umidade do solo ao nivel da capacidade de campo.

Nos tratamentos com potassio foi incorporado 1,4 g de cloreto de potassio na massa da metade do volume superficial do substrato. O biofertilizante foi preparado via fermentacao metanogenica de volumes iguais de esterco fresco de bovino e agua, durante 30 dias, em biodigestor anaerobico (Nunes et al., 2012) que no dia da aplicacao continha a composicao quimica, em macro e micronutrientes, indicada na Tabela 2. Depois de fermentado o insumo organico foi filtrado e 300 mL, volume correspondente a 10% do volume total do substrato foram aplicados de unica vez na superficie, tres dias antes da semeadura.

A semeadura foi feita com tres sementes por unidade experimental, provenientes de matrizes selecionadas na propriedade Pinhoes no municipio de Pombal, PB. As primeiras plantulas normais surgiram aos quinze dias e o processo de germinacao foi estabilizado aos vinte e cinco dias apos a semeadura.

Aos trinta dias apos a emergencia (DAE) efetuou-se o desbaste mantendo-se a planta mais vigorosa; aos 90 DAE foram medidos a altura de planta com trena milimetrada, o diametro na altura do colo com paquimetro digital, a area foliar com o medidor eletronico ADC Bioscientific Ltda Meter AM300 e os teores totais de clorofila determinados com o clorofilometro portatil ClorofiLOG CFL1030; em seguida foram separadas, de cada planta, as raizes da parte aerea e postas para secar em estufa com circulacao de ar a 65[degrees]C ate massa constante e o Indice de Qualidade de Dickson (IQD) que mede a qualidade de mudas de especies vegetais, conforme metodologia preconizada por Dickson et al. (1960).

Os resultados foram submetidos a analise de variancia adotando-se, para a selecao do modelo, a magnitude dos coeficientes de regressao significativos a niveis de 0,01 e 0,05 de probabilidade de erro pelo teste "t", respectivamente, empregando-se o software estatistico ASSISTAT versao 7.5 beta (Silva & Azevedo, 2002).

Resultados e DiscussAo

O aumento da condutividade eletrica das aguas de irrigacao, independentemente da aplicacao de biofertilizante bovino, inibiu o crescimento em altura embora em menor proporcao em todos os niveis de salinidade das aguas nas plantas dos tratamentos com a presenca do insumo organico (Figura 1A). Apesar da superioridade em relacao as plantas dos tratamentos sem biofertilizante, os valores foram reduzidos linearmente de 31,10 para 22,84 cm resultando em perdas de 26,6%. Nas plantas do solo sem biofertilizante os efeitos das aguas salinas foram muito mais danosos, em que as plantas atingiram a maior altura de 21,28 cm correspondente a salinidade da agua de 0,57 dS [m.sup.-1] e nao sobreviveram as irrigacoes com aguas de 4,5 e 6,0 dS [m.sup.-1].

As maiores alturas de plantas no solo com biofertilizante bovino, conforme Brahmaprakash & Sahu (2012) sao respostas do insumo organico em atenuar, atraves da liberacao de substancias humicas, os efeitos negativos da salinidade as plantas. Esses resultados estao em acordo com os apresentados por Nunes et al. (2012) ao constatarem acao benefica do biofertilizante bovino durante o crescimento inicial em plantas de nim indiano irrigado com aguas salinas.

O aumento salino das aguas no solo sem ou com cloreto de potassio comprometeu o crescimento em altura das mudas de oiticica (Figura 1B). Nos tratamentos sem o fertilizante mineral as plantas tiveram crescimento inibido linearmente a nivel de 4,048 cm por aumento unitario da condutividade eletrica da agua de irrigacao. Os valores foram reduzidos de 30,41 para 8,15 cm refletindo numa perda superior a 73,20% entre o crescimento em altura das plantas irrigadas com a agua de menor e de maior conteudo salino. No solo com potassio a maior altura das plantas foi 21,11 cm referente a menor salinidade da agua de 0,85 dS [m.sup.-1] significando que as mudas irrigadas com aguas de nivel salino superior a 0,85 dS [m.sup.-1] comprometeu o crescimento em altura das plantas.

Pelos resultados da Figura 1B, o crescimento em altura foi superior nas plantas dos tratamentos sem cloreto de potassio ate salinidade da agua de 2,3 dS [m.sup.-1]; a partir do referido valor, o fertilizante mineral estimulou o crescimento com o aumento do teor salino das aguas. Ao considerar que o contato das plantas com os sais foi de 90 dias, percebe-se que a acao atenuadora do potassio a salinidade nao e, de imediato, a sua aplicacao ou o ajustamento osmotico da oiticica a salinidade aumenta paulatinamente com a idade das plantas. Esta tendencia dos dados se assemelha a observada em meloeiro irrigado com aguas salinas no solo com cloreto de potassio, por Gurgel et al. (2010) ao constatarem que o aumento do fertilizante mineral inibiu os efeitos negativos dos sais as plantas.

Os diametros do caule nas plantas do solo com biofertilizante bovino, mesmo nao se ajustando a nenhum modelo de regressao em funcao da salinidade das aguas com media de 5,23 mm, foram significativamente superiores aos das plantas do solo sem o insumo organico (Figura 2A). Nos tratamentos sem o respectivo insumo organico o diametro caulinar cresceu ate 4,78 mm com o aumento da salinidade das aguas ate 1,01 dS [m.sup.-1]. As irrigacoes com aguas de teor salino acima de 1,01 dS [m.sup.-1] comprometeram o crescimento das mudas de oiticica pelo diametro do caule, como registrado tambem no crescimento das plantas em altura. Comportamento semelhante ao da oiticica foi registrado por Nunes et al. (2012) ao concluirem que o biofertilizante bovino nao elimina mas atenua os efeitos degenerativos da salinidade da agua de irrigacao em mudas de nim.

No solo sem potassio (Figura 2B) os valores medios do diametro caulinar decresceram linearmente de 6,16 para 1,53 mm com o aumento da concentracao salina resultando em perdas superiores a 75%. Nas plantas dos tratamentos com cloreto de potassio o diametro cresceu ate 4,79 mm com o aumento da salinidade das aguas de 0,5 ate 0,91 dS [m.sup.-1] e foi inibido nas plantas irrigadas com aguas de condutividade eletrica acima deste nivel salino; em ambas as situacoes o comportamento observado com as plantas de oiticica se assemelha ao da maioria das plantas glicofitas de valor comercial ou nao (Ayers & Westcot, 1999; Munns & Tester, 2008) em que o estresse salino das aguas inibe o crescimento vegetativo.

Constata-se tambem, como no crescimento em altura, que no solo sem cloreto de potassio o diametro das plantas irrigadas com agua de condutividade eletrica ate proximo de 3,0 dS [m.sup.-1] superou as do solo com o fertilizante mineral mesmo que neste respectivo tratamento a irrigacao com aguas mais salinas haja estimulado o diametro caulinar das mudas. Pelos resultados e mesmo considerando o declinio dos valores com o aumento da salinidade das aguas, a superioridade do diametro das plantas irrigadas com aguas acima de 3,0 dS [m.sup.-1] no solo com cloreto de potassio, evidencia acao positiva do fertilizante em atenuar a agressividade dos sais as plantas durante a fase de formacao das mudas. Esta situacao, conforme Kabir et al. (2004) e resposta da acao positiva do potassio em estimular a respiracao, atividade clorofilatica, transporte de assimilados organicos como carboidratos pelo floema, resultando em maior osmorregulacao e ajustamento osmotico de feijao-de-corda (Vigna unguiculata) em substrato salino.

A producao de materia seca da parte aerea das mudas no solo com biofertilizante, apesar de decrescer linearmente com o aumento da salinidade das aguas, foi significativamente superior as plantas sem o insumo organico sob irrigacao com agua, independente do nivel salino aplicado (Figura 3A). No solo com o respectivo insumo organico o acumulo de massa seca da parte aerea diminuiu linearmente de 13,46 para 11,11 g, resultando em declinio superior a 17% entre as plantas irrigadas com agua de boa qualidade (0,5 dS [m.sup.-1]) para a de maior concentracao salina (6,0 dS [m.sup.-1]). Nos tratamentos sem biofertilizante a fitomassa seca da parte aerea cresceu entre as plantas irrigadas com aguas de 0,5 ate 0,69 dS [m.sup.-1] com valor de 11,73 g [planta.sup.-1] porem foi inibida com o incremento salino das aguas usadas na irrigacao. A superioridade das plantas do substrato com biofertilizante, conforme Asik et al. (2009) e devida a acao das substancias humicas oriundas de fontes organicas, como o biofertilizante bovino, em proporcionarem a producao de acidos organicos, carboidratos, acucares como sacarose e outros solutos organicos. Para Lacerda et al. (2003) esses solutos organicos atenuam os efeitos da acao depressiva da salinidade as plantas.

O aumento da salinidade das aguas inibiu a capacidade das mudas de oiticica de produzir biomassa da parte aerea mas, basicamente, sem diferencas significativas entre as plantas do solo sem e com cloreto de potassio, sobretudo nas irrigadas com aguas de teor salino abaixo de 3,0 dS [m.sup.-1] (Figura 3B). No solo sem cloreto de potassio os valores foram diminuidos de 13,46 para 5,34 g [planta.sup.-1] em relacao a queda de 13,89 para 4,28 g [planta.sup.-1] no solo com o fertilizante mineral resultando em perdas de 60,3 e 69,2% entre as plantas irrigadas com de 0,5 e 6,0 dS [m.sup.-1], respectivamente. Apesar dessas elevadas perdas, as plantas do solo com cloreto de potassio sofreram menos os efeitos da salinidade das aguas uma vez que, quando irrigadas com aguas acima de 2,1 dS [m.sup.-1] produziram mais materia seca que as do solo sem o fertilizante.

Quanto a massa seca de raizes, os valores das mudas desenvolvidas no solo com biofertilizante, mesmo sem se adequar a nenhum tipo de regressao, com media de 10,52 g [planta.sup.-1], superaram os das plantas dos tratamentos sem o referido insumo (Figura 4A).

No solo sem biofertilizante a irrigacao com aguas de 0,5 a 0,97 dS [m.sup.-1] promoveu aumento da biomassa seca das raizes ate o maior valor de 10,57 g [planta.sup.-1]. Entretanto, a irrigacao com aguas de condutividade eletrica alem deste valor, comprometeu a producao de biomassa radicular pelas plantas, como verificado para altura, diametro caulinar e biomassa da parte aerea. Tal declinio e comum na maioria das plantas, em geral (Ayers & Westcot, 1999), em plantas alimenticias (Silva et al., 2011) e nao alimenticias (Cavalcante et al., 2011; Santos et al., 2013).

A superioridade observada em plantas submetidas aos tratamentos com o biofertilizante, como registrado em outras variaveis, e resposta dos efeitos das substancias humicas produzidas ou liberadas pela aplicacao da materia organica ao solo, na forma solida ou liquida, em diminuir a diferenca do potencial osmotico entre o solo e o interior das raizes, promover a producao ou liberacao de compostos organicos, como acidos humicos que estimulam paulatinamente o ajustamento osmotico das plantas crescendo sob estresse salino (Silva et al., 2011; Brahmaprakash & Sahu, 2012).

O comportamento das plantas crescendo sobre solo sem e com cloreto de potassio (Figura 4B) se assemelha ao das Figuras 1, 2 e 3, em que as plantas de oiticica sob tratamentos sem KCl irrigadas com aguas de menor salinidade superam as do solo com o fertilizante mineral. Por outro lado, no solo com potassio as plantas produzem mais biomassa radicular sob irrigacao com aguas de nivel salino mais elevado.

A biomassa radicular das mudas de oiticica aumentou com o teor salino das aguas de 0,5 para ate 0,99 e 0,87 dS [m.sup.-1], respectivamente, no solo sem e com cloreto de potassio, resultando em maiores acumulos de biomassa de 10,61 e 10,72 g [planta.sup.-1]. A irrigacao com aguas de niveis salinos acima dos verificados resultou em perdas da producao de biomassa radicular das plantas em ambas as situacoes; entretanto, a adicao do potassio atenuou os efeitos da salinidade da agua nas plantas irrigadas com aguas de salinidade superior a 1,5 dS [m.sup.-1] em relacao as dos tratamentos sem cloreto de potassio. A tendencia dos resultados esta compativel com Gurgel et al. (2010) ao concluirem que o potassio atenua os efeitos danosos da salinidade em meloeiro irrigado com aguas salinas.

Apesar do Indice de Qualidade de Dickson (IQD) sofrer acao significativa da interacao salinidade versus biofertilizante, os dados referentes as mudas do solo com biofertilizante nao se adequaram a nenhum modelo matematico. Assim sendo, foram representados pelo IQD medio de 3,61 e superaram as do solo sem biofertilizante irrigadas com aguas de salinidade superior a 2,2 dS [m.sup.-1] (Figura 5A). No solo sem biofertilizante o maior indice de qualidade de Dickson (IQD = 0,41) correspondeu as mudas irrigadas com agua de salinidade maxima 1,1 dS [m.sup.-1]. A partir deste nivel salino das aguas a qualidade das mudas de oiticica foi marcadamente comprometida.

A melhor qualidade das mudas dos tratamentos com biofertilizante sob irrigacao com agua de condutividade eletrica acima de 2,2 dS [m.sup.-1], e devida o insumo, que conforme Mellek et al. (2010), exercer melhoria na qualidade fisica do solo em aumentar o espaco poroso para a infiltracao da agua e no crescimento radicular. Alem da melhoria fisica o biofertilizante tambem pode contribuir para melhorar a fertilidade do solo. Esta acao se deve a capacidade do insumo organico em adsorver bases trocaveis pela formacao de complexos organicos e pelo desenvolvimento de cargas negativas diminuindo os efeitos danosos da agua com alta concentracao salina (Silva et al., 2011).

A qualidade das mudas diminuiu em funcao da salinidade das aguas independente do solo sem ou com cloreto de potassio (Figura 5B). Em ambos os solos os maiores IQD de 3,76 e 3,97 corresponderam, respectivamente, as plantas irrigadas com aguas de teor salino maximo 0,65 e 1,01 dS [m.sup.-1]. Ao considerar que o Indice de Qualidade de Dickson (IQD) se baseia na relacao altura e diametro e na alocacao de biomassa entre raiz e parte area (Fonseca, 2000) e que os maiores indices correspondem as melhores mudas conforme Gomes (2001) em Eucalyptus grandis, constatou-se que o cloreto de potassio promoveu a formacao de mudas de oiticica de melhor qualidade, irrigadas com agua de maior teor salino em relacao ao solo sem o referido fertilizante mineral.

Com relacao aos teores totais de clorofila observa-se que a irrigacao com aguas de 0,5 ate 2,67 dS [m.sup.-1] no solo com biofertilizante inibiu a capacidade clorofilatica das mudas com declinio dos indices de 53,61 para o valor minimo de 49,3. Verifica-se tambem que a irrigacao com aguas de salinidade maior estimulou a producao de clorofila total das mudas com o indice maximo de 59,36 determinado nas plantas irrigadas com a agua de maior salinidade (Figura 6A). Ao constatar que no solo sem o insumo organico o teor salino das aguas comprometeu mais severamente a capacidade clorofilatica das plantas constata-se, como em outras variaveis, acao positiva do biofertilizante em mitigar os efeitos deleterios da salinidade na atividade clorofilatica das mudas de oiticica.

O aumento da salinidade das aguas prejudicou a capacidade clorofilatica das mudas de oiticica independentemente da adicao ou nao do cloreto de potassio ao solo (Figura 6B). Os indices diminuiram de 62,07 para 16,51 e de 57,03 para 23,07 entre as plantas do solo sem e com cloreto de potassio irrigadas com aguas de 0,5 e 6,0 dS [m.sup.-1] e indicam perdas de 73,4 e 59,5% respectivamente. Pelo coeficiente dos valores entre as plantas tratadas com maior e menor condutividade eletrica, as perdas foram de 59,5 e de 73,4% respectivamente, no solo com e sem cloreto de potassio. Mesmo admitindo a elevada perda de 59,5%, verifica-se que a adicao do cloreto de potassio mitiga intensidade do efeito salino das aguas as plantas em relacao as do solo sem o fertilizante mineral.

A area foliar das plantas irrigadas com aguas salinas no solo com biofertilizante, mesmo nao se ajustando a nenhum modelo de regressao, foi significativamente superior as do solo sem o insumo organico (Figura 7A). No solo sem biofertilizante o aumento da salinidade das aguas ate 1,73 dS [m.sup.-1] estimulou a expansao da area foliar ate o valor de 40,43 [cm.sup.2] [planta.sup.-1]. A irrigacao com aguas de salinidade superior resultou em declinio desta variavel, como registraram tambem Cavalcante et al. (2011) e Nunes et al. (2012) em mudas de pinhao-manso e de nim, no solo com biofertilizante bovino aplicado na forma liquida e irrigacao com aguas de concentracao salina crescente.

Quanto ao cloreto de potassio, a area foliar das plantas aumentou em funcao da salinidade das aguas, ate 2,03 e 3,49 dS [m.sup.-1] atingindo os maiores valores de 43,11 e 36,29 [cm.sup.2] [planta.sup.-1] em mudas com os tratamentos sem e com o insumo mineral, respectivamente (Figura 7B). Irrigacoes com aguas de salinidade superiores, provocou declinio a expansao foliar das mudas de oiticica, em ambas as situacoes. Percebe-se, tambem, comportamento invertido entre as plantas do solo sem e com cloreto de potassio em funcao da salinidade das aguas em que as plantas do solo sem cloreto de potassio, irrigadas com aguas de salinidade ate proximo de 3 dS [m.sup.-1], exibiram maior area foliar; apesar disto, as do solo com o fertilizante mineral tiveram a area foliar estimulada pela irrigacao com aguas de salinidade acima de 3 dS [m.sup.-1] situacao esta tambem registrada como para a altura e diametro caulinar, massa seca da parte aerea e raizes das plantas, evidencia acao atenuadora do cloreto de potassio a intensidade dos efeitos negativos da salinidade das aguas as mudas de oiticica. Comparativamente, a tendencia do comportamento dos dados esta compativel com Costa et al. (2008) apos estudarem o crescimento de plantas de amaranto (Amaranthus spp) sob estresse salino e registrar aumento da producao de biomassa com o aumento da salinidade da agua de irrigacao no solo com adubacao mineral, inclusive potassio, em relacao as plantas dos tratamentos sem este insumo mineral.

CONCLUSOES

1. O aumento da salinidade das aguas inibe a altura, o diametro caulinar,a biomassa seca das raizes, a parte aerea, a area foliar e a atividade clorofilatica, com reflexos negativos na qualidade das mudas, mas em menor intensidade nas plantas do solo com biofertilizante bovino.

2. O cloreto de potassio atenua a acao degenerativa da salinidade das aguas as mudas de oiticica, mas em menor proporcao que o biofertilizante bovino.

Protocolo 028.13--05/02/2013 * Aprovado em 20/09/2013

AGRADECIMENTOS

A Coordenacao de Aperfeicoamento de Pessoal de Nivel Superior (CAPES) pelo financiamento do projeto e concessao da bolsa PNPD e ao Programa de Pos-Graduacao em Ciencia do Solo do Centro de Ciencias Agrarias da Universidade Federal da Paraiba (PPGCS/CCA/UFPB) pelo apoio logistico.

Literatura Citada

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Manoel A. Diniz Neto (1), Ivandro de F. da Silva (2), Lourival F. Cavalcante (3), Belisia L. M. T. Diniz (4), Jose C. A. da Silva (5) & Edcarlos C. da Silva (6)

(1) CCHSA/UFPB, Bananeiras, PB. E-mail: alexandrediniz@cchsa.ufpb.br (Autor correspondente)

(2) CCA/UFPB, Areia, PB. E-mail: ivandro@cca.ufpb.br

(3) CCA/UFPB, Areia, PB. E-mail: lofeca@cca.ufpb.br

(4) CCHSA/UFPB, Bananeiras, PB. E-mail: belisialucia@cchsa.ufpb.br

(5) Embrapa Algodao, Campina Grande, PB. E-mail: jose.aguiar-silva@embrapa.br

(6) CCA/UFPB, Areia, PB. E-mail: edcarloscamilo@bol.com.br. Bolsista PIBIC

Tabela 1. Caracterizacao quimica do solo na camada de 0-20 cm para
fins de fertilidade e salinidade

Fertilidade                                            Teores

pH em agua (1:2,5)                                     05,11
P (mg [dm.sup.-3])                                      3,00
[K.sup.+] (mg [dm.sup.-3])                             48,76
[Al.sup.3+] ([cmol.sub.c] [dm.sup.-3])                  0,82
[H.sup.+] + [Al.sup.3+] ([cmol.sub.c] [dm.sup.-3])      4,93
[Ca.sup.2+] ([cmol.sub.c] [dm.sup.-3])                  0,39
[Mg.sup.2+] ([cmol.sub.c] [dm.sup.-3])                  0,29
[Na.sup.+] ([cmol.sub.c] [dm.sup.-3])                   0,13
SB ([cmol.sub.c] [dm.sup.-3])                           0,93
CTC ([cmol.sub.c] [dm.sup.-3])                          5,86
V (%)                                                  15,87
MOS (g [dm.sup.-3])                                    17,85
Classificacao                                        Distrofico

Salinidade                                             Teores

pH                                                      5,32
[Ca.sup.2+] ([mmol.sub.c] [L.sup.-1])                   2,00
[Mg.sup.2+] ([mmol.sub.c] [L.sup.-1])                   0,50
[Na.sup.+] ([mmol.sub.c] [L.sup.-1])                    1,03
[K.sup.+] ([mmol.sub.c] [L.sup.-1])                     0,19
[Cl.sup.-] ([mmol.sub.c] [L.sup.-1])                    2,11
C[O.sub.3.sup.2-] ([mmol.sub.c] [L.sup.-1])            Tracos
HC[O.sub.3.sup.-] ([mmol.sub.c] [L.sup.-1])             0,87
S[O.sub.4.sup.2-] ([mmol.sub.c] [L.sup.-1])             0,44
CEes (dS [m.sup.-1])                                    0,36
RAS [(mmol [L.sup.-1]).sup.0,5]                         1,15
PST (%)                                                 2,22
Classificacao                                        Nao salino

SB--Soma de bases ([Ca.sup.2+] + [Mg.sup.2+] + [K.sup.+] +
[Na.sup.+]); CTC--Capacidade de troca de cations (SB + [H.sup.+] +
[Al.sup.3+]); V--Saturacao por bases (SB/cTc) x 100; mOs--Materia
organica do solo CEes--Condutividade eletrica do extrato de
saturacao; RAS--Relacao de adsorcao de sodio: [Na.sup.+]/
[([Ca.sup.2+] + [Mg.sup.2+])/2].sup.1/2]; PST--Percentagem de
sodio trocavel ([Na.sup.+]/CTC) x 100.

Tabela 2. Caracterizacao quimica do biofertilizante
bovino aplicado nos tratamentos

Macronutrientes         Teores (g [kg.sup.-1] ms)

Nitrogenio (N)                     0,98
Fosforo (P)                        0,43
Potassio (K)                       0,49
Calcio (Ca)                        0,31
Magnesio (Mg)                      0,73
Enxofre (S)                        1,29

Micronutrientes         Teores (mg [kg.sup.-1] ms)

Boro (B)                            3
Cobre (Cu)                          3
Ferro (Fe)                          65
Manganes (Mn)                       51
Zinco (Zn)                          4
Sodio (Na *)                       339
pH                                 6,8
CE (dS [m.sup.-1])                 2,1

* Elemento nao essencial as plantas; ms-materia seca
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Author:Neto, Manoel A. Diniz; da Silva, Ivandro de F.; Cavalcante, Lourival F.; Diniz, Belisia L.M.T.; da S
Publication:Revista Brasileira de Engenharia Agricola e Ambiental
Date:Jan 1, 2014
Words:5486
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